2º Domingo do Advento

05 de Dezembro de 2004

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Preparai os caminhos do Senhor, M. Carneiro, NRMS 95-96

cf. Is 30, 19.30

Antífona de entrada: Povo de Sião: eis o Senhor que vem salvar os homens. O Senhor fará ouvir a sua voz majestosa na alegria dos vossos corações.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Este domingo do Advento está marcado por duas vertentes: a) «Não mais praticarão o mal nem a destruição... o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar» (Primeira Leitura); b) «Preparai o caminho Senhor, endireitai as suas veredas» (Evangelho). Por um lado o que Cristo deseja que aconteça; e por outro o que o homem livremente deve realizar.

 

Oração colecta: Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O rebento (Jesus) que brotará de Jessé (David) não julgará segundo as aparências. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo.

 

Isaías 11, 1-10

Naquele dia, 1sairá um ramo do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes. 2Sobre ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Deus. 3Animado assim do temor de Deus, não julgará segundo as aparências, nem decidirá pelo que ouvir dizer. 4Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o chicote da sua palavra atingirá o violento e com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio. 5A justiça será a faixa dos seus rins e a lealdade a cintura dos seus flancos. 6O lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito; o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir. 7A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi. 8A criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora. 9Não mais praticarão o mal nem a destruição em todo o meu santo monte: o conhecimento do Senhor encherá o país, como as águas enchem o leito do mar. 10Nesse dia, a raiz de Jessé surgirá como bandeira dos povos; as nações virão procurá-la e a sua morada será gloriosa.

 

O texto da leitura é um dos mais belos poemas do messianismo davídico, e uma das mais notáveis profecias messiânicas de todo o A.T.; faz parte do chamado «Livro do Emanuel», sete capítulos de Isaías de singular densidade messiânica (Is 6–12).

1 «Jessé» (Yixái, na Bíblia hebraica) é o pai de David, o «tronco» que deu origem a um «rebento», um ramo, que é evidentemente o Messias, Jesus Cristo.

2 «Sobre ele repousará o Espírito do Senhor» (cf. Mt 3,16; Lc 4,18). Neste texto fundamenta-se o número septenário da Teologia dos dons do Espírito Santo. Podia alguém estranhar que na tradução não se fale do «espírito de piedade», como na tradução dos LXX e na Vulgata. Mas a letra do original hebraico (sem variantes) não regista a «piedade», tendo sido seguido pela Neovulgata e pela nossa tradução litúrgica. No entanto o suposto acrescento (para se obter o número 7, número de plenitude) da tradução grega dos LXX e da latina de S. Jerónimo não é arbitrário; com efeito, há no original hebraico uma repetição do «temor de Deus», nos vv. 2 e 3, e o termo hebraico «yiráh» tanto pode significar «reverência» como «temor», e daí a tradução no v. 2 por «piedade» e no v. 3 por «temor»; como o espírito do temor de Yahwéh de que aqui se fala é sem dúvida, o do temor filial, pode considerar-se legítimo o desdobramento ou explicitação feita pelo tradutor grego dos LXX (que alguns antigos e modernos consideram inspirado), no que foi seguido por S. Jerónimo, na Vulgata.

5 A figura da «faixa» e da «cintura» é um hebraísmo com que se designa a actividade, uma vez que estas se costumam usar para cingir a roupa a fim de se trabalhar mais expeditamente; corresponde pois a dizer que o Messias «actuará com justiça e lealdade».

6-9 A paz que trará o Messias é descrita deste modo paradisíaco e idílico tão belo, diríamos que ideal e utópico. No entanto, a paz que Cristo traz aos corações e à própria Humanidade supera o que as imagens fazem supor: é «um rio de paz» (Is 66, 12).

10 «A raiz de Jessé», isto é, o Messias, descendente do rei David, filho de Jessé, unirá todos os povos sob um único estandarte, daí o chamar-lhe a «bandeira dos povos» (gentios), que serão atraídos («virão procurá-la») a Cristo na sua Igreja.

 

Salmo Responsorial    Salmo 71 (72), 2.7-8.12-13.17 (R. cf. 7)

 

Monição: O Salmo que a Assembleia Cristã proclama – no dia de hoje – enche-a de alegria, porque o «Senhor lhe concederá a justiça e a paz para sempre».

 

Refrão:        Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

 

Ó Deus, dai ao rei o poder de julgar

e a vossa justiça ao filho do rei.

Ele governará o vosso povo com justiça

e os vossos pobres com equidade.

 

Florescerá a justiça nos seus dias

e uma grande paz até ao fim dos tempos.

Ele dominará de um ao outro mar,

do grande rio até aos confins da terra.

 

Socorrerá o pobre que pede auxílio

e o miserável que não tem amparo.

Terá compaixão dos fracos e dos pobres

e defenderá a vida dos oprimidos.

 

O seu nome será eternamente bendito

e durará tanto como a luz do sol;

nele serão abençoadas todas as nações,

todos os povos da terra o hão-de bendizer.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo vem salvar a todos, acolher a todos. «Cristo se fez servidor dos judeus para manifestar a fidelidade de Deus»; e também os gentios dão glória a Deus pela sua misericórdia.

 

Romanos 15, 4-9

Irmãos: 4Tudo o que foi escrito no passado foi escrito para nossa instrução, a fim de que, pela paciência e consolação que vêm das Escrituras, tenhamos esperança. 5O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, 6para que, numa só alma e com uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. 7Acolhei-vos, portanto, uns aos outros, como Cristo vos acolheu, para glória de Deus. 8Pois Eu vos digo que Cristo Se fez servidor dos judeus, para mostrar a fidelidade de Deus e confirmar as promessas feitas aos nossos antepassados. 9Por sua vez, os gentios dão glória a Deus pela sua misericórdia, como está escrito: «Por isso eu Vos bendirei entre as nações e cantarei a glória do vosso nome».

 

4 S. Paulo acentua o valor e utilidade da Sagrada Escritura, como em 2 Tim 3, 16. A sua leitura e meditação produz frutos muito concretos: «a paciência» e a «consolação», que levam a manter firme a «esperança» em Deus.

 

Aclamação ao Evangelho       Lc 3, 4.6

 

Monição: Preparemos os caminhos do Senhor, para vermos a salvação de Deus.

 

Aleluia

 

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas

e toda a criatura verá a salvação de Deus.

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

 

Evangelho

 

São Mateus 3, 1-12

1Naqueles dias, apareceu João Baptista a pregar no deserto da Judeia, 2dizendo: «Arrependei-vos, porque está perto o reino dos Céus». 3Foi dele que o profeta Isaías falou, ao dizer: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas’». 4João tinha uma veste tecida com pêlos de camelo e uma cintura de cabedal à volta dos rins. O seu alimento eram gafanhotos e mel silvestre. 5Acorria a ele gente de Jerusalém, de toda a Judeia e de toda a região do Jordão; 6e eram baptizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7Ao ver muitos fariseus e saduceus que vinham ao seu baptismo, disse-lhes: «Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? 8Praticai acções que se conformem ao arrependimento que manifestais. 9Não penseis que basta dizer: ‘Abraão é o nosso pai’, porque eu vos digo: Deus pode suscitar, destas pedras, filhos de Abraão. 10O machado já está posto à raiz das árvores. Por isso, toda a árvore que não dá fruto será cortada e lançada ao fogo. 11Eu baptizo-vos com água, para vos levar ao arrependimento. Mas Aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu e não sou digno de levar as suas sandálias. Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. 12Tem a pá na sua mão: há-de limpar a eira e recolher o trigo no celeiro. Mas a palha, queimá-la-á num fogo que não se apaga».

 

Os quatro Evangelhos coincidem em que a pregação de Jesus é precedida de uma preparação do povo com a pregação de João Baptista, como o último dos profetas que anuncia imediatamente a vinda de Jesus. A referência ao local onde pregava – «no deserto» – não parece ser uma simples indicação topográfica, mas parece ir mais longe, com a alusão ao lugar onde teve início o antigo povo de Deus, com a aliança do Sinai. De qualquer modo, o deserto da Judeia não significa uma zona literalmente desértica, mas uma região árida e de pouca vegetação. Não é descabido pensar que João, de família sacerdotal, tivesse aderido ao movimento renovador dos essénios.

2 «Arrependei-vos». O texto original também se podia traduzir por convertei-vos, isto é, mudai o coração, mudai o pensar (metanoeîte); não se trata de um mero mudar de rumo na vida, mas duma atitude interior de sincero arrependimento, a atitude de quem se reconhece pecador e humildemente vai rectificar, mesmo à custa de sacrifício (penitência); daí a tradução da Vulgata e da Neovulgata (poenitentiam agite).

«Reino dos Céus», expressão habitual em S. Mateus, equivalente a Reino de Deus, mas evitando pronunciar o nome inefável de Deus. «Está perto o reino…», isto é, uma especialíssima intervenção salvadora de Deus, para estabelecer o seu soberano domínio misericordioso, que libertará o homem da escravidão do pecado, do demónio e da morte. Este reino, ou reinado de Deus, manifesta-se na palavra, obra e sobretudo na própria Pessoa de Cristo, que é quem o vem realizar no grau mais elevado e mais puro, sem as excrescências materialistas do nacionalismo teocrático (como pensavam os judeus contemporâneos do Senhor). Mas o reino de Deus só terá a sua perfeita consumação quando Jesus Cristo vier pela segunda vez no fim dos tempos (cf. 1 Cor 15, 24). Neste tempo intermédio, entre as duas vindas do Senhor, a Igreja é já o reino de Deus, enquanto que é a comunidade salvífica, presença sacramental de Cristo a congregar e conduzir os homens à salvação eterna (cf. Vaticano II, LG 5).

3 «Uma voz daquele que clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor...’». Segundo o texto de Isaías, aquele que clama é o Profeta, um arauto de Deus (uma figura do Baptista), a incitar a abrir o caminho do regresso do exílio, um caminho de Deus, isto é, um caminho que Deus proporciona ao seu povo que Ele quer reconduzir e salvar. Este regresso é concebido como um novo Êxodo, daí a referência ao deserto, noção muito rica: lugar privilegiado de encontro com Deus, de aliança, de purificação, de desinstalação, de preparação para a entrada na terra prometida. Por isso era também no deserto que os essénios de Qumrã e de outros lugares se preparavam naqueles tempos para a vinda do Messias; no deserto pregava João e para o deserto se retirou Jesus no início da sua vida pública.

4-5 Nunca se diz que João vestia uma pele de camelo, como às vezes se pensa, mas que se vestia com «pêlos (ou lã) de camelo». O mel silvestre não parece ser mel de abelhas selvagens, mas algum insípido melaço segregado por plantas daquela zona, talvez da tamargueira, abundante junto a Jericó, nas margens do Jordão, onde João baptizava. A pregação de João, o seu estilo de vida e até a própria apresentação à maneira do profeta Elias (cf. 2 Reis 1, 8) eram de molde a produzir tal impacto que arrastava as multidões, como também atesta um autor judeu da época (Flávio José, Antiquitates, 18, 5, 2).

11 O baptismo de João não tinha a força de produzir na alma a graça da justificação e só valia enquanto punha em evidência as boas disposições do sujeito e as confirmava, ajudando as pessoas a disporem-se para a iminente chegada do Messias. O Baptismo de Jesus é «no Espírito Santo e em fogo»: tem a virtude de produzir a graça pela acção de Cristo no sujeito e não pelos méritos de quem o recebe ou administra. O fogo parece ser antes uma imagem da eficácia purificadora e renovadora do Espírito Santo na alma do baptizado. Autores há que pensam que talvez o Baptista se movesse num plano veterotestamentário, não designando o Baptismo de água, mas uma grande efusão do Espírito Santo para os que se arrependessem e um fogo condenatório (v. 12) para os impenitentes. Isto não parece tão provável, nem é tão óbvio. Note-se que nem o baptismo de João, nem o de Jesus aparecem como algo estranho ou chocante: inseriam-se nos costumes diários dos Judeus que praticavam muitas abluções rituais, nomeadamente o baptismo dos prosélitos, que da gentilidade abraçavam o judaísmo.

 

Sugestões para a homilia

 

1. O Messias apresentado por Isaías

«Do tronco de Jessé (David) brotará um rebento (Jesus). Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor. Não julgará segundo as aparências. Julgará os infelizes com justiça e com sentenças rectas os humildes do povo. Com o sopro dos seus lábios exterminará o ímpio.»

Este programa de Cristo deve encher-nos de esperança. Ainda não é uma realidade mas há-de sê-lo um dia. Tudo depende de nós. O Senhor promete e nós iremos colaborar.

Jovens, este é o caminho que dá sentido a vossas vidas. Lutai com Cristo, para que este programa se concretize. Não desanimeis frente às dificuldades. Pais, coragem. Com Cristo venceremos. Ainda que falhemos cem vezes, outras tantas nos levantaremos. Não estranheis que também os vossos filhos vacilem, caiam, desanimem.

Perante as dificuldades mantenhamos a alegria, o espírito desportivo e a esperança.

2. O Cristo anunciado por João Baptista

«Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus. Não basta dizer que Abraão é o nosso pai.

Toda a árvore que não dá fruto é cortada e lançada ao fogo... Eu não sou digno de levar as suas sandálias... Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo. Recolherá o trigo no celeiro... mas a palha queimá-la-á num fogo que não se apaga».

A linguagem de João Baptista é mais dura, mais acutilante. É um apelo à tomada de posições perante Aquele que já está no meio dos homens.

João Baptista pergunta-nos, hoje: –De que lado estás? Por Cristo ou contra Cristo? Que fazes para cumprir o que te pede? Não penses que Cristo é contra a existência de um mundo melhor para todos! Sem Ele não se construirá esse mundo melhor por que tanto suspira a Humanidade.

3. Alguns dados a partir da Segunda Leitura

O Senhor recomenda na Segunda Leitura: «Pela paciência e consolação que vêm das Escrituras tenhamos esperança... O Deus da paciência e da consolação vos conceda que alimenteis os mesmos sentimentos uns para com os outros, imitando Cristo Jesus, para que, numa só alma e com uma só voz, glorifiqueis a Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Acolhei-vos, portanto, como Cristo vos acolheu... Cristo fez-se servidor dos judeus... e os gentios dão glória a Deus»

Vivamos, portanto, para nos acolhermos. O homem de hoje, batido por muitas dificuldades, espera que o acolham. O marido, quando chega a casa, precisa de quem o acolha... Mas ainda não está ninguém em casa... A mãe espera ser acolhida, mas o marido está farto de esperá-la... Os filhos precisam de ser acolhidos mas os pais já não têm paciência para tal.

Neste mundo – nada acolhedor – só resta pedir a Cristo que nos acolha e nos torne acolhedores.

Sugestão para o Advento

Estamos no Ano da Eucaristia. Cada pessoa, que hoje veio à celebração da Eucaristia (Santa Missa), trará consigo alguém amigo, no próximo domingo. Que no dia de Natal, a nossa Comunidade Paroquial tenha na celebração da Eucaristia mais participantes.

Esta será a melhor prenda que podereis oferecer a Jesus.

 

Fala o Santo Padre

 

«Toda a liturgia do Advento nos convida a ir ao encontro de Cristo que nos vem salvar.»

 

1. «Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas!» (Lc 3, 4). Neste segundo Domingo do Advento ressoa com vigor este convite de São João Baptista. Brado profético que continua a repercutir-se nos séculos. Também o sentimos nesta nossa época, enquanto a humanidade prossegue o seu caminho na história. Aos homens do terceiro milénio, em busca de serenidade e de paz, ele indica o caminho que é preciso percorrer.

2. Toda a liturgia do Advento faz eco ao Precursor, convidando-nos a ir ao encontro de Cristo que nos vem salvar. Preparamo-nos a reevocar o seu nascimento ocorrido há cerca de dois mil anos; renovamos a nossa fé no seu advento glorioso no final dos tempos. Predispomo-nos, ao mesmo tempo, a reconhecer que ele está no meio de nós: de facto, Ele visita-nos também nas pessoas e nos acontecimentos quotidianos.

3. Nosso modelo e guia neste itinerário espiritual típico do Advento é Maria, aquela que é muito mais bem-aventurada porque acreditou em Cristo e porque o gerou fisicamente (cf. Santo Agostinho, Serm., 25, 7: PL 46, 937). Nela, preservada imaculada de qualquer pecado e repleta de graça, Deus encontrou a «terra fértil», na qual depositou a semente da nova humanidade.

Ajude-nos a Virgem Imaculada, que nos dispomos a celebrar amanhã, a preparar bem «o caminho do Senhor» em nós próprios e no mundo.

 

João Paulo II, Angelus, 7 de Dezembro de 2003

 

Oração Universal

 

Queridos Irmãos:

Hoje é dia de acção de graças pelas dádivas que Cristo nos oferece

e de súplica para que trilhemos os caminho da conversão.

Aguardando a vinda de Jesus Cristo, digamos com fé e esperança:

Vinde, Senhor, e convertei os nossos corações.

 

1.  Pelo Santo Padre, Bispos, sacerdotes e fiéis,

para que, trilhem os caminhos da santidade,

oremos.

 

2.  Pelas crianças e pelos jovens,

para que se apaixonem por Cristo e

O tenham como seu melhor Amigo,

oremos.

 

3.  Pelos que promovem gestos de paz, de acolhimento e conversão;

pelos doentes e todos os que mais sofrem,

oremos.

 

4.  Para que todos nós, aqui presentes,

preparemos os caminhos do Senhor e

tenhamos um Natal mais centrado em Cristo,

oremos.

 

5.  Para que a nossa vida de Cristãos seja alegre,

mortificada, feliz e desportiva,

oremos.

 

6.  Por todas as almas do purgatório,

sobretudo as mais esquecidas,

oremos.

 

Senhor, que quereis instaurar a paz no mundo, dai-nos a graça da conversão.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para Vós Senhor, B. Salgado, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Olhai benignamente, Senhor, para as nossas humildes ofertas e orações e, como diante de Vós não temos méritos, ajudai-nos com a vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Advento I: p. 453 [586-698] ou I/A p. 454

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Através da Comunhão frequente, bem preparada e vivida, nascerá a justiça e a paz para sempre.

 

Cântico da Comunhão: Povos que caminhais, J. Santos, NRMS 64

Bar 5, 5; 4, 36

Antífona da comunhão: Levanta-te, Jerusalém, sobe às alturas e vê a alegria que vem do teu Deus.

 

Cântico de acção de graças: O Anjo do Senhor, M. Simões, NRMS 31

 

Oração depois da comunhão: Saciados com o alimento espiritual, humildemente Vos pedimos, Senhor, que, pela participação neste sacramento, nos ensineis a apreciar com sabedoria os bens da terra e a amar os bens do Céu. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Preparemos o caminho do Senhor, para que Jesus nasça em todos os corações.

 

Cântico final: O Senhor virá governar, F. da Silva, NRMS 7 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

2ª SEMANA

 

2ª feira, 6-XII: Eucaristia e conversão.

Is 35, 4-7 / Lc 5, 17-26

Então, os olhos dos cegos hão-de abrir-se, e descerrar-se os ouvidos dos surdos. Então, o coxo saltará de alegria.

Conforme é anunciado pelo profeta, a vinda do Messias proporcionará acontecimentos extraordinários (cf. Leit.). E, ao ver a actuação de Jesus, todos exclamavam: «Vimos hoje maravilhas» (Ev.). E a maior maravilha foi o perdão dos pecados ao paralítico.

«A Eucaristia e a Penitência são dois sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da Cruz...isso significa que deriva dele uma contínua exigência de conversão, de resposta pessoal à exortação que S. Paulo dirigia aos cristãos de Corinto: 'suplicamo-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus'» (IVE, 37).

 

3ª feira, 7-XII: Acolhimento do Senhor: purificação.

Is 40, 1-11 / Mt 18, 12-14

Olhai que o Senhor vai chegar...É como Pastor que apascenta o seu rebanho.

De acordo como profeta, o Messias será o bom Pastor, que cuida de todas as ovelhas do seu rebanho (cf. Leit.). E Jesus exercitará essa tarefa, procurando que todas as ovelhas se salvem: «não é da vontade de meu Pai...que se perca um único sequer destes pequeninos» (Ev.).

Preparemos a vinda do Senhor, purificando a nossa alma de todos os males, recebendo com maior contrição o sacramento da Penitência, e renovando os actos de contrição ao longo do dia, sempre que alguma coisa não nos correr bem, tal como o sangue aparece na ferida para evitar uma infecção.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Adriano M. Teixeira

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha


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