23º Domingo Comum

4 de Setembro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

 

Salmo 118, 137.124

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, e são rectos os vossos julgamentos. Tratai o vosso servo segundo a vossa bondade.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nos Domingos deste mês de Setembro a palavra de Deus convida-nos a reflectir sobre a dimensão comunitária da vida humana e da fé cristã.

Hoje adverte-nos da obrigação do anúncio da verdade para se construir uma comunidade, e da necessidade de praticar a correcção fraterna para que essa comunidade se possa manter sadia.

Ambos os comportamentos precisam de coragem.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Ezequiel, profeta da esperança, exerceu a sua missão nos tempos dolorosos do cativeiro de Babilónia. Privados do Templo, de sacerdócio e do culto, os hebreus caíram num desânimo profundo.

Colocados numa situação de provação para a fé, os israelitas devem ajudar-se mutuamente a superar esta prova.

 

Ezequiel 33, 7-9

7Eis o que diz o Senhor: «Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel. Quando ouvires a palavra da minha boca, deves avisá-los da minha parte. 8Sempre que Eu disser ao ímpio: ‘Ímpio, hás-de morrer’, e tu não falares ao ímpio para o afastar do seu caminho, o ímpio morrerá por causa da sua iniquidade, mas Eu pedir-te-ei contas da sua morte. 9Se tu, porém, avisares o ímpio, para que se converta do seu caminho, e ele não se converter, morrerá nos seus pecados, mas tu salvarás a tua vida».

 

Texto tirado do início da 4ª parte de Ezequiel, que se refere à restauração de Israel. Foi escolhido em função da leitura evangélica que trata do aviso ou correcção fraterna. O profeta é a «sentinela» de Deus, que tem o dever de avisar do bem e do mal, sob pena de se vir a tornar cúmplice da maldade do povo. De algum modo, todos nós nos devemos sentir responsáveis pelos nossos irmãos, avisando-os do mal que devem evitar (cf. Lv 19, 17).

 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. Cf. 8)

 

Monição: O salmo que a liturgia nos propõe sublinha a doutrina da primeira leitura e anima-nos a permanecermos interiormente despertos para conhecer a vontade do Senhor a segui-la.

Manifestemos a nossa disposição interior de seguir estes ensinamentos.

 

Refrão:        Se hoje ouvirdes a voz do Senhor

                     não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus nosso Salvador.

Vamos à sua presença e demos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou.

Pois Ele é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, no dia de Massa no deserto.

Onde vossos pais Me tentaram e provocaram

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo convida os cristãos de Roma – e os de todos os lugares e tempos – a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor.

Trata-se de uma “dívida” que temos para com todos os nossos irmãos – que contraímos com Cristo –, e que nunca estará completamente saldada.

 

Romanos 13, 8-10

Irmãos: 8Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com os outros, pois, quem ama o próximo, cumpre a lei. 9De facto, os mandamentos que dizem: «Não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não cobiçarás», e todos os outros mandamentos, resumem-se nestas palavras: «Amarás ao próximo como a ti mesmo». 10A caridade não faz mal ao próximo. A caridade é o pleno cumprimento da lei.

 

O amor ao próximo é apresentado por S. Paulo como uma dívida que nunca se pode saldar, pois, enquanto se não tiver dado a vida pelos irmãos, não se terá amado suficientemente, como Cristo nos amou (cf. Jo 13, 34). Por outro lado, a caridade é o resumo da Lei e o seu pleno cumprimento, pois quem ama verdadeiramente «não faz mal ao próximo» (v. 10).

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 5, 19

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo

e confiou-nos a palavra da reconciliação.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 18, 15-20

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15«Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. 16Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. 17Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja, considera-o como um pagão ou um publicano. 18Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. 19Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. 20Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

 

Nesta leitura de hoje temos duas perícopes sobre temas distintos: a correcção fraterna (vv. 15-18) e a oração em comum (vv. 19-20). São tiradas do chamado discurso eclesiástico de Mateus, que aparece como mais uma agrupamento artificial do Evangelista, para nos oferecer um concentrado de instruções de Jesus referentes à vida da nova comunidade fundada por Ele, a sua Igreja (cf. Mt 16, 18), talvez (segundo pensam alguns) com o fim de propor uma espécie de regra da comunidade, à maneira da dos essénios de Qumrã (cf. 1 QS, VI, 62; VII, 25).

15-18 «Se teu irmão te ofender…» Esta tradução não facilita o sentido que sempre se viu na passagem referente à correcção fraterna, pois não se trata de meter na linha um irmão que me anda a aborrecer, ou a melindrar; o que está em causa é ajudar aquele irmão que peca (gravemente, como dá a entender o original grego: hamartêsê) e que põe em risco o bem da sua alma e o bem dos irmãos. Nesta linha estão os melhores manuscritos, como o Vaticano, o Sinaítico e outros, que têm escrito apenas «pecar», omitindo o «contra ti». No entanto, na linha da Vulgata, a Neovulgata também não segue estes manuscritos.

17 «Comunica o caso à Igreja», isto é, à sua legítima autoridade, aos chefes que a governam, pois, desde o princípio, a Igreja nunca foi uma comunidade desorganizada e acéfala, sem autoridade (cf. Act 2, 42; 4, 34-35; 15; Gal 2, 2; 1, 8-9: Act 20, 28, etc.). É evidente que, para se regulamentar desta maneira todo este procedimento na correcção, era por se encarar o caso de faltas graves e que trariam prejuízo à comunidade; no entanto o dever da correcção fraterna não se pode limitar só a este tipo de faltas. «Considera-o como um pagão ou um publicano»: certamente não por desprezo ou má vontade, mas para que esse irmão reconsidere e lhe sirva de emenda (cf. 1 Cor 5, 4-5), embora a expressão seja demasiado dura e pareça aludir mesmo uma exclusão definitiva.

18 «Tudo o que ligardes na terra…» A passagem do «tu» ao «vós» neste texto sugere que não estamos perante uma sequência originária de sentenças de Jesus, o que ajuda a dirimir a velha questão entre protestantes e católicos, a saber, se este «vós» se refere a todo a comunidade, ou apenas aos chefes. Sem entrarmos em complicadas questões de crítica histórica e literária, basta-nos ver que se trata de uma aplicação ao círculo dos Doze daquilo que é dito a Pedro, sem tirar nada do que lhe é dito por Cristo (cf. Jo 20, 21-23; Mt 16, 19; Jo 21, 15-17).

19-20 «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome…» O texto vai mais além do encarecimento da oração em comum e em nome de Jesus, como corresponde ao contexto de um «discurso eclesiástico», que regula a vida em Igreja; com efeito, o paralelismo com uma máxima da Mixná – «onde estão dois sentados (juntos) e entre si falam as palavras da toráh, ali mora entre eles a xekhiná (Deus)» – sugere que Jesus é posto no mesmo plano de Deus, segundo uma técnica da hermenêutica rabínica (uma actualização deráxica chamada rémez, ou alusão).

 

Sugestões para a homilia

 

a. O profeta era, no antigo Povo de Deus, o homem incumbido de anunciar a mensagem de Deus ao povo, aos reis e aos sacerdotes. Houve casos em que o profeta também era sacerdote e rei, mas geralmente eram ministérios distintos.

Por vezes, o ministério profético tornava o profeta indesejado pelos destinatários e isso trazia-lhe sofrimentos e perseguições, pelo que o profeta tinha de ser homem especialmente corajoso. É essa advertência de Deus que escutamos na 1ª leitura, uma mensagem dirigida a Ezequiel, enviado aos hebreus durante o cativeiro da Babilónia para os chamar à conversão, despertando-lhes a consciência de culpados pela situação em que se encontravam.

 

b. No Novo Testamento, Jesus assumiu-se como o Profeta do Pai e, mais que isso, como a Palavra/pessoa, o Verbo do Pai, que vinha cumprir e completar a mensagem anteriormente dada a Moisés e aos profetas. Esse ministério trouxe-lhe perseguições, e, oficialmente, morreu pelo que ensinou.

 

c. Na comunidade cristã, todo o cristão é profeta, e sobre ele pesa o dever de anunciar e de corrigir fraternalmente. Essa dimensão nasce do baptismo: na unção final da celebração, o cristão é declarado «participante de Cristo sacerdote, profeta e rei».

O exercício do anúncio cristão e a obrigação da correcção fraterna acerca de situações erradas, injustas e nocivas para a própria pessoa e para a comunidade pesam sobretudo sobre os responsáveis pelas comunidades: pais e os seus colaboradores, bispos, párocos e diáconos. Um tal exercício tem de ir envolto num clima de amor à pessoa que é advertida, evitando a humilhação desnecessária, o que requer especiais cuidados de prudência e oportunidade, como lembra o texto evangélico de hoje (Mt 18, 15-20). O sacramento da confissão e a vida de matrimónio são, fundamentalmente, um rosário desses exercícios.

 

d. Hoje, constitui especial obstáculo ao dever de advertir a errada compreensão do espírito de tolerância que leva à aceitação de tudo, e é obstáculo à aceitação da advertência o direito à autonomia e o falado direito à opinião pessoal. Esses sentimentos são, frequentemente, prolongamento do subjectivismo da cultura moderna, induzem à desobediência, desprezam a verdade objectiva e destroem a comunidade. Veja-se o que acontece na estrada, nos sectores do fisco, e o que pode acontecer no sacramento da comunhão e nas celebrações litúrgicas: afirmações religiosas e celebrações sem verdade eclesial.

O «gesto da paz» da Eucaristia não é um gesto de parabéns nem de felicitações nem de amizade entre conhecidos, mas é um acto de comunhão com quem está ao lado e a quem se desejando aquela paz profunda que só Deus pode dar.

 

 

Oração Universal

 

«Se dois de vós, sobre a terra – disse-nos Jesus –

juntarem as suas vozes para pedir seja o que for,

hão-de obtê-lo de Meu Pai que está nos Céus.»

Unamos, irmãos, as nossas humildes preces,

implorando do Senhor a Sua misericórdia.

Oremos:

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

1.  Pela Igreja, Mãe de todos nós:

    para que seja no mundo em que vivemos

    sentinela vigilante do Amor e da Verdade,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

2.  Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    para que anunciem corajosamente

    o Evangelho com toda a sua exigência,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

3.  Por todos os pais das famílias cristãs:

    para que formem pessoas de carácter

    que dêem testemunho da sua fé,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

4.  Por todos nós aqui reunidos:

    para que saibamos participar responsavelmente

    na construção dum mundo novo,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

5.  Por todos quantos se afastaram

    dos caminhos da salvação eterna:

    para que encontrem sempre a seu lado

    quem lhes diga a Verdade com Amor,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

6.  Por todos os fiéis defuntos

    que morreram na esperança da Ressurreição:

    para que, por intercessão de Maria,

    o Senhor os acolha na Sua Presença,

    oremos, irmãos.

 

    Senhor, fazei de nós Vossas testemunhas!

 

Senhor, que nos fazeis co-responsáveis

na salvação eterna dos nossos irmãos:

dai-nos a coragem e a generosidade necessárias

para merecermos, no Céu, a Vossa recompensa.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, fonte da verdadeira devoção e da paz, fazei que esta oblação Vos glorifique dignamente e que a nossa participação nos sagrados mistérios reforce os laços da nossa unidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Saudação da Paz

 

A prática da correcção fraterna – tão recomendada no Evangelho e vivida na tradição cristã – é uma ajuda indispensável para vivermos em verdadeira paz. Sem ela surgem facilmente as murmurações e desentendimentos.

Fieis aos ensinamentos do Senhor no santo Evangelho,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Pela Sagrada Comunhão, tornamo-nos um só com Cristo e uns com os outros. Devemos exprimir na vida a comunhão que fazemos em cada dia sentindo a responsabilidade de ajudar os nossos irmãos a caminhar connosco para o Céu.

Ao comungarmos, hoje, não esqueçamos este compromisso com o Senhor, e peçamos-Lhe forças para o cumprir.

 

Cântico da Comunhão: Se vos amardes uns aos outros, F. da Silva, NRMS 22

 

Salmo 41, 2-3

Antífona da comunhão: Como suspira o veado pela corrente das águas, assim minha alma suspira por Vós, Senhor. A minha alma tem sede do Deus vivo.

 

Ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor; quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais e fortaleceis à mesa da palavra e do pão da vida, fazei que recebamos de tal modo estes dons do vosso Filho que mereçamos participar da sua vida imortal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Fomos constituídos pelo Baptismo sentinelas de Deus no mundo, participantes da missão profética de Jesus Cristo.

Andemos mais atentos aos nossos irmãos, nesta semana e sempre, para os esclarecermos e ajudarmos, todas as vezes que for necessário

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

23ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-IX: O sofrimento e a salvação do mundo.

Col 1, 24-2, 3 / Lc 6, 6-11

Alegro-me de sofrer por vós, e completo em mim próprio o que falta às tribulações de Cristo, em benefício do seu corpo, que é a Igreja.

A obra da Redenção continua a realizar-se com a participação de cada um de nós. Ofereçamos os nossos sacrifícios para benefício dos outros (Leit.).

«O sofrimento, penetrado pelo espírito de sacrifício de Cristo, é o mediador insubstituível e autor dos bens indispensáveis para a salvação do mundo. O sofrimento é o que abre caminho à graça que transforma as almas. O sofrimento torna presente na história da humanidade a força da Redenção» (B. João Paulo II, S. doloris, 27). Ponhamos o nosso sofrimento, e o empenho de viver como cristãos, sobre o altar.

 

3ª Feira, 6-IX: Enraizados em Cristo.

Col 2, 6-15 / Lc 6, 12-19

Jesus partiu em direcção ao monte, para fazer oração e passou a noite a rezar.

«O Evangelho segundo S. Lucas sublinha a acção do Espírito Santo e o sentido da oração no ministério de Cristo. Jesus ora antes dos momentos decisivos da sua missão. Reza também antes dos momentos decisivos que vão decidir a missão dos seus Apóstolos: antes de escolher e chamar os Doze (Ev.)» (CIC, 2600).

Orar significa estar enraizados em Deus: «uma vez que aceitastes Cristo Jesus, o Senhor, deveis proceder em união com Ele. Estai, pois, enraizados n’Ele» (Leit.). Aproveitemos os momentos de silêncio da Missa e, ao longo do dia, para esta união.

 

4ª Feira, 7-IX: A obtenção da felicidade.

Col 3, 1-11 / Lc 6, 20-26

Felizes de vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.

«Bem-aventurados os pobres em espírito (Ev.). As bem-aventuranças revelam uma ordem de felicidade e de graça, de beleza e de paz. O Verbo chama pobreza em espírito à humildade voluntária do espírito humano e à sua renúncia; e o Apóstolo dá-nos como exemplo a pobreza de Deus, ao dizer: Ele fez-se pobre por nós» (CIC, 2546).

Para o conseguirmos, sigamos os conselhos do Apóstolo: «Afeiçoai-vos às coisas do alto, não às coisas da terra. Mortificai, pois, os vossos membros terrenos: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e ganância» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração:                           Fernando Silva

Homilia:                                 D. Joaquim Gonçalves

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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