Virgem Santa Maria Rainha

22 de Agosto de 2011

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Gloriosa Rainha do mundo, C. Silva, NRMS 75

 

cf. Salmo 44, 10

Antífona de entrada: A vossa direita, Senhor, está a Rainha, revestida de beleza e de glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há oito dias vivemos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Hoje celebramos a Virgem Santa Maria Rainha, festa instituída pelo Papa Pio XII.

Todos nós precisamos de imitá-l’A, rezar-Lhe e amá-l’A como Ela nos ama.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe e Rainha, fazei que, protegidos pela sua intercessão, alcancemos no Céu a glória prometida aos vossos filhos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No Antigo Testamento o Messias era esperado com ansiedade e esperança. Nós agora procuramos amar o Senhor como O ama Maria Santíssima.

 

Isaías 9, 1-6

 

1O povo que andava nas trevas viu uma grande luz para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz começou a brilhar. 2Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos. 3Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor. 4Todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo e tornar-se-ão pasto das chamas. 5Porque um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. Tem o poder sobre os ombros e será chamado «Conselheiro admirável, Deus forte, Pai eterno, Príncipe da paz». 6O seu poder será engrandecido numa paz sem fim, sobre o trono de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e consolidar por meio do direito e da justiça, agora e para sempre. Assim o fará o Senhor do Universo.

 

Este belíssimo texto é um trecho do chamado livro do Emanuel (Is 7 – 12), onde, em face da iminência de várias guerras, se abrem horizontes de esperança, que se projectam em tempos vindouros, muito para além das soluções empíricas e imediatas: é a utopia messiânica de paz e alegria que veio a ter o seu pleno cumprimento com a vinda de Cristo ao mundo.

2 «Uma luz começou a brilhar». Esta luz é o «menino» (v. 5) que nasce para nós na noite de Natal, «a luz do mundo» (cf. Jo 8, 12; 1, 5.9).

4 «Como no dia de Madiã». Referência à grande vitória de Gedeão sobre os madianitas, que se conta no livro dos Juízes, cap. 7.

7 O «poder» e a «paz sem fim» serão garantidos para o trono de David pelo Menino de predicados divinos verdadeiramente surpreendentes (v. 5) que, embora em termos semelhantes aos dos soberanos egípcios e assírios, suplantam os predicados de qualquer rei empírico, e correspondem ao mistério de Jesus, Deus feito homem.

 

Salmo Responsorial    Sl 112 (113), 1-2.3-4.5-6.7-8 (R. 2)

 

Monição: Somos convidados a cantar a misericórdia do Senhor. Oxalá no Céu cantemos eternamente o Seu amor por nós!

 

Refrão:        Bendito seja o nome do Senhor para sempre.

Ou:               Aleluia.

 

Louvai ao Senhor, servos do Senhor,

louvai o nome do Senhor.

Bendito seja o nome do Senhor,

agora e para sempre.

 

Desde o nascer ao pôr do sol,

seja louvado o nome do Senhor.

O Senhor domina sobre todos os povos,

a sua glória está acima dos céus.

 

Quem se compara ao Senhor, nosso Deus,

que tem o seu trono nas alturas,

e Se inclina lá do alto,

a olhar o céu e a terra?

 

Levanta do pó o indigente

e tira o pobre da miséria,

para o fazer sentar com os grandes,

com os grandes do seu povo.

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 1, 28

 

Monição: Escutemos como Maria o Senhor que nos transmite a Sua Palavra para que, vivendo-a, alcancemos a graça da Salvação.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A narrativa da Anunciação reveste-se de uma densidade tal que cada palavra encerra uma riqueza e profundidade impressionante, o que condiz bem com o acontecimento mais transcendente da História, o preciso momento em que, com o sim da Virgem Maria, o Eterno entra no tempo, o Criador se faz criatura.

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois nela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia da Difusora Bíblica: «estenderá sobre Ti a sua sombra»); o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem um fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Contemplemos Maria

Imitemos Maria

Invoquemos Maria

Contemplemos Maria

Maria, imaculada na Sua Conceição, nunca cometeu nada que ofendesse o Senhor. O Anjo, ao comunicar-Lhe a mensagem divina na Anunciação, pôde na verdade saudá-l’A dizendo: «Ave cheia de Graça» (Evangelho).

Maria viveu sempre unida a Jesus quando O gerou e acolheu em Seu seio puríssimo e quando O deu à luz. Mistério insondável, já anunciado no Antigo Testamento (Primeira Leitura)! Soube defendê-l’O das mãos de Herodes que O queria matar. Soube procurá-l’O quando, aos doze anos de idade, O perdeu no Templo.

Maria acompanhou-O enquanto habitou na casa de Nazaré e durante os anos em que pregou a Sua Doutrina, chamando os discípulos e os apóstolos.

Quando Jesus deu a vida por nós pregado na cruz, Maria permaneceu firme a Seu lado, vivendo todo o mistério da redenção. Sentiu uma alegria imensa quando O viu ressuscitado. Animou os Apóstolos a pregarem a Doutrina de Jesus. No fim o Senhor veio buscá-l’A em corpo e alma para o Céu. Aí intercede por nós como poderosa Rainha e como nossa querida Mãe.

Imitemos Maria

Imitemos a Santíssima Virgem. Como Ela evitemos o mal e pratiquemos o bem.

Nossa Senhora quer que todos os Seus filhos se salvem. Mas muitos nem sequer A aceitam como Mãe. Outros ofendem-n’A com escândalos e pecados. Depois sentem-se perdidos no meio das dificuldades e angústias da vida…

Procuremos pertencer ao número daqueles que A amam, cumprindo a vontade de Deus. Ele continua a querer salvar o mundo e quer precisar de nós para que a sua Doutrina de paz e amor seja vivida na Terra.

Consagremo-nos a Nossa senhora e Ela estará sempre connosco para nos ajudar a sermos santos e a tornarmos o mundo melhor.

Invoquemos Maria

Invoquemos Maria. Ela é o caminho mais directo para chegarmos até Deus. Ele quer conceder-nos as Suas graças através de Maria Santíssima. Por isso não cessemos de Lhe rezar com Fé.

Que as crianças A amem na sua inocência e Ela as abençoará!

Que os jovens A amem na sua pureza e generosidade e Ela os acompanhará!

Que as mulheres e os homens A amem no trabalho e na oração e verão a vida sorrir!

Que os doentes e todos os que sofrem A amem nas suas dores e vê-las-ão transformadas em alegria!

Que aqueles que o Senhor chama para Lhe consagrarem inteiramente as suas vidas A amem numa doação plena e permanecerão fiéis à sua vocação!

Que todos nós que vivemos com Maria na Terra A amemos com todo o coração e por Ela seremos um dia conduzidos ao Céu para vivermos felizes eternamente.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Mãe de Jesus Cristo, rogai por nós.

 

1.     Para que a Virgem Maria, Mãe da Igreja,

ilumine o Santo Padre, os Bispos, Sacerdotes, Religiosos, Diáconos e Leigos

a fim de que sejam sempre fiéis à sua vocação,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que a Virgem Maria, Rainha da Paz,

inspire os responsáveis pelas nações a eliminarem

as injustiças que podem conduzir à guerra,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que a Virgem Maria, Mãe Puríssima,

defenda dos perigos as nossas crianças

e aponte aos jovens o caminho da felicidade,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que a Virgem Maria, Rainha do Santíssimo Rosário,

nos ensine a rezá-lo todos os dias

como pediu nas aparições de Fátima,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que a Virgem Maria, Saúde dos Enfermos,

permaneça sempre junto dos doentes e de todos os que sofrem,

oferecendo as suas dores ao Senhor

pela salvação da humanidade,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que a Virgem Maria, Porta do Céu,

nos venha buscar um dia para aí encontrarmos

os nossos familiares e amigos falecidos

e todos os que no Purgatório esperam os nossos sufrágios,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da  Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Ó Maria concebida sem pecado, M. Simões, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, nós Vos oferecemos, Senhor, os nossos dons e Vos pedimos que venha em nosso auxílio o vosso Filho feito homem, que a Vós Se ofereceu na cruz como oblação imaculada. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade]: p. 486 [644-756], ou II p. 487

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

 

Monição da Comunhão

 

Acolhamos em nosso coração o Senhor, como O acolheu Maria antes e após o Seu nascimento. Ele quer dar-nos força e coragem para sermos sempre bons cristãos.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor fez em mim maravilhas, Az. Oliveira, NRMS 45

 

cf. Lc 1,45

Antífona da comunhão: Bendita sejais, ó Virgem Maria, que acreditastes na palavra do Senhor.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais com este sacramento celeste, ao venerarmos a memória da Virgem Santa Maria, concedei-nos a graça de tomar parte no banquete do reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Em Fátima, Altar do Mundo, no final das peregrinações, antecedendo o Adeus, cantamos sempre: «Hossana, hossana, Rainha de Portugal».

Que Nossa Senhora seja deveras agora e por toda a eternidade a nossa Padroeira, a nossa Rainha, a nossa Mãe!

 

Cântico final: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

 

 

 

Homilias Feriais

 

21ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-VIII: Nª Sª Rainha: Vamos ao trono da graça e da misericórdia.

Is 9, 1-6 / Lc 1, 26-38

Maria disse então: Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

Na Ladainha do Terço invocamos várias vezes Nª Senhora como Rainha.

Ao instituir esta festa, Pio XII aconselhou: «Procurem pois acercar-se agora, com mais confiança do que antes, todos quantos recorrem ao trono da graça e de misericórdia da Rainha e Mãe nossa, para implorar auxílio nas adversidades, luz nas trevas, conforto na dor e no pranto; e, o que mais importa, esforcem-se por libertar da escravidão e do pecado, para poderem apresentar um obséquio imutável, penetrado da fragrante devoção de filhos, ao ceptro real de tão excelsa Mãe» (Enc. Ad Caeli Reginam).

 

3ª Feira, 23-VIII: Um olhar para o nosso interior.

1 Tes 2, 1-8 / Mt 23, 23-26

Fariseu cego! Purifica primeiro o interior do copo e do prato, para o exterior ficar limpo também.

Jesus não concorda com o comportamento dos fariseus que, na maior parte dos casos, ficava pelo exterior, descuidando o mais importante: a limpeza do coração (Ev.). É do coração do homem que procedem os maus pensamentos, a cobiça, a inveja, a soberba…Obteremos esta limpeza interior se pedirmos ajuda a Deus e mantivermos uma luta constante, para evitar os pensamentos que nos afastam de Deus e dos outros.

S. Paulo recorda que a sua pregação da Boa Nova foi feita com o inteiro agrado de Deus, mesmo com risco da própria vida (Leit.).

 

4ª Feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: O elogio da veracidade.

Ap 21, 9-14 / Mt 1, 45-51

A muralha da cidade tinha na base doze reforços salientes, e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.

Jesus escolheu os doze Apóstolos, que são as pedras do alicerce da nova Jerusalém (Leit.). De entre eles, destacou em S. Bartolomeu a virtude da veracidade (Ev.). «A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e em dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2505).

O ambiente está infelizmente muito carregado de falsidade e mentira. Procuremos apoiar-nos muito em Jesus, que é a Verdade, e nos ensinamentos da Igreja.

 

5ª Feira, 25-VIII: Preparação dos encontros com o Senhor.

1 Tes 3, 7-13 / Mt 24, 42-51

Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora em que virá o Senhor. Por isso, estai vós também preparados.

A partir da Ascensão, a vinda de Cristo na glória está iminente. Este advento escatológico pode dar-se em qualquer altura (Ev.). Na Santa Missa, recordamos isto mesmo depois da Consagração: «Anunciamos a vossa morte… Vinde Senhor Jesus».

Para preparar este momento, Jesus recomenda-nos vigilância: preparar bem os encontros com Ele na Eucaristia, na oração, nas horas de trabalho, etc. E S. Paulo recomenda a santidade: «uma santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de Jesus» (Leit.).

 

6ª Feira, 26-VIII: Santidade: vigilância e Comunhão.

1 Tes 4, 1-8 / Mt 25, 1-13

É esta, com efeito, a vontade de Deus: que vos santifiqueis.

Para sermos santos (Leit.) precisamos estar vigilantes (Ev.). «À vigilância opõe-se a negligência ou falta de solicitude devida, que procede de uma certa falta de vontade» (S. Tomás). Foi o que aconteceu às virgens insensatas (Ev.). Pelo contrário, estaremos vigilantes se procurarmos lutar por viver bem as coisas correntes de cada dia (o azeite); se procurarmos viver a fortaleza, que se opõe à preguiça e ao desleixo.

Na Comunhão recebemos Jesus, o próprio autor da graça, que nos vem santificar. É o alimento que conserva, aumenta e fortalece a vida sobrenatural.

 

Sábado, 27-VIII: As bem-aventuranças e a caridade.

1 Tes 4, 9-11 / Mt 25, 14-30

Muito bem, excelente e fiel servidor. Como foste fiel em pouca coisa… Vem tomar parte na alegria do teu Senhor.

«O Novo Testamento emprega muitas expressões para caracterizar a bem-aventurança a que Deus chama o homem: a visão de Deus…a entrada na alegria do Senhor (Ev.)» (CIC, 1720).

Um dos melhores caminhos da bem-aventurança é precisamente a caridade: «sobre o amor fraterno, vós não precisais que vos escrevam, pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros» (Leit.). Mas o Apóstolo pede mais esforço: «Mas nós vos exortamos a progredir ainda mais» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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