Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 13-VI: S. António: Poderoso intercessor e insigne pregador.

Sir 39, 8-14 / Mt 5, 13-19

Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.

Santo António tinha a força do sal (Ev.), fruto da sua união com Deus, que lhe permitiu combater as heresias, que se iam espelhando no seu tempo, sobre a Eucaristia. Além disso, essa mesma força de Deus serviu-lhe para a realização de numerosos milagres (poderoso nas necessidades: Oração).

«Aquele que medita na lei do Altíssimo será cheio do espírito de inteligência» (Leit.). Santo António foi um pregador insigne do Evangelho (Oração), foi professor de Teologia e escreveu vários sermões cheios de doutrina e piedade.

 

3ª Feira, 14-VI: Ser ricos na partilha e na caridade.

2 Cor 8, 1-9 / Mt 5, 43-48

Conheceis a generosidade de Nosso Senhor Jesus Cristo: Ele, que era rico, fez-se pobre por vossa causa, para que vos tornásseis rico pela sua pobreza.

O Apóstolo reconhece que os fiéis de Corinto são ricos em tudo: na fé, na eloquência, na doutrina, nas atenções e na caridade. E faz mais um pedido: que sejam ricos em generosidade, partilhando os seus bens materiais (Leit.).

Um outro campo em que nos é pedida uma grande generosidade é o do amor aos inimigos, aos que nos incomodam: «No Sermão da Montanha, o Senhor lembra o preceito ‘Não matarás’, e acrescenta-lhe a proibição da ira, do ódio e da vingança. Mais ainda, Cristo exige do seu discípulo que ofereça a outra face, que ame os seus inimigos (Ev.)» (CIC, 2262).

 

4ª Feira, 15-VI: Semear com generosidade e alegria.

2 Cor 9, 6-11 / Mt 6, 1-6. 16-18

Quem semeia pouco também recolherá pouco, e quem semeia com largueza também colherá com largueza.

Com a imagem da sementeira, o Apóstolo anima-nos a semear com generosidade e alegria: «Deus ama quem dá com alegria» (Leit.).

Essa mesma generosidade na sementeira há-de notar-se nas formas de penitência interior. «A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola (Ev.), que exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros» (CIC, 1434).

 

5ª Feira, 16-VI: O conteúdo do pão nosso de cada dia.

2 Cor 11, 1-11 / Mt 6, 7-15

Orai, pois, deste modo: Pai nosso… O pão nosso de cada dia nos dai hoje.

O pão nosso «tomado à letra (sobre-substancial), designa directamente o Pão da Vida, o Corpo de Cristo, remédio de imortalidade, sem o qual não temos a vida em nós. A Eucaristia é o nosso pão de cada dia» (CIC, 2837). Procuremos receber o Senhor com frequência e piedade.

Mas «são também pão de cada dia as leituras que em cada dia ouvis na igreja» (CIC, 2837). É o que recomenda S. Paulo: Anunciei-vos gratuitamente o Evangelho de Deus para vos elevardes (Leit.). Façamos todos os dias leituras do Novo Testamento.

 

6ª Feira, 17-VI: O tesouro e o coração.

2 Cor 11, 18. 21-30 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o fundo do ser (as entranhas) em que a pessoa se decide ou não por Deus (CIC, 368). O tesouro é o próprio Deus. «O doador é mais precioso que o dom concedido, é o tesouro e é n’Ele que está o coração do Filho; o dom é dado por acréscimo (Ev.) (CIC, 2604). Por isso, dizemos no Prefácio: «o nosso coração está em Deus».

S. Paulo refere que o seu coração está no cuidado de todas as igrejas, e um dos seus tesouros é o conjunto de todos os sofrimentos padecidos pela pregação do Evangelho (Leit.).

 

Sábado, 18-VI: A Providência, o tempo e as fraquezas.

2 Cor 12, 1-10 / Mt 6, 24-34

Não vos inquieteis como dia de amanhã, que esse dia tratará das suas inquietações.

A filiação divina conduz-nos a um abandono na Providência: «Nós acreditamos que ela (a Omnipotência) é universal, amorosa, misteriosa, porque só a fé pode descobrir quando Ele actua plenamente na fraqueza (Leit.)» (CIC, 268).

A Providência aplica-se também ao tempo: «O ensinamento de Jesus sobre a oração ao nosso Pai está na mesma linha que o ensino sobre a Providência: o tempo está nas mãos do Pai: é no presente que nós O encontramos; não ontem, nem amanhã, mas hoje: ‘Quem dera ouvísseis hoje a sua voz; não endureçais os vossos corações’» (CIC, 2659).

 

 

 

Solenidade da Santíssima Trindade

19 de Junho de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aleluia! Glória a Deus, Az. Oliveira, NRMS 107

 

Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao propor-nos esta solenidade, na Celebração de hoje, a Liturgia da Igreja não nos convida a decifrar e explicar o mistério da Santíssima Trindade, porque só o compreenderemos no Céu, mas a contemplar Deus, não como um ser isolado, incomunicável, mas como família, vivendo em comunhão da Verdade e do Amor.

Mas alegramo-nos com a certeza que nos dá a fé de que Deus revelou-nos tudo e só o que nos é necessário para a salvação eterna.

Agora que recomeçamos o Tempo comum que nos vai conduzir até às portas do Advento, o Senhor deseja animar-nos a caminhar, recordando-nos a meta para onde nos dirigimos e o prémio que nos espera: viver para sempre nesta comunhão divina, participando na felicidade do mesmo Deus e de todos os santos.

Agora, sim. Depois desta vida terrena, tornar-se-á realidade o que nos promete: «Sereis como deuses!»

 

Acto penitencial

 

Peçamos ao Senhor que tenha, mais uma vez, paciência com as nossas fraquezas e nos purifique de todas as manchas e pecados, como preparação para celebrarmos este grande mistério da nossa fé.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: temo-nos descuidado muitas vezes

    de alimentar a nossa vida da graça santificante

    que recebemos, um dia, na fonte do Baptismo.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Deixamo-nos dominar pela preguiça

    quando se trata de aprofundar as verdades de fé

    que recebemos como dom na fonte baptismal.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor: Deixamo-nos vencer pelo egoísmo,

    procurando exclusivamente os nossos interesses

    e fechando o coração às dores dos nossos irmãos.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

 

Oração colecta: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Moisés encontra-se com o Senhor no Sinai, levando duas tábuas de pedra em substituição das que desfizera em bocados, por causa da idolatria do Povo de Deus.

O Senhor manifesta-Se-lhe como o Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem, e define-Se como o Deus clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia.

 

Êxodo 34, 4b-6.8-9

4bNaqueles dias, Moisés levantou-se muito cedo e subiu ao monte Sinai, como o Senhor lhe ordenara, levando nas mãos as tábuas de pedra. 5O Senhor desceu na nuvem, ficou junto de Moisés e proclamou o nome do Senhor. 6O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: «O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade». 8Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração. 9Depois disse: encontrei, Senhor, aceitação a vossos olhos, digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É certo que se trata de um povo de dura cerviz, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança.

 

No texto temos a descrição de mais uma teofania, em que Deus se manifesta. Mas, desta vez, não é com a tremenda grandiosidade que faz ressaltar a sua transcendência, como em Ex 19, 16-20. Ele revela-se aqui como um Deus próximo e íntimo: «um Deus clemente e compassivo… cheio de misericórdia e fidelidade». No entanto, a revelação mosaica, que se centra na Unicidade divina, fica bem longe da revelação de Cristo acerca da Trindade, isto é, acerca do mistério da própria vida de Deus, pois põe em evidência, dum modo maravilhoso e absolutamente impensável, estes atributos divinos: a misericórdia e a fidelidade. Com efeito, a revelação da vida íntima de Deus em três Pessoas é-nos feita num contexto de salvação do homem afundado no pecado, por um amor sem limites e inteiramente gratuito: «Deus amou de tal modo o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito» (Jo 3, 16).

4b «As duas tábuas de pedra». Estas haviam de substituir as primeiras, quebradas por Moisés num acesso de indignação que teve, ao verificar a idolatria em que o povo caíra (Ex 32, 19).

 

Salmo Responsorial     Dan 3, 52.53.54.55.56 (R. 52b)

 

Monição: Para a exteriorização dos sentimentos que despertou em nós a Palavra de Deus, a Liturgia convida-nos a entoar este magnífico hino do profeta Daniel, constituído por uma série de louvores dirigidos directamente ao Senhor do universo.

 

Refrão:        Digno é o Senhor

                     de louvor e de glória para sempre.

 

Bendito sejais, Senhor, Deus dos nossos pais:

digno de louvor e de glória para sempre.

Bendito o vosso nome glorioso e santo:

digno de louvor e de glória para sempre.

 

Bendito sejais no templo santo da vossa glória:

digno de louvor e de glória para sempre.

Bendito sejais no trono da vossa realeza:

digno de louvor e de glória para sempre.

 

Bendito sejais, Vós que sondais os abismos

e estais sentado sobre os Querubins:

digno de louvor e de glória para sempre.

Bendito sejais no firmamento do céu:

digno de louvor e de glória para sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na segunda Carta aos fiéis de Corinto, S. Paulo exprime – por meio da fórmula usada agora na liturgia «a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco» – a maravilha de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende acolher todas as pessoas nesta felicidade do amor.

 

2 Coríntios 13, 11-13

Irmãos: 11Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco. 12Saudai-vos uns aos outros com o ósculo santo. Todos os santos vos saúdam. 13A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

 

A leitura corresponde às palavras com que S. Paulo termina a 2.ª Epístola aos Coríntios: uma recomendação final (v. 11) e saudações (vv. 12-13). A despedida é feita através de uma fórmula trinitária muito rica, usada por nós como saudação inicial da celebração eucarística. As três Pessoas divinas estão postas em pé de igualdade. Como em tantos outros casos, «Deus» (com artigo, em grego) designa concretamente a Pessoa do Pai, e não apenas a divindade, ou a única natureza divina, comum às três Pessoas divinas (estas não são três indivíduos, como quando falamos de pessoas humanas, mas três hipóstases, ou sujeitos de atribuição, três «eu»).

12 «Todos os santos vos saúdam». Refere-se aos cristãos da Macedónia, onde a carta foi escrita (cf. 2 Cor 2, 13; 7, 5; 8, 1; 9, 2.4), talvez mesmo em Filipos, provavelmente antes do Pentecostes do ano 57.

 

Aclamação ao Evangelho          Ap 1, 8

 

Monição: Toda a nossa vida se deve concretizar numa glorificação permanente à Santíssima Trindade, procurando fazer a vontade de Deus em todos os momentos da vida.

Procuremos exprimir este desejo, aclamando o Evangelho que vai ser proclamado.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

ao Deus que é, que era e que há-de vir.

 

 

Evangelho

 

São João 3, 16-18

16Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18Quem não acredita n'Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus.

 

Enquadramento do texto: a leitura é extraída do capítulo 3º de São João, que aparece fundamentalmente como um dos grandes discursos de Jesus, redigido bem à maneira joanina – um discurso temático introduzido por um diálogo em que sobressai o mal-entendido do interlocutor (Nicodemos) –, apenas interrompido com mais um testemunho de João Baptista, mas que se enquadra bem no tema do Baptismo cristão, em aparente conflito com o de João (vv. 22-30). O diálogo inicial dá lugar à mensagem de Jesus; mas de facto é praticamente impossível destrinçar aquilo que o evangelista põe na boca de Jesus daquilo que é uma reflexão sua sobre as palavras do Senhor. Costuma-se considerar que, a partir do v. 13, temos uma meditação divinamente inspirada sobre as palavras de Jesus, feita pelo próprio evangelista, que do v. 16 ao 21 tomam a forma do chamado kérigma joanino em toda a sua força e esplendor. Também os versículos 31-36 deste capítulo só na aparência é que são do Baptista; na realidade são o mesmo kérigma joanino.

16 «Deus amou tanto... que entregou o seu Filho Unigénito». Esta consideração procede do enlevo, do encanto e deslumbramento de quem contempla o rosto de Cristo e o inefável amor de Deus pelas suas criaturas; o mistério da Trindade revela-se-nos num admirável mistério de amor, o da Incarnação e da Redenção! Parece haver na expressão joanina uma alusão ao sacrifício de Isaac (Gn 22, 2-12), que os Padres consideram uma figura do sacrifício de Cristo.

17-18 «Não para condenar o mundo, mas para que mundo seja salvo por Ele». O judaísmo dos tempos de Jesus concebia o Messias como um juiz que, antes de mais, vinha para julgar e condenar todos os que ficavam fora do reino de Deus ou se lhe opunham. Jesus insiste no amor de Deus ao mundo e no envio do Filho para que este venha a ser salvo e não condenado: o Filho é o Salvador do Mundo (Jo 4, 42). Se é verdade que há quem se condene, isto sucede porque esse se coloca numa situação de condenação ao rejeitar o único que o podia salvar: «porque não acreditou no Nome (na Pessoa) do Filho Unigénito de Deus» (v. 18). «Já está condenado», visto que o amor de Deus revelado em Jesus é de tal ordem que o ser humano não se pode alhear; a pessoa é colocada perante um tremendo dilema, inevitável e urgente, tendo de assumir toda a responsabilidade que envolve a sua opção; daí que em S. João o juízo de condenação costuma aparecer como algo actual (cf. vv. 36; e 5,24; 12,31).

Breve excurso teológico: O mistério da Santíssima Trindade não é um quebra-cabeças, uma abstracção ou trigonometria divina reservada a sábios especulativos. Como já referi em nota à 1.ª leitura, o mistério da vida íntima de Deus – a Santíssima Trindade – é-nos revelado num contexto salvífico: o Pai que envia o Filho para salvar o mundo; o Filho que nos envia do Pai o Espírito que nos santifica; e é por isso que o mistério da Trindade está no centro da vida cristã, que é uma ascensão progressiva e contínua ao Pai, unidos ao Filho e guiados pelo Espírito Santo. Por outro lado, a revelação deste mistério – segundo o explicita o dogma e a Teologia – permite-nos falar com objectividade acerca da Trindade «ad intra», isto é, acerca do que ela é em si mesma, na sua mesma essência. O Filho procede do Pai, por eterna geração intelectual – gerado, não criado –; Ele é a Sabedoria, o Verbo (cf. Jo 1, 1-3: a palavra que tudo exprime) do Pai, o resplendor da sua glória, a reprodução da sua essência (cf. Hebr 1, 3). O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, como o amor do querer divino, por isso a Liturgia O chama «Fogo, Amor, Unção espiritual». As três Pessoas são iguais – uma mesma e única divindade –, e distintas: o Pai não é o Filho, o Filho não é o Espírito Santo, o Espírito Santo não é o Pai, mas apenas se distinguem no que a Teologia classificou de «relações opostas de origem», relações estas que derivam de o Filho proceder do Pai e o Espírito Santo do Pai e do Filho (ou pelo Filho). Em tudo o mais não há a mínima distinção, a tal ponto que tudo o que Deus faz fora do circuito interno de vida eterna é comum às Pessoas divinas, embora nós possamos apropriar de alguma das Pessoas em particular uma determinada acção ou atributo divino: para o Pai, a omnipotência e a criação; para o Filho, a sabedoria e todas as obras da sabedoria divina; para o Espírito Santo, o amor, a santificação do homem, a inspiração da Escritura, etc.

O transcendente mistério da Santíssima Trindade não é algo que afasta o crente de Deus – tão incompreensível Ele é –, mas, pelo contrário, é um mistério fascinante, que exerce nas almas enamoradas de Deus uma espécie de santa vertigem, uma antecipação do Céu: a atracção do abismo da grandeza e misericórdia divinas. Se Deus é quem é – o Ser infinito – tem que ser sumamente amável, ainda que incompreensível. No dogma da Santíssima Trindade não há contradição, pois não é como se disséssemos 1+1+1=3, uma vez que as Pessoas divinas não se somam umas às outras (são a mesma e única substância divina), mas compenetram-se numa mesma torrente de vida eterna, num mesmo abismo de sabedoria e amor, como se disséssemos 1x1x1=1. Mas a verdade é que se avança mais no conhecimento deste mistério pela via mística, do que pelo discurso teológico: assim sucedeu mesmo com pessoas analfabetas, como sucedeu com os pastorinhos de Fátima.

 

Sugestões para a homilia

 

• Trindade: mistério oculto no Antigo Testamento

Deus manifesta-nos a Sua intimidade

O Senhor revela os Seus atributos

O Senhor desce até nós

• Deus é misericórdia

Deus quer a nossa eterna felicidade

Deus faz tudo para nos salvar

Corresponder ao Amor de Deus

 

Moisés sobe ao Monte Sinai, para se encontrar a sós com Deus. Leva consigo duas tábuas de pedra em substituição das que partira indignado e ferido pela idolatria do Povo de Deus, que adorava o bezerro de ouro.

1. Trindade: mistério oculto no Antigo Testamento 

a) Deus manifesta-nos o Seu íntimo. «O Senhor desceu na nuvem, ficou junto de Moisés».

Ao longo de todo o Antigo Testamento, Deus, com a pedagogia do melhor dos pais que não explica ao filho pequeno o que ele não consegue entender, ocultou aos olhos do Povo de Deus o mistério da Santíssima Trindade: Três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro.

Talvez o tenha feito, para evitar que os hebreus corressem o perigo de confusão doutrinal. Viviam rodeados de povos idólatras – que adoravam vários falsos deuses – e poderia fazer-lhes confusão esta verdade. Não tinham eles caído já na tentação de adorar um bezerro de ouro, logo depois de terem feito uma aliança com Deus?

No entanto, quando lemos o Antigo Testamento com espírito de fé, encontramos indícios que, à luz do Novo Testamento, nos falam desta verdade de fé:

– Antes de formar o primeiro par humano, Deus diz: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.» Deixa-nos a convicção de que há, segundo o nosso de expressão, uma deliberação de várias pessoas.

– Os três personagens misteriosos que aparecem junto da tenda e Abraão são adorados por ele como Deus.

– A Sabedoria aparece no Livro dos Provérbios como uma pessoa: constrói uma casa, prepara um banquete e faz convites. O Novo Testamento revela-nos que a Sabedoria de Deus é o Verbo, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

No entanto, guarda para o limiar dos novos tempos a revelação deste mistério. É na Anunciação que no-lo manifesta pela primeira vez.

 

b) O Senhor revela os Seus atributos. «O Senhor passou diante de Moisés e proclamou: “O Senhor, o Senhor é um Deus clemente e compassivo, sem pressa para Se indignar e cheio de misericórdia e fidelidade”.»

Deus faz a Aliança com o Seu Povo no Sinai, depois de o ter libertado da escravidão do Egipto, e manifesta-Se como supremo Legislador, ao confiar a Moisés as duas tábuas da Lei, com os Dez Mandamentos.

Mas neste encontro, depois de tão grave pecado de idolatria que o Povo cometera, Deus revela-nos os Seus atributos:

É clemente e compassivo. Olha-nos com ternura e comove-se diante dos nossos passos errados, reconduzindo-nos ao caminho da salvação.

Paciente e misericordioso perante as nossas fraquezas. E anima-nos a recomeçar sempre, sem qualquer sombra de desânimo ou de medo.

Está sempre disponível para nos acolher, perdoando generosamente os nossos passos errados. Nenhuma situação da vida, nenhum pecado podem justificar o ter medo de Deus.

 

c) O Senhor desce até nós. «Moisés caiu de joelhos e prostrou-se em adoração. Depois disse: “[...] digne-Se o Senhor caminhar no meio de nós. É certo que se trata de um povo de dura cerviz, mas Vós perdoareis os nossos pecados e iniquidades e fareis de nós a vossa herança”.».

O nosso Deus não só Se nos revela como uma comunhão de Três Pessoas, mas vem até nós para nos elevar à Sua altura, tanto quanto isto é possível a um ser criado.

Começou por criar o universo imenso e, fazendo parte dele a terra em que habitamos. Preparou-a como um berço para receber o menino de oiro que é, aos olhos de Deus, cada um de nós. 

Infundiu no primeiro par humano a vida divina e colocou-o em tempo de prova, para que livremente escolhesse Deus.

E uma vez que os nossos primeiros pais não souberam guardar este tesouro da filiação divina, submetendo-se aos caprichos do demónio, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – o Verbo – assumiu a nossa natureza humana com todas as suas limitações, para nos reconduzir à Sua altura. 

Pagou a nossa dívida na Cruz e enviou-nos o Espírito Santo – Terceira Pessoa – para nos ajudar no trabalho delicado da nossa transformação em Cristo.

O encontro de Deus com Moisés no Sinai torna-se, pois, uma figura do que viria a acontecer na aurora dos novos tempos: Deus veio até nós para nos reconduzir aos Seus braços de Pai.

2. Deus é misericórdia

Nicodemos – um homem religiosa e socialmente importante em Israel – vai ter com Jesus de noite, não com receio de comprometer a sua situação (por respeito humano), ou por medo dos que se opunham à missão de Jesus, mas para que o Mestre possa dispor de tempo suficiente para o atender, uma vez que durante o dia estava sempre rodeado de pessoas.

 

a) Deus quer a nossa eterna felicidade. «disse Jesus a Nicodemos: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna

O interesse que temos por uma pessoa mede-se, não pelas palavras belas e lisonjeiras, mas pelo sacrifício que estamos dispostos a fazer para a ajudar a resolver as suas dificuldades.

Somos incapazes de abarcar com a nossa humilde inteligência a grandeza do Seu amor por nós. Encontrando-nos em grande necessidade, não se limitou a algumas diligências para nos consolar. Deu-Se a nós!

Assumiu com todas as limitações a nossa natureza, entregou-Se por nós no sacrifício da Cruz e ficou connosco na Santíssima Eucaristia.

Como correspondência da nossa parte pede-nos apenas amor, concretizado numa grande confiança n’Ele que nos leve a deixarmo-nos guiar, cumprindo a Sua Vontade manifestada nos Mandamentos.

 

b) Deus faz tudo para nos salvar. «Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele

Quando meditamos a história da criação no princípio da Sagrada Escritura, pensamos inevitavelmente num casal jovem que espera um filho e prepara o melhor possível o seu acolhimento.

Deparamos com o embelezamento da terra, para que o primeiro par humano encontre um ambiente no qual se sinta bem.

Este pensamento é plenamente actual. Quantos pormenores de carinho de Deus encontramos no mundo, para que nos possamos sentir bem! Como criança irresponsável, o homem vai destruindo toda esta beleza que Deus criou.

No campo moral esta solicitude de Deus continua. Jesus Cristo deu a vida por nós e fundou a Igreja onde temos todos os meios para sermos felizes nesta vida e na outra. Ele poderia perguntar-nos: “Que mais poderia ter feito por ti que o não fizesse?”

O Espírito Santo actua em nós constantemente para nos ajudar a caminhar para a felicidade eterna.

 

c) Corresponder ao Amor de Deus. «Sede alegres, trabalhai pela vossa perfeição, animai-vos uns aos outros, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz

As Três Pessoas da Santíssima Trindade estão verdadeiramente ao serviço da nossa felicidade.

O mínimo que podemos fazer, como resposta, é corresponder generosamente ao Seu Amor.

A oração ensinada pelo Anjo da Guarda de Portugal aos Pastorinhos de Fátima na Loca do Cabeço compendia a nossa atitude perante o mistério da Santíssima Trindade:

• Adoração profunda. João Paulo II gostava muito de rezar na sua capela particular como os Pastorinhos na Loca, no monte, enquanto apascentavam ao rebanho e nos seus quartos em casa: inteiramente prostrado por terra.

• Exercer o nosso sacerdócio real, adorando, agradecendo, pedindo pelas pessoas e desagravando pelos pecados, especialmente pelos cometidos contra a Santíssima Eucaristia.

• Temos necessidade de fazer silêncio para ouvir o Senhor. Há um conselho que vem de um santo que veneramos nos altares e que, portanto, é pessoa autorizada nos caminhos da santidade: «Recolhe-te. Procura Deus em ti e escuta-O.» (S. Josemaria Escrivá, Caminho).

• Façamos o Sinal da Cruz com toda a devoção, oferecendo à Santíssima Trindade o nosso dia: pela cruz na fronte, os nossos pensamentos; na boca, as nossas palavras; e no coração, os nossos afectos e trabalhos.

• Lembremo-nos, muitas vezes ao dia, de que somos templos da Santíssima Trindade. Nunca estamos sós, nem temos razão para o desânimo.

• Participemos com fé, Amor e devoção na Celebração da Eucaristia, acção das Três divinas Pessoas, em união com Maria, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho e Esposa de Deus Espírito Santo.

 

 

Fala o Santo Padre

 

Queridos irmãos e irmãs!

Depois do tempo pascal, concluído no domingo passado com o Pentecostes, a liturgia voltou ao "tempo comum". Mas isto não significa que o empenho dos cristãos deva diminuir, aliás, tendo entrado na vida divina mediante os Sacramentos, somos chamados quotidianamente a estar abertos à acção da Graça, para progredir no amor a Deus e ao próximo. O domingo de hoje da Santíssima Trindade, num certo sentido, recapitula a revelação de Deus que aconteceu nos mistérios pascais: morte e ressurreição de Cristo, a sua ascensão à direita do Pai e a efusão do Espírito Santo. A mente e a linguagem humanas são inapropriadas para explicar a relação existente entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e contudo os Padres da Igreja procuraram explicar o mistério de Deus Uno e Trino, vivendo-o na própria existência com fé profunda.

De facto, a Trindade divina começa a habitar em nós no dia do Baptismo: "Eu te baptizo  diz o ministro  em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". O nome de Deus, no qual fomos baptizados, recordamo-lo todas as vezes que fazemos em nós mesmos o sinal da cruz. O teólogo Romano Guardini, a propósito do sinal da cruz, observa: "Fazemo-lo antes da oração, para que... nos ponha espiritualmente em ordem; concentre em Deus pensamentos, coração e vontade; depois a oração, para que permaneça em nós o que Deus nos doou... Ele abraça todo o ser, corpo e alma,... e tudo se torna consagrado em nome do Deus uno e trino" (Lo spirito della liturgia. I santi segni, Brescia 2000, págs. 125-126).

No sinal da cruz e no nome do Deus vivente está portanto contido o anúncio que gera a fé e inspira a oração. E, como no evangelho Jesus promete aos Apóstolos que "quando ele vier, o Espírito da verdade, guiar-vos-á a toda a verdade" (Jo 16, 13), assim acontece na liturgia dominical, quando os sacerdotes dispensam, de semana em semana, o Pão da Palavra e da Eucaristia. Também o Santo Cura d'Ars o recordava aos seus fiéis: "Quem acolheu a vossa alma  dizia  ao primeiro entrar na Vida? O sacerdote. Quem a nutre para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O sacerdote. Quem a preparará para cumprir diante de Deus, lavando-a pela última vez no sangue de Jesus Cristo?... sempre o sacerdote" (Carta de proclamação do Ano sacerdotal).

Queridos amigos, façamos nossa a oração de Santo Ilário de Poitiers: "Conserva incontaminada esta fé recta que está em mim e, até ao meu último respiro, dá-me igualmente esta voz da minha consciência, para que eu permaneça sempre fiel ao que professei na minha regeneração, quando fui baptizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo" (De Trinitate, XII, 57, CCL 62/a, 627). Invocando a Bem-Aventurada Virgem Maria, primeira criatura plenamente inabitada pela Santíssima Trindade, pedimos a sua protecção para prosseguir bem a nossa peregrinação terrena.

 

Papa Bento XVI, Praça de São Pedro, Angelus, 30 de Maio de 2010

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Peçamos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo

que atenda as petições que Lhes dirigimos

por cada um de nós, pela Igreja e pelo mundo.

Oremos (cantando):

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

1. Para que o Santo Padre, com o Colégio Episcopal,

leve as pessoas participar dos frutos da Redenção,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

2. Para que os governantes de todas as nações

respeitem, com leis sábias, a obra da Criação,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

3. Para que os militantes das obras de Apostolado

sejam testemunhas vivas do amor de Deus por nós,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

4. Para que os jovens das nossas comunidades

vivam como Templos da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

5. Para que as famílias acolham e eduquem os filhos

como dons de Deus e participação no Seu poder,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

6. Para que as pessoas que se purificam na outra vida

contemplem, quanto antes, a Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

 

Santíssima Trindade, que nos tornastes participantes,

desde o Baptismo, na vida divina pela graça santificante,

a qual alimentamos na terra para continuar na eternidade:

ajudai-nos a viver com generosa fidelidade nesta vida,

para que Vos possamos contemplar eternamente no Paraíso.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Adoremos profundamente o Mistério insondável da Santíssima Trindade, depois de o termos ouvido proclamar na Liturgia da Palavra.

Avivemos a nossa fé para participarmos agora na Mesa da Eucaristia. O Senhor prepara agora o Alimento divino, transubstanciando pelo ministério do sacerdote o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue.

 

Cântico do ofertório: Aceitai Senhor a nossa alegria, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

O mistério da Santíssima Trindade

 

v. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito Santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

Deus quer que tenhamos desde já na terra um vislumbre da paz e alegria que nos espera no Céu. Além da Sua graça, é necessário algum esforço de cada um de nós.

Se não somos capazes de perdoar e viver em paz uns com os outros na terra, como queremos que isto venha a acontecer connosco no Céu?

Com o desejo de vivermos no amor sem fronteiras,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

 

Monição da Comunhão

 

A Santíssima Eucaristia é o maior dom de Deus a cada um de nós, porque é o próprio Deus que Se nos entrega.

Procuremos corresponder a esta generosidade divina, comungando com uma grande pureza de consciência, fruto da nossa fé na Presença Real, e agradeçamos humildemente esta graça do Senhor.

 

 

Cântico da Comunhão: Pai, Filho, Espírito Santo, A. Cartagena, Cânticos de Entrada e Comunhão II, pág. 162

cf. Gal 4, 6

Antífona da comunhão: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.

 

Cântico de acção de graças: Nós Vos louvamos, ó Deus - Te Deum, M. Faria, NRMS 8 (I)

 

Oração depois da comunhão: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Jesus Cristo envia-nos agora para o meio dos homens, como outrora enviou os setenta e dois discípulos a preparar a Sua passagem pelas cidades e aldeias.

Demos testemunho, pelo nosso comportamento, de que somos filhos de Deus e Templos da Santíssima Trindade.

 

 

Cântico final: Com a bênção do Pai, J. Santos, NRMS 38

 

 

Homilias Feriais

 

12ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-VI: A promoção da unidade.

Gen 12, 1-9 / Mt 7, 1-5

O Senhor disse a Abrão: Farei de ti uma grande nação. Hei-de abençoar-te e dar-te um grande nome.

«Para reunir a humanidade dispersa, Deus escolhe Abrão, chamando-o para deixar a sua terra, a sua família e a casa de seu pai, para o fazer Abraão, quer dizer pai de um grande número de nações: ‘Em ti são abençoadas todas as nações da terra (Leit.)» (CIC, 59).

Para colaborarmos na unidade com os nossos irmãos, evitemos os juízos críticos negativos: «Não julgueis e não sereis julgados» (Ev.). «A atitude tomada para com o próximo revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (Ev.)» (CIC, 678).

 

3ª Feira, 21-VI: A parábola dos dois caminhos.

Gen 13, 2. 5-18 / Mt 7, 6. 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que levam à perdição.

«O caminho de Cristo leva à vida; um caminho contrário leva à perdição (Ev.). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. Há dois caminhos, um de vida e outro de morte, mas entre os dois há uma grande diferença» (CIC, 1696).

Diante de Abraão e Lot há também dois caminhos. Lot escolheu o mais rico, mas com cidades perversas (Sodoma), e acabou na perdição. Pelo contrário, Abraão ficou com o pior, e recebeu uma enorme bênção de Deus (Leit.).

 

4ª Feira, 22-VI: A graça de Deus e as boas obras.

Gen 15, 1-12. 17-18 / Mt 7, 15-20)

Assim toda árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos.

A garantia de obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus. «Segundo a palavra do Senhor, que diz: ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (Ev.), a consideração dos benefícios na nossa vida e na vida dos santos oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior «CIC, 2005).

Fruto da correspondência de Abraão à sua vocação é uma descendência numerosa: «Hei-de multiplicar a tua descendência, de modo que não se poderá contar, por causa do seu grande número» (Leit.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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