TEOLOGIA E MAGISTÉRIO

PARA UMA TEOLOGIA DA VOCAÇÃO SACERDOTAL

 

 

 

Mons. ]ean-Louis Bruguès, O.P.

Secretário da Congregação para a Educação Católica

 

 

 

Publicamos quase integralmente – tomado de “L’Osservatore Romano”, ed. port., 30-VII-2011 – o texto da conferência intitulada «Um nome para a eternidade. Breve teologia da vocação sacerdotal», que o arcebispo Secretário da Congregação para a Educação Católica pronunciou durante o encontro anual do «European Vocations Service», organizado na localidade de Horn (Áustria), de 30 de Junho a 3 de Julho passado, pela Comissão do Conselho das Conferências Episcopais da Europa.

(Revisão da tradução a partir do original em francês)

 

 

I. TODA A VOCAÇÃO É UMA AVENTURA PESSOAL

O baptismo, primeiro chamamento

Cada vida cristã é uma aventura. Ela começa por um chamamento que o Senhor nos lança no momento do nosso baptismo. Nós passamos a nossa existência a decifrar este chamamento: «O que é que o Senhor espera de mim?»; e, depois, a responder-lhe. A resposta certa é-nos dada num dos mais belos relatos de vocação que encontramos na Bíblia. Ao menino Samuel, que tinha ouvido o seu nome pronunciado várias vezes durante a noite, o velho Heli aconselha a dizer: «Fala, Senhor, que o teu servo escuta!» (1 Sam 3, 9). Deste relato tiro três elementos de re­flexão: o chamamento pode ser-nos dirigido cedo na nossa existência (Samuel é muito jovem); ele reveste sempre uma forma personalizada (Samuel é chamado pelo seu nome, enquanto os outros nada ouvem); é necessária uma terceira pessoa para o autenticar, pois ele ressoa na obscuridade (neste caso, o profeta Heli).

Para os cristãos – repitamo-lo –, o primeiro momento em que ressoa o chamamento é o baptismo. No momento em que recebemos o nosso nome, Cristo escolhe-nos. Ele grava, por assim dizer, a sua propriedade: quer saibamos quer não, quer queiramos quer não, nós somos dele. Como um Deus zeloso, Ele sussurrar-nos-á até ao nosso último suspiro: «Tu és meu, inteiramente meu. Tu pertences-me para sempre, e jamais afastarei o meu rosto de ti. Imprimi em ti uma marca indelével; concluí contigo uma aliança eterna. Tu podes fingir que nada ouviste, tu podes afastar-te de mim, tu podes comportar-te como se este baptismo nunca tivesse existido, porque Eu não amo senão homens livres. Tu podes também correr o risco da aventura comigo, tu podes corresponder à minha amizade por ti com uma amizade por mim. No entanto, fica a saber que te dei um nome, e este nome marca-te para toda a eternidade».

O chamamento universal à santidade

A esta aventura, a tradição cristã dá o belo nome de santidade. O chamamento à santidade percorre toda a Bíblia: «Sede santos, porque Eu, o Senhor vosso Deus, sou santo» (Lev 19, 2. Poderíamos traduzir igualmente bem: «Sede santos, como Eu sou santo»). Esta santidade poderia parecer terrivelmente distante, até mesmo impossível: como imitar a santidade de um Deus que não se vê, do qual não se pode sequer aproximar sob pena de morrer? Pela sua encarnação, Cristo – Ele que é a imagem perfeita – tornou sensível a imagem do Deus invisível. Graças a Ele, a santidade tornou-se mais próxima, mais alcançável, eu diria mais familiar. «Eu sou manso: sede vós também mansos». «Eu sou misericordioso: sede vós também, misericordiosos»… Poderíamos assim declinar cada uma das bem-aventuranças. Para os baptizados, a santidade consiste, pois, numa imitação da santidade de Cristo. O Concílio Vaticano II recorda de maneira oportuna – porque este aspecto podia ter-se apagado no decurso dos últimos séculos – que o chamamento à santidade se dirige a todos os baptizados sem excepção: «Todos os fiéis cristãos, de qualquer condição ou forma de vida, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade» (Lumen gentium, 40). Para um baptizado, a santidade não é pois uma opção, mas uma obrigação.

Um chamamento pessoal

Se o chamamento à santidade se dirige a todos, ele reveste sempre uma forma personalizada. Voltamos a encontrar aqui a importância do nome: Deus chama cada um de nós pelo seu nome, e cada um terá a sua própria maneira de responder a este chamamento. A santidade é sempre singular: a extraordinária diversidade das personalidades dos santos bem o mostra. Neste sentido, as várias formas de santidade pessoal não são comparáveis entre si; cada uma é única, cada uma delas é original. O chamamento é personalizado: «Tu, segue-me», tu, não outro; a resposta da nossa parte é personalizada pelo nosso carácter, a nossa história individual e todos os acontecimentos que teceram a trama da nossa existência. Por conseguinte, nós passamos a nossa vida a decifrar o chamamento do Senhor, ou seja, o sonho que o Senhor alimentou para cada um de nós; passamos a nossa vida, se pelo menos quisermos ser fiéis ao nosso baptismo, a responder a este chamamento. Vós sabeis que na Bíblia o nome resume por si só toda a pessoa. Aqui, o nome justifica uma dupla personalização. A personalização d’Aquele que toma a iniciativa de chamar: «Tu, Samuel», «Tu, Filipe», «Tu, pescador, que estás a consertar as redes», «Tu, cobrador de impostos»…; e a personalização daquele que é chamado. A vocação comporta assim uma dupla vertente: objectiva (o chamamento lançado) e subjectiva (a resposta dada).

 

 

II. DA PARTE DO SENHOR

 

A mediação da Igreja

No relato bíblico de Samuel, que deu início à nossa reflexão, encontrámos três personagens: o menino, a voz que desperta e a terceira pessoa que interpreta. É que a aventura da vocação não se realiza com duas pessoas, como poderia deixar crer uma abordagem individualista – eu e o meu Deus –, mas com três. Quem é este terceiro parceiro? Para responder a esta pergunta, é necessário recordar que foi do agrado de Deus fazer da santidade pessoal uma aventura colectiva. A esta aventura comunitária, damos o nome de Igreja. A Igreja não é senão a aventura comum da santidade, em suma, a aventura de toda a humanidade. Lemos no Catecismo da Igreja Católica: «Na Igreja, esta comunhão dos homens com Deus pela “caridade, que jamais passará” (1 Cor 13, 8), é o fim que determina tudo quanto nela é meio sacramental, ligado a este mundo que passa. “A sua estrutura está completamente ordenada à santidade dos membros de Cristo”» (n. 773).

O chamamento específico para o sacerdócio

A messe tem necessidade de trabalhadores, a missão tem necessidade de servidores. É por este motivo que o Senhor escolhe sacerdotes para si. Ele chama homens para O reproduzirem no seu próprio ser (palavras, acções e até a identidade física), para agirem em seu nome, tornando-se os pastores do seu povo. «(…) o presbítero está integrado sacramentalmente na comunhão com o bispo e com os outros presbíteros, para servirem o Povo de Deus que é a Igreja e para conduzirem todos os homens a Cristo» (Exortação Apostólica Pastores dabo vobis, 12). Servir: eis, sem dúvida, a palavra-chave que nos permite chegar ao mistério do sacerdócio.

Porquê um, e não outro? Porquê eu? Por que fui eu chamado a ser sacerdote? Só Deus conhece a resposta a estas perguntas. Seria preciso recordar aqui a bela e difícil teologia da eleição. Com efeito, a Bíblia mostra-nos que o Senhor escolheu sempre livremente, segundo critérios que não são os nossos, por vezes correndo o risco de nos chocar. Porquê Israel, e não outro povo? Não era, contudo, o melhor dos povos... Porquê o mais novo, e não o mais velho? Porquê o mais novo, que parece o menos experiente (cf. a escolha de David)? Deus escolhe com uma liberdade soberana. Não conhecerei a razão da minha vocação sacerdotal senão quando me encontrar na sua presença. Aqui, portanto, apresenta-se uma questão crucial: por um lado, é bem necessário que me apoie nas minhas intuições, nas minhas aspirações, nos meus desejos e até nos meus sonhos, para descobrir que Deus me chama para o seu serviço, sob esta modali­dade de presbítero; por outro lado, não devo considerar estes impulsos da minha personalidade algo absoluto, mas submetê-los ao juízo de outrem, da Igreja. Heli compreendeu que a voz vinha de Deus, mas não o menino, que contudo tinha sido o escolhido. Somente a Igreja é que autentica este chamamento e o faz seu. A ela compete chamar ou não ao ministério presbiteral aqueles que se sentem atraídos por ele.

Era pouco depois de Maio de 1968: o arcebispo de Paris tinha sido convidado a participar numa transmissão televisiva. Desejavam interrogá-lo sobre a crise do ministério. A dado momento – recordo-me muito bem –, perante a admiração dos outros participantes, o arcebispo dirigiu-se para a câmara e, olhando de frente os espectadores, exclamou: «Eu necessito de vós! Eu chamo!», como teria feito o senhor da messe, da parábola evangélica. Ele tinha razão: a Igreja chama para o serviço da sua missão os sacerdotes de que tem necessidade.

Diga-se de passagem, certamente conhecemos algumas daquelas situações por fim dramáticas, em que o candidato carrega como uma ferida a recusa do bispo em o chamar. Então, é grande a tentação de procurar outro bispo mais compreensivo ou menos lúcido: estas andanças de seminário em seminário, conduzidas mais ou menos honestamente, representam – digamo-lo francamente – uma chaga para a Igreja deste tempo.

Como uma mãe

A Igreja discerne as vocações, a Igreja chama ao ministério presbiteral. A Igreja forma os candidatos. Quando os bispos, em visita ad limina, vêm à nossa Congregação [para a Educação Católica], nós repetimos-lhes sempre a mesma mensagem: a formação dos presbíteros é muito importante; colocai nos vossos seminários os melhores dos vossos sacerdotes como educadores. Sem dúvida, estes sacerdotes vão fazer falta na pastoral imediata; mas o futuro da diocese depende amplamente da qualidade dos futuros sacerdotes. Enfim, a Igreja confiará amanhã aos jovens presbíteros a missão que parecer a mais adequada às suas capacidades.

Fazer nascer, educar e lançar na vida: se pensarmos bem, todas estas actividades são por sua natureza maternais. Portanto, é necessário voltar a descobrir a dimensão maternal da Igreja. Uma lembrança vem-me à memória. Eu tinha ido a um grande centro da minha diocese. Um grupo de oito adolescentes preparavam-se para receber a confirmação – eram os primeiros a pedir este sacramento, depois de vinte e oito anos! Eu tinha admirado a sua naturalidade, o seu bom humor e sobretudo a sua capacidade de rezar: eles entravam nas orações como um pato na água! Eles perguntaram-me o que representava a Igreja para mim: eu respondi-lhes que tinha aprendido a amar a Igreja como uma mãe. Esta resposta agradou-lhes. Pelo contrário, a sua monitora não pôde conter-se: «Como uma mãe? Eu nunca tinha pensado nisso. Não pensa que isso é um pouco obsoleto?» Não, não se pode saber o que é realmente a Igreja, enquanto não se aceita considerá-la como nossa mãe. É precisamente por isso que o sacerdote é chamado a alimentar uma devoção particular à Virgem Maria, Mãe da Igreja e portanto sua própria mãe.

 

 

III. RESPONDER AO CHAMAMENTO

 

Acabámos de reflectir sobre o chamamento em si mesmo, lançado por Deus, o que denominámos vertente objectiva da vocação. Falta-nos falar da vertente subjectiva. Duas questões gerais se põem então: como chegar à convicção de que o Senhor me chama verdadeiramente a esta existência, neste caso, a tornar-me sacerdote? Como responder a este chamamento?

Os indícios do chamamento

Como saber para que me chama precisamente o Senhor? Como chegar a uma convicção que apoie a minha decisão? Vós conheceis as respostas clássicas, que têm todas o seu peso de verdade: rezar, pedir conselho particularmente no âmbito da direcção espiritual e sobretudo tornar dócil o próprio coração, de maneira a torná-lo disponível e aberto à vontade divina. Mais uma vez, a resposta sugerida ao jovem Samuel pelo profeta Heli parece-nos a melhor: «Fala, Senhor, que o teu servo te escuta». Mas, exactamente, como fala Deus? Ele faz – se assim se pode dizer – setas de todas as madeiras, e indica-nos o seu projecto de muitas maneiras, algumas vezes as mais inesperadas. Um livro, um filme, um programa televisivo – nos Estados Unidos até na imprensa se vêem anúncios publicitários que exaltam a entrada no seminário ou numa casa religiosa –, encontros determinantes, um testemunho de sacerdotes que nos parece entusiasmante e digno de imitação – a tristeza de um sacerdote pode ser um contra-testemunho… Eis, portanto, alguns dos indícios objectivos por meio dos quais o Senhor procura fazer-nos conhecer a sua vontade acerca de nós. Tudo se torna sinal de Deus para aquele que já dispôs o coração em sintonia com a vontade divina.

Conhecer-se para responder melhor

No entanto, há um sinal sobre o qual eu gostaria de demorar-me um pouco mais. O melhor indício continua a ser... o próprio! Com efeito, é no conhecimento de si próprio que se descobre progressivamente que a nossa maneira particular de viver o baptismo passa obrigatoriamente por tal opção de vida. O nosso carácter, o nosso temperamento, as nossas aspirações – como dizíamos atrás –, os nossos sonhos, numa palavra, a nossa personalidade, são indícios do primeiro discernimento. O antigo conselho que se encontrava inscrito no pórtico do templo de Delfos não perdeu nada da sua actualidade: «Conhece-te a ti mesmo». Quem não se conhece a si próprio, é incapaz de escolher. Enganando-se sobre si mesmo, enganar-se-á necessariamente sobre o seu futuro. Fazendo uma opção definitiva, na realidade assumiria um compromisso por um outro, que não ele próprio: ser senhor de si próprio, antes de poder dar-se. Portanto, é necessário alcançar uma maturidade real antes de se decidir. É sem dúvida um dos principais desafios que a nossa sociedade lança à vocação sacerdotal, ela que cultiva uma forma de indeterminação, uma espécie de imaturidade, deixando crer que é melhor adiar o mais possível o momento da escolha, a fim de conservar a liberdade, ou ainda, que nenhuma escolha poderia ser definitiva e comprometer para a vida inteira. Foi o que eu aprendi, ao preparar muitíssimos casais para o matrimónio. Hoje, diziam eles, experimentamos um sentimento muito forte um pelo outro. Mas se amanhã, como é inevitável, este sentimento se debilitar ou até mesmo desaparecer, o que fareis?, perguntava-lhes. A resposta era sempre a mesma: se nós próprios mudarmos, os nossos compromissos mudarão também.

O único chamamento

Do que acabo de explicar, tiro uma convicção pessoal: não existe para cada um de nós senão uma vocação. O Senhor não nos oferece um leque de possibilidades; não nos encontramos a igual distância dessas diversas possibilidades: só uma nos convém verdadeiramente. Os moralistas explicar-nos-iam que nesta matéria não existe liberdade de indiferença. A vocação não é assim um chamamento que viria de fora de nós e que permaneceria alheia a nós próprios; não, o Senhor orientou todo o nosso ser em vista do chamamento que nos lança. Fomos concebidos e modelados em todas as fibras do nosso ser, em função deste chamamento. Por outras palavras, a vocação não encontra em nós seres indeterminados, mas verdadeiramente programados (como se fala de programa na genética) em função dele. Aqui utilizaria a expressão agostiniana de predestinação, mas num sentido diferente do original: em relação à nossa vocação, sim, nós somos efectivamente predestinados. Seria preciso citar aqui o magnífico Salmo 139: «Ainda a palavra não me chegou aos lábios e já a conheceis inteiramente, Senhor. Vós cercais-me por trás e pela frente, e estendeis sobre mim a vossa mão… Fostes vós que plasmastes as entranhas, vós me formastes no seio da minha mãe… Para onde irei, longe do vosso Espírito? Para onde fugir, afastado do vosso olhar?... Se tomar as asas da aurora, e habitar nos confins do mar, mesmo lá me guiará a vossa mão, a vossa dextra me sustentará». Um único chamamento na vida, não outro. É Deus quem chama; Ele não poderia, se se pode dizer, «des-chamar».

Porquê dizer «sim»

Se vós compartilhais esta convicção, sentir-vos-eis mais à vontade para responder à segunda pergunta que fizemos: por que responder «sim» ao Senhor? Porque não pode ser de outra maneira. De modo algum o Senhor nos impõe a sua vontade à maneira de um soberano arbitrário; podemos dizer «não», mas dizer «não» seria como negar-nos a nós mesmos, uma vez que fomos preparados para esta missão desde toda a eternidade. Como diz ainda a Bíblia, diante de cada um de nós, o Senhor dispôs uma escolha: entre a vida e a morte; somos livres de estender a nossa mão para uma ou para a outra (cf. Sir 15, 16-17). Mas escolher a morte, é escolher verdadeiramente?

Por que responder «sim», se o Senhor me chama a ser sacerdote? Muito simplesmente, porque se trata da minha felicidade. Ser sacerdote para ser feliz. Sem dúvida, este caminho implica renúncias: ao matrimónio (mas de modo algum à amizade), aos filhos (mas de modo algum à paternidade espiritual), ao prestígio social (mas para comunicar a própria vida de Deus)... Além disso, toda a existência humana implica renúncias. Ser feliz como sacerdote apesar destas renúncias, ou até mesmo por causa destas renúncias, porque não existe maior felicidade do que dar a vida por aqueles a quem se ama. Escolher servir, porque servir é uma honra.

 

Para terminar esta reflexão, gostaria de vos dar a conhecer um texto particularmente comovedor. No dia 18 de Setembro de 1994, João Paulo II encontrava-se com os jovens da diocese italiana de Lecce. Falou-lhes da vocação, de todas as formas de vocação. Essa magnífica meditação sobre o laço existente entre a vocação e a felicidade, é válida também para nós: «O jovem começa a programar a sua vida, vive com este projecto e procura realizá-lo; ele prepara-se para o realizar. Por outras palavras, isso chama-se vocação; porque esse projecto que fazes teu, querido jovem, provém igualmente de Deus, é sugerido pelo Espírito Santo. É necessária uma colaboração com o Espírito Santo para identificar este projecto, aprofundá-lo e em seguida realizá-lo bem, numa palavra, para encontrar a felicidade; porque o projecto assim realizado traz consigo a felicidade para a qual Deus nos chama. Todos nós somos chamados para a felicidade em Deus, através desse projecto pessoal que provém igualmente dele. Ele é acolhido por nós, realizado por nós, e encontra no próprio Deus a sua última etapa».

 

 


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