Sagrada Família de Jesus, Maria e José

26 de Dezembro de 2010

 

Domingo dentro da Oitava do Natal

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os pastores vieram, F. dos  Santos, Cânticos de Entrada e Comunhão I, pág. 63

Lc 2, 16

Antífona de entrada: Os pastores vieram a toda a pressa e encontraram Maria, José e o Menino deitado no presépio.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos a festa da Sagrada Família de Nazaré. A liturgia da Palavra centra-se no Mistério de Jesus Cristo, que viveu no seio de uma família humana. Alicerçada no Evangelho, as nossas famílias contemplam a Família de Jesus, modelo e exemplo de todas as famílias cristãs.

 

Oração colecta: Senhor, Pai Santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa para gozarmos as alegrias eternas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esta leitura descreve os valores da família nos tempos do povo bíblico. O amor para com os pais continua a ser um dos alicerces das nossas famílias. Este amor manifesta-se através do respeito, dedicação e serviço. Amar os pais é reconhecer e agradecer o amor com que Deus nos chamou à vida.

 

Ben-Sira 3, 3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

3Deus quis honrar os pais nos filhos e firmou sobre eles a autoridade da mãe. 4Quem honra seu pai obtém o perdão dos pecados 5e acumula um tesouro quem honra sua mãe. 6Quem honra o pai encontrará alegria nos seus filhos e será atendido na sua oração. 7Quem honra seu pai terá longa vida, e quem lhe obedece será o conforto de sua mãe. 14Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. 15Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida, 16porque a tua caridade para com teu pai nunca será esquecida 17ae converter-se-á em desconto dos teus pecados.

 

Esta leitura é extraída da Sabedoria de Jesus Ben Sira, título grego do livro do A.T. mais lido na Liturgia, depois do Saltério, o que lhe veio a merecer, na Igreja latina, o nome de Eclesiástico, como já lhe chamava no séc. III S. Cipriano. O autor inspirado escreve pelo ano 180 a. C., quando a Palestina acabava de passar para o domínio dos Selêucidas (198). Então, a helenização, favorecida pelas classes dirigentes, começava a tornar-se uma sedução para o povo da Aliança, com a adopção de costumes totalmente alheios à pureza da religião. Perante tão perigosa ameaça, Ben Sira vê na família o mais poderoso baluarte contra o paganismo invasor. Assim, os seus ensinamentos vão insistentemente dirigidos aos filhos, e estes são continuamente exortados a prestar atenção às palavras do pai.

O nosso texto é um belíssimo comentário inspirado ao 4.º mandamento do Decálogo (Ex 20, 12; Dt 5, 16), concretizando alguns deveres: o cuidado com os pais na velhice (v. 14a); não lhes causar tristeza (v. 14b); ser indulgente para com eles, se vierem a perder a razão (15a); nunca os votar ao desprezo (15b).

 

Salmo Responsorial    Salmo 127 (128), 1-2.3.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: O salmista canta a felicidade e o bem-estar da vida familiar alicerçada na lei divina; em comunhão com toda a Igreja, cantemos: «Ditosos os que temem o Senhor! Ditosos os que seguem os seus caminhos!»

 

Refrão:        Felizes os que esperam no Senhor,

e seguem os seus caminhos.

 

Ou:               Ditosos os que temem o Senhor,

                ditosos os que seguem os seus caminhos.

 

Feliz de ti, que temes o Senhor

e andas nos seus caminhos.

Comerás do trabalho das tuas mãos,

serás feliz e tudo te correrá bem.

 

Tua esposa será como videira fecunda

no íntimo do teu lar;

teus filhos serão como ramos de oliveira

ao redor da tua mesa.

 

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.

De Sião te abençoe o Senhor:

vejas a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A unidade e harmonia da Igreja, a grande Família dos filhos de Deus, vem do amor. Vivendo este amor, a família vencerá, na paciência e no perdão os conflitos que vão surgindo. A paz, o amor, a mútua compreensão geram o bem-estar, que conduz ao louvor divino. «Com hinos e cânticos de louvor tributai a Deus a vossa gratidão!»

 

Colossenses 3, 12-21

Irmãos: 12Como eleitos de Deus, santos e predilectos, revesti-vos de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência. 13Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, se algum tiver razão de queixa contra outro. Tal como o Senhor vos perdoou, assim deveis fazer vós também. 14Acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. 15Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual fostes chamados para formar um só corpo. E vivei em acção de graças. 16Habite em vós com abundância a palavra de Cristo, para vos instruirdes e aconselhardes uns aos outros com toda a sabedoria; e com salmos, hinos e cânticos inspirados, cantai de todo o coração a Deus a vossa gratidão. 17E tudo o que fizerdes, por palavras ou por obras, seja tudo em nome do Senhor Jesus, dando graças, por Ele, a Deus Pai. 18Esposas, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. 19Maridos, amai as vossas esposas e não as trateis com aspereza. 20Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor. 21Pais, não exaspereis os vossos filhos, para que não caiam em desânimo.

 

A leitura é tirada da parte final da Carta, a parte parenética, ou de exortação moral, em que o autor fundamenta a vida moral do cristão na sua união com Cristo a partir do Baptismo: trata-se duma «vida nova em Cristo».

12-15 Temos aqui a enumeração de uma série de virtudes e de atitudes indispensáveis à vida doméstica, diríamos nós agora, para que ela se torne uma imitação da Sagrada Família de Nazaré. Estas virtudes são apresentadas com a alegoria do vestuário, como se fossem diversas peças de roupa, que, para se ajustarem bem à pessoa, têm de ser cingidas com um cinto, que é «a caridade, o vínculo da perfeição». Na linguagem bíblica, «revestir-se» não indica algo de meramente exterior, de aparências, mas assinala uma atitude interior, que implica uma conversão profunda.

18-21 O autor sagrado não pretende indicar aqui os deveres exclusivos de cada um dos membros da família, mas sim pôr o acento naqueles que cada um tem mais dificuldade em cumprir; com efeito, o marido também tem de «ser submisso» à mulher, e a mulher também tem de «amar» o seu marido.

 

Aclamação ao Evangelho        Col 3, 15a.16a

 

Monição. «José, levanta-te e toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto!»

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação- 2, F da Silva, NRMS 50-51

 

Reine em vossos corações a paz de Cristo,

habite em vós a sua palavra.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 2, 13-15.19-23

13Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egipto e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egipto 15e ficou lá até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor anunciara pelo profeta: «Do Egipto chamei o meu filho». 19Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José no Egipto 20e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». 21José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe, e voltou para a terra de Israel. 22Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia 23e foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que fora anunciado pelos Profetas: «Há-de chamar-Se Nazareno».

 

13 «Foge para o Egipto e fica por lá até que eu te diga». Eis o comentário da homilia de S. João Crisóstomo, pondo em evidência a fé, obediência e fidelidade de S. José, o chefe da Sagrada Família: «Ao ouvir isto José não se escandalizou nem disse: isto parece um enigma! Tu próprio, ainda não há muito, dizias-me que Ele salvaria o seu povo, e agora não é capaz de se salvar nem sequer a si mesmo, mas até temos necessidade de fugir, de empreender uma viagem, uma longa deslocação; isto é contrário à tua promessa! Mas não diz nada disto, porque José é um varão fiel. Também não pergunta pela data do regresso, apesar de o Anjo a ter deixado indeterminada, pois lhe tinha dito: fica lá até que eu te avise. Não obstante, nem por isso levanta dificuldades, mas obedece e crê e suporta todas as provações com alegria. É bem verdade que Deus, amigo dos homens, mistura mágoas e alegrias, procedimento que adopta com todos os santos. Porém, nem as penas nem as consolações no-las envia ininterruptamente, mas com umas e outras Ele vai tecendo a vida dos justos. Isto mesmo fez com S. José».

15 «Para se cumprir o que o Senhor anunciara...» Se bem que o sentido literal imediato que o profeta Oseias pôs nestas palavras (Os 11, 1) dissesse respeito a Israel o povo, filho de Deus que o Senhor liberta e chama do Egipto, a verdade é que o Evangelista, inspirado por Deus, descobre naquela passagem um sentido mais profundo que Deus quis para aquelas palavras de Oseias: «do Egipto chamei o meu Filho». Esta actualização do texto do A. T. é vista por uns como um sentido típico, isto é, uma figura do chamamento de Jesus; por outros, como um sentido pleno, isto é, mais profundo, já contido nas palavras do profeta, sem que este se apercebesse dele, mas querido por Deus ao inspirar o texto.

20 «Pois aqueles... já morreram». Com o plural de generalização é designado Herodes, o Grande, tão grande pelas suas construções, como pela sua crueldade. Não há dúvida de que estas referências a Arquelau e Herodes por parte do Evangelista são um valioso indício humano do valor histórico do relato. Aqui não aparece nada de fantástico, tudo tem naturalidade e verosimilhança: a morte dum tirano não aparece como um castigo divino, como é próprio de relatos lendários. É certo que a medida de matar os inocentes de Belém era descabida e inadequada, mas coaduna-se com a crueldade de Herodes e com a arbitrariedade dum tirano que num acesso de fúria faz o que lhe vem à cabeça só para satisfazer a sua ira.

23 «Há-de chamar-se Nazareno». S. Mateus, sabendo como o título de Nazareno usado pelos judeus incrédulos tinha uma decidida intenção de vexame (cf. Act 24, 5) para Jesus e para os cristãos e dado que Nazaré era uma aldeia insignificante e de mau nome (cf. Jo 1, 46), quis deixar ver como afinal o ser apodado do humilhante titulo de Nazareno era mais uma prova de que Ele era o Messias, cumprindo assim as profecias. Se é certo que não há nenhuma passagem do Antigo Testamento que fale do Messias como Nazareno, há algumas que se referem às humilhações a que o Messias será sujeito (Sal 22 (21); Is 53, 2 ss; etc.) e, sobretudo, há outras profecias que o anunciam como «o rebento (em hebraico nétser) de Jessé», pai de David (Is 11, 1; Zac 3, 8; 6, 12; etc.); para os destinatários do 1.º Evangelho, cristãos de origem judaica, esta referência era clara, dada a perfeita equivalência entre «nétser», «rebento», e «notsri», «nazareno» (na literatura judaica Jesus é chamado: Yexu-ha-notsri); S. Mateus recorreu a uma técnica (deraxe) de interpretação rabínica, chamada «al-tiqrey» («não leias»), entenda-se, com umas vogais (as vogais da palavra nétser, rebento), mas com outras vogais (as vogais da palavra «notsri», nazareno), tendo em conta que em hebraico não se escrevem as vogais, mas apenas as consoantes, variando o sentido das mesmas palavras conforme as vogais com que as palavras sejam lidas.

 

Sugestões para a homilia

Felizes os que seguem os caminhos do Senhor

O salmo de hoje canta a felicidade do lar, comparando a paz e a harmonia familiar a uma oliveira fecunda, cujos ramos estão carregados de frutos. Os filhos ao redor da mesa são a alegria dos pais. Os filhos são uma bênção do Senhor! Deus derrama sobre o pai e a mãe a abundância da sua bondade. O amor gera a vida! A festa da Sagrada Família lembra-nos que Jesus, Filho de Deus, ao assumir a nossa natureza humana quis ser em tudo igual a nós excepto no pecado. Por nosso amor encarnou no seio da Virgem Maria e se fez homem, rezamos no Credo. Quis ter uma mãe que O encheu de ternura e carinho. Quis ter um pai que o defendeu com uma solicitude heróica. Quis ter uma família. Quis ter uma pátria. O Verbo eterno quis ser homem e habitar no meio de nós, para nos habituar a vivermos com Deus.

Não foi tudo fácil para a Sagrada Família de Nazaré. S. Mateus diz-nos que o Rei Herodes tinha decidido matar Jesus Menino e todas as crianças até aos dois anos de idade, em Belém e seus arredores. José e Maria tiveram de abraçar as tribulações e dificuldades inerentes a uma fuga para um país estrangeiro: cansaço da viagem, incerteza de conseguir trabalho, incerteza de adaptação a uma cultura e religião diferentes da do povo israelita. Mas para eles, Jesus é o centro de todos os seus afectos e a razão suprema da sua existência. Por isso, o sofrimento e o espírito de sacrifício tornam-se o sinal de que participam na missão redentora de Jesus, nosso Salvador. Com espírito de fé suportaram tudo por Jesus!

Também nos dias de hoje, podemos afirmar que as mais ásperas e duras vicissitudes da vida não perturbam a harmonia familiar se acreditamos que «Deus concorre em tudo para o nosso bem». Quando a vida de uma família se inspira na lei divina, encontra a felicidade no seu modo de viver. É uma felicidade seguir os caminhos do Senhor, cantávamos com o salmista. É uma grande felicidade sentir o amor generoso dos nossos pais a quem respeitamos e obedecemos com alegria e gratidão. É uma felicidade ser fiel à aliança matrimonial que Deus abençoou no dia do casamento. Aceitemos a proposta que nos é apresentada por S. Paulo e deixemo-nos invadir pelos sentimentos de misericórdia, bondade, mansidão e paciência! Reine em nossa famílias a paz e o amor de Jesus Cristo. «Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente se alguém tiver razão de queixa contra o outro» ( cf Col 3 12,13) Se a família estiver alicerçada neste amor que vem de Deus, certamente permanecerá unida, em paz e cheia de alegria, porque o amor tudo suporta!

 

Fala o Santo Padre

 

«O bem da pessoa e da sociedade está estreitamente ligado à "boa saúde" da família.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Celebramos hoje a festa da Sagrada Família. Seguindo os Evangelhos de Mateus e de Lucas, fixamos o olhar em Jesus, Maria e José, e adoramos o mistério de um Deus que quis nascer de uma mulher, a Virgem Santa, e entrar neste mundo pelo caminho comum a todos os homens. Fazendo assim, santificou a realidade da família, enchendo-a da graça divina e revelando plenamente a sua vocação e missão. O Concílio Vaticano II dedicou grande atenção à família. Os cônjuges afirma ele são um para o outro e para os filhos testemunhas da fé e do amor de Cristo (cf. LG, 35). A família cristã participa assim da vocação profética da Igreja: com o seu modo de viver "proclama em voz alta as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança da vida bem-aventurada" (cf. ibid.). Como repetiu depois incansavelmente o meu venerado Predecessor João Paulo II, o bem da pessoa e da sociedade está estreitamente ligado à "boa saúde" da família (cf. GS, 47). Por isso a Igreja está comprometida na defesa e promoção "da dignidade natural e do altíssimo valor sagrado" são palavras do Concílio do matrimónio e da família" (ibid.).

[…]Ao contemplar o mistério do Filho de Deus que veio ao mundo circundado pelo afecto de Maria e de José, convido as famílias cristãs a experimentar a presença amorosa do Senhor nas suas vidas. De igual modo, estimulo-as a fim de que, inspirando-se no amor de Cristo pelos homens, dêem testemunho diante do mundo da beleza do amor humano, do matrimónio e da família. Ela, fundada na união indissolúvel de um homem com uma mulher, constitui o âmbito privilegiado no qual a vida humana é acolhida e protegida, desde a sua concepção até ao seu fim natural. Por isso, os pais têm o direito e a obrigação fundamental de educar os seus filhos, na fé e nos valores que dignificam a existência humana. Vale a pena empenhar-se pela família e pelo matrimónio porque vale a pena comprometer-se pelo ser humano, o seu mais precioso criado por Deus. Dirijo-me de modo especial às crianças, para que sintam carinho e rezem pelos seus pais e irmãos; aos jovens, a fim de que, estimulados pelo amor dos seus pais, sigam com generosidade a sua vocação matrimonial, sacerdotal ou religiosa; aos idosos e aos enfermos, para que encontrem a ajuda e a compreensão necessárias. E vós, queridos esposos, contai sempre com a graça de Deus, para que o vosso amor seja cada vez mais fecundo e fiel. Nas mãos de Maria, "que com o seu "sim" abriu a porta do nosso mundo a Deus" (Enc. Spe salvi, 49), confio os frutos desta celebração. Muito obrigado e Boas Festas.

 

Papa Bento XVI, Angelus, 30 de Dezembro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs, na festa da Sagrada Família, invoquemos a Deus nosso Pai,

pedindo por todas as famílias do mundo. Rezemos cheios de confiança:

 

Senhor, abençoai as nossas famílias!

 

1.  Pela Santa Igreja, a grande família de Deus na terra:

pelo Papa Bento XVI, bispos, presbíteros, diáconos e catequistas

para que, anunciem a grande alegria de que Jesus é o nosso Salvador,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pela santa Igreja de Deus, dispersa por toda a terra,

para que todos os seus filhos, revestidos de sentimentos de bondade, humildade e compreensão,

se amem uns aos outros como irmãos, oremos ao Senhor.

 

3.  Por todos os governantes do mundo para que tenham em atenção as famílias mais pobres,

os indigentes e excluídos, oremos ao Senhor.

 

4.  Pelos que não têm um lar para se recolherem, pelos que passam fome de pão

e de esperança por causa das discórdias familiares

para que Deus lhes dê remédios para os seus males, oremos ao Senhor.

 

5   Pelas famílias da nossa comunidade para que vivam em paz,

cresçam no amor e dêem ao mundo um testemunho de caridade cristã, oremos ao Senhor.

 

Pai de infinita bondade, ouvi com amor as orações da vossa família

 que põe em Vós a sua confiança.

 Por Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A Virgem Imaculada, David Oliveira, NRMS 24

 

Oração sobre as oblatas: Nós Vos oferecemos, Senhor, este sacrifício de reconciliação e humildemente Vos suplicamos que, pela intercessão da Virgem, Mãe de Deus, e de São José, se confirmem as nossas famílias na vossa paz e na vossa graça. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio do Natal: p. 457 [590-702] ou 458-459

 

No Cânone Romano, diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição da Comunhão

 

Com Nossa Senhora e com S. José agradeçamos a Deus que nos enviou o Seu Filho. Contemplemos Jesus, o Emanuel que veio habitar entre nós. Jesus faz do nosso coração a sua morada. Escreveu assim o Profeta Baruc 3,38 «O nosso Deus apareceu na terra e começou a viver com os homens!» (Baruc 3,38)

«Os filhos são o sinal do amor dos pais e os pais são o sinal visível do amor de Deus, do qual deriva toda a paternidade no Céu e na terra.» (FC14)

 

Cântico da Comunhão: Alegra-te minha alma, Az. Oliveira, NRMS 87

cf. Bar 3, 38

Antífona da comunhão: Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós.

 

Cântico de acção de graças: Quero louvar-vos, Senhor, J. Santos, NRMS 111

 

Oração depois da comunhão: Pai de misericórdia, que nos alimentais neste divino sacramento, dai-nos a graça de imitar continuamente os exemplos da Sagrada Família, para que, depois das provações desta vida, vivamos na sua companhia por toda a eternidade. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

«A família cristã, nascida do sacramento do matrimónio, que é a imagem e participação da aliança de amor entre Jesus Cristo e a Igreja, manifesta a todos a presença viva do Salvador do mundo, quer por meio do amor dos esposos, quer pela sua generosa fecundidade, quer pela amável cooperação de todos os seus membros.» (FC 50)

 

Cântico final: Reunidos em Igreja, M. Carneiro, NRMS 71-72

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO NATAL

 

2ª Feira, 27-XII: S. João: O exemplo do discípulo amado.

1 Jo 1, 1-4 / Jo 20, 2-8

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos, e as nossas mão tocaram, acerca do verbo da Vida, é o que nós vos anunciamos.

João, o discípulo que Jesus amava (Ev.) tomou conhecimento dos mistérios do Verbo Encarnado e procurou transmiti-los nos seus escritos. Sob a inspiração do Espírito Santo, procuremos meditar e assimilar estas maravilhas, que são para nós um autêntico tesouro.

Procuremos imitar o exemplo do discípulo amado: viu e acreditou ao entrar no túmulo (Ev.); anunciou aos outros o que aprendeu e contemplou durante os anos que passou junto do Senhor (Leit.).

 

3ª Feira, 28-XII: Santos Inocentes: O sofrimento e a Redenção.

1 Jo 1, 5-2, 2 / Mt 2, 13-18

Herodes mandou matar em Belém, e em todo o seu território, todos os meninos de dois anos ou menos.

Esta morte dos Inocentes coloca-nos perante o mistério do sofrimento. Jesus, ao sofrer «é a vítima de expiação pelos nossos pecados e também pelos do mundo inteiro» (Leit.). Com os nossos sofrimentos unimo-nos a Cristo pela salvação do mundo.

Mas manifestam também a oposição a Cristo. Esta crueldade continua a manifestar-se nos nossos dias, e é levada a cabo por todos aqueles que querem eliminar Jesus da vida da sociedade: são constantes os ataques à lei de Deus, concretamente na eliminação dos inocentes através do aborto.

 

4ª Feira, 29-XII: A luz e o amor ao próximo.

1 Jo 2, 3-11 / Lc 2, 22-35

Porque os meus olhos viram a vossa salvação…luz para se revelar aos pagãos e glória de Israel, vosso povo.

Quarenta dias após o nascimento de Jesus, Maria e José levaram-no ao Templo, conforme previa a lei de Moisés. Então Simão profetiza o aparecimento da Luz (Ev.). Mas junto com essa alegria, Nossa Senhora ouve a profecia do seu sofrimento, que há-de igualmente acompanhar todo o discípulo de Cristo.

Quem quer andar na luz tem, por exemplo, que amar o seu próximo: «quem ama seu irmão permanece na luz» (Leit.). Esse amor também está marcado pela cruz do convívio diário e pelas dificuldades, que servem para fortalecer o amor verdadeiro.

 

5ª Feira, 30-XII: As melhores disposições para o Natal.

1 Jo 2, 12-17 / Lc 2, 36-40

Estando Ana presente na mesma ocasião, começou, por sua vez, a louvar a Deus e a falar acerca do Menino.

Ana passava o seu tempo, ao serviço do Senhor, no Templo de Jerusalém. Recebeu como recompensa poder ver o Salvador (Ev.).

Para irmos com boas disposições ao encontro do Senhor, precisamos eliminar as propostas mundanas: «desejos da carne, desejos dos olhos e orgulho da riqueza» (Leit.). Por outro lado, este encontro há-de ser acompanhado por uma enorme alegria, juntamente com os louvores e a transmissão da grande novidade. Não nos cansemos de falar deste Menino Deus, que é tão esquecido neste tempo de Natal.

 

6ª Feira, 31-XII: Tempo de vigília: um novo nascimento.

1 Jo 2, 18-21 / Jo 1, 1-18

Veio para o que era seu, e os seus não receberam. Mas, a quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.

Estes são os últimos momentos do ano: «esta é a última hora» (Leit.). «O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho; mas é também um tempo ainda marcado pela desolação e pela provação do mal…É um tempo de espera e de vigília» (CIC, 672).

Nesta vigília do Ano Novo, «é preciso nascer do Alto, nascer de Deus, para se tornar filho de Deus (Ev.)» (CIC, 526). Nasce o novo Ano e nós vamos tentar nascer de Deus: pela vida sacramental e a vida de oração.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial