Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2011

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

 

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No dia oito de Setembro, celebrámos a festa do Nascimento da Virgem Maria. Foi escolhida, desde toda a eternidade, para ser a Mãe de Jesus, o Redentor. A liturgia de ontem, recordou-nos o preço da nossa salvação: por nosso amor, Jesus morreu na Cruz. Hoje, contemplamos a Virgem Maria, junto à Cruz: uma lança trespassou o Coração de Jesus; uma espada trespassou a alma de Maria, Nossa Senhora das Dores. Com seu Filho Jesus, estava também Maria cravada na cruz, unida a Ele pelos vínculos do Amor e da dor.

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Nesta leitura, o autor da Carta aos Hebreus lembra-nos que «Jesus aprendeu a obediência no sofrimento e tornou-se causa de salvação eterna para todos nós.»

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: Com o salmista peçamos: “Salvai-me, Senhor pela vossa bondade!”

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.        

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: «Estava a Mãe dolorosa junto da cruz! Uma espada de dor trespassou a sua alma.»

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

Maria aos pés da cruz ajuda os crentes a dar um sentido ao sofrimento

O amor dá sentido e torna aceitável o sofrimento.

Maria aos pés da cruz ajuda os crentes a dar um sentido ao sofrimento

Maria está intimamente associada à missão do Seu Filho, no sofrimento e na glorificação. A memória de Maria aos pés da cruz ajuda os crentes a dar um sentido aos seus sofrimentos, apontando-nos a esperança da ressurreição gloriosa. A maternidade de Maria assume, no Calvário, dimensões universais. O discípulo João representa todos os discípulos de Jesus ao longo dos séculos: Mãe eis o teu filho!

A festa de hoje revela a piedade e gratidão dos crentes, honrando as dores e lágrimas da Mãe do Redentor e foi colocada no calendário litúrgico, a 15 de Setembro de 1913, por S. Pio X. (“Missal Quotidiano”)

No Sermão da Montanha Jesus anuncia uma mensagem de felicidade que não exclui o sofrimento e a dor, enquanto estamos neste mundo. O Profeta Isaías tinha dito que o Messias havia de “tomar sobre si o peso do sofrimento humano” para o transformar em instrumento de salvação e de felicidade eterna na bem-aventurança do Céu, onde não haverá «nem pranto, nem gritos, nem dor» (Ap 21, 1-4). Jesus disse-nos que no «mundo teríamos tribulações», mas afirmou também «bem-aventurados os que choram porque serão consolados» (Mt 5). O mistério pascal é uma mistura de dor e de alegria, de morte e de ressurreição. Através da morte Jesus entrou na Sua glória. O cristão experimenta a dor, mas sabe que participa nos sofrimentos de Cristo. Por isso compreende o convite de S. Pedro: «Alegrai-vos, na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo». (1 Ped 4,13). Sofrendo por nós, Jesus deu-nos o exemplo para que sigamos os Seus passos (1 Ped 2, 21). O cristão considera o sofrimento como uma maneira de comunicar com Jesus que, morrendo, destruiu a morte e nos ofereceu a vida com abundância. O sofrimento é a porta que conduz ao mistério pascal. «Se morremos com Cristo também com Ele viveremos» (Rom 6, 6-8) afirmava S. Paulo. O sofrimento causa repugnância à natureza humana, mas Deus não despreza os nossos gemidos. Deus há-de enxugar as lágrimas dos nossos olhos (Ap 21, 4). Na sua vida pública, Jesus nunca rejeitou os aflitos que a Ele recorriam, mas enchia-Se de compaixão, curando, aliviando as dores de todos os que o procuravam. Também nos diz a nós: Vinde a mim, todos vós que andais cansados e carregados de de sofrimento. Vinde e Eu vos aliviarei (Conf Mat 11, 28)!

 O amor dá sentido e torna aceitável o sofrimento

O Beato João Paulo II afirmava: “O sofrimento e o amor são caminhos obrigatórios para a nossa santificação. O amor que Cristo nos ensina é um amor que salva através do sofrimento. O amor dá sentido e torna aceitável o sofrimento. O sofrimento sem amor não tem sentido mas, sofrendo em união com Jesus, tem um valor inestimável.” (cf. JPII, Luxemburgo, 15-05-1985)

Transcrevo também algumas frases extraídas do beato Domingos da Mãe de Deus, Meditações sobre as dores de Maria (Liturgia das Horas da Congregação da Paixão). A dada altura, escreveu: “A intensidade do sofrimento de Maria é um abismo tão profundo, que jamais alguém poderá atingir. A dor é uma consequência do amor e é tanto mais intensa quanto maior for o amor”.

 A dor é tanto mais intensa quanto maior é o amor e quanto mais pura é a pessoa que ama. Sendo Nossa Senhora Imaculada, o Seu sofrimento é inimaginável. Também se costuma dizer que a dor é a medida para se conhecer a grandeza do amor. Ora, para se conhecer a intensidade das dores de Maria, seria necessário conhecer a grandeza do Seu amor para com Jesus. Mas quem poderá medir a intensidade do amor para com Jesus, que o Seu Filho e o Seu Deus? Se Maria estava tão unida a seu Filho, o sofrimento de Jesus atingia o coração de sua Mãe. Em proporção com o seu imenso amor, a dor que a Virgem Maria sofreu, foi extremamente viva e profunda. Quanto mais ternamente amava, tanto mais profundamente era trespassado o Seu Coração. Por isso, não é possível encontrar uma dor semelhante à de Maria. O Profeta Jeremias, nas suas Lamentações, pergunta: ‘Ó vós que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor semelhante à minha dor’ (Jer. I, 12). Esta lamentação pode aplicar-se também à dor de Nossa Senhora, pois “nunca houve uma dor tão profunda, porque nunca houve um Filho tão amado”. (S. Bernardo)

Se Jesus sofreu, deixando-nos o exemplo (1Pedro 2,21) também Maria, sua Mãe, nos deu um exemplo, estando de pé junto à cruz. Contemplemos e imitemos Jesus e sua Mãe, neste mistério doloroso: aqui podemos encontrar o modelo de paciência, de fortaleza e de coragem para aceitarmos a cruz da nossa vida.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, façamos os nossos pedidos ao Senhor.

Em atenção às Dores da Virgem Maria rezemos:

ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Para que a Santa Igreja continue no mundo

a acção salvadora de Jesus Cristo, que nos amou

até ao ponto de morrer pregado na Cruz,

oremos, irmãos.

 

2.  Para que os doentes e todos os que sofrem não desanimem,

mas ofereçam a Jesus as suas vidas marcadas pela dor, pedindo a salvação da humanidade,

oremos, irmãos.

 

3.  Para que as famílias das nossas comunidades vivam sempre unidas a Jesus,

e cumpram a Sua vontade,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos nossos familiares falecidos e pelas almas do Purgatório:

pelas dores e lágrimas de Nossa Senhora alcancem no Céu a felicidade eterna,

oremos, irmãos.

 

Oremos: Senhor nosso Deus e nosso Pai, pela Vossa misericórdia

e pela intercessão da Virgem Maria, Nossa Senhora das Dores,

atendei as nossas preces.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Vimos trazer, Senhor, M. Faria, 20 Cânticos para a missa

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

Neste momento da Comunhão agradeçamos o Amor infinito de Jesus que nos oferece o seu Corpo como alimento que permanece para a vida eterna. Façamos os nossos pedidos, cheios de confiança, lembrando a Jesus as dores e lágrimas de sua Mãe, no Calvário: “Meu Jesus, ouvi os nossos rogos pelas lágrimas da Vossa Mãe Santíssima, Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.”

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

 

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Sabemos que Deus concorre em tudo para o bem dos que O amam (Rom 8, 28). Porquê ter medo do sofrimento? O Senhor está connosco nos momentos de angústia; se Deus está por nós, quem estará contra nós? Que sofrimento nos poderá separar do Amor de Cristo? (Rom 8, 31)

 

Cântico final: Virgem Mãe do mesmo Deus, M. Luis, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 16-IX: Ao serviço do Senhor.

1 Tim 6, 2-12 / Lc 8, 1-3

Andavam com Ele os Doze, bem como algumas mulheres, que serviam Jesus com os seus haveres.

Como estas santas mulheres (Ev.), todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor, seguindo o exemplo de Cristo, que ‘não veio para ser servido, mas para servir’. E também o de Nossa Senhora, durante o tempo que esteve com a sua parente S. Isabel.

S. Paulo pede ao seu discípulo que esclareça os fiéis sobre o amor desordenado dos bens materiais (Leit.). São bens que o Senhor pôs à nossa disposição para servirmos melhor os outros e para alcançarmos a vida eterna.

 

Sábado, 17-IX: A escuta da palavra de Deus.

1 Tim 6, 13-16 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Procuremos ver como escutamos ou lemos a palavra de Deus: «Nunca nos esqueçamos que, quando na Igreja se lê a Sagrada Escritura, é o próprio Deus que fala ao seu povo, é Cristo presente na sua palavra que anuncia o Evangelho» (SC, 45).

Pode servir-nos de exemplo a vida de Nossa Senhor. Ela conservava todas as coisas referentes a Deus como um tesouro, e procurava levar à prática o que Deus lhe pedia. Uma vez, escutada a palavra, esforcemo-nos por assimilá-la e levá-la à prática, para que haja abundantes frutos na nossa vida.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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