Transfiguração do Senhor

6 de Agosto de 2010

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Resplandeça sobre nós, S. Marques, NRMS 102

cf. Mt 17, 5

Antífona de entrada: O Espírito Santo apareceu numa nuvem luminosa e ouviu-se a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências. Escutai-O.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Transfiguração aparece como epifania gloriosa do Messias sofredor. A luz do Tabor é uma antecipação do esplendor que encherá a noite da Ressurreição. Jesus vai conhecer a humilhação da paixão e da morte, mas a Ressurreição há-de manifestar que em Jesus Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito confirmastes os mistérios da fé com o testemunho da Lei e dos Profetas e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita, fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho, mereçamos participar na sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Jesus aplicou muitas vezes a Si mesmo a expressão «Filho do homem». Esta leitura de Daniel ao descrever o «filho do homem com as suas vestes brancas como a neve» antecipa a figura do Senhor Jesus na Sua Transfiguração.

 

Daniel 7, 9-10.13-14

9Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. As suas vestes eram brancas como a neve e os cabelos como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. 10Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. 13Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. 14Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos e nações O serviram. O seu poder é eterno, que nunca passará, e o seu reino jamais será destruído.

 

A leitura é tirada da 2ª parte do livro de Daniel, a parte profética (7 – 12). Temos aqui a descrição, em estilo apocalíptico, do julgamento divino, com três quadros: a apresentação do Juiz, Deus, (vv. 9-10); a destruição do reino inimigo (vv. 11-12, omitidos nesta leitura); e o estabelecimento do reino de Deus (vv. 13-14).

9-10 «Um Ancião» (à letra, «o Antigo em dias»): é uma forma antropomórfica de falar de Deus eterno (cf. 36, 26; Salm 101[102], 25-26; Is 41, 4). A alvura dos cabelos não significa velhice, mas glória e luminosidade. As torrentes de fogo que saem do trono podem simbolizar o poder divino para destruir os seus inimigos (v. 11; cf. Is 26, 11). Dado o estilo apocalíptico desta passagem, não se pode partir deste texto para fazer um cálculo, ainda que meramente aproximado, do número dos Anjos: «miríades de miríades» (=10.000 vezes 10.000) é um superlativo hebraico para indicar um número incontável (nós diríamos, «aos milhões», mas este numeral não existe em hebraico nem em grego).

13 Alguém semelhante a um filho de homem. Os exegetas, partindo da análise do contexto (vv. 18.22-27), dizem que o sentido literal directo desta expressão visa não um indivíduo singular, mas o povo dos «santos do Altíssimo» (v. 18). Contudo, como sucede frequentemente, o que é dito em geral acerca de todo o povo entende-se, de um modo eminente (sentido eminente), como referido a uma personagem singular, nomeadamente o chefe do povo, neste caso o próprio Messias. O judaísmo assim o entendeu, e o próprio Jesus (cf. Mt 24, 30; 26, 64); discute-se, porém, se «Filho do Homem» é um verdadeiro título cristológico (assim parece em Lc 1, 32-33; Mt 8, 20; 24, 30; 26, 64; Apoc 1, 7; 14, 14) ou uma maneira discreta de Jesus se referir a si mesmo (uma figura chamada asteísmo: o filho do homem equivalendo a este homem); uma coisa, porém, é certa: este não era um título com que Jesus fosse tratado nem pelo povo da Palestina, nem pela Igreja primitiva. Os que o entendem como um título cristológico sublinham o seu carácter simultaneamente humilde e glorioso, humano e divino (a propósito, veja-se o belo e profundo comentário teológico de Bento XVI, em Jesus de Nazaré, capítulo X).

 

Salmo Responsorial    Sl 96 (97), 1-2.5-6.9 e 12 (R. 1a.9a)

 

Monição: Sabemos que Deus reina em toda a terra. Exultemos de alegria e louvemos o seu nome, cantando: O Senhor é rei, o Altíssimo sobre toda a terra.

 

Refrão:        O Senhor é rei,

                     o Altíssimo sobre toda a terra.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas.

Ao seu redor, nuvens e trevas

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Derretem-se os montes como cera

diante do senhor de toda a terra.

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória.

 

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

Alegrai-vos, ó justos, no Senhor

e louvai o seu nome santo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Pedro viu Jesus transfigurado no monte santo. Por isso pode afirmar: «Não foi com fábulas ilusórias que fizemos conhecer Jesus Cristo… Nós fomos testemunhas oculares da sua majestade! Nós ouvimos esta voz vinda do Céu quando estávamos com Jesus no monte santo» (2 Pedro 1,16-19).

 

2 São Pedro 1, 16-19

Caríssimos: 16Não foi seguindo fábulas ilusórias que vos fizemos conhecer o poder e a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas por termos sido testemunhas oculares da sua majestade. 17Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da sublime glória de Deus veio esta voz: «Este é o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha complacência». 18Nós ouvimos esta voz vinda do céu, quando estávamos com Ele no monte santo. 19Assim temos bem confirmada a palavra dos Profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção, como a uma lâmpada que brilha em lugar escuro, até que desponte o dia e nasça em vossos corações a estrela da manhã.

 

Neste trecho é aduzido como argumento de credibilidade a favor do anúncio da «vinda» gloriosa (parusia) de Jesus o facto de Pedro ter sido testemunha (com outros dois Apóstolos: cf. Mt 17, 1-18 par) da sua glória divina, que brilhou sobrenaturalmente quando os três estavam com Ele «no monte santo». A parusia era negada pelos trocistas visados na carta, mais adiante (cf. 3, 3-4). O texto não perde a sua força, mesmo que ele tenha sido redigido, depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, por algum seu discípulo e continuador, como hoje pensam muitos estudiosos.

Com a Transfiguração, «ficou bem confirmada a palavra dos Profetas», que anunciaram a vinda gloriosa do Messias no fim dos tempos: a Transfiguração foi uma visão antecipada da glória da parusia. Essa palavra da Sagrada Escritura, a que devemos prestar atenção, funciona como uma luz que «brilha como uma lâmpada em lugar escuro» (v. 19), «para aqueles que esperam a luz final, a ‘estrela da manhã’ (cf. Apoc 2, 28) a surgir com a parusia de Cristo (cf. 1 Tes 5, 4)» (The New Jerome Biblical Commentary, p. 1019). Em Apoc 22, 16, Jesus é «a brilhante estrela da manhã», pela qual a comunidade orante dos fiéis clama com insistência: «vem!» (Apoc 22, 17.20).

 

Aclamação ao Evangelho        Mt 17, 5c

 

Monição: Este é o meu Filho! Escutai-O. De pé, aclamemos Jesus Cristo, cantando: aleluia

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Este é o meu Filho muito amado,

no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 9, 28b-36

 

Naquele tempo, 28bJesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar. 29Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. 30Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, 31que, tendo aparecido em glória, falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. 33Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. 35Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». 36Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto.

 

Antes de mais, convém notar, na narrativa lucana da Transfiguração, um pormenor cronológico omitido na leitura litúrgica, mas nada despiciendo: «cerca de oito dias depois», em vez do habitual «naquele tempo», que preferiram adoptar. Com efeito, em todos os três Sinópti­cos, não é sem razão que se estabelece uma das raras ligações cronológicas entre este relato e o relato da confissão de fé de Pedro e do 1º anúncio da Paixão e Morte de Jesus. É uma ligação de grande alcance teológico: por um lado, a fé de Pedro é confirmada e ilustrada de forma singular com a glória divina que Jesus manifesta na sua Transfiguração; por outro, indica-se que a Cruz é o caminho da glória, como para Jesus, assim como para os seus discípulos (per crucem ad lucem).

28 «Subiu ao monte para orar». O monte Tabor (562 m), na Galileia, uns 10 Km a Leste de Nazaré, segundo a tradição, ou, segundo muitos hoje pensam baseados em Mt 17, 1 e Mc 9, 2 que falam de «um monte elevado», o monte Hermon, sobranceiro a Cesareia de Filipe, no maciço central da Síria (o Anti-líbano) com 2.759 metros, a região por onde Jesus então andava (cf. Mc 8, 27; 9, 1). Mas, acima das considerações topográficas, o mais interessante é fixarmo-nos com J. Ratzinger/Bento XVI no «simbolismo geral do monte: o monte como lugar da subida, não apenas da subida exterior, mas também da ascese interior; o monte como um libertar-se do peso da vida diária, como um respirar no ar puro da criação; o monte que oferece o panorama da criação em toda a sua vastidão e beleza; o monte que me dá elevação interior e me permite intuir o Criador. A estas considerações, a história acrescenta a experiência de Deus que fala e a experiência da paixão como seu ponto culminante no sacrifício de Isaac, no sacrifício do Cordeiro definitivo sacrificado no monte Calvário» (Jesus de Nazaré, p. 383-4)

S. Lucas é o único a notar que Jesus subiu ali para fazer oração; também não diz que se transfigurou, mas que «se alterou o aspecto do seu rosto…», certamente com a preocupação de que os seus primeiros leitores de ambientes greco-romanos não pensassem que se tratava de alguma metamorfose própria das religiões mistéricas. E a Transfiguração de Jesus não deixa de apontar para a nossa própria transfiguração pela graça do Espírito do Senhor, como diz S. Paulo em 2 Cor 3, 18: «todos nós…, que reflectimos como num espelho a glória do Senhor vamos sendo transformados na sua própria imagem, cada vez mais gloriosa…».

31 «Falavam da morte d’Ele». Também só o 3.° Evangelho diz o assunto da conversa de Jesus com Moisés e Elias. Falavam da «saída» de Jesus, como se expressa o original grego, que a nossa tradução interpretou como «a morte», mas que também se poderia referir à Ascensão (menos provável); de qualquer modo, o uso do termo grego êxodo pode aludir ao carácter libertador da morte de Jesus, numa alusão à libertação da escravidão do Egipto.

32-33 «Estavam a cair de sono; mas, despertando...» Este pormenor exclusivo de Lucas pressupõe que a Transfiguração se deu de noite, enquanto Jesus fazia oração, pois gostava de orar de noite (cf. Lc 6, 12; Mc 6, 46). A proposta de Pedro de construir «três tendas» (de ramos), tem na devida conta a diferente dignidade de cada um e pretende prolongar aquele êxtase feliz.

35 «Este é o meu Filho, o meu Eleito». A Transfiguração é um confirmar da fé daquele núcleo duro dos Doze, as «colunas» do Colégio Apostólico; o próprio Pai apresenta Jesus como o seu Filho. S. Lucas, em vez de «o Amado» (cf. Mt 17, 5; Mc 9, 7), diz: «o meu Eleito», que é mais uma forma (e mais clara) de O designar como o Messias (cf. Lc 23, 35; Is 42, 1). Comenta S. Tomás de Aquino: «Apareceu toda a Trindade, o Pai na voz, o Filho no homem, o Espírito na nuvem luminosa» (Sum. Th. 3, 45, 4, ad 2).

36 «Guardaram silêncio», por ordem de Jesus (Mc 9, 9-10) que pretende, a todo o custo, evitar a agitação popular à sua volta.

 

Sugestões para a homilia

 

A festa da Transfiguração adquiriu grande relevo na Igreja, que vê nela a fé pascal, sintetizando a vida e a doutrina de Jesus. A Transfiguração está ligada ao primeiro anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição que Jesus fizera aos discípulos, quando ia a caminho de Jerusalém. Também é precedida pela profissão de fé feita por S. Pedro: «Senhor, tu és o Messias o Filho de Deus».

A ideia de um Messias sofredor não correspondia aos cálculos políticos e às esperanças messiânicas dos Judeus, e dos Apóstolos, como demonstrou S. Pedro: «Mestre, isso não Te pode acontecer.»

O triunfalismo messiânico fazia lembrar a Jesus as tentações do deserto. Por isso, repreendeu S. Pedro com palavras duras: «Afasta-te de Mim, Satanás. Os teus desígnios não são os de Deus». Sem dúvida, os Apóstolos ficaram frustrados nas suas esperanças. Agora, era necessário alentar e fortalecer a fé daqueles que seriam as colunas da futura Igreja. Os Apóstolos, contemplando a glória divina de Jesus, ficariam preparados para os dolorosos acontecimentos que iam pôr à prova a sua fé. Vendo Jesus na sua condição de servo, não poderão esquecer a sua condição divina. É neste contexto que o Evangelho relata a cena da Transfiguração. «Oito dias depois», Jesus escolhe Pedro, Tiago e João, sobe com eles ao monte e transfigura-se diante deles. Viram o rosto de Jesus resplandecente de glória; viram as vestes de Jesus que ficaram de uma brancura refulgente! Ouviram a Voz de Deus Pai: «Este é o meu Filho, o meu Eleito!» S. Lucas diz também que «Moisés e Elias conversam com Jesus acerca da Sua morte, que em breve iria consumar-se em Jerusalém.»

O prefácio da Missa é tirado de um sermão de S. Leão Magno e resume a importância cristológica e eclesiológica desta festa: «Jesus Cristo, nosso Senhor, manifestou a Sua glória diante de testemunhas escolhidas; e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da Sua divindade.» Desta forma, diante da proximidade da Paixão, Jesus fortaleceu a fé dos Apóstolos para tirar do seu coração o escândalo da cruz.

Anúncio da Páscoa, a Transfiguração é também uma promessa: a glória que vemos em Jesus, há-de resplandecer em nós. Deste modo, Jesus alentou a esperança da sua Igreja ao revelar em Si mesmo a claridade que brilhará um dia em todos nós, membros do Seu Corpo Místico, uma vez que O reconhecemos como nossa Cabeça.

 

Fala o Santo Padre

 

A Festa da Transfiguração, [...] convida-nos a dirigir o olhar para «o alto», para o Céu. Na narração evangélica da Transfiguração no monte, é-nos dado um sinal premonitório, que nos permite lançar um rápido olhar para onde também nós, no final da nossa existência terrena, poderemos participar na glória de Cristo, que será completa, total e definitiva.

Então todo o universo será transfigurado e realizar-se-á finalmente o desígnio divino da salvação. O dia da Festa da Transfiguração permanece ligado à memória do meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, que precisamente aqui, em Castel Gandolfo, em 1978 completou a sua missão e foi chamado a entrar na casa do Pai celeste. A sua recordação nos sirva de convite a olhar para o Alto e a servir fielmente o Senhor e a Igreja, como ele fez em anos não fáceis do século passado.

 

Papa Bento XVI, Angelus, 5 de Agosto de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos e Irmãs:

Invoquemos a Deus, nosso Pai, que nos revelou a divindade do Seu Filho muito amado

e nos mandou escutá-Lo, dizendo com alegria:

 

R: Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Para que Deus transfigure a Santa Igreja,

peregrina nos quatro cantos da Terra, e a faça brilhar pela santidade, oremos irmãos.

 

2.     Para que Deus transfigure os homens públicos,

os ensine a trabalhar para o bem comum e a promover a paz e a justiça, oremos irmãos.

 

3.  Para que Deus transfigure aqueles que sofrem,

os ajude a levar a sua cruz e a seguir os passos do Seu Filho, oremos irmãos.

 

4.  Para que Deus transfigure o nosso olhar e nos ensine a descobrir, dia após dia,

a Sua Presença na pessoa dos que sofrem, oremos irmãos.

 

5.  Para que Deus nos transfigure inteiramente

e imprima no nosso coração a imagem do Rosto de Jesus, oremos irmãos.

 

6.  Para que Deus transfigure com a Sua glória os moribundos

e os leve a contemplar, na eternidade, o Rosto de Jesus, o Redentor, oremos irmãos.

 

OREMOS:

Senhor, ouvi as nossas súplicas e envolvei-nos com a luz santíssima que os Apóstolos viram brilhar no monte santo, para escutarmos a voz do Vosso Filho, imagem e esplendor da Vossa glória. Por Jesus Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo. Amen.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, NRMS 17

 

Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, estes dons pelo Mistério da Transfiguração do vosso Filho e com o esplendor da sua glória purificai-nos das manchas do pecado. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

O Mistério da Transfiguração

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Na presença de testemunhas escolhidas, Ele manifestou a sua glória e na sua humanidade, em tudo semelhante à nossa, fez resplandecer a luz da sua divindade para tirar do coração dos discípulos o escândalo da cruz e mostrar que devia realizar-se no corpo da Igreja o que de modo admirável resplandecia na sua cabeça. Por isso exulta a Igreja em toda a terra e com os Anjos e os Santos proclama a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Pelo Baptismo fazemos parte da família dos filhos de Deus. Pela Comunhão recebemos o penhor da futura glória. Rezemos como S. Pedro: «Senhor, como é bom estar junto de Ti.»

 

Cântico da Comunhão: Em Vós Senhor está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

cf. 1 Jo 3, 2

Antífona da comunhão: Quando Cristo Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Vós sois grande, M. Simões, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: O alimento celeste que recebemos, Senhor, nos transforme em imagem de Cristo, que no mistério da transfiguração manifestastes cheio de esplendor e de glória. Ele que é Deus conVosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

«Para entrar nas riquezas da sabedoria de Cristo, a porta é a cruz, que é uma porta estreita; desejar os deleites a que se chega por ela é de muitos, mas desejar entrar por ela é de poucos.» (S. João da Cruz, «Cântico Espiritual», estrofe 37)

 

Cântico final: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 7-VIII: O cumprimento das promessas divinas.

Hab 1, 12-2, 4 / Mt 17, 14-20

Se tiverdes fé comparável a um grão de mostarda, direis a esse monte: Muda-te daqui para acolá, e ele há-de mudar-se. E nada vos será impossível.

Se a nossa fé é grande poderemos levar a cabo muitas coisas, consideradas ‘impossíveis’ (Ev.), porque Deus nos faz participantes do seu poder. Se demora em atender-nos, não desanimemos: «Se tardar em cumprir-se… há-de realizar-se infalivelmente a seu tempo» (Leit.).

Se aparecem muitas dificuldades, que nos sentimos incapazes, é altura de nos lembrarmos «que Deus não pede coisas impossíveis mas, ao mandar, avisa que faças o que podes e que peças o que não podes, e ajuda para que possas» (S. Agostinho.).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         José Roque

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                      Nuno Romão

Sugestão Musical:                Duarte Nuno Rocha

 


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