S. João Baptista

Missa do Dia

24 de Junho de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

João Baptista é o único santo, com a Virgem Maria, de quem a Liturgia celebra o nascimento para a terra. Isso deve-se certamente, à missão única, que, na História da Salvação, foi confiada a este homem, santificado, no seio de sua mãe, pela presença do Salvador, que mais tarde, dele fará um belo elogio (Lc. 7, 28).

Anel de ligação entre a Antiga e a Nova Aliança, João foi acima de tudo, o enviado de Deus, uma testemunha fiel da Luz, aquele que anunciou Cristo e o apresentou ao mundo. Profeta por excelência, a ponto de não ser senão uma «Voz» de Deus, ele é o Precursor imediato de Cristo: vai à Sua frente, apontando, com a sua palavra e com o exemplo da sua vida, as condições necessários para se conseguir a Salvação.

A Solenidade do Precursor é um convite para que conheçamos a Cristo, Sol que nos vem visitar na Eucaristia, e dêmos testemunho d’Ele, com o ardor, o desinteresse e a generosidade de João Baptista.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Isaías tem consciência que o Senhor o chamou pelo seu nome desde o seio materno. Este chamamento é para uma missão profética que ultrapassa a sua vida pessoal. Por ele se deve manifestar a glória de Deus que servirá de luz e salvação para todos os povos.

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se suma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial         Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: Todo o cristão é chamado pessoal e gratuitamente por Deus. Por isso, deve dar graças porque o Senhor o criou e o ama admiravelmente!

 

Refrão:          Eu Vos dou graças, Senhor,

porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Do livro dos Actos dos Apóstolos, vamos ouvir S. Paulo a reconstituir a história da salvação, da presença de Deus na vida dos homens, evocando o chamamento de grandes personagens bíblicas e apresentando como S. João Baptista como o grande percursor de Cristo Jesus.

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho              cf. Lc 1, 76

 

Monição: Também João Baptista, tal como os profetas do Antigo Testamento, é chamado pela presença de Deus no seio de Maria, quando esta foi visitar sua mãe. Por ele, serão preparados os caminhos do Senhor e, deste modo, se manifestará a glória de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas algum tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

A personalidade duma testemunha de excepção

Plena sinceridade

Profunda humildade

Um testemunho profético

A personalidade duma testemunha de excepção

Em breves linhas os evangelistas descrevem-nos o perfil de João Baptista como a de todo profeta autêntico. O seu poder de fascinar as multidões não está tanto num estilo doce, lisonjeiro, mas sobretudo na sua postura austera, penitencial, radical, de servidor da verdade, sincero até à dureza e à falta de diplomacia. A sua linguagem, o seu modo de estar e a sua vida no deserto mostram que João é um homem carismático e frontal, que é o primeiro a viver a mensagem de conversão que proclama.

Do conjunto dos Evangelhos, especialmente dos primeiros capítulos dos Sinópticos que se lêem nos domingos de Advento, podemos concluir alguns traços característicos da personalidade de João Baptista: é um homem sincero, humilde e com clara vocação de testemunha da Luz, que é Cristo (cf. Jo 1, 7).

Plena sinceridade

O carácter de João está revestido de uma plena sinceridade: «Confessou sem reservas». Sua rectidão e seu amor à verdade custaram-lhe a vida ao recriminar a Herodes Antipas a sua conduta imoral: estar casado com Herodíade, mulher de seu irmão Filipe (cf. Mc 6, 17-29).

Quando os emissários dos sacerdotes de Jerusalém tratam de esclarecer sua identidade e perguntam-lhe: «Quem és tu?», o Baptista confessa sem reservas que ele não é o Messias esperado, nem Elias nem o Profeta (Moisés). Ele é apenas a voz que grita no deserto: «Preparai o caminho do Senhor» (Jo 1, 19ss).

Desta maneira João esclarece a sua situação e personalidade, reivindicando para si a missão de precursor do Messias. E justifica também o seu baptismo de água como preparação penitencial do povo à vinda do Messias e como antecipação do baptismo no Espírito que começará pelo Ungido.

Profunda humildade

João fica também conhecido pela sua profunda humildade, mas uma humildade que não sucumbe à vaidade de embriagar-se com o aplauso do povo. Ele bem sabe que a sua pessoa e o seu ministério profético estão em segundo lugar e em função de Alguém superior a ele.

A figura «heterodoxa» de João Baptista no deserto, sem frequentar o culto do templo de Jerusalém nem a sinagoga em dia de sábado (ao estilo dos essénios de Qumrán), mas em solitário e ao ar livre, suscitou um forte movimento religioso, popular e não de elite, que intrigava aos chefes do culto e da ortodoxia e colocava em todos os ambientes muitos questões sobre a sua pessoa.

Por isso o povo inteiro estava em expectativa, interrogando-se se não seria João o Messias esperado. Mas João declara-lhes: «Eu baptizo-vos em água; mas vai chegar Quem é mais poderoso que eu, Alguém cujas correias das sandálias não sou digno de desatar. Ele baptizar-vos-á no Espírito Santo e no fogo» (Lc 3, 16-17).

Um testemunho profético

O testemunho profético de João faz dele a voz que anuncia o Messias e prepara os caminhos do coração humano para discernir os sinais dos tempos messiânicos. Depois de esclarecer os enviados de Jerusalém que o seu baptismo é apenas de água em preparação do que será iniciado pelo Ungido, João testemunha abertamente a Jesus como o Messias que havia de vir. Ele está já presente no meio do povo eleito, mas os judeus não O reconheceram: «No meio de vós está alguém que não conheceis» (Jo 1, 26).

Desta forma João Baptista converte em acusados os que vinham como «fiscais», porque não reconhecem o Messias presente no meio deles. Acusação que faz eco ao prólogo do quarto Evangelho e que se repetirá ao longo do mesmo: A Palavra de Deus, Cristo Jesus, veio aos seus e estes não quiseram recebê-la (cf. Jo 1, 11).

Ao testemunho fiel de João Baptista em favor da messianidade de Jesus corresponde o elogio de Cristo sobre a grandeza sem igual do Seu precursor. O próprio Messias dá um magnífico testemunho de João Baptista. Jesus afirma que João é o maior dos Profetas, anunciado como o «mensageiro do Senhor» por excelência (Mal 3, 1). João é o maior entre todos os nascidos de mulher (cf. Mt 11, 7-11).

 

Aproveitemos, pois, esta solenidade para que, imitando as virtudes de S. João Baptista, nos tornemos também testemunhas autênticas, com a nossa palavra e a nossa vida, de Cristo Jesus e do Seu Reino de Amor já presente entre nós!

 

Fala o Santo Padre

 

«João deu testemunho da verdade sem condescendências.»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, 24 de Junho, a liturgia convida-nos a celebrar a solenidade do Nascimento de São João Baptista, cuja vida está toda orientada para Cristo, como a da mãe d'Ele, Maria. João Baptista foi o precursor, a «voz» enviada para anunciar o Verbo encarnado. Por isso, comemorar o seu nascimento significa na realidade celebrar Cristo, cumprimento das promessas de todos os profetas, dos quais o Baptista foi o maior, chamado para «preparar o caminho» diante do Messias (cf. Mt 11, 9-10).

Todos os Evangelhos iniciam a narração da vida pública de Jesus com a narração do seu baptismo no rio Jordão por obra de João. São Lucas situa a entrada em cena do Baptista com uma moldura histórica solene. Também o meu livro Jesus de Nazaré se inspira no baptismo de Jesus no Jordão, acontecimento que teve grande ressonância no seu tempo. De Jerusalém e de todas as partes da Judeia o povo acorria para ouvir João Baptista e fazer-se baptizar por ele no rio, confessando os próprios pecados (cf. Mc 1, 5). A fama do profeta baptizador cresceu a tal ponto que muitos perguntavam se era ele o Messias. Mas ele ressalta o evangelista negou-o decididamente: «Eu não sou o Messias» (Jo 1, 20). Contudo, ele permanece a primeira «testemunha» de Jesus, tendo recebido a indicação do Céu: «Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo» (Jo 1, 33). Isto acontece precisamente quando Jesus, tendo recebido o baptismo, saiu da água: João viu descer sobre Ele o Espírito como uma pomba. Foi então que «conheceu» a plena realidade de Jesus de Nazaré, e começou a dá-lo a «conhecer a Israel» (Jo 1, 31), indicando-o como Filho de Deus e redentor do homem: «Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (Jo 1, 29).

De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem condescendências. Denunciou as transgressões dos mandamentos de Deus, também quando os protagonistas eram os poderosos.

Assim, quando acusou de adultério Herodes e Herodíades, pagou com a vida, selando com o martírio o seu serviço a Cristo, que é a Verdade em pessoa. Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de Maria Santíssima, para que também nos nossos dias a Igreja saiba manter-se sempre fiel a Cristo e testemunhar com coragem a sua verdade e o seu amor a todos.

 

 Papa Bento XVI, Angelus, Domingo, 24 de Junho de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos,

Oremos a Deus Pai de bondade,

que está sempre atento às necessidades dos seus filhos,

por intercessão de São João Baptista, o Precursor,

para que escute, misericordiosamente, as nossas preces,

dizendo confiantes:

 

R: Pela vossa misericórdia, atendei-nos, Senhor!

 

1.  Pela Santa Igreja, para que vivendo a sua vocação missionária anuncie corajosamente

a redenção de Cristo, sendo para o mundo um sinal da misericórdia de Deus, oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Papa, bispos, sacerdotes e todos os que detêm ministérios na Comunidade eclesial,

para que sejam administradores da bondade e da paz do Senhor, oremos ao Senhor.

 

3.  Pelas nossas comunidades, para que conscientes da sua missão pastoral

estejam sempre atentas aos apelos de Deus na promoção da justiça, oremos ao Senhor.

 

4.  Para que sejamos fiéis à nossa vocação baptismal e,

inspirados no exemplo de João Batista, anunciemos com a vida

e o testemunho a misericórdia divina, oremos ao Senhor.

 

5.  Para que tenhamos sempre um coração sincero

e acolhedor da mensagem de salvação, oremos ao Senhor.

 

 

Deus de amor e de misericórdia, acolhei as preces que manifestamos neste dia,

dai-nos a graça de viver nossa vocação, realizando sempre vossa vontade.

Vós que viveis e reinais para sempre. Por Cristo, Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

Felizes somos nós que fomos baptizados na água e no Espírito. Felizes somos nós que fomos resgatados pelo Cordeiro sem defeito e sem mancha. Felizes somos nós que nos tornamos participantes do Pão da Vida. Eis o Cordeiro que tira o pecado do mundo.

 

Cântico da Comunhão: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com S. Paulo, resta-nos actualizar a Palavra de Deus: «a nós é que foi dirigida esta mensagem de salvação». E, através dela, tomar consciência da nossa vocação e da missão que nos cabe realizar, em fidelidade à própria vida e ao Senhor que em nós manifestou a Sua grande misericórdia.

 

Cântico final: Exulta de alegria, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 25-VI: Reconstruir a vida

2 Reis, 25, 1-12 / Mt 8, 1-4

Veio então prostrar-se diante d‘Ele um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres, podes curar-me…

As muralhas de Jerusalém foram arrasadas pelo exército do rei Nabucodonossor, que incendiou igualmente o templo do Senhor e levou muitos prisioneiros para a Babilónia (Leit.). Era necessário reconstruir a cidade e libertar os exilados.

Uma coisa semelhante aconteceu com o leproso: foi curado por Jesus e iniciou uma vida nova (Ev.). Para reconstruirmos a nossa vida precisamos reconhecer a nossa condição de pecadores, recorrer à misericórdia de Deus. Assim receberemos a graça para uma nova conversão.

 

Sábado, 26-VI: Reconstrução das ruínas.

Lam 2, 2. 10-14. 18-19 / Mt 8, 5-17

A tua ruína é grande como o mar: quem poderá curar-te?... Clama de todo o teu coração ao Senhor.

Lamentam-se as filhas de Sião e Jerusalém pela ruína da cidade (Leit.). Poderíamos igualmente lamentar-nos pela ruína moral de tantos países do mundo, incluindo o nosso. «Mas há a certeza de que a Igreja tem para oferecer à Europa o bem mais precioso, que ninguém mais lhe pode dar: a fé em Jesus Cristo, fonte de esperança, que não desilude» (J. Paulo II).

Estava também com a saúde arruinada o criado do centurião. Cristo era a única esperança e curou aquele homem. No mesmo dia, curou também a sogra de Pedro e muitos possessos (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                    Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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