Nossa Senhora das Dores

15 de Setembro de 2010

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Virgem dolorosa, M. Faria, NRMS 13

Lc 2, 34-35

Antífona de entrada: Simeão disse a Maria: Este Menino será sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel e uma espada trespassará a tua alma.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há muitas pessoas que sofrem no mundo. A medicina pode minorar esse sofrimento. Mas é sobretudo nos momentos de dor que os cristãos fixam os olhos no Alto, pedindo ajuda e protecção. Que Nossa Senhora das Dores abençoe a nossa prece!

 

Oração colecta: Senhor, que, na vossa admirável providência, quisestes que, junto do vosso Filho, elevado sobre a cruz, estivesse sua Mãe, participando nos seus sofrimentos, concedei à vossa Igreja que, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça ter parte na sua ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus sofreu por todos nós. Com a Cruz alcançou-nos a salvação. Ofereçamos o nosso sofrimento ao Senhor.

 

Hebreus 5, 7-9

7Nos dias da sua vida mortal, Cristo dirigiu preces e súplicas, com grandes clamores e lágrimas, Àquele que O podia livrar da morte e foi atendido por causa da sua piedade. 8Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento 9e, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se para todos os que Lhe obedecem causa de salvação eterna.

 

Este texto pequeno, mas deveras impressionante – há mesmo estudiosos que o consideram um extracto de um antigo hino a Cristo –, é tirado da parte central do célebre discurso, que é esta epístola (Hebr 4, 14 – 7, 28), onde se desenvolve o tema do sacerdócio de Cristo, o sumo sacerdote perfeito, que supera completamente o sacerdócio levítico.

7 Este versículo parece evocar o relato da agonia de Jesus no Jardim das Oliveiras (cf. Mt 26, 36-44). «Preces e súplicas»: estas duas palavras sinónimas correspondem a uma expressão grega da época usada nos pedidos a uma alta autoridade; o uso do plural sugere a insistência na oração, segundo o «prolixius orabat» de Lc 22, 43. «Com um grande clamor e lágrimas»: os ensinos rabínicos sobre a oração referem três graus ascendentes: a prece (em silêncio), os gritos, e as lágrimas (como a forma mais elevada da oração). Os Evangelhos só falam de um forte brado de Jesus, na Cruz (Lc 23, 46), mas é de supor que se conhecessem pela tradição oral, pormenores da oração no Horto, que justificariam tão impressionante expressão.

«Foi atendido»: em quê? É difícil de dizer, a tal ponto que Harnack pensa numa corrupção do texto original: «não foi atendido»; limitamo-nos a referir as explicações mais viáveis. Jesus não obteve a libertação do cálice de amargura, mas alcançou a coragem para enfrentar a sua Paixão identificando-se plenamente com a vontade do Pai. Ou então, como pensam outros, Jesus foi atendido ao ser livre da morte pela sua Ressurreição, o que lhe permite exercer o seu sacerdócio eterno (cf. 7, 24; 10, 10); com efeito, «a sua morte era essencial para o seu sacerdócio, mas se Ele não fosse salvo da morte pela Ressurreição, não seria agora o sumo sacerdote do seu povo» (J. H. Neyrey).

8 «Aprendeu a obediência no sofrimento», ou, melhor, «por aquilo que sofreu», ou também, «aprendeu de quanto sofrera, o que é obedecer». Trata-se de uma aprendizagem não teórica, mas experimental, existencial. Aprender através do sofrimento era um lugar comum na literatura grega, e até havia esta máxima: «os sofrimentos são lições». O que aqui há de particular é a aplicação à aprendizagem da obediência. No entanto, a obediência de Jesus na sua Paixão só é referida em mais dois lugares do N. T.: Rom 5, 19 e Filp 2, 8. Não se pense que a Jesus, por ser Deus, Lhe custava menos o sofrimento, antes pelo contrário, pois o sofrimento é directamente proporcional à dignidade da pessoa que sofre.

9 «Tendo atingido a sua plenitude». Esta tradução não deixa ver uma das ideias centrais da epístola, que é a de «perfeição», pelo que seria preferível a tradução do Cón. Falcão, «chegado à perfeição» ou a da Difusora Bíblica, «tornado perfeito». Note-se que a perfeição de que aqui se fala não é a do amadurecimento na virtude, mas a que advém a Jesus pelo exercício do seu sumo sacerdócio com a consumação da obra salvadora pela oferta do sacrifício da nova aliança: «a obediência de Jesus leva-o à sua consagração sacerdotal, que, por sua vez, O torna apto para salvar aqueles que Lhe obedecem» (The new Jerome Biblical Commentary, p. 929).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3ab.3cd-4.5-6.15-16ab.20 (R. 17b)

 

Monição: Que Nossa Senhora nos encaminhe a todos para o Senhor pois só n’Ele encontramos a salvação.

 

Refrão:        Salvai-me, Senhor, pela vossa bondade.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.        

 

Livrai-me da armadilha que me prepararam,

porque Vós sois o meu refúgio.

Em vossas mãos entrego o meu espírito,

Senhor, Deus fiel, salvai-me.

 

Eu, porém, confio no Senhor:

Disse: «Vós sois o meu Deus,

nas vossas mãos está o meu destino».

Livrai-me das mãos dos meus inimigos.

 

Como é grande, Senhor, a vossa bondade

que tendes reservada para os que Vos temem:

à vista da vossa face, Vós a concedeis

àqueles que em Vós confiam.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: A presença de Maria Santíssima no Calvário junto de Jesus dá-nos a certeza de que, nos momentos de dor, não estamos sós porque Ela nunca nos abandona.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação-1, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Bendita seja a Virgem Maria, que, sem passar pela morte,

mereceu a palma do martírio, ao pé da cruz do Senhor. Refrão

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

Naquele tempo, 25estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo; com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade. A tradução «recebeu-a como sua» corresponde melhor ao sentido original.

É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 33-35

Naquele tempo, 33o pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele. 34Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua Mãe: «Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição 35– e uma espada trespassará a tua alma – assim se revelarão os pensamentos de todos os corações».

 

33-34 «Simeão», de quem não temos mais notícias (não se diz que era velho; é uma dedução; que ele fosse filho de Hillel e pai de Gamaliel I é pura suposição), aparece como um dos «piedosos» do judaísmo que esperava não um messias revolucionário (como os zelotas) mas o verdadeiro Salvador, «a consolação de Israel» (v. 25). Apesar do que se diz no v. 34, não parece ser sacerdote, não estando no serviço do templo, mas tendo vindo lá «movido pelo Espírito» (v. 27).

A naturalidade com que S. Lucas chama a S. José «pai de Jesus» não implica qualquer contradição com o que antes afirmou em 1, 26-38. Aqui visa o poder e missão paterna, de modo nenhum a ascendência carnal. «A «espada» de dor pré-anunciada a Maria anuncia essa outra oblação, perfeita e única, da cruz, que trará a salvação que Deus «preparou diante de todos os povos» (v. 31)» (Catecismo da Igreja Católica, nº 529).

35 «Assim se revelarão os pensamentos de todos os corações». Estas palavras ligam-se a «sinal de contradição». É que, diante de Jesus, não há lugar para a neutralidade: a sua pessoa, a sua obra e a sua mensagem fazem com que os homens revelem o seu interior, tomando uma atitude pró ou contra; a aceitação e a fé será, para muitos, motivo de salvação, ou «ressurgimento espiritual», de que «se levantem»; ao passo que a rejeição culpável será motivo de que muitos se condenem: de que «muitos caiam».

 

Sugestões para a homilia

 

O sofrimento no mundo

O sofrimento dos Pastorinhos

Nossa Senhora das Dores

O sofrimento no mundo

Quando visitamos os nossos doentes nas casas ou nos hospitais vamos ao encontro da dor e do sofrimento.

Vemos crianças inocentes que não podem brincar porque a doença as prende ao leito de dor…

Vemos jovens que pensavam transformar o mundo e cujos sonhos se desfizeram porque a doença não os deixa sair de suas casas…

Vemos pais que fazem falta aos filhos mas não os podem acompanhar porque a doença os retém na cadeira de rodas…

Vemos pessoas consagradas que tanto desejavam trabalhar na vinha do Senhor mas optaram por rezar e oferecer o sofrimento ao Senhor pela salvação da humanidade porque a doença não lhes permite o apostolado directo no mundo…

Há pessoas que sofrem desde o nascimento. Há pessoas que sofrem por causa de acidentes. Há pessoas que sofrem com doenças incuráveis…

Há pessoas que sofrem na alma pelos desgostos, incompreensão, desprezo e abandono daqueles que as deviam amar…

Há doentes que se revoltam contra Deus, vivendo em contínuo desespero. Há doentes que se oferecem a Cristo Redentor, vivendo em serenidade, felicidade e paz…

O sofrimento dos Pastorinhos

 Em Fátima a 13 de Outubro de 1917 os Pastorinhos, entre outras manifestações, viram Nossa Senhora das Dores. Antes, no dia 13 de Maio, a Virgem Maria tinha-lhes dito: «Ides pois ter muito que sofrer mas a graça de Deus será o vosso conforto.»

Como souberam depois enfrentar a dor!...

Francisco, antes de morrer, quando lhe perguntaram se sofria muito, respondeu: «Estou muito mal mas sofro para consolar Nosso Senhor.»

Jacinta, durante a doença, confidenciava a Lúcia: «Sofro muito mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para reparar o Coração Imaculado de Maria!»

Lúcia, três dias antes do seu falecimento ocorrido em 13 de Fevereiro de 2005, à pergunta da Irmã que a acompanhava se sofria muito, respondeu: «Sofro». E as suas últimas palavras foram: «Ofereço pelo Santo Padre… pelo Santo Padre…pelo Santo Padre…»

Junto do Senhor, onde se encontram felizes, Francisco, Jacinta e Lúcia intercedem por nós.

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora sofreu sempre com Fé e com Esperança…

Quando Jesus foi concebido, Nossa Senhora sofreu porque José, não sabendo desse mistério, pensou abandoná- l´A até ao momento em que recebeu a explicação do Anjo.

Quando Jesus nasceu, Nossa Senhora sofreu porque ninguém Lhe quis oferecer a sua casa para O acolher.

Quando Herodes O quis matar, Nossa Senhora, acompanhada de São José, fugiu com Ele para o Egipto, sofrendo por ver a Sua vida em perigo.

Quando O perdeu aos 12 anos de idade, só descansou depois de O encontrar no Templo, após três dias de procura intensa.

Quando O acompanhou ao Calvário, sofreu unida a Seu Filho Jesus até sentir a alegria da Sua ressurreição na manhã do Domingo de Páscoa.

Quando, ao longo dos séculos, o mundo deixa de viver o Mandamento do Amor para cometer o pecado, Nossa Senhora vem ao encontro dos Seus filhos, indicando o caminho da conversão e salvação.

Não esqueçamos o que disse a Lúcia em 1925 quando pediu a devoção dos primeiros sábados:      

«Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfémias e ingratidões.»

Vivamos com Nossa Senhora durante a vida. Ela nos acompanhará na hora da nossa morte para no Céu vivermos com o Senhor, felizes para sempre…

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo  confiadamente:

Interceda por nós a Virgem Imaculada.

 

1.     Para que a Igreja continue no mundo

a obra salvadora d´Aquele que a amou

até ao ponto de por ela morrer pregado na Cruz,

oremos, irmãos.

 

2.     Para que os doentes e todos os que sofrem não desanimem

e ofereçam a sua vida de dor a Jesus

pela salvação do mundo,

oremos, irmãos.

 

3.     Para que todos os povos,

meditando nas consequências trágicas da guerra,

preparem uma nova era de paz para o mundo,

oremos, irmãos.

 

4.     Para que as famílias em crise

imitem a Sagrada Família,

alcançando  bênçãos  para o seu lar,

oremos, irmãos.

 

5.     Para que vivamos sempre unidos a Jesus,

no cumprimento integral da Sua vontade

e dando testemunho d´Ele durante toda a vida,

oremos, irmãos.

 

6.     Para que os nossos familiares e amigos falecidos

e as almas do purgatório alcancem no Céu

a felicidade desejada neste mundo,

oremos, irmãos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão de Nossa Senhora das Dores,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Vimos trazer, Senhor, M. Faria, 20 Cânticos para a missa

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Deus de misericórdia, para glória do vosso nome, as nossas orações e as nossas ofertas, ao celebrarmos a memória da Virgem Santa Maria, que nos destes como Mãe bondosa, junto da cruz do vosso Filho, Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644 756], ou II, p. 487

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da Comunhão

 

Maria deu-nos Jesus. Que nos ajude a viver em Graça a fim de O podermos receber sacramentalmente para sermos perfeitos e santos!

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Cartageno, NRMS 60

1 Pedro 4,13

Antífona da comunhão: Alegrai-vos, se participardes nos sofrimentos de Cristo, porque será plena a vossa alegria, quando se manifestar a sua glória.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o sacramento da redenção eterna, ao celebrarmos as dores da Virgem Santa Maria, ajudai-nos a completar em nós, em benefício da Igreja, o que falta à paixão de Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não nos esqueçamos de acompanhar e visitar todos os que sofrem. Que Nossa Senhora das Dores lhes alivie as suas dores para que, através da Cruz, alcancem a salvação!

 

Cântico final: Virgem Mãe do mesmo Deus, M. Luis, NRMS 10 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 16-IX: A oração feita em silêncio

1 Cor 15, 1-11 / Lc 7, 36-50

Depois, disse à mulher: Os teus pecados estão perdoados. Foi a tua fé que te salvou. Vai em paz.

Esta mulher pecadora representa-nos a todos. Apesar dos nossos defeitos e faltas, não devemos desanimar, enquanto vivermos a humildade e o arrependimento. Não esqueçamos que «Cristo morreu pelos nossos pecados» (Leit).

A oração desta mulher foi escutada por Jesus, mesmo sem ter dito nada: as lágrimas e o perfume foram suficientes: «Jesus atende a oração da fé expressa em palavras ou feita em silêncio (as lágrimas e o perfume da pecadora: Ev.)» (CIC, 2616). O seu arrependimento e o perdão do Senhor levaram-na a começar uma vida nova.

 

6ª Feira, 17-IX: Contributo no testemunho do Evangelho.

1 Cor 15, 12-20 / Lc 8, 1-3

Andavam com eles os Doze, bem como algumas mulheres, que serviam Jesus com os seus haveres.

Como estas santas mulheres, todos temos que pôr os nossos talentos ao serviço do Senhor (Ev.). «A Igreja está ciente do contributo específico da mulher para o serviço do Evangelho da esperança. A história da comunidade cristã atesta que as mulheres sempre tiveram um lugar de relevo no testemunho do Evangelho. Recorde-se tudo o que fizeram… mediante a maternidade física e espiritual, a acção educativa, a catequese, a realização de grandes obras de caridade» (João Paulo II).

Um contributo idêntico foi dado por S. Paulo para resolver os problemas da fé: «E, se Cristo não ressuscitou, então a nossa pregação não tem sentido» (Leit.).

 

Sábado, 18-IX: Provações e virtudes.

1 Cor 15, 35-37. 42-49 / Lc 8, 4-15

E a semente que ficou na boa terra são aqueles que ouviram a palavra com um coração recto e bom, a conservaram e, com perseverança, dão fruto.

Ambas as Leituras falam das sementeiras e das sementes. S. Paulo recorda: «O que tu semeias não volta à vida sem morrer» (Leit.). Isto significa que, sem o sacrifício, não pode haver frutos na vida de um cristão.

Jesus fala dos terrenos, que recebem a sementeira de Deus. Num dos terrenos, o demónio tenta arrancar a palavra do coração: «O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento interior, em vista de uma virtude comprovada» (CIC, 2847). Mais uma vez se verifica que, para o crescimento das virtudes, é necessária a provação, o sacrifício.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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