Nosso Senhor Jesus Cristo Rei

21 de Novembro de 2004

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória a Jesus Cristo, Az. Oliveira, NRMS 92

Ap 5, 12; 1, 6

Antífona de entrada: O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder e a riqueza, a sabedoria, a honra e o louvor. Glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao Espírito da Celebração

 

A solenidade de Cristo Rei lembra-nos o Senhor das criaturas. O amigo dos homens e Senhor da história. Lembra-nos Jesus Cristo, imagem de Deus invisível fundador e da Igreja, Rei dos nossos corações, Rei de santidade, de graça e de paz.

A festa litúrgica de Cristo Rei não é muito antiga. O próprio calendário sofreu alterações na reforma de Paulo VI. A realidade da realeza de Cristo vem do princípio do Cristianismo. O Anjo da Anunciação diria: «o seu reinado não terá fim». Mais antigo é o Reino de Deus. Desde a eternidade o Senhor nosso Deus é o Rei do Universo e Jesus Cristo de igual modo como Filho eterno do Pai.

Sem perder de vista esta perspectiva, o que hoje queremos celebrar é a realeza de Cristo, desde a sua incarnação, a vida pública, e gloriosa. Cristo Rei na Igreja e no mundo.

Eis que vimos celebrar e adorar NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI DO UNIVERSO. Preparemo-nos de coração humilde e confiante.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei, propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A realeza terrena, símbolo da realeza divina sobre o povo de Israel. A aliança de um chefe terreno, segundo o sentido da Escritura, transfere-se para a Aliança divina.

 

2 Samuel 5, 1-3

1Naqueles dias, todas as tribos de Israel foram ter com David a Hebron e disseram-lhe: «Nós somos dos teus ossos e da tua carne. 2Já antes, quando Saúl era o nosso rei, eras tu quem dirigia as entradas e saídas de Israel. E o Senhor disse-te: ‘Tu apascentarás o meu povo de Israel, tu serás rei de Israel’». 3Todos os anciãos de Israel foram à presença do rei, a Hebron. O rei David concluiu com eles uma aliança diante do Senhor e eles ungiram David como rei de Israel.

 

3 «E eles ungiram David como rei de Israel». Só neste momento é que David é reconhecido como rei por todas as tribos; ele é a figura de Cristo, Rei de todos os homens.

 

Salmo Responsorial      Sl 121 (122), 1-2.4-5 (R. cf. 1)

 

Monição: Jerusalém é a cidade modelo da mansão eterna, a casa do Senhor, onde o Senhor vive para sempre, a morada dos eleitos. A casa do Pai, termo da nossa peregrinação.

 

Refrão:         Vamos com alegria para a casa do Senhor.

 

Alegrei-me quando me disseram:

«Vamos para a casa do Senhor».

Detiveram-se os nossos passos

às tuas portas, Jerusalém.

 

Jerusalém, cidade bem edificada,

que forma tão belo conjunto!

Para lá sobem as tribos,

as tribos do Senhor.

 

Para celebrar o nome do Senhor,

segundo o costume de Israel;

ali estão os tribunais da justiça,

os tribunais da casa de David.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo é o Senhor do Reino que o Pai lhe concede para realizar com o poder divino a obra da reconciliação da humanidade, a redenção e perdão dos pecados, como nos afirma o Apóstolo. Cristo autor de toda a reconciliação, Cristo nosso Rei.

 

Colossenses 1, 12-20

Irmãos: 12Damos graças a Deus Pai, que nos fez dignos de tomar parte na herança dos santos, na luz divina. 13Ele nos libertou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do seu Filho muito amado, 14no qual temos a redenção, o perdão dos pecados. 15Cristo é a imagem de Deus invisível, o Primogénito de toda a criatura; 16porque n’Ele foram criadas todas as coisas no céu e na terra, visíveis e invisíveis, Tronos e Dominações, Principados e Potestades: por Ele e para Ele tudo foi criado. 17Ele é anterior a todas as coisas e n’Ele tudo subsiste. 18Ele é a cabeça da Igreja, que é o seu corpo. Ele é o Princípio, o Primogénito de entre os mortos; em tudo Ele tem o primeiro lugar. 19Aprouve a Deus que n’Ele residisse toda a plenitude 20e por Ele fossem reconciliadas consigo todas as coisas, estabelecendo a paz, pelo sangue da sua cruz, com todas as criaturas na terra e nos céus.

 

O texto da nossa leitura, com um certo sabor de um hino a Cristo, condensa o ensino central desta carta do cativeiro, e é uma das belas e ricas sínteses da cristologia paulina. Em face da chamada «crise de Colossas», em que nalguns põem em causa a primazia absoluta de Cristo, colocando-O ao nível de outros seres superiores e intermédios, quer da cultura pagã, quer da cultura judaica, S. Paulo ensina peremptoriamente a mais completa supremacia de Cristo na ordem da Criação – vv. 15-17 – e na ordem da Redenção – vv. 18-20, em virtude da sua acção redentora, que reconcilia todas as coisas com Deus na paz.

15-16 «Cristo é a imagem de Deus invisível». Imagem, para um semita, não é simplesmente a figuração duma realidade, de natureza distinta, mas é, antes de mais, a exteriorização sensível da própria realidade oculta e da sua mesma essência. Assim, é afirmada a divindade de Cristo, o qual nos torna visível e tangível o próprio Deus invisível e transcendente (cf. Jo 1, 18; 14, 9-11; 2 Cor 4, 4; Hbr 1, 3). Cristo também é «o Primogénito de toda a criatura», no sentido da sua preeminência única sobre todas as criaturas, não só por Ele existir antes de todas, não, porém, no sentido ariano de primeira criatura, mas enquanto todas foram criadas «n’Ele», «por Ele» e «para Ele» (v.16).

18-20 Na ordem da Graça e da Redenção, também «em tudo Ele tem o primeiro lugar» (v. 18), pois Ele é a «cabeça da Igreja, que é o seu corpo», é o «Princípio, o Primogénito (o primeiro a ressuscitar) entre os mortos». Enfim, «aprouve a Deus que residisse n’Ele a plenitude», isto é, a totalidade de todos os tesouros da graça que Deus comunica ao homens depois do pecado, em ordem à reconciliação que Ele realiza «pelo sangue da sua Cruz» (v. 20). Em Col 2, 9 diz-se que em Cristo «habita corporalmente toda a plenitude da natureza divina».

Em suma, como se exprime, em síntese, a Bíblia de Pirot, Cristo tem a supremacia absoluta em todos os aspectos: na ordem natural, pela criação (vv. 16.17); na ordem da graça, como Redentor (v. 20); na ordem moral e mística, como Cabeça do Corpo Místico (v. 18a); e na ordem escatológica, pela sua Ressurreição (v. 18b).

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Toda a mensagem tornada presente pela epístola só tem uma conclusão, o louvor e aclamação eterna ao Senhor, nosso Deus, Jesus Cristo Redentor.

 

Aleluia

 

Bendito O que vem em nome do Senhor!

Bendito o reino do nosso pai David!

 

Cântico: Aclamação-2, F. da Silva, NRMS 50-51

 

 

Evangelho

 

Lucas 23, 35-43

35Naquele tempo, os chefes dos judeus zombavam de Jesus, dizendo: «Salvou os outros: salve-Se a Si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito». 36Também os soldados troçavam d’Ele; aproximando-se para Lhe oferecerem vinagre, diziam: 37«Se és o Rei dos judeus, salva-Te a Ti mesmo». Por cima d’Ele havia um letreiro: «Este é o Rei dos judeus». 38Entretanto, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-O, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-Te a Ti mesmo e a nós também». 40Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Não temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? 41Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo das nossas más acções. Mas Ele nada praticou de condenável». 42E acrescentou: «Jesus, lembra-Te de Mim, quando vieres com a tua realeza». 43Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no Paraíso».

 

O paradoxo de um rei crucificado, sujeito ao sarcasmo mais aviltante (vv. 35-39), é o que há de mais impensável, para Jesus poder ser anunciado como o Messias Rei, não só para os judeus, mas para toda a Humanidade. Só se pode apresentar deste modo a Jesus, se Ele é mesmo Rei de verdade, embora seja um escândalo para os judeus e uma loucura para os gentios (cf. 1 Cor 1, 23); para nós, é a salvação mais comovedora que Deus nos pode oferecer, é o Rei que nos conquista pela máxima prova de amor.

Jesus, que, diante de Pilatos, já tinha declarado o que não é a sua realeza (cf. Jo 18, 36), não explicando mais, porque o prefeito romano não se interessa pela verdade (cf. Jo 18, 38), abre agora o seu coração a um criminoso, que, do meio do seu suplício, implora arrependido a misericórdia divina; Jesus revela-lhe que realeza é a sua e onde está o seu Reino: no «Paraíso», o Céu, onde vai entrar mesmo «hoje» (v. 43), sem ser preciso esperar por uma consumação escatológica geral do final dos tempos, segundo a expressão, «quando vieres com a tua realeza» (v. 42), própria do Messias, ao dar-se a ressurreição final.

 

Sugestões para a homilia

 

O reinado eterno de Deus

Imagem de Deus invisível

Rei dos povos e dos corações

Reinado eterno

O reinado eterno de Deus é ao mesmo tempo terreno e celestial. Desde o princípio se manifesta o poder divino na obra da criação, os astros do céu, a terra, as plantas e animais, os seres visíveis e invisíveis, a humanidade. O Catecismo da igreja católica (n.º 763) recorda que Cristo inaugurou na terra o reino dos céus, prometido desde há séculos nas Escrituras. Os profetas, os salmos, tantos livros do Antigo Testamento nos falam do reino, reino referido repetidas vezes no Vaticano II em referência à Igreja que Cristo fundou e implantou, como anuncia nas primeiras palavras da sua pregação: «completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo».

Com efeito Jesus apresenta a sua acção na linha do reinado anunciado pelos profetas, os Apóstolos proclamam o Evangelho do Reino e o Reino é o tema central da pregação evangélica tal como se lê nos Actos dos Apóstolos. É um dom de Deus que Jesus comunicou à Igreja e aos discípulos.

Imagem de Deus invisível

A Igreja torna-se presença do Reino de Deus no mundo. Crescerá pelo seu próprio poder como a semente, até se tornar numa grande árvore. S. Paulo refere que o Senhor nos transferiu para o Reino de seu Filho muito amado. A presença do Reino de Deus vem para vencer em cada cristão o reino do pecado. Tarefa bem difícil apresentada a cada um de nós como uma lição. Jesus leva a missão até ao supremo suplício da cruz e aí um pecador, o ladrão arrependido, reconhece a sua realeza e Cristo ao oferecer a sua vida proclama o valor do Reino (Ev.). A ressurreição futura torna-se testemunho e prova de quanto acabamos de reflectir. Eis Jesus Cristo Rei no altar da Cruz e na glória da ressurreição.

Rei dos povos e dos corações

Mais do que dados históricos ou escriturísticos, importa abraçar e realçar as características do Reino de Jesus Cristo.

Fazer-se irmão, humilde e paciente, condições essenciais do cristianismo. Edificar um reino de paz e de amor. A dimensão espiritual do reino de Cristo torna-se de tal modo exigente que não é uma inscrição ou um sacramento que nos faz seus membros. É uma vida. Vida de paz e de amor que nasce do próprio coração. A imagem que temos do mundo levanta sérias interrogações. Neste mundo de guerra e vingança como é possível instaurar o Reino de Cristo? Transformando o mundo de cada coração humano que busca a paz. Ser humilde e reconhecer que servir é reinar e que «todo o homem é meu irmão». Não esperar tudo dos padres para o crescimento do Reino e reconhecer que por meio dos leigos eles o podem dilatar. Numa Igreja de padres e leigos, todos são agentes do reino proclamando a verdade, promovendo a justiça, testemunhando a caridade, lutando contra todas as formas de escravidão e corrupção. A justiça, o amor e a paz podem ser palavras muito bonitas mas não bastam se cada um pensa que são os outros que as devem viver.

O Reino preparado desde o Antigo Testamento, instaurado por Cristo, qual pequenina semente, está a germinar todos os dias e em crescimento permanente. Nele são chamados a trabalhar os Apóstolos, os santos e os mártires, o mais humilde dos fiéis, tu e eu, leigos e sacerdotes, as famílias com o testemunho das suas vidas e colocando ao serviço do bem os instrumentos de progresso humano como a comunicação social e todos os meios de valorização da pessoa. Tudo quanto ajuda o homem a crescer humana e espiritualmente é obra do Reino.

O Reino de Cristo é um problema de opção. Quem busca apenas este mundo perde este e o outro. Quem quer o céu ganha-o aqui na terra. A Igreja pelo Espírito Santo, enviado em dia de Pentecostes, recebe a missão de anunciar e instaurar o Reino de Cristo e de Deus em todos os povos (LG 5).

 

Fala o Santo Padre

 

Cristo reina na vida dos que o acolhem livremente e o seguem com fidelidade.

 

1. Neste Domingo, último do Ano Litúrgico, celebra-se a solenidade de Cristo Rei do universo, e a Igreja convida-nos a contemplar a realeza do Redentor, que se manifesta com particular eloquência na vida dos santos. […] Os seus testemunhos mostram que o Crucificado verdadeiramente «vive e reina nos séculos dos séculos». Sim, Ele é «o Vivente», «o Senhor», e reina na vida dos homens e das mulheres de todos os lugares e de todos os tempos, que o acolhem livremente e o seguem fielmente. O seu Reino, «reino de justiça, de amor e de paz» (Prefácio) manifestar-se-á, mas, em plenitude, só no fim dos tempos.

 

Comparada com os critérios deste mundo, a realeza de Jesus torna-se, por assim dizer, «paradoxal». O poder que ela exerce, de facto, não entra nas lógicas terrenas. Pelo contrário, é o poder do amor e do serviço, que requer o dom gratuito de si e o coerente testemunho da verdade (cf. Jo 18, 37).

Por isto, o Senhor sacrificou-se a si mesmo como «vítima imolada de paz sobre o altar da Cruz» (Prefácio), sabendo que só assim poderia resgatar do pecado e da morte a humanidade, a história e o cosmos. A sua ressurreição dá testemunho de que Ele é o rei vitorioso, o «Senhor» nos céus, sobre a terra e debaixo da terra (cf. Fil 2, 10-11).

 

A criatura que, mais do que qualquer outra, foi associada à realeza de Cristo é Maria, por Ele mesmo coroada Rainha do céu e da terra. Para Ela olharam, como para um modelo constante, os santos que, hoje, a Igreja apresenta à nossa veneração. Para Ela dirigimos também o nosso olhar, para que nos ajude a «reinar» com Cristo para construir um mundo onde «reine» a paz. […]

 

2. «Por cima d'Ele havia a inscrição: ´Este é o rei dos judeus´» (Lc 23, 38). Aquela inscrição, que Pilatos mandara colocar sobre a cruz (cf Jo 19, 19), contém ao mesmo tempo o motivo da condenação e a verdade sobre a pessoa de Cristo. Jesus é rei - Ele próprio o afirmou - mas o seu reino não é deste mundo (cf. Jo 18, 36-37). Diante d'Ele, a humanidade divide-se: quem o despreza pelo seu aparente fracasso, e quem o reconhece como o Cristo, «imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criação» (Cl 1, 15), segundo a expressão do apóstolo Paulo aos Colossenses, que ouvimos.

 

Diante da cruz de Cristo abre-se, num certo sentido, o grande cenário do mundo e realiza-se o drama da história pessoal e colectiva. Sob o olhar de Deus, que no Filho Unigénito imolado por nós se fez medida de todas as pessoas, de qualquer situação, civilização, todos somos chamados a decidir-nos.

 

João Paulo II, Roma, 25 de Novembro de 2001

 

Oração Universal

 

Irmãos, unidos aos cristãos de toda a terra,

avivemos a nossa fé em Deus e em Jesus Cristo, seu único Filho,

invocando-O como Rei e Senhor, pedindo com fé e confiança:

Senhor, Venha a nós o vosso reino

 

1.  Pela Santa Igreja espalhada por todas as nações

para que continue a ser a semente que cresce

e estende os ramos a todos os povos,

oremos ao Senhor.

 

2.  Por todos aqueles que professam a sua fé em Cristo

e por aqueles que andam inquietos em busca da verdade,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelas nações e pela sociedade civil

para que encontre chefes capazes de promover o bem e a justiça,

oremos ao Senhor.

 

4.  Pelas famílias, berço das vocações,

para que acolham os filhos com amor

e dêem um bom testemunho de alegria quando Deus chama,

oremos ao Senhor.

 

5.  Pelos jovens impelidos a uma vida cristã perseverante e autêntica,

para que pela sua fidelidade a Cristo

sejam presença e esperança no seio da comunidade,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos nós aqui reunidos e pelas nossas famílias

para que a firmeza de convicções nos torne fortes

nos caminhos da Igreja que queremos servir cada vez melhor,

oremos ao Senhor.

 

Ó Deus, nosso Pai e Senhor fazei que pelas nossas humildes preces a Igreja

apareça diante do mundo cada vez mais como Reino de verdade, de amor, de justiça e de paz.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Todas as nações recebeu em herança, M. Faria, NRMS 3(II)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, este sacrifício da reconciliação humana e, pelos méritos de Cristo vosso Filho, concedei a todos os povos o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

Cristo, Sacerdote e Rei do universo

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o óleo da alegria consagrastes Sacerdote eterno e Rei do universo o vosso Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor, para que, oferecendo-Se no altar da cruz, como vítima de reconciliação, consumasse o mistério da redenção humana e, submetendo ao seu poder todas as criaturas, oferecesse à vossa infinita majestade um reino eterno e universal: reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz.

Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Quando Jesus multiplicou o pão quiseram aclamá-lo rei e era na verdade. Hoje recebemos o mesmo Jesus na sagrada Comunhão sob as espécies eucarísticas para que seja sempre o rei dos nossos corações. Rei aqui na terra e na glória do paraíso.

 

Cântico da Comunhão: Se escutais a Jesus Cristo, M. Carneiro, NRMS 92

Salmo 28, 10-11

Antífona da comunhão: O Senhor está sentado como Rei eterno; O Senhor abençoará o seu povo na paz.

 

Cântico de acção de graças: Povos, batei palmas, C. Silva, NRMS 48

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão da imortalidade, fazei que, obedecendo com santa alegria aos mandamentos de Cristo, Rei do universo, mereçamos viver para sempre com Ele no reino celeste. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A realeza de Cristo nem sempre aparece aos olhos do mundo. Não culpemos os outros. Cada um tem a sua parte de responsabilidade para que Cristo apareça como Rei e para que na Igreja e no mundo se manifestem as virtudes do Reino. Todos estamos empenhados para eliminar o reino do pecado e implantar o Reino da graça.

 

Cântico final: Aleluia! Glória a Deus, F. da Silva, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

34ª SEMANA

 

2ª feira, 22-XI: Vida eterna e desprendimento dos bens.

Ap 14, 1-3. 4-5 / Lc 21, 1-4

Viu também uma viúva pobrezinha deitar lá duas moedas...Em verdade vos digo: esta viúva pobre deitou mais do que todos.

Quem quiser ser discípulo de Jesus deve viver o desprendimento dos bens materiais: «Jesus impõe aos seus discípulo que O prefiram a todos os seus bens por cauda d’Ele e do Evangelho» (CIC, 2544).

Mas esse desprendimento é também necessário para entrar no reino dos Céus: «Pouco ante da sua paixão, deu-lhes o exemplo da viúva pobre que, da sua penúria, deu tudo o que tinha para viver (cf. Ev. do dia). O preceito do desapego das riquezas é obrigatório para entrar no Reino dos Céus» (CIC, 2544).

 

3ª feira, 23-XI: A vitória de Cristo já está alcançada.

Ap 14, 14-19 / Lc 21, 5-11

Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra... Mestre, porque será tudo isto? Que sinal haverá de que está para acontecer?

Depois da ascensão de Cristo aos céus, o desígnio de Deus entrou na sua consumação. «Já chegou a plenitude dos tempos, a renovação do mundo já está irrevogavelmente adquirida e, de certo modo, encontra-se já realmente antecipada neste tempo» (CIC, 670).

O Reino de Cristo ainda não está acabado. É ainda «atacado pelos poderes do mal, embora estes já tenham sido radicalmente vencidos pela páscoa de Cristo... Por este motivo, os cristãos oram, sobretudo na Eucaristia, para que se apresse o regresso de Cristo, dizendo-Lhe: ‘Vem, Senhor’» (CIC, 671).

 

4ª feira, 24-XI: Firmeza nas perseguições.

Ap 15, 1-4 / Lc 21, 12-19

Deitar-vos-ão as mãos e hão-de perseguir-vos, para vos entregarem às sinagogas e às prisões.

«Antes da vinda de Cristo, a Igreja deverá passar por uma prova final, que abalará a fé de numerosos crentes. A perseguição, que acompanha a sua peregrinação na terra (cf. Ev.), porá a descoberto o ‘mistério da iniquidade’...»(CIC, 675).

No meio dos obstáculos e dificuldades havemos de esforçar-nos por nos mantermos firmes. Esta fidelidade é possível, porque se apoia em Deus. Pela nossa parte, procuremos viver a fidelidade nas pequenas coisas de cada dia; recomeçar, quando nos desviamos do caminho; retirar os obstáculos que impedem o caminhar para Deus.

 

5ª feira, 25-XI: O juízo final e a conversão.

Ap 18, 1-2. 21-23; 19, 1-3. 9 / Lc 21, 20-28

Nessa altura verão o Filho do homem vir numa nuvem com grande poder e glória.

A consumação do reino far-se-á por uma vitória de Deus sobre o último desencadear do mal (cf. Leit). O triunfo de Deus sobre a revolta do mal (cf. Leit.) tomará a forma de juízo final, após o último abalo cósmico deste mundo passageiro.

Quando se der esta vinda gloriosa de Cristo (cf. Ev.) terá lugar o juízo final: «A mensagem do juízo final é um apelo à conversão, enquanto Deus dá ainda aos homens o tempo favorável, o tempo de salvação» (CIC, 1041).Demos uma resposta a esta mensagem através de pequenas conversões diárias.

 

6ª feira, 26-XI: Os novos céus e a nova terra.

Ap 20, 1-4. 11-21, 2 / Lc 21, 29-33

Vi então um novo céu e uma nova terra... Vi depois a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu.

«A esta misteriosa renovação que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama ‘os novos céus e a nova terra’ (cf. Leit.)» (CIC, 10543).

O significado da cidade santa é o seguinte: «Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados, a ‘cidade santa de Deus’ (Leit. do dia). Esta não mais será atingida pelo pecado, pelas manchas, pelo amor próprio, que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. A visão beatífica... será a fonte inexaurível da felicidade, da paz e da mútua comunhão» (CIC, 1045).

 

Sábado, 27-XI: O que é o Céu?

Ap 22, 1-7 / Lc 21, 34-36

O trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, e os seus servos irão prestar-lhe culto: Hão-de vê-lo frente a frente.

O Apóstolo refere-se à visão do Céu (cf. Leit.): «Os que morrem na graça e na amizade de Deus e estiverem perfeitamente purificados viverão para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque O verão tal como Ele é, face a face (cf. Leit.)» (CIC, 1023)

O que fazem os bem-aventurados no Céu? «Na glória do Céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus, em relação aos outros homens e toda a criação. Eles reinam já com Cristo. Com Ele reinarão pelos séculos dos séculos (Leit. do dia)» (CIC, 1029).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           José Valentim Pereira Vilar

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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