5º Domingo Comum

6 de Fevereiro de 2011

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Muitas pessoas imaginam que ser cristão – fazer parte da Igreja – é apenas um problema individual, como quem entra num transporte para se dirigir a qualquer localidade. Senta-se comodamente para ser servido e nada tem com quem explora a empresa ou dirige o transporte. Com a compra do bilhete fica tudo resolvido.

O Senhor ensina-nos, na liturgia da Palavra deste 5º Domingo do Tempo Comum, que fomos baptizados para entrarmos numa família corresponsável – a família dos filhos de Deus – e, nos transformarmos em luz e sal que ajude as outras pessoas.

 

Preparemo-nos para celebrar dignamente estes sagrados mistérios, reconhecendo que somos pecadores e pedindo perdão dos nossos pecados.

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A verdadeira religião mede-se, não apenas pela recitação de muitas orações e discursos cheios de beleza sobre o cristianismo, mas pelo amor em obras para com os oprimidos e necessitados.

A recomendação de Isaías é também para todos nós e convida-nos a um profundo exame de consciência sobre esta verdade.

 

Isaías 58, 7-10

7Eis o que diz o Senhor: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. 8Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar. Preceder-te-á a tua justiça e seguir-te-á a glória do Senhor. 9Então, se chamares, o Senhor responderá, se O invocares, dir-te-á: ‘Aqui estou’. Se tirares do meio de ti a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, 10se deres do teu pão ao faminto e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite será como o meio-dia».

 

7 Há uma grande afinidade deste texto com as obras de misericórdia, proclamadas por Jesus na descrição do juízo final (Mt 25, 31-46). Assim esta passagem isaiana prepara e de algum modo antecipa a moral evangélica.

8-10 À prática da caridade são prometidas as maiores vantagens: «a tua luz» (vv. 8 e 10) parece referir-se à prosperidade que acompanhará quem for generoso no exercício da caridade.

 

Salmo Responsorial    Salmo 111 (112), 4-5.6-7.8a e 9 (R. 4a ou Aleluia)

 

Monição: O salmo 111 canta o louvor do justo que vive e pratica a caridade para com o seu próximo.

Façamos dele a nossa oração, cantando:

 

 

Refrão:        Para o homem recto

nascerá uma luz no meio das trevas.

 

Ou:               Aleluia.

 

Brilha aos homens rectos, como luz nas trevas,

o homem misericordioso, compassivo e justo.

Ditoso o homem que se compadece e empresta

e dispõe das suas coisas com justiça.

 

Este jamais será abalado;

o justo deixará memória eterna.

Ele não receia más notícias:

seu coração está firme, confiado no Senhor.

 

O seu coração é inabalável, nada teme;

reparte com largueza pelos pobres,

a sua generosidade permanece para sempre

e pode levantar a cabeça com altivez.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A proclamação da mensagem cristã feita por S. Paulo aos Coríntios apoia-se na força da própria mensagem do Evangelho, e não na sua eloquência ou figura imponente.

Anunciemos com simplicidade e coragem a Boa Nova, com a certeza de que a eficácia da evangelização vem de Deus, pela Sua Palavra, e não de nós. 

 

 

Coríntios 2, 1-5

1Quando fui ter convosco, irmãos, não me apresentei com sublimidade de linguagem ou de sabedoria a anunciar-vos o mistério de Deus. 2Pensei que, entre vós, não devia saber nada senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. 3Apresentei-me diante de vós cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras. 4A minha palavra e a minha pregação não se basearam na linguagem convincente da sabedoria humana, mas na poderosa manifestação do Espírito Santo, 5para que a vossa fé não se fundasse na sabedoria humana, mas no poder de Deus.

 

Muitos exegetas querem ver estas considerações de S. Paulo sobre a natureza e o modo da sua pregação ditadas pela amarga experiência do fracasso de Atenas, pregação que ele ali tanto tinha cuidado, servindo-se dos seus extraordinários recursos oratórios e até da sua cultura profana, com a citação de autores pagãos (Act 17, 28). Chega de Atenas a Corinto, desiludido com os sábios do Areópago e com a sabedoria humana em consequência dos reduzidíssimos frutos daquela pregação. A própria experiência tinha-o tornado ainda mais humilde «cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras» (v. 3), pregando, é certo, com grande ardor, mas não baseado nos seus recursos pessoais, «na linguagem convincente da sabedoria» (v. 4), mas no «poder de Deus» (v. 5). O êxito de S. Paulo em Corinto foi este apoiar-se em Deus e o falar com toda a clareza e sem complexos, de «Jesus Cristo crucificado» (v. 2), do escândalo e da loucura da Cruz. (cf. 1 Cor 1, 23).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 8, 12

 

Monição: Vivemos para servir, como luz do mundo e sal da terra.

Manifestemos a nossa alegria por tão honrosa missão, cantando Aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9 (II)

 

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor:

quem Me segue terá a luz da vida.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 13-16

13Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; 15nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. 16Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

 

Este texto aparece na continuação da proclamação das bem-aventuranças e constitui como que um corolário delas e a sua aplicação (os vv. 11-12 já eram uma primeira aplicação aos ouvintes da 8ª bem-aventurança): na medida em que os discípulos viverem o espírito das bem-aventuranças, assim eles serão «sal da terra» e «luz do mundo» (é este o lema para a XVII Jornada Mundial da Juventude em Toronto; ver a mensagem do Papa). Neste texto não se vê uma referência ao mandato de anunciar o Evangelho com a pregação (cf. Mt 28, 19-20; Mc 16, 15.20), mas sim ao testemunho de vida – «vendo as vossas boas obras (v. 16) – que todos os discípulos têm de dar. As metáforas do sal e da luz são de si muito expressivas. O «sal» preserva da corrupção e dá gosto aos alimentos, mas sem chamar a atenção com a sua presença. O sal então usado na Palestina era em geral extraído de jazigos de sal gema a SW do Mar Morto e, quando era menos puro, vinha misturado com argila; a humidade facilmente o podia diluir, deixando ficar restos de terra dessorada que só servia para se deitar fora. Os discípulos são «luz» enquanto devem, como «filhos da luz» (1 Tes 5, 5), reflectir Cristo, «luz do mundo» (Jo 1, 4-5.9; 3, 19-21; 8, 12; 9, 5; 12, 35-36.46).

 

Sugestões para a homilia

 

• Viver a comunhão com os irmãos

Não a um cristianismo individualista

Abrir o coração

Ouvidos por Deus na medida em que ouvirmos os outros

• O nosso testemunho de filhos de Deus

Sal da terra

Luz do mundo

Viver a comunhão com os irmãos

Os problemas das pessoas não mudam radicalmente de um momento para o outro, porque o homem é sempre o mesmo, com as suas riquezas e também com as más tendências.

 

Não a um cristianismo individualista. Isaías lamenta que o Povo de Deus se tenha refugiado numa falsa piedade e abandonado o respeito e o amor ao próximo.

Por isso, o profeta sente-se urgido a pregar: «Eis o que diz o Senhor: 'Reparte o pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa a quem viste andar despido e não voltes as costas ao teu semelhante'.»

Uma tentação que nos acompanha constantemente é a de fugir ao que custa. Num primeiro momento, procuramos encontrar desculpas, para gozar de uma falsa paz.

Depois, entra a rotina neste modo de ser. Ficamos apenas em práticas de religiosidade esvaziadas de alma e fugimos daquilo que exige de nós sacrifício.

Fechamo-nos numa religiosidade individual, como se cada um de nós fosse uma ilha isolada no mar imenso da humanidade.

 

Abrir o coração. É preciso regressar quanto antes ao bom caminho, vivendo a comunhão com as outras pessoas, sobretudo as mais carenciadas.

Tem este sentido a promessa de Isaías: «Então, a tua luz despontará como a aurora, e as tuas chagas não tardarão a sarar. A tua justiça andará à tua frente, e atrás de ti, a glória do Senhor

Muitas vezes sentimos dificuldades em progredir na santidade pessoal, em corrigir os nossos defeitos e vencer as tentações. Talvez isto aconteça, porque falta à nossa piedade a dimensão horizontal.

O Senhor chamou-nos para fazer parte duma família – a dos filhos de Deus – e só nesta condição nos podemos santificar: preocupando-nos com os outros, alargando o círculo das nossas amizades, ajudando-nos mutuamente a caminhar sem que ninguém fique para trás.

 

Ouvidos por Deus na medida em que ouvirmos os outros. A eficácia da nossa oração está também condicionada por este estilo de vida.

Deus voltar-Se-á para nós, quando orarmos, na medida em que nos voltarmos para os outros, sendo sensíveis às suas carências e dificuldades. «Então, se chamares, o Senhor responderá, se apelares para ele, dir-te-á: ‘Estou aqui’»

Queremos ser atendidos? Atendamos primeiro generosamente os que estão ao nosso lado.

O nosso testemunho de filhos de Deus

Quando lemos no Evangelho que o discípulo de Jesus Cristo é sal da terra e luz do mundo, verificamos que, na prática, restringimos a nossa vocação e missão de anunciar as verdades da fé.

Há, de facto, uma grande carência de doutrina nas pessoas, mas há também uma grande carência de Amor.

O Senhor resume toda a vida do cristão em duas palavras: sal – testemunho de vida – e luz – anúncio da Boa Nova, com a Palavra de Deus.

 

Sal da terra. A nossa vocação é dar gosto às actividades mais rotineiras, saber e ajudar os outros a descobrir o brilho divino que há nas coisas mais comuns.

Só o amor a Deus, vivido na caridade para com os outros nos transforma neste sal. As pessoas já não se convencem com palavras sonantes, com belas ideias. «Aquilo que tu és grita tão alto, que não ouço o que tu dizes.» (Teixeira de Pascoais).

Voltamos ao profeta Isaías: «Se afastares do meio de ti a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, se deres do que é teu ao esfomeado e matares a fome ao indigente, a tua luz brilhará na escuridão e a tua noite ficará como o meio-dia

Para que serviria o nosso cristianismo, se o não procurássemos viver com toda a exigência e com amor? «Mas, se o sal perder o sabor, com que há-de ele salgar-se? Já não serve para nada; só presta para se deitar fora e ser pisado pelos homens

Não encontraremos aqui alguma explicação para a falta de interesse de algumas pessoas pelo cristianismo?

 

Luz do mundo. Somos enviados a ser luz, anunciando a Palavra Deus. Disse Jesus: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa a todos os povos.» Os primeiros cristãos entenderam perfeitamente este mandato. Só depois, com o cansaço que vem ao longo da caminhada, se começou a pensar que a evangelização é encargo apenas de alguns privilegiados.

Faz-nos estremecer a Palavra de Jesus Cristo: «Não se pode esconder uma cidade situada num monte, nem se acende uma lâmpada para se pôr debaixo do alqueire, mas no candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa

Mas seremos luz também – e de modo indispensável – pelo bom exemplo que damos, pela seriedade coerente com que tratamos das tarefas de cada dia, na família, no trabalho, nas amizades. Quando fala da necessidade de espalhar luz, o Mestre fala também das nossas boas obras.

Com amor à Eucaristia, procuremos conduzir as pessoas à Eucaristia Dominical, e ajudemo-las a participar nela de modo que participem activamente na Celebração.

Para que recomecem de verdade uma vida cristã, terão necessidade de recorrer também diligentemente ao Sacramento da Reconciliação e Penitência.

Que Nossa Senhora nos ajude e ensine a sermos cada vez mais sal da terra e luz do mundo.

 

 

Oração Universal

 

Oremos, irmãos, cheios de fé, ao nosso Pai do Céu,

por mediação de Nosso Senhor Jesus Cristo,

que nos entregou a grandiosa missão de sermos

luz do mundo e sal da terra para ajudar as pessoas.

Digamos confiantes:

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

1.  Para que o Santo Padre seja para cada um de nós

    o sal e a luz que nos fazem verdadeiros discípulos

    e testemunhas da Igreja diante das outras pessoas,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

2. Para que o nosso Bispo, com os seus colaboradores

    nos oriente sempre com a doutrina do Evangelho,

    e a saibamos levar também às outras pessoas,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

3. Para que os cristãos de toda a Santa Igreja de Deus

    sintam a responsabilidade de serem, de verdade,

    sal e luz, que ilumine os caminhos dos homens,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

4. Para que os pais e mães de família sejam no lar

    a luz de que os filhos necessitam nas suas vidas,

    e o sal que os ajude a encontrar o gosto de viver,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

5. Para que a Universidade Católica Portuguesa

    seja compreendida, amada  e ajudada na missão

    de evangelizar a cultura do nosso Portugal,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

6.  Para que todos os fiéis defuntos que se purificam,

    pela mediação de Nossa Senhora, Mãe da Igreja,

    gozem, quanto antes, da felicidade eterna do Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Santificai, Senhor, a Vossa Igreja.

 

Senhor, que ao chamar-nos à Vossa Igreja,

Fizestes de nós a luz do mundo e o sal da terra:

Ajudai-nos a cumprir com generosidade esta missão,

Para que a nossa vida seja toda para a Vossa glória.

Por Nosso senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Senhor sabe perfeitamente que não basta conhecermos o caminho da santidade para o seguirmos generosamente. Precisamos também da força do Alto, para caminharmos sem desânimo.

Por isso, depois de nos ter instruído com a Sua Palavra, vai preparar agora para nós, pelo ministério do sacerdote, o Alimento divino da Santíssima Eucaristia.

Pela força do Espírito Santo recebida na Ordenação, Cristo vai transubstanciar o pão e vinho no Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, tão real e perfeitamente como está no Céu.

 

Cântico do ofertório: Pela Palavra de Jesus, M. Simões, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Saudação da Paz

 

Ponhamos de lado os nossos caprichos e questões, para vivermos em verdadeira paz com todas as pessoas.

Manifestando publicamente esta nossa disposição interior,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Depois da luz que nos trouxe a Palavra de Deus, precisamos deste Alimento divino que é a santíssima Eucaristia, para nos transformarmos em Jesus Cristo, seguindo a doutrina que aprendemos.

Foi para isso que Ele instituiu a Eucaristia na noite de quinta-feira santa no cenáculo.

Comunguemos, pois, com as necessárias disposições e agradeçamos ao Senhor esta dádiva com uma entrega generosa da nossa vida.

 

Cântico da Comunhão: Brilhe a vossa luz diante dos homens, M. Simões, NRMS 63

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

Ou:    Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, F. de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Levemos para a semana que agora começa uma missão importante que se concretiza em dois aspectos que se completam: ser sal da terra e luz do mundo.  

Ajudemos os nossos irmãos na fé a viverem coerentemente, também eles, a fé do Baptismo.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 7-II: As Cinco Chagas do Senhor: O seu poder curativo.

Is 53, 1-10 / Jo 19, 28-37

Disse a Tomé: aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo mas fiel.

A Festa das Cinco Chagas do Senhor recorda-nos que Ele sofreu este castigo por causa dos nossos pecados: «A morte redentora de Jesus deu cumprimento sobretudo à profecia do ‘servo sofredor’ (Leit.). O próprio Jesus apresentou o sentido da sua vida e da sua morte à luz do servo sofredor» (CIC, 601).

Jesus convida-nos a aproximar-nos d’Ele (Ev.), para apalparmos o seu amor por nós: «por causa das suas chagas é que fomos curados» (Leit.). Ajudam-nos a curar as dúvidas de fé, a rejeitar o pecado, a afastar as tentações, a desagravar as ofensas.

 

3ª Feira, 8-II: A dignidade do homem.

Gen 1, 20-24 / Mc 7, 1-13

Disse Deus: façamos o homem a nossa imagem, à nossa semelhança.

O homem foi dotado de uma extraordinária dignidade: feito à imagem e semelhança de Deus, Senhor da criação (Leit.). E essa dignidade alcançou o ponto mais elevado com a Encarnação de Cristo: «A natureza humana nele assumida, foi elevada também a uma dignidade sem igual. Com efeito, pela sua Encarnação, o Filho de Deus uniu-se de algum modo a todo o homem» (Gaudium et Spes, 22).

 Se nos apresentarem outra imagem do homem, tenhamos cuidado: «Deste modo, anulais a palavra de Deus com as vossas tradições» (Leit.).

 

4ª Feira, 9-II: A dignidade do trabalho.

Gen 2, 4-9. 15-17 / Mc 7, 14-23

O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a Oriente, e aí colocou o homem que formara.

«Sinal da familiaridade com Deus é o facto de Deus o colocar no jardim. Ali vive á fim de o cultivar e guardar’ (Leit.): o trabalho não é um castigo, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível» (CIC, 378).

Aqui se vê a dignidade do trabalho: é uma colaboração do homem com Deus no aperfeiçoamento da criação visível. Mas é também um instrumento ao serviço da Redenção, a partir do momento em que Cristo trabalhou com mãos humanas.

 

5ª Feira, 10-II: Consequências da dignidade da pessoa

Gen 2, 18-25 / Mc 7, 24-30

Não convém que o homem esteja só. Vou fazer-lhe uma ajudante que se pareça com ele.

«Ser homem e ser mulher é uma realidade boa e querida por Deus: o homem e a mulher têm uma realidade inamissível e que lhes vem imediatamente de Deus, seu Criador (Leit.)» (CIC, 369).

Consequências desta dignidade: os progressos da sociedade, do trabalho, da ciência, estão em função da pessoa humana. Como essa dignidade é concedida por Deus no momento da concepção, deve respeitar-se o direito à inviolabilidade da vida e a veneração à maternidade. Também o uso dos bens materiais há-de facilitar e promover o aperfeiçoamento espiritual da pessoa humana.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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