Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2011

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Estamos chegados ao fim de mais um mês de Maio, todo ele dedicado a Nossa Senhora, causa da nossa Alegria. É um mês que sempre deixa saudade em todos nós, filhos de Deus e de Maria Santíssima. A grande mensagem desta celebração em honra da Virgem Maria, diz-nos que o caminho que devemos seguir para continuar a viver na alegria que tanto desejamos, será imitando Nossa Senhora levando Jesus connosco e com Ele colocarmo-nos ao serviço dos outros.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Na visita que Nossa Senhora faz a sua prima Santa Isabel, está a concretizada a profecia de Sofonias. Nossa Senhora realiza a primeira procissão eucarística. Leva consigo o Senhor da Vida que revogou a sentença de morte que nos condenava, afastou a nossa desventura e a todos, consequentemente, encheu de grande alegria.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de Josias – Sof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avé (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Isaías 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: O Senhor, causa e fonte da verdadeira alegria, está connosco. Vivamos com fé a Sua alegre presença.

 

Refrão:        Exultai de alegria,

                     porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 45

 

Monição: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” Esta alegria vivida por Nossa Senhora, contagiou sua prima Santa Isabel e seu filho, que, no ventre materno, exultou de alegria. Esse mesmo Jesus está connosco. Vamos, com fé e alegria escutar a Sua Palavra.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

Naqueles dias, 39Maria pôs-Se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21; 22, 15-18 e 22, 19-20, sem a interrupção que aparece nos outros Sinópticos: vv 21-23).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no ventre (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente se poderiam ficar melhor expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

1. Jesus é a verdadeira fonte da alegria.

2. Esta alegria chegou até nós por Maria Santíssima.

3. Que devemos fazer para o feliz anúncio de tão consoladora realidade?

1. Jesus é a verdadeira fonte da alegria.

Santa Isabel reconhece que seu filho salta de alegria no seu ventre; S. Paulo ao vislumbrar as belezas de Deus, deixou escrito “...que jamais passou pela mente dos homens, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam.” Santo Agostinho, depois de buscar a felicidade por outros caminhos, afirma que só em Deus encontrou descanso, lastimando-se de O ter encontrado tão tarde.

Não restam dúvidas, como nos afirma Santo Agostinho, o nosso coração foi feito para Deus, só n’Ele encontrará a alegria de viver.

2. Esta alegria chegou até nós por Maria Santíssima.

Jesus, Deus e Homem verdadeiro, revelador por excelência do Amor infinito que o mesmo Deus nos tem, é filho da Virgem Santa Maria. Veio ao mundo, tendo assumido a natureza humana, em tudo semelhante à nossa, graças ao assentimento livre de Nossa Senhora. Como a humanidade se deve sentir agradecida a Maria Santíssima! A Sua missão sublime foi também, tal como a de Seu Filho, de grande sofrimento, merecendo, com toda a razão o título de Corredentora da Humanidade, Nossa Senhora das Dores.

Graças à disponibilidade de Maria Santíssima, que se confessa sinceramente “escrava do Senhor”, Jesus, o nosso grande Amigo e Redentor, veio ao mundo. Veio, para com Sua Palavra, Vida e morte na cruz, nos revelar o Amor infinito de Deus por nós, e quão sério é o problema da nossa salvação. Morre e fica connosco, realmente presente na Santíssima Eucaristia, em todos os Sacrários da Terra. Aí continua a fazer-nos companhia, a dar-nos alento, coragem e alegria.

3. Que devemos fazer para o feliz anúncio de tão consoladora realidade?

É confrangedor verificar tantas lágrimas de sofrimento. Vidas amarguradas, tantas delas a terminarem em suicídio. Foram e são tantos aqueles que, como o foi Santo Agostinho, procuram a felicidade em caminhos de ilusão, onde ela não existe.

É urgente anunciar os rumos da alegria, da verdadeira felicidade.

Esse anúncio, mais do que com palavras, deverá traduzir-se em actos. Como Maria Santíssima, cada um, conforme as suas possibilidades, deverá colocar-se ao serviço dos outros. Foi este espírito de serviço, que, como que deu asas a Nossa Senhora, para estar ao lado de Sua prima Isabel num momento particularmente necessário.

Além disso, Nossa Senhora, com este espírito de serviço, leva também consigo Aquele “que veio ao mundo para servir e não ser servido”. N’Ele e com Ele, Nossa Senhora amava.

É esse mesmo Jesus, que hoje continua a animar tantos irmãos e irmãs nossas para deixarem o carinho da família, os amigos e a terra em que nasceram, para estarem junto de crianças abandonadas, velhinhos, leprosos e tantos e tantos doentes espalhados pelo mundo.

É esta atitude que nos resta tomar: anunciar aos que nos rodeiam e sofrem Aquele que verdadeiramente os pode fazer felizes. Mesmo aqueles que em virtude da idade ou saúde não possam tomar iniciativas como as de Maria Santíssima, poderão com a oração, trabalho e sacrifício, fazer muito pelo seu semelhante.

Será pelo amor que um dia seremos julgados “Vinde benditos de Meu Pai, porque tive fome, tive sede, estava preso”... tinha uma vida sem sentido...e vieste ter comigo.

Com a intercessão e exemplo de Nossa Senhora, façamos tudo, o que estiver ao nosso alcance, pelos irmãos que vivem vidas sem sentido e por isso amarguradas.

 

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos e irmãs a Deus Pai, fonte de paz, alegria e Amor

Para que, por intermédio de Maria Santíssima,

Vivendo com entusiasmo a nossa fé,

 Sejamos instrumentos de felicidade para os outros,

Dizendo:

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

 

1.     Pela Santa Igreja

Para que, a mensagem de alegria que anuncia

Seja por todos homens compreendida

E vivida com entusiasmo,

Oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

2.     Pelos responsáveis das nações

Para que iluminados pela Verdade,

Que do Evangelho nos vem,

Sejam sempre fieis às leis divinas da Amor de Deus,

Oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

3.     Para que em todas as famílias

Se sinta a presença alegre de Jesus

E todos possam assim viver contentes,

Oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

4.     Por todos os que sofrem física ou moralmente,

Para que descubram o alívio que podem experimentar

Ao identificarem-se com Nosso Senhor Jesus Cristo,

Oremos, irmãos.

 

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

5.     Por todos os que já partiram para a eternidade,

Para que em breve possam usufruir todas as alegrias

No reino dos Céus,

Oremos, irmãos.

           

R. Senhor, escutai a nossa prece.

 

 

Deus, nosso Pai,

Por intermédio de Maria Santíssima, Medianeira de todas as graças,

Concedei-nos que sempre sintamos a presença amorosa,

De vosso Filho Jesus Cristo nos caminhos da vida,

E cheios de alegria, O anunciemos aos outros.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

A Comunhão é o encontro com o mesmo Jesus que fez saltar de alegria João no ventre de sua mãe. Vamos recebê-lO com muita fé para assim experimentar alegria semelhante e O podermos levar aos que ainda O desconhecem.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia)

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre vivo neste sacramento. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Como Maria Santíssima, vamos levar connosco Jesus, a verdadeira Fonte de Alegria e com a força, que de Jesus nos vem, estar ao serviço de nossos irmãos necessitados e carentes de afecto e compreensão.

Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 1-VI: Despertar a religiosidade.

Act 17, 15. 22-18, 1 / Jo 16, 12-15

Atenienses, vejo que sois os mais religiosos dos homens… Encontrei um altar com esta inscrição: Ao Deus desconhecido.

Desde sempre, o homem procurou traduzir a sua procura de Deus através de crenças e comportamentos religiosos: «Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso (Leit.)» (CIC, 282).

Às vezes parece desaparecer esta religiosidade, como consequência da «ignorância ou da indiferença religiosa, das preocupações do mundo e das riquezas, do mau exemplo dos crentes, das correntes de pensamento hostis à religião» (CIC, 29). Peçamos ajuda ao Espírito Santo: «Ele vos guiará para a verdade» (Ev.).

 

5ª Feira, 2-VI: Rogações: A construção de um mundo melhor

Act 17, 15. 22-18, 1 / Jo 16, 12-15

Senhor Deus, criador de todas as coisas… fazei que as nossas tarefas sirvam o progresso humano e a extensão do reino de Cristo (Oração Colecta)

As Rogações começaram a ser celebradas em Roma no século IV. Os cristãos foram tomando consciência de que, através do seu trabalho, colaboravam com Deus na obra da criação: «O trabalho humano procede imediatamente das pessoas criadas à imagem de Deus e chamadas a prolongar, umas com as outras, a obra da criação, dominando a terra… O trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrenas no Espírito de Cristo» (CIC, 2427).

As Rogações tiveram sempre um carácter penitencial e de compromisso sério pela construção de um mundo melhor.

 

6ª Feira, 3-VI: Vida com sentido de eternidade.

Act 18, 9-18 / Jo 16, 20-23

Havereis de chorar e de lamentar-vos, ao passo que o mundo se há-de alegrar…mas a vossa tristeza tornar-se-á em alegria.

Estas palavras do Senhor são-nos dirigidas. Com efeito, às vezes, parece-nos que aqueles que nada querem com Deus se divertem, gozam a vida, têm prosperidade nos negócios, enquanto nós, que procuramos seguir o Senhor, não temos tanto sucesso.

Mas o Senhor recorda-nos que o «verdadeiro sentido da vida do homem não se limita aos horizontes terrenos, mas se abre também para a eternidade» (João Paulo II). Este é igualmente o sentido das bem-aventuranças. Assim a nossa «tristeza tornar-se-á em alegria» (Ev.).

     

Sábado, 4-VI: A oração, respiração do cristão.

Act 18, 23-28 / Jo 16, 23-28

O que pedirdes ao Pai, Ele vo-lo dará em meu nome… Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.

Dirijamo-nos ao Pai como Jesus nos ensinou. «A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho… cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo a suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor» (CIC, 2761).

Apolo, depois de instruído por Priscila e Áquila, chegou a Acaia e «ajudava muito os fiéis com o auxílio da graça» (Leit.), isto é, pela oração que atrai a graça. Na verdade, a oração tem que ser como a respiração do cristão (João Paulo II).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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