Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

Missa da Vigília

24 de Dezembro de 2004

 

Esta Missa diz-se na tarde do dia 24 de Dezembro, antes ou depois das Vésperas I do Natal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vem depressa, Senhor, M. Simões, NRMS 64

cf. Ex 16, 6-7

Antífona de entrada: Hoje sabereis que o Senhor vem salvar-nos. Amanhã vereis a sua glória.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus ama-nos verdadeiramente .Nós queremos amá-l’O em toda a vida mas às vezes somos infiéis. Por isso vamos pedir nesta Vigília de Natal força e coragem para sermos sempre bons cristãos.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que todos os anos nos alegrais com a esperança da salvação, concedei-nos a graça de vermos sem temor vir um dia como Juiz Aquele que em alegria recebemos como Redentor, Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: No Antigo Testamento Deus foi preparando o Seu Povo para aceitar o Salvador do Mundo. Os Seus ensinamentos continuam actuais.

 

Isaías 62, 1-5

2Por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. 2Os povos hão-de ver a tua justiça e todos os reis da terra a tua glória. Receberás um nome novo, que a boca do Senhor designará. 3Serás coroa esplendorosa nas mãos do Senhor, diadema real nas mãos do teu Deus. 4Não mais te chamarão «Abandonada», nem à tua terra «Deserta»; mas hão-de chamar-te «Predilecta» e à tua terra «Desposada», porque serás a predilecta do Senhor e a tua terra terá um esposo. 5Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus.

 

O trecho da leitura são os primeiros versículos de Is 62, na parte central do Terceiro Isaías, e é um magnífico epitalâmio em que o Profeta joga poeticamente com diversos dados à Jerusalém restaurada após o exílio.

1 «Jerusalém» identifica-se aqui com o seu paralelo, «Sião». «A sua justiça», também paralela a «a sua salvação» (1b) e a «a tua glória» (v. 2), deixa ver que esta justiça visa mais a acção de Deus que salva e glorifica Jerusalém, do que o simples restabelecimento dos direitos espezinhados. Esta «justiça que desponta como a aurora» é o prenúncio e a figura da vinda de Jesus Cristo à terra, o «Sol da Justiça» (cf. Mal 3, 20). A Vulgata (já não assim a Neovulgata) tinha personificado esta «justiça» e esta «salvação», traduzindo por «justo» e «salvador» (iustus eius et salvator eius). Se o profeta, em primeira intenção, visa a restauração de Jerusalém após o exílio, a profecia tem o seu pleno cumprimento com a vinda do Messias.

4-5 «Abandonada»: Jerusalém, durante o exílio, é comparada a uma esposa abandonada. Este anúncio feliz tem um cumprimento imediato e imperfeito com o regresso do cativeiro, mas o seu pleno cumprimento dá-se na Igreja, a nova Jerusalém (cf. Apoc 21, 2), a fiel «Esposa» de Cristo, «santa e imaculada» (Ef 5, 27). «O teu Construtor»: a Neovulgata, contra o que seria de esperar, manteve a tradução da Vulgata: «os teus filhos», mas não assim as traduções modernas em geral (apesar da pontuação massorética); a confusão deve-se a que as mesmas consoantes hebraicas, bnyk, podem traduzir-se das duas maneiras, conforme as vogais adoptadas, tendo a tradução grega dos LXX optado pela versão que fazia mais sentido, «o teu construtor».

 

Salmo Responsorial    Salmo 88 (89), 4-5.16-17, 27 e 29 (R. 2a)

 

Monição: A oração faz parte da nossa vida. A recitação dos salmos tem ajudado os fiéis, ao longo dos séculos, a confiarem na misericórdia do Senhor.

 

Refrão: Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

 

Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações.

 

Feliz o povo que sabe aclamar-Vos

e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto.

Todos os dias aclama o vosso nome

e se gloria com a vossa justiça.

 

Ele me invocará: «Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador».

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo fala-nos de Jesus Salvador a quem consagrou a sua vida. Como ele sejamos fiéis ao Senhor, cumprindo a Sua vontade.

 

Actos dos Apóstolos 13, 16-17.22-25

Naqueles dias, 16Paulo chegou a Antioquia da Pisídia. Uma vez em que ele estava na sinagoga, levantou-se, fez sinal com a mão e disse: «Homens de Israel e vós que temeis a Deus, escutai: 17O Deus deste povo de Israel escolheu os nossos pais e fez deles um grande povo, quando viviam como estrangeiros na terra do Egipto. 22Depois, com seu braço poderoso, tirou-os de lá. Por fim, suscitou-lhes David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, Deus fez nascer, segundo a sua promessa, um Salvador, Jesus. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’».

 

Temos aqui um pequeno extracto do primeiro discurso de Paulo em Actos: uma breve síntese da história da salvação, que culmina em Jesus Cristo. Foi seleccionada a parte do texto que põe em evidência que, de acordo com as promessas de Deus, «Jesus, é o Salvador de Israel», sendo «da descendência de David» (v. 23); o último elo da corrente que prepara a sua vinda é João.

16 Os «tementes a Deus» eram os gentios simpatizantes do judaísmo, que aderiam ao seu monoteísmo e esperança messiânica; embora não se sujeitassem às práticas da lei judaica, frequentavam a liturgia sinagogal.

 

Aclamação ao Evangelho      

 

Monição: Com a Virgem Maria e com S. José acolhamos Jesus que vem salvar o mundo.

 

Aleluia

 

Amanhã cessará a malícia na terra

e reinará sobre nós o Salvador do mundo.

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 35

 

 

Evangelho *

 

Forma longa São Mateus 1, 1-25        Forma breve: São Mateus 1, 18-25

1[Genealogia de Jesus Cristo, Filho de David, Filho de Abraão: 2Abraão gerou Isaac; Isaac gerou Jacob; Jacob gerou Judá e seus irmãos. 3Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara; Farés gerou Esrom; Esrom gerou Arão; 4Arão gerou Aminadab; Aminadab gerou Naásson; Naásson gerou Sálmon; Sálmon gerou, de Raab, Booz; 5Booz gerou, de Rute, Obed; Obed gerou Jessé; Jessé gerou o rei David. 6David, da mulher de Urias, gerou Salomão; 7Salomão gerou Roboão; Roboão gerou Abias; Abias gerou Asa; 8Asa gerou Josafat; Josafat gerou Jorão; Jorão gerou Ozias; 9Ozias gerou Joatão; Joatão gerou Acaz; Acaz gerou Ezequias; 10Ezequias gerou Manassés; Manassés gerou Amon; Amon gerou Josias; 11Josias gerou Jeconias e seus irmãos, durante o desterro de Babilónia. 12Depois do desterro de Babilónia, Jeconias gerou Salatiel; Salatiel gerou Zorobabel; 13Zorobabel gerou Abiud; Abiud gerou Eliacim; Eliacim gerou Azor; 4Azor gerou Sadoc; Sadoc gerou Aquim; Aquim gerou Eliud; 15Eliud gerou Eleazar; Eleazar gerou Matã; Matã gerou Jacob; 16Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 17Assim, todas estas gerações são: de Abraão a David, catorze gerações; de David ao desterro de Babilónia, catorze gerações; do desterro de Babilónia até Cristo, catorze gerações].

18O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. 20Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». 22Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do profeta, que diz: 23«A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». 24Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa. 25E não a tinha conhecido, quando Ela deu à luz um filho, a quem ele pôs o nome de Jesus.

 

S. Mateus centra o seu relato do nascimento de Jesus na figura de S. José (S. Lucas na de Maria), com uma clara intencionalidade teológica de apresentar Jesus como o Messias, anunciado como descendente de David. Isto é posto em evidência logo de início: «Genealogia de Jesus Cristo (=Messias), Filho de David» (v. 1). Como a linha genealógica passava pelo marido, é a de José que é apresentada. Os elos são seleccionados para que apareçam três séries de 14 nomes, obedecendo a uma técnica rabínica, chamada gematriáh, ou recurso ao valor alfabético dos números; assim o número 14, reforçado pela sua tripla repetição – «catorze gerações» – (no v. 17), sugere o nome de David, que em hebraico se escreve com três consoantes (em hebraico não se escrevem as vogais) que dão o número catorze ([D=4]+[V=6]+ [D=4]=14). A concepção virginal antes de ser explicada e justificada pelo cumprimento das Escrituras (vv. 18-25), é logo anunciada na genealogia, pois para todos os seus elos se diz «gerou», quando para o último elo se diz «José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus» (v. 16).

18 «Antes de terem vivido em comum»: Maria e José já tinham celebrado os esponsais (erusim), que tinham valor jurídico de um matrimónio, mas ainda não tinham feito as bodas solenes (nissuim ou liqquhim), em que o noivo trazia festivamente a noiva para sua casa, o que costumava ser cerca de um ano depois.

«Encontrava-se grávida por virtude do Espírito Santo»: isto conta-se em pormenor no Evangelho de S. Lucas (1, 26-38), lido na festa da Imaculada Conceição (ver comentário então feito). Ao dizer-se «por virtude do Espírito Santo», não se quer dizer que o Espírito Santo desempenhou o papel de pai, pois Ele é puro espírito. Também isto nada tem que ver com os relatos mitológicos dos semideuses, filhos dum deus e duma mulher. Além do mais, é evidente o carácter semítico e o substrato judaico e vétero-testamentário das narrativas da infância de Jesus em Mateus e Lucas; ora, nas línguas semíticas a palavra «espírito» (rúah) não é masculina, mas sim feminina. Isto chegava para fazer afastar toda a suspeita de dependência do relato relativamente aos mitos pagãos. Por outro lado, na Sagrada Escritura, Deus nunca intervém na geração à maneira humana, pois é espiritual e transcendente: Deus não gera, Deus cria. As narrativas de Mateus e Lucas têm tal originalidade que excluem qualquer dependência dos mitos, coisa totalmente contrária à verdade da Revelação divina.

19 «Mas José, seu esposo…». Partindo do facto real e indiscutível da concepção virginal de Jesus, aqui apresentamos uma das muitas explicações dadas para o que se passou. Não dispomos da crónica dos factos, pois a intenção do Evangelista era primordialmente teológica, embora sem inventar histórias, pois, em face dos dados das suas fontes, nem sequer disso precisava. Maria nada teria revelado a José do mistério que nela se passava e José ao saber da gravidez de Maria, não a denuncia como adúltera; sendo um santo, «justo», não a condena, pois conhecia a santidade singular de Maria; não admite qualquer suspeita, mas pressente que está perante algo de sobrenatural e não quer intrometer-se num mistério que o ultrapassava. É assim que «resolveu repudiá-la em segredo», evitando, assim, «difamá-la» (colocá-la numa situação infamante) ou simplesmente «tornar público» («deigmatísai») o mistério messiânico. A sua delicadeza extrema levava-o a não pedir explicações a Maria. Ela também não falou de algo tão extraordinário e inaudito. Maria calava, sofria também, deixando nas mãos de Deus a sua honra e as angústias por que José iria passar por sua causa; Deus, que tinha revelado já a Isabel o mistério da sua concepção, podia igualmente vir a revelá-lo a José.

20 «Não temas receber Maria, tua esposa». O Anjo não diz: «não desconfies», mas: «não temas». Segundo a explicação anterior, José deveria andar amedrontado com algo de divino e misterioso que pressentia: julgando-se indigno de Maria, decide não se imiscuir num mistério que o transcende; «tomado dum assombro sagrado perante a novidade de tão grande milagre, perante a proximidade de tão grande mistério, quis deixá-la ocultamente... José tinha-se, por indigno...» (S. Bernardo). Zerwick pensa que o texto poderia mesmo traduzir-se: «embora o que nela foi gerado seja do Espírito Santo, Ela dar(-te-)á à luz um filho ao qual porás o nome de Jesus», exercendo assim para Ele a missão de pai». O Anjo não só elucida José, como também lhe diz que ele tem uma missão a cumprir no mistério da Incarnação, a missão e a dignidade de pai do Salvador. Comenta Santo Agostinho: «A José não só se lhe deve o nome de pai, mas este é-lhe devido mais do que a qualquer outro. Como era pai? Tanto mais profundamente pai, quanto mais casta foi a sua paternidade... O Senhor não nasceu do germe de José. Mas à piedade e amor de José nasceu um filho da Virgem Maria, que era Filho de Deus».

23 «Será chamado Emanuel». No original hebraico de Isaías 7, 14, temos o verbo no singular (forma aramaica para a 3.ª pessoa do singular feminino: weqar’at referido a virgem, que é quem põe o nome = «e ela chamará»). Mateus, porém, usa o plural, que não aparece na tradução litúrgica, (kai kalésousin: «e chamarão»), um plural de generalização, a fim de que o texto possa ser aplicado a S. José, para pôr em evidência a missão de S. José, como pai «legal» de Jesus (era ao pai que pertencia pôr o nome, não à mãe). Mateus não receia adaptar o texto à realidade maravilhosa, muito mais rica do que a letra do anúncio profético. Note-se que esta técnica de actualização (o deraxe) não é arbitrária, pois se baseia na regra hermenêutica rabínica chamada al-tiqrey («não leias»), a qual consiste em não ler um texto consonântico com umas vogais, mas com outras (o hebraico escrevia-se sem vogais). Neste caso, trata-se de «não ler» as consoantes do verbo (wqrt) com as vogais que correspondem à forma feminina (tanto da 3.ª pessoa do singular da forma aramaica, como da 2.ª pessoa do singular da tradução dos LXX: weqar’at – «e tu chamarás»), mas de ler com as vogais que correspondem à 2ª pessoa do singular masculino (weqar’ata «e tu chamarás» – lembrar que em hebraico há formas diferentes para o masculino e feminino das 2ª e 3ª pessoas dos verbos). Como pensa Alexandre Díez Macho, «com este deraxe oculto, mas real, Mateus confirma as palavras do anjo do Senhor no v. 21: «e (tu, José) o chamarás». Assim, S. João Crisóstomo parafraseia: «Tu lhe farás as vezes de pai, por isso, começando pela imposição do nome, Eu te uno intimamente com Aquele que vai nascer» (Homil. in Mt, 4).

25 «E não a tinha conhecido...» S. Mateus pretende realçar que Jesus nasceu sem prévias relações conjugais, mas por um milagre de Deus. Quanto à posterior virgindade o Evangelista não só não a nega, como até a parece insinuar no original grego, ao usar o imperfeito de duração («não a conhecia») em vez do chamado aoristo complexívo como seria de esperar, caso quisesse abranger apenas o tempo até ao parto (Zerwick). Uma tradução mais à letra seria «até que Ela deu à luz», em vez de: «quando Ela deu à luz»; uma afirmação que não significa necessariamente que depois já não se verificasse o que até este momento acontecera (assim é também em Jo 9, 18).

 

Sugestões para a homilia

 

Cumpramos a vontade de Deus

Tornemos os outros felizes

Cumpramos a vontade de Deus

Estamos a celebrar o Natal. As leituras que escutamos convidam-nos a meditar em Jesus que veio ao mundo para salvar a humanidade.

Jesus nasceu em Belém. Pela Sua Graça também nascemos. Sabemos o dia e a hora. Haverá, porém, um dia, desconhecido para nós que será o último da nossa vida terrena.

Aqui reunidos junto do Senhor, faz-nos bem reflectir no caminho que estamos a seguir. Ele chamou-nos à Sua Igreja pelo Baptismo. Ama-nos tanto que deu a vida por nós pregado na Cruz. Ressuscitou glorioso .Quer ressuscitar-nos após a morte para com Ele vivermos eternamente felizes.

Deu-nos o dom da liberdade .Por isso só nos salvamos se quisermos. Esforcemo-nos por alcançar essa graça cumprindo a Sua vontade.

Tornemos os outros felizes

Há tantas pessoas que fomentam atentados, violência e guerra! Procuremos nós ajudar e amar os outros construindo a Paz.

Há tantas pessoas que prejudicam os outros, roubam, mentem e caluniam! Procuremos nós ir ao seu encontro para os ajudar e defender.

Há tantas pessoas que abandonam os idosos, esquecem os que sofrem e não deixam os meninos viver! Procuremos nós fazer-lhes companhia, ampará-los e acolhê-los.

Há tantas pessoas que maltratam os familiares e são infiéis no matrimónio, esquecendo os compromissos assumidos no dia do casamento! Procuremos nós esforçar-nos para que nas famílias haja compreensão e fidelidade .

Há tantas pessoas cuja missão é servir e aproveitam-se do lugar que ocupam para servir-se dos outros! Procuremos nós atender a todos com simpatia e dedicação.

Há tantas pessoas que raras vezes vêm à Igreja , dizem não ter tempo para rezar e para receberem os sacramentos! Procuremos nós vir ao encontro do Senhor ,adorá-l’O e recebê-l’O na Comunhão.

Como o mundo seria diferente se todos vivêssemos a sério a nossa Fé cristã!

Como nós seríamos felizes tornando os outros felizes!

Muitos que nos precederam viveram assim. São os Santos. Invoquemo-los e teremos força e coragem para sermos melhores.

Recorramos à intercessão dos Anjos que se mantiveram sempre fiéis ao Senhor.

A Virgem Maria, Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa terna Mãe nunca nos abandona. Sabe que não somos perfeitos mas quer ajudar-nos a sermos santos. Confiemos-Lhe a nossa vida na Terra. Depois será a eternidade no Céu...

 

 

Oração Universal

 

Neste tempo abençoado de Natal,

com S. José e a Virgem Maria,

confiemos ao Senhor as nossas preces dizendo:

Salvador do Mundo, salvai-nos!

 

1.       Pelos povos que sofrem por causa

da guerra, da injustiça e dos crimes

para que, através do diálogo,

alcancem de novo o dom da Paz,

oremos, irmãos.

 

2.       Pelas famílias do mundo inteiro

onde a infidelidade gerou a separação

para que no perdão encontrem

o amor que traz a felicidade e alegria,

oremos, irmãos.

 

3.       Pelas crianças e pelos jovens que escutam o chamamento do Senhor

a uma vida de consagração no serviço ao próximo

para que mantenham firme a sua vocação,

oremos, irmãos.

 

4.       Pela Santa Igreja, presente no mundo para o salvar,

para que, na celebração diária da Eucaristia,

ofereça a todos os homens

caminhos de reconciliação e prosperidade,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos doentes e idosos

para que, recebendo a ajuda e o conforto que merecem,

rezem pela salvação da humanidade,

oremos, irmãos.

 

6.  Por aqueles que já partiram ao encontro do Pai

para que ,purificados de suas faltas,

alcancem a bem-aventurança eterna,

pedindo-a também ao Senhor para todos nós,

oremos, irmãos..

 

Deus eterno e omnipotente,

dignai-Vos atender as súplicas que humildemente Vos dirigimos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho

que é Deus Convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Sabei que o nosso Deus, M. Simões, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, ao vosso povo a graça de celebrar com renovado fervor a vigília da grande solenidade, na qual nos revelais o princípio da nossa redenção. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Também nas Orações Eucarísticas II e III se faz a comemoração própria: Reunidos na vossa presença.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, nascido em Belém, quer ser recebido por nós. Aproveitemos este momento para escutá-l’O e para Lhe dirigir as nossas preces. Deste modo poderemos corrigir o que está mal na nossa vida e seguir o caminho da perfeição e da santidade.

 

Cântico da Comunhão: Anjos do Céu a cantar, M. Faria, 20 Cânticos para a Missa

cf. Is 40, 5

Antífona da comunhão: Brilhará a glória do Senhor e toda a terra verá a salvação de Deus.

 

Cântico de acção de graças: A minha alma louva o Senhor, M. Carneiro, NRMS 76

 

Oração depois da comunhão: Fortalecei, Senhor, os vossos fiéis na celebração do nascimento do vosso Filho Unigénito, que neste divino sacramento Se fez nossa comida e nossa bebida, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus veio até nós há dois mil anos .Muitos ainda não O conhecem nem amam. Somos chamados a dar testemunho d’Ele junto de todos aqueles que se cruzarem connosco nos caminhos da vida.

 

Cântico final: Desde o nascer do sol, M. Simões, NRMS 56

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial