aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FUNCHAL

 

CRUCIFIXOS NAS ESCOLAS

 

Perante as actuais tendências laicizantes de retirar os crucifixos das escolas, o Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, publicou o seguinte Despacho:

 

PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA

Despacho n.º 17/2010

 

Considerando que a Região Autónoma da Madeira não deve pactuar com aquilo a que se chama «euroesclerose», marcada por um ataque aos Valores que suportam a civilização europeia, consequência também das correntes auto-denominadas de «pós - modernismo».

Considerando que não é possível, sob o ponto de vista da realidade cultural e da sua necessária pedagogia escolar, conceber a Europa e Portugal sem as bases fundamentais do Cristianismo.

Considerando que, por tal, a laicidade do Estado não é minimamente lesada pela presença de Crucifixos nas Escolas e, pelo contrário, incumbe ao Estado laico dar uma perspectiva correcta da génese civilizacional dos povos, bem como dos Valores que suportam o respectivo desenvolvimento cultural.

Considerando que os Crucifixos não representam em particular apenas a Igreja Católica, mas todos os Cultos fundados na mesma Raiz que moldou a civilização europeia.

Não há, assim, qualquer razão para a retirada dos mesmos Crucifixos das Escolas, pelo que determino a sua manutenção.

 

O presente Despacho vai para publicação no «Jornal Oficial» da Região Autónoma da Madeira e para execução pelo Senhor Secretário Regional de Educação e Cultura.

Funchal, 14 de Julho de 2010.

 

O PRESIDENTE DO GOVERNO REGIONAL DA MADEIRA,

Alberto João Cardoso Gonçalves Jardim.

 

 

AVEIRO

 

FALECEU O

PADRE MANUEL CARTAXO

 

Ao princípio do dia 21 do corrente mês de Julho, faleceu nos Hospitais da Universidade de Coimbra o Padre Manuel João dos Santos Cartaxo, que contava sessenta e sete anos de idade. Este sacerdote fora gravemente atropelado no passado dia 17, quando atravessava a estrada em Portomar, Mira; apesar da pronta intervenção e dos cuidados médicos, não foi possível evitar o triste desenlace.

 

O Padre Cartaxo nasceu em 1943, na freguesia de Fonte de Angeão. Depois de frequentar o Seminário de Santa Joana, em Aveiro, e o de Cristo-Rei, nos Olivais, foi ordenado presbítero na catedral de Aveiro por D. Manuel de Almeida Trindade, em 1967.

Tendo encetado o múnus pastoral como vigário paroquial na freguesia de São Salvador de Ílhavo, em 1975 sucedeu ao pároco de então, que entretanto fora nomeado Bispo Auxiliar de Aveiro, D. António dos Santos. Em 1980, iniciou o ministério de secretário do mesmo D. António dos Santos, designado então como Bispo da Guarda.

Em 2005, foi atendido o pedido de resignação que D. António havia solicitado por motivos de saúde, passando a viver na freguesia de Santo António de Vagos, de onde é natural; o Padre Cartaxo sempre desvelada e solicitamente o acompanhou até agora. Entregando-se generosamente ao serviço da Igreja e da sua Diocese, a partir de 2006, ainda colaborava no Tribunal Diocesano de Aveiro, quer como juiz, quer como promotor da Justiça para os Processos dos Ministérios Laicais e Ordens Sacras. Além disso, desde 2009, também era o pároco da freguesia da Ponte de Vagos, no arciprestado de Vagos, onde vivia intensamente os problemas pastorais da Paróquia, em particular as obras da edificação da nova igreja.

Como canonista, foi um dos sócios fundadores em 1990 da Associação Portuguesa de Canonistas. Em breve começou a fazer parte da Direcção e, desde 1999, era o Secretário, contribuindo sempre para um ambiente de bom entendimento entre os sócios. 

As exéquias realizaram-se na igreja matriz de Fonte de Angeão, no dia 22 de Julho, sendo sepultados os seus restos mortais no cemitério local.

 

 

AMARANTE

 

ÓRGÃO DE TUBOS

RESTAURADO

 

O restauro do órgão de tubos do século XVIII do mosteiro de São Gonçalo transformou-se no novo cartão de visita do monumento.

 

«Todos sabemos que esta igreja é uma atracção da cidade. Muitas pessoas que vêm a Amarante visitam-na. Agora, com este instrumento, que é uma obra de arte esplendorosa, temos a certeza que o turismo deixará de ser apenas religioso, mas também cultural», explicou o pároco de São Gonçalo, Pe. José Manuel Ferreira.

O trabalho de restauro, ao nível dos tubos, talha dourada e estrutura, foi realizado por especialistas ao longo de dois anos, embora o processo tenha começado há mais de uma década, quando foi apresentada, pelo pároco de então, Pe. Amaro Gonçalo, uma candidatura a fundos nacionais e europeus.

«Foi um trabalho difícil, de muita paciência, mas creio que o resultado final é muito bom, constituindo um motivo de orgulho para os amarantinos e para a região», vincou o Pe. José Manuel Ferreira.

Os trabalhos de recuperação custaram 330 mil euros, comparticipados pelo Programa Operacional da Cultura e pela Câmara Municipal de Amarante.

O pároco salienta também a importância que o órgão terá no enriquecimento das celebrações litúrgicas, o que também deverá atrair mais gente à igreja, incluindo turistas curiosos em conhecer a beleza e sonoridade do instrumento no acompanhamento das eucaristias.

Segundo a autarquia de Amarante, cujos técnicos acompanharam os trabalhos de restauro, «procurou-se recuperar o instrumento segundo a sua construção original, tendo como finalidade devolver-lhe a sua integridade histórica, técnica, estética e musical».

A operação de recuperação incluiu a desmontagem e limpeza completa, o restauro dos someiros (espécie de caixas onde se adapta o fole dos órgãos) e da mecânica das notas e registos.

 

 

AVEIRO

 

SEMINARISTAS VOLTAM

PARA LISBOA

 

Os seminaristas da diocese de Aveiro vão passar a ser formados no Patriarcado de Lisboa a partir de Setembro, deixando de frequentar o Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) de Coimbra.

 

A opção foi tomada em função dos planos formativos seguidos pelos seminários maiores do Patriarcado, bem como pela possibilidade de os estudantes poderem passar a frequentar a Faculdade de Teologia da Universidade Católica, explicou o bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos.

«Pesaram as duas realidades em conjunto. Aliás, uma não se deve separar da outra. A formação dos futuros sacerdotes passa obrigatoriamente por um projecto que, no quadro da vida eclesial actual, deve incluir o seminário e as faculdades de teologia ou institutos superiores de estudos teológicos», referiu o prelado.

O também presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios salienta que a decisão resultou de uma «reflexão partilhada quer no Conselho Presbiteral quer nas várias instâncias da vida da diocese».

A preferência pelos seminários maiores do Patriarcado retoma a opção tomada pela diocese aveirense em 1938, ano da sua restauração.

À semelhança de Aveiro, também as dioceses de Leiria-Fátima e Portalegre-Castelo Branco decidiram que os seus candidatos ao sacerdócio vão deixar o ISET de Coimbra, passando a frequentar os seminários do Patriarcado de Lisboa.

 

 

FÁTIMA

 

SÉRIE TELEVISIVA

EM PREPARAÇÃO

 

A série documental «Fátima e o Mundo» assume-se como um projecto de cariz universal, como a mensagem e a devoção a Nossa Senhora de Fátima. É este o desafio a que se propõe este projecto audiovisual, realizado em estreita ligação e com a colaboração do Santuário de Fátima.

 

O autor deste trabalho é Manuel Arouca, escritor de livros, telenovelas, séries televisivas e documentários. O desafio é registar em filme o alcance universal da mensagem de Nossa Senhora de Fátima.

Referindo-se a este projecto, o Reitor do Santuário, Padre Virgílio Antunes, sublinha que «pensamos que virá a ser um importante contributo para o conhecimento do lugar de Fátima e da sua importância no nosso tempo».

Os primeiros passos foram dados em 2007. Desde esse momento, uma equipa de várias áreas trabalha para um conjunto de seis episódios de 55 minutos de duração cada. Pretende-se que toda a série esteja concluída em 2012, ao seguinte ritmo: dois episódios em Dezembro de 2010, dois em final de 2011 e dois em final de 2012.

«Os grandes objectivos são fazer uma série documental dramatizada em que não se mostre só os locais de devoção, mas a sua história e os seus testemunhos», explica Manuel Arouca.

A pesquisa documental é uma parte importante neste projecto e talvez a dificuldade esteja em escolher alguns de entre tantos diferentes locais, histórias, testemunhos e celebrações relacionados com a devoção e a história da presença de Nossa Senhora de Fátima, em vários países e continentes.

Há registos que referem que são mais de 3000 os locais, instituições e organismos, das mais variadas áreas, ligados à devoção a Nossa Senhora de Fátima, em todo o mundo. Como exemplo, globalmente, 240 santuários estão recenseados como Santuários de Nossa Senhora de Fátima.

Lado a lado com a pesquisa, acontecem as filmagens, um pouco por todo o mundo.

«Já fizemos muitas entrevistas. Tivemos testemunhas muito interessantes deste fenómeno, que ultrapassam o conhecimento daqueles que já conhecem Fátima. Temos material muito rico que vai ter muito impacto, mesmo junto daqueles que não são crentes», explica Manuel Arouca que anuncia que os dois primeiros episódios serão dedicados à Europa.

Ponto assente foi a definição de uma temática comum a toda a série, que realçará a figura de Nossa Senhora como Mãe do Céu e ligará a mensagem de Fátima e a sua difusão pelo mundo a temas como o ecumenismo, a emigração dos portugueses e a Santa Sé.

Não serão esquecidos os aspectos históricos do Santuário fundador, da imagem de Nossa Senhora e do milagre do sol.

Como linha de continuidade em todo o documentário, outro aspecto estará sempre presente, aquilo por que Fátima mais fala aos corações e às vidas das pessoas: o apelo à paz universal.

A apresentação pública da série «Fátima e o Mundo», em que foi mostrado um trailer de 7 minutos,  foi feita a 12 de Agosto, em conferência de imprensa realizada na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO SOBRE JACINTA

JÁ PUBLICADO EM LIVRO

 

No dia 12 de Agosto passado foi apresentado o livro com os textos que resultaram do Congresso sobre Jacinta Marto, realizado no passado mês de Junho.

 

Intitulado «Jacinta Marto: Do encontro à compaixão», este Congresso foi realizado no Cento Pastoral Paulo VI e contou com mais de cindo centenas de participantes.

No momento do lançamento oficial, em conferência de imprensa realizada na Casa de Nossa Senhora do Carmo, o Reitor do Santuário de Fátima, focou que esta iniciativa «foi de uma grande riqueza e esperamos que a leitura das actas que agora se publicam seja um valioso contributo para o conhecimento de Fátima».

A obra constitui o segundo volume «FÁTIMA ESTUDOS», uma colecção editada pelo Santuário de Fátima que reúne textos proferidos em congressos, jornadas e ciclos de conferências promovidos pelo Santuário de Fátima, à volta de temáticas fatimitas.

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, afirma, na introdução da obra, que os textos agora publicados ajudarão a aprofundar uma temática importante da mensagem de Fátima: «Eis o desafio para o cristão e para a Igreja de hoje: ser uma presença activa de compaixão. Maria é exemplo e tipo desta compaixão; Jacinta, uma candeia, uma pequena estrela onde essa compaixão resplandece.»

O livro, também com o título «Jacinta Marto: Do encontro à compaixão», divide-se em seis partes. Na primeira apresenta «Contributos da História», na segunda «Aproximações à Compaixão», depois «Aprofundamentos Teológicos» e «Concretizações». No quinto, sexto e sétimo capítulos publicam-se, homilias e alocuções, todas elas proferidas durante o Congresso, e o índice de autores.

«A proposta destas reflexões pretende ser mais um contributo para aprofundar a Mensagem de Fátima, descobrir novas perspectivas e implicações, compreender alguns conceitos teológicos que estão na sua base, enriquecer a nossa espiritualidade com as indicações da Mãe de Deus, deixarmo-nos desafiar pela vida dos Pastorinhos videntes. Tudo isto por uma única razão: porque, tendo Maria por modelo, queremos viver como discípulos do Senhor Jesus. Também nisto nos podemos deixar guiar pela encantadora figura de Jacinta Marto», explica o padre Vítor Coutinho, que presidiu à Comissão Científica do Congresso e é o coordenador da publicação.

 

 

FÁTIMA

 

CELEBRAÇÃO DO

CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES

 

O Santuário de Fátima prepara-se para a celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, que ocorreram em 1917. Os próximos sete anos, com início no ano litúrgico de 2010/2011, que começa no primeiro Domingo do Advento, a 28 de Novembro, serão dedicados às aparições.

 

Em conferência de imprensa realizada no Santuário de Fátima, o Reitor do Santuário, padre Virgílio Antunes, destacou os principais objectivos da celebração.

«Dar a conhecer a mensagem de Fátima e as suas implicações com a vida dos cristãos deste tempo, assim como a sua dimensão profética, relevante para a Igreja e para o mundo; e ajudar a dinamizar espiritualmente todos os devotos, peregrinos e a própria Igreja em Portugal, que tem em Fátima um forte ponto de apoio para a sua acção pastoral» são dois dos propósitos da iniciativa que pretende também «contribuir para uma leitura da realidade do nosso tempo a partir da fé cristã e da afirmação de Deus como Senhor da História».

O Reitor sublinha ainda as intenções de a celebração «acentuar as possibilidades de evangelização do nosso mundo a partir da mensagem de Fátima: a adoração à Santíssima Trindade, a centralidade da eucarística, a dimensão mariana da fé católica, a oração pela conversão dos pecadores, pelo Papa e pela paz no mundo, a penitência como caminho de conversão, a reparação dos Corações de Jesus e Maria; desenvolver a dimensão mariana da expressão cristã da fé» e «relevar as personalidades dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, enquanto potenciadores de dinamismos catequéticos infantis».

«Uma Comissão Teológica elaborou ao longo deste ano o itinerário temático a seguir durante os próximos sete anos, entre 2011 e 2017. A partir das 'Memórias da Irmã Lúcia', elencaram-se os temas, seguindo o percurso das aparições do Anjo e de Nossa Senhora. Partiu-se sempre de um acontecimento de Fátima, tomou-se uma frase inspiradora e depois definiram-se um núcleo teológico, um elemento catequético e uma atitude crente a desenvolver», explicou.

Para cada um dos meses de Maio a Outubro de cada ano foram definidas «unidades temáticas e conteúdos a abordar na liturgia, na catequese, nos momentos espirituais e devocionais».

O primeiro ano partirá das aparições do Anjo e da frase inspiradora «Meu Deus, eu creio…». «Teremos como tema 'Santíssima Trindade… adoro-vos profundamente'. Tudo girará à volta de Deus, Santíssima Trindade, da fé em Deus e da adoração como atitude crente fundamental», revela o Padre Virgílio Antunes.

Nos anos seguintes, os temas desenvolver-se-ão em torno das seis aparições de Nossa Senhora: «Quereis oferecer-vos a Deus?», «Não tenhais medo!», «Envolvidos no amor de Deus», «Santificados em Cristo», «Eu vim para que tenham vida», «O Senhor fez maravilhas».

 

 

VIANA DO CASTELO

 

TOMADA DE POSSE

DO NOVO BISPO

 

D. Anacleto Oliveira tomou posse como novo Bispo da diocese, no domingo da Assunção de Nossa Senhora, sucedendo a D. José Pedreira, que resignara por limite de idade.

 

O novo Bispo de Viana do Castelo pediu uma acção concreta em favor dos mais carenciados, lembrando em particular «os que têm estado a braços com os incêndios».

Na homilia da Missa que marcou a entrada solene na Diocese, o prelado convidou os cristãos a estarem «dependentes uns dos outros, unindo os carismas que o Espírito do Senhor suscita em cada um».

«Só assim poderemos, para já, realizar plenamente o Projecto Pastoral Diocesano, escolhido para o triénio que termina no próximo ano: o de encarnarmos nas nossas vidas e levarmos outros a encarnar, conforme o título dado a esse Projecto, 'A Palavra de Deus feita amor entre nós'», indicou.

O Bispo de Viana disse, por outro lado, que «ainda hoje a Igreja sofre perseguições» e que «é sua missão assegurar que os seus membros se não deixem conquistar por tantos ídolos destruidores».

Neste contexto, citou o discurso de Bento XVI aos Bispos de Portugal, no último dia 13 de Maio, em Fátima, em que se criticava os «crentes envergonhados que dão as mãos ao secularismo, construtor de barreiras à inspiração cristã».

D. Anacleto Oliveira falou do «peso da responsabilidade» desta nova missão, «repartida pelas três funções de ensinar, santificar e governar, que, por sua vez, se realizam numa imensidão de actividades que envolvem um sem número de pessoas, como agentes e destinatários».

Após recordar a sua experiência como Bispo Auxiliar de Lisboa, durante cinco anos, o prelado admitiu que vai agora encontrar «uma realidade diferente, quer a nível social, cultural e económico, quer mesmo a nível religioso».

No início da celebração, que decorreu na Catedral de Viana, o Núncio Apostólico em Portugal procedeu à leitura da Bula de nomeação.

Celebração Litúrgica une-se às orações pelos abundantes frutos de vida cristã do trabalho pastoral do novo Pastor. 

 

 

VISEU

 

APELO DO BISPO EM

ÉPOCA DE INCÊNDIOS

 

D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, condenou a «acção e responsabilidade criminosas» dos que estão por detrás de muitos dos incêndios que têm atingido o país, neste Verão.

 

«A todos os responsáveis e culpados, peço que desistam destes actos de loucura, de vingança e de malvadez – são incompreensíveis estas atitudes», diz num apelo.

O Bispo de Viseu lembra «todos os que perderam parte e muitos dos seus bens, haveres e produtos do seu muito esforçado trabalho» e, sobretudo, «aqueles que, no combate ao fogo, deixaram a sua vida».

Numa nota pastoral, D. Ilídio Leandro deixa uma palavra de apoio a «todos os autarcas dos concelhos atingidos» e aos «Bombeiros de todas as Associações que foram convocados para este flagelo e foram heróis no seu combate».

O prelado reage aos «fogos na floresta», particularmente sentida no território da Diocese, que viu o fogo chegar a locais como S. Pedro do Sul, Oliveira de Frades, Fornos de Algodres, Mangualde e Nelas.

«Como Bispo desta nossa Diocese, rezo por todos e estou em união de amizade com o sofrimento de todos», assegura.

«Quero manifestar a minha especial unidade e proximidade de sentimentos e de compreensão pelo sofrimento que tem atingido, de forma especial, algumas zonas da nossa Diocese de Viseu», escreve ainda.

O Bispo de Viseu dirige-se a «todos os que têm sido vítimas, em qualquer lugar e de qualquer forma», pedindo que «não desistam de acreditar que este sofrimento – indesejado e injusto – pode e deve ser uma mola e um desafio para a aproximação de pessoas, de famílias e de povos, num esforço comum por, juntos, vencermos o mal e combatermos os erros».

«Peço a Deus que nos dê um tempo propício para se vencerem estes terríveis flagelos e que, apesar das evidentes e tremendas perdas, as Suas bênçãos sejam proporcionadoras de boas colheitas e de relativos e positivos êxitos, a bem de todos», conclui D. Ilídio Leandro.

 

 

LAMEGO

 

BISPO LAMENTA

ENCERRAMENTO DE ESCOLAS

 

O Bispo de Lamego alertou para as implicações familiares e sociais do encerramento de escolas primárias, uma decisão governamental com particular incidência no Concelho, onde encerram 21 estabelecimentos.

 

 «Estamos a retirar das nossas populações, já tão carenciadas e esquecidas, um meio que ainda poderia ser um factor de atracção, pelo que o encerramento das escolas é um factor que no futuro contribuirá, sem dúvida, para uma maior desertificação», sublinha D. Jacinto Botelho.

O prelado, que ficou surpreendido quando soube que o concelho lamecense é o mais afectado pela decisão, critica o encerramento generalizado de estabelecimentos com menos de 21 estudantes, embora reconheça que a medida é positiva no caso de as escolas agora fechadas não terem o mínimo de condições.

As consequências familiares da medida são uma das principais preocupações de D. Jacinto Botelho: «O retirar as crianças aos pais implica afastá-los do ambiente próprio da sua educação, onde elas poderiam crescer de forma normal».

O prelado alerta para a retenção dos alunos durante praticamente todo o dia nos centros escolares para onde vão ser transferidos e para a distância entre a residência e os estabelecimentos de ensino, que poderá obrigar as crianças a levantar-se demasiadamente cedo.

D. Jacinto Botelho também manifesta a sua perplexidade pelo facto de o Governo apontar para a necessidade de travar a desertificação das regiões do interior, ao mesmo tempo que executa uma medida que, no seu entender, vai estimular o abandono das povoações afastadas dos centros urbanos.

O prelado defende que os estabelecimentos de ensino com mais de dez crianças deveriam permanecer abertos: «Se há mais de uma dezena de alunos num lugar, dá-me a impressão de que deveriam continuar com as escolas existentes».

Para D. Jacinto Botelho, esta é «uma questão complexa para a qual é preciso haver um discernimento muito equilibrado, sem sentimentalismos exacerbados, mas ao mesmo tempo com a preocupação de procurar ver a realidade».

«Tudo o que seja em favor de uma melhor educação é óptimo. Mas é preciso que ela ajude ao crescimento em muitos aspectos», realça.

No entender do prelado, a causa destes encerramentos está na diminuição da natalidade, situação que por sua vez radica numa questão moral: «Há um grande egoísmo por parte das famílias na questão da paternidade, pelo que hoje os filhos são muito menos».

As Direcções Regionais de Educação divulgaram no passado dia 18 de Agosto a lista dos 701 estabelecimentos de ensino que vão encerrar no próximo ano lectivo, ao abrigo do programa de reordenamento da rede escolar.

A região Norte será a mais afectada, onde 384 escolas vão fechar no início do próximo ano lectivo. No Centro serão encerradas 152 escolas, na região de Lisboa e Vale do Tejo outras 121, no Alentejo 32 e no Algarve 12.

 

 

LISBOA

 

50 ANOS DOS

CURSILHOS DE CRISTANDADE

 

Os Cursilhos de Cristandade estão a festejar 50 anos de existência no nosso país. Trata-se de um movimento de leigos, inserido na Igreja, que convida os fiéis a viverem os fundamentos da sua fé, apoiados pelo Evangelho, e a descobrirem a sua vocação pessoal, em comunidade.

 

Os Cursilhos nasceram em Espanha, na Ilha de Palma de Maiorca, em 1944, por iniciativa de Eduardo Bonnín Aguiló. Na altura com 27 anos, o jovem deparava-se com uma sociedade desenraizada de Cristo e procurou criar, especialmente junto dos mais jovens, um espírito mais apostólico e de maior testemunho da fé.

Depois de um período de expansão em Espanha, os Cursilhos de Cristandade começaram a espalhar-se pelo mundo inteiro a partir de 1953.

Em Portugal, o primeiro Cursilho de Cristandade realizou-se em Fátima, no dia 30 de Novembro de 1960. Desde a sua implantação, mais de 100 mil pessoas já tomaram parte nas actividades do movimento.

O modelo dos Cursilhos de Cristandade apoia-se muito na criação de grupos. Depois da participação num primeiro Cursilho, os fiéis são convidados a continuarem a caminhar em grupo, nas comunidades, realizando encontros (Ultreias) onde partilham as suas experiências de fé.

O movimento, que adoptou São Paulo como padroeiro, é considerado pela Igreja como um fruto do Espírito Santo. Em 2000, durante a 3.ª Ultreia Mundial do movimento, o Papa João Paulo II realçou que, após tomarem parte nas experiências dos Cursilhos, os fiéis «aprendem a considerar com olhos novos as pessoas e a natureza, os acontecimentos diários e a vida em geral».

Hoje em dia, os Cursilhos de Cristandade estão presentes em 50 países, de 5 continentes diferentes, abrangendo mais de dois milhões de homens e mulheres.

O movimento português deixa um convite a todos quantos queiram associar-se aos festejos do seu cinquentenário, que terão como ponto alto a Ultreia presidida pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, no próximo dia 9 de Outubro, no ginásio do Atlético Clube de Portugal.

 

 

ANGRA DO HEROÍSMO

 

ENCONTRO NACIONAL DE

FORMADORES DOS SEMINÁRIOS

 

O Encontro Nacional de Formadores dos Seminários decorre pela primeira vez nos Açores, de 31 de Agosto a 1 de Setembro, em Angra do Heroísmo, onde existe o Seminário Episcopal desde 1862.

 

O Encontro decorre na Casa de Retiros de Santa Catarina e reune cerca de sessenta participantes responsáveis pelos diversos Seminários diocesanos ou inter-diocesanos existentes em Portugal.

Temas como «A identidade e a Espiritualidade Sacerdotal», «A Formação Afectiva, Hoje», «A Maturidade e Imaturidade Afectivo-Sexual», «A Formação Espiritual», entre outros, ocuparam os participantes neste encontro  de reflexão e oração ao longo de quatro dias.

O Encontro anual é promovido pela Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, liderada neste momento por D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, e realiza-se desde há várias décadas em Portugal, contando este ano com a colaboração mais imediata  do Seminário Episcopal de Angra.

O Seminário é uma instituição da Igreja Católica para a formação sacerdotal inicial, e existe a partir do século XVI em todo o mundo.

 

 

LISBOA

 

FALECEU O BISPO AUXILIAR

D. TOMAZ NUNES

 

D. Tomaz Barbosa da Silva Nunes, bispo auxiliar de Lisboa, faleceu inesperadamente no passado dia 1 de Setembro, vítima de enfarte agudo do miocárdio.

 

«O Senhor D. Tomaz faleceu durante a noite, tendo sido encontrado morto no quarto de dormir, hoje, pelas 9h30m. Está junto de Deus, única recompensa de uma vida toda entregue ao serviço da Igreja», informava um comunicado do Patriarcado de Lisboa.

D. Tomaz Nunes nasceu em Lisboa, em 1942. Era licenciado em Ciências Geofísicas pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa; era também Mestre em Ciências da Educação pela mesma Universidade, especializando-se em Administração e Gestão Escolar.

Ordenado presbítero em 1973, foi assistente diocesano da Liga Operária Católica (LOC), cargo que exerceu até 1998. Durante nove anos foi também assistente da Juventude Operária Católica (JOC). Desde 1989, era director do Secretariado Diocesano do Ensino Religioso.

Em Março de 1998, foi nomeado Bispo Titular de Elvas e Auxiliar do Patriarcado de Lisboa. A ordenação episcopal decorreu em Maio, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, na paróquia a que pertencia.

Durante seis anos foi Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, de 1999 a 2005. Desde 2005 era Vigário-Geral e Moderador da Cúria do Patriarcado de Lisboa.

Durante os últimos anos foi o intermediário com o Governo para a Educação Cristã nas Escolas, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

Era presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e vogal da Comissão da Pastoral Social.

O corpo de D. Tomaz Nunes esteve em câmara ardente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa, onde fora baptizado e ordenado Bispo. No dia seguinte, 2 de Setembro, a Missa exequial foi presidida pelo Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, com a participação de 15 bispos e mais de 200 sacerdotes, seguindo o cortejo fúnebre para o jazigo do Patriarcado no Cemitério do Alto de São João, onde D. Tomaz Nunes ficou sepultado.

 

 

LISBOA

 

ESCOLA CATÓLICA,

BALUARTE DA CULTURA CRISTÃ

 

A escola católica, designação que abrange estabelecimentos de ensino do 1.º ao 12.º ano, continua a ser um reduto do cristianismo na Europa, numa época em que as comunidades eclesiais tradicionais perdem fiéis.

 

«Em países muito secularizados, sobretudo nórdicos, estas instituições são o único lugar onde as crianças são confrontadas com o Evangelho», afirmou o secretário-geral do Comité Europeu para o Ensino Católico (CEEC), Etienne Verhach.

No entender do responsável belga, a escola católica também estende a sua influência aos encarregados de educação, proporcionando-lhes uma ponte com a cultura cristã através das iniciativas organizadas pelos docentes e associações de pais.

Além dos conteúdos transmitidos nas aulas, Etienne Verhach sublinha a importância de as crianças viverem numa comunidade educativa «com alguns professores que são o exemplo vivido do Evangelho».

«As Igrejas institucionais não podem esquecer esta realidade: enquanto a paróquia se esvazia, continua a haver sete milhões e meio de alunos do ensino básico e secundário em escolas católicas na Europa», assinala o secretário-geral.

Etienne Verhach foi um dos oradores da sessão de encerramento do Seminário de Escolas Católicas que decorreu de 1 a 3 de Setembro no Colégio São João de Brito, em Lisboa, com sessões paralelas nos dias 1 e 2 no Colégio da Rainha Santa Isabel, em Coimbra.

A iniciativa, que reuniu cerca de 450 inscritos, foi dedicada ao tema «Competências Pedagógicas e Pastorais dos Educadores da Escola Católica».

O secretário-geral da CEEC, que esteve presente nos dois seminários de formação para docentes e responsáveis de escolas católicas realizados no país – o primeiro ocorreu em 2009 – considera que em Portugal tem havido «progressos claros» nesta área.

A nível europeu, as mais de 30 mil escolas de 27 países que integram o Comité para o Ensino Católico também optaram por dar prioridade à formação: «Se queremos que a escola católica continue a ser evangelizadora, os directores devem ser responsáveis perante os seus bispos por essa missão, pelo que é preciso dar-lhes uma formação específica», frisa Etienne Verhack.

 

 


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