26º Domingo Comum

26 de Setembro de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu vim para que tenham vida, F. da Silva, NRMS 70

Dan 3, 31.29.30.43.42

Antífona de entrada: Vós sois justo, Senhor, em tudo o que fizestes. Pecámos contra Vós, não observámos os vossos mandamentos. Mas para glória do vosso nome, mostrai-nos a vossa infinita misericórdia.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A recompensa, após a morte, não é avaliada em função dos bens, da saúde e dos amigos que tivemos neste mundo, mas, além de muitas outras coisas, do bem que fizemos aos mais carenciados. Isto encontra-se bem claro na parábola do Evangelho deste domingo.

 

Oração colecta: Senhor, que dais a maior prova do vosso poder quando perdoais e Vos compadeceis, infundi sobre nós a vossa graça, para que, correndo prontamente para os bens prometidos, nos tornemos um dia participantes da felicidade celeste. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Profeta Amós limita-se a repetir o que foi dito na introdução, embora por outras palavras: «Quem as faz, há-de pagá-las».

 

Amós 6, 1a.4-7

 

Eis o que diz o Senhor omnipotente: 1a«Ai daqueles que vivem comodamente em Sião e dos que se sentem tranquilos no monte da Samaria. 4Deitados em leitos de marfim, estendidos nos seus divãs, comem os cordeiros do rebanho e os vitelos do estábulo. 5Improvisam ao som da lira e cantam como David as suas próprias melodias. 6Bebem o vinho em grandes taças e perfumam-se com finos unguentos, mas não os aflige a ruína de José. 7Por isso, agora partirão para o exílio à frente dos deportados e acabará esse bando de voluptuosos».

 

A leitura, que é uma censura do profeta do século VIII à vida opulenta e fácil, frequentemente à custa da miséria do próximo, foi escolhida em função do Evangelho de hoje.

6 «A ruína de José». O profeta pode referir-se tanto à miséria física de tantos compatriotas, como à corrupção moral que alastrava no Reino do Norte. Aqui é dado o nome de José ao Reino do Norte, em vez do nome de Efraim, corrente nos profetas, a tribo mais importante, pelo facto de Efraim ser filho de José, filho de Jacob, que não deu o seu nome a nenhuma tribo (Manassés e Efraim era filhos de José, que deram o seu nome às respectivas tribos).

 

Salmo Responsorial    Sl 145 (146), 7-10 (R.1b ou Aleluia)

 

Monição: O Senhor faz justiça a todos, sobretudo aos mais pobres e sofredores.

 

Refrão:        Ó minha alma, louva o Senhor.

 

Ou:               Aleluia.

 

O Senhor faz justiça aos oprimidos,

dá pão aos que têm fome

e a liberdade aos cativos.

 

O Senhor ilumina os olhos dos cegos,

o Senhor levanta os abatidos,

o Senhor ama os justos.

 

O Senhor protege os peregrinos,

ampara o órfão e a viúva

e entrava o caminho aos pecadores.

 

O Senhor reina eternamente.

O teu Deus, ó Sião,

é Rei por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo aconselha-nos a praticar a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão.

 

1 Timóteo 6, 11-16

 

Caríssimo: 11Tu, homem de Deus, pratica a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão. 12Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e sobre a qual fizeste tão bela profissão de fé perante numerosas testemunhas. 13Ordeno-te na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Cristo Jesus, que deu testemunho da verdade diante de Pôncio Pilatos: 14Guarda este mandamento sem mancha e acima de toda a censura, até à aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo, 15a qual manifestará a seu tempo o venturoso e único soberano, Rei dos reis e Senhor dos senhores, 16o único que possui a imortalidade e habita uma luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele a honra e o poder eterno. Amen.

 

Temos apenas três domingos com trechos da 1ª Carta a Timóteo, de que hoje se lêem apenas 6 versículos do último capítulo.

12 «Combate o bom combate da fé». Muitas vezes S. Paulo compara a vida cristã a uma luta desportiva ou mesmo guerreira, uma vez que sem esforço aturado não se pode permanecer fiel a Cristo (cf. Cor 9, 24-27; Col 1, 29; 2 Tim 4, 7).

«Fizeste tão bela profissão de fé…», no momento do Baptismo, ou, talvez como pensam alguns, antes da sua Ordenação; também poderia tratar-se simplesmente de um testemunho corajoso perante as autoridades pagãs.

15-16 É mais uma doxologia de sabor litúrgico (ver outras nesta carta: 1, 17; 3, 16), uma espécie de jaculatória de louvor a Deus, um desabafo duma alma enamorada de Deus Uno e Trino, que frequentemente S. Paulo deixou passar para os seus escritos.

 

Aclamação ao Evangelho        2 Cor 8, 9

 

Monição: Aclamemos Jesus Cristo que se fez pobre para nos enriquecer.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Jesus Cristo, sendo rico, fez-Se pobre,

para nos enriquecer na sua pobreza.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 16, 19-31

 

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19«Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. 20Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. 21Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. 22Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. 24Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. 25Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. 26Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. 27O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – 28para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. 29Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. 30Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. 31Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não se convencerão’.

 

A parábola de hoje é contada só por S. Lucas, o evangelista mais preocupado com os pobres e os desvalidos.

20 «Um pobre chamado Lázaro». Em hebraico, Eliázar significa «Deus ajuda». O facto de que é dado um nome ao pobre fez pensar a alguns Padres que não se trata duma parábola, mas dum exemplo com um fundo histórico. De qualquer modo, não é provável que Jesus se tenha servido dum conto egípcio, como alguém supôs, acrescentando-lhe os vv. 27-31.

21 «Os cães vinham lamber-lhe as chagas», um pormenor que põe em evidência a extrema miséria do pobre, pois não era para lhe servir de alívio, mas de humilhação, já que os judeus os consideravam animais impuros e por isso não os costumavam domesticar.

22-23 Segundo as teorias farisaicas da retribuição, na situação até aqui descrita, nada havia de censurável, uma vez que nesta vida cada um tem já a sorte que merece: o justo, a abundância e o bem-estar; o pecador, a miséria e o sofrimento. Com esta «parábola» Jesus pretende desfazer de vez esse equívoco corrente e ensinar a remuneração na outra vida, negada pelos saduceus. Não era que nos livros do Antigo Testamento ainda não houvesse referências suficientemente claras à outra vida, mas uma concepção demasiado imediata, utilitarista e mesmo materialista da vida por parte dos judeus levava-os a não dar a devida atenção ao que Deus já tinha revelado para o entenderem e traduzirem na vida. Aqui Jesus dá uma machadada definitiva nas falsas ideias farisaicas acerca da retribuição. A morte é o momento em que chega a hora da verdade: «o pobre morreu…, o rico morreu…» (v. 22) e a situação de cada um mudou também; o pobre «foi colocado ao lado de Abraão» (à letra, foi para o seio de Abraão), para um lugar ou estado de descanso e alegria onde estavam as almas dos justos. O rico foi metido «em tormentos», noutra zona da «mansão dos mortos» (o hádes em grego, o xeol em hebraico, em latim inferi/infernos).

Não se pense que falta à parábola qualquer motivação ética; com efeito, o pobre é agora feliz não porque antes sofreu, e o rico sofre não porque antes gozou. O rico sofre porque não fez caso do pobre, por ser dos que serviam ao dinheiro (cf. v. 13), e, por isso mesmo, não podia servir a Deus nem fazer bem ao próximo. Por outro lado, o pobre, ao ser uma figura posta em contraste, além de desgraçado seria também piedoso. Não se dá, pois, aqui uma simples inversão de papéis, mas uma verdadeira retribuição de carácter perpétuo (cf. v. 26): um abismo impede de passar de um lado para o outro. E, segundo a profunda observação de S. Gregório Magno, «não foi a pobreza que levou Lázaro ao Céu, mas a humildade; e também não foram as riquezas que impediram o rico de entrar no grande descanso, mas o seu egoísmo e infidelidade» (Hom. sobre S. Lc 40, 2).

24-31 É importante ter em conta que o diálogo entre o rico e Abraão não pode ser tomado à letra, pois não passa duma encenação para dar vigor ao ensino central da parábola; com efeito, os condenados não se podem mostrar arrependidos nem zelosos da salvação dos vivos, mesmo até dos seus familiares, pois carecem da virtude da caridade. Pela mesma razão, também não é válido refutar o espiritismo com os dados desta parábola, como por vezes se faz. As parábolas, enquanto tais, visam um ensinamento concreto e particular, embora nalgumas se tenha vindo a dar, mesmo já na tradição prévia à sua redacção nos Evangelhos canónicos, um valor alegórico a alguns elementos secundários, conforme põem em relevo muitos estudos científicos da actualidade sobre as parábolas de Jesus.

31 Se não dão ouvidos a Moisés e nem aos Profetas, isto é, aos ensinamentos do Antigo Testamento. Para quem não quer obstinadamente crer, os milagres não valem nada, já que Deus respeita a nossa liberdade; esta é também uma lição da parábola.

 

Sugestões para a homilia

 

1.  No livro de «Amós 6, 1ª.4-7» destacamos o seguinte: «Ai daqueles que vivem comodamente em Sião e dos que se sentem tranquilos no monte da Samaria.»

Deitados em leitos de marfim, estendidos nos seus divãs, comem os cordeiros do rebanho e os vitelos dos estábulos... Bebem o vinho em grandes taças... mas não se afligem com a ruína de José. Isto é um sinal sem interesse.

Por isso, agora partirão para o exílio à frente dos deportados e acabará esse bando de voluptuosos».

Neste tempo, século VIII, já existia em certo materialismo e consumismo. Ao meditarmos sobre isto, vemos retratado o ambiente de muitas pessoas do nosso tempo.

O mal não está em ter boas casas, comer bem e beber do bom e do melhor. Está, sim, em não se importarem com os que vivem em habitações miseráveis e a passar fome. Ninguém, de bom senso pode admitir uma coisa destas. Mas, quase todos nos limitámos a cruzar os braços.

Na vida eterna as coisas são muito diferentes. Este texto está na linha do que se diz no Evangelho deste domingo.

 

2.  São Paulo, na Carta a Timóteo 6, 11-16, aconselha a praticar a justiça e a piedade, a fé e a caridade, a perseverança e a mansidão.

Estas virtudes são um apelo a cada um de nós e levam-nos a criar um ambiente de felicidade, de paz e alegria à nossa volta.

Será que temos vivido assim? Em casa de nossas famílias respira-se este ambiente?

Existe nas famílias a preocupação de ajudar aqueles que trilham caminhos tão diferentes dos supracitados?

Se não vivemos para ajudar os outros, neste mundo, como seremos recebidos na eternidade?

Também a Segunda Leitura sintoniza-se com o Evangelho de São Lucas.

 

3.  No Evangelho de São Lucas temos estes contrastes. «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias e um pobre chamado Lázaro, jazia junto do seu portão coberto de chagas e bem desejava saciar-se do que caia da mesa do rico.

Morreu Lázaro e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão.

Morreu o rico e foi colocado em lugar de tormentos.

Como o rico viu Lázaro junto de Abraão fez este pedido a Abraão:

«Pai Abraão, envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua».

Abraão respondeu-lhe: «Filho, lembra-te que recebestes os teus bens em vida e Lázaro apenas os males».

Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado.

Não se pense que o pobre é agora feliz porque antes sofreu e o rico sofre porque antes gozou.

O rico sofre porque não fez caso do pobre, porque era dos que viviam só para o dinheiro e por isso mesmo, não podia servir a Deus nem fazer bem ao próximo.

Por outro lado, o pobre além de desgraçado seria uma pessoa piedosa.

Diz São Gregório Magno: «Não foi a pobreza que levou Lázaro ao Céu, mas a humildade; e também não foram as riquezas que impediram o rico de entrar no grande descanso, mas o seu egoísmo e infidelidade (homilia sobre São Lucas 40.2).

Para quem não quer obstinadamente crer, os milagres não valem nada, já que Deus respeita a nossa liberdade; esta é também uma das lições da parábola do Evangelho da Eucaristia deste domingo.

 

Fala o Santo Padre

 

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje o Evangelho de Lucas apresenta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31). O rico personifica o uso iníquo das riquezas da parte de quem as usa para um luxo desenfreado e egoísta, pensando unicamente em satisfazer-se a si mesmo, sem se preocupar minimamente com o mendigo que está à sua porta. O pobre, ao contrário, representa a pessoa da qual só Deus se ocupa: em contraposição ao rico, ele tem um nome, Lázaro, abreviação de Eleazaro, que significa precisamente «Deus ajuda-o». Quem é esquecido por todos, Deus não o esquece; quem não tem valor aos olhos dos homens, é precioso aos do Senhor. A narração mostra como a iniquidade terrena é invertida pela justiça divina: depois da morte, Lázaro é acolhido «no seio de Abraão», isto é, na bem-aventurança eterna; enquanto que o rico termina «no inferno entre os tormentos». Trata-se de um novo estado de coisas inapelável e definitivo, pois é em vida que é preciso corrigir-se; fazê-lo depois não serve para nada.

Esta página presta-se também a uma leitura em chave social. Permanece memorável a que forneceu há precisamente quarenta anos o Papa Paulo VI na Encíclica Populorum progressio. Falando da luta contra a fome, ele escreveu: «Trata-se de construir um mundo no qual cada homem... possa viver uma vida plenamente humana... onde o pobre Lázaro se possa sentar à mesma mesa do rico» (n. 47). Causas das numerosas situações de miséria são recorda a Encíclica por um lado «os servilismos que vêm dos homens» e por outro «uma natureza não suficientemente dominada (ibid.).

Infelizmente certas populações sofrem destes dois factores juntos. Como não pensar, neste momento, sobretudo nos Países da África subsariana, atingidos nos dias passados por graves inundações? Mas também não podemos esquecer muitas outras situações de emergência humanitária em diversas regiões do planeta, nas quais os conflitos pelo poder político e económico agravam realidades de mal-estar ambiental já pesadas. O apelo ao qual então deu voz Paulo VI: «Os povos da fome interpelam de modo dramático os povos da opulência» (Populorum progressio, 3), conserva hoje toda a sua urgência. Não podemos dizer que não conhecemos o caminho a ser percorrido: temos a Lei e os Profetas, diz-nos Jesus no Evangelho. Quem não os quer ouvir, não mudaria nem sequer se um dos mortos voltasse para o admoestar.

Que a Virgem Maria nos ajude a aproveitar o tempo presente para ouvir e pôr em prática esta parábola de Deus. Ela nos obtenha que nos tornemos mais atentos aos irmãos em necessidade, para partilhar com eles o muito ou o pouco que temos, e contribuir, começando por nós próprios, para difundir a lógica e o estilo da solidariedade autêntica.

 

Papa Bento XVI, Angelus, 30 de Setembro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãs e Irmãos, num só coração e numa só alma, elevemos a nossa oração ao Pai, dizendo:

Senhor, venha a nós o Vosso Reino.

 

1.  É necessário acabar com os Lázaros do nosso tempo

e tratá-los com dignidade. Oremos.

 

2.  Todos os que constituímos a Santa Igreja

devemos ser fiéis à missão que Cristo Lhe confiou. Oremos.

 

3.  Que acabem os desempregados e os que não querem trabalhar. Oremos.

 

4.  Estamos aqui numa assembleia reunida, onde não faltam também os jovens,

devemos perseverar na mesma fé e na mesma caridade. Oremos.

 

5.  Pelas famílias desta Comunidade Paroquial, para que vivam no amor a Deus,

fonte do amor entre o casal e os filhos, e tenham paz e alegria, oremos.

 

Vinde, ó Deus, em ajuda dos que mais precisam,

para que todos sejamos santos. Por Nosso Senhor…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Atei os meus braços, M. Faria, NRMS 9 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Deus de misericórdia infinita, aceitai esta nossa oblação e fazei que por ela se abra para nós a fonte de todas as bênçãos. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

A Comunhão frequente ajuda-nos a viver para os outros.

 

Cântico da Comunhão: Senhor eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

cf. Sl 118, 9-5

Antífona da comunhão: Senhor, lembrai-Vos da palavra que destes ao vosso servo. A consolação da minha amargura é a esperança na vossa promessa.

Ou:    1 Jo 3, 16

Nisto conhecemos o amor de Deus: Ele deu a vida por nós; também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos.

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento celeste renove a nossa alma e o nosso corpo, para que, unidos a Cristo neste memorial da sua morte, possamos tomar parte na sua herança gloriosa. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Viver para ajudar o próximo, por amor a Deus, é quase garantir um lugar na Glória Eterna.

 

Cântico final: Ficai connosco Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

Homilias Feriais

 

26ª SEMANA

 

2ª Feira, 27-IX: O valor das provações.

Job 1, 6-22 / Lc 9, 46-50

Em tudo isto, Job não cometeu pecado, nem disse contra Deus qualquer insensatez.

Job vai recebendo notícias das sucessivas desgraças que se abateram sobre a sua família, os seus rebanhos e as suas terras (Leit.). Vai aceitando tudo como vindo do Senhor, para seu bem.

Para que na nossa vida haja frutos abundantes é preciso que soframos algumas provações, como Job. Essas provações ajudar-nos-ão a sermos mais pacientes; a estarmos desprendidos dos bens materiais, a aceitarmos a vontade de Deus, ainda que nos desagrade; a pensarmos que tudo é para nosso bem se, de facto, amamos a Deus.

 

3ª Feira, 28-IX: O novo sinal da dor.

Job 3, 1-3. 11-17. 20-23 / Lc 9, 51-56

Desapareça o dia em que eu nasci… Por que não morri eu no ventre de minha mãe, ou não expirei ao sair do ventre de minha mãe, ou não expirei ao sair do seio materno?

Esta passagem faz parte da lamentação de Job: por ter nascido e por padecer tantos sofrimentos (Leit.).

Os sofrimentos aparecem de muitas formas diferentes e nenhum deles é naturalmente querido por ninguém. Mas Jesus elevou o sofrimento a um nível sobrenatural: tomou a resolução de ir a Jerusalém, para ali morrer (Ev.), porque nos queria redimir pela sua paixão e morte. Ele proclama bem-aventurados os que sofrem dores físicas ou morais, injustiças, etc. A fé altera o sinal da dor de menos para mais.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Adriano Teixeira

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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