Transfiguração do Senhor

6 de Agosto de 2011

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

 

cf. Mt 17, 5

Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A celebração da Transfiguração do Senhor revela-nos a beleza do nosso Deus. Pretende encorajar os seus amigos, os apóstolos, para o plano da paixão e da cruz. O mesmo Deus cheio de beleza, santidade e grandeza aparece na linguagem do humano e na humilhação mais profunda: a morte na cruz.

É também um convite forte à escuta da Palavra que o Pai nos dirige. E ao testemunho daqueles que apresentam Jesus Cristo como centro da palavra e dos desígnios do homem e da história.

Em cada eucaristia nós somos convidados a contemplá-Lo na sua beleza e proximidade. Saibamos acolher a Palavra, acolher Jesus Cristo, acolher o projecto de vida onde Cristo é presença permanente, no seu mistério de morte e ressurreição.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Que eu me esforce por ver, contemplar e viver a beleza de Jesus Cristo em toda a minha vida.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).

9-10 «Um Ancião» (à letra, «o Antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 101[102], 25-26; Is 41, 4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26, 11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000 vezes 10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).

13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino (a propósito, veja-se o belo e profundo comentário teológico de Bento XVI, em Jesus de Nazaré, capítulo X).

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)

 

Monição: A presença de Deus revela-nos a sua beleza, grandeza e santidade. O Seu amor e o nosso amor levam-nos a cantar, a bendizer e louvar.

 

Refrão:        o Senhor é rei,

                     o Altíssimo sobre toda a terra.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Ao seu redor, nuvens e trevas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Derretem-se os montes como cera

diante do Senhor de toda a terra.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Jesus Cristo, que o Pai atesta como seu filho muito amado é a centralidade da nossa vida, de toda a evangelização e da vida da Igreja.

 

2 São Pedro 1, 16-19

Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.

 

Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17, 1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3, 3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje pensam muitos estudiosos.

Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos: a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, funciona como uma luz que «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19), «para aqueles que esperam a luz final, a ‘estrela da manhã’ (cf. Apoc 2, 28) a surgir com a parusia de Cristo (cf. 1 Tes 5, 4)» (The New Jerome Biblical Commentary, p. 1019). Em Apoc 22, 16, Jesus é «a brilhante estrela da manhã», pela qual a comunidade orante dos fiéis clama com insistência: «vem!» (Apoc 22, 17.20).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 17, 5c

 

Monição: Fixemos o nosso olhar em Jesus. Ele é o Rosto maravilhoso de Deus e de todo o Homem. Que cada um O acolha com amor e com uma vida de compromisso com o seu projecto.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Este é o meu Filho muito amado,

no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 28b-36

 

Naquele tempo, 28bJesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. 29Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. 30Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, 31que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. 35Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». 36Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

 

Antes de mais, convém notar, na narrativa lucana da Transfiguração, um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: «cerca de oito dias depois», em vez do habitual «naquele tempo», que preferiram adoptar. Com efeito, em todos os três Sinópti­cos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim como para os seus discípulos (per crucem ad lucem).

28 «Subiu ao monte para orar». O monte Tabor (562 m), na Galileia, uns 10 Km a Leste de Nazaré, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17, 1 e Mc 9, 2 que falam de «um monte elevado», o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Anti-líbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8, 27; 9, 1). Mas, acima das considerações topográficas, o mais interessante é fixarmo-nos com J. Ratzinger/Bento XVI no «simbolismo geral do monte: o monte como lugar da subida, não apenas da subida exterior, mas também da ascese interior; o monte como um libertar-se do peso da vida diária, como um respirar no ar puro da criação; o monte que oferece o panorama da criação em toda a sua vastidão e beleza; o monte que me dá elevação interior e me permite intuir o Criador. A estas considerações, a história acrescenta a experiência de Deus que fala e a experiência da paixão como seu ponto culminante no sacrifício de Isaac, no sacrifício do Cordeiro definitivo sacrificado no monte Calvário» (Jesus de Nazaré, p. 383-4)

S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que «se alterou o aspecto do seu rosto…», certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. E a Transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2 Cor 3, 18: «todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…».

31 «Falavam da morte d’Ele». Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da «saída» de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como «a morte», mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.

32-33 «Estavam a cair de sono; mas, despertando...» Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6, 12; Mc 6, 46). A proposta de Pedro de construir «três tendas» (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.

35 «Este é o meu Filho, o meu Eleito». A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as «colunas» do Colégio Apostólico; o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de «o Amado» (cf. Mt 17, 5; Mc 9, 7), diz: «o meu Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23, 35; Is 42, 1). Comenta S. Tomás de Aquino: «Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa» (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).

36 «Guardaram silêncio», por ordem de Jesus (Mc 9, 9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.

 

Sugestões para a homilia

 

Ver

Ouvir

Anunciar

Ver

A palavra de Deus para esta celebração usa verbos muito fortes. Um deles é o verbo ver. Também se usa o contemplar ou olhar. É um dos sentidos fortes em nossa vida.

No nosso itinerário de fé, o sentido que mais se nos pede é o ouvir ou escutar. O ver pertence mais à eternidade. Depois já não faremos mais perguntas porque O veremos tal qual Ele é.

O Profeta Daniel vê sinais maravilhosos que revelam a grandeza, a santidade de Deus, que se centralizam no filho do homem, a quem foi entregue o poder, a honra e a realeza e que todos os povos irão servir.

Pedro Tiago e João são testemunhas do acontecimento que marca as suas vidas: a transfiguração. Estes são presenteados com uma maravilhosa manifestação de Deus. Tal fica gravado nos seus corações e na sua vida e servirá para ser referência nas horas de humilhação do Seu Mestre e sobretudo da morte na cruz. E servirá de estímulo no anúncio/testemunho de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, morto e ressuscitado.

Esse ver tem toda a sua força e expressão quando é acolhido com um coração que crê, com uma coração que ama, e com um coração que não se cala nem pára, enquanto todos não comungam, com o mesmo mistério de Jesus Cristo, cheio de encanto e beleza.

Também para cada discípulo de Jesus é ainda hoje necessário fazer esta experiência do ver. Para tal é necessário o encontro assíduo com Ele, a escuta ávida dos sinais e da palavra do Pai, da docilidade ao Espírito Santo. Se na realidade não somos capazes de O ver vivo e como Alguém que nos ama, nos interpela em compromisso, então também a nossa relação com Ele fica em meras recordações de sonho, de ausência de compromisso, de ausência de entusiasmo. Fica-se por uma vida de sonambulismo, de comodismo, de preguiça.

Quem tem uma relação viva e intensa com Deus permite que muitos outros o vejam no rosto do discípulo. A experiência que se tem quando se convive com um santo é ver o próprio Deus. Como perguntaram a uma pessoa que tinha ido a Ars: “que foste ver a Ars?” E a pessoa respondeu: “fui ver Deus num Homem”. Os santos exercem, esse fascínio de nos transportar a Deus.

Pelos nossos gestos, palavras e vidas devemos transfigurar o rosto de Cristo em todas as dimensões e espaços.

Ouvir

A fé nasce da audição. A nossa fé nasce da escuta da palavra de Deus. A capacidade para ouvir nasce no dia do nosso baptismo. Despertar o nosso ouvido para a voz maravilhosa de Deus que nos revela sobretudo o Seu amado Filho. Palavra encantadora que nos leva a conhecer o mistério de comunhão e vida em Deus, o mistério cheio de beleza que é Jesus Cristo, o mistério da pessoa humana.

É a este, o Seu Filho, que todos são convidados a escutar. Escutar a centralidade da Pessoa e da Missão de Jesus Cristo. Escutar para viver o compromisso e as suas consequências.

Sempre nos devemos aproximar com os ouvidos atentos à Palavra que diz tudo, que é tudo, e que leva ao compromisso vital.

Os três discípulos escutaram, guardaram, viveram e propuseram como testemunho. No Tabor viram coisas belas. No calvário viram a loucura da cruz. Depois serão também testemunhas da morte e ressurreição. E também eles viverão a experiência destes dois montes em suas vidas.

Escutar é obedecer ao projecto de Deus. Ao convidar-nos a escutar seu Filho, Deus Pai, quer pedir-nos para assumirmos também nós o mesmo projecto.

Mas também, em tempo de grandes preconceitos sobre a fé, importa dar razões da nossa esperança e do nosso crer feito amor e vida. Importa apresentar palavras sábias que abram horizontes e se tornem esperança, vida e testemunho. Importa sobretudo apresentar Jesus Cristo.

Anunciar

A todos os que viram e ouviram, não lhes foi pedido que assistissem a um belo espectáculo de mera curiosidade, mas que tal experiência ajudasse no anúncio e testemunho do mistério de Jesus Cristo.

É o que se passa com os santos. Eles não recebem experiências fantásticas para se recolherem no conforto das recordações, ou viverem na segurança da sua excelência e nos pensamentos da sua invejável santidade. Tais experiências são proporcionais à enorme tarefa que se lhes é pedida e confiada.

Muito mais com os discípulos do Senhor que iriam ter a enorme tarefa de levar avante o projecto de Jesus Cristo. Diante de imensas e difíceis dificuldades, e sobretudo diante das dificuldades de ser testemunhas, num mundo hostil agressivo, foram presenteados com a beleza do mistério encantador de Jesus Cristo, a quem vale a pena dar a vida!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Invoquemos a Deus nosso Pai,

que nos revelou a divindade de seu Filho muito amado

e nos mandou escutá-l’O,

dizendo, com alegria:

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou. Ouvi, Senhor, a nossa súplica.

 

1.     Para que Deus transfigure a santa Igreja,

peregrina nos quatro cantos da terra,

e a faça brilhar pela santidade,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que Deus transfigure os homens públicos,

os ensine a trabalhar pelo bem comum

e a promover a paz e a justiça,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que Deus transfigure aqueles que sofrem,

os ajude a levar a sua cruz

e a seguir os passos do seu Filho,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que Deus transfigure o nosso olhar

e nos ensine a descobrir, dia após dia,

a sua presença na pessoa dos que sofrem,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que Deus nos transfigure inteiramente

e imprima no nosso coração

a imagem do rosto de Jesus,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que Deus transfigure com a sua glória os moribundos

e os leve a contemplar, na eternidade,

o rosto de Jesus, o Redentor,

oremos, irmãos.

 

 

Ouvi, senhor, as nossas súplicas

e envolvei-nos com a luz santíssima

que os Apóstolos viram brilhar no monte santo,

para escutarmos a voz do vosso Filho,

imagem e esplendor da vossa glória.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo mistério da transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

O mistério da transfiguração

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça.

Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo:Da Missa de Festa”, Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

E o verbo fez-se carne e habitou entre nós.

Cristo Morto e Ressuscitado está connosco.

Em cada eucaristia o Pai oferece-me o Seu filho e me pede que O escute, O ame e O siga.

O Espírito Santo torna-O presente. Ilumina-me para O ver como filho amado do Pai e poder acolhê-l’O na minha vida.

Que eu me comprometa a sério com Jesus Cristo. Que n’Ele fixe sempre o meu olhar e O comungue com a vida, feita adesão e partilha.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

cf. 1 Jo 3,2

Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: A terra inteira cante ao Senhor, B. Salgado, NRMS 5(II)

 

Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Conscientes de que somos discípulos de Cristo e enviados, não podemos descurar o testemunho que deve dimanar de nós.

Temos necessidade de escutar a voz do Pai, de contemplar o Rosto de Cristo, de palmilhar caminhos de missão, levando a alegria, a esperança, a vida plena, que brota do mistério da morte e ressurreição de Cristo.

 

Cântico final: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

 

Celebram neste dia o seu padroeiro todas as paróquias que têm como invocação o DIVINO SALVADOR.

Quando esta solenidade não ocorrer ao Domingo, proclama-se apenas uma das duas leituras aqui indicadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando R. Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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