aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ITÁLIA

 

CARDEAL ANGELO SCOLA,

NOVO ARCEBISPO DE MILÃO

 

No passado dia 28 de Junho, o Santo Padre nomeou como arcebispo de Milão o Cardeal Angelo Scola, até agora Patriarca de Veneza, que sucede no cargo ao Cardeal Dionigi Tettamanzi, que deixa por limite de idade.

 

O novo arcebispo, de 69 anos, é natural da região milanesa e passa a liderar a segunda diocese mais importante da Itália, depois de Roma, que conta com um rito litúrgico próprio, o ambrosiano.

Milão, cerca de 600 quilómetros a norte da capital italiana, era a diocese natal de Pio XI (1792-1878) e Paulo VI (1897-1978), tidos como dois dos Papas mais importantes dos últimos séculos.

O Cardeal Angelo Scola, ligado ao Movimento internacional «Comunhão e Libertação», colaborara em tempos na fundação da revista teológica «Communio» e recentemente foi escolhido por Bento XVI para integrar o novo Conselho Pontifício para a Promoção da nova Evangelização.

Em Veneza, onde chegou em 2002, o cardeal italiano criou o centro «Oásis», para a promoção do diálogo entre cristãos e muçulmanos.

A imprensa italiana tem apresentado esta opção de Bento XVI como uma “escolha pessoal”, sublinhando que é a primeira vez nos tempos modernos que um Patriarca de Veneza é nomeado arcebispo de Milão.

 

 

CHINA

 

SANTA SÉ CRITICA NOVA

ORDENAÇÃO ILEGÍTIMA

 

A Santa Sé emitiu no passado dia 4 de Julho um comunicado com críticas duras à ordenação considerada ilegítima de um novo bispo, por parte da chamada “Associação Patriótica Católica”, subordinada ao governo de Pequim e não reconhecida pelo Papa.

 

O texto revela que Bento XVI ficou “profundamente amargurado” com ordenação episcopal do padre Lei Shiyin, realizada no dia 29 de Junho, sem mandato pontifício, na diocese de Leshan, província de Sichuan, cerca de 2000 quilómetros a sudeste de Pequim.

“Uma ordenação episcopal sem mandato pontifício opõe-se directamente ao papel espiritual do Sumo Pontífice e prejudica a unidade da Igreja. A ordenação de Leshan foi um acto unilateral, que semeia divisão e, infelizmente, produz lacerações e tensões na comunidade católica na China. A sobrevivência e o desenvolvimento da Igreja podem acontecer somente em união com aquele a quem, em primeiro lugar, está confiada a própria Igreja, e não sem o seu consentimento, como pelo contrário aconteceu em Leshan. Se se quer que a Igreja na China seja católica, devem-se respeitar a doutrina e a disciplina da Igreja”.

Por isso, o Rev. Lei Shiyin “está privado da autoridade de governar a comunidade católica diocesana e a Santa Sé não o reconhece como Bispo da diocese de Leshan”. “O próprio Lei Shiyin tinha sido informado há tempos que não podia ser aceite pela Santa Sé como candidato episcopal, por causa de motivos comprovados e muito graves”. Ele e os bispos que o ordenaram incorrem na excomunhão prevista no cân. 1382 do Código de Direito Canónico.

Segundo o comunicado, o Papa “deseja fazer chegar aos amados fiéis na China uma palavra de encorajamento e de esperança, convidando-os a rezar e a estarem unidos”.

A “Associação Patriótica Católica” foi criada pelo Governo em 1957 para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado, deixando assim na clandestinidade os fiéis que reconhecem a autoridade do Papa.

 

 

SUDÃO DO SUL

 

DELEGAÇÃO DO VATICANO

NA INDEPENDÊNCIA

 

Uma delegação oficial do Vaticano, enviada por Bento XVI, marcou presença na cerimónia de proclamação da independência do Sudão do Sul, no passado dia 9 de Julho, deixando votos de paz e prosperidade para o novo país.

 

A nova República africana proclamou a independência numa cerimónia que decorreu na capital, Juba, perante as delegações de 80 países, com 30 chefes de Estado, e Salva Kiir prestou juramento como primeiro presidente sul-sudanês.

A delegação do Vaticano era liderada pelo cardeal John Njue, arcebispo de Nairobi (Quénia), integrando o Núncio apostólico no Sudão, D. Leo Boccardi, e o seu secretário, Mons. Javier Herrera.

Portugal foi representado na cerimónia pelo embaixador António Monteiro, que colaborara com a ONU no referendo.

A Santa Sé pede à comunidade internacional que apoie o Sudão e o Sudão do Sul “para que, num diálogo franco, pacífico e construtivo, encontrem soluções justas e equilibradas para as questões ainda por resolver”, desejando para as populações “um caminho de paz, de liberdade e de desenvolvimento”.

A 193ª nação do mundo tornou-se oficialmente independente após cinco décadas de conflito com o regime de Cartum (Sudão) e uma guerra civil que deixou dois milhões de mortos, mas continuam por resolver questões como a demarcação de fronteiras, a partilha das receitas do petróleo e a situação dos cidadãos sul-sudaneses que residem no Norte.

Um referendo sobre a independência do Sudão do Sul decorreu entre 9 e 15 de Janeiro deste ano, abrindo caminho para a independência do território meridional, com cerca de 9 milhões de habitantes, maioritariamente cristão, ao contrário do Norte, onde a maioria muçulmana tem levado a cabo um processo de islamização da sociedade.

A Santa Sé tem relações diplomáticas com o Sudão desde 1972 e anuncia a intenção de “examinar, com a devida consideração, um eventual pedido do Sudão do Sul” para o estabelecimento das mesmas.

Com uma área semelhante à da Península Ibérica, o novo país tem fronteiras a leste com a Etiópia, a sul com o Quénia e o Uganda e a oeste com a República Democrática do Congo e a República Centro-Africana.

 


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