27º Domingo Comum

3 de Outubro de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, Az. Oliveira, NRMS 48

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Diante das dificuldades e acontecimentos do dia-a-dia, perante factos tão injustos, inumanos e de tanto sofrimento, interrogarmo-nos, sem conseguirmos compreender por que razão Deus permite que tais desditas aconteçam. Por isso, encontramo-nos confundidos e invocamos o Senhor implorando-lhe que intervenha, a fim de repor alguma ordem nestas ocorrências.

Assim aconteceu também no tempo dos israelitas, cujo relato escutaremos daqui a pouco. A resposta é-nos sugerida nesta e nas restantes leituras, às quais devemos prestar a maior atenção.

Não fechemos o nosso coração à voz de Deus que nos fala através desses textos.

Pensemos nas vezes que fomos infiéis a essa voz do Senhor e peçamos humildemente perdão.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Como o profeta devemos estar atentos à resposta de Deus à nossa oração de súplica. Tal oração não muda a atitude de Deus, mas faz-nos descobrir a pobreza, os limites e a mesquinhez dos nossos planos e, por isso, permite-nos uma grande certeza: Deus é fiel.

 

Habacuc 1, 2-3; 2, 2-4

 

1,2«Até quando, Senhor, chamarei por Vós e não Me ouvis? Até quando clamarei contra a violência e não me enviais a salvação? 3Porque me deixais ver a iniquidade e contemplar a injustiça? Diante de mim está a opressão e a violência, levantam-se contendas e reina a discórdia?» 2,2O Senhor respondeu-me: «Põe por escrito esta visão e grava-as em tábuas com toda a clareza, de modo que a possam ler facilmente. 3Embora esta visão só se realize na devida altura, ela há-de cumprir-se com certeza e não falhará. Se parece demorar, deves esperá-la, porque ela há-de vir e não tardará. 4Vede como sucumbe aquele que não tem alma recta; mas o justo viverá pela sua fidelidade».

 

A leitura está escolhida em função do Evangelho, que fala da fé. A pequenina obra do profeta contemporâneo de Jeremias (séc. VII-VI) começa por duas queixas a que o Senhor responde. No texto temos a primeira queixa (1, 2-3) e a segunda resposta (2, 2-4), em que sobressai o apelo à fé. Deus não deixa de ouvir os seus amigos que Lhe pedem socorro; pode tardar a obra divina da salvação (2, 3), mas «há-de cumprir-se com certeza», «na devida altura», de modo que só vacila «aquele que não tem alma recta». Com efeito, o justo é da que tira a coragem para superar todas as dificuldades que venham a desabar sobre ele, por isso mesmo é que ele viverá. Por outro lado, também se pode entender o texto no sentido de que a fidelidade à aliança é garantia de vida para o justo. S. Paulo, em Rom 1, 17, faz uma actualização deste texto, utilizando-o como mote para a sua longa e profunda exposição sobre a «justificação», isto é, sobre a acção divina pela qual o próprio Deus justifica, isto é, torna justo, salva, o homem pecador. Trata-se duma iniciativa gratuita da parte de Deus, que não é fruto daquilo que o homem possa fazer cumprindo uma série de requisitos legais da Lei de Moisés. A primeira condição essencial para o homem se salvar, para viver a vida divina, é esta: pela fé, acolher confiado e agradecido o dom de Deus, que lhe vem por Cristo, e ser-lhe fiel. Note-se a importância que na época se dava ao profeta Habacuc: o célebre Péxer de Habacuc encontra-se entre os manuscritos de Qumrã.

 

Salmo Responsorial    Sl 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R.8)

 

Monição: O refrão do Salmo responsorial faz eco da primeira leitura: abre-nos o coração e ajuda-nos a renunciar às nossas expectativas e seguranças e faz-nos acolher os planos de Deus.

 

Refrão:        Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,

                     não fecheis os vossos corações.

 

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,

aclamemos a Deus, nosso Salvador.

Vamos à sua presença e dêmos graças,

ao som de cânticos aclamemos o Senhor.

 

Vinde, prostremo-nos em terra,

adoremos o Senhor que nos criou.

O Senhor é o nosso Deus

e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:

«Não endureçais os vossos corações,

como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,

onde vossos pais Me tentaram e provocaram,

apesar de terem visto as minhas obras».

 

Segunda Leitura

 

Monição: Esta leitura convida-nos a não cedermos ao desânimo e a renovarmos o empenho e as opções fundamentais da nossa vida de cristãos, para testemunharmos a verdade.

 

2 Timóteo 1, 6-8.13-14

 

Caríssimo: 6Exorto-te a que reanimes o dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de caridade e moderação. 8Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem te envergonhes de mim, seu prisioneiro. Mas sofre comigo pelo Evangelho, confiando no poder de Deus. 13Toma como norma as sãs palavras que me ouviste, segundo a fé e a caridade que temos em Jesus Cristo. 14Guarda a boa doutrina que nos foi confiada, com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós.

 

Começamos hoje, até ao fim do ano C, a ter como 2ª leitura uns respigos da 2ª Carta a Timóteo, a última das chamadas Cartas Pastorais, uma carta tão cheia de alusões pessoais, que são um forte sinal de autenticidade, apesar das muitas objecções em contrário. Escrevendo do segundo cativeiro romano, pelo ano 67, S. Paulo exorta o seu fiel colaborador a perseverar incansavelmente no ministério da pregação e na defesa da sã doutrina, prevenindo das ameaças que se avizinham para a fé recta.

6 «Reanimes o dom que recebeste pela imposição das minhas mãos». O rito da imposição das mãos tem aqui, como em 1 Tim 4 14, o sentido de comunicação do ministério apostólico; o dom corresponde à graça do Sacramento da Ordem (segundo o ensino de Trento: cf. DS 959), que se pode reactivar com a oração e o sacrifício, na correspondência às exigências da vocação (versículos seguintes). Como então, ainda hoje pertence ao sinal sacramental da Ordem a imposição das mãos do Bispo.

14 «Guarda a boa doutrina que nos foi confiada» (à letra: «guarda o bom depósito»). Bom, isto é, precioso e autêntico, um depósito, que são as palavras sãs segundo a fé (v. 13). A Revelação divina é um depósito sagrado confiado à Igreja e que ela tem de guardar e transmitir íntegro (cf. Dei Verbum, nº 7 e 10); é assim que em 1 Tim 6, 20 é dirigido ao grande colaborador de Paulo o veemente apelo final, «guarda o depósito», uma expressão de sabor jurídico (parathêkê), para designar uma coisa confiada à guarda duma pessoa de confiança, com a obrigação de lha guardar, sem deixar que se perca ou deteriore.

 

Aclamação ao Evangelho        1 Ped 1, 25

 

Monição: A fidelidade à fé não pode ser estática, morta, mas viva e sempre em crescimento, por obra do Espírito Santo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho, M. Carneiro, NRMS 97

 

A palavra do Senhor permanece eternamente.

Esta é a palavra que vos foi anunciada

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 5-10

 

5Naquele tempo, os Apóstolos disseram ao Senhor: «Aumenta a nossa fé». 6O Senhor respondeu: «Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: ‘Arranca-te daí e vai plantar-te no mar’, e ela obedecer-vos-ia. 7Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele volta do campo: ‘Vem depressa sentar-te à mesa’? 8Não lhe dirá antes: ‘Prepara-me o jantar e cinge-te para me servires, até que eu tenha comido e bebido. Depois comerás e beberás tu. 9Terá de agradecer ao servo por lhe ter feito o que mandou? 10Assim também vós, quando tiverdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: ‘Somos inúteis servos: fizemos o que devíamos fazer’».

 

O texto de hoje pertence à última parte (Lc 16, 1 – 19, 27) dos ensinamentos de Jesus na grande viagem para Jerusalém; aqui o Evangelista recolhe relatos diversos e de forma bastante dispersa, muitos deles exclusivos de Lucas.

5. «Os Apóstolos disseram ao Senhor». Notar como, diversamente dos outros Sinópticos, S. Lucas, na sua narração, frequentemente designa Jesus como «o Senhor», ainda antes da ressurreição.

6 «Diríeis a esta amoreira». Em Mt 17, 20 e Mc 11, 23, lê-se: a este monte, não deverá, porém, tratar-se duma suavização da arrojada forma de falar de Jesus, mas antes podemos pensar numa outra expressão paralela usada pelo Senhor.

7-10 Esta expressiva lição de humildade é exclusiva de Lucas. «Um servo...»: embora não se tratasse de um escravo à maneira romana, mas de um servo à maneira hebraica, não deixava de ser um criado para todo o serviço: lavar, cozinhar e servir à mesa, etc... Assim devemos nós estar dispostos a executar todo e qualquer serviço por Deus, Nosso Senhor – «o Amo» (ou Patrão, como gostava de lhe chamar o Beato D. Manuel González) –, com ânimo humilde e agradecido, pois não fazemos qualquer favor a Deus – servos inúteis –. Ele é que nos faz o máximo favor de nos admitir a servi-lo; este é o primeiro dever duma criatura relativamente ao seu Criador.

 

Sugestões para a homilia

 

Dificuldades e situações absurdas

O sentido da vida

Reavivar a consciência

Dificuldades e situações absurdas

Frequentemente achamo-nos embaraçados com os acontecimentos que nos relatam jornais, revistas e noticiários, bem como situações absurdas a que assistimos no nosso dia-a-dia: injustiças, fome, desemprego, doenças inexplicáveis, desgraças nunca imaginadas. Não conseguimos encontrar respostas aceitáveis para tais adversidades e, então, como no tempo de Habacuc, procuramos interrogar o Senhor e exigir d’Ele uma resposta ou uma atitude que colmate tais situações.

Todavia, a resposta de Deus é sempre a mesma: «Continua a acreditar. Talvez hoje não consigas entender os fundamentos da minha permissão, mas mantém-te fiel; um dia assistirás à minha interferência libertadora!».

A nossa oração não modifica a atitude de Deus, mas ajuda-nos a descobrir as nossas limitações, a tacanhez dos nossos planos, as nossas inseguranças. O refrão do salmo que recitámos é o eco a essas interrogações: «Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações».

Essa voz abre-nos o coração, ajuda-nos a abandonar as nossas esperas, as nossas firmezas, os nossos programas e interrogações e faz com que admitamos os planos de Deus. É isso que Deus nos pede e é esta fé que nos salva.

O sentido da vida

A fé não consiste em admitir um punhado de verdades. A fé do cristão admite uma escolha concreta: a de seguir o Mestre. Ela não é estática, mas dinâmica. Algumas vezes ela é diminuta, como foi a dos Apóstolos, que pediam ao Senhor que aumentasse a sua fé.

Para tal é necessário ter audácia para repudiar certos hábitos, fazer algumas rejeições, dar determinados passos.

A fé em Jesus é capaz de realizar coisas que aos olhos dos homens parecem impossíveis, como ouvimos no relato do Evangelho. Se a fé se traduzir numa adesão determinada e radical à proposta do Mestre, se for transformada num compromisso concreto de vida, os resultados serão sempre excepcionais.

Jesus não nos convida a usar a fé para obrigar Deus a satisfazer as nossas ambições ou manias. Ela convida-nos a darmos um sentido à nossa vida sanando rancores antigos, diminuindo distâncias raciais, preconceitos que nos entravam o diálogo com pessoas difíceis. No nosso coração há raízes muito fundas de inimizades que nos inibem e que não conseguimos arrancar, para nos livrarmos delas.

Muitos caracterizam-nos, a nós cristãos, sublinhando a fé, outros salientam a caridade, poucos evocam o cristão como o homem da esperança, aquele que não só acredita mas tem a certeza de que o Reino de Deus triunfará. No final a fé conseguirá arrancar todas as «amoreiras, plantando-as no mar», como nos relata Jesus no Evangelho.

O cristão que procura agir bem no seu quotidiano apenas para receber um prémio da parte de Deus está radicalmente enganado, pois não faz as coisas por amor, mas por egoísmo. É uma das profundas raízes existentes em nós que teremos de arrancar do coração e do pensamento. Todas as boas obras por nós praticadas são, no fundo, um dom do próprio Deus e não mérito nosso. Só seremos felizes se agirmos gratuitamente. Tudo o que fizermos não deve ser para agradar aos homens, nem para aprovação final por Deus. Fazendo-o desinteressadamente seremos na verdade imagem e semelhança de Deus Pai que está nos céus.

Só assim nos comportaremos como servos inúteis de que fala Jesus no final do Evangelho.

Reavivar a consciência

Recebemos muitos dons. É necessário reavivar a consciência da nossa condição de privilegiados e da responsabilidade que ela comporta.

Cada dia devemos reacender o amor, a fé e a esperança que, no dia do baptismo, foram ateadas pelo Espírito, a fim de não desanimarmos e podermos renovar o empenho e as opções fundamentais da nossa vida. Para tal, procuremos uma maior reflexão da Palavra do Mestre, para um crescente entendimento da Sua mensagem.

A fidelidade ao depósito da fé não consiste na repetição rigorosa e sempre idêntica de fórmulas às vezes impenetráveis e de gestos rituais que talvez não nos digam nada. A fé do cristão não é uma fidelidade morta mas viva e activa, em contínuo crescimento, por obra do Espírito Santo.

Procuremos reavivar e fazer crescer em nós esta fé que consegue mover montanhas.

 

 

Oração Universal

 

Conscientes do privilégio dos dons recebidos,

oremos a Deus, Pai fiel,

e supliquemos com toda a fé:

 

Deus fiel, ajudai-nos a ouvir a vossa voz.

 

1.     Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que sejam testemunhas fiéis

da fé no Mestre,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que as nossas comunidades cristãs

saibam acolher com verdadeira fé e esperança

as provações e dificuldades,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que todos nós aqui presentes

saibamos reavivar a consciência

da nossa condição de privilegiados

e actuemos responsavelmente,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que reacendamos

as atitudes de amor, fé e esperança

recebidas no nosso baptismo,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que saibamos tirar de nós

todas as raízes que nos prendem

a preconceitos e antigos rancores,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que estejamos preparados

e vigilantes para escutar com fé

a palavra de Jesus Nosso Senhor,

oremos, irmãos.

 

Ó Deus fiel, e cheio de bondade,

estas são as preces do povo reunido na vossa presença.

Com toda a esperança as elevamos

ao vosso coração de Pai.

Acolhei-as, vós que viveis e reinais para sempre,

com Jesus Cristo vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Senhor Jesus, Mestre Divino, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 99-100

 

Monição do ofertório

 

As oferendas que pelas mãos do sacerdote apresentamos sirvam para tornar presentes os dons com que somos quotidianamente cumulados e estimule em nós a fé e a esperança, através da presença real de Jesus sobre este altar.

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão do Corpo e Sangue do Senhor ajude a reavivar a consciência da nossa condição de privilegiados e nos mova a agir responsavelmente; reacenda em nós atitudes de fé, esperança e amor recebidos no nosso baptismo; e elimine todas as raízes que nos prendem a preconceitos, inimizades e rancores.

 

Cântico da Comunhão: O Pão de Deus, J. Santos, NRMS 662

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Vou cantar o vosso nome, S. Marques, NRMS 107

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A Palavra escutada e assimilada reavive em nós uma fé responsável, uma esperança renovada e uma consciente escuta da voz do Senhor, a fim de vivermos em fidelidade permanente aos dons de Deus.

 

Cântico final: A fé em Deus, F. da Silva, NRMS 11-12

 

 

Homilias Feriais

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 4-X: Necessidade de bons samaritanos.

Gal 1, 6-12 / Lc 10, 25-37

Mas um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

O bom samaritano da parábola (Ev.) é, em primeiro lugar, o próprio Cristo. Manifestou o seu amor por nós entregando a sua vida (cf. Eucaristia), e parando junto de nós para nos curar a nossas feridas (cf. Sacramento Penitência).

Nós também temos que ser samaritanos dos outros, pois, no nosso caminhar, encontramos muitas pessoas com feridas na alma: afastamento de Deus, circunstâncias dolorosas, falta de carinho, abandono, etc. Um bom exemplo é Nossa Senhora, que se preocupa por ajudar a sua parente Isabel, durante o tempo da sua gravidez.

 

3ª Feira, 5-X: Sempre unidos a Deus.

Gal 1, 13-24 / Lc 10, 38-42

Marta, Marta, andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só é necessária.

O que é necessário (Ev.) é mantermos a união com Deus ao longo do nosso dia.

Podemos arranjar alguns momentos exclusivamente dedicados ao Senhor, como Maria: tempo de oração, de meditação, de exame, etc. Mas também é possível lembrar-nos de Deus durante os momentos de trabalho, como Marta: oferecendo o nosso trabalho, pedindo pelas pessoas que nos rodeiam.

S. Paulo, depois de receber a revelação de Deus, esteve retirado algum tempo, dedicado a assimilar a vontade de Deus e, depois, começou as suas viagens (Leit.). Nossa Senhora acompanhou Jesus durante toda a sua vida, também com o pensamento.

 

4ª Feira, 6-X: O Pão da vida e a Palavra de Deus.

Gal 2, 1-2. 7-14 / Lc 11, 1-4

Dai-nos em cada dia o pão para nos alimentarmos.

«Tomado no sentido qualitativo (Ev.), significa o necessário para a vida e, de um modo mais abrangente, todo o bem para a subsistência. Tomado à letra, designa directamente o Pão da vida, o Corpo de Cristo, remédio de imortalidade, sem o qual não temos a vida em nós» (CIC, 2837). Não deixemos de meditar no 5º mistério luminoso do Santo Rosário, onde encontraremos a mulher eucarística, Nossa Senhora.

S. Paulo fala de um outro alimento, a Palavra de Deus: «Expus o Evangelho que prego entre os gentios aos membros da Igreja» (Leit.). Dediquemos diariamente alguns minutos a ler o Novo Testamento.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         António E. Portela

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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