17º Domingo Comum

24 de Julho de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu Templo Santo, M. Carneiro, NRMS 98

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

No começo do seu reinado, Salomão, bem consciente da pouca idade e inexperiência, pede a Deus um coração compreensivo para distinguir o bem do mal e poder governar bem o seu povo.

Só escutando com atenção as inspirações do Espírito Santo e deixando-nos guiar por Ele seremos capazes de proceder rectamente e tomar decisões sábias e prudentes, para alcançar a santidade.

Escutemos o que nos diz a Palavra de Deus neste Domingo e saberemos usar de tal modo os bens temporais que possamos desde já aderir aos bens eternos. Buscaremos decididamente o Reino de Deus, que Jesus compara a um tesouro escondido e a uma pérola preciosíssima.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O rei Salomão pede ao Senhor um coração compreensivo para saber distinguir o bem do mal. Uma bela oração também para nós.

 

1 Reis 3, 5.7-12

Naqueles dias, 5O Senhor apareceu em sonhos a Salomão durante a noite e disse-lhe: «Pede o que quiseres». 7Salomão respondeu: «Senhor, meu Deus, Vós fizestes reinar o vosso servo em lugar do meu pai David e eu sou muito novo e não sei como proceder. 8Este vosso servo está no meio do povo escolhido, um povo imenso, inumerável, que não se pode contar nem calcular. 9Dai, portanto, ao vosso servo um coração inteligente, para saber distinguir o bem do mal; pois, quem poderia governar este vosso povo tão numeroso?» 10Agradou ao Senhor esta súplica de Salomão e disse-lhe: 11«Porque foi este o teu pedido, e já que não pediste longa vida, nem riqueza, nem a morte dos teus inimigos, mas sabedoria para praticar a justiça, 12vou satisfazer o teu desejo. Dou-te um coração sábio e esclarecido, como nunca houve antes de ti nem haverá depois de ti».

 

A leitura é tirada do 1° Livro dos Reis, cuja figura central dos primeiros capítulos é Salomão, o rei sábio (3, 1 – 5, 15), construtor (5, 15 – 9, 25) e comerciante (9, 26 – 10, 29). A glória de Salomão, em especial a sua sabedoria, é-nos apresentada aqui como recompensa divina para a sua piedade e desprendimento: «agradou ao Senhor que Salomão tivesse feito este pedido» (v. 10).

5 «Gábaon». Localidade a cerca de onze quilómetros a Noroeste de Jerusalém (hoje. el-Gib) onde se encontrava o mais importante «lugar alto» (santuário situado no cimo dum monte). Ver 2 Cron 1, 3.

7 «Sou muito novo e não sei como proceder», à letra, sou um menino pequeno que não sabe sair nem entrar, isto é, tratar de negócios, governar. Sair e entrar é um hebraísmo muito corrente, uma forma figurada de falar, tirada da vida pastoril, em que o pastor mostra a sua capacidade saindo e entrando bem como todo o rebanho.

 

Salmo Responsorial    Sl 118, 57.72.76-77.127-128.129-130 (R . 97a )

 

Monição: O Salmo que vamos meditar recorda-nos como devemos amar a Lei de Deus, que é mais preciosa que o ouro e a prata.

 

Refrão:        Quanto amo, Senhor, a vossa lei!

 

Senhor, eu disse: A minha herança

é cumprir as vossas palavras.

Para mim vale mais a lei da vossa boca

do que milhões em ouro e prata.

 

Console-me a vossa bondade,

segundo a promessa feita ao vosso servo.

Desçam sobre mim as vossas misericórdias e viverei,

porque a vossa lei faz as minhas delícias.

 

Por isso, eu amo os vossos mandamentos,

mais que o ouro, o ouro mais fino.

Por isso, eu sigo todos os vossos preceitos

e detesto todo o caminho da mentira.

 

São admiráveis as vossas ordens,

por isso, a minha alma as observa.

A manifestação das vossas palavras ilumina

e dá inteligência aos simples.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Nesta segunda leitura, S. Paulo fala-nos da confiança absoluta que devemos pôr em Deus: tudo o que nos possa acontecer sempre será para nosso bem.

 

Romanos 8, 28-30

Irmãos: 28Nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam, dos que são chamados, segundo o seu desígnio. 29Porque os que Ele de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele seja o Primogénito de muitos irmãos. 29E àqueles que predestinou, também os chamou; àqueles que chamou, também os justificou; e àqueles que justificou, também os glorificou.

 

Estas breves e incisivas palavras são das mais belas sínteses paulinas e estão na linha dos ensinamentos centrais de Romanos: a confiança mais absoluta em Deus, que há-de levar a cabo a obra já começada de salvar os seus fiéis. É certo que S. Paulo admite noutras passagens a possibilidade de que estes não se venham a salvar; mas, se isso vier a suceder, não pode ser por uma falha de Deus, mas apenas por uma atitude plenamente deliberada do homem resgatado. A nossa esperança é firmíssima (cf. Rom 5, 5.10), porque temos dentro de nós o próprio Espírito Santo, que vem em ajuda da nossa fraqueza, intercedendo por nós com gemidos inefáveis (cf. Rom 8, 26), e Deus Pai ouve esta intercessão, porque está plenamente conforme com Ele mesmo (v. 27). Além disso, por uma Providência amorosíssima, «Deus concorre, em tudo para o bem daqueles que O amam» (v. 28), o que também corresponde ao aforismo popular: «Deus escreve direito por linhas tortas».

29-30 O desígnio salvador de Deus é aqui explicitado em cinco etapas (já explicitadas noutras passagens): Deus «conheceu-nos de antemão», isto é, olhou-nos com amor; «predestinou-nos para sermos conformes à imagem do seu Filho», sendo um só com Cristo; «chamou-nos»; «justificou-nos»; «glorificou-nos». É certo que ainda não estamos na plena posse da glória que nos está garantida (cf. vv. 17-18), mas a verdade é que já a podemos considerar adquirida, dada a nossa íntima união a Cristo ressuscitado na sua glória; é por isso que os gramáticos consideram esta forma verbal do passado – glorificou-nos – como um «aoristo proléptico» (são frequentes em S. Paulo as figuras da prolepse).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: Aclamemos o Evangelho, cantando jubilosamente o Aleluia. Ele é o cântico pascal por excelência.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.

 

 

Evangelho*

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 13, 44-52                  Forma breve: São Mateus 13, 44-46

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 44«O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. 45O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. 46Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.

[47O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. 48Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. 49Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos 50e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. 51Entendestes tudo isto?» Eles responderam-Lhe: «Entendemos». 52Disse-lhes então Jesus: Por isso, todo o escriba instruído sobre o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas».]

 

Nesta leitura podemos distinguir três unidades: as parábolas do tesouro e da pérola (vv. 44-46); a parábola da rede (w. 47-50); e a conclusão final do discurso das parábolas (vv. 51-52). As duas primeiras parábolas são equivalentes e a da rede é paralela à do trigo e do joio (vv. 36-43).

44-46 As parábolas do tesouro escondido e da pérola rara deixam ver, antes de mais, que o Reino dos Céus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir; tudo o resto é relativo. Também parece significativo que tanto o pobre jornaleiro, como o negociante (este rico certamente) entregam tudo o que têm para chegarem à posse do tão precioso bem almejado. No entanto, cada uma das duas parábolas põe o acento num aspecto particular do Reino: o tesouro foca a abundância dos seus bens; a pérola, a sua beleza. Não parece que os pormenores em que ambas as parábolas divergem sejam didacticamente significativos, pois devem ser meros pormenores narrativos: assim a casualidade da descoberta do tesouro e o achado da pérola após longa procura; o tesouro está escondido e a pérola é apresentada. Também não é significativo o facto de que o homem que acha o tesouro o esconda, pois seria a aprovação dum expediente fraudulento; com efeito, o ensinamento da parábola não versa sobre isto: o que interessa, como lição, é a atitude do homem que se desprende de tudo para obter o tesouro escondido.

52 O longo discurso das parábolas termina com o elogio do escriba cristão, que se faz discípulo: «o escriba instruído sobre o Reino dos Céus». Este, como um senhor endinheirado, «tira do seu tesouro coisas novas e velhas», isto é, administra toda a riqueza da Antiga Aliança (que Cristo não rejeitou: cf. Mt 5, 17) e toda a riqueza da novidade evangélica. O discípulo de Cristo não possui só para si a riqueza do tesouro do Evangelho, mas tira do seu tesouro, para tornar os homens, seus irmãos, participantes de tão grande bem.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Esperança de ser santos.

2. Necessidade de lutar.

Esperança de ser santos.

As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor deixam ver, antes de mais, que o Reino de Deus é o maior bem que o homem pode chegar a conseguir. A nossa esperança de o alcançar nutre-se da palavra divina.

“A virtude da esperança corresponde ao desejo de felicidade que Deus colocou no coração de todo o homem…protege-nos contra o desânimo, sustenta-nos no abatimento, dilata-nos o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O ânimo que a esperança dá preserva do egoísmo e conduz à felicidade da caridade” (Catec. Igr. Cat. nº1818).

O desejo divino da nossa santidade é eterno e imutável: Deus “escolheu-nos antes da constituição do mundo para sermos santos “(Ef.1,4). E, se nos escolheu, dar-nos-á os meios necessários para perseverar e chegar ao fim. Perseverar é insistir no amor, entregando tudo o que temos para chegar à posse da pérola preciosa, para adquirir o tesouro escondido, deitando fora o que não presta e nos impede de conseguir o bem almejado.

Necessidade de lutar.

Estamos conscientes de que temos paixões e debilidades; estamos dispostos a reconhecer humildemente as próprias misérias e a lutar com amor por vencê-las, com a graça de Deus. «A esperança é a âncora da alma, inabalável e segura, que penetra (…) onde entrou Jesus como nosso precursor» (Heb 6, 19-20). É também uma arma que nos protege no combate da salvação: «Revistamo-nos com a couraça da fé e da caridade, e com o capacete da esperança da salvação» (1 Tes 5, 8) (Catc. Igr. Cat. nº 1820).

Vamos para diante se a nossa esperança se nutre de Deus e de Deus toma brios, ajudando-nos Ele a que refreemos toda a concupiscência; podemos esperar a glória do Céu prometida por Deus àqueles que O amam e fazem a sua vontade. Lutemos: o nosso combate trava-se na presença de Quem nos olha e ajuda: “Em todas as circunstâncias, cada qual deve esperar, com a graça de Deus, permanecer firme até ao fim e alcançar a alegria do céu, como eterna recompensa de Deus pelas boas obras realizadas com a graça de Cristo” (Catec. Igr. Cat. nº 1821).

Os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis. A graça de Deus é sempre constante e proporcional às dificuldades: «O Deus da esperança nos encha plenamente de alegria e paz na nossa fé, a fim de que superabunde em nós a esperança pela virtude do Espírito Santo» (Rm 15, 13).

A graça de Deus não te falta. Portanto, se correspondes, deves estar seguro. O triunfo depende de ti: a tua fortaleza e a tua garra – unidas a essa graça – são razões mais que suficientes para te dar optimismo de quem tem a certeza da vitória” (Sulco, 20).

Santa Maria, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, ajudar-nos-á a levar a bom termo este nosso esforço por conseguir encontrar esse tesouro escondido, por adquirir essa pérola de grande valor que é a santidade, que é o Reino de Deus.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos caríssimos:

A cada um de nós, como ao rei Salomão,

diz o Senhor neste momento:

«Pede o que desejares que Eu te dê».

Cheios de alegria e confiança filial,

apresentemos por Jesus ao Pai,

as necessidades da Igreja e do mundo,

dizendo:

 

Ouvi-nos, Senhor!

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos e Sacerdotes:

    pelos lares cristãos e seus filhos,

    para que amem sempre a verdade

    e suas vidas sejam confortadas pela virtude da esperança,

    oremos irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações:

    para que, trabalhando pela felicidade terrena dos homens,

    estejam abertos ao seu bem espiritual,

    oremos, irmãos.

 

3.  Pelos que sofrem no corpo ou no espírito:

    para que sejam reconciliados pela alegria da Ressurreição,

    e pela esperança da vida eterna,

    oremos, irmãos.

 

4.  Pela paz e prosperidade de todo o mundo:

    para que a esperança cristã se estenda a todos os homens,

    e a fome, as calamidades e guerras se afastem dos povos,

    oremos, irmãos.

 

4.     Por todos os fiéis defuntos,

    para que, por intercessão de Maria,

    alcancem de Deus a misericórdia,

    oremos, irmãos.          

 

Senhor, que estais sempre disponível

para nos dar a Vossa ajuda misericordiosa:

fazei-nos caminhar na justiça e no amor,

para Vos servirmos na terra

e glorificar-Vos no Céu.

Por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo, imolado por nós e ressuscitado para nossa salvação, e elevado para a glória do Pai, é penhor de glória futura. Ele promete-nos a participação na sua própria Ressurreição e glória celeste. Comunguemos, pois, com devoção e amor o Pão vivo descido do Céu.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar- Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus Cristo, tendo entrado, uma vez por todas no santuário dos Céus, intercede incessantemente por nós, como Mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo. Sentado à direita do Pai, Jesus Cristo tem o domínio, a majestade e a realeza e todo os povos, nações e línguas o hão-de servir. Nós, seus discípulos, somos chamados à santidade, sendo testemunhas do Reino que não terá fim, até que um dia estejamos com Deus eternamente, na glória do Céu.

 

Cântico final: Ao Deus do universo, J. Santos, NRMS 1 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-VII: S. Tiago: Estamos preparados para renúncia e para a luta?

2 Cor 4, 7-15 / Mt 20, 20-28

Não sabeis o que estais a pedir? Podeis beber o cálice que eu estou para beber? Eles responderam-lhe: Podemos!

E, de facto, anos mais tarde, S. Tiago foi o primeiro dos Apóstolos a dar a vida pela Evangelho (Oração colecta). «Podeis beber o cálice? O Senhor sabia que poderiam imitar a sua paixão e, no entanto, pergunta-lhes, porque as coisas de muito valor não se conseguem a não ser por um preço muito elevado» (S. João Crisóstomo).

Também recebemos uma vida nova através dos sacramentos: «Ora esta vida nova, trazemo-la em ‘vasos de barro’ (Leit.). A vida nova de filhos de Deus pode ser enfraquecida e até perdida pelo pecado» (CIC, 1420). Podemos vencer com a ajuda de Deus.

 

3ª Feira, 26-VII: S. Joaquim e S. Ana: A herança que deles nasceu.

Sir 44, 1. 10-15 / Mt 13, 16-17

Celebremos os louvores dos homens ilustres, dos nossos antepassados através das gerações.

Hoje é o dia para louvarmos as ilustres pessoas (Leit.) dos pais de Nª Senhora: Joaquim e Ana. Foram eles que trouxeram a o mundo a Mãe de Deus (Oração).

De algum modo, eles chegaram aos mistérios do reino de Deus, através do que viram e ouviram da sua filha Maria: «Felizes os olhos porque vêem, e os ouvidos porque ouvem» (Ev.). Peçamos-lhes que nos ensinem a ‘ver’ Nossa Senhora como eles a viram, e a ‘ouvi-la’ como eles a ouviram, para a podermos imitar melhor, porque Ela ouviu a palavra e Deus e a pôs em prática.

 

4ª Feira, 27-VII: Exigências para entrar no Reino.

Ex 34, 29-35 / Mt 13, 44-46

O reino de Deus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.

Para entrar no Reino, Jesus exige «uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo. As palavras não bastam, exigem-se actos» (CIC, 546). Precisamos dedicar toda a vida à edificação do Reino: primeiro, dentro de nós, com a vida sacramental e a oração; e depois à nossa volta, com a entrega aos outros.

Para isso, precisamos ir procurar forças junto de Deus. Moisés ia à presença do Senhor, falar com Ele na Tenda do Encontro (Leit.). Nós podemos fazer o mesmo, recorrendo aos Sacrários das igrejas.

 

5ª Feira, 28-VII: Dar uma boa imagem da Igreja.

Ex 40, 16-21. 34-38 / Mt 13, 47-53

O reino dos Céus é também semelhante a uma grande rede que foi lançada ao mar e apanhou toda a espécie de coisas.

Esta rede lançada ao mar é a imagem da Igreja, em cujo seio há justos e pecadores: «A Igreja é santa no seu Fundador, nos seus meio, mas formada por homens pecadores; temos que contribuir para melhorá-la e ajudá-la a uma fidelidade sempre renovada» (J. Paulo II).

«A nuvem e a luz. Estes dois símbolos são inseparáveis nas manifestações do Espírito Santo» (CIC, 697). O povo de Deus não se movia sem que a nuvem se movesse (Leit.). Ajudaremos a Igreja se formos muito fiéis às inspirações do Espírito Santo.

 

6ª Feira, 29-VII: S. Marta: Bom acolhimento do Senhor

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

Marta disse então a Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor, que ali procurava descansar e se sentia bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (Oração); e pediu-lhe pela ressurreição do irmão Lázaro (Ev.), e conseguiu-o.

Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo bem o Senhor e as pessoas amigas; imitemos a sua oração, pedindo a resolução dos problemas de amigos e conhecidos. O Senhor há-de escutar-nos, porque «foi Ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (Leit.).

 

Sábado, 30-VII: O martírio: encarnação do Evangelho.

Lev 25, 1. 8-17 / Mt 14, 1-12

O rei ficou triste mas, devido aos juramentos e aos convivas, ordenou que lha dessem e mandou um ministro decapitar João na cadeia.

João Baptista foi martirizado por defender a verdade do Evangelho sobre o casamento (Ev.).

Os mártires recordam-nos que a vida só encontra a sua plenitude em Cristo: «Os mártires anunciam este Evangelho e testemunham-no com a sua vida até à efusão de sangue porque, certos de não poderem viver sem Cristo, estão prontos a morrer por Ele na convicção de que Jesus é o Senhor e Salvador do homem e, que esta, só nele encontra a verdadeira plenitude vida» (João Paulo II).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alfredo Melo

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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