31º Domingo Comum

30 de Outubro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai, Senhor, a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 37, 22-23

Antífona de entrada: Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus vai lembrar-nos qual a verdadeira grandeza, aquela que vale a pena procurar cá na terra. Vamos escutá-Lo com atenção.

Preparemos o nosso coração para O ouvirmos e acolhermos.

 

Oração colecta: Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta avisa os sacerdotes judeus dos castigos que cairão sobre eles porque deixaram de cumprir com fidelidade a missão que Deus lhes confiara.

 

Malaquias 1, 14b; 2, 2b.8-10

14bEu sou um grande Rei, diz o Senhor do Universo, e o meu nome é temível entre as nações. 1Agora, este aviso é para vós, sacerdotes: 2aSe não Me ouvirdes, se não vos empenhardes em dar glória ao meu nome, diz o Senhor do Universo, mandarei sobre vós a maldição. 8Vós desviastes-vos do caminho, fizestes tropeçar muitos na lei e destruístes a aliança de Levi, diz o Senhor do Universo. 9Por isso, como não seguis os meus caminhos e fazeis acepção de pessoas perante a lei, também Eu vos tornarei desprezíveis e abjectos aos olhos de todo o povo. 10Não temos todos nós um só Pai? Não foi o mesmo Deus que nos criou? Então porque somos desleais uns para com os outros, profanando a aliança dos nossos pais?

 

O profeta Malaquias, provável precursor das reformas religiosas de Esdras e Neemias, censura, por meados do séc. V, os vícios, negligência e falta de zelo dos sacerdotes. A leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje em que Jesus escalpeliza os vícios dos escribas e fariseus, na mesma linha da denúncia dos profetas antigos, mas com uma autoridade muito superior.

 

Salmo Responsorial    Sl 130 (131), 1.2.3

 

Monição: No salmo cantamos a nossa confiança no Senhor, unida a sentimentos de humildade, que temos de viver, para sermos agradáveis a Deus.

 

Refrão:        Guardai-me junto de Vós,

                na vossa paz, Senhor.

 

Ou:               Guardai-me na vossa paz, Senhor.

 

Senhor, não se eleva soberbo o meu coração,

nem se levantam altivos os meus olhos.

Não ambiciono riquezas,

nem coisas superiores a mim.

 

Antes fico sossegado e tranquilo,

como criança ao colo da mãe.

Espera, Israel, no Senhor,

agora e para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Apóstolo lembra o seu amor pelos cristãos de Tessalónica e louva a sua fé.

 

1 Tessalonicenses 2, 7b-9.13

Irmãos: 7bFizemo-nos pequenos no meio de vós. Como a mãe que acalenta os filhos que anda a criar, 8assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos, desejaríamos partilhar convosco, não só o Evangelho de Deus, mas ainda a própria vida, tão caros vos tínheis tornado para nós. 9Bem vos lembrais, irmãos, dos nossos trabalhos e canseiras. Foi a trabalhar noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, que vos pregámos o Evangelho de Deus. 13Por isso, também nós damos graças a Deus sem cessar, porque, depois de terdes recebido a graça de Deus por nós pregada, vós a acolhestes, não como palavra humana, mas como ela é realmente, palavra de Deus, que permanece activa em vós, os crentes.

 

7 «Como a mãe que acalenta os filhos…» Paulo revela toda a ternura que nutre para com os fiéis que fez nascer para a fé, e vai ao ponto de renunciar a receber qualquer recompensa pelo seu trabalho e não queria tronar-se pesado, pois todo o seu desejo era «partilhar não só a fé», mas «até a própria vida»; ao mesmo tempo, assim, também afirmava a sua independência. No entanto, sabemos que recebia ajudas dos fiéis (cf. 2 Cor 11, 8-9) e chegava reivindicar esse direito: «o Senhor ordenou que aqueles que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho» (1 Cor 9, 3-14).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 23, 9b.10b

 

Monição: Jesus condena a vaidade e a hipocrisia dos fariseus e recorda-nos a importância da humildade. Ouçamos com atenção.

 

Aleluia

 

Cântico: F da Silva, 73-74

 

Um só é o vosso pai, o Pai celeste;

um só é o vosso mestre, Jesus Cristo.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 23, 1-12

1Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: 2«Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. 3Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. 4Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. 5Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam as filactérias e ampliam as borlas; 6gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, 7das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. 8Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. 9Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. 10Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias. 11Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. 12Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

 

Todo Mt 23 é uma longa e terrível acusação contra «os escribas e fariseus», de que aqui temos a primeira parte, e onde lhes é denunciada uma série de vícios. Jesus, que é a suma bondade, não despreza nem condena ninguém, mas quer a conversão de todos. Numa situação extrema, tenta um último recurso: a violenta denúncia pública, à maneira dos antigos profetas. Mais ainda, Jesus aparece não só defender o povo humilde dos escândalos com que podia vir a ser desencaminhado, mas, acima de tudo, a estabelecer os princípios que hão-de reger a vida dos cristãos: uma moral que se baseia na pureza do coração e na rectidão de intenção, e um novo culto que não é feito de exterioridades vazias. As cores negras das palavras de Jesus também poderiam reflectir a época da redacção definitiva do Evangelho, em que o fariseísmo que sobreviveu à destruição de Jerusalém tinha passado a uma posição hostil ao cristianismo; de facto, entre os contemporâneos de Jesus, havia fariseus e doutores da Lei muito respeitáveis, em especial na escola liberal como Hillel e Gamaliel I, para já não falarmos de Nicodemos. De qualquer modo, Jesus não aparece a condenar as pessoas, mas a fustigar os vícios.

2 «Os escribas», ou doutores da Lei, pertenciam, na sua maior parte, ao partido dos fariseus; tinham a missão de ensinar ao povo a Lei de Moisés, quer a tradição escrita, quer a oral, daqui a expressão: «Na cadeira de Moisés sentaram-se…».

5 «Filactérias» eram estojos de couro contendo fitas de pergaminho ou papiro escritos com as 4 passagens mais notáveis da Lei (Ex 13, 1-10.11-16; Dt 6, 4-9; 11, 13-21). Os fariseus, interpretando materialmente Ex 13, 9, levavam-nas atadas à testa e ao braço esquerdo (junto ao coração). Atribuía-se-lhe um valor protector (espécie de amuleto), dai o seu nome derivado do grego fylláttein, proteger. Há quem pense que o nome vem do hebraico tefilim, orações, por se usarem especialmente quando se fazia oração. «Borlas» eram as franjas que habitualmente rematavam as capas, e que os fariseus, usavam mais compridas que o comum das pessoas.

8-10 Jesus não proíbe terminantemente o uso de títulos honoríficos, mas a soberba ou vaidade com que se possam buscar ou usar. Mais uma vez estamos em face de uma linguagem chocante, para vincar bem uma lição.

11 «O maior... será o vosso servo». A autoridade é um serviço aos outros, nunca pode ser um meio para satisfazer a vaidade ou ambição pessoal. Este ensinamento de Jesus é uma das mais importantes novidades do seu Evangelho.

 

Sugestões para a homilia

 

Quem se exalta será humilhado...

Um só é o vosso pai, o Pai celeste

Aquele que for o maior

Quem se exalta será humilhado...

Jesus no Evangelho chama a atenção dos escribas e fariseus que eram orgulhosos e se preocupavam somente com as honras humanas. Isso levava-os a contentar-se com parecerem boas pessoas e a serem fingidos e hipócritas.

Jesus termina dizendo: “quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”.

Todos corremos o perigo do orgulho, que é o primeiro dos vícios capitais. E temos de estar atentos às manifestações de soberba e exercitar-nos continuamente na humildade.

Santa Teresa de Ávila dizia que a humildade é a verdade. Leva-nos a reconhecer a nossa pequenez, a arrepender-nos dos nossos pecados, a agradecer ao Senhor as coisas boas que temos, porque vêm de Deus.

Abre-nos ao amor dos outros, a servi-los com generosidade. Aí encontramos o segredo da verdadeira grandeza. Aquele que for o maior entre vós será vosso servo.

Os santos dizem que a humildade é o alicerce da vida espiritual. Para sermos santos temos de escavar um bom alicerce, em que se apoie o edifício da nossa santidade. E esse alicerce é a humildade.

A fé exige humildade para aceitar as verdades reveladas por Deus. Acreditamos porque Deus o diz e não porque nós compreendemos. E vivemos a nossa fé cumprindo fielmente o que Deus manda. Só com humildade se é capaz de obedecer.

Muitos hoje não acreditam por causa do seu orgulho. E outros por causa dele não cumprem o que Deus manda.

O cúmulo da cegueira e do orgulho é o ateísmo e o agnosticismo, tão frequentes em nosso tempo. Muitos dos nossos contemporâneos acabam tentando ocupar o lugar de Deus. E encontram-se vazios e com uma vida sem sentido. Quem se exalta será humilhado.

Um só é o vosso pai, o Pai celeste

Jesus lembra-nos a verdadeira grandeza: sermos filhos de Deus. Um só é o vosso pai, o Pai celeste. Pelo baptismo Jesus tornou-nos de verdade filhos de Deus. «Vede que admirável amor o Pai nos consagrou – diz-nos S.João numa das suas cartas – em que nos chamemos filhos de Deus e somo-lo de verdade» (1 Jo 3, 1).

 Conta-se duma princesa de França, filha de Luís XIV, que um dia foi repreendida pela sua criada. A miúda não gostou e disse-lhe: – tu não sabes que sou filha do rei. E a criada respondeu: -e a menina não sabe que sou filha de Deus?

Mais tarde, já carmelita, agradecia a coragem da sua aia com a bela lição que lhe dera.

Temos de lembrar-nos muitas vezes que somos filhos de Deus e sentir um santo orgulho por isso. Em Caminho S.Josemaria conta: «'Padre' - dizia-me aquele rapaz (que será feito dele?), bom estudante da Central' , pensava no que me disse... que sou filho de Deus! E surpreendi-me, pela rua, de corpo 'emproado' e soberbo por dentro... filho de Deus!»

Aconselhei-o, com segura consciência, a fomentar a «soberba» (274).

Enxertados em Cristo pelo baptismo ficámos a ser com Ele um só corpo e nEle somos de verdade filhos de Deus. Filhos que Ele ama com amor maior que todos os pais da terra. E podemos chamar-Lhe: Abbá, papá como os pequenitos a seu pai (Cfr Rom 8, 15). Temos de aprender a viver como filhos pequenos diante de Deus.

Jesus ensinou: «se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças não entrareis no Reino de Deus» (Mt 18, 3). Temos de aprender das crianças a consciência da nossa pequenez e, ao mesmo tempo, a confiança e a simplicidade diante de Deus que nos ama.

«Diante de Deus, que é Eterno, tu és uma criança mais pequena do que, diante de ti, um miúdo de dois anos. E, além de criança, és filho de Deus. – Não o esqueças.» – diz o autor de Caminho (860).

Aquele que for o maior

 Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Jesus ensina-nos a verdadeira grandeza diante dos homens: servir os outros.

S.Paulo, na segunda leitura, mostrava-nos isso mesmo: «Como a mãe que acalenta os seus filhos que anda a criar, assim nós também, pela viva afeição que vos dedicamos, desejaríamos partilhar convosco não só o Evangelho de Deus mas ainda a própria vida... Foi a trabalhar noite e dia...que vos pregámos o Evangelho de Deus “.

O Apóstolo soube entregar-se generosamente ao serviço de Cristo e das almas sem regatear sacrifícios. Essa é a verdadeira grandeza diante de Deus.

Hoje muitos confundem ser grandes com ter muito dinheiro, muitos poderes, ou andar na televisão. A vaidade tola está metida na cabeça de muita gente. E tudo isso não passa de bolas de sabão, que rapidamente se desfazem.

Tantos não sabem fazer o bem sem dar nas vistas, procurando agradar a Deus, que dará um dia a recompensa.

Temos de procurar fazer as coisas para Deus sem procurar as glórias humanas como os fariseus. Sem ter medo que não nos compreendam e nos persigam e caluniem. Cumprindo o nosso dever com fidelidade no lugar onde estamos.

O papa João Paulo I contava a história de João o cozinheiro, que matou um cordeiro e atirou o bandulho aos cães, que, no pátio, comentavam contentes: – que bem cozinha o João!

No dia seguinte a comida era outra e atirou para o pátio as cascas das batatas e das cebolas. Os cães cheiraram e não gostaram e comentavam agora: – o nosso João perdeu o juízo.

E o cozinheiro pensava: – o que me interessa é que o patrão fique contente e não os cachorros.

Nossa Senhora é para nós exemplo de humildade e de serviço sacrificado a Deus e aos outros. Aprendamos com Ela.

 

 

Oração Universal

 

 

 

 

Unidos a Cristo vivo no meio de nós e principal celebrante

desta Eucaristia e com a intercessão de Nossa Senhora,

peçamos ao Pai, cheios de confiança:

 

1.     Pela Santa Igreja de Deus, para que o Senhor

desperte nela abundância de vocações sacerdotais missionárias e religiosas,

oremos ao Senhor.

 

2.     Pelo Santo Padre, para que o Senhor

o encha de alegria, de fortaleza e sabedoria

e abençoe com muitos frutos as suas canseiras,

oremos ao Senhor.

 

3.     Pelos bispos e sacerdotes, para que se entreguem

generosamente ao serviço de Deus e de todas as almas,

no exercício do ministério sacerdotal,

oremos ao Senhor.

 

4.     Por todos os casais, para que saibam vencer o egoísmo,

aceitando alegremente os filhos e ensinando-os

desde pequenos a amar a Jesus e a cumprir os Seus mandamentos,

oremos ao Senhor.

 

5.     Para que imitando Nossa Senhora,

saibamos amar a Deus, cumprindo fielmente

a Sua vontade nas tarefas humildes de cada dia,

oremos ao Senhor.

 

6.     Por todos os casais cristãos,

para que sejam alfobre de abundantes vocações,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes à vida nova em Cristo, aumentai em nós a fé e o amor, para que, vivendo sempre na alegria de filhos vossos,cheguemos todos à glória do Céu.

Por N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Corri, Senhor, M. Carneiro, NRMS 13

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, fazei que este sacrifício seja para Vós uma oblação pura e para nós o dom generoso da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Na comunhão acolhemos a Jesus manso e humilde de coração, que se humilha dando-se a nós como alimento.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 62

Salmo 15, 11

Antífona da comunhão: O Senhor me ensinará o caminho da vida, a seu lado viverei na plenitude da alegria.

 

Ou

Jo 6. 58

Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai, também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: No meio da minha vida, F da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração depois da comunhão: Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça, para que os sacramentos celestes que nos alimentam na vida presente nos preparem para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partimos com o desejo de viver melhor o que Jesus nos lembrou: que a verdadeira grandeza não está nas vaidades humanas mas em que somos filhos de Deus e com o desejo de servi-Lo nos que nos rodeiam.

 

Cântico final: O Senhor me apontará o caminho, F. da Silva, NRMS 69

 

 

Homilia FeriaL

 

31ª SEMANA

 

2ª Feira, 31-X: A misericórdia de Deus e o perdão.

Rom 11, 29-36 / Lc 14, 12-14

Como é profunda a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus!

Deus sabe mais e consegue tirar um grande bem de qualquer mal. Assim aconteceu com o pecado: «Deus permitiu que todos os homens desobedecesse, a fim de usar de misericórdia para com todos (Leit.)» (CIC, 1870). A Sabedoria de Deus ultrapassa os nossos quadros mentais: enche-se de compaixão perante o pecador (parábola filho pródigo).

Todos somos convidados a exercer a misericórdia com os outros, sem estarmos à espera de recompensa. Deste modo receberemos a recompensa na vida eterna» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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