Assunção da Virgem Santa Maria

Missa da Vigília

14 de Agosto de 2010

 

Solenidade

Esta Missa utiliza-se na tarde do dia 14 de Agosto, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus te salve, claro exemplo, M. Carneiro, NRMS 81

 

Antífona de entrada: Grandes coisas se dizem de Vós, ó Virgem Santa Maria, que hoje fostes exaltada sobre os coros dos Anjos e triunfais com Cristo para sempre.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A planta de uma casa é como um sonho, uma promessa que antecipa a alegria de a ver construída. Mas será preciso ainda esperar muito tempo para que este sonho se transforme em realidade.

O Senhor quis que, ainda na vida terrena, víssemos antecipadamente a felicidade que nos espera no Céu, quando participarmos da comunhão com a Santíssima Trindade.

A Celebração da Assunção da Virgem Santa Maria leva-nos a contemplar, como realidade, o sonho que todos temos da nossa ressurreição final. Em Maria, a Santíssima Trindade mostra-nos o que havemos de ser: ressuscitados e glorificados em corpo e alma, para sempre.

Avivemos a nossa esperança, ao celebrar a Assunção em corpo e alma de Maria Santíssima ao Céu.

 

Acto penitencial

 

Orientamos, muitas vezes, a nossa vida como se nada mais houvesse a esperar depois desta vida terrena.

Apegamo-nos a esta realidade que vemos e pomos de parte o que a fé nos ensina, renunciando à esperança de uma felicidade perfeita, em corpo e alma, no Céu.

Reconheçamos a desorientação em que nos deixamos mergulhar, peçamos ao Senhor perdão e prometamos, com a Sua ajuda, uma vida de acordo com a luz da fé.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor: Para o nosso materialismo de vida em que nos deixamos cair,

    vivendo como se nada mais tivéssemos a esperar da vida que há-de vir.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

•   Cristo: Deixamo-nos cair num pessimismo e num desânimo profundos,

    como se não tivéssemos uma Mãe em corpo e alma gloriosos no Céu.

    Cristo, misericórdia!

 

    Cristo, misericórdia!

 

•   Senhor: Não temos sabido aproveitar a mediação de Nossa Senhora,

    para obtermos todas as graças de que necessitamos na vida presente.

    Senhor, misericórdia!

 

    Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Senhor Nosso Deus, que, olhando para a humildade da Virgem Maria, a elevastes à dignidade de ser Mãe do Verbo Encarnado e neste dia a coroastes de glória, concedei-nos, por sua intercessão, que, salvos pelo mistério da redenção, mereçamos ser por Vós glorificados. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Conquistada a cidade de Jerusalém e estabelecida nela a capital do reino, vencidos os inimigos e consolidado o trono, David preparou tudo para uma solene trasladação da Arca da Aliança para a Cidade Santa.

Este acontecimento do Antigo Testamento é uma figura da Assunção de Maria ao Céu. A Virgem Santa Maria, Arca da Nova Aliança, foi conduzida solenemente para a Nova Jerusalém.

 

 

1 Crónicas 15, 3-4.15-16 16, 1-2

 

Naqueles dias, 3David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de trasladar a arca do Senhor para o lugar que lhe tinha preparado. 4Convocou também os descendentes de Aarão e os levitas. 15Os levitas transportaram então a arca de Deus, por meio de varas que levavam aos ombros, conforme tinha ordenado Moisés, segundo a palavra do Senhor. 16David ordenou aos chefes dos levitas que dispusessem os seus irmãos cantores, para que, acompanhados por instrumentos de música – cítaras, harpas e címbalos – , entoassem as suas alegres melodias. 1Assim trasladaram a arca de Deus e colocaram-na no meio da tenda que David mandara levantar para ela. 2Depois ofereceram, diante de Deus, holocaustos e sacrifícios de comunhão. Quando David acabou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios de comunhão, abençoou o povo em nome do Senhor.

 

A Liturgia vê no solene e festivo transporte da Arca da Aliança de Quiriat-Iarim para a cidade de Jerusalém, conquistada aos jebuseus por David, a figura da entrada de Maria, em corpo e alma, no Céu. A Arca era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. A Igreja louva Maria com o título de Arca da Aliança. Há exegetas que vêem na visita da Virgem Maria a Isabel ressonâncias deste relato, que justificam este título bíblico atribuído à Virgem Maria.

 

Salmo Responsorial    Sl 131 (132), 6-7.9-10.13-14 (R. 8)

 

Monição: O salmo 132 é um cântico de peregrinação que foi composto, provavelmente, para a coroação do rei.

A liturgia desta solenidade entoa-o em honra de Maria, Rainha do Céu e da terra, elevada em corpo e alma glorificados à felicidade do Céu.

 

Refrão:        Levantai-Vos, Senhor, e entrai no Vosso repouso,

                     Vós e a Arca da vossa majestade.

 

Ouvimos dizer que a Arca estava em Éfrata,

nós a encontrámos nas campinas de Jaar.

Entremos no santuário do Senhor,

prostremo-nos a Seus pés.

 

Revistam-se de justiça os Vossos sacerdotes,

Exultem de alegria os Vossos fiéis.

Por amor de David, Vosso servo,

não afasteis o rosto do Vosso Ungido.

 

O Senhor escolheu Sião,

preferiu-a para Sua morada.

«É este para sempre o lugar do Meu repouso,

aqui habitarei, pois o escolhi».

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo canta, na primeira Carta aos fieis de Corinto, a vitória de Cristo sobre a morte.

Maria Santíssima é a primeira criatura a viver em plenitude esta ressurreição final e a glorificação no Céu.

 

1 Coríntios 15, 54b-57

Irmãos: 54bQuando este nosso corpo mortal se tornar imortal, então se realizará a palavra da Escritura: «A morte foi absorvida na vitória. 55Ó morte, onde está a tua vitória? Ó morte, onde está o teu aguilhão?». 56O aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a Lei. 57Mas dêmos graças a Deus, que nos dá esta vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

56 «O aguilhão da morte é o pecado». S. Paulo apresenta a morte personificada, a picar com o ferrão, isto é, a exercer o seu domínio sobre a humanidade: ao sermos feridos pelo pecado, morremos. Como se vê, isto está dito de modo figurado. «A força do pecado é a Lei». A Lei de Moisés, ao tornar mais patentes as obrigações, sem conceder a força para fazer o bem, dava força ao pecado, isto é, tornava-se ocasião de pecado (cf. Rom 7, 7-8).

57 «A vitória por N. S. J. Cristo»: Jesus, dando pleno cumprimento à Lei antiga, que exigia a morte do pecador, não só venceu a morte com a sua própria morte, como também arrebatou à morte o seu poder mortífero – «o aguilhão» –, isto é, o pecado, que feria a humanidade e a submetia à morte.

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 11, 28

 

Monição: Não podemos imitar Nossa Senhora na sua maternidade de Jesus, porque a história da redenção não se repete.

Jesus, porém, indica-nos o modo de participar na glória de Maria: procurando acolher atentamente a Palavra de Deus e levando-a à vida.

Aclamemos o Evangelho que nos anuncia esta consoladora maravilha.    

 

Aleluia

 

Cântico: Az. Oliveira, NRMS 36

 

Felizes os que ouvem a palavra de Deus

e a põem em prática.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efectivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1, 48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1, 38). O Papa Bento XVI em Fátima, a propósito da resposta de Jesus àquela mulher do povo – «mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (v. 28) –, interpela-nos seriamente: «Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo».

 

Sugestões para a homilia

 

• A Assunção, causa da nossa alegria

Maria, a realização do projecto de Deus

Maria, Arca da Nova Aliança

A Assunção, alegria de toda a Igreja

• Maria glorificada pela Igreja

Deus exalta Maria, Virgem fiel

Cantemos a glória da Mãe de Deus

Sigamos o caminho de Maria

1. A Assunção, causa da nossa alegria

a) Maria, a realização do projecto de Deus. «David reuniu em Jerusalém todo o povo de Israel, a fim de transportar a Arca do Senhor para o lugar que lhe tinha destinado

As grandes solenidades organizadas pelo Rei David, ao conduzir a Arca da Aliança para a cidade santa de Jerusalém são uma figura, nas sombras do Antigo Testamento, da glorificação preparada pela Santíssima Trindade na Assunção de Maria ao Céu.

– David é o Rei do Povo de Deus. A sua actuação na trasladação da Arca evoca para nós o Senhor do universo, preparando cuidadosamente a glorificação da Sua e nossa Mãe.

– Jerusalém, a capital do Povo de Deus que foi, desde os primeiros tempos da Igreja, lembrada como a sua figura terrena, traz ao nosso pensamento a Jerusalém celeste, o Paraíso.

– A descrição pormenorizada desta trasladação festiva ajuda-nos a imaginar, embora muito de longe, o que terá sido a glorificação de Maria pela sua Assunção gloriosa em corpo e alma.

É este o projecto que Deus traçou para cada um de nós, se nos portarmos como bons filhos: depois de um tempo de prova, fecharemos os olhos às belezas caducas deste mundo, para os abrirmos ao deslumbramento do Paraíso. O corpo voltará ao pó de que foi formado, até à glorificação definitiva, pela ressurreição final e entrada no Céu, no fim dos tempos.

A Assunção de Maria mostra-nos já completamente realizado este projecto de Deus a respeito de todas as pessoas.

 

b) Maria, Arca da Nova Aliança. «Os levitas transportaram então a Arca de Deus, [...] conforme tinha ordenado Moisés de acordo com a palavra do Senhor.»

Deus escolheu Maria e enriqueceu-A com todas as graças e bênçãos, pelos méritos de seu Divino Filho. Que virtude ou qualidade há que Ela não possua? Na ordem natural e sobrenatural, Ela é a criatura mais perfeita que saiu das mãos de Deus. Canta o povo: És a obra mais perfeita / Que saiu das mãos de Deus; / Nem na terra, nem nos céus / Há criatura maior.

Tudo isto lhe foi atribuído em atenção a que fora escolhida para ser a Mãe do Redentor. Mas estes dons não significam que Ela, no uso pleno da sua liberdade, não tenha colaborado generosamente com Deus.

Ela foi Imaculada na sua Conceição – a cheia de graça –; sempre Virgem, como foi misteriosamente profetizado em Isaías (7, 14) e revelado na Anunciação do Arcanjo; e agora elevada em corpo e alma ao Céu, numa glorificação tal como não recebeu nem receberá jamais criatura alguma.

Maria é a Arca da Nova Aliança porque:

– Trouxe durante nove meses em seu seio imaculado o Filho de Deus feito Homem; dois anos nos braços e toda a vida no coração.

– Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo, Templo e Sacrário da Santíssima Trindade.

– É imensamente mais digna e preciosa do que a arca do AT, construída por Moisés, de cedro e coberta com lâminas de ouro, para transportar algumas recordações da travessia do deserto: as duas Tábuas da Lei, um pouco de maná e a vara florida de Jessé. Maria transportou em si o Autor da Lei, o Maná da Eucaristia e o penhor do cumprimento de todas as promessas do Altíssimo em nosso favor.

 

c) A Assunção, alegria de toda a Igreja. «Assim que David acabou de oferecer esses holocaustos e sacrifícios de paz, abençoou o povo em nome do Senhor

Muitas vezes deixamo-nos invadir pela angústia, ao pensar que o nosso corpo cuja integridade e saúde defendemos com tanto cuidado, acabará por ser vencido numa derrota total. Baixará inanimado à sepultura, onde voltará a ser o pó de que foi formado.

A glorificação de Maria, pela sua Assunção, é a demonstração viva de que, à semelhança d’Ela, todos nós havemos de ressuscitar e entrar na glória em corpo e alma.

Quando regressamos do cemitério, depois dum funeral, não podemos evitar o pensamento de que as feições daquela pessoa amiga vão ser entregues à corrupção do túmulo. Quem nos dera poder evitar esta destruição, ao menos do corpo da nossa mãe! A promessa da ressurreição e glorificação final ajuda-nos a desvanecer este pensamento sombrio.

De resto, o que Jesus faz à sua Mãe gostaríamos nós de o fazer também à nossa. O Corpo santíssimo que deu a natureza humana ao Filho de Deus não foi profanado pelos vermes da terra. Restituído à vida imortal, nimbado de glória, vive para sempre no Céu, a interceder por nós.

David abençoou o Povo de Deus. Maria é uma bênção do Senhor para todos nós, uma aurora de Esperança.

Em Maria o Senhor realizou já completamente o que está prometido a cada um de nós, se nos portarmos como bons filhos.

2. Maria glorificada pela Igreja

Jesus falava, como tantas outras vezes, à multidão. As Suas palavras devem ter calado tão fundo nas pessoas – elas eram bálsamo para os corações e remédio suave eficaz para as feridas que neles havia – que uma mulher levantou a voz do meio da multidão para aclamar Maria Santíssima.

Na sua redundância oriental, com uma linguagem cheia de belas figuras, a mulher dizia. «Bem-aventurada a Tua Mãe!»

 

a) Deus exalta Maria, Virgem fiel. «[...] uma mulher do meio da multidão ergueu a voz e Lhe disse: «Feliz d’Aquela que Te trouxe no seio e Te amamentou ao seu peito.»

Jesus não poderia ter ficado indiferente a um elogio dirigido á Sua Mãe, Ele que era o melhor dos filhos.

Numa linguagem profunda, insinua que não podemos imitar Maria na sua maternidade divina, porque esta só se realizou uma vez na história do mundo.

Aponta, depois, o que resume a vida de Maria e pode ser imitado por nós, salvas as distâncias: a diligência em acolher a Palavra de Deus e a fidelidade em procurar conduzir por ela a própria vida.

Começa neste facto evangélico a cumprir-se na profecia de Nossa Senhora em casa de sua parente santa Isabel: «Eis que de hoje em diante me proclamarão bem-aventurada todas as gerações

Por duas vezes diz-nos o Evangelho – e nada se repete nele por engano – que «Maria guardava todas estas coisas meditando-as no seu Coração

Nós também aclamamos Nossa Senhora quando rezamos a Ave Maria, no nosso Terço, a salve Rainha e outras devoções marianas. O importante é que o façamos com atenção, devoção e carinho. Associamo-nos, ao rezar-lhe, a este louvor da mulher anónima, ouvinte de Jesus.

 

b) Cantemos a glória da Mãe de Deus. «Mas Jesus replicou: 'Felizes antes os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.'»

Temos, porém, de aclamar a Mãe de Deus com a vida. A devoção a Nossa Senhora tem a sua prova real no esforço de cada dia para conformarmos a vida com a vontade de Deus.

Quando Ela nos alcança uma graça que lhe pedimos, apressamo-nos a «pagar a promessa», julgando que está tudo feito. Esquecemos que Maria não quer o nosso porta-moedas – o que damos acaba por ser para nós e para os nossos irmãos – mas o nosso coração.

A verdadeira devoção a Nossa Senhora está em procurar imitar as suas virtudes. Deus constituiu-A nosso modelo – subordinado a Jesus Cristo, único modelo – para que A imitemos, descobrindo n’Ela um caminho de santidade que podemos e devemos seguir.

Ela é um convite permanente e insistente a que nos esforcemos por ser santos, aproveitando este tempo de prova que nos é concedido na terra.

É belo cantar os louvores da Mãe de Deus e nossa Mãe, nas melodias que aprendemos ao longo da vida, exteriorizando os nossos sentimentos filiais. Mas isto não nos dispensa de cantar com a nossa vida, ouvindo cuidadosamente a Palavra de Deus na Sagrada Escritura, na pregação, nas boas leituras e bons conselhos; e fazer um esforço diário para agir de acordo com esses ensinamentos do Senhor.

 

c) Sigamos o caminho de Maria. «Então Maria disse: 'Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra'

Para seguirmos o caminho de Maria, temos de andar constantemente com os olhos postos n’Ela, como a criança pequenina que viaja com a sua Mãe. As orações marianas e as jaculatórias ajudam-nos a pensar n’Ela. Além disso, as suas imagens em casa, nos templos e pelos caminhos são outra ajuda para que A tenhamos sempre presente.

E quando nos faltarem as forças, não esqueçamos que Ela vai connosco a caminho, precisamente para nos ajudar.

Nada nos deve fazer cair em desânimo na vida. Ela anima-nos a recomeçar o caminho todas as vezes que for necessário, recorrendo aos sacramentos, fazendo oração e evitando as ocasiões que nos afastam de Deus.

Maria anima-nos a participar no seu amor materno, inspirando-nos a ajudar as pessoas que estão ao nosso alcance pela relação familiar, pela amizade, ou pelos laços de trabalho.

À imitação de Maria, temos de iluminar com alegria as pessoas que partilham a vida connosco, animá-las a recomeçar e dar-lhes a nossa ajuda quando for possível e necessária.

A Mãe de todos nós conta connosco e nós contamos com Ela.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Apresentemos ao Senhor, por intercessão da Sua e nossa Mãe,

todas as dificuldades, desejos e petições que, na vida presente,

tornam mais dificultado o nosso caminhar ao Seu encontro.

Oremos (cantando):

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

1. Para que ta Igreja universal celebre com verdadeira alegria

    a Assunção gloriosa da Virgem Nossa Senhora ao Céu,

    oremos, irmãos.

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

2. Para que as pessoas desorientadas na caminhada terrena

    levantem os olhos para Maria e encontrem o seu rumo,

    oremos, irmãos.

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

3. Para que os jovens, sedentos de aventuras na vida,

    imitem a fidelidade de Nossa Senhora da Assunção,

    oremos, irmãos.

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

4. Para que as famílias, atacadas pelo poder das trevas,

    encontrem na Virgem Santíssima um seguro refúgio,

    oremos, irmãos.

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

5. Para que as almas que se encontram em purificação

    pela mediação de Maria, contemplem a sua glória,

    oremos, irmãos.

 

    Pela Assunção de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

Senhor Deus, que em Vossos desígnios eternos

determinastes glorificar Maria sobre toda  criação:

concedei-nos que, ao celebrar hoje a sua glória,

nos preparemos para a contemplar um dia no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Senhor proclama bem-aventuradas, felizes, as pessoas que ouvem a Palavra de Deus e a põe em prática.

Acabámos de participar na Mesa da Palavra, na qual o Senhor nos ensinou como havemos de viver.

Para que tenhamos força que nos torne possível viver o que ouvimos, o nosso Deus vai preparar para nós, pelo ministério do sacerdote, o Banquete da Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: Avé Maria, Senhora, F. da Silva, NRMS 81

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, este sacrifício de reconciliação e de louvor que celebramos na Assunção da Santa Mãe de Deus, para que alcancemos o perdão dos pecados e vivamos em contínua acção de graças. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio próprio, como na Missa seguinte.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

A celebração da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma ao Céu é um veemente apelo à unidade e à comunhão. Não nos podemos contentar em viver felizes isolados de todos os outros.

A Mãe é o grande sinal de unidade na família – também quando esta família se chama Igreja – e apela continuamente à unidade e reconciliação entre os filhos.

Ouçamos, especialmente neste dia, o seu apelo materno.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Corpo de Jesus Cristo é penhor da ressurreição gloriosa. Se queremos seguir Maria na sua Assunção gloriosa, temos necessidade de comungar muitas vezes e com as necessárias disposições.

Peçamos ao Senhor, que vamos agora receber, nos preserve da corrupção do ambiente em que vivemos e nos ressuscite, no fim dos tempos, para a glória eterna.

 

Cântico da Comunhão: Como é admirável Senhor, F. dos Santos, NCT 257

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor nosso Deus, que nos fizestes participar na mesa celeste, ouvi benignamente as nossas súplicas e livrai de todo o mal aqueles que celebram a Assunção da Mãe de Deus. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Alegremo-nos com a certeza de que temos a melhor das mães em corpo e alma a velar por nós no Céu.

Ajudemos os nossos familiares e amigos a contar com a maternidade de Maria, pedindo-lhe constantemente ajuda.

 

Cântico final: Avé Maria, farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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