Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

3ª Missa

2 de Novembro de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Dai a paz Senhor, M. Faria, NRMS 23

cf. Rom 8, 11

Antífona de entrada: Deus, que ressuscitou Jesus de entre os mortos, também dará a vida aos nossos corpos mortais pelo seu Espírito que habita em nós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A celebração convida-nos à descoberta do projecto de Deus: projecto de vida e proposta de uma comunhão para sempre.

No final da nossa existência sobre a terra não surge a meta do fracasso e da morte definitiva, mas a comunhão com Deus.

Essa é a proposta vivida em cada eucaristia. Comungar Jesus Cristo significa fazer a experiência da Vida em plenitude, da comunhão com Deus e com os irmãos. Mas implica a doação da vida em estilo do Mestre que se propõe ser alimento.

 

Oração colecta: Senhor, que pela vitória do vosso Filho sobre a morte, O exaltastes no reino da glória, concedei aos nossos irmãos defuntos que, libertos desta vida mortal, possam contemplar-Vos para sempre como seu Criador e Redentor. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías anuncia o banquete que Deus vai oferecer a todos. A última caminhada dos homens e dos povos é sentar-se á mesa para acolher a generosa partilha que Deus oferece: oferta de comunhão e plenitude de vida.

 

Isaías 25, 6a.7-9

6Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. 7Sobre este monte, há-de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; 8destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. 9Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou.

 

O texto é extraído do chamado Grande Apocalipse de Isaías (Is 24 – 27), uma colecção de oráculos escatológicos, cuja redacção actual é posterior ao exílio de Babilónia (Is 34 – 35 é o Pequeno Apocalipse). Isaías anuncia a salvação messiânica como extensiva a todos os povos e sob a imagem dum esplêndido banquete. Esta é a razão da escolha do texto, para introduzir a parábola do banquete nupcial do Evangelho de hoje. A tradição cristã viu nesta passagem a prefiguração do banquete eucarístico, as Bodas do Cordeiro (Apoc 19, 9).

 

Salmo Responsorial    Sl 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1 ou 4a)

 

Monição: Caminhemos na segurança que Deus nos quer oferecer. Mesmo que passe por vales tenebrosos, Deus está comigo.

 

Refrão:        O Senhor é meu pastor:

                     nada me faltará.

 

Ou:               Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

                     nada temo, porque Vós estais comigo.

 

O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.

 

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.

 

Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários

com óleo me perfumais a cabeça,

e o meu cálice transborda.

 

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo virá de novo para concluir a história humana. Somos convidados a aderir a Cristo, a identificarmo-nos com Ele. Assim poderemos ir ao Seu encontro.

 

1 Tessalonicenses 4, 13-18

13Não queremos, irmãos, deixar-vos na ignorância a respeito dos defuntos, para não vos contristardes como os outros, que não têm esperança. 14Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, do mesmo modo, Deus levará com Jesus os que em Jesus tiverem morrido. 15Eis o que temos para vos dizer, segundo a palavra do Senhor: Nós, os vivos, os que ficarmos para a vinda do Senhor, não precederemos os que tiverem morrido. 16Ao sinal dado, à voz do Arcanjo e ao som da trombeta divina, o próprio Senhor descerá do Céu e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. 17Em seguida, nós, os vivos, os que tivermos ficado, seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18Consolai-vos uns aos outros com estas palavras.

 

Os cristãos de Tessalónica, tinham sido evangelizados pouco antes, na segunda viagem missionária de S. Paulo, provavelmente durante o Inverno de 50-51. Embora o Apóstolo não tenha podido permanecer ali por muito tempo (apenas 2 ou 3 meses) tornaram-se uma comunidade modelar (cf. 1 Tes 1, 7), mas a verdade é que não estavam devidamente esclarecidos acerca da sorte dos seus defuntos surpreendidos pela morte antes da vinda gloriosa de Jesus. Julgavam que eles já não poderiam tomar parte no triunfo glorioso da segunda vinda do Senhor (a parusia), que julgavam estar para breve; era esta mais uma forte razão para andarem preocupados e tristes, segundo as notícias que Timóteo, enviado desde Atenas, lhe tinha trazido a Corinto (cf. 1 Tes 3, 1-2.6).

13 S. Paulo, consciente das «deficiências da fé» dos tessalonicenses (cf. 3, 10), trata agora de os esclarecer na fé e de os consolar, escrevendo: «para vos não contristardes» (v. 13). Paulo garante-lhes que «Deus levará com Jesus os que tiverem morrido n’Ele» (v. 14), não estando excluídos de estar «para sempre com o Senhor» (v. 17). O Apóstolo apela para «uma palavra do Senhor», mas discute-se sobre qual a palavra a que se refere; uns pensam no discurso escatológico dos Sinópticos, outros numa revelação pessoal, outros nalguma palavra de Jesus das não consignadas nos Evangelhos (ágrapha)

15 «Nós os vivos, os que ficarmos». Pelo que sabemos doutros textos paulinos, S. Paulo não estava convencido de que havia de ficar para a parusia (cf. 1 Cor 15, 30-31; 2 Cor 1, 8-9; 4, 14; Filp 2, 17); quando muito, manifestaria uma vaga esperança de vir a ficar (BJ). O mais provável é que exprima na primeira pessoa do plural o que só dizia respeito a uma parte dos cristãos, sem se incluir nessa parte: é uma ficção literária a que os gramáticos dão o nome de enálage pessoal, e que S. Paulo usa mais vezes. «Não precederemos...», isto é, os que viverem na ocasião da 2.ª vinda de Jesus não levarão vantagem aos que já morreram, pois então estes, «os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro» e os que então viverem, «os que tivermos ficado seremos arrebatados», na linguagem mais clara de 1 Cor 15, 51-53, «serão transformados», isto é, glorificados.

16-17 A linguagem com que S. Paulo se exprime é simbólica, por isso não se deve tomar à letra; era corrente na literatura apocalíptica judaica, utilizada para exprimir uma realidade misteriosa e transcendente, uma intervenção certa e portentosa de Deus; assim é o caso de: «a voz do arcanjo», «a trombeta divina», «as nuvens e o Senhor nos ares (cf. Dan 7, 13). Por outro lado, S. Paulo utiliza a mesma linguagem do mundo helenístico para as visitas festivas [1] a vinda duma personagem importante, chamada parousia, a que correspondia a jubilosa saída dos cidadãos ao seu encontro, chamada anástasis. Ora sucede que nesta passagem paulina ocorrem ao mesmo tempo os dois vocábulos, pois, «para irmos ao encontro do Senhor» diz-se: eis anástasin tou Kyriou.

O importante é que todos, tanto os que vivem como os que morreram, «estaremos sempre com o Senhor»; esta é a certeza da fé capaz de consolar aqueles fiéis e a nós também.

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: A Missão de Jesus Cristo é dar-se totalmente. Na eucaristia realiza-se esta doação total por nós: «Corpo entregue por vós» e «Sangue derramado por vós».

É sobretudo pela eucaristia que nós aderimos à Sua pessoa, nos identificamos com o Seu projecto e vivemos a Sua proposta.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 1,F. Silva, NRMS 50-51

 

Eu sou o pão vivo que desceu do Céu

quem comer deste pão viverá eternamente.

 

 

Evangelho

 

São João 6, 51-58

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 51«Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». 52Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?» 53E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia. 55A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. 57Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim. 58Este é o pão que desceu do Céu; não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram: quem comer deste pão viverá eternamente».

 

O discurso do pão da vida, que temos vindo a seguir nestes últimos domingos, introduzido com o sinal milagroso da multiplicação dos pães, atinge agora o seu cume. Se a própria descrição do milagre já era feita com um forte cunho e colorido eucarístico, nestes versículos o sentido eucarístico não pode ser mais claro. Não importa que os estudiosos sintam dificuldade em estabelecer os limites entre o que são as palavras originais de Jesus e o que é resultado da reflexão do evangelista e da vida eucarística dos primeiros cristãos. Não há dúvida de que, se no IV Evangelho os relatos de acontecimentos parecem estar mais próximos da realidade dos factos, também é verdade que os discursos de Jesus pressupõem uma profunda meditação e vivência das suas palavras. Se João não conta a instituição da Eucaristia, por intencionalmente pretender diluir o carácter de Ceia Pascal da Última Ceia para que toda a atenção se fixasse no verdadeiro Cordeiro, é indiscutível que ele teve o mérito de nos ter facilitado a leitura correcta do relato da instituição da Eucaristia, ao tornar patente o seu verdadeiro sentido e o profundo alcance para a vida do cristão.

51-58. «O pão vivo é o pão que eu hei-de dar»: este «dar» não é um dar qualquer, mas um oferecimento «pela vida» (salvação) «do mundo»; assim se deixa ver uma referência à morte de Cristo (cf. 3, 15-16) e à instituição da Eucaristia (cf. 1 Cor 11, 24; Lc 22, 19), fácil de descobrir; também se pode ver nestas palavras a dimensão cósmica da Eucaristia, em ordem a transformar o mundo (cfr Bento XVI, Angelus de 14.06.2009; e em Marienfeld em 21.08.2005 dizia aos jovens: «…foi esta a transformação substancial que se realizou no cenáculo e que estava destinada a suscitar um processo de transformações cuja finalidade última é a transformação do mundo até àquela condição em que Deus será tudo em todos»).

Por outro lado, o realismo eucarístico das palavras de Jesus não pode ser mais claro:  a) o pão vivo é a «carne» (não simplesmente corpo) de Jesus e simultaneamente o «sangue» que é preciso beber (o que não podia ser mais chocante para a fé e a cultura judaica : cf. Lv 17, 10-14; Act 15, 20); b) perante o escândalo dos ouvintes (v. 52), Jesus não desfaz um mal-entendido como costumava, não apela para um sentido metafórico, nem suaviza as suas palavras, antes as reforça com mais clareza; c) nos vv. 54, 56, 57 e 58, emprega-se um verbo que exprime, com um realismo cru, o próprio acto de comer com os dentes (mastigar – trôgêin) e que nós traduzimos por comer mesmo/realmente (cf. Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica); d) também o adjectivo grego aqui usado, «verdadeiro» (v. 55: alêthês) tem em S. João uma força particular, pois equivale a genuíno (o que é verdadeiro, correspondente à sua designação, «apesar das aparências»), distinguindo-se de outro adjectivo do mesmo campo semântico, alêthinós (cf. Jo 1, 9) que encerra a ideia de exclusividade (o que é real, em oposição a putativo); d) Jesus insiste na necessidade de beber o seu Sangue, uma coisa que não admite qualquer sentido figurado, pois era algo extremamente repugnante para um judeu a quem até estava proibido comer o sangue dos próprios animais.

55-58 «Aquele que se nutre do alimento eucarístico une-se cada vez mais intimamente a Deus, recebendo, portanto, a vida eterna sempre mais abundante. É que, assim como o Pai comunica a vida eterna ao Filho Unigénito, na geração eterna, assim também o Filho comunica a vida da graça a quem come a sua Carne» (Vacari).

 

Sugestões para a homilia

 

Destruirá a morte

Pão da Vida

 

Homilia

Destruirá a morte

Toda a palavra de Deus é um convite à certeza da destruição da dor, das lágrimas e da morte.

O profeta Isaías faz reviver uma profunda alegria no banquete que Deus vai preparar para todos os povos. È um convite à descoberta do Deus Vivo que é misericordioso e bom e que salta ao encontro da humanidade, convidando-a a sentar-se em comunhão de vida e de amor.

Também Paulo nos convida à alegria da vitória definitiva que a ressurreição de Cristo imprime a todas as coisas. Também ele reforça a ideia de que todos os que aderiram a Cristo, comungaram no mesmo projecto e doaram as suas vidas, estão imersos no mistério central de Cristo ressuscitado, e por isso destinados à vitória definitiva e vida em plenitude.

Cristo no evangelho é proposta de Pão da vida. Ele foi doado inteira e plenamente no mistério pascal. E agora, na eucaristia faz-nos participantes, deste mistério de vida, de comunhão, de eternidade.

Pão da Vida

O Evangelho escolhido para esta celebração é muito belo e revelação da misericórdia máxima de Deus que se faz proposta da nossa vida. Proposta fundamental, essencial e necessária. Se não entrarmos em comunhão com Ele, com o Seu mistério pascal, doação salvífica, não podemos passar da morte para a vida.

Em cada eucaristia é-nos feita a proposta da comunhão com Deus no presente e no futuro. E a experiência que se faz em eucaristia é penhor de vida eterna na plenitude da comunhão com Deus.

Comungar Cristo, Pão da Vida, deve revolucionar permanentemente os nossos esquemas, perspectivas e opções. A eucaristia exige que a comunhão com Deus e com os irmãos seja o deixar-se envolver pelo mistério transformador de Cristo morto e ressuscitado, que desce ao mais profundo da nossa fragilidade, como é a morte, e transforma radicalmente numa vida nova.

A vida deveria ser como o salmo responsorial: deixar-se conduzir pelo Bom Pastor que dá a vida por mim, e comigo, faz-me caminhar seguro, mesmo pelo vale tenebroso da morte, em que não sai da minha presença.

Celebrar Cristo Pão da Vida é ainda dom precioso para os irmãos do purgatório que esperam de nós a celebração do mistério de amor infinito, pois não são essencialmente os nossos gestos e palavras, mas aquele gesto e palavra que se doa em salvação, Jesus Cristo, e precisa ser acolhida na liberdade do nosso sim e na correspondência do nosso amor e vida. E assim como fonte caudalosa e pura, dinamismo de vida e comunhão, sulca o purgatório ainda com mais intensidade quando o amor dos discípulos de Jesus Cristo possibilita tal partilha.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Na confiança e no recolhimento,

oremos por todos os fiéis defuntos

que morreram na paz do Senhor, e

digamos (ou cantemos) com alegria:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Senhor dos vivos e dos mortos, ouvi-nos.

Ou: Cristo, Pão do Céu, dai-nos a vida eterna.

 

1.  Pelos Papas, bispos, presbíteros e diáconos,

e pelos defuntos das nossa comunidade (paroquial)

e das nossas famílias,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos que choram a morte de alguém a quem amavam,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos doentes que mais sofrem e estão prestes a morrer,

oremos, irmãos.

 

4.  Por todos aqueles que ajudam os moribundos e os aliviam,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos que enxugam as lágrimas dos que choram,

oremos, irmãos.

 

6.  Pelos que levam o Pão do Céu

aos doentes e os confortam,

oremos, irmãos.

 

7.  Pelos que não se alimentam do Corpo do Senhor,

para que sintam fome do Alimento que dá Vida Eterna,

oremos, irmãos.

 

8.  Pelos que amam a eucaristia e dão testemunho

da ressurreição de Jesus Cristo,

oremos, irmãos.

 

 

Deus eterno e omnipotente, Senhor dos vivos e dos mortos,

pela vossa clemência e por intercessão de todos os Santos,

concedei àqueles por quem oramos, vivos e defuntos, o perdão

dos seus pecados e a vida eterna 

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Para vós, Senhor, B. Salgado, NRMS 4 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Recebei benignamente, Senhor, esta oblação em favor de todos os vossos fiéis que adormeceram em Cristo e fazei que, libertos dos laços da morte, por este sacrifício de salvação mereçam entrar na vida eterna. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio dos Defuntos: p. 509 [652-764] e pp. 510-513

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Senhor, que eu guarde com coração sincero e puro, as tuas palavras sobre a eucaristia.

Que eu creia firmemente e viva permanentemente em comunhão contigo e com os Teus irmãos, e de maneira particular, com os que esperam no purgatório os rios de amor e vida que brota da Tua eucaristia.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. Silva, NRMS 84

Filip 3, 20-21

Antífona da comunhão: Esperamos o nosso Salvador, Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo mortal à imagem do seu Corpo glorioso.

 

 

Oração depois da comunhão: Derramai, Senhor, a abundância da vossa misericórdia sobre os nossos irmãos defuntos, pelos quais Vos oferecemos este sacrifício; Vós que lhes destes a graça do Baptismo, dai-lhes a plenitude da alegria eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que como me propõe o concilio Vaticano II, a eucaristia, seja para todos: fonte, cume e centro da vida cristã.

Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, ajudai-nos a colocar os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias.

 

Cântico final: Vós sois o caminho, J. Santos, NRMS 42

 

 

Homilias Feriais

 

31ª SEMANA

 

4ª Feira, 3-XI: Exigências dos trabalhos de salvação.

Filip 2, 12-18 / Lc 14, 25-33

Como sempre tendes sido obedientes, trabalhai com temor e tremor na vossa salvação.

Este trabalho para a salvação (Leit.) é comparado por Jesus à construção de uma torre (Ev.): Para construirmos esta torre devemos verificar os recursos com que contamos, os defeitos que é preciso corrigirmos, as ajudas que Ele nos oferece, etc.

Jesus enuncia as condições para segui-lo: «A união com Ele prevalece sobre todas as outras, quer se trate de laços familiares, quer sociais (Ev.)» (CIC, 1618); e também: «propõe-lhes que renunciem a todos os seus bens por causa d’Ele e do Evangelho» (CIC, 2544).

 

5ª Feira, 4-XI: Voltar ao bom caminho.

Filip 3, 3-8 / Lc 15, 1-10

É assim que haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa do que por noventa e nove justos que não precisam de se arrepender.

No caminho para a vida eterna podemos desencaminhar-nos (como uma ovelha que se perde), mas Jesus está sempre atento à nossa situação, continua a olhar-nos com predilecção e vai à nossa procura.

Ele espera que voltemos ao bom caminho através da conversão: «Jesus convida os pecadores à conversão, sem a qual não se pode entrar no Reino, mostra-lhes a misericórdia sem limites do seu Pai para com eles e a imensa alegria que haverá no Céu» (CIC, 545). S. Paulo, ao falar da sua conversão, considera tudo o que tinha feito antes como prejuízo: «considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo» (Leit.).

 

6ª Feira, 5-XI: Os bens terrenos e a vida eterna.

Flip 3, 17, 4, 1 / Lc 16, 1-8

Quanto a nós, a nossa pátria está nos Céus: é de lá que esperamos, como Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

Lamenta-se o Apóstolo, banhado em lágrimas, daqueles que se portam como inimigos da Cruz de Cristo, que só apreciam as coisas terrenas. Esquecem-se da verdadeira pátria, que está nos céus (Leit.).

Para isso precisamos ser bons administradores dos bens da terra que o Senhor nos confiou, pois somos chamados a prestar contas dos dons recebidos: «Tudo o que o verdadeiro cristão possui, deve olhá-lo como um bem que lhe é comum com os demais. O cristão é um administrador dos bens do Senhor (Ev.)» (CIC, 952).

 

Sábado, 6-XI: S. Nuno de S. Maria: Desprendimento e vida eterna.

Filip 4, 10-19 / Lc 16, 9-15

Em todo o tempo e em todas as situações, estou preparado para comer com fartura e para passar fome, para viver na abundância e para viver na penúria.

O Apóstolo ensina-nos a aceitar com paz e alegria a escassez e até a falta do que é necessário; a evitar os gastos pessoais, devido ao capricho, à vaidade, ao desleixo, etc.     

Não podemos servir a dois senhores (Ev.): «Toda a prática que reduza as pessoas a não serem mais que simples meios com vista ao lucro, escraviza o homem, conduz à idolatria do dinheiro e contribui para propagar o ateísmo. Não podemos servir a Deus e ao dinheiro (Ev.)» (CIC, 2424). S. Nuno sentia grande satisfação por pedir esmolas, por desempenhar os ofícios mais humildes e manifestou sempre grande compaixão para com os pobres.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno RochA

 

 

 

 

[1] Assim pensa L. Cerfaux, Le Christ dans la théologie de Saint Paul, Paris, Cerf, 21954, pp. 29-34. J. Dupont pensa antes na analogia Ex 19, 17 – o encontro do povo com Yahwéh –, mas o termo grego usado pelos LXX é outro.

 


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