28.º Domingo Comum

9 de Outubro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Subirei alegre, M. Carneiro, NRMS 87

Salmo 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia da Palavra, deste vigésimo oitava domingo do tempo comum, desenvolve-se em torno de um tema muito humano que aparece frequentemente na Bíblia para denominar o Reino de Deus: um banquete de festa, com tudo o que ele admite de alegria, comunhão, amizade e confiança.

O Senhor Jesus serve-se das nossas experiências humanas, para através delas Se nos manifestar com mais facilidade e nos fazer compreender que tudo o que para nós constitui morte e derrota será finalmente eliminado.

Pensemos, pois, em tudo aquilo que para nós tem sido vida sem sentido, fracasso ou motivo de morte espiritual, falta de comunhão, de amizade ou confiança e peçamos perdão ao Senhor.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Através da descrição desta leitura compreendemos que o sonho, que desde sempre tem acompanhado o homem, se torna realidade na casa de Deus, nosso Pai.

 

Isaías 25, 6-10a

6Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. 7Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; 8destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. 9Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. 10aA mão do Senhor pousará sobre este monte».

 

O texto é extraído do chamado Grande Apocalipse de Isaías (Is 24 – 27), uma colecção de oráculos escatológicos, cuja redacção actual é posterior ao exílio de Babilónia (Is 34 – 35 é o Pequeno Apocalipse). Isaías anuncia a salvação messiânica como extensiva a todos os povos e sob a imagem dum esplêndido banquete. Esta é a razão da escolha do texto, para introduzir a parábola do banquete nupcial do Evangelho de hoje. A tradição cristã viu nesta passagem a prefiguração do banquete eucarístico, as Bodas do Cordeiro (Apoc 19, 9).

10 «A mão do Senhor». Não é um simples antropomorfismo, mas uma expressiva imagem para indicar a bênção e a protecção de Deus.

 

Salmo Responsorial    Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd )

 

Monição: Com a recitação deste salmo alegramo-nos com a perspectiva da felicidade que o Senhor nos reserva, quando nos sentarmos à Sua mesa.

 

Refrão:        habitarei para sempre na casa do Senhor

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, que se encontra preso, manifesta a sua gratidão aos Filipenses por estes lhe terem prestado ajuda material e pede a Deus que lhes retribua a generosidade.

 

Filipenses 4, 12-14.19-20

Irmãos: 12Sei viver na pobreza e sei viver na abundância. Em todo o tempo e em todas as circunstâncias, tenho aprendido a ter fartura e a passar fome, a viver desafogadamente e a padecer necessidade. 13Tudo posso n’Aquele que me conforta. 14No entanto, fizestes bem em tomar parte na minha aflição. 19O meu Deus proverá com abundância a todas as vossas necessidades, segundo a sua riqueza e magnificência, em Cristo Jesus. 20Glória a Deus, nosso Pai, pelos séculos dos séculos.

 

Autores há que pensam que a leitura faz parte de um bilhete de agradecimentos aos filipenses pela ajuda enviada (Filp 4, 10-23), escrito noutra ocasião, após a chegada de Epafrodito (v. 18), tendo vindo a ser integrado numa carta que corresponderia a duas ou três missivas de Paulo. O Apóstolo estava preso (tradicionalmente em Roma, mais recentemente pensa-se antes em Éfeso). Deixa-nos aqui uma lição de como se deve saber viver «tanto na pobreza como na abundância» (v. 12). Isto não significa desinteresse e alheamento pela justa promoção do bem estar material, evidentemente, embora pressuponha que não se lhe dê uma primazia absoluta. Paulo coloca toda a sua fortaleza – toda a sua auto-suficiência – em Cristo, e não nos bens, que não passam de meios (cf. v. 13), com que Ele não falta aos que O servem.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Ef 1, 17-18

 

Monição: Pela fé, os cristãos possuem uma sabedoria que os liberta e orienta para uma esperança nova diante do futuro.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo

ilumine os olhos do nosso coração,

para sabermos a que esperança fomos chamados.

 

 

Evangelho *

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 22, 1-14    Forma breve: São Mateus 22, 1-10

1Naquele tempo, Jesus dirigiu-Se de novo aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo e, falando em parábolas, disse-lhes: 2«O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete para o seu filho. 3Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. 4Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. 5Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; 6os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. 7O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. 8Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. 9Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. 10Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados.

[11O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: 12‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’ Mas ele ficou calado. 13O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».]

 

A parábola dos convidados para as bodas (com grande paralelo com a de Lc 14, 15-24) está na sequência das dos dois últimos domingos, a dos dois filhos e a dos vinhateiros homicidas, pois se insere nas controvérsias de Jesus com as autoridades judaicas de Jerusalém e visam apresentar a Igreja como o novo povo de Deus, que corresponde à chamada divina. Esta parábola completa as anteriores, ao apresentar claramente o chamamento para o «banquete» – imagem bíblica do Reino de Deus – dirigido a todos aqueles que os mensageiros encontrarem «nas encruzilhadas dos caminhos» (v. 9).

1-7 A primeira parte da parábola fala do convite feito, em primeiro lugar, aos mais dignos – os judeus – para entrarem no Reino de Deus inaugurado por Cristo (o filho). É um convite, por isso pode não ser aceite; mas, dado que é Deus quem convida, não há nenhuma escusa legítima: não podem prevalecer impunemente os mesquinhos interesses humanos ao maravilhoso plano divino.

8-13 A segunda parte refere-se à chamada dos gentios – os menos dignos – à fé. Mas também não é suficiente a fé; são necessárias as boas obras («o traje nupcial»: v. 12). A parábola também mostra como no Reino de Deus há bons e maus, mas, quando o Rei vier – para o juízo final (é claro o matiz escatológico da parábola) –, excluirá definitivamente todos os que não quiseram vestir o traje nupcial da graça.

 

Sugestões para a homilia

 

A promessa do banquete do Reino

A sua realização dirigida a todos os homens

Através de uma vida completamente nova

A promessa do banquete do Reino

Tanto a primeira leitura como o Evangelho abordam um mesmo tema: um banquete como símbolo e felicidade da alegria do Reino de Deus.

Isaías deleita-se em descrever o banquete que o Senhor promete estar a preparar para todos os homens, em Sua casa. Nada falta nesta explicação, para criar o ambiente de alegria e festa que se vive em qualquer festa que possamos imaginar: são servidas finas iguarias e vinhos excelentes que farão desaparecer todos os sinais de luto, pois o Senhor enxugará todas as lágrimas.

“O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo”, diz-nos textualmente a primeira leitura. Ela não alude ao fim do mundo ou ao desaparecimento da morte física, mas a tudo aquilo que para o homem representa derrota: uma vida sem sentido e sem objectivos, a zombaria, o fiasco, a dor, a fome, a enfermidade ou o desprezo.

O profeta está a referir-se à sua realização que será dirigida a todos os homens.

A sua realização dirigida a todos os homens

É o banquete do Reino, de que fala o Evangelho. É a festa nupcial que o Pai prepara em honra do de Seu Filho, o Esposo da nova humanidade. Na alegria desta festa, todavia, há alguns dados que nos obrigam à reflexão.

Se repararmos existem uns primeiros convidados que se recusam a participar no banquete. É uma clara referência à postura do Povo escolhido, que não quis reconhecer Jesus Cristo como o Messias prometido.

Depois, o rei abre o banquete a todos, “maus e bons”: isto é, à humanidade inteira através da Igreja, comunidade tão diversificada, que se abre a toda a gente, sem excluir ninguém. Forma o novo povo de Deus em que se proporciona a todos os homens a possibilidade de encontrar o Salvador.

Como é diferente o amor de Deus, do nosso amor! Nós amamos as pessoas quando são boas. Ele ama-as mesmo quando não têm nada que as recomende ou dignifique. O seu amor é que as transforma em boas e dá a possibilidade de sentirem a grande alegria do banquete do Reino. Todavia, surge aqui uma interrogação muito pertinente: será que a religião que cada um de nós pratica, anuncia e através dos seus actos comunica, é uma religião da alegria? Não acontecerá que a Boa Notícia, o Evangelho, na mentalidade de muitos cristãos, não estará identificado com uma mensagem ameaçadora que os leva a sair das celebrações com ar de enterro em vez de manifestarem essa alegria do encontro com o Esposo?

Esta parábola constitui para todos nós um convite à abertura do coração a qualquer espécie de pessoas, sobretudo aos pobres, aos excluídos, àqueles que se vêem rejeitados por todos.

Mas é condição necessária para a participação neste banquete da vida que cada convidado se prepare dignamente para tomar parte nele. Verifica-se isto na alusão à veste nupcial que contém em si um apelo à responsabilidade. Quem não aceita a “roupa nova”, uma vida completamente nova, uma conduta moral de verdadeiro convertido, não é digno de participar no banquete do Reino e destrói a sua própria vida.

Através de uma vida completamente nova

Quem, por amor do Reino, não desprezou a formação de uma vida nova e a integração numa família própria, será capaz de tomar a atitude dos Filipenses, a que alude S. Paulo na segunda leitura.

O apóstolo encontra-se na prisão e é-lhe proporcionada ajuda material por parte da comunidade de Filipos. Ele congratula-se com esta atitude, manifesta-lhes a sua gratidão e pede a Deus que lhes gratifique a sua generosidade.

Há uma recomendação importante que lhes faz recordando que o facto de viver na abundância ou com modéstia não é virtude nem defeito. Realmente o que interessa é estar unido a Jesus Cristo e, na luz do Senhor, saber enfrentar as várias situações que se apresentam a cada momento.

Na comunidade de Filipos reinava um amor autêntico e uma vida completamente nova onde imperava esta coragem da participação alegre na festa do Reino, como se provou pela assistência desinteressada manifestada ao apóstolo.

Uma séria reflexão, pois, se nos impõe:

 Será que valorizamos o privilégio da fé, que nos oferece uma visão tão grandiosa da vida e da história?

Vivemos a espiritualidade pascal e sabemos valorizar e alimentarmo-nos destes “suculentos manjares e vinhos de qualidade” oferecidos por Deus neste banquete?

Compartilhamo-la festiva, alegre e fraternalmente com os outros comensais?

Pensemos nisto.

 

Fala o Santo Padre

 

“À generosidade de Deus [que convida para o banquete] é necessário que corresponda a livre adesão do homem.”

 

Queridos irmãos e irmãs

 

[...]A liturgia apresenta-nos [...] a imagem do banquete na primeira Leitura e em várias outras páginas da Bíblia: trata-se de uma imagem jubilosa, porque o banquete acompanha uma festa de bodas, a Aliança de amor entre Deus e o seu Povo. Para esta Aliança os profetas do Antigo Testamento orientaram constantemente a expectativa de Israel. E numa época caracterizada por provações de todos os tipos, quando as dificuldades corriam o risco de desencorajar o Povo eleito, eis que se elevava a palavra animadora do profetas Isaías: "O Senhor dos exércitos preparará afirma ele no alto deste monte, para todos os povos do mundo, um banquete de carnes gordas... de vinhos finos, de carnes suculentas e de vinhos refinados" (25, 6). Deus porá fim à tristeza e à vergonha do seu Povo, que então finalmente poderá viver feliz, em comunhão com Ele. Deus nunca abandona o seu Povo: por isso, o profeta exorta à alegria: "Eis o nosso Deus! Era nele que esperávamos, para que nos salvasse: celebremos e comemoremos a sua salvação" (v. 9).

Se a primeira Leitura exalta a fidelidade de Deus à sua promessa, com a parábola do banquete nupcial o Evangelho faz-nos reflectir acerca da resposta humana. Alguns convidados da primeira hora rejeitaram o convite, porque se sentiam atraídos por diferentes interesses; outros chegaram a desprezar o convite do rei, suscitando um castigo que se abateu não somente sobre eles, mas sobre toda a cidade. Contudo, o rei não desanima e envia os seus servos em busca de outros comensais para encher a sala do seu banquete. Assim, a rejeição dos primeiros tem como efeito a extensão do convite a todos, com uma predilecção especial pelos pobres e deserdados. Foi o que aconteceu no Mistério pascal: a prepotência do mal foi derrotada pela omnipotência do amor de Deus. O Senhor ressuscitado já pode convidar todos para o banquete da alegria pascal, oferecendo Ele mesmo aos comensais a veste nupcial, símbolo do dom gratuito da graça santificadora.

Porém, à generosidade de Deus é necessário que corresponda a livre adesão do homem. Foi precisamente este caminho generoso que percorreram também aqueles que hoje veneramos como Santos. No baptismo, eles receberam a veste nupcial da graça divina, conservaram-na pura ou purificaram-na e tornaram-na resplandecente durante o curso da vida mediante os Sacramentos. Agora, participam no banquete nupcial do Céu. [...] Que os exemplos dos Santos nos sirvam de encorajamento; os ensinamentos nos orientem e confortem; a intercessão nos sustente nas dificuldades da vida quotidiana, a fim de que também nós possamos chegar um dia a compartilhar com eles, e com todos os Santos, a alegria do banquete eterno na Jerusalém celeste. Que nos conceda esta graça sobretudo Maria, Rainha dos Santos, que no corrente mês de Outubro nós veneramos com uma devoção especial. Amém!

 

Papa Bento XVI, Praça de São Pedro, 12 de Outubro de 2008

 

Oração Universal

 

Irmãos,

oremos ao Senhor, nosso Deus,

que nos convida a celebrarmos o banquete do Reino

em clima de festa e alegria,

dizendo:

 

Ouvi, Senhor, o vosso povo

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que saibam convidar todos os homens

a participar no banquete das núpcias do Esposo,

  oremos, irmãos.

 

2.     Pelos homens que têm por obrigação

governar as nações,

para que se preocupem sobretudo

com aqueles mais abandonados,

marginalizados ou desiludidos,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas nossas comunidades cristãs,

para que procurem estar atentas

e experienciem viver a união com Jesus Cristo,

 tanto na abundância como na simplicidade,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que saibamos superar na nossa vida

tudo aquilo que constitui derrota:

o fracasso, a vida sem sentido, a zombaria,

oremos, irmãos.

 

5.     Por todos nós aqui reunidos,

para que alarguemos, sem preconceitos,

o nosso coração a todos os homens,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus,

ajudai-nos a superar todas as dificuldades

e a saber viver em alegria festiva, amizade e confiança,

a participação e a correspondência

aos dons que o Senhor nos oferece,

em comunhão com Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Ao participarmos no sagrado banquete do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, peçamos ao Senhor que nos ajude a adquirir as forças necessárias para correspondermos com maior dignidade ao Seu convite.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Salmo 33, 11

Antífona da comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

 

Ou

cf. 1 Jo 3,2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Saibamos eliminar da nossa vida tudo aquilo que possa significar derrota, vivência sem sentido, fracasso, zombaria ou marginalização, a fim de nos tornarmos dignos de uma vida nova, que nos leve a participar com alegria, comunhão, amizade, confiança e dignidade no banquete do Reino para nós preparado por Deus nosso Pai.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

2ª Feira, 10-X: A plenitude da filiação divina.

Rom 1, 1-7 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa; pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

Jesus fala da sua ressurreição, recorrendo ao sinal de Jonas: «Jesus fala deste acontecimento único, como ‘sinal de Jonas’ (Ev.). Ele anuncia a sua ressurreição ao terceiro dia depois da morte» (CIC, 994).

E é a sua ressurreição que lhe confere a plenitude da filiação divina: «declarado filho de Deus em todo o seu poder devido à sua ressurreição de entre os mortos» (Leit.). Também nós alcançaremos a plenitude de filhos adoptivos de Deus. Agradeçamos a Nossa Senhora que, com o seu fiat, nos abriu as portas da filiação divina.

 

3ª Feira, 11-X: Algumas causas da difusão do ateísmo.

 Rom 1, 16-25 / Lc 11, 37-41

O que se pode conhecer de Deus é claro para eles, porque Deus lho manifestou.

«Na medida em que nega ou rejeita a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra a virtude da religião (Leit.)» (CIC, 2125).

Em que medida é que os crentes têm culpa na difusão do ateísmo? «Na medida em que, pela negligência na educação da sua fé, ou por exposições falaciosas da doutrina, ou ainda pelas deficiências da sua vida religiosa, moral ou social, se pode dizer que mais esconderam do que revelaram o rosto autêntico de Deus e da religião» (CIC, 2125). Nossa Senhora foi quem melhor revelou o rosto de seu Filho.

 

4ª Feira, 12-X: A conversão de um coração endurecido.

Rom 2, 1-11 / Lc 11, 42-46

Pelo teu coração duro e impenitente, estás a acumular sobre ti a indignação do coração.

O coração pode endurecer na medida em que julga os outros sem piedade, esquecendo-se dos seus próprios defeitos (Leit.); e também por perder-se no cumprimento de detalhes insignificantes, esquecendo que o mais importante é o amor de Deus (Ev.).

«Nos nossos tempos, esta atitude da mente e do coração corresponde talvez à perda do sentido do pecado» (B. João Paulo II). No 3º mistério luminoso, Jesus convida à conversão e ao arrependimento, que é indispensável para atacar a dureza do coração.

 

5ª Feira, 13-X: Espírito de reparação.

Rom 3, 21-30 / Lc 11, 47-54

Deus apresentou-se como aquele que expia os pecados pelo seu sangue derramado e por meio da fé.

Cada vez que se celebra a Missa, repara-se pelos pecados do mundo. Na verdade o «sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício» (CIC, 1367).

Em união com Cristo, oferecemos a Missa ao Pai, e oferecemo-nos a nós mesmos: «Como a acção ritual da Eucaristia é fundada no sacrifício que Cristo ofereceu, de uma vez por todas, nos dias da sua existência terrena… assim a nossa participação na celebração deve trazer consigo a oferta da nossa existência» (Ano Eucarístico, 24). É o que procuramos ter presente quando consideramos o 5º mistério luminoso.

 

6ª Feira, 14-X: Cuidados de Deus e cuidados nossos.

Rom 4, 1-8 / Lc 12, 1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um só deles está esquecido diante de Deus.

Abraão tornou-se o pai de todos os crentes, porque «’acreditou em Deus e isto foi-lhe atribuído como justiça (Leit.)». (CIC, 146).

Se acreditamos em Deus, temos que acreditar na sua Providência: «Deus ama todas as suas criaturas e cuida de cada uma, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘valeis mais que muitos passarinhos’ (Ev.)» (CIC, 342). Se Deus cuida assim de nós, também devemos cuidar de tudo o que se refere a Deus, por exemplo, que não percamos uma só das suas palavras, como fez Nossa Senhora, que as conservava no seu coração.

 

Sábado, 15-X: Deus sabe mais o que nos convém.

Rom 4, 3. 16-18 / Lc 12, 8-12

Contra toda a esperança humana, Abraão teve esperança e acreditou. Por isso, tornou-se pai de muitas nações.

Abraão não vacilou, apesar de ser muito idoso e sua mulher estéril, porque se apoiou firmemente no poder e na misericórdia divinas (Leit.).

O Senhor permite, às vezes, que sejamos atingidos pela dor e pelo sofrimento. Se assim acontece, é porque há uma razão mais alta que não compreendemos: «O Espírito Santo ensinará na própria hora o que haveis de dizer» (Ev.). Deus sabe melhor o que nos convém. Nossa Senhora entregou-se plenamente nas mãos de Deus: «Faça-se em mim segundo a vossa Palavra»

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial