25º Domingo Comum

18 de Setembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Povo por Deus reunido, H. Faria, NRMS 103-104

 

Antífona de entrada: Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor. Quando chamar por Mim nas suas tribulações, Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A nossa lógica de comportamento é muito diversa da de Deus. Geralmente, nós comportamo-nos para com Deus como um servo para com o patrão.

Observamos os mandamentos e preceitos como uma tremenda obrigação imposta pelo Senhor e não como uma ocasião para desfrutar da alegria e felicidade que Ele nos proporciona.

Depois, como mais antigos na comunidade, por vezes sentimo-nos seus donos e não trabalhamos nem deixamos os outros fazê-lo. Pretendemos influenciar a vida de todo o grupo, não permitindo a tomada de iniciativas pelos que chegaram depois de nós.

A liturgia da Palavra de hoje interpela-nos sobre esta realidade e convida-nos a pedirmos perdão ao Senhor, a fim de corrigirmos a nossa lógica humana pelo Seu critério divino.

 

Oração colecta: Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei no vosso amor e no amor do próximo, dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento, para alcançarmos a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías convida-nos a aproximarmo-nos de Deus e sublinha que os critérios do Senhor são bem diferentes dos nossos.

 

Isaías 55, 6-9

6Procurai o Senhor, enquanto se pode encontrar, invocai-O, enquanto está perto. 7Deixe o ímpio o seu caminho e o homem perverso os seus pensamentos. Converta-se ao Senhor, que terá compaixão dele, ao nosso Deus, que é generoso em perdoar. 8Porque os meus pensamentos não são os vossos, nem os vossos caminhos são os meus – oráculo do Senhor –. 9Tanto quanto o céu está acima da terra, assim os meus caminhos estão acima dos vossos e acima dos vossos estão os meus pensamentos.

 

Este belo texto da parte final do Dêutero - Isaías encerra um impressionante convite à conversão e à confiança na misericórdia e no perdão de Deus. O regresso dos exilados à sua pátria não é o mais importante, mas sim o regresso a Deus.

 

Salmo Responsorial    Sl 144 (145), 2-3.8-9.17-18

 

Monição: Com a recitação deste salmo celebramos a bondade e a justiça de Deus nosso Pai, o que faz aumentar em nós o sentimento de confiança.

 

Refrão:        o Senhor está perto de quantos O invocam.

 

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o Vosso nome para sempre.

Grande é o Senhor e digno de todo o louvor,

insondável é a sua grandeza.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo ensina que em qualquer situação da vida o que especialmente importa para o cristão é viver em concordância com Jesus Cristo.

 

Filipenses 1, 20c-24.27a

Irmãos: 20cCristo será glorificado no meu corpo, quer eu viva quer eu morra. 21Porque, para mim, viver é Cristo e morrer é lucro. 22Mas, se viver neste corpo mortal é útil para o meu trabalho, não sei o que escolher. 23Sinto-me constrangido por este dilema: desejaria partir e estar com Cristo, que seria muito melhor; 24mas é mais necessário para vós que eu permaneça neste corpo mortal. 27aProcurai somente viver de maneira digna do Evangelho de Cristo.

 

S. Paulo, ao escrever estas palavras está preso, mas não é possível determinar com certeza onde se encontra prisioneiro; a opinião mais corrente a favor da primeira prisão romana (pelos anos 60-62) tem vindo a perder adeptos a favor de uma provável prisão em Éfeso (pelos anos 54-57), durante a sua longa estadia nesta cidade por ocasião da 3ª viagem. Ele fala como quem corre um perigo real de ser condenado à morte, e exprime uma total disponibilidade para o que venha a suceder-lhe, com a segurança de que em qualquer das alternativas «Cristo será glorificado» (v. 20), e declara: «não sei o que escolher» (v.22), se «permanecer neste corpo mortal» (v. 24), se «partir e estar com Cristo» (v. 23), o que aconteceria logo após a morte. Mas pende para aquilo que «é mais necessário» (v. 23) para os seus fiéis. Em qualquer dos casos, a sua vida não tem outro sentido que não seja Cristo e viver nele: «Para mim, viver é Cristo» (v. 21). Este desejo de morrer para estar com Cristo é uma característica dos santos, poeticamente expressa por Santa Teresa de Jesus: «Vivo sin vivir en mí, y tan alta vida espero, que muero porque no muero» (Poesia 2).   

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Actos 16, 14b

 

Monição: A abertura do nosso coração à mensagem do Evangelho supõe compararmos os nossos juízos e caminhos com o critério de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Abri, Senhor, os nossos corações,

para aceitarmos a palavra do vosso Filho.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 20, 1-16a

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: 1«O reino dos Céus pode comparar-se a um proprietário, que saiu muito cedo a contratar trabalhadores para a sua vinha. 2Ajustou com eles um denário por dia e mandou-os para a sua vinha. 3Saiu a meia manhã, viu outros que estavam na praça ociosos e disse-lhes: 4‘Ide vós também para a minha vinha e dar-vos-ei o que for justo’. 5E eles foram. Voltou a sair, por volta do meio-dia e pelas três horas da tarde, e fez o mesmo. 6Saindo ao cair da tarde, encontrou ainda outros que estavam parados e disse-lhes: ‘Porque ficais aqui todo o dia sem trabalhar?’ 7Eles responderam-lhe: ‘Ninguém nos contratou’. Ele disse-lhes: ‘Ide vós também para a minha vinha’. 8Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao capataz: «Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, a começar pelos últimos e a acabar nos primeiros’. 9Vieram os do entardecer e receberam um denário cada um. 10Quando vieram os primeiros, julgaram que iam receber mais, mas receberam também um denário cada um. 11Depois de o terem recebido, começaram a murmurar contra o proprietário, dizendo: 12‘Estes últimos trabalharam só uma hora e deste-lhes a mesma paga que a nós, que suportámos o peso do dia e o calor’. 13Mas o proprietário respondeu a um deles: ‘Amigo, em nada te prejudico. Não foi um denário que ajustaste comigo? 14Leva o que é teu e segue o teu caminho. Eu quero dar a este último tanto como a ti. 15Não me será permitido fazer o que quero do que é meu? Ou serão maus os teus olhos porque eu sou bom?’ 16aAssim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos».

 

A lição central da parábola situa-nos para além de critérios humanos de estrita justiça e parece consistir em mostrar o primado da graça de Deus, que vai para além do estritamente devido; a graça é isso mesmo, é dom gratuito. A todos Deus chama ao seu Reino, não tendo maior importância o ter sido chamado primeiro (como foi o caso de Israel). Ninguém tem o direito de ver com maus olhos que Deus seja bom e cheio de misericórdia (v. 15).

 

Sugestões para a homilia

 

A nossa lógica não é a de Deus

Exige mudança radical no modo de pensar

Pois a grande alegria é o encontro com Cristo

A nossa lógica não é a de Deus

Ao ouvirmos o Evangelho deste domingo somos capazes de pensar que aquele proprietário terá cometido uma tremenda injustiça, por pagar aos operários da última hora igual salário aos que trabalharam o dia todo.

A nossa lógica de pensamento baseia-se em determinados princípios que não são respeitados na parábola que ouvimos. Mas é nesta óptica provocatória e contrária à lógica da conduta do patrão que está o cerne doutrinal desta narração.

Jesus quer denunciar, de uma forma dura, a religião dos “méritos”, ensinada pelos guias espirituais israelitas. O povo, doutrinado pela classe sacerdotal, havia-se esquecido de Deus bom, pai, amigo fiel, anunciado pelos profetas e substituiu-O por um Deus distante, legislador e juiz implacável.

Os fariseus sentiam-se seguros porque “trabalhavam muito”, observavam escrupulosamente as prescrições da lei, toda a sua acção de fidelidade era registada como “mérito” que passaria a constar do registo do céu, para ser exigida a Deus no momento oportuno.

Deus não se cansa de ir ao encontro do homem, mesmo quando este se esquiva a todos os encontros, mas não retribui pelos méritos de cada um. Se aceitamos a obrigação de observar mandamentos e preceitos, que aos nossos olhos parecem não ter explicação, para sermos privilegiados pelo chamamento de Deus, estamos enganados. A única recompensa, na verdade, reside na fidelidade ao Senhor. Todas as hesitações em seguir os Seus caminhos são ocasiões perdidas para se ser feliz, para usufruir primeiro e mais tempo os dons de Deus.

A reacção que atribuímos aos operários da parábola reproduz a nossa oposição diante da bondade e da generosidade de Deus. Quem ainda trabalha para ganhar um prémio, acredita num deus pagão, comerciante, contabilista ou justiceiro, mas não no Deus de Jesus Cristo.

O senhor da parábola está preocupado em que não falte o trabalho a ninguém. Então, como é que nas nossas comunidades ainda pode haver pessoas que se comportam como simples espectadores? Não podem ser apenas alguns a empenhar-se em certos ministérios. O Senhor da vinha está à espera que cada um de nós se interrogue sobre a tarefa que deve desempenhar na comunidade e que deixe de estar ocioso.

Isto exige uma mudança radical no nosso modo de pensar.

Exige mudança radical no modo de pensar

Não será que muitos de nós, cristãos, nos consideramos “justos” mediante a rotina das nossas práticas religiosas? Não podemos merecer nada diante de Deus, só podemos receber dons e agradecer. Por que não ficarmos felizes se um dia alguém, mesmo que tenha errado por completo na vida, venha a receber de Deus o dom da salvação?

Isto leva-nos a reflectir sobre a nossa atitude na comunidade onde estamos inseridos. Nela não devemos exigir mais por termos sido os primeiros a chegar. Não devemos nem podemos sentir-nos os privilegiados por nos termos convertido primeiro a Cristo. Não nos queiramos impor aos demais porque chegamos antes, não permitindo que todos concorram para tomar novas iniciativas que visem o bem comum. Muitas vezes há quem não trabalhe nem deixe trabalhar os outros.

A grande alegria de todos deverá ser o encontro com Jesus Cristo.

Pois a grande alegria é o encontro com Cristo

S. Paulo, como ouvimos na segunda leitura, sente-se comovido pelo apreço e amizade demonstrados pelos cristãos de Filipos e revela as suas sensações mais interiores e mais afectuosas. Ele que havia trabalhado muitos anos pela causa do Evangelho, que tinha aguentado sofrimentos e contrariedades sente-se, agora que está preso, bastante cansado e começa a pensar no seu encontro definitivo com Cristo. Nesta altura afirma que seria melhor para ele morrer, mas sente que a causa do Evangelho ainda precisa dele. Então, num gesto de generosidade, declara-se pronto a adiar o seu encontro com Cristo, a fim de continuar a servir os irmãos e afirma que para ele «viver é Cristo, e morrer um lucro». O seu prémio era a própria alegria de ter encontrado Cristo.

Nos trabalhos ou nas contrariedades, nos momentos de euforia e entusiasmo, na vida ou na morte, o que essencialmente importa para o cristão é, pois, viver em conformidade com Jesus Cristo.

 

Fala o Santo Padre

 

«Tudo muda quando Jesus, passando ao lado da sua mesa de impostos, o fixa e diz: Segue-me!»

 

Caros irmãos e irmãs

 

Talvez vos recordeis que quando, no dia da minha eleição me dirigi à multidão na Praça de São Pedro, me foi espontâneo apresentar-me como um trabalhador da vinha do Senhor. Pois bem, no Evangelho de hoje (cf. Mt 20, 1-16a), Jesus narra precisamente a parábola do senhor da vinha que em diversas horas do dia chama trabalhadores para a sua vinha. E à tarde dá a todos o mesmo salário, uma moeda, suscitando o protesto daqueles da primeira hora. É claro que aquela moeda representa a vida eterna, dádiva que Deus reserva a todos. Aliás, precisamente aqueles que são considerados os "últimos", se o aceitarem, serão os "primeiros", enquanto os "primeiros" podem correr o risco de ser os "últimos". Uma primeira mensagem desta parábola está no próprio facto de que o senhor não tolera, por assim dizer, o desemprego: quer que todos estejam ocupados na sua vinha. E na realidade ser chamado é já a primeira recompensa: poder trabalhar na vinha do Senhor, pôr-se ao seu serviço, colaborar para a sua obra, constitui por si mesmo um prémio inestimável, que recompensa todo o esforço. Mas só o compreende quem ama o Senhor e o seu Reino; pelo contrário, quem trabalha unicamente pelo salário nunca se dará conta do valor deste tesouro inestimável.

Quem narra a parábola é São Mateus, Apóstolo e Evangelista, cuja festa litúrgica se celebra, de resto, precisamente hoje. Apraz-me sublinhar que Mateus, pessoalmente, viveu esta experiência (cf. Mt 9, 9). Com efeito, antes que Jesus o chamasse, ele desempenhava a profissão de publicano e por isso era considerado público pecador, excluído da "vinha do Senhor". Mas tudo muda quando Jesus, passando ao lado da sua mesa de impostos, o fixa e diz: "Segue-me!". Mateus levantou-se e seguiu-O. De cobrador de impostos tornou-se imediatamente discípulo de Cristo. De "último" passou a ser "primeiro", graças à lógica de Deus que por nossa sorte! é diferente da lógica do mundo. "Os meus projectos não são os vossos projectos diz o Senhor através do profeta Isaías e os vossos caminhos não são os meus caminhos" (Is 55, 8). Também São Paulo, de quem estamos a celebrar um especial Ano jubilar, experimentou a alegria de se sentir chamado pelo Senhor para trabalhar na sua vinha. E quanto trabalho levou a cabo! Mas como ele mesmo confessa, foi a graça de Deus que agiu nele, aquela graça que, de perseguidor da Igreja, o transformou em Apóstolo das nações. A ponto de o levar a dizer: "Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro". Contudo, acrescenta imediatamente: "Mas se eu ainda continuar a viver, poderei realizar algum trabalho útil. Por isso, não sei o que escolher" (Fl 1, 21-22). Paulo compreendeu bem que trabalhar para o Senhor já é, nesta terra, uma recompensa.

A Virgem Maria, que há uma semana tive a alegria de venerar em Lourdes, é o ramo perfeito da vinha do Senhor. Dela germinou o fruto bendito do amor divino: Jesus, nosso salvador. Que Ela nos ajude a responder sempre e com alegria ao chamamento do Senhor, e a encontrar a nossa felicidade no facto de poder trabalhar pelo Reino dos céus.

 

Papa Bento XVI, Angelus, Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, 21 de Setembro de 2008

 

 

Oração Universal

 

Irmãos,

ao celebrarmos a bondade e a justiça

de Deus nosso Pai, depositemos em Suas mãos

com toda a confiança, as nossas petições,

rezando:

 

Senhor, nós temos confiança em vós.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que nos orientem e guiem sempre

  segundo o verdadeiro pensamento de Deus,

  oremos, irmãos.

 

2.     Pelos cristãos do mundo inteiro,

para que orientem a sua vida

pelos caminhos do Senhor,

a fim de que o seu testemunho

seja motivo de abertura à acção salvífica de Deus,

oremos, irmãos.

 

3.     Pelas nossas comunidades cristãs,

para que saibam estar atentas

ao chamamento do Senhor

e procurem cooperar com entusiasmo

na Sua vinha,

oremos, irmãos.

 

4.     Por todos os cristãos,

para que sejam solidários

com todos os que necessitam de trabalhar

  para o seu sustento e de todos os seus,

oremos, irmãos.

 

5.     Por todos nós aqui reunidos,

para que nos trabalhos, nas contrariedades,

nos momentos de entusiasmo,

na vida ou na morte vivamos em conformidade com Jesus,

oremos, irmãos.

 

Ouvi, Senhor nosso Deus,

as súplicas dos vossos fiéis

e auxiliai-nos a viver no testemunho fiel

aos ensinamentos de Jesus Cristo.

Ele, que é Deus convosco,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja, para que receba nestes santos mistérios os bens em que pela fé acredita. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Monição da Comunhão

 

Ao comungarmos o Corpo do Senhor recebemos o alimento que nos sustenta e o sacramento que nos renova, a fim de termos força para vivermos testemunhalmente o apelo de Deus, que nos chama a trabalhar na Sua vinha.

 

Cântico da Comunhão: A minha carne é verdadeira comida, F. da Silva, NRMS 102

 

Salmo 118, 4-5

Antífona da comunhão: Promulgastes, Senhor, os vossos preceitos para se cumprirem fielmente. Fazei que meus passos sejam firmes na observância dos vossos mandamentos.

 

Ou

Jo 10, 14

Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-Me.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça aqueles que alimentais nos sagrados mistérios, para que os frutos de salvação que recebemos neste sacramento se manifestem em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Reflectimos que os caminhos de Deus são diferentes dos nossos, celebramos a bondade e a justiça do Pai, o que faz aumentar em nós o sentimento de confiança; mas também compreendemos a mensagem contida no Evangelho. Por isso, devemos aferir os nossos critérios pelos de Deus e sermos colaboradores interessados no trabalho da Sua vinha e não meros espectadores que criticam o trabalho dos outros.

 

Cântico final: Deus é Pai, Deus é Amor, F. da Silva, NRMS 90-91

 

 

Homilias Feriais

 

25ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-IX: O novo templo de Deus.

Esd 1, 1-6 / Lc 8, 16-18

Se alguém de entre vós fizer parte do seu povo… suba a Jerusalém de Judá, para construir o templo do Senhor.

Com a vinda de Jesus, o verdadeiro templo já não é construído por mãos humanas: é a própria humanidade de Jesus (Destruí este templo e em três dias o reedificarei). E cada um de nós passa também a ser templo de Deus (Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito Santo habita em vós?).

A consideração desta realidade maravilhosa há-de levar-nos a procurar uma maior intimidade com o Senhor, e para iluminarmos os outros com a nossa luz: «para verem a luz aqueles que entram» (Ev.).

 

3ª Feira, 20-IX: Características da família de Jesus.

Esd 6, 7-8. 12. 14-20 / Lc 8, 19-21

Mas Jesus respondeu-lhe: minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.

Quem pertence à família de Jesus? «O germe e começo do Reino é o pequeno rebanho daqueles que Jesus veio congregar ao seu redor e dos quais Ele próprio é o pastor. Eles constituem a verdadeira família de Jesus (Ev.)» (CIC, 764).

Esta família é caracterizada pelo cumprimento da vontade de Deus: quem fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus (CIC, 2233); recebeu uma ‘nova maneira de agir’ (ouvir a palavra de Deus e pô-la em prática: Ev.), e uma oração própria (O Pai-nosso) (CIC, 764).

 

4ª Feira, 21-IX: S. Mateus: Importância da palavra de Deus.

Ef 4, 1-7. 11-13 / Mt 9, 9-13

Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: Segue-me.

Quando foi chamado pelo Senhor, S. Mateus deixou logo tudo para se dedicar ao serviço do Senhor. A partir de então acompanhou Jesus e foi testemunha da sua vida e ensinamentos, dos milagres, da participação na Última Ceia, etc. Deixou-nos uma pequena biografia: o seu Evangelho.

«Nos livros Sagrados, o Pai que está nos Céus sai amorosamente ao encontro dos seus filhos para conversar com eles. A palavra de Deus é, em verdade, apoio e vigor da Igreja e fortaleza da fé para os seus filhos, alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual» (Dei Verbum, 2)

 

5ª Feira, 22-IX: Ambiente da celebração litúrgica.

Ag 1, 1-8 / Lc 9, 7-9

Chegou a altura de habitardes em vossas casas ornadas de guarnições, enquanto este Templo continua em ruínas.

Deus queixa-se, através do profeta Ageu, de dedicarmos mais tempo às nossas coisas do que às coisas de Deus, especialmente as que se referem à Eucaristia.

É necessário que, em tudo o que tenha que ver com a Eucaristia, haja gosto pela beleza; dever-se-á ter respeito e cuidado também pelos paramentos, as alfaias, os vasos sagrados, para que, interligados de forma orgânica e ordenada, alimentem o enlevo pelo mistério de Deus, manifestem a unidade da fé e reforcem a devoção» (SC, 41).

 

6ª Feira, 23-IX: Ajudas no conhecimento de Cristo.

Ag 1, 15-2, 9 / Lc 9, 18-22

Jesus perguntou-lhes então: Quem dizem as multidões que Eu sou?

Este conhecimento de Jesus há-de ser melhorado com a ajuda do Espírito Santo: «Movidos pela graça do Espírito Santo, e atraídos pelo Pai, nós cremos e confessamos a respeito de Jesus: Tu és o Cristo (Ev.)» (CIC; 424).

E também com a ajuda de Nª Senhora, através da meditação dos mistérios do Terço: «Percorrer com Ela as cenas do Rosário é como frequentar a ‘escola de Maria’, para ler Cristo, penetrar nos seus segredos, compreender a sua mensagem» (Rosário da V. Maria, 14).

 

Sábado, 24-IX: A anunciação e a Eucaristia

Zac 2, 5-9. 14-15 / Lc 9, 43-45

Exulta e alegra-te, filha de Sião, porque Eu venho habitar no meio de ti.

«É a justo título que o Anjo Gabriel a saúda como ‘filha de Sião’ (Leit.): Ave (=Alegra-te)» (CIC, 722).

Este oráculo do profeta tornar-se-á realidade no momento da Encarnação. «De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística quando ofereceu o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. E Maria, na Anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade física do corpo e do Sangue, em certa medida antecipando nela o que se realiza sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue do Senhor» (IVE, 55)

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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