Solenidade de Todos os Santos

1 de Novembro de 2010

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor deu aos Santos a glória eterna, M. Carvalho, NRMS 59

 

Antífona de entrada: Exultemos de alegria no Senhor, celebrando este dia de festa em honra de Todos os Santos. Nesta solenidade alegram-se os Anjos e cantam louvores ao Filho de Deus.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Igreja desde o Advento até a Solenidade de Cristo Rei, celebra e faz memoria das intervenções de Deus na Historia e dos mistérios da nossa salvação. Agora, no mês de Novembro, o ano litúrgico chega ao seu fim. Também chegará ao seu fim a Humanidade, e a vida pessoal de cada um de nos. Mas o destino a que todo se dirige é aquele que já alcançaram os Santos que gozam de Deus no Céu. A Igreja deseja que os seus filhos vivam na Terra iluminados pelo resplendor do Céu e alegres na Esperança. Por isso nos convida a levantar o olhar e exultar de gozo na celebração solene de todos os Santos

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que nos concedeis a graça de honrar numa única solenidade os méritos de Todos os Santos, dignai-Vos derramar sobre nós, em atenção a tão numerosos intercessores, a desejada abundância da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: S. João contempla a multidão incontável dos Santos que vivem na intimidade de Deus no Céu. A brancura das suas túnicas é o sinal externo da santidade das suas almas. O texto sagrado nos diz que a brancura das túnicas, imagem das almas, é devida a que foram lavadas no sangue do Cordeiro, ou seja purificaram-se por meio dos sacramentos e especialmente pelo sacramento da reconciliação.

 

Apocalipse 7, 2-4.9-14

2Eu, João, vi um Anjo que subia do Nascente, trazendo o selo do Deus vivo. Ele clamou em alta voz aos quatro Anjos a quem foi dado o poder de causar dano à terra e ao mar: 3«Não causeis dano à terra, nem ao mar, nem às árvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus». 4E ouvi o número dos que foram marcados: cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel. 9Depois disto, vi uma multidão imensa, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé, diante do trono e na presença do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas e de palmas na mão. 10E clamavam em alta voz: «A salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro». 11Todos os Anjos formavam círculo em volta do trono, dos Anciãos e dos quatro Seres Vivos. Prostraram-se diante do trono, de rosto por terra, e adoraram a Deus, dizendo: 12«Amen! A bênção e a glória, a sabedoria e a acção de graças, a honra, o poder e a força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amen!». 13Um dos Anciãos tomou a palavra e disse-me: «Esses que estão vestidos de túnicas brancas, quem são e de onde vieram?». 14Eu respondi-lhe: «Meu Senhor, vós é que o sabeis». Ele disse-me: «São os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro».

 

Numa grandiosa visão, o vidente de Patmos deixa ver que no meio de tantas desgraças e ainda antes que cheguem as piores, as que correspondem à abertura do 7º selo (cap.8), os cristãos, que formam uma imensa multidão, estão sob a protecção de Deus, mesmo quando perseguidos e sujeitos ao martírio.

2-4 «O selo (o sinete de marcar) do Deus vivo». Alusão ao timbre então usado pelos monarcas para imprimir o sinal de propriedade ou autenticidade: por vezes os escravos e soldados eram marcados na pele com um ferro em brasa. O símbolo está tomado destes costumes da época e sobretudo da profecia de Ezequiel (Ez 9, 4-6), por isso alguns Padres viram nesta marca, em forma de cruz (pela alusão ao tav de Ezequiel, a última consoante hebraica), o carácter baptismal. «Cento e quarenta e quatro mil» é um número simbólico; com efeito, os números do Apocalipse são habitualmente simbólicos, o que neste caso é evidente por se tratar de um jogo de números: 12 x 12000 (doze mil por cada uma das doze tribos de Israel). Estes 144.000, segundo uns, «representam toda a Igreja sem restrição» (Santo Agostinho), pois esta é o novo Israel de Deus (cf. Gal 6, 16) e são a mesma «multidão imensa que ninguém podia contar» (v. 9). Segundo outros, estes 144.000 são os cristãos procedentes do judaísmo, muito particularmente os que foram poupados das calamidades que assolaram a Palestina, por ocasião da destruição da nação judaica no ano 70.

11 «Os (24) Anciãos». Há grande variedade de opiniões para decifrar este símbolo, não se podendo sequer estabelecer se se trata de seres angélicos ou humanos. Santo Agostinho diz que «são a Igreja universal; os 24 anciãos são os superiores jerárquicos e o povo: 12 representam os Apóstolos e os bispos, e os outros 12 representam o restante da Igreja». «Os 4 Viventes» (à letra, «animais»), uma tradução preferível a: «os 4 animais», uma vez que o terceiro tem rosto humano (cf. Apoc 4, 7). A quem representam estes seres misteriosos, que reúnem características dos querubins de Ez 1 e dos serafins se Is 6? Podem muito bem simbolizar os quatro pontos cardeais, ou os quatro elementos do mundo (terra, fogo, água e ar), isto é, a totalidade do Universo. Deste modo, a presente «visão» apresenta-nos, unidos numa única adoração e louvor a Deus e a Cristo, os Anjos, a Humanidade resgatada e o próprio Universo material. A interpretação segundo a qual os Quatro Seres simbolizam os Quatro Evangelistas deve-se a Santo Ireneu e é uma acomodação espiritual do texto inspirado.

12 «Amen! Bênção, glória…»: Aqui, como ao longo de todo o Apocalipse, sente-se como a liturgia da Igreja faz eco à liturgia celeste, especialmente nas aclamações a Deus e ao Cordeiro.

14 «A grande tribulação». Tanto se pode tratar duma perseguição aos cristãos mais violenta no fim dos tempos, como das perseguições e das tribulações em geral no curso da história da Igreja. Mas é provável que o vidente de Patmos tenha presente em primeiro plano, as violentas perseguições de Nero e Domiciano, muito embora englobando nestas todas as outras.

«Lavaram as suas túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro». «Não se designam só os mártires, mas todo o povo da Igreja – comenta Santo Agostinho –, pois não disse que lavaram as suas túnicas no seu próprio sangue, mas no sangue do Cordeiro, isto é, na graça de Deus, por Jesus Cristo Nosso Senhor, conforme está escrito: e o seu sangue purifica-nos (1 Jo 1, 7)».

 

Salmo Responsorial     Sl 23 (24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

 

Monição: Deus está presente em todas as coisas, nas pessoas e nos acontecimentos. Tornarmo-nos conscientes de essa presença, e procura-la com esforço e sem desânimo, é o caminho para alcançar o Céu.

 

Refrão:        Esta é a geração dos que procuram o Senhor.

 

Do Senhor é a terra e o que nela existe,

o mundo e quantos nele habitam.

Ele a fundou sobre os mares

e a consolidou sobre as águas.

 

Quem poderá subir à montanha do Senhor?

Quem habitará no seu santuário?

O que tem as mãos inocentes e o coração puro,

o que não invocou o seu nome em vão.

 

Este será abençoado pelo Senhor

e recompensado por Deus, seu Salvador.

Esta é a geração dos que O procuram,

que procuram a face de Deus.

 

Segunda Leitura

 

Monição: A nossa condição de filhos de Deus deve tornar-nos almas transbordantes de gratidão. Se Deus é meu Pai e é Amor, tudo o que me acontece é bom para mim e manifestação do amor do Pai. Evitemos, por tanto, as queixas e sejamos profundamente agradecidos.

 

1 São João 3, 1-3

Caríssimos: 1Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto. Se o mundo não nos conhece, é porque não O conheceu a Ele. 2Caríssimos, agora somos filhos de Deus e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Mas sabemos que, na altura em que se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porque O veremos tal como Ele é. 3Todo aquele que tem n’Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro.

 

A leitura é um dos textos clássicos da filiação adoptiva divina, uma exigência constante de santidade.

1 «E somo-lo de facto». S. João não se contenta com dizer que somos chamados filhos de Deus, o que bastaria para que um semita entendesse, pois para ele ser chamado (por Deus) equivalia a ser. S. João quer falar para que todos entendamos esta realidade sobrenatural que «o mundo», sem fé, não pode captar nem apreciar.

2 A filiação divina capacita-nos para a glória do Céu, pois não é uma mera adopção legal e extrínseca, como a adopção humana de um filho. A adopção divina implica uma participação da natureza divina (cf. 2 Pe 1, 4) pela graça. «Semelhantes a Deus», desde já; mas só na glória celeste se tornará patente o que já «agora somos». «O veremos tal como Ele é». Esta é a melhor definição da infinda felicidade do Céu, de que gozam todos os Santos que hoje festejamos: contemplar a Deus tal qual Ele é, não apenas as suas obras, mas a Ele próprio, «face a face» (cf. 1 Cor 13, 12).

3 «Purifica-se a si mesmo». A certeza da filiação divina conduz-nos à purificação e à imitação de Cristo, o Filho de Deus por natureza: «como Ele é puro»; efectivamente, os puros de coração hão-de ver a Deus (cf. Evangelho de hoje: Mt 5, 8).

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Jesus nos revela, nas bem-aventuranças o caminho da verdadeira felicidade, mas só é possível percorrê-lo se o fizermos lado a lado com Jesus, apoiados na sua graça. Escutemos as solenes palavras de Nosso Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Vinde a Mim, vós todos os que andais cansados

e oprimidos e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 1-12ª

 

Naquele tempo, 1ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos 2e Ele começou a ensiná-los, dizendo: 3«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. 4Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. 5Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. 11Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. 12aAlegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

 

As oito bem-aventuranças, a que se junta uma nona (v. 11) a reforçar a oitava, são como o frontispício do Sermão da Montanha (Mt 5 – 7), «a expressão mais perfeita da mensagem evangélica, um dos mais altos cumes do pensamento humano, talvez o mais elevado» (G. Danieli); com razão disse Gandhi: «foi o discurso da montanha que me reconciliou com o cristianismo». As bem-aventuranças, expressas na terceira pessoa do plural, têm em Mateus um carácter solene e universal, dirigidas a todas as pessoas e a todos os tempos, não apenas aos ouvintes imediatos. Elas condensam a grande novidade do Evangelho, em contraste flagrante com o próprio pensamento religioso judaico então vigente, para já não falarmos do espírito mundano e hedonista do paganismo de então e do de agora. Elas não são a expressão de qualquer espécie de «ressentimento» dos pobres e desafortunados em face dos poderosos, dos ricos e satisfeitos, mas são antes um grito de protesto e de provocação lançado ao conceito de felicidade baseada na posse das riquezas, no gozo dos prazeres, na força, no poder e na fama. De modo nenhum elas são uma «ética para uso dos débeis», mas são um ideal de vida para almas fortes e generosas, uma ética que, quando vivida a sério, é capaz de renovar as pessoas e a sociedade; como o demonstra a vida dos santos. Chamamos a atenção para a motivação da felicidade em cada uma das bem-aventuranças: «porque…»: a felicidade não está na pobreza, na aflição, na perseguição, mas no seguimento de Jesus, pobre, aflito, manso, faminto e sedento, misericordioso, puro, pacificador, perseguido, o que dá direito ao gozo das promessas de Cristo. Assim se exprime Bento XVI em Jesus de Nazaré: «As bem-aventuranças são a transposição da Cruz e da Ressurreição para a existência dos discípulos» (p. 110); e ainda: «Quem lê o texto com atenção nota que as bem-aventuranças são como que uma biografia interior oculta de Jesus, um retrato da sua figura […]. Nas bem-aventuranças aparece o mistério do próprio Cristo, chamando-nos à comunhão com Ele» (p. 111).

3 «Bem-aventurados». Esta tradução (em vez de «felizes») vinca a ideia de que o Senhor promete a felicidade na bem-aventurança eterna e, ao mesmo tempo, já nesta vida, ao dizê-la do presente: «deles é» (não diz «deles será»). Mas não se trata de uma felicidade qualquer: é uma felicidade incomparável, interior e profunda, embora ainda não possuída de modo perfeito e completo na vida terrena. As bem-aventuranças têm uma dimensão escatológica e actual: correspondem a um futuro já iniciado.

«Os pobres em espírito». Como bom catequista, Mateus não deixa de especificar «em espírito», para que fique bem claro que não é o caso de uma mera situação económico-social, mas de uma atitude interior de humildade diante de Deus, de reconhecimento da própria carência de méritos e da absoluta necessidade da misericórdia de Deus para ser salvo. O desprendimento dos bens e a austeridade de vida são uma consequência desta atitude de espírito própria de quem se apoia não nos bens criados, mas só em Deus. Ao dizer «em espírito» (tô pneûmati, um dativo de relação), e não, como no v. 8, «de coração» (tê kardía: no seu íntimo, diante de Deus, em contraposição com o exterior), a expressão conota um sentido dinâmico, de acção, e portanto uma pobreza que corresponde a uma opção, isto é, uma «pobreza voluntária». É de notar que a formulação de Mateus é uma expressão religiosa coincidente com a dos textos de Qumrã (cf. 1QM, 14, 7: ‘anawê rûah).

4-5 A ordem destes versículos não é transmitida da mesma maneira em todos os manuscritos, por isso a fórmula que aparecia antes nos catecismos tem outra ordem que corresponde a uns poucos de manuscritos gregos e à Vulgata, diferente da que temos aqui; pensa-se que a ordem original teria sido alterada, a fim de facilitar a memorização e a compreensão, juntando frases semelhantes, dado o paralelismo entre os pobres e os humildes (os mansos) e entre os que choram (os aflitos) e os que têm fome e sede.

«Os que choram», isto é, os aflitos. A consolação dos que estão aflitos é um dos bens messiânicos (Is 61, 1-3; cf. Lc 4, 1ss) que Jesus garante aos seus discípulos (cf. Jo 16, 20-22). A consolação é uma forma emotivamente concreta de designar a salvação esperada e trazida por Cristo (cf. Lc 2, 25; Act 3, 20; 2 Tes 2, 16-17). O verbo na passiva «serão consolados» é uma forma reverente de se referir a Deus como agente, sem ter de o nomear (passivum divinum), equivalente a «Deus os consolará».

«Os mansos», tradução que consideramos preferível à adoptada e proposta por um bom número de exegetas. Com efeito, se bem que a tradução «os humildes» corresponda ao hebraico (‘anawîm: pobres) da passagem paralela do Salmo 37, 10-11 (mas traduzido pelos LXX por praeîs: mansos, e assim também pela Vulgata e Nova Vulgata: mansueti), a verdade é que a mansidão é uma noção que tem grande relevo em Mateus, pois o próprio Jesus se apresenta como «manso e humilde» (Mt 11, 29), na linha das profecias de Is 42, 1-4 (citada em Mt 12, 18-21) e de Zac 9, 9 (citada em Mt 21, 5). Por isso não nos parece que em Mateus a 1ª e a 3ª bem-aventuranças sejam simplesmente equivalentes; «mansos» são os humildes, mas com um matiz particular: são os que vencem o mal com o bem, não com a violência, mas com o perdão e com a bondade, como se insiste no mesmo sermão da montanha (Mt 5, 21-26.38-42.43-48; 6, 12.14-15). Estes são, não apenas os que são afáveis, ou simplesmente os não violentos, mas especificamente os que sofrem serenamente e sem ira, ódio ou abatimento, as perseguições injustas e as contrariedades. «Possuirão a terra» (prometida como herança), isto é, «a pátria celeste», figurada na terra prometida ao povo eleito (cf. Hebr 4, 2, 11; 11, 10.16; 12, 22; 13, 14).

6 «Fome e sede de justiça», isto é, uma fome mais espiritual do que material, pela especificação: de justiça. Estamos assim diante duma noção de natureza religiosa, central no discurso da montanha (cf. 5, 10.20; 6, 1.31.33): a submissão à vontade de Deus e ao seus desígnios de amor, uma vida justa, inocente, santa e perfeita (cf. 5, 48).

7 «Os misericordiosos»: o tema da misericórdia é central no Evangelho, pois dela o homem é extremamente necessitado e também está muito presente em Mateus; com efeito, Jesus é cheio de misericórdia (cf. 9, 36; 9, 9-13; 12, 1-7) para com os necessitados que a Ele clamam (cf. 9, 27; 15, 22; 17, 15; 20, 30.34); e esta tem de ser a atitude do discípulo para obter a misericórdia divina (cf. 6, 14-15; 18, 23-35); e é pelas obras de misericórdia que todos hão-de ser julgados sem apelo (cf. 25, 31-46).

8 «Os puros de coração», dado o contexto dos ensinamentos de Jesus, não se trata de uma simples pureza ritual que satisfaz uma série de requisitos externos para se estar em condições de realizar actos de culto (recordem-se as prescrições de Lv 11 – 16 relativos a alimentos, nascimento, actividade sexual, doença e morte), mas de uma pureza moral, que não fica hipocritamente em exterioridades farisaicas (cf. Mt 23, 25-26), mas vai, na linha da pregação dos profetas (cf. Is 1, 15-16; 29, 13; Salm 24, 3-4; 51, 12; Prov 22, 11), até ao mais profundo do interior da pessoa, onde nascem os desejos e as intenções (cf. Mt 15, 1-20; 5, 28; 12, 34). A pureza do coração é fundamentalmente a rectidão total dos pensamentos, das palavras e das acções, não apenas as boas intenções, segundo o Salmo 24, 3-4, que parece estar na base desta bem-aventurança (cf. Tg 4, 8; 1 Tim 1, 5; 2 Tim 2, 22; Hebr 10, 22). Não se limita à castidade, mas pressupõe-na e exige-a de modo particular, para se entrar em comunhão com Deus – para «ver a Deus» (cf. Hebr 12, 14; Apoc 22, 3-4; 1 Jo 3, 3; Catecismo da Igreja Católica, nº 2517-2533).

9 «Os que promovem a paz». Alguns exegetas preferem a tradução pacíficos, indicando o espírito conciliador, sereno, tolerante, indulgente e paciente (cf. Tg 3, 3-18), mas a maioria pensa que se trata não só dos pacíficos, mas daqueles que se empenham em activamente promover a paz entre os homens (e também – podíamos acrescentar – a paz dos homens com Deus, fundamento sério de toda a paz no mundo); estes «serão chamados…», uma expressão semítica que corresponde a «serão de verdade filhos de Deus» (cf. Mt 5, 45).

10 «Os que sofrem perseguição por amor da justiça» (cf. 1 Pe 3, 14), isto é, ao fim e ao cabo, por causa de Jesus (cf. Mt 10, 24-28), por viver piamente (cf. 2 Tim 3, 12). Esta «justiça», como na 4ª bem-aventurança, não é a justiça dos homens, mas corresponde à plena adesão à vontade de Deus, numa vida recta e santa.

11-12 Depois das 8 bem-aventuranças anteriores, que formam um bloco (uma inclusão marcada pela fórmula «porque deles é o reino dos Céus»: vv. 3.10), há aqui uma ampliação e uma aplicação directa aos ouvintes da 8ª e última bem-aventurança.

Finalmente quero chamar a atenção para a observação de Bento XVI na sua já citada obra, ao introduzir o tema das bem-aventuranças: «As bem-aventuranças não raramente são apresentadas como a alternativa do Novo Testamento a respeito do Decálogo, por assim dizer a mais elevada ética dos cristãos ante os mandamentos do Antigo Testamento. Com tal concepção distorce-se totalmente o sentido das palavras de Jesus. Jesus sempre pressupôs como evidente a validade do Decálogo (ver, por exemplo, Mc 10, 19; Lc 16, 17); no Sermão da Montanha são assumidos e aprofundados os mandamentos da segunda tábua, mas não são abolidos (Mt 5, 21-48)…» (p.109).

 

Sugestões para a homilia

 

A Igreja celeste

A chamada universal à santidade

O caminho das bem-aventuranças

A Igreja celeste

A Igreja, na celebração da solenidade de todos os Santos, contempla, como o fizera S. João, nas palavras que escutamos, a parte de ela própria que goza já da eterna Bem-aventurança; e glorifica à Santíssima Trindade com jubiloso agradecimento.

Hoje, levantamos o nosso olhar para o Céu, e o fixamos de modo especial em todos aqueles nossos irmãos na fé, que alcançaram a santidade, e que não foram nem serão proclamados solenemente Santos pela Igreja. O Papa Bento XVI no mês de Maio, em Lisboa, a eles fez referencia. Eles formam, dizia, «uma 'multidão que ninguém pode contar e provém de todas as nações, tribos, povos e línguas', e que o autor do Apocalipse viu vestida de 'túnicas brancas e com palmas na mão' (Ap 7, 9). Nesta multidão incontável, não estão apenas» os Santos já canonizados de Lisboa, mas «é formada pelos 'servos do nosso Deus' de todos os tempos e lugares, em cuja fronte foi traçado o sinal da cruz com 'o sinete de marcar do Deus vivo' (Ap 7, 2): o Espírito Santo. Trata-se do rito inicial cumprido sobre cada um de nós no sacramento do Baptismo, pelo qual a Igreja dá à luz os 'santos'».

Essa multidão incontável, composta por pessoas de todas as épocas, de todas as raças, de todas as idades, de todos os continentes e de todas as circunstancias pessoais e sociais possíveis, é uma multidão de pessoas como nos. Os Santos lutaram como nos, sentiram como nos a fraqueza da carne, a rebeldia do amor-próprio, o peso do comodismo, a atracção dos bens terrenos, o ímpeto da auto afirmação, o desejo de submeter os outros. Lutaram e venceram, lutaram e foram vencidos…e começaram novamente a lutar, cada vez mais humildemente, com mais agradecimento e mais amor.

Todos eles sempre, mas hoje de um modo especial, nos gritam desde o Céu: Ânimo!, tu podes ser santo, como nós fomos!; mais ainda: tu deves ser santo!, porque tens toda a ajuda de Deus para o ser e a nossa intercessão.

A chamada universal à santidade

A todos os homens chama Deus a uma vida santa, outorgando-lhes as graças convenientes e necessárias. Por isso é possível a todas as pessoas alcançar a santidade, pois de outra maneira Deus seria injusto, já que estaria a pedir algo impossível. Esta verdade hoje universal e pacificamente reconhecida esteve esquecida na vida dos cristãos durante séculos. Deus quis recorda-la aos homens, nos nossos dias, por meio de S. Josemaria Escrivã, e o Concilio Vaticano II fez da sua proclamação o conteúdo nuclear dos seus ensinamentos.

Mas em que consiste a santidade? Podem dar-se diversas respostas a esta questão, todas elas correctas. Assim podemos dizer que a santidade consiste no desenvolvimento pleno da vida sobrenatural em nos até chegar ao heroísmo das virtudes. Também se pode definir como a perfeição da Caridade ou a perfeita identificação com Jesus Cristo, etc. O Santo Padre Bento XVI, costuma dizer que estas definições da santidade se não forem bem entendidas podem resultar desencorajantes. Parece que os santos foram mulheres e homens sobredotados semelhantes a atletas de alta competição que realizaram esforços e alcançaram marcas impossíveis para o comum dos mortais. Mas é errado, porque não foram eles que o fizeram, mas sim Deus. Os Santos o que fizeram, e quanto melhor o fizeram mais alto grau de santidade alcançaram, foi deixar a Deus fazer neles; abrir a sua vida sem restrições à acção do Espírito Santo, e deixar-se levar sem por obstáculos e colaborando docilmente.

Por outra parte, a santidade não consiste num processo por meio do qual chegamos a um estado final em que já fazemos tudo bem, desapareceram os nossos defeitos, tornando-nos «impecáveis». Seria um erro pensar assim, pois em muitos casos os nossos defeitos acompanhar-nos-ão até ao fim da vida, embora lutemos contra eles. A santidade não consiste numa perfeição material em que tudo é bem feito, mas sim numa perfeição formal em que cada vez mais é Deus o motivo de tudo o que fazemos. Assim procuraremos trabalhar por Deus e com Deus, descansar por Deus, porque agrada a Deus que o façamos, servir a todos em casa, no trabalho e na rua, porque é o que Deus nos pede, rectificar com amor contrito quando pecamos ou voltamos a falhar no mesmo defeito, porque nosso Pai Deus não merece esse nosso comportamento errado, etc.

Comportando-nos de esta maneira, também iremos fazendo materialmente melhor muitas coisas, e sobretudo crescemos na Caridade. Também acontece por vezes que ao pensamos na perfeição da Caridade, ficamos perplexos e não sabemos que devemos fazer para amar mais ou realizar actos mais intensos de caridade. São João nos indica o caminho no fim da Segunda Leitura: a caridade aumenta por sucessivas purificações da nossa intenção. Quanto mais verdadeiramente seja Deus o motivo ou a intenção pela qual fazemos ou no fazemos as coisas, mais amamos verdadeiramente a Deus.

O caminho das bem-aventuranças

Mas é sobre tudo Jesus que nos apresenta o caminho «revolucionário» que conduz ao Céu. Trata-se do caminho das bem-aventuranças, que no fundo se identifica com o próprio Caminho que Jesus é. Cada uma de elas se aplica em primeiro lugar e em plenitude a Nosso Senhor. Ele é o verdadeiramente pobre, humilde, puro de coração, etc. Quando Jesus indica a cada homem esse novo caminho de santidade, está a dizer-lhe, também hoje e agora, como disse a Pedro, a Mateus, a João: «segue-Me».

Sabemos que as oito bem-aventuranças não se aplicam a oito tipos de pessoas diferentes, mas são oito tipos de condutas que deve por em prática todo cristão e que nascem de uma única raiz que é a Caridade de Cristo. O cristão que se deixa conduzir pelo Espírito Santo por este caminho, torna-se «bem-aventurado», que é sinónimo de santo e de feliz, porque já na terra saboreia a felicidade da Bem-aventurança eterna que depois alcançará em plenitude.

Cada uma das oito bem-aventuranças mereceria uma homilia completa, mas é bom que nos perguntemos pela sua presença na nossa vida, e se as identificamos como fonte de amor a Deus e de felicidade. Somos verdadeiramente humildes?; vivemos esquecidos de nos e do nosso egoísmo?; somos puros de coração?; somos desprendidos dos bens da terra e generosos em socorrer com eles a quem precisa?; aceitamos com paciência as incompreensões e criticas de que somos alvo quando nos comportamos com coerência cristã?, etc. Talvez pensemos que não nos reconhecemos nas palavras do Senhor…mas a verdade é que muitas vezes vivemos as bem-aventuranças sem darmos conta e como algo natural. E levaremos muitas surpresas quando o Senhor nos julgar e nos dizer: Repara, fizeste isto por Mim, e isto, e isto, e mais aquilo. Possivelmente nos nem nos lembraremos de ter feito semelhantes coisas, mas o Espírito Santo nos estava a santificar, caladamente, naturalmente, na vida de todos os dias, quando cumpríamos o nosso dever e vivíamos, sem reparar, as virtudes cristãs. São multidão também os Santos anónimos que andam pela Terra percorrendo o caminho das bem-aventuranças e sem saber que são santos. Sabê-lo-ão, com surpresa, quando ouvirem a voz do Senhor a dizer-lhes «Vem bendito do meu Pai…».

Peçamos agora a intercessão de todos os Santos e em especial da sua Rainha para renovar hoje eficazmente o propósito de colaborar com o Espírito Santo na nossa santificação e de ser bons instrumentos na santificação dos outros.

 

Fala o Santo Padre

 

«Todos os seres humanos são chamados à santidade.»

 

Na hodierna solenidade de Todos os Santos, o nosso coração, superando os confins do tempo e do espaço, dilata-se às dimensões do Céu. No início do Cristianismo, os membros da Igreja eram chamados também «os santos». Na Primeira Carta aos Coríntios, por exemplo, São Paulo dirige-se «aos santificados em Jesus Cristo, chamados à santidade, com todos os que, em qualquer lugar, invocam o nome de Jesus Cristo Senhor deles e nosso» (1 Cor 1, 2). De facto, o cristão já é santo, porque o Baptismo o une a Jesus e ao seu mistério pascal, mas deve ao mesmo tempo tornar-se santo, conformando-se cada vez mais intimamente com Ele. Por vezes pensa-se que a santidade seja uma condição de privilégio reservada a poucos eleitos. Na realidade, tornar-se santo é tarefa de cada cristão, aliás, poderíamos dizer, de cada homem! O Apóstolo escreve que Deus nos abençoou sempre e nos escolheu em Cristo «para sermos santos e imaculados diante dos seus olhos» (Ef 1, 4). Portanto, todos os seres humanos são chamados à santidade que, em última análise, consiste em viver como filhos de Deus, naquela «semelhança» com Ele segundo a qual foram criados. Todos os seres humanos são filhos de Deus, e todos devem tornar-se aquilo que são, através do caminho exigente da liberdade. Deus convida todos a fazer parte do seu povo santo. O «Caminho» é Cristo, o Filho, o Santo de Deus: ninguém chega ao Pai senão por meio d'Ele (cf. Jo 14, 6).

Sabiamente a Igreja colocou em estreita sucessão a festa de Todos os Santos e a Comemoração de todos os fiéis defuntos. À nossa oração de louvor a Deus e de veneração dos espíritos bem-aventurados, que hoje a liturgia nos apresenta como «uma grande multidão que ninguém pode contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas» (Ap 7, 9) une-se a oração de sufrágio por quantos nos precederam na passagem deste mundo para a vida eterna. A eles dedicaremos amanhã, de modo especial, a nossa oração e por eles celebraremos o Sacrifício eucarístico. Na realidade, a Igreja convida-nos todos os dias a rezar por eles, oferecendo também os sofrimentos e as fadigas quotidianas para que, completamente purificados, eles sejam admitidos a gozar eternamente da luz e da paz do Senhor.

No centro da assembleia dos Santos, resplandece a Virgem Maria, «a criatura mais humilde e alta» (Dante, Paraíso, XXXIII, 2). Colocando a nossa mão na sua, sentimo-nos animados a caminhar com mais ímpeto pelo caminho da santidade. A ela confiamos o nosso compromisso quotidiano e a ela rezamos hoje também pelos nossos queridos defuntos, na íntima esperança de nos encontrarmos um dia todos juntos, na comunhão gloriosa dos Santos.

 

Bento XVI, Solenidade de Todos os Santos, 4 de Novembro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Na grande solenidade com que festejamos e honramos

os Santos nossos irmãos do Céu,

devemos interceder por todos os homens que buscam por mil caminhos

a salvação que o mundo não pode dar.

Oremos com toda a confiança ao Pai, dizendo:

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

santa no seu ser e pecadora nos seus membros,

para que se purifique e se renove sempre mais,

de modo a dar ao mundo o testemunho de santidade de que ele carece,

oremos irmãos

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

2.  Pelo Santo Padre, o Papa,

pelos Bispos e Sacerdotes de todo o mundo:

para que na sua missão de guias do povo de Deus,

se sintam imunes do contágio do pecado

e assim consigam estabelecer no mundo uma Igreja cada vez mais santa,

oremos irmãos

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

3.  Pelos governantes das nações:

para que saibam passar

para além da busca duma felicidade meramente natural,

e construam uma sociedade nova baseada no amor e na justiça,

oremos irmãos

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

4.  Pelas famílias cristãs:

para que vivam o seu Matrimónio no amor e generosidade,

afastando de si todo o egoísmo e hedonismo

a que o meio ambiente as chama

e construam no seu lar a santidade matrimonial a que são chamados,

oremos irmãos.

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

5.  Pelos jovens:

para que se não deixem seduzir por ideias efémeros de felicidade

e os saibam encontrar em Cristo e naqueles que,

tendo-O seguido, gozam hoje da bem-aventurança eterna,

oremos irmãos

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

6.  Por todos nos aqui presentes:

para que saibamos corresponder aos apelos

de conversão e mudança de vida, que Jesus nos faz,

e assim, com uma vida santa

preparemos o nosso encontro com Ele, no Céu,

oremos irmãos

 

Levai-nos, Senhor, para o Céu

 

7.  Pelas almas santas do Purgatório

que aguardam a sua plena união com Deus no Céu:

para que as suas manchas sejam apagadas

e contemplem quanto antes, a Santíssima Trindade com todos os Santos,

oremos, irmãos

 

Senhor, nosso Deus, dai auxilio aos que vos servem, para que,

por intercessão dos vossos Santos, venham a formar parte da incontável

multidão dos bem-aventurados do Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa alegria, M. Carneiro, NRMS 73-74

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, os dons que Vos apresentamos em honra de Todos os Santos e fazei-nos sentir a intercessão daqueles que já alcançaram a imortalidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que e Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A glória da nova Jerusalém, nossa mãe

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Hoje nos dais a alegria de celebrar a cidade santa, a nossa mãe, a Jerusalém celeste onde a assembleia dos Santos, nossos irmãos, glorificam eternamente o vosso nome. Peregrinos dessa cidade santa, para ela caminhamos na fé e na alegria, ao vermos glorificados os ilustres filhos da Igreja, que nos destes como exemplo e auxílio para a nossa fragilidade.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Bastaria uma só Comunhão, recebida com as devidas disposições, para nos tornarmos santos. Preparemo-nos, com piedade e devoção, para comungar; mas examinemos, antes, a nossa alma para ver se estamos em condições de receber o Senhor

 

Cântico da Comunhão: Louvai nações do universo, M. Simões, 63

Mt 5, 8-10

Antífona da comunhão: Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os perseguidos por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus.

 

Cântico de acção de graças: Povos da terra, louvai ao Senhor, M. Simões, NRMS 55

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos adoramos, Senhor nosso Deus, única fonte de santidade, admirável em todos os Santos, e confiadamente Vos pedimos a graça de chegarmos também nós à plenitude do vosso amor e passarmos desta mesa de peregrinos ao banquete da pátria celeste. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Senhor nos envia, depois de cada Missa, como enviou os Apóstolos, às nossas casas e trabalhos, que são o lugar da nossa santificação e o ambiente que devemos vivificar com a doutrina de Cristo. Mas não nos envia sozinhos, Ele próprio nos acompanha, nos conforta e permanece ao nosso lado inundando-nos de esperança.

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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