26º Domingo Comum

25 de Setembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

 

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus convidou-nos mais uma vez para nos reunirmos à Sua volta na Santa Missa, tornando presente sobre o altar o sacrifício da cruz. Queremos escutar a Sua Palavra e unirmos ao Seu sacrifício.

 

Para isso vamos preparar o nosso coração, limpando-o do pecado.

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Ezequiel lembra que cada um tem de dar contas a Deus: os bons e os maus. O Senhor convida os pecadores ao arrependimento e convida os bons a estarem vigilantes para não se afastarem do bom caminho.

 

Ezequiel 18, 25-28

Eis o que diz o Senhor: 25«Vós dizeis: ‘A maneira de proceder do Senhor não é justa’. Escutai, casa de Israel: Será a minha maneira de proceder que não é justa? Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? 26Quando o justo se afastar da justiça, praticar o mal e vier a morrer, morrerá por causa do mal cometido. 27Quando o pecador se afastar do mal que tiver realizado, praticar o direito e a justiça, salvará a sua vida. 28Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido, há-de viver e não morrerá».

 

A leitura é tirada da secção do livro que contém uma série de oráculos contra Judá e Jerusalém (Ez 4 – 24. O profeta não se cansa de sublinhar a responsabilidade individual e a necessidade e o valor da conversão individual e a esperança na clemência divina; o pecador que se arrepende «há-de viver e não morrerá» (v. 28).

 

Salmo Responsorial    Sl 24 (25), 4-5.6-7.8-9 (R. 6a)

 

Monição: No salmo pedimos a Deus que nos mostre sempre o bom caminho e nos conceda a Sua misericórdia quando nos desviamos.

 

Refrão:        Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia.

 

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,

ensinai-me as vossas veredas.

Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,

porque Vós sois Deus, meu Salvador:

em vós espero sempre.

 

Lembrai-Vos, Senhor, das vossas misericórdias

e das vossas graças que são eternas.

Não recordeis as minhas faltas

e os pecados da minha juventude.

 

Lembrai-Vos de mim segundo a vossa clemência,

por causa da vossa bondade, Senhor.

 

O Senhor é bom e recto,

ensina o caminho aos pecadores.

Orienta os humildes na justiça

e dá-lhes a conhecer os seus caminhos.

 

Segunda Leitura*

 

Monição: O Apóstolo anima-nos a viver a caridade uns com os outros e a ter os mesmos sentimentos de Jesus.

 

Nota de rodapé

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: Filipenses 2, 1-11                        Forma breve: Filipenses 2, 1-5

Irmãos: 1Se há em Cristo alguma consolação, algum conforto na caridade, se existe alguma consolação nos dons do Espírito Santo, alguns sentimentos de ternura e misericórdia, 2então, completai a minha alegria, tendo entre vós os mesmos sentimentos e a mesma caridade, numa só alma e num só coração. 3Não façais nada por rivalidade nem por vanglória; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos, 4sem olhar cada um aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros. 5Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.

[6Cristo Jesus, que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus, mas aniquilou-Se a Si próprio. 7Assumindo a condição de servo, tornou-Se semelhante aos homens. Aparecendo como homem, 8humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz. 9Por isso Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes, 10para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem no céu, na terra e nos abismos, 11e toda a língua proclame que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.]

 

É este um dos mais preciosos textos paulinos: o entranhável apelo à caridade – união fraterna e espírito de serviço – é alicerçado na humildade, a exemplo de Cristo, que, sem deixar de ser Deus, tomou a condição de servo, a fim de nos poder servir.

Ver notas supra, para a 2ª leitura da Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 10, 27

 

Monição: Jesus lembra-nos que o caminho que leva ao Céu é o cumprimento fiel dos mandamentos. Os pecadores arrependidos vão à frente de muitos que se contentam com palavreado.

Ouçamos com atenção e aclamemos o Senhor.

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

As minhas ovelhas ouvem a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço-as e elas seguem-Me.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 28-32

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 28«Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Foi ter com o primeiro e disse-lhe: ‘Filho, vai hoje trabalhar na vinha’. 29Mas ele respondeu-lhe: ‘Não quero’. Depois, porém, arrependeu-se e foi. 30O homem dirigiu-se ao segundo filho e falou-lhe do mesmo modo. Ele respondeu: ‘Eu vou, Senhor’. Mas de facto não foi. 31Qual dos dois fez a vontade ao pai?» Eles responderam-Lhe: «O primeiro». Jesus disse-lhes: «Em verdade vos digo: Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o reino de Deus. 32João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele; mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. E vós, que bem o vistes, não vos arrependestes, acreditando nele».

 

A parábola dos dois filhos, que é contada apenas no Primeiro Evangelho, pertence ao conjunto das controvérsias de Jesus com os judeus, que S. Mateus agrupa no ministério de Jesus em Jerusalém, capítulos 21-23, a partir de Mt 21, 23. A parábola visaria particularmente os fariseus, que se ufanavam da exacta fidelidade à Lei, aqui representados pelo filho que diz «eu vou», mas que na realidade não faz a vontade de seu pai; também eles ficavam só em palavras e exterioridades. Jesus, por outro lado, põe em evidência que a conversão é possível e que os maiores pecadores, através da penitência, se podem tornar santos de primeira categoria. Para os fariseus, «os publicanos e as mulheres de má vida» (vv. 31-32) eram dos pecadores mais abomináveis. Note-se que nunca se nomeiam as prostitutas entre as pessoas que seguiam na companhia de Jesus, mas apenas se diz que «acreditaram» (v. 32) e irão diante dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo para o reino de Deus (v. 31), o que põe em evidência tanto o valor da conversão, como a misericórdia do coração de Cristo. 

 

Sugestões para a homilia

 

Tende em vós os sentimentos de Jesus

Obedecendo até à morte

Deus O exaltou

Tende em vós os sentimentos de Jesus

A Igreja celebrou no dia 14 a festa da Exaltação da Santa Cruz. Precisamos de olhar muitas vezes para a cruz de Jesus.

S. Paulo lembrava aos cristãos de Corinto: – «Julguei que não devia saber coisa alguma entre vós senão a Jesus Cristo e este Crucificado» (I Cor 2,2).

Temos de procurar, como lembrava o Sínodo extraordinário nos 25 anos do Concílio, a centralidade do mistério da cruz. Era esse o núcleo da pregação dos Apóstolos, como relata o livro dos Actos. Ele tem de ser o centro da vida da Igreja e da sua pregação.

Na epístola aos Coríntios S. Paulo escreve:

«Cristo não me enviou a baptizar, mas a pregar o Evangelho, não com a sabedoria das palavras, para que não se torne inútil a Cruz de Cristo. Efectivamente, a linguagem da cruz é uma loucura para os que se perdem, mas, para os que se salvam, isto é, para nós, é a força de Deus... Porventura não tornou Deus em loucura a sabedoria deste mundo? De facto, já que o mundo pela sua própria sabedoria não conheceu Deus na Sua divina sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes por meio da loucura da pregação.

Enquanto os judeus exigem milagres e os gregos buscam a sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, mas, para os que são chamados, quer dos judeus, quer dos gregos, é Cristo força de Deus e sabedoria de Deus; porque o que é loucura em Deus é mais sábio que os homens, e o que é fraqueza em Deus é mais forte que os homens.”

Eu, pois, quando fui ter convosco, irmãos, a anunciar-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de estilo ou de sabedoria. Porque julguei que não devia saber coisa alguma entre vós senão a Jesus Cristo e Este crucificado.

Estive entre vós com fraqueza, temor e grande tremor; a minha conversação e a minha pregação não tinham nada da linguagem persuasiva da sabedoria, mas eram manifestação de Espírito e de força, para que a vossa fé não se baseie sobre a sabedoria dos homens, mas na força de Deus. Não obstante, é de sabedoria que nós falamos entre os perfeitos; não, porém, uma sabedoria deste mundo nem dos príncipes deste mundo, que serão destruídos, mas pregamos a misteriosa sabedoria de Deus, que está encoberta, e que Deus predestinou antes dos séculos para a nossa glória.» (1 Cor 1,17-25 e 2,1-7)

Se a Igreja esquecesse esta centralidade depressa se deixaria arrastar pela sabedoria humana, arrogante, falsa sabedoria, que é loucura diante de Deus.

S. Paulo não só pregou a sabedoria da Cruz mas soube viver unido a ela. Escrevia aos Gálatas:

«Estou pregado com Cristo na cruz; vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. A vida com que vivo agora na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.» (Gal 2,19 )

Longe de mim o gloriar-me senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem o mundo está crucificado para mim e eu crucificado para o mundo. De facto, nem a circuncisão nem a incircuncisão valem nada, mas sim o ser uma nova criatura. A todos os que seguirem esta regra, paz e misericórdia, assim como ao Israel de Deus. Para o futuro ninguém me moleste, porque eu trago no meu corpo as marcas de Jesus. ” (Gal 6, 14-17). Aprendamos com o Apóstolo este amor à Cruz e a tê-la presente em nosso viver de cada dia.

Com Cristo aprendemos a amar a Deus e a amar de verdade os que nos rodeiam.

Obedecendo até à morte

Jesus salvou-nos obedecendo até à morte e morte de cruz. Obedecer à vontade de Deus é o caminho da santidade e a chave para entrar no céu.

No Evangelho o Senhor lembra que não basta prometer que fazemos. Não basta palavreado. Havemos de procurar cumprir com fidelidade a vontade de Deus. E quando falharmos sabermos pedir perdão e começar de novo a luta da fidelidade.

Obedecer à vontade de Deus significa esforço e sacrifício, às vezes heróico. Temos de aprender com Jesus, que nos anima e ajuda com a Sua graça.

Às vezes encontramos a cruz no caminho da nossa vida, nas doenças, nas contrariedades, naquilo que o mundo chama desgraças. Se olhamos para Jesus crucificado essas dores encontram sentido e achamos coragem para levar a cruz que o Senhor nos entrega. Com ela podemos amar a Deus, ajudar a salvar os outros, como Jesus. Nela podemos encontrar alegria verdadeira, porque Deus abençoa com a cruz.

João Paulo II numa das visitas ao Brasil esteve numa leprosaria. Procurou animar os leprosos: “A vossa doença é uma cruz mas não uma cega fatalidade. O sofrimento pode converter-se num princípio de graça e salvação.”

 Na capela da leprosaria havia uma rosa pintada cheia de espinhos, que representava o sofrimento que cresce no amor. Havia também uma imagem de Cristo, mutilado de braços e de pernas, diante do qual os leprosos costumam rezar uma antiga oração: ”Cristo não tem mãos porque tem as nossas, não tem pés porque tem os nossos, para guiar e conduzir os homens ao Seu caminho “ (P.GOMEZ BORRERO, Juan Pablo amigo; cit.em JULIO EUGUI, Más anédotas e virtudes (Madrid 1999),nº 85).

“Se alguém quer seguir-Me negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-Me (Lc 9,23). Di-lo Cristo outra vez a nós, como que ao ouvido, intimamente: a Cruz cada dia” (S. JOSEMARIA, Cristo que passa, 58).

Deus O exaltou

Cristo venceu na cruz. Venceu o pecado, venceu o demónio, venceu a própria morte. Por ela salvou todos os homens. Deus O exaltou e Lhe deu um nome que está acima de todos os nomes.

Se nos unimos à Paixão e morte de Jesus, se temos em nós os mesmos sentimentos de Jesus, também venceremos. Mesmo que pareçamos derrotados.

Com Ele seremos glorificados um dia no céu. Com Ele encontraremos já na terra a alegria. Ela tem as raízes em forma de cruz -dizia S. Josemaria.

Tantos procuram a felicidade à margem de Deus, deixando-se arrastar pela ilusão do prazer, do egoísmo, da vaidade, da posse das riquezas terrenas. Fogem da vontade de Deus. Vêem-na como um peso, uma coisa impossível de levar.

Também alguns cristãos tentam adaptar o seu cristianismo às suas comodidades. Procuram alguém que diga com eles, fugindo aos ensinamentos do Santo Padre em temas como a aceitação dos filhos, a moral sexual, a fidelidade no casamento, a frequência do sacramento da confissão. E esse cristianismo fácil não dá a alegria verdadeira e profunda que só Jesus pode dar.

Vale a pena animar-nos a cumprir fielmente os ensinamentos de Jesus, que nos diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração e encontrareis a paz para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e a minha carga leve” (Mt 11,29-30).

É esse o caminho da santidade a que Deus nos chama e é esse o caminho da verdadeira felicidade.

Que a Virgem, que soube unir-se intimamente à cruz de Jesus, nos anime a fazer o mesmo em nossa vida de cada dia, tendo os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus ensina-nos que é preciso humildade para acolher o dom da salvação»

 

Queridos irmãos e irmãs!

 

Hoje a liturgia propõe-nos a parábola evangélica dos dois filhos enviados pelo pai para trabalhar na sua vinha. Um deles diz imediatamente sim, mas depois não vai; o outro ao contrário recusa-se imediatamente, mas depois, tendo-se arrependido, obedece ao desejo paterno. Com esta parábola Jesus recorda a sua predilecção pelos pecadores que se convertem e ensina-nos que é preciso humildade para acolher o dom da salvação. Também São Paulo, no trecho da Carta aos Filipenses que hoje meditamos, nos exorta à humildade. "Nada façais por rivalidade ou por vanglória escreve ele mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos" (Fl 2, 3). Estes são os mesmos sentimentos de Cristo, que, despojando-se da glória divina por amor a nós, se fez homem e se humilhou até à morte de Cruz (cf. Fl 2, 5-8). O verbo usado ekenôsen significa literalmente que Ele "se despojou a si mesmo" e esclarece a profunda humildade e o amor infinito de Jesus, o Servo humilde por excelência.

Reflectindo sobre estes textos bíblicos, pensei imediatamente no Papa João Paulo I, do qual precisamente hoje se celebra o trigésimo aniversário da morte. Ele escolheu como mote episcopal o mesmo de São Carlos Borromeu: Humilitas. Uma só palavra que sintetiza o essencial da vida cristã e indica a virtude indispensável de quem, na Igreja, está chamado ao serviço da autoridade. Numa das quatro audiências concedidas durante o seu brevíssimo pontificado disse, entre outras coisas, com aquele tom familiar que o distinguia: "Limito-me a recomendar uma virtude, tão querida ao Senhor: disse: aprendei de mim que sou manso e humilde de coração... Mesmo se fizerdes coisas grandiosas, dizei: somos servos inúteis". E observou: "Mas todos nós tendemos antes para o contrário: pôr-nos em evidência"(Insegnamenti di Giovanni Paolo I, p. 51-52). A humildade pode ser considerada o seu testamento espiritual.

Graças precisamente a esta sua virtude, foram suficientes 33 dias para que o Papa Luciani entrasse no coração do povo. Nos discursos usava exemplos tirados de acontecimentos de vida concreta, das suas recordações de família e da sabedoria popular. A sua simplicidade era veículo de um ensinamento sólido e rico, que, graças ao dom de uma memória excepcional e de uma vasta cultura, ele enriquecia com numerosas citações de escritores eclesiásticos e profanos. Deste modo foi um inigualável catequista, nas pegadas de São Pio X, seu conterrâneo e predecessor, primeiro na cátedra de São Marcos e depois na de São Pedro. "Devemos sentir-nos pequenos diante de Deus", disse naquela mesma Audiência. E acrescentou: "Não me envergonho de me sentir como uma criança diante da mãe: acredita-se na mãe, eu creio no Senhor, naquilo que me revelou" (ibid., p. 49). Estas palavras mostram toda a consistência da sua fé. Ao agradecermos a Deus por tê-lo concedido à Igreja e ao mundo, valorizemos o seu exemplo, comprometendo-nos a cultivar a sua mesma humildade, que o tornou capaz de falar a todos, sobretudo aos pequeninos e aos chamados distantes. Invoquemos por isto Maria Santíssima, humilde Serva do Senhor.

 

Papa Bento XVI, Angelus, Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, 28 de Setembro de 2008

 

 

Oração Universal

 

Da Cruz de Jesus nos vêm todas as graças,

que Ele nos alcançou com o Seu sangue.

Imploremos, agora, com toda a confiança:

 

1-Pela Santa Igreja de Deus, perseguida em tantas nações

e pelos que sofrem pela Sua fé, para que essas dores continuem a ser semente de cristãos,

oremos ao Senhor.

 

2-Pelo Santo Padre, para que o Senhor o encha de alegrias nos trabalhos

e nos cuidados por todas as igrejas,

oremos ao Senhor.

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que se entreguem generosamente

no serviço das almas sem medo das cruzes do seu ministério,

oremos ao Senhor.

 

4-Pelos cristãos do mundo inteiro, para que cresçam na devoção à Santa Cruz

e sejam valentes nos caminhos da fé,

oremos ao Senhor.

 

5-Para que todos escutemos os apelos de Nossa Senhora

para oferecer a Jesus os sacrifícios nas pequenas coisas de cada dia,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, que nos chamastes a seguir a Cristo, Vosso Filho, pelo caminho da cruz,

ensinai-nos a entender melhor o mistério da Sua Paixão e Morte

e a unir-nos mais a Ele em nossa vida.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

Na comunhão não só vamos unir-nos a Jesus mas também a identificar-nos com Ele. Procuremos encher-nos dos mesmos sentimentos do Seu Coração.

 

Cântico da Comunhão: Senhor eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

 

cf. Salmo 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

 

Ou

1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós; também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Partimos com o desejo de imitar a Jesus, cumprindo fielmente a vontade de Deus. É esse o caminho da verdadeira felicidade.

 

Cântico final: Ficai connosco Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

 

 

 

 

 

 

Homilias Feriais

 

26ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-IX: Modelo de Comunhão eucarística.

Zac 8, 1-8 / Lc 9, 46-50

E quem me acolher, acolhe Aquele que me enviou, pois quem for o mais pequeno entre vós é que é grande.

Cuidemos esmeradamente a nossa Comunhão eucarística, com desejos de purificação, procurando viver na presença de Deus durante o dia; cumprindo melhor os nossos deveres quotidianos; desagravando o Senhor quando cometemos algum erro; dizendo algumas comunhões espirituais.

Recebamos o Senhor como a Virgem Maria: «e o olhar extasiado de Maria, quando contemplava o rosto de Cristo recém-nascido e o estreitava nos seus braços, não é porventura o modelo inatingível de amor em que se devem inspirar todas as comunhões eucarísticas?» (IVE, 55).

 

3ª Feira, 27-IX: Um melhor acolhimento do Senhor

Zac 8, 20-23 / Lc 9, 51-56

Os mensageiros entraram numa povoação de samaritanos, a fim de lhe prepararem hospedagem. Mas aquela gente não o quis receber.

Que dirão Senhor acerca do modo como O recebemos na Comunhão eucarística?

Num Sermão de preparação para receber o Senhor, dizia S. João de Ávila: «Com que alegria partiria um homem deste Sermão se lhe dissessem: ‘O rei irá a tua casa amanhã e far-te-á grandes mercês!’ Acredito que não comeria de tanto gozo e cuidado, nem dormiria durante toda a noite, pensando: ‘O rei vem a minha casa. Como poderei recebê-lo bem? ’Irmãos, eu digo-vos da parte do Senhor que Deus quer vir até vós e que traz um reino de paz».

 

4ª Feira, 28-IX: A correspondência à graça e as demoras.

Ne 2, 1-8 / Lc 9, 57-62

Jesus respondeu-lhe: As raposas têm as suas tocas e as aves do céu os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

«Jesus partilha a vida dos pobres, desde o presépio até à Cruz: Sabe o que é sofrer a fome, a sede e a indigência (não tinha onde reclinar a cabeça: Ev)» (CIC, 544). Por isso é exigente com todos os que o querem seguir, pedindo-lhes uma maior disponibilidade, que não admite quaisquer demoras (Ev.).

Um bom exemplo é o do profeta Neemias que, para participar na reconstrução da cidade santa (Leit.), pediu licença e ajuda ao rei para ultrapassar as previsíveis dificuldades do caminho.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino C. Ferreira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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