Comemoração de todos os fiéis Defuntos

1.ª Missa

2 de Novembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Felizes os mortos, F. dos Santos, NRMS 19-20

cf. 1 Tess 4, 14; 1 Cor 15, 22

Antífona de entrada: Assim como Jesus morreu e ressuscitou, também aos que morrem em Jesus, Deus os levará com Ele à sua glória. Se em Adão todos morreram, em Cristo todos voltarão à vida.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ontem foi um dia tão bonito! Celebrámos aqueles que na Terra viveram segundo a vontade de Deus: Todos os Santos.

Muitos que hoje, dia de Fiéis Defuntos, recordamos com saudade também são santos. Pedimos ao Senhor pelos que se purificam no Purgatório, acreditando que rezam sem cessar por nós os que já se encontram no Céu.

 

Oração colecta: Deus, Pai de misericórdia, escutai benignamente as nossas orações, para que, ao confessarmos a fé na ressurreição do vosso Filho, se confirme em nós a esperança da ressurreição dos vossos servos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Job, no Antigo Testamento, crê que, após a morte, verá e contemplará a Deus. Também nós pela Fé acreditamos que viveremos para sempre com o Senhor.

 

Job 19, 1.23-27a

1Job tomou a palavra e disse: 23«Quem dera que as minhas palavras fossem escritas num livro, ou gravadas em bronze 24com estilete de ferro, ou esculpidas em pedra para sempre! 25Eu sei que o meu Redentor está vivo e no último dia Se levantará sobre a terra. 26Revestido da minha pele, estarei de pé na minha carne verei a Deus. 27aEu próprio O verei, meus olhos O hão-de contemplar».

 

Este pequeno trecho, de irregular transmissão textual, é um dos mais citados pela tradição cristã; corresponde à resposta de Job às acusações dos seus amigos; é um hino de esperança e confiança em Deus no meio do seu atroz sofrimento, um hino que fica bem realçado, ao dizer: «palavras escritas… esculpidas em pedra para sempre».

25 «E no último dia Se levantará sobre a terra». Esta última reformulação da tradução litúrgica – que antes já tinha abandonado o texto latino da Vulgata para se cingir ao texto hebraico massorético – parece ter querido recuperar um sentido escatológico (o da ressurreição final), ao não referir o adjectivo «último» a Deus, mas sim a «dia» (substantivo que não aparece no hebraico, mas que S. Jerónimo subentendeu). No entanto, o verbo «Se levantará» (que S. Jerónimo traduziu na 1ª pessoa, referindo-o a Job) segue o texto hebraico.

26 «Na minha carne verei a Deus». O texto massorético tem o seguinte sentido: ainda nesta vida (com a minha carne já curada) hei-de sentir a protecção de Deus, o seu amor e bondade (é este o sentido corrente no A. T. de «ver a Deus»). A verdade é que a nova tradução litúrgica, baseada na pauta da Neovulgata, quis manter o sentido escatológico do texto, de acordo com o antigo uso do texto na Liturgia dos defuntos. De facto, quando o justo que sofre (Job), haverá de ver plenamente a Deus com a sua carne, será na Ressurreição (ainda que a doutrina da ressurreição não apareça no livro de Job e seja algo ao arrepio desta obra). A Vulgata de S. Jerónimo tinha uma tradução que hoje nenhum crítico segue: «Eu sei que o meu Redentor vive e que no último dia eu hei-de ressuscitar da terra e serei novamente revestido da minha pele e com a minha própria carne verei o meu Deus». A verdade, porém, é que estamos diante duma passagem que oferece bastantes dificuldades para a reconstituição do texto original e a Neovulgata optou por um texto aberto a um sentido escatológico, semelhante ao da tradução litúrgica que aqui temos.

 

Salmo Responsorial    Sl 26 (27), 1.4.7 e 8b e 9a.13-14 (R. 1a ou 13)

 

Monição: Nunca duvidemos da vida eterna. Se alguma vez as trevas nos impedirem de ver o Caminho lembremo-nos que Ele é a nossa luz e salvação.

 

Refrão:        Espero contemplar a bondade do Senhor

                     na terra dos vivos.

 

Ou:               O Senhor é a minha luz e a minha salvação.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é o protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da suavidade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

A vossa face, Senhor, eu procuro:

não escondais de mim o vosso rosto.

 

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor

na terra dos vivos.

Confia no Senhor, sê forte.

Tem coragem e confia no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A nossa vida na Terra há-de terminar um dia mas o Senhor ressuscitar-nos-á para com Ele vivermos eternamente.

 

2 Coríntios 4, 14-18 – 5, 1

14Como sabemos, irmãos, Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará convosco para junto d’Ele. 15Tudo isto é por vossa causa, para que uma graça mais abundante multiplique as acções de graças de um maior número de cristãos para glória de Deus. 16Por isso, não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. 17Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória. 18Não olhamos para as coisas visíveis, olhamos para as invisíveis: as coisas visíveis são passageiras, ao passo que as invisíveis são eternas. 5, 1Bem sabemos que, se esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita, recebemos nos Céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não é feita pela mão dos homens.

 

A leitura é duma grande riqueza doutrinal e projecta a luz da fé sobre o mistério da morte, um mistério a que ninguém pode fechar os olhos, sobretudo na comemoração do dia de hoje. A esperança da ressurreição e da glória do Céu, que animava o Apóstolo Paulo, é a mesma que nos anima a nós.

16 «Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia». A antítese «homem exterior» «homem interior» visa a oposta dualidade da antropologia teológica paulina, mais do que a dualidade da antropologia filosófica grega, embora sem prescindir dela. O homem exterior é o ser humano considerado na sua mortalidade, votado à ruína e decomposição física (cf. v. 7: um frágil «vaso de barro»), em contraste com o homem interior, que aqui, mais do que a imortalidade da filosofia grega (a athanasía: cf. 1 Cor 15, 53-54; 1 Tim 6, 16), parece indicar a vitalidade sobrenatural imperecível infundida no Baptismo, um princípio de santificação que possibilita que o homem regenerado se vá renovando de dia para dia, identificando-se cada vez mais com Cristo ressuscitado. A vida dos santos demonstra esta afirmação paulina: à medida que os seus corpos se vão consumindo por sofrimentos e penitências corporais, renova-se a sua juventude de alma, a sua alegria. A propósito destas noções, temos que reconhecer que Paulo não utiliza nos seus escritos um modelo antropológico único; com efeito, embora a sua formação seja radicalmente hebraica, ele, ao dirigir-se ao mundo helenístico, também se serve de categorias do pensamento filosófico grego corrente. Daqui provém, às vezes, alguma dificuldade de interpretação dos seus textos, cuja antropologia não se pode absolutizar.

5, 1 «Tenda... morada terrestre...» Tenda (skênos), designa no mundo grego o corpo, como invólucro da alma, uma alusão ao carácter provisório da nossa morada terrestre, em contraposição com o corpo já ressuscitado e glorioso, à maneiro do de Cristo. Que Paulo admite uma escatologia individual e intermédia, distinta da ressurreição final, é uma coisa que fica bem clara neste mesmo capítulo 5 da 2ª aos Coríntios «preferimos exilar-nos do corpo para ir morar junto de Cristo» (cf. Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé em 17-5-79; ver texto em CL, ano C (1979-80), n.º 11/12, pp. 1698-1700).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: Há tanta gente que não acredita em Deus! Agradeçamos ao Senhor o dom da Fé. Ele nos chama. Vamos ao Seu encontro.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 11, 25-30

25Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. 30Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 

A leitura é uma das mais belas orações de Jesus que aparecem nos Evangelhos, um hino de louvor e de acção de graças, que também aparece em Lc 10, 21-24.

25-27 «Sábios e inteligentes» (prudentes) são os sábios orgulhosos, que confiam apenas na sua sabedoria; auto-suficientes, julgam poder salvar-se com os seus próprios recursos de inteligência e poder. Os «pequeninos» são os humildes, abertos à fé, capazes de visão sobrenatural. A revelação divina só pode ser aceite e captada pela fé. Uma ciência soberba impede de aceitar a loucura divina da Cruz (cf. 1 Cor 1, 19-31). Jesus reivindica para Si um conhecimento do Pai (Deus) perfeitamente idêntico ao conhecimento que o Pai tem do Filho (Jesus), e isto porque Ele, e só Ele, é o Filho, igual ao Pai, Deus com o Pai.

28-30 Palavras estas maravilhosas, que nos patenteiam os sentimentos do Coração de Cristo. O povo andava «cansado e oprimido» com as minuciosas exigências da lei antiga e das tradições que os fariseus e doutores da lei impunham com todo o rigorismo do seu frio e insuportável legalismo que oprimia a liberdade interior e roubava a paz ao coração. Jesus não nos dispensa de levar o seu «jugo» e a sua «carga», mas não quer que nos oprima, pois quer que O sigamos por amor, e «para quem ama é suave; pesado, só para quem não ama» (Santo Agostinho, Sermão 30, 10). O mesmo Santo Agostinho comenta esta passagem: «qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas, e verás como voa» (Sermão 126, 12).

 

(N. B. — Há outras possibilidades de leituras para a 2ª e a 3ª Missa)

 

Sugestões para a homilia

 

Certeza da morte

Vida eterna

Comemoração de todos os fiéis defuntos

Certeza da morte

Quando nasce uma criança: pais, familiares e amigos acolhem-na com muita ternura e muito carinho. Todos pensam no futuro daquele bebé…Gozará de boa saúde? Aproveitará bem o tempo de formação na catequese e na escola? Que profissão irá ele exercer um dia? O seu casamento será feliz para toda a vida? E, se sentir o chamamento do Senhor, será fiel à sua vocação na Igreja?...

Uma coisa é certa: um dia há-de morrer!

 A certeza da morte leva-nos a aproveitar bem a vida que o Senhor nos dá. Não adiemos para amanhã aquilo que devemos fazer hoje!

Em cada dia devemos evitar o mal e praticar o bem. Quem comete o pecado está a ofender a Deus. Deus não é vingativo. Está sempre de braços abertos para receber o pecador que se arrepende e Lhe pede perdão. Quem pratica a virtude sente a paz na consciência. É já uma recompensa que o Senhor oferece a quem O ama…

Vida eterna

Vivendo como bons cristãos não temos medo da morte.

Custa a despedida de pessoas e coisas que faziam parte da nossa vida. Mas a felicidade que nos espera compensar-nos-á mil vezes mais. É São Paulo quem o recorda: «Nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam!» ( 1 Cor 2, 9 )

Na comunhão de santos continuaremos todos unidos: os que deixamos na Terra até se virem juntar a nós, os que se purificam no Purgatório e os que gozam a bem-aventurança eterna no Céu.

Quem não tem Fé não compreende esta nossa felicidade. Saibamos compreendê-los, recordando-os ao Senhor. Agradeçamos-Lhe por ser tão nosso amigo. Nunca conseguiremos agradecer-Lhe, como Ele o merece, tão grande dom! Por isso procuremos ser perfeitos e santos, vivendo sempre em oração.

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Senhor, hoje quero recordar aqueles com quem já não posso falar porque morreram. Deixaram de viver no mundo mas eu acredito que eles continuam a viver Contigo no Céu. São os meus familiares, os meus amigos e conhecidos, são todos os santos...

Quando vejo as crianças despreocupadas a brincar, quando vejo os jovens a conversar nos bancos dos jardins, quando vejo os homens e mulheres a trabalhar para sustentarem os filhos, como recordo aquelas crianças, aqueles jovens, aqueles homens e mulheres com quem convivi e partiram à minha frente para o Além!...

Hoje os cemitérios enchem-se de flores. Como estão belos os nossos cemitérios! Se os vivos não acreditassem na eternidade, para quê cobrir as campas de flores?!

A saudade que sinto dos que partiram causa-me tristeza pois não os tenho a meu lado. Mas pela Fé acredito que se encontram junto de Ti, Senhor, felizes. E isso causa-me uma imensa alegria.

Tantas pessoas que viveram antes de mim, desde as inocentes crianças até aos queridos velhinhos, venceram todas as dificuldades, imolando por Ti as suas vidas!

Com a sua ajuda e a bênção de Maria, Rainha de Todos os Santos, continuarei a cumprir a Tua vontade, Senhor. Para que um dia os volte a encontrar no Céu onde viverei feliz para sempre.

 

Fala o Santo Padre

 

“A oração de uma alma peregrina no mundo

pode ajudar outra alma que se está a purificar depois da morte.”

 

Queridos irmãos e irmãs!

 

Ontem a festa de Todos os Santos fez-nos contemplar "a cidade do céu, a Jerusalém celeste que é nossa mãe" (Prefácio de Todos os Santos). Hoje, com o ânimo ainda dirigido para estas realidades últimas, comemoramos todos os fiéis defuntos, que "nos precederam com o sinal da fé e dormem o sono da paz" (Oração eucarística, 1). É muito importante que nós cristãos vivamos a relação com os defuntos na verdade da fé, e olhemos para a morte e para o além à luz da Revelação. Já o apóstolo Paulo, escrevendo às primeiras comunidades, exortava os fiéis a "não estar tristes como os outros que não têm esperança". Se de facto escrevia "cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, através de Jesus, reunirá com ele todos os que estão mortos" (1 Ts 4, 13-14). É necessário também hoje evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e a sincretismos, para que a verdade cristã não corra o risco de se misturar com mitologias de vários tipos.

Na minha Encíclica sobre a esperança cristã, interroguei-me sobre o mistério da vida eterna (cf. Spe salvi, 10-12). Perguntei-me: a fé cristã é também para os homens de hoje uma esperança que transforma e ampara a sua vida (cf. ibid., 10)? E mais radicalmente: os homens e as mulheres desta nossa época ainda desejam a vida eterna? Ou tornou-se, porventura, a existência terrena o seu único horizonte? Na realidade, como já observava Santo Agostinho, todos queremos a "vida bem-aventurada", a felicidade, queremos ser felizes. Não sabemos bem o que seja e como seja, mas sentimo-nos atraídos por ela. Esta é uma esperança universal, comum aos homens de todos os tempos e lugares. A expressão "vida eterna" pretende dar um nome a esta expectativa insuprimível: não uma sucessão infinita, mas o imergir-se no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois já não existem. Uma plenitude de vida e de alegria: é isto que esperamos e aguardamos do nosso ser com Cristo (cf. ibid., 12).

Renovamos hoje a esperança da vida eterna fundada realmente na morte e ressurreição de Cristo. "Ressuscitei e agora estou sempre contigo", diz o Senhor, e a minha mão ampara-te. Onde quer que tu caias, cairás nas minhas mãos e estarei presente até na porta da morte. Onde mais ninguém te pode acompanhar e para onde nada podes levar, lá eu espero por ti para transformar para ti as trevas em luz. Mas a esperança cristã não é apenas individual, é sempre também esperança para os outros. As nossas existências estão profundamente ligadas umas às outras e o bem e o mal que cada qual pratica atinge sempre também os outros. Assim a oração de uma alma peregrina no mundo pode ajudar outra alma que se está a purificar depois da morte. Eis por que hoje a Igreja nos convida a rezar pelos nossos queridos defuntos e a visitar os seus túmulos nos cemitérios. Maria, estrela da esperança, torne mais forte e autêntica a nossa fé na vida eterna e ampare a nossa oração de sufrágio pelos irmãos defuntos.

Papa Bento XVI, Angelus, Praça de São Pedro, 2 de Novembro de 2008

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pela Santa Igreja que aponta aos cristãos o caminho da santidade,

por aqueles que trabalham pela paz no mundo

e por todos nós que cumprimos a vontade de Deus,

oremos, irmãos.

 

2.     Pelos voluntários que vão ao encontro de quem deles precisa,

pelos profissionais de saúde que cuidam dos doentes com dedicação

e pelos catequistas que ensinam a doutrina de Jesus,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelos Leigos que no mundo dão testemunho da sua Fé,

pelos Religiosos que são fiéis à sua vocação

e pelos Sacerdotes que consagram a vida ao Senhor na Igreja,

oremos, irmãos.

 

 

4.     Pelos pais que choram a morte de seus filhos,

pelas pessoas abandonadas que foram encontradas sem vida

e pelas vítimas dos atentados e das guerras,

oremos, irmãos.

 

5.     Pelos bebés a quem foi negado o direito a nascer,

pelas crianças que o Senhor chamou a Si

e pelos jovens que não concretizaram os seus sonhos e anseios,

oremos, irmãos.

 

6.     Pelos familiares falecidos que esperamos encontrar um dia no Céu,

pelos amigos que partiram à frente para a Casa do Pai

e pelos fiéis defuntos que se purificam no Purgatório,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai com bondade, Senhor, as nossas ofertas e fazei que os vossos fiéis defuntos sejam recebidos na glória do vosso Filho, a quem nos unimos neste sacramento de amor. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Recebamos a Jesus Eucaristia. Ele venceu a morte, ressuscitando glorioso. A certeza de que  nos ressuscitará após  a morte leva-nos a viver sempre com Ele, cumprindo a Sua vontade.

 

Cântico da Comunhão: Felizes os convidados, M. Luís, NRMS 4

Jo 11, 25-26

Antífona da comunhão: Eu sou a ressurreição e a vida, diz o Senhor. Quem crê em Mim, ainda que tenha morrido, viverá. Quem vive e crê em Mim viverá para sempre.

 

Cântico de acção de graças: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que os vossos servos defuntos por quem celebrámos o mistério pascal sejam conduzidos à vossa morada de luz e de paz. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Terminamos a Santa Missa neste dia de saudade em que recordamos todos os que já faleceram. Mas também mantemos viva a esperança. Esperança de que o Senhor, na Sua infinita misericórdia, lhes concede a bem-aventurança eterna.

Que Maria Santíssima nos acompanhe sempre para um dia os reencontrarmos no Céu a fim de vivermos felizes eternamente!

 

Cântico final: Jerusalém do alto, M. Faria, NRMS 3 (I)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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