aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO VOCACIONAL DO

CAMINHO NEOCATECUMENAL

 

Mais de 25 mil pessoas do Caminho Neocatecumenal estiveram na tarde do passado dia 14 de Maio num encontro vocacional que contou com a presença do Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, e do iniciador daquele movimento, Kiko Argüello.

 

A iniciativa, que reuniu mais de uma dezena de bispos portugueses e estrangeiros, atraiu grupos de Portugal, Brasil, Estados Unidos da América, Venezuela, Alemanha, Espanha, França e Itália, a maior parte participantes na Missa presidida pelo Papa Bento XVI no Santuário, no dia 13 de Maio.

No fim do encontro, que durou cerca de três horas, fez-se o convite a quem, no seguimento do seu percurso em comunidade ou como resultado da sua vinda a Fátima, quisesse optar por ser padre ou consagrar-se à vida religiosa num convento de clausura. Cerca de 400 rapazes e 350 raparigas responderam afirmativamente ao apelo.

O Caminho Neocatecumenal é um Movimento de leigos com quase quatro décadas, que deu origem a 80 seminários, denominados «Redemptoris Mater», um dos quais em Lisboa e outro a ser construído no Porto, depois de a sua primeira pedra ter sido benzida pelo Papa no dia 14, na Eucaristia celebrada na Avenida dos Aliados.

 

 

LISBOA

 

«BÍBLIA MANUSCRITA»

NA BIBLIOTECA NACIONAL

 

Teve lugar no passado 20 de Maio, a entrega oficial de um exemplar completo de «A Bíblia Manuscrita» à Biblioteca Nacional, como foi anunciado desde o lançamento da ideia desta iniciativa, em 2003.

 

Presentes na cerimónia o Director da Biblioteca Nacional, Pires Aurélio, e Maria de Jesus Barroso Soares, membros da Comissão de Honra de «A Bíblia Manuscrita», bem como dirigentes da Sociedade Bíblica, que a promoveu.

A seguir, foi inaugurada uma exposição dos 10 volumes deste exemplar de «A Bíblia Manuscrita», que contém a caligrafia dos cerca de 100 mil participantes na iniciativa, de todas as idades, regiões, estratos sociais e profissionais, e confissões religiosas.

Neste projecto, foram concluídos três exemplares manuscritos da Bíblia, cada um com mais de 12.500 páginas.

O texto a partir do qual foi copiada a Bíblia – quer nas escolas, quer na edição nacional do projecto – foi o da tradução inter-confessional, aceite igualmente por católicos e protestantes.

A Bíblia Manuscrita foi classificada pelo Ministério da Cultura como um projecto de «Superior Interesse Cultural» e nele participaram os titulares dos principais órgãos de soberania representados ao mais alto nível.

O exemplar que agora se expõe, formado por 10 volumes, constitui uma doação da Sociedade Bíblica de Portugal à BNP, o qual passará a integrar a colecção bibliográfica nacional, na Divisão de Reservados. As suas páginas poderão ser consultadas online.

 

 

LISBOA          

 

DESILUSÃO PELA LEGALIZAÇÃO

DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS

 

A decisão do Presidente da República de promulgar o Diploma que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo é «um passo atrás na construção da coesão social, ao contrariar um dos princípios mais consolidados das várias civilizações da humanidade», diz o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Pe. Manuel Morujão.

 

Numa declaração emitida a seguir ao anúncio feito por Cavaco Silva, o porta-voz sublinha que «no passado dia 13 de Maio, em Fátima, o Papa Bento XVI relembrou que a família está fundada na união de amor entre um homem e uma mulher, e que protegê-la é um dos factores fundamentais da construção do bem comum».

A Assembleia da República aprovara, no passado mês de Fevereiro, uma lei que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, com o apoio dos Partidos Socialista e Comunista e do Bloco de Esquerda. Perante a oposição de grande parte da sociedade portuguesa – evidenciada quer na petição de um referendo por mais de 90.000 assinaturas quer na manifestação multitudinária de 20 de Fevereiro na Avenida da Liberdade em Lisboa –, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, enviara o texto ao Tribunal Constitucional, que por grande maioria afirmou não haver inconstitucionalidade.

No dia 17 de Maio, o Presidente da República, anunciou a promulgação do diploma da Assembleia da República, tendo proferido uma declaração na qual lamenta que «não tenha havido vontade política para alcançar um consenso partidário alargado sobre uma matéria de tão grande melindre».

«Face à grave crise que o País atravessa e aos complexos desafios que tem à sua frente, importa promover a união dos Portugueses e não dividi-los, adoptar uma estratégia de compromisso e não de ruptura», acrescentou.

Para Cavaco Silva, «as forças partidárias que aprovaram o diploma não quiseram ponderar um princípio elementar da acção política numa sociedade plural: o de escolherem, de entre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceite pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo».

O Presidente da República podia ter vetado a lei. Ela voltaria à Assembleia da República e era previsível que a mesma maioria voltaria a aprová-la, não podendo então o Presidente da República deixar de a promulgar. 

Primeiras reacções

«Desapontou-me. Discordo» – disse o deputado europeu José Ribeiro e Castro. «O argumento de a Assembleia voltar a confirmar a lei, após um veto, não impressiona. Era certo que o Tribunal Constitucional diria o que disse e o Presidente não deixou de o ouvir. Se enviasse ao Parlamento o apelo implícito na primeira parte da sua mensagem, cada um assumiria as suas responsabilidades. Assim, foi o Presidente a assumir as suas. Creio que as assumiu mal e no sentido errado. Obrigado que fosse a promulgar, a lei não seria sua. Assim, fê-la também sua».

O padre Gonçalo Portocarrero de Almada critica a «ética da responsabilidade» invocada pelo Presidente: «faz questão em deixar claro que não concorda com o teor do diploma que promulgou» e, contudo, não toma todas as medidas para o travar. E recorda dois exemplos heróicos de coerência: «Outra é a lógica da honra e da fé. Thomas More, ex-chanceler de Henrique VIII, estava disposto a servir o seu país e o seu rei, mas não à custa dos seus princípios morais ou da sua religião. Em termos de estabilidade política ou de conveniência pessoal, poderia ter transigido com o divórcio real mas, como era um homem de fé e de princípios, não o fez. A coerência custou-lhe a vida. João Baptista não teve medo de denunciar a imoralidade de Herodes, e a sua não cedência ante o adultério do monarca, que teria sido muito oportuna social e politicamente, dada a grave crise resultante da ocupação romana, teve para o precursor uma consequência trágica: o martírio».

Também o padre Joaquim Correia Duarte, não cala a sua desilusão: «Senhor Presidente, não é tanto a promulgação que está em causa. V. Ex.cia, mais cedo ou mais tarde, acabaria possivelmente por ter de o fazer. O que está em causa é a sua incoerência: diz ao povo que não concorda com a lei e promulga-a de imediato, tendo outras soluções? Não concordando com a lei e indo a mesma lei contra a sua consciência, entendo eu que o mínimo que V. Ex.cia deveria fazer era devolvê-la à sua origem, indicando as razões por que o fazia, nomeadamente explicando a sua oposição pessoal fundamentada, incluindo a sua repugnância pessoal por uma coisa tão aberrante para a sua consciência e dignidade de português de lei. (…) Os senhores deputados seriam obrigados a discutir de novo o assunto. Pensariam duas vezes. Aprofundariam melhor a questão. E logo se veria.

«Se, por hipótese, a lei voltasse à mão de V. Ex.cia aprovada de novo, teria então forçosamente de a promulgar, mas, nesse caso, já não era responsável pelo seu acto nem culpado pela sua assinatura. A sua discordância ficaria de pé. Assim, não. Assim, o seu acto foi semelhante ao de Pilatos, e desgostou muito e muitos honestos, respeitosos e educados portugueses».

Estas reacções e outras semelhantes têm motivado, em sectores políticos e da sociedade, inclusive a procura de uma alternativa a Cavaco Silva para as próximas eleições presidenciais.

Reacção dos Bispos

O Arcebispo de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, lamentou que Cavaco Silva não tenha tido coragem para vetar a lei que permite o casamento entre homossexuais.

D. Jorge Ortiga gostaria que o Presidente da República, que é católico, tivesse sido coerente com as suas convicções, acrescentando estar «convencido que isso não iria prejudicar muito a questão da crise».

Pelo seu lado, o Cardeal Patriarca esperava que Cavaco Silva «usasse o veto político» na lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e acredita que se o tivesse feito «ganhava as eleições» presidenciais do próximo ano.

«Pela sua identidade cultural, de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal», diz D. José Policarpo, que não compreende as razões invocadas pelo Presidente da República quando anunciou a promulgação da lei.

«O discurso levava a uma conclusão que depois não aconteceu. Temos muita dificuldade em ver como é que um veto político vinha prejudicar a crise económica. Aquela relação lógica causa-efeito a mim não me convenceu», referiu o Cardeal à Rádio Renascença.

No entender de D. José Policarpo, «o argumento principal não era o da eficácia política, era um gesto dele como pessoa, como Presidente que foi eleito pelos portugueses e pela maioria dos votos dos católicos portugueses, que se distanciasse pessoalmente: quando assinasse era mesmo porque tinha de ser e naquela altura não tinha de ser».

Em toda esta vicissitude, é pena que nem todos se apercebam do terrível mal que é para a sociedade a legalização das uniões homossexuais, de um modo ou de outro (ver o documento da Congregação para a Doutrina da Fé, de 3-VI-2003, in CL, 2009/10, 2, pp. 321-329).

 

 

VILA DO CONDE

 

IMPORTÂNCIA DAS MISERICÓRDIAS

NO SECTOR DA SAÚDE

 

O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou querer passar a uma «contratação efectiva» o acordo genérico e consensual de que as Misericórdias portuguesas são fundamentais para um Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais equilibrado e ágil.

 

Para o governante, afirmar o princípio da complementaridade entre as Misericórdias e o Estado é «assunto adquirido», pelo que se comprometeu a rubricar com aquelas instituições alguns contratos de serviços até ao final do ano.

A garantia deixada por Manuel Pizarro na abertura do I Congresso do Grupo Misericórdias Saúde, que reuniu quatro centenas de participantes – a maioria provedores e mesários de muitas das Misericórdias existentes em Portugal –, suscitou um efusivo aplauso dos participantes no evento que se realiza no âmbito dos 500 anos da Misericórdia de Vila do Conde.

O Secretário de Estado defendeu que sejam dados passos no sentido de uma maior transparência e rigor nas relações entre o Estado e as Misericórdias e que cada um saiba o papel que deverá ocupar e desenvolver, no que ao SNS diz respeito. Não deixou de destacar o «trabalho histórico» das Misericórdias em Portugal, concretamente ao nível da Saúde, e a certificação de qualidade que nos últimos anos têm conferido àquela área em particular.

Ora, isso, na sua opinião «dá garantia e solidez» ao cumprimento dos compromissos já assumidos e a estabelecer. Misericórdias e Estado têm de participar numa visão comum sobre as necessidades do SNS numa perspectiva de serviço, adiantou Manuel Pizarro.

O secretário de Estado destacou ainda o carácter social da rentabilidade alcançada pelas Misericórdias. Se, no sector privado, os lucros se repartem pelos investidores, no sector social – o também designado terceiro sector – os proveitos obtidos com a gestão dos serviços de saúde são para reinvestir em proveito da comunidade. «As Misericórdias são, por isso, também elemento de desenvolvimento local que está muito para além da Saúde», salientou o governante.

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel de Lemos, destacou a importância da realização do I Congresso do Grupo Misericórdias Saúde, para que o Ministério «perceba, de uma vez por todas, que as Misericórdias são instituições de utilidade pública, que não são sector privado e que não estão no mercado». As Misericórdias são complementares do Estado, e ser complementar não é ser supletivo.

 

 

ÉVORA

 

LIVRO SOBRE ARCEBISPO

D. AUGUSTO EDUARDO NUNES

 

No passado dia 28 de Maio, no Instituto Politécnico de Portalegre, foi apresentado ao público o livro «D. Augusto Eduardo Nunes, Professor de Coimbra e Arcebispo de Évora», da autoria do Cónego Francisco Senra Coelho, professor de História de Igreja no Instituto Superior de Teologia de Évora.

 

O livro foi publicado pela Paulus Editora na colecção Espiritualidade/Biografias, com base na Tese de doutoramento do autor, Monseigneur Augusto Eduardo Nunes, Archbishop of Évora (1850-1920): From the University of Coimbra to Archbishop of Évora in the Contexto of the First Republica, na Phoenix International University, com o reconhecimento do British Council. D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, assina o prefácio do novo livro.

Trata-se de um livro de 919 páginas, que em três partes aborda a biografia, o pensamento e a actuação do antigo Arcebispo de Évora face ao período da Primeira República (1910-1920). O livro oferece ainda a edição de um valioso conjunto de obras da autoria do arcebispo, enquanto estudante e professor na Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, incluindo a tradução da sua Tese de doutoramento «Ecclesiae Catholicae Munus Sociale» (1880) e os textos dos Principais documentos colectivos do Episcopado Português, dos quais D. Augusto Eduardo Nunes foi redactor em nome de todos os colegas Bispos. A obra oferece ainda uma síntese cronológica dos principais acontecimentos da vida e do tempo do Arcebispo de Évora (1849-1920) e um apêndice fotográfico.

A sessão de apresentação do livro, em Portalegre, foi presidida pelo Bispo de Portalegre e Castelo Branco, D. Antonino Dias, e contou com a presença do presidente do Politécnico, Professor Doutor Joaquim Mourato, com o Governador Civil de Portalegre, Vereador da Cultura daquela cidade, com o arcebispo de Évora, D. José Alves e com o arcebispo emérito de Évora, D. Maurílio de Gouveia.

D. Carlos de Azevedo salientou a actualidade da obra com os contributos da novidade histórica, para a História em Portugal, afirmando mesmo: «Hoje, em Portugal, a Teologia da História deu um passo em frente». O Bispo Auxiliar de Lisboa e reconhecido historiador louvou ainda a ousadia da Paulus Editora ao publicar um livro de grande dimensão no actual contexto, felicitando o autor e a Editora pela audácia da iniciativa.

 

 

BRAGA

 

FALECEU

D. CARLOS PINHEIRO

 

D. Carlos Francisco Martins Pinheiro, de 85 anos, antigo Bispo Auxiliar da arquidiocese de Braga, faleceu na madrugada do passado dia 4 de Junho, depois de uma doença prolongada.

 

O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, afirmou que D. Carlos Pinheiro se distinguiu pela sua simplicidade. «Foi uma pessoa marcada por algumas doenças, que o impediram de oferecer uma disponibilidade total, mas estava sempre pronto para ajudar e para servir», referiu o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

O Bispo emérito «concretizou essencialmente o seu trabalho na organização das visitas pastorais, no tempo de D. Eurico Nogueira», anterior arcebispo de Braga.

D. Carlos Francisco Martins Pinheiro, nasceu em 1925, em Vila Praia de Âncora (Viana do Castelo). Ordenado sacerdote da arquidiocese de Braga em 1951, foi nomeado pároco de Ponte de Lima em 1954, onde esteve 19 anos. Em 1958 foi feito Cónego da Sé de Braga.

Neste período, exerceu o cargo de vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia e de presidente da Direcção da Oficina S. José; fundou o Museu dos Terceiros e o Instituto Limiano, organizou várias exposições em colaboração com o Museu Soares dos Reis (Porto) e a Fundação Calouste Gulbenkian, além de promover o restauro da igreja matriz.

No ano de 1978, D. Carlos Pinheiro, então Vigário geral de Braga, foi autorizado pelo arcebispo a trabalhar para a nova diocese de Viana do Castelo, onde exerceu os cargos de Vigário geral, juiz do Tribunal Eclesiástico e presidente da Comissão de Arte e Cultura.

Em 1985 foi nomeado e ordenado Bispo titular de Dume e auxiliar de Braga, numa altura em que a arquidiocese era dirigida por D. Eurico Dias Nogueira.

Foi presidente da Comissão Diocesana de Arte Sacra e Obras. A nível nacional, foi membro da Comissão Episcopal Mista Bispos-Religiosos.

Em 2000 passou a Bispo emérito por ter atingido os 75 anos, residindo desde essa data em Ponte de Lima, sempre com ligações a Braga.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO NACIONAL

SOBRE JACINTA MARTO

 

O Congresso nacional «Jacinta Marto: Do Encontro à Compaixão», que decorreu de 4 a 6 de Junho, foi um passo importante para a redescoberta da figura da Beata.

 

Juntamente com o Francisco, beatificado também a 13 de Maio de 2000, a Pastorinha «tem muito a dizer à vida da Igreja, não só às crianças», ressalta o Reitor do Santuário, Pe. Virgílio Antunes.

Jacinta nasceu em Aljustrel, no dia 11 de Março de 1910. Morreu em 20 de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, depois de uma longa doença.

Para o Reitor do Santuário, os dois Beatos têm uma «espiritualidade muito séria, apesar de serem crianças», manifestando uma «grande atitude de compaixão, que depois se manifestou nas coisas pequenas».

«O Santuário tem a preocupação de desenvolver uma reflexão aprofundada, séria, podemos mesmo dizer científica, a respeito de muitos dos aspectos relacionados com a mensagem de Fátima», diz este responsável, a respeito do Congresso dedicado à figura de Jacinta Marto.

D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, comenta que Jacinta captou «esta dimensão da compaixão», como «partilha da dor de Deus pelo sofrimento dos homens e até pela apostasia, pelo afastamento de Deus, o amor solidário para com a humanidade em guerra, a Igreja perseguida, o Papa».

«Tudo isto é uma expressão da compaixão entendida como uma expressão do amor solidário que é capaz de sofrer com os outros e pelos outros», acrescenta.

Neste sentido, assinala o prelado, diversas iniciativas têm procurado destacar a actualidade da mensagem e do «exemplo luminoso de uma criança para os tempos de hoje».

Mais de meio milhar de pessoas inscreveram-se no encontro, que pretendeu aprofundar a relação com Deus de uma das três crianças a quem a Virgem Maria apareceu por diversas vezes em 1917.

 

O Santuário de Fátima publicou já as Actas do Congresso anterior, realizado em Junho de 2009, sobre o Beato Francisco Marto.

«Francisco Marto: Crescer para o Dom», é o título da obra, mais uma edição do Santuário de Fátima, neste caso o Volume 1 da colecção «Fátima ESTUDOS».

 «Os temas foram organizados a partir de diversos olhares: um olhar para o Pastorinho de Fátima e para o seu contexto (biografia, personalidade, contexto social e religioso); um olhar para a realidade que esta criança apresenta (as crianças, a infância); um olhar para aspectos que nos são inspirados pela vida do Francisco (a música e a espiritualidade, a família e a educação cristã, a santidade)» – explica o Padre Vítor Coutinho, que coordenou esta edição junto com Arnaldo de Pinho.

 

 

VIANA DO CASTELO

 

D. ANACLETO OLIVEIRA,

NOVO BISPO DE VIANA

 

No passado dia 11 de Junho, o Santo Padre nomeou D. Anacleto Gonçalves Oliveira, de 63 anos, até agora Bispo Auxiliar de Lisboa, como novo Bispo para a Diocese de Viana do Castelo.

 

D. Anacleto Oliveira vai substituir D. José Pedreira, que apresentara ao Papa a sua renúncia por ter atingido o limite de idade.

Nascido em 1946, em Cortes (Leiria), D. Anacleto foi ordenado sacerdote da diocese de Leiria em 1970. Após a ordenação, frequentou em Roma a Universidade Pontifícia Gregoriana e o Instituto Pontifício Bíblico, tendo obtido as licenciaturas em Teologia Dogmática e em Ciências Bíblicas. Terminou os estudos bíblicos na Alemanha, tendo obtido o doutoramento em Ciências Bíblicas pela Universidade de Münster, cidade na qual trabalhou com a comunidade portuguesa.

Foi Professor de Exegese Bíblica no Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) de Coimbra e na Faculdade de Teologia (Lisboa) da Universidade Católica Portuguesa, a partir de 1988, e Presidente da Comissão Directiva do ISET de Coimbra, em 2001-2005.

Em 2005 foi nomeado e ordenado Bispo Auxiliar de Lisboa. Foi um dos dois delegados da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) ao Sínodo dos Bispos, que decorreu em Roma de 5 a 26 de Outubro de 2008, subordinado ao tema «A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja». Para a vivência do Ano Paulino recomendada pela CEP, publicou a obra «Um ano a caminhar com S. Paulo» (Gráfica de Coimbra, 2008). É actualmente presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia.

 

 

LISBOA

 

PENICHE DESPEDIU-SE

DE MONS. MANUEL BASTOS

 

D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa, presidiu no passado Domingo 13 de Junho, em Peniche, às exéquias de Mons. Manuel Bastos, falecido no dia anterior aos 88 anos de idade.

 

Monsenhor Manuel Bastos Rodrigues de Sousa destacou-se pela sua acção social e pela sua atenção aos pescadores e aos emigrantes da terra. Foi responsável, até Setembro de 2008, pela paróquia de Peniche.

Nascido em 1922 na freguesia e paróquia de Esgueira, concelho de Aveiro, foi ordenado sacerdote do Patriarcado de Lisboa em 1947. Pouco depois, foi nomeado pároco de Peniche, onde permaneceu até Setembro de 2008.

Ao longo da sua vida sacerdotal, foi capelão da Cadeia do Forte de Peniche e do Porto de Pesca local, professor de EMRC, membro da Comissão Nacional de Justiça e Paz e impulsionador do Stella Maris (Apostolado do Mar), entre outras actividades.

«Ao longo dos 62 anos em que foi Pároco de Peniche, marcou profundamente o panorama social da cidade, ultrapassando claramente as responsabilidades meramente religiosas, inerentes à função», refere um comunicado do Gabinete de Apoio ao Presidente da Câmara de Peniche.

O município lembra, para além da «Sopa dos pobres», nas décadas de 40 e 50, a criação do Lar de Santa Maria (1956).

«Especialmente atento aos que mais necessitam (crianças, idosos, reclusos, doentes, etc.), dedicou também particular atenção aos homens do mar e seu meio ambiente e à diáspora penicheira espalhada por Portugal e pelo mundo», refere ainda a nota.

 

 

FÁTIMA

 

IGREJA NÃO SE INTROMETE

NAS ELEIÇÕS PRESIDENCIAIS

 

A Igreja Católica em Portugal não se irá intrometer nas eleições presidenciais de 2011, disse o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga.

 

Em declarações aos jornalistas no final da Assembleia Plenária Extraordinária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), realizada em Fátima de 14 a 16 de Junho, o Arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga recordou que tem sido essa a atitude da Igreja Católica em Portugal: não se intrometer «o mínimo que seja» em qualquer questão de índole política.

«Não nos intrometemos até agora e não nos intrometeremos nesta questão», afirmou.

Para o Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o trabalho da Igreja Católica é «formar as consciências» para, depois, cada cidadão optar no momento do voto.

Questionado sobre campanhas em curso, até com propostas de homilias, incentivando ao envolvimento da Igreja Católica nas eleições presidenciais de 2011, D. Jorge Ortiga disse que são iniciativas de alguns católicos, no direito que têm de se manifestarem.

«O facto de alguns católicos se unirem para manifestar algum tipo de desejo, isso é uma questão pessoal e um direito que se lhes assiste», referiu.

O Presidente da Conferência Episcopal frisou, no entanto, que «não gostaria de ver o nome de ‘católico’ envolvido nestas coisas».

Para D. Jorge Ortiga, campanhas que possam estar em curso são de iniciativa individual e não correspondem a «uma atitude da Igreja em Portugal».

 

 

BRAGA

 

«ROTA DAS CATEDRAIS»

EM MARCHA

 

O projecto «Rota das Catedrais» está já em desenvolvimento, independentemente de muitas das 25 Catedrais que integram o projecto necessitarem de intervenções urbanísticas, de conservação e restauro. A garantia foi dada por Sandra Costa Saldanha, Directora do Secretariado dos Bens Culturais da Igreja Católica.

 

«As situações das Catedrais são muito desiguais», explica Sandra Costa Saldanha. A programação cultural vai exprimir uma «representatividade de Norte a Sul», respeitando o facto de algumas Catedrais não estarem ainda preparadas para acolher estas iniciativas.

O último trimestre de 2010 vai conhecer a primeira iniciativa. Será uma exposição com peças «muito significativas e representativas de cada uma das Catedrais, acompanhada de painéis ilustrativos».

Esta exposição, comissariada por D. Carlos Azevedo, Vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, vai arrancar em Braga, mas «quer-se itinerante».

Paralelamente, estão a ser desenvolvidos roteiros das Catedrais. Este projecto conta com o apoio do Turismo de Portugal e com a colaboração de alguns investigadores nacionais. A sua publicação será feita em vários idiomas.

Para o primeiro trimestre de 2011 está agendado um Congresso que tem como objectivo apresentar os desenvolvimentos do projecto «Rota das Catedrais», mas também «partilhar algumas experiências abrindo a discussão sobre estas matérias», traduz Sandra Costa Saldanha.

Vão ser convidados representantes de países onde projectos semelhantes são um sucesso – casos de Espanha, França e Itália.

Apesar do enfoque cultural que este projecto imprime, Sandra Costa Saldanha adverte que as Catedrais não vão perder a sua dimensão cultual.

«Uma das questões inerentes é a capacidade de conseguir conciliar o culto e a cultura. As catedrais em Portugal têm um potencial muito significativo, há uma necessidade de devolver estes espaços às comunidades e esta devolução pode passar por esta valorização cultural», salienta.

O projecto «Rota das Catedrais» foi celebrado pelo Ministério da Cultura e pela Conferência Episcopal Portuguesa e visa a valorização de 25 Catedrais Portuguesas, através de uma qualificada intervenção de recuperação e conservação com vista a oferecer uma proposta de excelência cultural e devolver os monumentos à comunidade.

 

 

LISBOA

 

POLÉMICA NA MORTE

DE SARAMAGO

 

Faleceu no passado dia 18 de Junho, na ilha espanhola de Lanzarote, José Saramago, único português galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. Contava 87 anos de idade, e a sua produção literária de sabor ideológico anti-cristão foi origem de acesas controvérsias. O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, dirigido pelo Padre Tolentino Mendonça, publicou o seguinte voto de pesar pela sua morte:

 

«O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura expressa o seu pesar na morte de José Saramago, grande criador da língua portuguesa e expoente da nossa cultura. José Saramago ampliou o inestimável património que a literatura representa, capaz de espelhar profundamente a condição humana nas suas buscas, incertezas e vislumbres.»

«Como é público, o cristianismo e o texto bíblico interessaram muito ao autor como objecto para a sua livre recriação literária. Há uma exigência e beleza nessa aproximação que gostaríamos de sublinhar. O único lamento é que ela nem sempre fosse levada mais longe, e de forma mais desprendida de balizamentos ideológicos. Mas a vivacidade do debate que a sua importante obra instaura, em nada diminui o dever da cordialidade de um encontro cultural que, acreditamos, só pode ser gerado na abertura e na diferença.»

«Lisboa, 18 de Junho de 2010».

 

 

LISBOA

 

CRÍTICA À DISCIPLINA

DE EDUCAÇÃO SEXUAL

 

O Estado deve ter uma função subsidiária e não totalitária em relação à Educação Sexual nas escolas. O desafio é lançado pelo delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) no Conselho Nacional de Educação.

 

«O Estado tem de apoiar os projectos educativos com quadros de valores diferenciados, que podem ser desde naturistas a ateus, católicos a evangélicos, mas a função do Estado é subsidiária, não é tutelar de forma monolítica, para não dizer absolutamente totalitária, a Educação», sublinha o Padre Querubim Silva, em declarações à Rádio Renacença.

O delegado da CEP no Conselho Nacional de Educação diz que o modelo que o Governo quer estender a todo o país no próximo ano lectivo aponta, sobretudo, para uma perspectiva biológica e mecanicista da sexualidade.

A regulamentação proposta pelo Governo não se adequa ao desenvolvimento psicológico dos jovens: «Embora haja aquela alusão a um projecto de vida com valores e fale de afectos e respeito, depois o desenrolar é todo no sentido de prevenção de gravidez, de doenças. Há um aspecto interessante, que é o acautelar de sinais de abusos, saber preservar-se deles, mas não parece que os conteúdos estejam adequados ao desenvolvimento psicológico das idades para os quais são designados».

O delegado da CEP considera que o programa proposto para a Educação Sexual nas escolas tem na sua raiz uma «concepção materialista da pessoa» e é «altamente deficitário sob o ponto de vista humanista».

Outra questão de fundo prende-se com a falta de preparação daqueles que vão orientar os jovens nesta área tão sensível da Educação.

«Esse é o grande problema. Temos que concordar que há muitos professores extremamente devotados à causa humanista, mas o ambiente não é propício a isso. Vamos ter certamente aberrações autênticas nas escolas e a única forma de travar é que os pais se movimentem», considera o Padre Querubim Silva.

 

 

BEJA

 

PRÉMIO PELA VALORIZAÇÃO

DO PATRIMÓNIO ARTÍSTICO

 

A diocese de Beja recebeu em Fátima a sexta edição do Prémio de Cultura «Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes», instituído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em nome da Igreja Católica.

 

O júri considerou que «a forma criativa e empenhada» com que Beja «tem sabido colocar a Cultura como campo prioritário da missão da Igreja», é um «testemunho» para as dioceses portuguesas.

O reconhecimento, que realça o trabalho do Departamento do Património Histórico e Artístico, valoriza a conservação cuidada dos bens culturais e o seu envolvimento num «diálogo contemporâneo e inventivo».

Após a leitura da acta do júri, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, destacou a Diocese de Beja no seu «exemplaríssimo percurso de diálogo cultural».

No momento culminante da Jornada da Pastoral da Cultura, que decorreu no dia 25 de Junho em Fátima, D. António Vitalino, Bispo de Beja, manifestou a grande alegria pelos frutos do trabalho que tem sido realizado nos últimos anos, em especial no que diz respeito ao «canto popular religioso».

José António Falcão, director do Departamento de Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, sublinhou que a luta pelo Alentejo é uma luta «pelo desenvolvimento».

É a primeira vez que o Prémio de Cultura «Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes» vai ser entregue a um Organismo, depois de nos anos anteriores ter distinguido o poeta Fernando Echevarria, o cientista Luís Archer S.J., o cineasta Manoel de Oliveira, a professora de Estudos Clássicos Maria Helena da Rocha Pereira e o político Adriano Moreira.

 

 

MADEIRA

 

LIVRO SOBRE SÃO PAULO

 

O livro do Bispo emérito do Funchal, D. Teodoro de Faria, «Paulo, de Jerusalém a Roma», foi lançado no dia 25 de Junho; é composto por uma recolha de 74 artigos publicados pelo autor no suplemento Pedras Vivas do Jornal da Madeira, entre 2008 e 2009, no decurso do Ano Paulino, seguindo o livro dos Actos dos Apóstolos e relacionando-os com as Cartas Paulinas.

 

D. Teodoro de Faria optou por escrever sobre São Paulo porque «é um astro de uma grandeza única da Igreja pela doutrina que nos dá e, ao mesmo tempo, ver como é que ele, um perseguidor da Igreja, recebendo a graça de Cristo, se transforma no primeiro evangelizador do seu tempo», explicou.

O Bispo emérito considera que «a mensagem de São Paulo continua sempre actual» tendo reiterado que nenhum como ele, talvez, soube transmitir a mensagem cristã. Segundo adiantou, «as frases de São Paulo estão na base dos direitos humanos, em tempos de grandes divisões em que os judeus não suportavam os outros povos, em que os gregos se julgavam superiores a todos os outros, em que a mulher era muito desprezada, o homem era quem valia e em que o escravo não tinha alma e era vendido no mercado sem que nenhum filósofo se revoltasse contra isso».

São Paulo seguia o princípio de que «em Jesus Cristo não há judeu nem grego, não há homem livre nem escravo, não há homem nem mulher».

Mas «o que São Paulo escreveu não eram só pensamentos seus, era inspirado por Deus para dar-nos esta mensagem que se pode adaptar em todos os tempos», sendo «uma forma de os católicos conhecerem o rosto dos cristãos dos primeiros séculos».

No decorrer da apresentação do livro, D. Maurílio de Gouveia enalteceu a obra e o escritor, afirmando que D. Teodoro tem uma «capacidade de tornar simples o que é difícil, evidencia competência nas ciências teológicas», tendo reiterado que o livro encerra «um texto rigoroso e acessível, quase jornalístico».

Ao recordar uma viagem que fez pelo Médio Oriente durante a qual visitou os lugares sagrados tendo como guia o Bispo emérito do Funchal, apontou que é preciso «percorrer os caminhos de São Paulo para conhecer os caminhos da vida». Cada vez mais, advertiu, «é necessário ir às origens do Cristianismo num mundo onde impera a superficialidade».

 

 

ALMADA

 

NOVA ILUMINAÇÃO PARA

MONUMENTO A CRISTO REI

 

Foi inaugurada no passado dia 26 de Junho a nova iluminação do monumento a Cristo Rei, com maior qualidade e mais baixo gasto de energia.

 

A cerimónia contou com a presença de D. Gilberto Canavarro dos Reis, Bispo de Setúbal, Padre Sezinando Alberto, Reitor do Santuário de Cristo Rei, Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara Municipal de Almada, e um vereador em representação de António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

O investimento foi repartido em partes iguais entre as Câmaras Municipais de Almada e de Lisboa e o Santuário.

Segundo o Pe. Sezinando Alberto, «a nova iluminação apresenta três tonalidades com o pedestal a ter uma luz mais branca, as abóbadas uma luz azulada e a figura do Cristo Rei em tons de amarelo. As fachadas da capela estão agora iluminadas com lâmpadas leds».

D. Gilberto começou por dizer: «Hoje iluminamos Cristo que é a luz do mundo, como Ele mesmo disse: «Eu sou a luz do mundo, quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida»». E deixou um voto: «que a luz de Cristo possa, não só de dia, mas também de noite, iluminar os que procuram a luz da verdade e da vida».

A inauguração da obra coincide com o encerramento das comemorações dos 50 anos do Santuário e, de acordo com o Reitor, aproveita o facto de Junho ser o mês do Coração de Jesus, imagem a que o Cristo Rei é dedicada.

 

 

ÉVORA

 

ARTE SACRA DE

VILA VIÇOSA

 

O nono volume do Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora, dedicado à «Arte Sacra no concelho de Vila Viçosa», foi recentemente apresentado na igreja de São João Evangelista, na qual marcaram presença o presidente da Câmara Municipal, Luís Roma, o presidente da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), Cón. Eduardo Pereira da Silva, o coordenador técnico-científico do Inventário, Artur Goulart, e o reitor do Seminário Menor de Vila Viçosa, P. Mário Tavares.

 

O lançamento da obra contou ainda com a actuação do Quarteto Arabesco que interpretou música sacra dos séculos XVI a XX, temas que abarcaram os períodos da Renascença, Barroco, Clássico e Moderno. Artur Goulart explicou ao semanário «A defesa» que «o concelho de Vila Viçosa já tinha sido inventariado há algum tempo, tendo agora surgido a oportunidade, fruto de um protocolo entre a Autarquia local e a FEA, da edição e lançamento do livro que apresenta cerca de 50 peças das largas centenas inventariadas».

«Vila Viçosa é de facto um dos concelhos com um acervo muito rico, devido à presença da Casa de Bragança, ao culto da Senhora da Conceição, à grande quantidade de conventos e colégios que ali se implementaram», apontou. «No mundo rural inventariámos também algumas peças, mas em menor volume do que na sede de Concelho. Todavia, desde os anos 50 do século passado que existe no Concelho um Museu Interparoquial de Arte Sacra, que é um caso raro, mas que convém manter as suas características e que está em remodelação», sublinhou.

Oito anos após o início do projecto do inventário, Artur Goulart revela que ainda faltam alguns concelhos para que o trabalho fique concluído. «Vamos agora para Reguengos de Monsaraz, faltando ainda Campo Maior, Benavente, Coruche e Vendas Novas».

O responsável indicou ainda que «está para ser lançado um outro livro, que está praticamente pronto, referente ao concelho de Portel. Entretanto já acabámos a inventariação nos Concelhos de Montemor-o-Novo e de Alcácer do Sal, prevendo-se para o final do ano o lançamento das respectivas obras que resumem o trabalho efectuado».

 


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