Nossa Senhora do Rosário

7 de Outubro de 2010

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo Papa S. Pio V no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto e atribuída ao auxílio da Santa Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário (1571). A celebração deste dia é um convite a todos os fiéis para que meditem os mistérios de Cristo, em companhia da Virgem Maria, que foi associada de modo muito especial à encarnação, à paixão e à ressurreição do Filho de Deus.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A leitura dos Actos dos Apóstolos evoca o terceiro mistério glorioso do Rosário o qual, por sua vez, nos mostra o rosto da Igreja como família reunida com Maria, fortalecida pela poderosa efusão do Espírito, pronta para a missão evangelizadora.

 

Actos 1, 12-14

 

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como, em todas as quatro listas que aparecem no N. T., Pedro é sempre o cabeça de lista, embora elas não tenham sempre todos os nomes na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial     Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55

 

Monição: Com Maria que fez da sua vida um cântico de louvor, glorifiquemos o nosso Deus com as palavras do salmista.

 

Refrão:        Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                     que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

Ou:               Aleluia.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abrão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 28

 

Monição: Para que o Rosário possa considerar-se mais plenamente «compêndio do Evangelho», é conveniente recordar os mistérios de Cristo. O Evangelho de hoje reporta-nos ao primeiro ciclo, o dos «mistérios gozosos», que se caracteriza pela alegria que irradia do acontecimento da Encarnação. Isto é evidente desde a Anunciação, quando a saudação de Gabriel à Virgem de Nazaré se liga ao convite da alegria messiânica: «Alegra-te, Maria!». Para este anúncio se encaminha a história do mundo.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS10 (II)

 

Avé Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

 

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A. T. (cf. Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita: «Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

«Cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva: está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele. Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…» Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…» O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…» A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que se dá a si mesma.

«Faça-se…» O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Maria é a esperança realizada

Maria é a omnipotência suplicante

Maria é a esperança realizada

A Igreja tem a felicidade de ter Maria, que não é um mito, mas uma pessoa histórica. Maria foi a criatura que, durante toda a sua vida e sem interrupção, cooperou plena e totalmente com a graça de Deus. Admirável também é o facto de ter sempre permanecido livre. Ela é a fiel ouvinte da palavra de Deus. Esta palavra, sempre antiga e actual, possui um duplo efeito nas nossas vidas. Em primeiro lugar, a palavra de Deus ajuda a desembaraçamo-nos do egoísmo e dos apegos que impedem de progredir na resposta ao Espírito. Num segundo aspecto, a palavra de Deus, indica-nos a direcção certa para seguir o caminho da verdade e da vida.

Maria é a esperança realizada. Ela é em primeiro lugar a filha amada do Pai, em relação de confiança filial, e por isso mesmo obediente. Nela, por viver desde o início o sonho de amor do Pai, há uma total identificação do sonho de Deus com a sua realidade. A grandeza de sua maternidade está na sua fé. A sua vocação é, ao mesmo tempo, única e idêntica à nossa. Com ela toda pessoa é convidada a confrontar-se e colocar-se nas pegadas de Jesus. Toda a sua existência é plena comunhão com Cristo. Maria é elevada ao máximo na participação com Cristo e, por isso, para nós como «a estrela da evangelização».

Por meio de Maria, temos certeza que Deus não nos abandona na nossa desgraça. Nela abre-se uma perspectiva de esperança de que não estamos sozinhos. «Não mais te chamarão 'Abandonada', nem à tua terra 'Deserta', mas hão-de chamar-te 'Predilecta' e à tua terra 'Desposada', porque serás a predilecta do Senhor e a tua terra terá um esposo. Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus» (Is. 62, 4-5). É então que as palavras tornam-se balbucio e contemplação constante; «Ave Maria, cheia de graça...»

Maria é a omnipotência suplicante

Ao celebrarmos a festa de Nossa Senhora do Rosário lembramos que Maria é Mãe e educadora na oração. A experiência mostra-nos que a presença de Maria no coração daquele que reza o Rosário, atrai nele a oração do Espírito Santo, como um espelho solar atrai os raios de sol e obtém uma temperatura de várias centenas de graus. Foi o que aconteceu no Cenáculo, quando Maria juntou a Sua súplica à dos discípulos, tornando-se assim o modelo da Igreja em oração: o Espírito incendiou a Igreja e o mundo, levando-os ao mais alto grau de incandescência.

Sim, a experiência mostra que quando alguém reza o Rosário, com confiança e perseverança, sente nascer no seu coração a oração de comunhão com o Espírito de Deus. Não sabe donde é que ela vem nem para onde vai, mas é seduzido e transportado com ela. Então compreende a palavra de Jesus no Evangelho: «É preciso rezar sempre sem nunca se cansar» (Lucas 18,1). É algo inexplicável, é preciso experimentar e rezar até ao dia em que se recolherão os frutos: «Mas o que é que me faz parar!? Só a experiência nos pode ensinar estas maravilhas de Maria, que são inexplicáveis para os sábios e os orgulhosos e mesmo para os devotos comuns» (S. Luís Maria Grignon de Monfort, O segredo de Maria, n.º 57).

Assim, se foi a Virgem Maria que, no Cenáculo, obteve, para os Apóstolos a graça de permanecer e perseverar na oração, esperando a vinda do Espírito Santo, então, hoje, é para Ela que nos devemos voltar, afim de obtermos o dom da oração. Depois de dizermos e repetirmos: «Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte», os céus abrir-se-ão para nós, e então compreenderemos que Maria, a «Omnipotência suplicante», não pára um único instante de interceder por nós.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Rosário é um meio doado pela Virgem para contemplar Jesus.»

 

Este dia [...] oferece-nos dois motivos de oração e de reflexão: a memória da Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário, que se celebra precisamente hoje, e o compromisso missionário, ao qual o mês é dedicado de modo especial. A imagem tradicional de Nossa Senhora do Rosário representa Maria que com um braço ampara o Menino Jesus e com o outro apresenta a coroa a São Domingos. Esta significativa iconografia mostra que o Rosário é um meio doado pela Virgem para contemplar Jesus e, meditando a sua vida, amá-lo e segui-lo sempre fielmente. Foi a recomendação que Nossa Senhora deixou em diversas suas aparições. Penso, em particular, na de Fátima que apareceu há 90 anos. Aos três pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco, apresentando-se como «Nossa Senhora do Rosário» recomendou com insistência que se recitasse o Rosário todos os dias, para obter o fim da guerra. Também nós queremos acolher a riqueza materna da Virgem, comprometendo-nos a recitar com fé a coroa do Rosário pela paz nas famílias, nas nações e no mundo inteiro.

Contudo, sabemos que a verdadeira paz se difunde onde os homens e as instituições se abrem ao Evangelho. O mês de Outubro ajuda-nos a recordar esta verdade fundamental mediante uma animação especial que tende a manter vivo o anseio missionário em cada comunidade e apoiar o trabalho de quantos sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos trabalham nas fronteiras da missão da Igreja. [...]

Bento XVI, Angelus, 7 de Outubro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Maria Santíssima é o sinal maravilhoso

do que podemos ser quando nos abrimos à palavra do Senhor.

Por sua intercessão invoquemos a Deus, nosso Pai,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

 

1.  Pelo povo santo de Deus,

para que, à semelhança da Virgem sempre fiel,

dê testemunho da sua fé no meio do mundo,

oremos, por intercessão de Maria.

 

2.  Pelos nossos pastores,

para que, imitando a Virgem de Nazaré,

anunciem a Boa Nova aos que são pobres,

oremos, por intercessão de Maria.

 

3.  Pelos que cuidam dos doentes e dos idosos,

para que sejam um sinal vivo, como a Virgem Maria,

da solicitude de Cristo pelos humildes,

oremos, por intercessão de Maria.

 

4.  Pelos pais e mães de toda a terra,

para que, à luz das aflições da Virgem Mãe,

aprendam a pôr a confiança só em Deus,

oremos, por intercessão de Maria.

 

5.  Pelos cristãos que duvidam e vacilam,

para que se entreguem a Deus como a Virgem,

que acreditou no cumprimento das promessas do Senhor,

oremos, por intercessão de Maria.

 

6.  Por todos nós aqui presentes em assembleia,

para que, invocando Santa Maria, esperança nossa,

recebamos o dom de perseverar até ao fim,

oremos, por intercessão de Maria.

 

(Outras intenções).

 

Senhor, que fizestes da Virgem Santa Maria

a mulher forte, sempre ao lado do seu Filho,

concedei-nos também a nós

a graça de colaborarmos generosamente

na obra da redenção da humanidade.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tudo vos damos, M. Faria, NRMS 11-12

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 (644-756] ou II, p. 487

 

Santo: M. Simões, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

O Rosário, enquanto meditação sobre Cristo com Maria, é contemplação salutar pois insere-nos, de mistério em mistério, na vida do Redentor fazendo com que tudo aquilo que Ele realizou e a Liturgia actualiza, seja profundamente assimilado e modele a existência. Assim é na comunhão eucarística!

 

Cântico da Comunhão: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Antífona da Comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da Comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Através da oração do Rosário procuremos entrar na comunhão viva com Jesus através do Coração de Sua Mãe e, ao mesmo tempo, procuremos incluir os factos da vida de cada um, da família, da Igreja e da humanidade, acontecimentos pessoais e do próximo, e de modo particular daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. Assim a simples oração do Rosário há-de marcar o ritmo da nossa vida.

 

Cântico final: Caminhos de bênção, M. Faria, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 8-X: A defesa dos nossos ‘tesouros’.

Gal 3, 7-14 / Lc 11, 15-26

Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus haveres estão em segurança.

Precisamos estar muito atentos, vigilantes, para podermos defender os ‘tesouros’ da nossa vida: a presença de Deus na nossa alma, o amor a Nossa Senhora, o amor limpo pelo próximo. Recorramos ao dedo de Deus (Ev.): «O hino ‘Veni Creator Spiritus’, invoca o Espírito Santo como ‘dedo da mão direita do Pai’» (CIC, 700).

É também necessária a nossa vida de fé: «O justo viverá pela fé» (Leit.). Com ela, temos uma armadura adequada para lutar contra o demónio. E contamos com a ajuda de Nossa Senhora: «À vossa protecção nos acolhemos…Livrai-nos de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita».

 

Sábado, 9-X: Os louvores e petições a Nossa Senhora.

Gal 3, 22-29 / Lc 11, 27-28

Feliz daquela que te trouxe no seio e que te amamentou ao seu peito.

Pela recitação da Ave-Maria continuamos os louvores a Nossa Senhora: «As suas palavras exprimem a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra-prima: a encarnação do Filho no ventre virginal de Maria. A repetição da Ave-Maria sintoniza-nos com este encanto de Deus» (Rosário da V. Maria, 33).

Além disso, precisamos recorrer constantemente à sua protecção, pois «A Escritura aclara que tudo está sujeito ao pecado» (Leit.), e Ela foi concebida sem a mancha do pecado original.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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