7º Domingo da Páscoa

5 de Junho de 2011

 

Esta Celebração destina-se aos locais onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

Sl 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus Cristo morreu por nós pregado na Cruz. Ressuscitou glorioso na manhã do Domingo de Páscoa. Quarenta dias depois foi a Sua Ascensão.

Ele está connosco para nos ajudar a cumprir a missão que nos confiou. Um dia esperamos viver para sempre com Ele no Céu.

 

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Apóstolos rezam a Jesus que subiu ao Céu. Com eles está Maria Santíssima que também agora quer estar connosco para nos ensinar a rezar.

 

Actos dos Apóstolos 1, 12-14

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Certamente que foi escolhido este texto para nos ajudar a preparar a festa do Pentecostes, como os primeiros que seguiram a Cristo, também com «Maria, Mãe de Jesus», perseverando, «unidos em oração». Note-se, por um lado, a importância dada à lista dos Apóstolos e, por outro, o facto significativo de, como em todas as quatro que aparecem no N. T., Pedro aparecer sempre na cabeça dessas listas, a par de elas não contenham os nomes dos restantes Apóstolos na mesma ordem. 

 

Salmo Responsorial    Sl 26 (27), 1.4.7-8a (R. 13)

 

Monição: Quando as dúvidas nos atormentarem não temamos. Sigamos a Luz que nos indica o caminho da Salvação.

 

Refrão:        Espero contemplar a bondade do Senhor

                na terra dos vivos.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor é minha luz e salvação:

a quem hei-de temer?

O Senhor é protector da minha vida:

de quem hei-de ter medo?

 

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:

habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para gozar da bondade do Senhor

e visitar o seu santuário.

 

Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica,

tende compaixão de mim e atendei-me.

Diz-me o coração: «Procurai a sua face».

A vossa face, Senhor, eu procuro.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo sofreu e morreu por nós. Na doença e no sofrimento saibamos estar unidos a Ele, pedindo-Lhe pela salvação da humanidade.

 

1 São Pedro 4, 13-16

Alegrai-vos, na medida em que participais nos sofrimentos de Cristo, a fim de que possais também alegrar-vos e exultar no dia em que se manifestar a sua glória. Felizes de vós, se sois ultrajados pelo nome de Cristo, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vós. Nenhum de vós tenha de sofrer por ser ladrão ou assassino ou malfeitor ou difamador. Se, porém, sofre por ser cristão, não se envergonhe, mas antes dê glória a Deus por ter esse nome.

 

Os destinatários desta carta, cristãos da Ásia Menor, estariam a passar momentos difíceis de contradições e perseguição. A finalidade da carta é a de exortar os fiéis a permanecerem firmes na fé, no meio dum ambiente hostil, embora não pareça tratar-se ainda de uma perseguição generalizada. Mas a carta não é um simples apelo à perseverança nas adversidades, é também um convite à alegria – «Alegrai-vos…» (v. 13) -, pois daquela maneira os cristãos podem participar nos sofrimentos redentores de Cristo, seguindo o seu exemplo (cf. 1 Pe 2, 21). Alguns pensam que a Carta poderia ter sido ao chegarem a Roma notícias das graves dificuldades para a perseverança dos cristãos daquelas regiões, enquanto S. Paulo, a quem estavam ligadas estas comunidades, andava pela Hispânia.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 14, 18

 

Monição: Aprendamos a rezar com o Senhor. Ele reza por todos nós. Peçamos-Lhe nos ajude a cumprir sempre a Sua vontade.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir, mas virei de novo

e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17, 1-11

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: «Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho Te glorifique, e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura Ele dê a vida eterna a todos os que Lhe confiaste. É esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo. Eu glorifiquei-Te sobre a terra, consumando a obra que Me encarregaste de realizar. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha em Ti, antes que houvesse mundo. Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste; agora guardam a tua palavra. Agora sabem que tudo quanto Me deste vem de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste e eles receberam-nas: reconheceram verdadeiramente que saí de Ti e acreditaram que Me enviaste. É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu; e neles sou glorificado. Eu já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, enquanto Eu vou para junto de Ti».

 

Este trecho é o início do capítulo 17 de S. João, chamado a «oração sacerdotal de Jesus», por ser uma oração de intercessão de Cristo-mediador, e também por conter o oferecimento supremo da sua vida em sacrifício, mas é sobretudo uma oração sem paralelo com a de qualquer criatura. Reflectindo uma forte tensão psicológica, ela corresponde aos sentimentos mais profundos do coração de Cristo, quando chegou a sua hora (v. 1), e tem origem na própria oração do Senhor, ao mesmo tempo que é a síntese mais completa e elevada da cristologia joanina, profundamente sentida e meditada. Nesta longa oração sente-se, juntamente com o pulsar do coração do Senhor, o vivo pulsar do coração da Igreja que confessa a fé em Jesus como Cristo enviado do Pai (v. 3). É uma prece solene pela manifestação da sua glória (vv. 1-5), pelos discípulos presentes (vv. 6-19) e pelos futuros fiéis (vv. 20-26); no centro da sua estrutura circular está a súplica pela santificação dos discípulos em ordem ao seu envio ao mundo (vv. 17-19), entre as preces pela unidade (vv. 11b-16 e 20-23) e os temas da revelação (vv. 6-11a e 25-26) e da glória (vv. 1-5 e 24).

1-5 «Glorifica-Me... com a glória que Eu tinha em Ti, antes de que houvesse mundo». Jesus pede ao Pai a glória, isto é, o esplendor próprio de Deus, para a sua natureza humana. Mas não se pense que se trata duma súplica egoísta, pois Jesus pede uma glorificação que Lhe advirá da eficácia redentora da Paixão, Morte e Ressurreição a favor da Humanidade. A glória que o Verbo tinha como Deus desde toda a eternidade, antes que houvesse mundo, é uma glória que se havia de comunicar em plenitude à Humanidade assumida, em ordem a fazer participar dela os fiéis. Esta glória, que já tinha refulgido ocasionalmente durante a sua vida mortal (Jo 2, 11; 11, 4.40; cf. Mt 17, 2-5), havia de brilhar com a Ressurreição e na parusia (cf. Mt 24, 30; 25, 31).

9 «Não rogo pelo mundo». No entanto, Jesus veio para salvar o mundo (Jo 3, 16-17; 17, 28.21). Mas aqui o mundo é tomado no sentido negativo de potência hostil a Deus; são os próprios homens que recusam a graça e, na sua auto-suficiência, se fecham a Deus e à sua salvação (cf. Jo 6, 37.44.65). Esta oração sacerdotal é muito em particular pelos seus discípulos e por aqueles que hão-de vir a crer (v. 20).

 

Sugestões para a homilia

 

Recordamos os cristãos perseguidos

O Senhor ensinou-nos a rezar

Rezemos a Nossa Senhora

Recordamos os cristãos perseguidos

Felizmente podemos viver a nossa Religião sem ninguém nos perseguir. Mas, perseguições aos cristãos sempre as houve ao longo dos séculos. São Pedro (2.ª Leitura) conforta os cristãos perseguidos no seu tempo, recordando-lhes que são felizes por serem ultrajados pelo nome de Jesus Cristo.

Neste século XXI também nós recordamos os nossos irmãos que, em diversos países onde há fanatismo e perseguição religiosa, sofrem por causa da sua Fé.

Lembramos aos povos que o direito à liberdade religiosa deve ser respeitado em todo o mundo.

Lembramos aos governantes que devem defender todos os cidadãos para que possam viver livremente a sua Fé.

Lembramos ao Senhor na nossa oração os cristãos perseguidos pois Ele estará com todos para lhes dar a coragem necessária a fim de permanecerem fiéis.

O Senhor ensinou-nos a rezar

O Evangelho diz-nos que o Senhor rezava muito por nós a Seu eterno Pai: «Manifestei o Teu nome aos homens… É por eles que Eu rogo… ».

Os Apóstolos não esqueceram o exemplo de Jesus. Após a Sua subida ao Céu, perseveraram unidos pela oração. E não nos passa despercebido o facto de com eles estar Maria, Mãe de Jesus (1.ª Leitura).

Rezemos também nós com Maria nossa Mãe. Em 1917 veio a Fátima trazer uma mensagem de salvação para o mundo com o apelo à conversão e à oração.

Gravámos na nossa memória a imagem do Papa João Paulo II a rezar em Fátima… Alegramo-nos com a sua beatificação, ocorrida no passado dia 1 de Maio. Que reze connosco a Maria para que o Senhor abençoe a Santa Igreja e salve o Mundo!

Rezemos a Nossa Senhora

Senhora Mãe de Jesus e nossa Mãe, ajuda-nos a afastar o mal e a praticar unicamente a vontade de Jesus!

Virgem Poderosa, aos Teus filhos desanimados perante as dificuldades que os afligem concede a virtude da Esperança!

Saúde dos enfermos e Consoladora dos Aflitos, fica com todos os que sofrem para que ofereçam a sua cruz ao Senhor!

Rainha da Paz, não esqueças os países destruídos pela guerra para que o ódio e a vingança dêem lugar ao perdão e ao amor!

Tu que és a Porta do Céu, ajuda-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para tornarmos o mundo melhor pois só assim mereceremos um dia a recompensa da bem-aventurança eterna!

Profetizaste em Fátima: «Por fim o Meu imaculado coração triunfará…». Que esse dia, querida Mãe do Céu, chegue rapidamente para que a felicidade e a alegria sejam uma realidade permanente no rosto de todos nós!

 

 

Fala o Santo Padre

 

«Foi por nós que Jesus desceu do Céu e por nós a ele ascendeu.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Celebra-se hoje em vários Países, entre os quais a Itália, a solenidade da Ascensão de Cristo ao Céu, mistério da fé que o Livro dos Actos dos Apóstolos situa quarenta dias depois da ressurreição (cf. Act 1, 3-11), e é por isso que no Vaticano e em algumas Nações do mundo ele já foi celebrado na quinta-feira passada. Depois da Ascensão os primeiros discípulos permanecem reunidos no Cenáculo em volta da Mãe de Jesus, em fervorosa expectativa do dom do Espírito Santo, prometido por Jesus (cf. Act 1, 14). […]

Nos seus discursos de despedida dos discípulos, Jesus insistiu muito sobre a importância da sua "ida para o Pai", coroamento de toda a sua missão: de facto, Ele veio ao mundo para reconduzir o homem para Deus, não a nível ideal como um filósofo ou um mestre de sabedoria mas realmente como pastor que deseja reconduzir as ovelhas ao redil. Este "êxodo" para a pátria celeste, que Jesus viveu em primeira pessoa, Ele enfrentou-o totalmente por nós. Foi por nós que desceu do Céu e por nós a ele ascendeu, depois de se ter feito em tudo semelhante aos homens, humilhado até à morte de cruz, e depois de ter tocado o abismo da máxima distância de Deus. Precisamente por isso o Pai se gloriou n'Ele e O "exaltou" (Fl 2, 9), restituindo-Lhe a plenitude da sua glória, mas agora com a nossa humanidade. Deus no homem o homem em Deus:  esta é já uma verdade não teórica mas real. Por isso a esperança cristã, fundada em Cristo, não é uma ilusão mas, como diz a Carta aos Hebreus, "nela nós temos uma âncora da nossa vida" (Hb 6, 19), uma âncora que se introduz no Céu onde Cristo nos precedeu.

E do que tem mais necessidade o homem de todos os tempos, a não ser disto:  de uma ancoragem firme para a própria existência? Eis então de novo o sentido maravilhoso da presença de Maria entre nós. Dirigindo o olhar para ela, como os primeiros discípulos, somos imediatamente inseridos na realidade de Jesus:  a Mãe remete para o Filho, que deixou de estar fisicamente entre nós, mas aguarda-nos na casa do Pai. Jesus convida-nos a não permanecer a olhar para o alto, mas a estar juntos, unidos na oração, para invocar o dom do Espírito Santo. De facto, só quem "renasce do alto", isto é, do Espírito de Deus, está aberto à entrada no Reino dos céus (cf. Jo 3, 3-5), e a primeira "renascida do alto" é a Virgem Maria. Portanto, a ela nos dirigimos na plenitude da alegria pascal.

Papa Bento XVI, Regina Caeli, Domingo, 4 de Maio de 2008

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Para que o Papa, os Bispos, Presbíteros,

Diáconos, Religiosos e Leigos

vivam com alegria a sua vocação,

santificando a Igreja e tornando o mundo melhor,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que os homens que fomentam

a guerra, a violência e os atentados

se convertam a fim de podermos viver em paz,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que os cristãos chamados pelo Senhor

Lhe consagrem generosamente a vida,

dêem bom exemplo e façam apostolado,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que os esposos se amem como Cristo ama a Igreja,

os pais acolham os filhos como dom de Deus

e os filhos respeitem sempre os pais,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que os doentes, idosos, pobres e marginalizados

encontrem a ajuda de que precisam

nos familiares, amigos e profissionais de saúde,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que aqueles que conviveram connosco

e partiram à frente para a Casa do Pai

continuem vivos em nosso coração

e gozem a felicidade eterna no Céu,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai a Cristo Senhor, Az. Oliveira, NRMS 97

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Os Apóstolos conviveram com o Senhor que os chamou. Também nós nos podemos unir a Ele, recebendo-O na Sagrada Comunhão. Aproveitemos para O escutar, para O louvar, para Lhe agradecer, para Lhe pedir.

 

 

Cântico da Comunhão: O Hino da alegria, M. Faria, NRMS 21

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao longo das últimas semanas vivemos a alegria pascal. Jesus fascina-nos. Queremos viver com Ele anunciando- O ao mundo. Peçamos durante esta semana ao Divino Espírito Santo nos dê força e coragem para sermos bons cristãos.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 6-VI: Melhorar o conhecimento do Espírito Santo.

Act 19, 1-8 / Jo 16, 29-33

Eles responderam-lhes: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Vamos preparar-nos bem ao longo desta semana para conhecermos melhor o Espírito Santo: «Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos da luz em toda a espécie de bondade, justiça e verdade» (CIC, 1695).

«No mundo haveis de sofrer tribulações». Vamos pedir ao Espírito Santo o dom da fortaleza, que nos assegura a firmeza e a constância para alcançarmos o bem.

 

3ª Feira, 7-VI: A ‘hora de Jesus.

Act 20, 17-27 / Jo 17, 1-11

Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: Pai, chegou a hora.

«Chegou por fim a ‘hora de Jesus’ (Ev.). Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que pela sua morte vence a morte, de tal modo que ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, logo dá o Espírito Santo soprando sobre os discípulos. A partir dessa hora a missão de Cristo e do Espírito torna-se a missão a Igreja» (CIC, 730).

S. Paulo também reconhece que chegou a sua hora: «Eu sei que não tornareis a ver o meu rosto» (Leit.). O mais importante para ele era terminar os dias da sua vida e ter cumprido a missão que lhe fora confiada (Leit.).

 

4ª Feira, 8-VI: A defesa do rebanho pela vigilância.

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda os teus discípulos no meu nome.

«A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a oração sacerdotal de Jesus. Ele é, de facto, a oração do Sumo Sacerdote, inseparável do seu sacrifício, da sua passagem (Páscoa), deste mundo para o Pai, em que é inteiramente consagrado ao Pai» (CIC, 2747).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho» (Leit.). O Apóstolo previa que o seu rebanho seria atacado por homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos. Peçamos a Deus para que o Papa e os Bispos saibam defender os seus rebanhos.

 

5ª Feira, 9-VI: Oração pelos frutos da pregação.

Act 22, 30; 23, 6-11 / Jo 17, 20-26

Não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, graças às suas palavras.

Na sua oração sacerdotal Jesus pede pela unidade dos discípulos, para que seja igual à d’Ele com o Pai: «Foi por esta intenção que Jesus orou na hora da sua morte e não cessa de orar ao Pai pela unidade dos seus discípulos: ‘Que todos sejam um!’» (Ev.)» (CIC, 820).

E pede também pelos frutos da pregação dos discípulos (Ev.).Um deles foi certamente S. Paulo, a quem o Senhor pede para ir a Roma: «Coragem! Tal como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim tens de o dar também em Roma» (Leit.). E o Apóstolo nunca cessou de falar da Boa Nova, apesar das dificuldades.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio A. Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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