27.º Domingo Comum

2 de Outubro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A palavra de Deus fala-nos hoje da Igreja como a vinha querida por Deus e das relações da Igreja com o mundo.

O facto de estarmos no tempo das vindimas e no começo do novo ano pastoral pode e deve ajudar-nos a entender e a viver esta celebração.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A canção da vinha – proclamada nesta leitura – é uma obra mestra da poesia hebraica, com grande significado simbólico e pedagógico. Deus oculta-Se sob a imagem do agricultor, e nós sentimo-nos retratados na vinha ingrata. Trata-se de mais um apelo à conversão pessoal.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O “cântico da vinha”, uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2, 21; Ez 15, 1-8; 17, 3-10; 19, 10-14; Jl 1, 7; Sl 79 (80), 9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo, que não corresponde, ao não dar mais que uvas amargas; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A “torre” e o “lagar” não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sitio rochoso da zona da vinha.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: O salmo 80 é uma súplica do Povo de Deus ao para que o socorra na aflição em que se encontra. Para mover o Senhor a socorrer-nos, recorda as acções salvadoras do passado; a imagem da vinha plantada fica explicada quando chama a Israel “o filho que adoptastes”; e considera Israel como instrumento para que o Altíssimo manifeste o Seu poder diante das nações.

 

Refrão:        A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Carta aos cristãos de Filipos, exorta-os – e todos os que fazem parte da “vinha de Deus” – a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. São estes os frutos que Deus espera da sua “vinha” que ali plantou com a evangelização feita pelo Apóstolo dos Gentios.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

No capítulo 4 «a carta atinge o ponto culminante do desenvolvimento do pensamento» (H. Schlier). «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças» (v. 6). A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1 Tes 1, 2; 5, 17; Lc 18, 1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para andar aflito. Pouco antes, no v. 4, após um insistente apelo à alegria (4, 4; 2, 18; 3, 1) – uma «alegria no Senhor», que é algo de fundamental na vida cristã –, S. Paulo adverte: «não vos inquieteis com coisa alguma» (v. 6); e, como consequência natural, «a paz de Deus» vos guardará, o que dito como uma bênção (v. 7). Esta «paz de Deus, que está acima de toda a inteligência» é «incompreensível: quem a recebe não a explica com reflexões racionais… Não há paz sem batalha, interna e externa; mas na batalha interna, por exemplo, na renúncia, na necessidade mais tremenda, na solidão, na dor, vem sobre nós a paz de Deus, a paz mandada por Deus, a paz que é o próprio Deus, como amor e bondade que Ele é» (H. Schlier).

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E O Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 15, 16

 

Monição: O Senhor escolheu cada um de nós pelo seu nome para nos enviar em missão evangelizadora, dando frutos de santidade e apostolado.

Agradeçamos ao Senhor, cantando, os Seus desígnios de Amor sobre nós que O Evangelho vai proclamar. 

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23, 37; Act 7, 42; Heb 11, 36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (cf. Gal 6, 16).

 

Sugestões para a homilia

 

a. Das muitas imagens usadas pelos autores sagrados para falar do antigo Povo de Israel e da Igreja, a vinha é muito rica e sugestiva. Dela são hoje apresentados dois textos clássicos.

Tudo o que se relaciona com a vinha é especialmente delicado: a escolha do terreno, a plantação das cepas, a enxertia, o amparo da vinha e a colheita. Iguais atitudes devemos ter pela Igreja, que é a realização histórica de um mistério ou plano que Deus foi revelando ao longo da história. A Igreja foi prefigurada, preparada, fundada, manifestada e será um dia consumada na eternidade (LG 2).

A imagem da vinha aparece no salmista ao falar da saída do Povo de Israel do Egipto como «videira que o Senhor transplantou» para a nova terra; aparece na luta de Elias com Nabot; e aparece no hino da liturgia da tarde de Sexta-feira santa.

É esse carinho pela Igreja que a 1ª leitura e o Evangelho nos querem transmitir: é a vinha do Senhor. Vinha, vinho e sangue de Jesus são palavras que se atraem na revelação bíblica e na piedade cristã.

A meditação sobre a Igreja como comunidade objectiva e mistério de salvação é muito oportuna. Numa cultura individualista e subjectivista, sente-se fatalmente uma desafeição das pessoas pela Igreja, apresentando como suficiente a consciência individual.

 

b. A Igreja é um dom de Deus, um dom para nos libertar dos labirintos dos sentimentos religiosos e guiar-nos no caminho da salvação, e para ajudar a sociedade civil. A esses dois aspectos se referem as duas grandes constituições conciliares sobre a Igreja: uma sobre a Igreja em si mesma, apresentada como obra da Trindade (LG.1-5); outra sobre a Igreja no mundo actual apresentada como sua colaboradora (GS,1-3).

A Igreja ajudada a estabelecer com Deus relações robustas, seguras e frutuosas: é o caminho traçado pelo próprio Deus, é a nova vinha do Senhor. Sem a Igreja, essas relações tornar-se-iam nebulosas, geradoras de angústia, anárquicas, como vemos acontecer nos que se afastaram da Igreja. Os catequistas e educadores da fé têm aqui um momento para reflectirem na sua acção catequética.

A Igreja ajuda o próprio mundo, cujas alegrias e esperanças deve fazer suas (GS1). As realidades do mundo – família, cultura, trabalho, actividade económica e política – sem a luz do Evangelho correm o perigo de entrar em anarquia, e por isso devem merecer dos cristãos apoio e ajuda específicos (GS 33-53). A resposta de Paulo aos Filipenses que, cheios de fervor escatológico, se interrogavam sobre o seu contributo na sociedade do tempo, pode ser um bom resumo da atitude cristã na sociedade civil: incutir na sociedade «tudo o que for verdadeiro, justo, amável, de boa reputação», numa palavra, os valores fundamentais da verdade e da justiça. Uma sociedade pode ser pobre, mas, se for construída sobre critérios de verdade e de justiça, será sempre uma sociedade humana e de paz. 

Nesta sua relação com o mundo, a Igreja deve ser de serviço, de ajuda, sal e fermento, e não de proprietária: é que o mundo será sempre mundo, com valores e estruturas terrenas, frágeis, imperfeitas, evolutivas, e o sal e o fermento cristãos nunca lhe retirarão essa fragilidade. A Igreja deve contribuir para o progresso pois ele pode ajudar muito para o reino de Deus, mas o progresso nunca se confunde com o reino de Deus (GS.39)

Na oração da anáfora eucarística rezaremos «pela Igreja dispersa pelo mundo para que se mantenha unida ao Papa e aos seus Bispos»; e, logo depois do Pai Nosso, pediremos para o mundo «a paz em nossos dias», paz que é fruto da justiça e da verdade

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Peçamos humildemente ao Senhor da vinha da Igreja

que nos conceda todas as bênção e graças necessárias

para Lhe podermos oferecer frutos de uvas saborosas

que são as obras de santidade na vida de cada dia.

Oremos, cheios de confiança (cantando):

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

1. Pelo Santo Padre, cultivador diligente da vinha de Deus,

    para que possa colher os frutos de santidade dos fieis,

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

2. Pelos que oferecem a Deus uvas agras dos seus pecados,

    para que se convertam e gozem a alegria da fidelidade,

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

3. Pelos pais que procuram cultivar a vinha dos seus filhos,

    para que Deus encha de bênçãos o seu trabalho generoso,

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

4. Pelos que vivem limitados nos bens e pela doença,

    para que o Senhor os conforte e encha de bênçãos

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

5. Pelos jovens, a quem Deus confiou a vinha da juventude,

    para que a cultivem, preparando agora um mundo melhor,

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

6. Pelas almas dos nossos parentes e amigos que já faleceram,

    para que o Senhor, na Sua misericórdia, os receba o Céu

    oremos, irmãos.

 

    Esperamos, Senhor, na Vossa misericórdia!

 

Senhor que nos colocastes na terra responsáveis e livres,

a prepararmos uma eternidade em comunhão convosco:

ensinai-nos a trabalhar com amorosa generosidade,

para recebermos da Vossa mão o prémio da eterna glória.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Somos a vinha do Senhor. Ele continua a cuidar de nós. Ilumina-nos com a Sua doutrina e oferece-nos na Igreja que fundou todas as ajudas para produzirmos frutos de santidade.

Na Santa Missa renova a Sua imolação por nós, para que procuremos corresponder ao Amor com amor.

Dentro de momentos, vai renovar o gesto da Última Ceia, na intimidade do cenáculo, para nos oferecer, depois, o Seu Corpo e Sangue como Alimento para a vida eterna.

 

Cântico do ofertório: Que bom Senhor, estar ao pé de Ti, M. Carneiro, NRMS 36

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

A paz só se pode encontrar na fidelidade ao Senhor da vinha, a Jesus Cristo, presente no meio de nós.

Esta fidelidade exige de nós que nos amemos e, como prova deste amor, nos perdoemos e ajudemos mutuamente nesta caminhada para o Céu.

Manifestemos, por este gesto litúrgico, a nossa boa vontade.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor oferece-nos, como Alimento divino, o Seu Corpo que guarda a nossa alma para a vida eterna.

Para que nos possa alimentar devidamente, devemos recebê-l’O com as necessárias disposições: em graça, com fé viva e guardando o jejum eucarístico.

Que Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, nos ensine e ajude a comungar bem.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

 

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Mantenhamos uma atenção e cuidado permanente na atenção à vinha da nossa santificação pessoal.

Ajudemos as pessoas a oferecerem ao Senhor as uvas saborosas das boas obras.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

 

Homilias Feriais

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 3-X: Os feridos que encontramos.

Jon 1, 1-2, 1. 11 / Lc 10, 25-37

Mas um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

O bom samaritano da parábola (Ev.) é, em primeiro lugar, o próprio Cristo. Manifestou o seu amor por nós entregando a sua vida (na Santa Missa), e passando junto de nós para nos curar as feridas (na Confissão).

De igual modo, temos de ser também samaritanos. Encontramos no nosso caminho muitas pessoas com feridas na alma: longe de Deus, em circunstâncias dolorosas, com falta de carinho, de abandono, cheios de misérias. Nossa Senhora ocupa-se da sua parente Isabel durante o tempo de gravidez.

 

3ª Feira, 4-X: Unidos a Deus sempre.

Jon 3, 1-10 / Lc 10, 38-42

(O Senhor): Marta, Marta, andas inquieta, e agitada com muita coisa, quando uma só coisa é necessária.

O que é necessário (Ev.) é mantermos a união com Deus ao longo do nosso dia. Podemos arranjar alguns momentos exclusivamente dedicados ao Senhor, como fez Mria: tempos de oração, de participação na Eucaristia, etc.

Mas também é possível lembrar-nos de Deus durante os momentos de trabalho, como fez Marta: oferecendo o trabalho ao Senhor, pedindo pelas pessoas que nos rodeiam, indo com a imaginação até o Sacrário mais próximo do nosso trabalho, etc. Nossa Senhora acompanhou Jesus durante toda a sua vida, mesmo estando longe d‘Ele.

 

4ª Feira, 5-X: Misericórdia de Deus e mesquinhez humana.

Jon 4, 1-11 / Lc 11, 1-4

Perdoai-nos os nossos pecados pois nós também perdoamos a todo aquele que nos ofende.

«E o próprio Senhor nos ensinou a rezar: ‘Perdoai-nos as nossas ofensas (Ev.), relacionando o perdão mútuo das nossas ofensas com o perdão que Deus concede aos nossos pecados» (CIC, 1425). Da parte de Deus não há limita nem medida para o perdão, que é essencialmente divino (CIC, 2845).

Que grande contraste com a mesquinhez de Jonas: tinha pena da morte de um carrapiteiro e não perdoava aos 120 mil habitantes da cidade (Leit.). Mãe de misericórdia, queremos parecer-nos mais a Deus, através do perdão a conceder a quem nos ofende.

 

5ª Feira, 6-X: Valerá a pena rezar?

Mal 3, 13-20 / Lc 1, 5-13

Não se levantará para lhos dar (3 pães), por ser amigo dele. Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

Valerá a pena rezar? Parece que Deus não nos escura. E, pior ainda, se constatamos aquilo que conta a 1ª Leitura: «É coisa inútil servir a Deus… os que praticam o mal vivem na prosperidade e, se provocam a Deus, ficam ilesos».

 Mas Deus deixa de animar os que rezam: «S. Lucas transmite-nos três parábolas principais sobre a oração: a primeira, a do amigo inoportuno, convida-nos a uma oração persistente: ‘Batei e a porta abrir-se-vos-á’ (CIC, 2613). Em Cana, Nª Sª não desiste, apesar da aparente recusa de seu Filho, e acaba por obter um milagre.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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