aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

NOVO REITOR DO SANTUÁRIO

SUBLINHA PRIORIDADES

 

O novo Reitor do Santuário de Fátima, Pe. Carlos Cabecinhas afirmou, na tomada de posse do seu cargo no passado dia 11 de Junho, que vai ter como prioridade os peregrinos que procuram o local.

 

“Os peregrinos são a razão de ser das iniciativas que dinamizam a vida do Santuário. Todos os que aqui trabalhamos pretendemos ser instrumentos ao serviço da mensagem de Fátima, instrumentos que permitam que este continue a ser um lugar de forte experiência de encontro com Deus, através de Maria”, disse o novo Reitor.

Numa celebração que juntou vários bispos, sacerdotes e milhares de peregrinos na igreja da Santíssima Trindade, o Pe. Carlos Cabecinhas apontou também para o ciclo de celebrações que vai assinalar a comemoração do centenário das aparições, afirmando que “a fidelidade a esta mensagem da Mãe de Deus” é a “verdadeira prioridade pastoral do Santuário”.

“O itinerário de sete anos da celebração do centenário, que já iniciámos e nos conduzirá até 2017, mais não pretende que fazer-nos redescobrir ou tomar consciência da grande riqueza da mensagem e da urgência em vivê-la, ou tomar consciência mais clara da grande riqueza da mensagem, da urgência em vivê-la e da necessidade de a divulgar”.

O Pe. Carlos Cabecinhas, de 40 anos, até agora capelão do Santuário, substitui o Pe. Virgílio Antunes, Reitor desde 2008, que a 28 de Abril deste ano foi nomeado Bispo de Coimbra pelo Santo Padre.

No dia em que se celebra o aniversário do beato Francisco Marto, nascido a 11 de Junho de 1908, o novo Reitor do Santuário de Fátima, afirmou que “os beatos Francisco e Jacinta foram exímios discípulos da escola de Maria e o seu luminoso exemplo é um permanente desafio”.

Terminada a Missa, seguiu-se a oração de consagração, na Capelinha das Aparições. “Neste dia, em que por nomeação do bispo de Leiria-Fátima, assumo a coordenação da vida do Santuário de Fátima, como Reitor, quero consagrar a Nossa Senhora a missão que me foi confiada”, afirmou.

 

 

FÁTIMA

 

JORNADAS PASTORAIS

DO EPISCOPADO

 

As jornadas decorreram de 13 a 15 de Junho passado, em sete sessões, tendo como tema «Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal» no horizonte da nova evangelização, projecto lançado pelos bispos portugueses há cerca de um ano.

 

“Pretendemos mostrar uma Igreja que ame como Jesus Cristo e que se sinta enviada ao mundo em missão, que é uma das tarefas fundamentais destes dias, dada a nova evangelização”, afirmou o bispo António Couto, coordenador das jornadas.

Neste sentido, a Igreja deve “ir ter com o mundo, sem medo”, de forma “transparente, de acordo com a verdade, não tendo nada a fechar, não tendo sequer gavetas”.

Os trabalhos contaram com intervenções, entre outros, do Cardeal Patriarca D. José Policarpo, presidente da CEP, e do arcebispo italiano Rino Fisichella, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização.

As jornadas reuniram cerca de 80 pessoas, entre as quais 45 bispos e representantes das mais diversas dioceses, congregações religiosas e movimentos eclesiais.

 

 

LISBOA

 

ACORDO DO EPISCOPADO

COM AS MISERICÓRDIAS

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) deu a conhecer um Decreto Geral Interpretativo para as Misericórdias, que passa a regular as relações bilaterais.

 

O documento surge após as dúvidas surgidas com a publicação de um Decreto Geral, em 23 de Abril de 2010, e procura colocar um ponto final a um diferendo sobre a relação entre as Misericórdias e a hierarquia católica, à luz do Código de Direito Canónico de 1983.

Este Decreto interpretativo do anterior, “adaptado à realidade actual e aprovado por todos e cada um dos bispos diocesanos”, tem a data de 2 de Maio de 2011 e foi publicado na revista Lumen, órgão da CEP.

Segundo o novo decreto, as Misericórdias “assumem a sua natureza de associações de fiéis previstas no cânone 298 do Código de Direito Canónico”, nos termos dos artigos deste decreto, “que consagram e orientam a especificidade e autonomia que a história lhes concedeu”.

Já não se faz referência à definição destas associações como públicas (estatuto referido no decreto de 2010) ou privadas, questão que separara fortemente os responsáveis da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e a CEP.

Após um “debate profundo e transparente” sobre as relações entre Irmandades das Santas Casas da Misericórdia e os bispos, o segundo artigo do Decreto interpretativo – referente aos órgãos sociais – refere que em relação ao processo eleitoral e “em caso de não homologação, deve o Bispo diocesano, no prazo de oito dias, fundamentar, por escrito, perante o Presidente da Assembleia-geral as razões que entende curiais”.

O novo Decreto tem como objectivo “consagrar a eclesialidade, a história e a autonomia das Misericórdias e como fundamento incrementar um maior espírito de unidade e cooperação eclesial em tempos conturbados da sociedade portuguesa”.

Os órgãos de administração das irmandades das Misericórdias devem enviar, anualmente, ao bispo diocesano “o Relatório e Contas relativas ao exercício do ano anterior” e também “o Programa de Acção e Orçamento para o ano seguinte”.

Em relação à administração dos bens que constituem o património das Misericórdias, o documento refere que a “alienação de ex-votos oferecidos às Misericórdias ou de coisas preciosas em razão da arte ou da história religiosas depende de licença eclesiástica”.

Quando se tratar de bens afectos a actividades cultuais ou religiosas, “a sua oneração ou alienação depende de autorização prévia do bispo diocesano”.

Ao nível do enquadramento legal, as Irmandades das Misericórdias são consideradas “pessoas jurídicas de direito canónico, a que o Estado reconheceu personalidade jurídica civil, e têm a sua relação com o Estado sob o enquadramento legal do Estatuto das Instituições Particulares de Solidariedade Social e demais legislação aplicável”.

Actualmente, a UMP integra e coordena aproximadamente cerca de 400 Santas Casas de Misericórdia, em Portugal, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, e apoia a fundação e recuperação de Misericórdias nos países de língua portuguesa (Angola, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor-Leste) e ainda nas comunidades de emigrantes.

 

 

ARGANIL

 

CONTRIBUTO DAS MISERICÓRDIAS

EM TEMPOS DE CRISE

 

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, defendeu no encerramento do X Congresso Nacional das Misericórdias Portuguesas, em Arganil, 18 de Junho passado, ser altura de o Estado afastar “preconceitos ideológicos” e apostar mais na capacidade destas instituições na área da saúde.

 

“Não faz sentido pactuar com o desperdício suportado em preconceitos ideológicos como é o caso do não aproveitamento integral da nossa capacidade de resposta em termos de saúde”, sublinha Manuel Lemos,

Segundo este responsável, os preços que as Misericórdias praticam pelos cuidados de saúde “situam-se, em média, mais de 30 por cento abaixo dos valores praticados pela resposta pública ou das parcerias público-privadas”.

“Quando o memorando de entendimento entre o Governo, a União Europeia e o FMI se refere à necessidade de contenção da despesa e de reestruturação na prestação de serviços de saúde, vale a pena de certeza olhar para a nossa qualidade e para os nossos preços e apostar mais nas Misericórdias de Portugal”, acrescentou.

O X Congresso Nacional das Misericórdias Portuguesas, que começou em Coimbra no dia 16 de Junho, foi encerrado em Arganil, dois dias depois, pelo Presidente da República.

Aníbal Cavaco Silva apelou à criação de “um novo conceito de serviço público que atenda mais à necessidade de dar uma resposta rápida e adequada aos crescentes problemas sociais da população portuguesa, do que ao respeito de uma visão ideológica que os tempos tornaram obsoleta”.

Para Cavaco Silva, os cuidados de saúde são um bom exemplo dessa “obsessão de tudo sujeitar à tutela e à administração directa do Estado”.

“Perdemos muitos anos a recriar o que já estava criado, a recuperar experiência e competências que já existiam, a esbanjar recursos que poderiam ser canalizados para domínios mais carenciados e de maior urgência social”, declarou.

No seu discurso, o Presidente da República afirmou que “as Misericórdias portuguesas têm fortes razões para se orgulharem do inestimável contributo que têm prestado e continuam a prestar aos Portugueses e a Portugal”.

“Foi no combate à fome, à doença e à exclusão que se forjou esta obra inestimável que integra, de pleno direito, a secular história de Portugal como Estado e como Nação”.

Como reconhecimento por esta missão ao longo da história, o presidente da República agraciou a UMP com o título de membro honorário da Ordem do Mérito.

A Ordem do Mérito destina-se a galardoar actos ou serviços meritórios praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas, que revelem abnegação em favor da colectividade.

 

 

LISBOA

 

PATRIARCA CONTINUA

MAIS DOIS ANOS

 

O Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, vai permanecer mais dois anos à frente da diocese, por decisão de Bento XVI, anunciou o próprio Patriarca, numa celebração que decorreu em Penafirme, concelho de Torres Vedras, no passado dia 19 de Junho, domingo da Santíssima Trindade.

 

O Cardeal D. José Policarpo anunciara no dia 18 de Fevereiro passado a sua renúncia ao cargo de Patriarca de Lisboa por ter atingido o limite de 75 anos determinado pelo direito canónico.

“Gostava de vos anunciar, hoje, dia da Igreja diocesana, que o Santo Padre Bento XVI já respondeu ao meu pedido de resignação, pedindo-me que prolongue o meu ministério episcopal, na Igreja de Lisboa, por mais dois anos”, afirmou, na homilia da Missa a que presidiu.

A cerimónia desta tarde tinha como tema «50 anos ao Serviço da Palavra», por estar integrada nas comemorações do cinquentenário da ordenação sacerdotal de José Policarpo.

"Este ano, em que celebro 50 anos de ministério sacerdotal, maior expressão da ternura de Deus por mim, tenho sentido, como hoje aqui, a beleza de uma Igreja que é comunhão”, acrescentou.

D. José da Cruz Policarpo nasceu a 26 de Fevereiro de 1936 em Alvorninha, Caldas da Rainha. Sacerdote desde 15 de Agosto de 1961, foi ordenado bispo em 1978 e é Patriarca de Lisboa desde 1998, após a morte do Cardeal D. António Ribeiro.

D. José Policarpo foi criado cardeal por João Paulo II em 2001.

 

 

AVEIRO

 

EDUCAÇÃO MORAL

E RELIGIOSA CATÓLICA

 

O bispo de Aveiro publicou uma Nota Pastoral sobre a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), onde apela ao envolvimento dos católicos nas inscrições para a disciplina opcional dos 12 primeiros anos de escolaridade.

 

“Pertence à comunidade no seu todo e concretamente às famílias cristãs sensibilizar os alunos para o valor e para a importância da matrícula em EMRC, que, sendo uma disciplina de opção, exige e supõe a afirmação expressa da vontade de nela se inscrever”, lembra D. António Francisco dos Santos em texto publicado nos sites da diocese de Aveiro e da Comissão Episcopal da Educação Cristã, de que o prelado é um dos vogais.

A Igreja está disponível “para trabalhar com aqueles que, por sua opção livre ou por escolha decidida dos seus pais, procuram nas aulas de EMRC um espaço e uma oportunidade de aprofundar saberes, delinear critérios de vida, afirmar a fé cristã e encontrar valores que alicercem e consolidem o seu caminhar rumo ao futuro”, escreve o bispo de Aveiro.

Na nota intitulada Educar é ver mais longe, D. António Francisco dos Santos assinala que são muitos os estudantes “que sem uma opção clara de fé ou porventura mesmo distanciados de qualquer crença religiosa procuram nas aulas de EMRC um espaço de diálogo e de abertura ao confronto de ideias e à afirmação dos valores éticos de um sadio humanismo”.

O prelado considera que “o futuro das pessoas e o rumo das sociedades decidem-se, muitas vezes, em pequenos gestos e dependem de humildes e discretas decisões de quem sabe que educar é ver mais longe, para, em cada dia que passa, formar pessoas felizes, preparar um amanhã diferente e construir um mundo melhor”.

A Concordata de 2004 consagra a existência da disciplina de EMRC, continuando os professores a serem propostos pelos bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela.

 

 

SETÚBAL

 

NOVO RESTAURANTE

DE SOLIDARIEDADE

 

A paróquia de Nossa Senhora da Conceição, na diocese de Setúbal, inaugurou no passado dia 29 de Junho um “restaurante social”, para responder a muitas situações de pobreza e fome na região, a partir de uma ementa baseada em caridade responsável.

 

“Acolher com dignidade, educar para a responsabilidade individual e promover a inclusão social serão três objectivos essenciais da iniciativa”, de acordo com o pároco Constantino Alves.

“Todos poderão utilizar este restaurante, serão bem acolhidos e servidos com respeito e, à excepção dos que não tiverem quaisquer recursos, todos pagarão um preço que poderá ser inferior ao custo da refeição”, adiantou ainda o sacerdote, durante a cerimónia de abertura.

Antes da inauguração, o pároco adiantou uma tabela de preços, a partir da análise aos recursos financeiros de diversas famílias carenciadas na região, “a variar entre os 10 cêntimos e 1 euro por refeição”.

O projecto, situado nas instalações da igreja local, nasceu para responder aos problemas económicos que têm afectado o país, mas “pretende cortar com o conceito instalado de esmola ao pobre”.

As refeições, fornecidas por uma empresa especializada, vão ser distribuídas todos os dias, entre as 19h00 e as 20h30, por cerca de 60 funcionários, em regime de voluntariado.

Para além da comunidade católica e da Caritas diocesana, este “restaurante social” conta com o envolvimento da autarquia de Setúbal e da Segurança Social.

No futuro, os planos passam também por conseguir apoios junto de mecenas e das diversas empresas sedeadas na região.

Há quase três anos, a paróquia abriu um serviço de distribuição de excedentes dos restaurantes, direccionado sobretudo para os sem-abrigo, através de uma parceria entre a Caritas local e o Projecto Casa.

A paróquia de Nossa Senhora da Conceição quer ainda fazer deste projeto um ponto de partida para outro tipo de intervenções junto dos mais desfavorecidos.

Em aberto estão acções de sensibilização em áreas como “a gestão do orçamento familiar, os hábitos de higiene, a saúde e prevenção de doenças e a alteração de modos de vida”.

 

 

COIMBRA

 

ORDENAÇÃO DO

NOVO BISPO

 

D. Virgílio Antunes, que deixou de ser Reitor do Santuário de Fátima ao ser nomeado para a diocese de Coimbra, foi ordenado bispo em Fátima na igreja da Santíssima Trindade, no passado domingo 3 de Julho, e prometeu anunciar a “linguagem da cruz” de forma nova e acessível.

 

“A linguagem da cruz, que hoje se procura calar e esconder, continua a ser o grande sinal do amor de Deus pelo seu povo em todas as situações de consolação e de sofrimento”, afirmou.

Numa cerimónia presidida pelo bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, o mais recente membro do episcopado português quis agradecer a todos os que o acompanharam neste momento.

O novo bispo anunciou que, a partir da Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios (1, 23-24), escolheu como lema episcopal a frase: “Anunciamos Cristo crucificado, sabedoria de Deus”.

“Significa que procuro centrar-me na pessoa de Jesus Cristo, cujo significado só se pode entender a partir da cruz como caminho de ressurreição e da glória”, precisou.

Na celebração foi lida a bula de nomeação de Bento XVI em que D. Virgílio do Nascimento Antunes, “até agora Reitor do Santuário de Nossa Senhora de Fátima” é designado sucessor de D. Albino Mamede Cleto, que renunciou ao cargo de bispo de Coimbra por ter atingido o limite de idade determinado pelo direito canónico.

 

 

 

 


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