Anjo da Guarda de Portugal

10 de Junho de 2011

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a terra Vos adore, J. Santos, NRMS 94

Dan 3, 95

Antífona de entrada: Bendito seja o Senhor, que enviou o seu Anjo e libertou os seus servos, que n'Ele confiaram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a memória do Anjo da Guarda de Portugal. Que bom sabermos, que esta Pátria que tanto amamos, tem um Anjo que a protege e vela por ela!

Como bons portugueses e filhos de Deus agradecidos por dádiva divina tão grandiosa, vamos impetrar, junto do Senhor, por intermédio do mesmo Anjo, todas aquelas Bênçãos de que Portugal tanto precisa na hora que passa.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Quanto os Anjos podem fazer por nós e pela nossa Pátria! Esta passagem do livro de Daniel fala-nos desse poder e do cuidado que os anjos têm de nos livrar de tantos perigos.

 

Daniel 10, 2a, 5-6.12-14ab

2aNaqueles dias, 5ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. 6O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão. 12Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho. 13O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, 14abe vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos».

 

A leitura está respigada dos sonhos e visões de Daniel (2ª parte do livro: 7, 1 – 12, 13), onde, na última visão, uma figura excelsa explica o que irá suceder nas guerras do séc. II a. C. entre os Selêucidas e os Lágidas, e como uma personalidade abominável (Antíoco IV da Síria) virá trazer grandes desgraças ao povo, mas acabará por ser derrotado, graças à intervenção libertadora de Miguel (este nome hebraico – mi-ka-el – significa: quem como Deus?). A leitura foi escolhida para a festa de hoje certamente pela descrição da figura angélica da aparição nos vv. 5-6, que evoca a visão dos Pastorinhos de Fátima.

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91),1 e 3.5b-6.10.11.14-15

 

Monição: O Senhor, Criador do Céu e da Terra, por nosso Amor, incarnou no ventre puríssimo da Virgem Santa Maria e nasceu em Belém. Ele veio para nos salvar. Quem O aceitar, cantará eternamente as misericórdias do Senhor. Os Anjos foram-nos dados por Deus para nos guardar e guiar nos seus caminhos.

 

Refrão:        O Senhor mandará aos seus anjos

Que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu, que habitas sob a protecção do Altíssimo,

moras à sombra do Omnipotente.

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

 

Não temerás o pavor da noite,

nem a seta que voa de dia;

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque o Senhor mandará aos seus Anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

«Porque confiou em Mim, hei-de salvá-lo;

hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.

Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,

estarei com ele na tribulação,

hei-de libertá-lo e dar-lhe glória».

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 10b

 

Monição: Com os Anjos, dêmos glória a Deus e peçamos todas aquelas Bênçãos, de que a nossa Pátria tanto precisa, para se manter fiel ao Senhor e no caminho da verdadeira prosperidade.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Disse o Anjo do Senhor:

«Anuncio-vos uma grande alegria para todo o povo.»

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 8-14

Naquele tempo, 8havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. 9O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. 10Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: 11nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. 12Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». 13Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: 14«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

 

Também o texto escolhido nos fala dos Anjos do Natal. A glória de Deus que em Israel se manifestava no templo, manifesta-se agora no campo dos pastores. Deus manifesta-se aos simples e humildes e no meio dos seus afazeres mais correntes.

(Ver notas para o dia de Natal).

 

Sugestões para a homilia

 

1.     O Santo Anjo da Guarda de Portugal.

2.     A mensagem do Anjo de Portugal.

3.     Importância desta devoção.

1. O Santo Anjo da Guarda de Portugal.

Os Anjos são Criaturas espirituais e, como tais, as mais perfeitas saídas das “Mãos” de Deus. A sua missão, é-nos revelada através da Bíblia, que nos dá testemunho acerca da sua existência. Pelos mesmos Livros Sagrados, sabemos que eles vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus.

Em Portugal, a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga, mas ressurgiu com mais vitalidade após as Aparições do mesmo Anjo, em Fátima, aos Pastorinhos. Nesta aparição, Ele mesmo se denominou “Anjo de Portugal”. O Papa Pio XII aprovou a sua comemoração no Calendário Litúrgico de Portugal.

2. A mensagem do Anjo de Portugal.

O Anjo de Portugal apareceu três vezes aos Pastorinhos de Fátima no ano 1916.

Na primeira aparição disse: “– Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.” Como, no dizer da Irmã Lúcia, ele se apresentou com o aspecto de um jovem de 14 ou 15 anos, mais branco que a neve, ajoelhou-se, curvou a fronte até ao chão e fez os Pastorinhos repetir por três vezes, com ele, esta oração que jamais algum dia tinha sido escutado “-Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam.” Depois erguendo-se, disse: “– Orai assim. Os Corações de Jesus e Maria estão atentos à voz das vossas súplicas.”

Na segunda aparição, que se verificou junto ao poço do quintal dos pais da Lúcia, onde, naquela tarde de Verão, os pastorinhos se encontravam a brincar debaixo de uma figueira aí existente, o Anjo disse: “– Que fazeis! Orai! Orai muito! Os Corações de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios.” À pergunta que Lúcia lhe dirigiu no sentido de saber como se haviam de sacrificar, o mesmo Anjo informou “– De tudo que puderdes, oferecei um sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim sobre a vossa pátria a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo aceitai e suportai com submissão o sofrimento que o Senhor vos enviar.”

A terceira aparição verificou-se na Loca do Cabeço, quando os pastorinhos de joelhos com a cabeça por terra repetiam as orações que o mesmo Anjo lhes tinha ensinado. Desta vez trazia na mão esquerda um cálice sobre o qual estava suspensa uma Hóstia da qual caíam algumas gotas de Sangue dentro do mesmo cálice. O Anjo deixou tudo suspenso para, de joelhos, repetir com os mesmos Pastorinhos esta maravilhosa oração por Ele também ensinada “ Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os Sacrários da terra em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.” Depois deu a comungar a Hóstia à Lúcia e o Sangue do Cálice ao Francisco e à Jacinta. Estes mais novinhos fizeram assim, sem o saber, a Primeira Comunhão, como era costume realizar-se na Rússia. Ao dar-lhes a Sagrada Comunhão ainda acrescentou “ – Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.”

Toda esta mensagem, repleta de Amor de Deus, é demasiado grande para nós, pobres mortais. Que trágico seria se a não a levássemos muito a sério!

3. Importância desta devoção.

Não podemos ficar indiferentes diante desta maravilha que Deus, no Seu Amor infinito, nos concedeu. Temos por obrigação divulgar a devoção ao Anjo de Portugal, ao nosso Anjo pessoal e a todos os Anjos. Essa divulgação deverá começar na nossa vida: mais devoção aos Santos Anjos e às mensagens que Eles nos têm revelado.

O Anjo de Portugal, em Fátima, falou-nos do próprio Mistério de Deus – o Mistério da Santíssima Trindade, da presença real de Jesus em todos os Sacrários da Terra, das ingratidões dos homens e da necessidade da penitência e oração.

Através destes meios, que o Céu coloca ao nosso alcance, façamos tudo o que pudermos para que esta Pátria à qual pertencemos por nascimento e/ou residência, se torne local onde Deus seja amado, as Suas leis respeitadas e seus filhos sigam pelos rectos caminhos, que são garantia do verdadeiro progresso social e da felicidade eterna do Céu.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

A Deus, Nosso Pai, que na Sua Misericórdia infinita

Concedeu o amparo e vigilância amiga de um Anjo

Para velar pela nossa Pátria,

Vamos pedir nos ajude a corresponder a tanto Amor,

Dizendo com fé,

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

1.     Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos

Do mundo inteiro,

Para que, cheios de fé e gratidão

Se sintam apoiados por seus Santos Anjos,

Oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.     Pelos homens e mulheres de Portugal

Para que tendo devoção ao Santo Anjo da Guarda

A Ele recorram com fé, para a solução dos problemas

Com que a nossa Pátria se debate,

Oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

3.     Pelos nossos governantes

Para que sendo sempre fieis às Leis divinas

Mereçam ser protegidos pelo Anjo de Portugal,

oremos  irmãos.

 

R. Ouvi-nos Senhor.

 

4.     Por todos aqueles que fizeram parte da nossa família

Mas já partiram para a eternidade,

Para que possam contemplar, quanto antes, na presença dos Anjos,

 A felicidade eterna de Deus,

Oremos irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

 

Atendei, Senhor as nossas humildes preces

Nesta comemoração do Anjo da Guarda de Portugal,

Para que correspondendo a tanto Amor e carinho,

Sejamos fieis a todos os ditames da vossa Lei.

Tudo isto vos pedimos, por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho

Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, estas ofertas que apresentamos ao vosso altar e fazei que, por intercessão do nosso Anjo da Guarda, sejamos defendidos de toda a adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, diante do Qual o Anjo de Portugal se ajoelhou de rosto por terra e deu em Comunhão aos Pastorinhos, vai entrar também dentro de nós. Avivemos a nossa fé repetindo, com sinceridade a oração que o mesmo Anjo nos ensinou: “Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não crêem, não adoram, não espera e não vos amam”.

 

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Judite 13, 20.21

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que me protegeu por meio do seu Anjo. Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, por meio do vosso Anjo, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o propósito de mais devoção e divulgação do Santo Anjo da Guarda de Portugal e de profunda reflexão nas grandes verdades da fé, que em Fátima nos quis relembrar, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 11-VI: S. Barnabé, Apóstolo: A Eucaristia e a missão da Igreja.

Act 11, 21-26 / Mt 10, 7-13

 

É que ele (Barnabé) era um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. E considerável multidão aderiu ao Senhor.

 

Barnabé foi um dos primeiros fiéis da igreja de Jerusalém. Anos depois, foi destacado para pregar o Evangelho em Antioquia e, mais tarde, para acompanhar S. Paulo na sua 1ª viagem apostólica (Leit.).

Graças também ao seu trabalho apostólico, muitos se converteram. «A Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão. Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária. Verdadeiramente não há nada mais belo do que encontrar e comunicar Cristo a todos» (SC, 84).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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