Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

21 de Novembro de 2010

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro que foi imolado, J. Santos, NRMS 92

Ap 5, 12; 1, 6

Antífona de entrada: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje, último domingo do Ano litúrgico, celebra-se a solenidade de Cristo Rei do universo. O Reino que Jesus Cristo estabeleceu na terra por meio do mistério da sua Encarnação e Redenção, só será consumado no fim dos tempos. Até lá os cristãos associados a esse Reino pelo baptismo, devemos acolher Jesus como Senhor da nossa vida e cooperar fielmente no advento do seu Reino.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei, propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A unção de David como rei de todas as tribos de Israel é um anúncio profético da vinda do verdadeiro Rei de todas as nações de todos os tempos, que nascerá, em quanto homem da família de David. Renovemos a nossa decisão de colocar toda nossa vida ao serviço de nosso Rei Jesus Cristo.

 

2 Samuel 5, 1-3

1Naqueles dias, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne. 2Já antes, quando Saúl era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: ‘Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel’». 3Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron. O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor e eles ungiram David como rei de Israel.

 

Aqui David é ungido em Hebron como rei de Israel. Se bem que já tinha sido ungido perante os seus irmãos por Samuel (1 Sam 16), só a partir deste momento é que David é reconhecido como rei por todas as tribos; ele é a figura de Cristo, Rei de todos os homens.

2 «Entradas e saídas» é uma expressão muito corrente nas Escrituras e que é uma rica metáfora para indicar toda a vida duma pessoa, o seu dia a dia, a vida corrente. De facto, por um lado, a vida do homem sobre a terra está enquadrada por dois momentos decisivos: uma entrada ao nascer e uma saída ao morrer; por outro lado, como as casas não eram para se viver nelas, toda a vida se desenrolava entre um sair de casa para trabalhar e um entrar para descansar.

 

Salmo Responsorial     Sl 121 (122), 1-2.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: Os israelitas peregrinos que se dirigiam à Jerusalém, cantavam cheios de alegria as palavras do salmo 121, quando divisavam, no horizonte, o templo do Senhor. Também nos devemos exultar de júbilo, no peregrinar de cada dia, quando recordamos que somos filhos de Deus e formamos parte do Reino santo de Jesus Cristo.

 

Refrão:        Vamos com alegria para a casa do Senhor.

 

Alegrei-me quando me disseram:

«Vamos para a casa do Senhor».

Detiveram-se os nossos passos

às tuas portas, Jerusalém.

 

Jerusalém, cidade bem edificada,

que forma tão belo conjunto!

Para lá sobem as tribos,

as tribos do Senhor.

 

Para celebrar o nome do Senhor,

segundo o costume de Israel;

ali estão os tribunais da justiça,

os tribunais da casa de David.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo explica, na sua carta aos primeiros cristãos de Colossos, os motivos pelos quais Jesus Cristo é Rei de todo o universo. Escutemos a Palavra de Deus com fé e com o coração agradecido.

 

Colossenses 1, 12-20

 

Irmãos: 12Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. 13Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, 14no qual temos a redenção, o perdão dos pecados. 15Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; 16porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. 17Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. 18Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. 19Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude 20e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

 

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada «crise de Colossas», em que alguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-O ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo na ordem da Criação – vv. 15-17 – e na ordem da Redenção – vv. 18-20, em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15-16 «Cristo é a imagem de Deus invisível». Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é «o Primogénito de toda a criatura», no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas «n’Ele», «por Ele» e «para Ele» (v.16). Não se diz no texto que Cristo seja uma criatura primogénita, mas o que se diz é que Ele é primogénito porque está acima de todas as criaturas, e porque «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (v. 18); também Jacob era primogénito, embora não tivesse nascido primeiro que Isaú.

18-20 Na ordem da Graça e da Redenção, também «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (v. 18), pois Ele é a «cabeça da Igreja, que é o seu corpo», é o «Princípio, o Primogénito (o primeiro a ressuscitar) entre os mortos». Enfim, «aprouve a Deus que residisse n’Ele a plenitude», isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica ao homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza «pelo sangue da sua Cruz» (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo «habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina».

Em suma, como se exprime, em rica síntese, a Bíblia de Pirot, Cristo tem a supremacia absoluta em todos os aspectos: na ordem natural, pela criação (vv. 16.17); na ordem da graça, como Redentor (v. 20); na ordem moral e mística, como Cabeça do Corpo Místico (v. 18a); e na ordem escatológica, pela sua Ressurreição (v. 18b).

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: O amor e obediência de Cristo na Cruz é tão poderoso que apaga todos os pecados dos homens e dá início à nova humanidade redimida, ao Reino dos filhos de Deus. Por isso a Santa Cruz é o trono onde reina o Crucificado.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendito O que vem em nome do Senhor!

Bendito o reino do nosso pai David!

 

 

Evangelho

 

Lucas 23, 35-43

35Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». 36Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: 37«Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo». Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus». 38Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». 40Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? 41Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más acções. Mas Ele nada praticou de condenável». 42E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». 43Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».

 

O paradoxo de um rei crucificado, sujeito ao sarcasmo mais aviltante (vv. 35-39), é o que há de mais impensável, para Jesus poder ser anunciado como o Messias Rei, não só para os judeus, mas para toda a Humanidade. Só se pode apresentar deste modo a Jesus, se Ele é mesmo Rei de verdade, embora seja um escândalo para os judeus e uma loucura para os gentios (cf. 1 Cor 1, 23); para nós, é a salvação mais comovedora que Deus nos pode oferecer, é o Rei que nos conquista pela máxima prova de amor.

Jesus, que, diante de Pilatos, já tinha declarado o que não é a sua realeza (cf. Jo 18, 36), não explicando mais, porque o prefeito romano não se interessa pela verdade (cf. Jo 18, 38), abre agora o seu coração a um criminoso, que, do meio do seu suplício, implora arrependido a misericórdia divina. Jesus revela-lhe que realeza é a sua e onde está o seu Reino: no «Paraíso», o Céu, onde vai entrar «hoje» mesmo (v. 43), sem ser preciso esperar por uma consumação escatológica geral do final dos tempos, segundo a expressão, «quando vieres com a tua realeza» (v. 42), própria do Messias, ao dar-se a ressurreição final.

Na cena do ladrão arrependido fica patente a natureza do Reino de Cristo: é um reinado de perdão e misericórdia para conduzir os pecadores à salvação eterna.

 

Sugestões para a homilia

 

– Jesus Cristo Rei do Universo

– O Reino de Cristo

– Estender o Reino de Cristo

Jesus Cristo Rei do Universo

A primeira leitura de este domingo, nos transmite o momento em que David foi ungido pelos anciãos como rei de todas as tribos de Israel. O rei David neste e outros aspectos da sua vida é figura do verdadeiro Rei universal, Nosso Senhor Jesus Cristo. O Santo Padre Bento XVI explica que «desde o anúncio do seu nascimento, o Filho unigénito do Pai, que nasceu da Virgem Maria, é definido «rei» no sentido messiânico (…) A realeza de Cristo permaneceu totalmente escondida até aos seus trinta anos.(…) Depois, durante a vida pública, Jesus inaugurou o novo Reino que 'não é deste mundo' (Jo 18, 36) e no final realizou-o plenamente com a sua morte e ressurreição» (Bento XVI, Angelus, 20-XI-2005). O Catecismo da Igreja Católica acrescenta que Jesus ao «sentar-se a direita do Pai» na sua glorificação, inaugura o Reino messiânico cumprindo a «visão do profeta Daniel a respeito do Filho do Homem: 'Foi-Lhe entregue o domínio, a majestade e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu domínio é um domínio eterno, que não passará jamais, e a sua realeza não será destruída' (Dn 7, 14). A partir deste momento os Apóstolos tornaram-se as testemunhas do 'Reino que não terá fim'.» (CEC, nº664).

Jesus Cristo é Rei universal, porque é o Cristo, o Ungido. Os reis eram ungidos com óleo, mas Jesus foi ungido com a plenitude do Espírito Santo. «O Espírito é d’Ele a unção; e tudo quanto acontece a partir da Encarnação, decorre desta plenitude.» (CEC, nº689). São Paulo na segunda leitura expõe os motivos da Realeza de Nosso Senhor: Jesus é Rei porque é Deus e Senhor de toda a Criação, «n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra»(v.16), «Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste»(v.17); Jesus é Rei porque nos redimiu com o seu Sangue e reconciliou com Deus todas as criaturas na terra e no céu. (cf. v.20); Jesus é Rei por ser Cabeça da Igreja, o Reino do Filho muito amado do Pai (cf.v 12), e Corpo de Cristo (cf.v.18); e Jesus é Rei, finalmente, pela sua Ressurreição (cfr.v.18), pois «a Ressurreição de Cristo – e o próprio Cristo Ressuscitado – é o princípio e fonte da nossa ressurreição futura: 'Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram (…) Do mesmo modo que em Adão todos morreram, assim também em Cristo serão todos restituídos à vida' (1 Cor 15, 20-22)» (CEC, nº655).

O Reino de Cristo

Quando Jesus é interrogado por Pilatos, «às perguntas do governador romano, Jesus respondeu afirmando que era rei, mas não deste mundo cf. Jo 18, 36). Ele não veio para dominar sobre os povos e territórios mas para libertar os homens da escravidão do pecado e reconcilia-los com Deus.» Bento XVI, Angelus, 26-XI-2006).

Para acolher Jesus como Rei e permitir que estabeleça o seu Reino em nós, é preciso estar abertos à graça e para que a fé nos ilumine. Os judeus e os soldados e um dos ladrões, junto da Cruz (cf. Evangelho) pedem a Jesus que demonstre que é rei salvando-Se a Si mesmo. De facto para os olhos desprovidos de fé, é um contra-senso que seja Rei aquele corpo destruído e pregado na Cruz, objecto de zombaria coroado de espinhos e levado, antes, aos empurrões de um lado para outro, atado e coberto com um velho manto de púrpura. Mas Jesus é Rei no trono da Cruz, pois de Ela desce sobre o Mundo o Poder salvador que a todos reconcilia com Deus se o quiserem acolher. Pilatos teve uma certa intuição de Quem era o Senhor, mas teve medo. Os Magos sim reconheceram Jesus como Rei e adoraram-No. Os Apóstolos só depôs da vinda solene do Espírito Santo compreenderão a realeza de Cristo plenamente, e o bom ladrão, no momento da suprema ocultação da Divindade do Senhor, reconhece a Realeza de Cristo, na majestosa serenidade com que sofre, na sua profunda oração, no perdão com que reage aos insultos maus tratos, e no amor infinito que transparece em todos os gestos de Jesus.

Jesus é Rei mas de um Reino que não é imposto pela força, porque é «dom oferecido aos homens de todos os tempos, para que todo aquele que acredita no Verbo encarnado 'não morra, mas tenha a vida eterna'.» – Bento XV, Angelus, 20-XI-2006.

Rezemos hoje de modo especial para que todos os homens se abram ao reinado de Cristo. O Santo Padre João Paulo II Gritava-o com força no inicio do seu Pontificado: «Abri as portas a Cristo…». Peçamo-lo, também nos com força e com fé sempre que pronunciarmos as palavras do Pai nosso: «venha a nos o Vosso Reino».

Estender o Reino de Cristo

A missão da Igreja, e por tanto de todos os cristãos, consiste em anunciar e dar testemunho de Cristo, para que todo homem possa realizar plenamente a sua vocação. Porque «o Senhor é o fim da história humana, o ponto para onde tendem os desejos da história e da civilização, o centro do género humano, a alegria de todos os corações e a plenitude das suas aspirações» (Gaudium et Spes, 45). Colaborar no reinado de Cristo nas almas é obrigação de todos os fieis por serem baptizados e mais ainda quando foram confirmados com o sacramento do Crisma.

Para ser fieis a este compromisso temos de começar por colaborar primeiro no reinado de Cristo na nossa própria alma. Os nossos pensamentos, os nossos afectos, as nossas palavras, a nossa conduta, o trabalho, a família, os amigos, tudo deve estar «submetido» à vontade de Cristo nosso Senhor e Rei. Não deve haver, por tanto, nada na nossa vida em que sejamos nos «senhores» sem submeter-nos à vontade de Nosso Senhor.

Cristianizar a sociedade ocidental tão afastada hoje de Deus, que dizer procurar que as leis, os meios de comunicação, a cultura, a moda, etc. se adeqúem à dignidade da pessoa humana, e por tanto, estejam de acordo com os valores cristãos. Isso só é possível se houver legisladores, jornalistas, artistas, etc. coerentemente cristãos, que deixem que Cristo reine nas suas almas e nas suas vidas.

Renovemos hoje o compromisso de deixar que Nosso Senhor seja Nosso Rei, em todos os aspectos da nossa vida, primeiro passo para colaborar eficazmente na instauração do Reino de Cristo. Mas peçamos a Nossa Senhora, Mãe do nosso Rei e Rainha dos apóstolos, que nos ajude a ser instrumentos eficazes no reinado do Seu Filho.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Unidos aos cristãos de toda a terra,

avivemos a nossa fé em Deus e em Jesus Cristo , seu único Filho,

invocando-O como Rei e Senhor, pedindo com fé e confiança:

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

1.  Pela Santa Igreja espalhada por todas as nações

para que continue a ser semente que cresce

e estende os ramos a todos os povos

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

2.  Por todos aqueles que professam a sua fé em Cristo

e por aqueles que andam inquietos em busca da verdade

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

3.  Pelas nações e pela sociedade civil

para que encontre chefes capazes de promover o bem e a justiça,

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

4.  Pelas famílias, berço das vocações,

para que acolham os filhos com amor

e dêem um bom testemunho de alegria quando Deus os chama,

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

5.  Pelos jovens impelidos a uma vida cristã perseverante e autêntica,

para que pela sua fidelidade a Cristo

sejam presença e esperança no seio da comunidade,

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

6.  Por todos nos aqui reunidos e pelas nossas famílias

para que a firmeza de convicções nos torne fortes

nos caminhos da Igreja que queremos servir cada vez melhor,

oremos ao Senhor

 

Senhor, Venha a nós o vosso Reino

 

Ó Deus nosso Pai e Senhor

fazei que pelas nossas humildes preces a Igreja

apareça diante do mundo cada vez mais

como Reino de verdade, de amor, de justiça e de paz.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Todas as nações recebeu em herança, M. Faria, NRMS 3(II)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, Sacerdote e Rei do universo

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

A Sagrada Comunhão introduz-nos já, de algum modo, no Reino dos Céus, como suplicava o bom ladrão. Se nos encontrarmos com as devidas disposições aproximemo-nos com fé e humildade para receber o nosso Deus e nosso Rei

 

Cântico da Comunhão: Se escutais a Jesus Cristo, M. Carneiro, NRMS 92

Salmo 28, 10-11

Antífona da comunhão: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Cântico de acção de graças: Povos, batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor nos envia, depois acabada a celebração, para que com a força da Sagrada Eucaristia, trabalhemos para que Cristo reine, primeiro na nossa alma, e depois nos ambientes, lugares e circunstancias em que se desenvolve a nossa vida.

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

34ª SEMANA

 

2ª Feira, 22-XI: Vida eterna e desprendimento.

Ap 14, 1-3. 4-5 / Lc 21, 1-4

Viu também uma viúva pobrezinha deitar lá duas moedas. Esta viúva pobre deitou mais do que todos.

Quem quiser ser discípulo de Jesus deve viver o desprendimento dos bens materiais: «São eles (os bem aventurados) que seguem o Cordeiro para onde quer que Ele vá» (Leit.). E Jesus fez-se pobre para que nós fossemos ricos.

O desprendimento é necessário para entrar no reino dos Céus: «Pouco antes da sua paixão, deu-lhes o exemplo da viúva pobre de Jerusalém que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver (Ev.). O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no reino dos Céus» (CIC, 2544).

 

3ª Feira, 23-XI: A vitória de Cristo já está alcançada.

Ap 14, 14-19 / Lc 21, 5-11

Mestre, por que será tudo isto? Que sinal haverá de que está para acabar?

Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém orgulho dos judeus (Ev.). Mas também se refere ao fim dos tempos. Quando acontecerá? «Mete a tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar; a seara da terra está madura» (Leit.).

Depois da Ascensão de Cristo aos céus, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. «Já chegou a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente antecipada neste tempo» (CIC, 670).

 

4ª Feira, 24-XI: Firmeza nas perseguições.

Ap 15, 1-4 / Lc 21, 12-19

Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, para vos entregarem às sinagogas e prisões.

«Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na terra (Ev.), porá a descoberto o mistério da iniquidade» (CIC, 675).

No meio dos obstáculos e dificuldades havemos de nos esforçar por nos mantermos firmes. Esta fidelidade é possível porque se apoia em Deus. Pela nossa parte, procuremos viver a fidelidade nas pequenas coisas de cada dia; recomeçar quando nos desviamos do caminho; retirar os obstáculos que impedem o caminhar para Deus.

 

5ª Feira, 25-XI: O juízo final e a conversão.

Ap 18, 1-2. 21-23; 19, 1-3. 9 / Lc 21, 20-28

Nessa altura verão o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória.

A consumação do reino far-se-á por uma vitória de Deus sobre a última manifestação do mal (Leit.). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal (Leit.) tomará a forma de juízo final, após o último abalo cósmico deste mundo passageiro.

Quando se der esta vinda gloriosa de Cristo (Ev.) terá lugar o juízo final: «A mensagem do juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens o tempo favorável, o tempo de salvação» (CIC, 1041). Procuremos corresponder a esta mensagem através de pequenas conversões diárias.

 

6ª Feira, 26-XI: Os novos céus e a nova terra.

Ap 20, 1-4. 11-21. 2 /Lc 21, 29-33

Vi então um novo céu e uma nova terra. Vi depois a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.

«A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama ‘os novos céus’ e ‘a nova terra’ (Leit.)» (CIC, 1043).

O significado da cidade santa é o seguinte: «Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados, a ‘cidade santa de Deus’ (Leit.). Esta não mais será atingida pelo pecado, pelas manchas, pelo amor próprio, que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. A visão beatífica será a fonte inexaurível da felicidade, da paz e da mútua comunhão» (CIC, 1045).

 

Sábado, 27-XI: Viver para sempre com Cristo.

Ap 22, 1-7 / Lc 21, 34-36

O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade e os seus servos irão prestar-lhe culto: hão-de vê-lo frente a frente.

S. João refere-se à visão do Céu (Leit.). «Os que morrem na graça e na amizade de Deus e estiverem perfeitamente purificados viverão para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o verão tal como Ele é, face a face (Leit.)» (CIC, 1023).

Para estarmos nestas condições temos que lutar mais nesta vida, estar vigilantes. Esta vigilância estende-se ao campo da oração: «Velai e orai em todo o tempo» (Ev.); ao campo da mortificação: lutando contra a «intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida» (Leit.).

 

 

 

 

 

Homilia:                                 Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 

 

SOLENIDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI

COMPROMISSO APOSTÓLICO

 

Admonição inicial. Esta solenidade de Cristo Rei, recorda-nos que não podemos separar o amor de Deus do amor aos irmãos, mas antes temos de os ajudar, nesta caminhada para uma eternidade feliz.

– Acolhida por todos nós a Palavra que o Senhor nos dirigiu,

– Conscientes de que a Igreja é construída pelo apostolado individual e organizado;

– Com a certeza de que Deus a todos ama como o melhor dos pais e quer fazer chegar a Sua mensagem de Amor a todas as pessoa de boa vontade,

– Vamos agora fazer o nosso compromisso apostólico para o novo ano pastoral que vai começar.

Queremos de todo o coração dar a nossa colaboração para, por Cristo, no Espírito, reconduzir toda a criação ao Pai.

 

Presidente.        Credes em Deus, Pai Todo-Poderoso,

Criador do Céu e da terra?

 

Todos. Sim, creio!

 

Presidente.        Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor,

que nasceu da Virgem Maria,

padeceu e foi sepultado,

ressuscitou dos mortos ao terceiro dia,

e está sentado à direita do Pai?

 

Todos. Sim, creio!

 

Presidente.        Credes no Espírito Santo, na santa Igreja católica,

na comunhão dos santos, na remissão dos pecados,

na ressurreição da carne e na vida eterna?

 

Todos. Sim, creio!

 

Presidente.        Estais dispostos a frequentar meios de formação

para alimentar a vossa fé,

a celebrá-la nos sacramentos,

a proclamá-la com a vida

e a dar aos que encontrais nos caminhos da terra

a razão da vossa esperança?

 

Todos. Sim, estou!

 

Um militante (em nome de todos):

 

Nós, militantes da paróquia de...,

estamos dispostos a exercer, no meio em que vivemos,

de modo organizado, na fidelidade ao carisma

de cada Movimento e Obra de apostolado,

e em comunhão com a Hierarquia,

o apostolado laical na Igreja e no mundo.

 

Todos. Assim Deus me ajude,

por intercessão da Rainha dos Apóstolos,

a ser fiel a este compromisso!

 

Cântico

 

Anunciaremos Teu Reino, Senhor!

Teu Reino, Senhor, Teu Reino.

 

1.           Reino de Paz e Justiça,

              Reino de Vida e Verdade,

 

Todos.   Teu Reino, Senhor, Teu Reino.

 

2.           Reino de Amor e de Graça,

              Reino que habita em nós.

 

Todos.   Teu Reino, Senhor, Teu Reino.

 

Todos.   Anunciaremos Teu Reino, Senhor!

              Teu Reino, Senhor, Teu Reino.

 

Elaborou Fernando Silva

 

 


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