aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

LEGISLAÇÃO CONTRA

CRIME FINANCEIRO

 

O porta-voz do Vaticano disse que a nova legislação sobre crimes financeiros e lavagem de dinheiro, promulgada por Bento XVI, é um passo significativo para garantir uma total “transparência, honestidade e responsabilidade”.

 

O Papa criou no passado dia 30 de Dezembro a “Autoridade para a Informação Financeira”, um organismo especial para prevenir e combater o branqueamento de capitais e vigiar as operações financeiras da Santa Sé.

"A promulgação das novas leis reveste-se de um significado moral e pastoral de longo alcance", afirmou o padre Federico Lombardi, director da sala de imprensa da Santa Sé.

Para o porta-voz do Vaticano, esta legislação responde à necessidade de prevenir os “riscos contínuos que estão inevitavelmente ligados à movimentação de dinheiro”.

O sacerdote diz que é preciso evitar “erros” que, rapidamente, se podem tornar motivo de “escândalo” na opinião pública.

Numa declaração transmitida pela «Rádio Vaticano», o padre Lombardi explicou que as novas regras se aplicam a todas as organizações ligadas à Igreja Católica.

O porta-voz do Vaticano disse que existia a “necessidade urgente” de criar um novo quadro de revisão e partilha de informação entre os vários corpos que existem para combater actividades criminosas no campo económico e financeiro.

“Hoje, 30 de Dezembro, o Papa assinou um documento de um género algo insólito para ele, mas de grande coragem e grande significado moral e espiritual. É uma bela maneira de concluir este ano, com um passo concreto na direcção da transparência e da credibilidade”, conclui o padre Lombardi.

A legislação sobre lavagem de dinheiro entra em vigor no dia 1 de Abril de 2011 e abre as portas para a entrada do Vaticano na chamada “lista branca” da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), que inclui os Estados que respeitam as normas contra branqueamento de capitais.

 

 

PEREGRINAÇÃO A ASSIS

A FAVOR DA PAZ

 

Bento XVI anunciou no primeiro dia de 2011 que se vai deslocar à cidade italiana de Assis, no próximo mês de Outubro, para assinalar o 25.º aniversário do encontro entre líderes religiosos então convocado por João Paulo II.

 

“No próximo mês de Outubro deslocar-me-ei como peregrino à cidade de São Francisco, convidando a unirem-se a mim, neste caminho, os irmãos cristãos das diversas confissões, os expoentes das tradições religiosas do mundo e, em espírito, todos os homens de boa vontade”, revelou, após a recitação da oração do Angelus.

No dia que a Igreja Católica dedica ao tema da paz, o actual Papa falou da necessidade de “renovar solenemente o empenho dos crentes de todas as religiões em viver a sua própria fé religiosa como serviço à causa da paz”.

A cidade de Assis, na Itália, está ligada à figura de S. Francisco (1182-1226), um dos santos mais populares no catolicismo, apresentado, entre outros, como exemplo de compromisso no diálogo entre as religiões.

Referindo-se ao tema do Dia Mundial da Paz 2011, Bento XVI observou que “as grandes religiões podem constituir um importante factor de unidade e de paz para a família humana”.

Para o Papa, “quando se reconhece efectivamente a liberdade religiosa, respeita-se na sua raiz a dignidade da pessoa humana”, reforçando “as próprias instituições e a convivência civil”.

«Liberdade Religiosa, caminho para a paz» foi o tema escolhido pelo Papa para a 44ª Jornada Mundial da Paz, celebrada na Igreja Católica, desde 1968, a 1 de Janeiro.

 

 

NOVO PREFEITO

PARA OS RELIGIOSOS

 

O Papa Bento XVI nomeou no passado dia 4 e Janeiro o arcebispo brasileiro João Braz de Aviz, de 63 anos, como novo Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

 

O até agora arcebispo de Brasília substitui no cargo o Cardeal esloveno Franc Rode, de 76 anos de idade, que atingira a idade máxima estipulada pelo direito canónico para exercer funções na Cúria Romana (75 anos).

D. João Braz de Aviz nasceu em 1947. Depois de estudar Filosofia no Seminário Maior "Rainha dos Apóstolos" de Curitiba e na Faculdade de Palmas, completou os estudos teológicos, em Roma, nas universidades pontifícias  Gregoriana e Lateranense.

Ordenado sacerdote em 1972, foi pároco em várias paróquias, reitor dos Seminários Maiores de Apucarana e Londrina, bem como professor de Teologia Dogmática no Instituto Teológico Paulo VI, em Londrina. 

Foi nomeado arcebispo de Maringá em 2002 e arcebispo de Brasília em 2004.

 

 

PRIMEIRO ORDINARIATO PESSOAL

PARA RECEBER FIÉIS ANGLICANOS

 

No passado dia 15 de Janeiro, a Santa Sé divulgou o seguinte comunicado sobre a erecção do primeiro Ordinariato Pessoal para receber fiéis que deixam a Igreja anglicana: 

 

“Em conformidade com as disposições da Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus do Papa Bento XVI, de 4 de Novembro de 2009, e após cuidadosa consulta com a Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e País de Gales, a Congregação para a Doutrina da Fé erigiu hoje um Ordinariato Pessoal no território da Inglaterra e País de Gales para os grupos de clérigos e fiéis anglicanos que expressaram o seu desejo de entrar em comunhão plena e visível com a Igreja Católica. O Decreto de Erecção especifica que o Ordinariato será conhecido como Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham e será colocado sob o patrocínio do Beato John Henry Newman.

“Este Ordinariato Pessoal é uma estrutura canónica que prevê uma reunião corporativa de tal modo que permite que os que eram anglicanos entrem em plena comunhão com a Igreja Católica, preservando os elementos de seu característico património anglicano. Com esta estrutura, a Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus procura conjugar, por um lado, o desejo de preservar as venerandas tradições espiritual, litúrgica e pastoral anglicanas, e, por outro lado, o desejo de que estes grupos e o seu clero estejam plenamente integrados na Igreja Católica.

“Por razões doutrinais, a Igreja não permite, em circunstância alguma, a ordenação de homens casados como Bispos. No entanto, a Constituição Apostólica prevê, sob certas condições, a ordenação como sacerdotes católicos de clérigos casados que eram anglicanos. Hoje, na Catedral de Westminster, em Londres, o Reverendíssimo Vincent Nichols, arcebispo de Westminster, ordenou para o sacerdócio católico três antigos Bispos anglicanos: Reverendo Andrew Burnham, Reverendo Keith Newton, e Reverendo John Broadhurst.

“Também hoje o Papa Bento XVI nomeou o reverendo Keith Newton como primeiro Ordinário do Ordinariato Pessoal de Nossa Senhora de Walsingham. Juntamente com o Reverendo Burnham e o Reverendo Broadhurst, o Reverendo Newton supervisará a preparação catequética dos primeiros grupos de anglicanos na Inglaterra e País de Gales que desejam ser recebidos na Igreja Católica, juntamente com seus pastores, na Páscoa, bem como o acompanhamento do clero que se prepara para a ordenação do sacerdócio católico por altura do Pentecostes.

“A disposição desta nova estrutura é coerente com o compromisso com o diálogo ecuménico, que continua a ser uma prioridade para a Igreja Católica. A iniciativa que conduziu à publicação da Constituição Apostólica e a erecção deste Ordinariato Pessoal proveio de diversos grupos de anglicanos que declararam que partilham a fé católica comum, tal como se expressa no Catecismo da Igreja Católica, e aceitam o ministério petrino como algo que Cristo quis para a Igreja. Para eles, chegou agora o tempo para expressar essa união implícita na forma visível da plena comunhão”.

 

O novo Ordinário Rev. Keith Newton

 

O Reverendo Keith Newton, nomeado pelo Santo Padre primeiro Ordinário do Ordinariato Pessoal agora criado, nasceu em Liverpool, em 1952, é casado, com três filhos.

Ordenado diácono na Igreja anglicana em 1975, e presbítero um ano depois, desempenhou diversos ministérios em Inglaterra e também no Malawi. Ordenado bispo anglicano em 2002, foi bispo sufragâneo do Arcebispo de Cantuária, primaz da Comunhão Anglicana, até ao ano passado.

Juntamente com a esposa foi recebido na plena comunhão com a Igreja Católica, na catedral de Westminster, no passado dia 1 de Janeiro, e ordenado sacerdote católico no dia 15 do mesmo mês.

 

 

CRISTÃOS FORÇADOS

A EMIGRAR

 

Bento XVI lembrou no domingo dia 16 de Janeiro os cristãos que são obrigados a deixar a sua terra, numa intervenção que assinalava o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, celebrado em toda a Igreja Católica.

 

“Muitas vezes, os cristãos sentem-se obrigados a deixar, com sofrimento, a sua terra, empobrecendo assim o país em que viveram”, lamentou o Papa, na recitação do Angelus, na Praça de São Pedro, Vaticano.

Lembrando a celebração deste Dia Mundial, Bento XVI convidou a reflectir sobre “a experiência de tantos homens e mulheres, tantas famílias, que deixam o seu próprio país em busca de melhores condições de vida”.

“Estas migrações são voluntárias, às vezes, mas outras vezes são forçadas por guerras ou perseguições e acontecem, como sabemos, em condições dramáticas”, acrescentou, destacando a acção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, actualmente presidido pelo português António Guterres.

Aos cristãos que fazem a opção de emigrar, o Papa pediu que essa decisão seja “uma ocasião para incrementar o dinamismo missionário da Palavra de Deus” e para que a fé atinja “novas fronteiras, novos ambientes”, atravessando “os povos e as culturas”.

O tema escolhido para a celebração, em 2011, foi «Uma só família humana», título da mensagem escrita pelo Papa e que, segundo Bento XVI, aponta “a meta da grande viagem através dos séculos: formar uma única família, naturalmente com todas as diferenças que a enriquecem, mas sem barreiras, reconhecendo-nos todos irmãos”.

 

 

RATIFICAÇÃO DO

CAMINHO NEOCATECUMENAL

 

Bento XVI recebeu no passado dia 17 de Janeiro sete mil membros do Caminho Neocatecumenal, entre eles cerca de dois mil seminaristas, junto com os seus iniciadores, Kiko Argüello e Carmen Hernández, para o envio de 230 famílias para 46 países do mundo.

 

Durante o encontro, o Papa quis sublinhar a aprovação eclesial que o Caminho Neocatecumenal recebeu nos últimos anos, à qual se soma a recente aprovação definitiva dos seus Directórios catequéticos.

Nos últimos anos, afirmou o Papa, “realizou-se com êxito o processo de redacção dos Estatutos do Caminho Neocatecumenal que, depois de um período razoável ad experimentum, teve a aprovação definitiva em Junho de 2008”.

“Outro passo significativo cumpriu-se durante estes dias, com a aprovação, obra dos competentes Dicastérios da Santa Sé, do Directório Catequético do Caminho Neocatecumenal”, acrescentou.

“Com estes selos eclesiais, o Senhor confirma hoje e confia-vos novamente este instrumento precioso que é o Caminho, de modo que possais, em filial obediência à Santa Sé e aos Pastores da Igreja, contribuir com um novo zelo e ardor para a redescoberta radical e gozosa do Baptismo e oferecer a vossa própria contribuição para a causa da Nova Evangelização”.

Por outro lado, o Papa falou aos membros do Caminho sobre a importância de buscar a comunhão com os Bispos e o restante Corpo eclesial. Recordando os próprios Estatutos do Caminho, recordou-lhes que este se coloca “ao serviço do Bispo como uma modalidade de actuação diocesana da iniciação cristã e da educação permanente na fé”.

Dirigindo-se de forma particular às famílias que irão em missão ad gentes, renovou o seu chamamento a “realizar uma nova presença eclesial em ambientes muito secularizados de vários países, ou em lugares nos quais a mensagem de Cristo ainda não chegou”.

Aos seminaristas e sacerdotes presentes, membros dos seminários diocesanos Redemptoris Mater da Europa, considerou-os um “sinal especial e eloquente dos frutos de bem que podem nascer da redescoberta da Graça do próprio Baptismo”.

 

 

ANÚNCIO DO EVANGELHO

NA ERA DIGITAL

 

No passado dia 24 de Janeiro, memória de S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, o Papa Bento XVI convidou os cristãos a estarem presentes “com criatividade consciente e responsável” na Internet e nas redes sociais, afirmando que estas se tornaram “parte integrante da vida humana” nos nossos dias.

“A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza partilhada”, afirma o Papa, na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2011, apresentada no Vaticano.

O tema escolhido para esta 45ª jornada é «Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital».

O Papa admite que as novas tecnologias “permitem que as pessoas se encontrem para além dos confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um novo mundo de potenciais amizades”.

A mensagem refere, no entanto, ser “importante nunca esquecer que o contacto virtual não pode nem deve substituir o contacto humano directo com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida”.

Neste sentido, Bento XVI defende que a transmissão do Evangelho nestes espaços virtuais deve ser “encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária”.

“Por isso, permanecem como fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé”, acrescenta.

“Comunicar o Evangelho através dos novos media significa, não só inserir conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de comunicar, opções, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele”, escreve ainda.

 

 

O “PÁTIO DOS GENTIOS”

 

O Conselho Pontifício da Cultura (CPC) anunciou no passado dia 27 de Janeiro o arranque oficial de um novo departamento do Vaticano, denominado «Pátio dos Gentios», que visa favorecer o intercâmbio e o encontro entre crentes e não crentes.

 

Segundo o Dicastério, presidido pelo cardeal Gianfranco Ravasi, esta “estrutura permanente” vai realizar a sua primeira iniciativa nos próximos dias 24 e 25 de Março, em Paris.

Na capital francesa, vão decorrer três colóquios sobre o tema «Religião, luz e razão comum»: na tarde do dia 24 de Março, na sede da UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura; na manhã de 25 de Março, Sexta-feira, na Universidade de Sorbonne; e à tarde, na Academia de França.

Depois dos colóquios, há lugar para uma “mesa-redonda" no Colégio dos Bernardinos, edifício histórico do século XIII.

O CPC anuncia ainda uma “festa” especialmente pensada para os mais jovens, tendo como tema «No pátio do Desconhecido», que vai ter lugar na catedral Notre Dame de Paris, no dia 25 de Março, com “música, espectáculos e um encontro de reflexão”, seguindo-se uma vigília de oração e uma meditação.

O «Pátio dos Gentios» evoca o espaço homónimo que, no antigo Templo de Jerusalém, hospedava os não judeus.

O CPC, segundo as tarefas definidas em 1988 por João Paulo II, tem como missão promover as relações entre a Santa Sé e o mundo da cultura, “a fim de que a civilização do homem se abra cada vez mais ao Evangelho, e os cultores das ciências, das letras e das artes se sintam reconhecidos pela Igreja como pessoas ao serviço da verdade, do bem e do belo”.

 

 

YOUCAT – CATECISMO

PARA A JUVENTUDE

 

O Papa Bento XVI convidou os jovens de todo o mundo a descobrirem a fé cristã, conhecendo os ensinamentos da Igreja Católica como “um informático conhece o sistema operativo de um computador”.

 

A comparação faz parte do prefácio da obra «Youcat», um documento de preparação para a Jornada Mundial da Juventude 2011 (JMJ), que vai ter lugar em Madrid, Espanha, no próximo mês de Agosto, com a presença de dezenas de milhares de participantes e do próprio Papa.

“Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude de hoje, mas eu não acredito nessa afirmação e tenho certeza de que estou certo. A juventude não é tão superficial como muitos dizem, os jovens querem saber o que é realmente a vida”, escreve Bento XVI.

Segundo o Papa, o catecismo é uma obra que contém as formulações essenciais da doutrina cristã, “interessante porque nos fala do nosso próprio destino e, portanto, está intimamente relacionado com cada um de nós”.

A obra «Youcat», com cerca de 300 páginas, disponível em sete línguas, apresenta um conjunto de perguntas e respostas sobre as “verdades de fé contidas no Catecismo da Igreja Católica”.

A iniciativa partiu dos bispos austríacos, liderados pelo Cardeal Christoph Schoenborn, visando oferecer aos participantes na JMJ uma espécie livro de bolso sobre a fé.

Teólogos, peritos na catequese e juventude, criaram o «Youcat», um catecismo jovem em quatro capítulos: «Em que acreditamos», «A celebração do mistério cristão», «A Vida de Cristo» e «A Oração na vida cristã».

 

 

IMPORTÂNCIA DA JUSTIÇA

DENTRO DA IGREJA

 

“O Povo de Deus que peregrina na terra não poderá realizar a sua identidade de comunidade de amor se nele não se respeitarem as exigências da justiça” – disse o Santo Padre, recebendo, no passado dia 4 de Fevereiro, os participantes na assembleia plenária do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica.

 

O Papa sublinhou que dirimir as controvérsias no interior da Igreja é “um serviço de primária importância”. “Predispor instrumentos de justiça … constitui a oferta de um lugar de diálogo e de restabelecimento da comunhão na Igreja”.

“De facto, se é verdade que há que enfrentar a injustiça antes de mais com as armas espirituais da oração, da caridade, do perdão e da penitência, contudo não se pode excluir, em alguns casos, a oportunidade e necessidade de a enfrentar com os instrumentos processuais, que constituem, antes de mais, lugares de diálogo, que por vezes conduzem à concórdia e à reconciliação”.

“Quando não é possível superar pacificamente uma controvérsia – observou o Papa –, o desenrolar do processo contencioso administrativo comportará a definição judicial da controvérsia: também neste caso, a actividade do Supremo Tribunal visa a reconstituição da comunhão eclesial, ou seja, o restabelecimento de uma ordem objectiva conforme ao bem da Igreja”.

“Só o restabelecimento desta comunhão – justificado com a motivação da decisão judicial – pode conduzir a uma autêntica paz e concórdia no tecido eclesial. É esse o significado do conhecido princípio: Opus iustitiae pax”.

Bento XVI recordou que a actividade deste Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica visa assegurar a correcta e eficiente administração da justiça na Igreja, o que implica que em cada diocese exista um número suficiente de pessoas preparadas para o solícito funcionamento dos tribunais eclesiásticos. “É uma obrigação grave tornar a actuação institucional da Igreja nos tribunais cada vez mais próxima dos fiéis” – advertiu o Papa.

 

 

NÃO A CONFISSÕES

NO IPHONE

 

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou hoje que nenhuma aplicação informática pode substituir o “diálogo pessoal” na confissão, afastando, por exemplo, a possibilidade de se criar um confessionário «virtual» no «iPhone».

 

“É essencial perceber bem que o sacramento da penitência requer necessariamente o diálogo pessoal entre penitente e confessor e a absolvição por parte do confessor presente”, disse, em declarações aos jornalistas.

O director da sala de imprensa comentava notícias divulgadas em vários órgãos de comunicação social a respeito da aplicação «Confession» para iPhone ou iPad, apresentada como uma “confissão” no telemóvel ou no computador, respectivamente.

Para o padre Lombardi, “não se pode falar, de forma alguma, em «confissão por iPhone»”.

“Num mundo em que muitas pessoas usam suportes informáticos para ler e reflectir”, acrescentou, “não se pode excluir que alguém reflicta, em preparação para a confissão, apoiando-se em instrumentos digitais, como fazia, no passado, em textos e perguntas escritas num papel”.

Na realidade, a aplicação «Confession» é apresentada como uma ajuda para a preparação deste momento e não como alternativa à forma tradicional do sacramento da Igreja Católica, criando exames de consciência personalizados para tornar a confissão mais simples.

A aplicação fora apresentada nos Estados Unidos da América pelos irmãos Patrick e Chip Leinen, com a ajuda de um amigo e de dois sacerdotes católicos, tendo recebido a aprovação do bispo Kevin C. Rhoades, da diocese de Fort Wayne-South Bend.

 

 

VIAGENS DO PAPA

PARA 2011

 

O calendário das viagens que Bento XVI tem previstas para 2011 incluem visitas a quatro países: Croácia, Espanha, Alemanha e Benim; para além de quatro deslocações a dioceses italianas.

 

A primeira viagem vai decorrer em solo italiano, com uma visita a Aquileia e Veneza, de 7 a 8 de Maio.

Bento XVI visita depois a Croácia, nos dias 4 e 5 de Junho, numa viagem em que vai visitar o túmulo do beato Cardeal Stepinac, que sofreu no regime comunista.

Duas semanas depois, a 19 de Junho, tem lugar a visita pastoral à diocese de São Marino-Montefeltro.

Em Agosto, acontece a terceira viagem de Bento XVI à Espanha, para participar na Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, de 18 a 21 de Agosto.

O mês de Setembro tem duas viagens apostólicas marcadas: no dia 11, a Ancona (Itália), para a conclusão do congresso eucarístico internacional; e de 22 a 25 para a visita à Alemanha, com passagens por Berlim, Friburgo e Erfurt.

A 9 de Outubro, o Papa visita novamente uma localidade italiana, Lamezia Terme.

A última viagem prevista para 2011 será a segunda de Bento XVI a solo africano, tendo como destino o Benim, de 18 a 20 de Novembro, para a celebração dos 150 anos da evangelização deste país.

Nesta ocasião, o Papa vai entregar aos bispos africanos a exortação apostólica fruto do Sínodo especial para a África que decorreu no Vaticano, em Outubro de 2009.

 


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