Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael

29 de Setembro de 2011

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Somos a Igreja de Cristo, M. Silva, NRMS 17

 

Sl 102, 20

Antífona de entrada: Bendizei ao Senhor todos os seus Anjos, poderosos executores das suas ordens, sempre atentos à sua palavra.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Depois que Deus criou o mundo olhou ao redor e admirou a Sua obra:

– Entre os seres há criaturas mais excelentes e menos perfeitas;

– Os anjos são espíritos puros e é dogma de fé a sua existência;

– São amigos que Deus coloca na viagem da nossa vida a guiar-nos à eternidade.

 

Oração colecta: Senhor Deus do universo, que estabeleceis com admirável providência as funções dos Anjos e dos homens, concedei, propício, que a nossa vida seja protegida na terra por aqueles que eternamente Vos assistem e servem no Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os anjos ao contemplarem as perfeições infinitas de Deus, incendeiam-se em amor e este amor manifesta-se em adoração incessante.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

Ver notas de CL, atrás neste mesmo número, na Festa da Transfiguração do Senhor.

 

Salmo Responsorial    Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5 (R. 1c)

 

Monição: O povo cristão pede aos anjos que zelem pelas almas de seus devotos a tempo inteiro para cortejar o Senhor.

 

Refrão:        Na presença dos Anjos,

                     eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Os demónios tinham beleza e sabedoria e toda a espécie de graças em condição de perfeição natural e sobrenatural; em estado de prova, Lúcifer exclama: não servirei, serei semelhante ao Altíssimo; foram vencidos os anjos maus, condenados ao fogo eterno.

 

Apocalipse 12, 7-12a

7Travou-se um combate no Céu: Miguel e os seus Anjos lutaram contra o Dragão. O Dragão e os seus anjos lutaram também, 8mas foram derrotados e perderam o seu lugar no Céu para sempre. 9Foi expulso o enorme Dragão, a antiga serpente, aquele que chamam Diabo e Satanás, que seduz o universo inteiro foi precipitado sobre a terra e os seus anjos foram precipitados com ele. 10Depois ouvi no Céu uma voz poderosa que dizia: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Ungido, porque foi precipitado o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus. 11Eles venceram-no, graças ao sangue do Cordeiro e à palavra do testemunho que deram, desprezando a própria vida, até aceitarem a morte. 12Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que neles habitais».

 

7 Houve um combate. É difícil determinar a que combate concreto se refere o texto sagrado. Não parece tratar-se aqui da rebelião dos Anjos maus no momento da sua criação (cf. Mt 25, 41; 2 Pe 2, 4), como alguns pensam, uma vez que o contexto nos situa nos tempos cristãos. Assim, prefere-se ver a luta tremenda desencadeada pelo demónio contra Cristo e os fiéis (os «nossos irmãos» - v. 10), a partir sobretudo da Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus (cf. v. 5b).

«Miguel» - em hebraico Mi-kha-el - quer dizer «quem como Deus?». Era o protector do antigo povo de Deus (Dan 10, 13.21), e que aparece agora como patrono e defensor da Igreja, o novo povo de Deus.

«O Dragão». É identificado no v. 9, com a «antiga serpente» que tentou os primeiros pais, por isso se chama antiga; é «aquele que chamam Diabo e Satanás». Diabo é um nome grego correspondente ao hebraico - Xatan (aramaico - xataná), que significa caluniador, acusador, adversário.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 102 (103), 21

 

Monição: Viver na presença de Deus requer:

– a Sua procura

– o Seu conhecimento

– o apego à Sua verdade

 

Aleluia

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 46

 

Bendizei o Senhor todos os seus exércitos,

poderosos executores da sua vontade.

 

 

Evangelho

 

São João 1, 47-51

 

Naquele tempo, 47Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse: «Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento». 48Perguntou-lhe Natanael: «De onde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira». 49-lhe Natanael: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel!». 50Jesus respondeu: «Porque te disse: ‘Eu vi-te debaixo da figueira’, acreditas. Verás coisas maiores do que estas». E acrescentou: 51«Em verdade, em verdade vos digo: Vereis o Céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem».

 

Filipe não tinha guardado para si a grande alegria de ter tido a dita de encontrar o Messias anunciado pelos Profetas, mas comunicara-a a seu amigo Natanael, que se mostrou incrédulo em face da procedência humilde de Jesus, filho dum carpinteiro de Nazaré, quando o Messias devia ser descendente de David e procedente de Belém. Filipe não se desmoraliza com as razoáveis objecções do amigo e também não confia nas explicações que o seu próprio engenho poderia excogitar; opta por convidar o amigo a aproximar-se pessoalmente de Jesus: «vem e verás» (v. 46).

47 «Natanael». Nome semítico que significa «dom de Deus». Deveu ser um dos Doze Apóstolos (cf. Jo 21, 2); mas qual deles? Muito provavelmente era Bartolomeu, o qual teria dois nomes, sendo este último um nome patronímico (filho de Tolmay), como o patronímico de Simão Pedro, Baryona (filho de Jonas). Esta identificação é deduzida dos diversos catálogos dos Apóstolos que nos deixaram os Sinópticos, onde Bartolomeu sempre se segue a Filipe, aquele Apóstolo que levou Natanael a Jesus (cf. Mt 10, 3; Mc 3, 18; Lc 6, 14).

48 «Eu vi-te, debaixo da figueira». Natanael sentiu que o olhar de Jesus penetrava os mais profundos recônditos da sua alma, pois algo de significativo devia ter passado no seu coração naquela hora e naquele local exacto a que Jesus se referia, e que só Deus podia conhecer.

49 «Tu és o Filho de Deus… Rei de Israel» - títulos messiânicos procedentes do Salmo 2. A intencionalidade do Evangelista (cf. 20, 31) evidencia-se ao apresentar, desde a primeira hora, confissões explícitas de fé em Jesus (cf. Mt 14, 33; 16, 16).

51 «Os Anjos de Deus subindo e descendo…» Trata-se duma forma muito expressiva de Jesus aparecer como Mediador entre o Céu e a terra, ficando assim os Céus abertos para a humanidade (Is 63, 19; Apoc 19, 11; Mt 3, 16 par.), numa clara alusão à escada de Jacob, pela qual subiam e desciam os Anjos na visão de Jacob (Gn 28,12). É por isso que adoptámos, na Bíblia da Difusora Bíblica, a tradução «por meio do Filho do Homem», em vez da tradução corrente «sobre o Filho do Homem», tendo em conta que aqui aparece a mesma preposição (epí) que no texto grego do sonho de Jacob, com o sentido de subir por.

 

Sugestões para a homilia

 

Os anjos existem

Há bons e maus

Ocupações e funções

Como honrá-los

São conhecidos

 

O nome de anjos provém do seu ministério e funções, são uns “enviados”, criados, e não exigem matéria sensível e corruptível para existirem pois vivem de inteligência e amor.

São invisíveis; o seu alimento é ver a Deus e vestirem-se da glória divina que os circunda;

Se nos aparecem tomando um corpo por algum tempo mostram-se como meninos, jovens, com asas para significar a sua prontidão.

São um número incalculável.

Um rei manifesta a sua excelência em ter muitos ministros e Deus ao governar os homens por espíritos angélicos.

 

Os bons são de três ordens, com hierarquias;

Serafins, Tronos e Querubins

Dominações, Virtudes e Potestades

Principados, Arcanjos e Anjos

Aos maus, revoltosos, orgulhosos chamados demónios.

Que pretendemos nós?

Ser bons, puros, obedientes e virtuosos; essa é a nossa tarefa tendo em conta toda a misericórdia, os dois e os frutos do Espírito Santo.

 

Adoram e contemplam as perfeições infinitas de Deus;

– Cantaram ao Senhor no Seu nascimento

– Serviram o Senhor no deserto

– Rodeiam o altar onde mora Cristo

– Guardam a Igreja e os homens, presidem aos astros, à terra e ao mar, aos impérios e às nações; executam as ordens de Deus que dá a cada homem um anjo protector enquanto caminho neste mundo. Se estamos em graça apresentam a Deus as nossas boas obras.

Na morte defendem-nos contra o demónio e ajudam-nos na partida, oferecendo-nos depois ao pai do Céu.

 

Conhecemo-los pela Sagrada Escritura e pelas suas aparições.

SÃO MIGUEL («quem como Deus») opõe-se a Lúcifer e reúne um exército de anjos para o vencer e a todos os maus.

Protegia o povo de deus, patrono da Sinagoga, é guarda da Igreja e tem aparições em Itália e em Navarra.

 

SÃO GABRIEL («força de Deus») é o anjo da Encarnação e dos mistérios do filho de Deus; veio anunciar a chegada da nossa fortaleza cristã: Jesus Cristo.

 

SÃO RAFAEL («medicina de Deus») amparou o jovem Tobias livrando-o de muitos perigos; é nosso guia na vida e prevê os nossos perigos para nos libertar deles.

 

Podemos invocá-los e imitá-los,

Venerá-los e confiar neles.

 

 

Oração Universal

 

Confiadamente, imploremos, irmãos,

Por intercessão dos arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael,

As melhores bênçãos de Deus para a Igreja e para o mundo.

 

1.     Pela santa Igreja de Deus,

para que, por intercessão de S. Miguel,

o Senhor lhe conceda a paz interna e fiel generosidade

na sua missão divina em favor dos homens,

oremos ao Senhor.

 

2.     Pelo Santo padre, Bispos e Sacerdotes,

para que, cheios do Espírito Santo, sejam sal da terra e luz do mundo,

e ajudem os homens a caminhar para Deus,

oremos ao Senhor.

 

3.     Por todos os que buscam generosamente a vontade Deus, na vocação matrimonial,

para que, por intercessão de S. Gabriel, se entreguem fielmente nesse caminho de santidade,

oremos ao Senhor.

 

4.     Pelos jovens do mundo inteiro, para que, por intercessão de S. Rafael,

o Senhor os proteja e eles vejam claramente o caminho da sua própria vocação,

oremos ao Senhor.

 

5.     Por todos nós aqui presentes, para que aumentem a nossa fé

na existência dos Anjos, nossos intercessores e amigos,

e um dia vamos gozar com eles da Bem-aventurança eterna,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que confiastes aos Arcanjos ministérios em favor da Igreja,

fazei que aproveitemos a sua intercessão e alcancemos a Felicidade do Céu.

Por N. S. J. Cristo, Vosso Filho que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Com os benditos Anjos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício de louvor e fazei que, pelo ministério dos Anjos, seja levado à presença da Vossa divina majestade e se torne para nós fonte de salvação eterna Por Nosso Senhor.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Contritos e humildes, com pureza de inteligência e vontade, preparemos a nossa Comunhão com Cristo, com amor e verdade.

 

Cântico da Comunhão: Santos Anjos e Arcanjos, J. Parente, NCT 701

 

Sl 137, 1

Antífona da comunhão: De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças. Na presença dos Anjos Vos louvarei, meu Deus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, nosso Pai, que nos fortalecestes com o pão do Céu, fazei que, protegidos pelos santos Anjos, sigamos firmemente o caminho da salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partamos confiantes no zelo e protecção dos anjos de que a piedade divina os incumbiu em nosso favor.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 30-IX: Contrição e recomeço.

Bar 1, 15-22 / Lc 10, 13-16

Desde o dia em que o Senhor fez sair os nossos pais da terra do Egipto até este dia, fomos rebeldes ao Senhor nosso Deus.

O profeta dirige-se a Deus, em nome de todo o povo, pedindo perdão pelas sucessivas rebeldias, «não querendo escutar a sua voz» (Leit.). O mesmo aconteceu com os habitantes da cidade de Corazim e Betsaida (Ev.). Receberam tantas graças, viram tantos milagres, mas não se arrependeram dos seus pecados.

Aproximemo-nos do Senhor com uma coração contrito, reconhecendo as nossas faltas, sem nos desculparmos: «O Senhor está perto dos que têm o coração contrito» (S. Agostinho). Não demoremos a conversão que Ele espera de nós.

 

Sábado, 1-X: O sim, o fiat e o Ámen.

Bar 4, 5-12. 27-29 / Lc 10, 17-24

Jesus estremeceu de alegria e disse: Eu te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

«O seu estremecimento – sim, ó Pai!- revela o íntimo do seu coração, a sua adesão ao beneplácito do Pai, como um eco do fiat de sua Mãe, aquando da sua concepção e como prelúdio do que Ele dirá ao Pai na sua agonia» (CIC, 2603). Nesta oração aprendemos a conhecer melhor os sentimentos de Cristo.

Lembremo-nos também da «profunda analogia entre o fiat pronunciado por Maria, em resposta às palavras do Anjo, e o Ámen que cada fiel pronuncia quando recebe o Corpo do Senhor» (IVE, 55).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Ferreira de Sousa

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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