Imaculado Coração de Maria

12 de Junho de 2010

 

Memória

 

O Evangelho desta memória é próprio.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem cheia de graça, J. Santos, NRMS 75

cf. Salmo 12, 6

Antífona de entrada: O meu coração exulta em Deus meu Salvador. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Logo a seguir à solenidade do Sagrado Coração de Jesus e, como que um reflexo dela, celebramos a Memoria do Imaculado Coração de Maria.

A partir das Aparições de Fátima, esta devoção ganha uma vitalidade especial, sobretudo por causa das formas de a viver, indicadas por Nossa Senhora à Irmã Lúcia.

O coração é, na linguagem popular, uma referência a toda a pessoa. Celebrar o Imaculado Coração de Maria é, pois, fazer resplandecer aos nossos olhos o Coração da Mãe Imaculada e exaltar a sua bondade e amor inesgotáveis.

Unamo-nos, pois, à alegria do Céu e de toda a Igreja que ainda milita na terra, celebrando o Imaculado Coração.

 

Acto penitencial

 

As ofensas contra o Filho de Deus ferem inevitavelmente o Coração da Mãe.

Na presença do Imaculado Coração de Maria, reconheçamos os nossos pecados, arrependamo-nos e peçamos-lhe ajuda para deles nos emendarmos, numa verdadeira atitude de conversão.

 

(Tempo de silêncio.)

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que preparastes no coração da Virgem Santa Maria uma digna morada do Espírito Santo, transformai-nos, por sua intercessão, em templos da vossa glória. Por Nosso Senhor ...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías dirige-se ao Povo de Deus, humilhado e triste no exílio de Babilónia, para lhe anunciar, em nome de Deus, que um dia vai recuperar a sua glória perdida. É em Maria, Mãe do Redentor, que se realizará esta profecia.

Convida-os, pois a alegria, celebrando antecipadamente as maravilhas que o Senhor vai realizar.

 

Isaías 61, 9-11

A linhagem do povo de Deus será conhecida entre os povos e a sua descendência no meio das nações. Quantos os virem terão de os reconhecer como linhagem que o Senhor abençoou.

Exulto de alegria no Senhor, a minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação e me envolveu num manto de justiça, como noivo que cinge a fronte com o diadema e a noiva que se adorna com as suas jóias. Como a terra faz brotar os germes e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações.

 

O Terceiro Isaías (Is 56 – 66) não se cansa de cantar as glórias de Jerusalém, em especial nos capítulos 60 a 64, donde é extraído o trecho da leitura. Jerusalém é uma figura da Igreja e a Liturgia, como acontece frequentemente aplica a Virgem Maria o que se diz da Igreja de quem Ela é Mãe, modelo e tipo (cf. LG 53).

10 «A minha alma rejubila… com as vestes da salvação». O capítulo 61 de Isaías canta as alegrias do regresso do exílio, mas com um profundo sentido messiânico, como consta do discurso de Jesus na sinagoga de Nazaré (cf. Lc 4, 16-22). É por isso que os Padres gostavam de identificar estas «vestes da salvação» com o manto de Sol da Mulher do Apocalipse (cf. Apoc 12, 1): Cristo é o Sol da Justiça que purifica de toda a mancha a sua Mãe desde o primeiro instante da sua concepção (cf. o artigo de Karol Wojtyla na obra colectiva: «Im Gewande des Heils», Essen, 1979).

 

Salmo Responsorial         1 Sam 2, 1.4-5.6-7.8abcd (R. 1a)

 

Monição: Ana, mãe de Samuel, canta, feliz, a graça de ter um filho, pedido com orações e lágrimas.

Esta oração de acção de graças lembra-nos a oração do Magnificat, cantada por Nossa Senhora em casa de Isabel.

 

Refrão:          O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador.

 

Exulta o meu coração no Senhor,

no meu Deus se eleva a minha fronte.

Abre-se a minha boca contra os inimigos,

porque me alegro com a vossa salvação.

 

A arma dos fortes foi destruída

e os fracos foram revestidos de força.

Os que viviam na abundância andam em busca de pão

e os que tinham fome foram saciados.

A mulher estéril deu à luz muitos filhos

e a mãe fecunda deixou de conceber.

 

É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,

faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.

É o Senhor quem despoja e enriquece,

é o Senhor quem humilha e exalta.

 

Levanta do chão os que vivem prostrados,

retira da miséria os indigentes

fá-los sentar entre os príncipes

e destina-lhes um lugar de honra.

 

 

Aclamação ao Evangelho              cf. Lc 2, 19

 

Monição: Por duas vezes nos diz S. Lucas que Maria guardava as palavras e os acontecimentos da vida de Jesus em seu Coração.

Imitemos com fidelidade o espírito contemplativo da Mãe de Deus e manifestemos, cantando, o propósito de A imitar.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Bendita seja a Virgem Santa Maria,

que conservava a palavra de Deus, meditando-a em seu coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 41-51

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46Passados três dias, encontraram-no no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. 51Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.

 

Segundo a Mixnáh (Niddáh, V, 6), depois dos 13 anos, o rapaz israelita começava a ser «bar-hamitswáh», «filho-da-lei», isto é, passava ter os deveres e direitos da Lei mosaica, incluindo o dever de peregrinar a Jerusalém, mas os pais piedosos costumavam antecipar um ano ou dois o cumprimento deste dever. Os judeus tinham por hábito deslocar-se em caravanas e em grupos separados de homens e de mulheres, podendo as crianças fazer viagem em qualquer dos grupos; nas paragens do caminho, as famílias reuniam-se. É neste contexto que se desenrola o relato. Para o leitor, a atitude de Jesus de ficar em Jerusalém é deveras surpreendente. Não deveria ter avisado os pais ou outros familiares? Mas também não faz sentido buscar a explicação do episódio relatado numa rebeldia ou na irresponsabilidade dum adolescente – este rapaz é o Filho de Deus! –, embora o relato evangélico possa fornecer luzes aos pais que se deparam com situações similares de filhos perdidos.

A teologia de Lucas talvez nos possa dar alguma pista para a compreensão do episódio narrado, e sem que nos vejamos forçados a ter de o imaginar como mera criação literária do Evangelista. «Jerusalém» não é simplesmente o centro da vida religiosa de Israel. Para os evangelistas, e de modo singular para Lucas, Jerusalém representa o culminar de toda a obra salvadora de Jesus, por ocasião da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição; é por isso que Lucas, ao pôr em evidência a tensão de Jesus para a sua Paixão, apresenta grande parte do seu ensino «a caminho de Jerusalém» (Lc 9, 51 – 19, 27), onde Jesus tem de padecer para ir para o Pai e entrar na sua glória (cf. Lc 24, 26). A teologia de Lucas não é abstracta e desligada da realidade. Ora a realidade é que Jesus não é apenas «o Mestre», Ele é «o Profeta», e, por isso mesmo, não ensina apenas quando exerce a função de rabi. Em todos os passos da sua vida Ele actua como Profeta, ensinando através do seu agir, mormente através de acções simbólicas de profundo alcance, por vezes bem chocantes. O «Menino perdido» não aparece como um simples menino, é apresentado como um Profeta que realiza uma acção simbólica para proclamar quem é e qual é a sua missão: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». Ele é o Filho de Deus, e tem de cumprir a missão que o Pai lhe confiou, em Jerusalém, ainda que isto lhe custe bem e tenha de fazer sofrer aqueles que mais ama – «aflitos à tua procura» (v. 48). O episódio passa-se em Jerusalém, como prenúncio e paralelo de um sofrimento bem maior, também em Jerusalém. A lição é clara: não se pode realizar plenamente a vontade do Pai do Céu e, ao mesmo tempo, evitar todo o sofrimento próprio e dos seres mais queridos; subir a Jerusalém é subir à Cruz, e subir à Cruz é «elevar-se» ao Céu, também em Jerusalém (cf. Lc 24, 50-51).

41 «Os pais de Jesus. Teu pai» (v. 48). Uma vez que Lucas tinha acabado de falar tão explicitamente da concepção virginal de Jesus, não tem agora qualquer receio de nomear S. José como pai (virginal) do Senhor.

49 «Eu devia estar na Casa de Meu Pai». A tradução de tá toû Patrós mou pode significar tanto «a casa de meu Pai», como «as coisas (assuntos, vontade) de meu Pai». A verdade é que o redactor pode ter querido dar à resposta de Jesus uma certa ambiguidade: «Não sabíeis que Eu tenho de estar nas coisas de meu Pai» (e que, por isso mesmo, me deveria encontrar aqui no Templo)?

50 «Eles não entenderam». A resposta do Menino envolve um sentido muito profundo que ultrapassa uma simples justificação da sua «independência». O Evangelista sublinha que não alcançam ver até onde poderia ir este «estar nas coisas do Pai», mas também deixa ver que não se atrevem a fazer mais perguntas, o que evidencia a sua extrema delicadeza e reverência, ditada por uma profunda fé. E nós estamos postos perante o mistério do ser e da missão de Jesus, perante mais um «sinal» e mais uma «espada» (cf. Lc 2, 34-35).

 

Sugestões para a homilia

 

• O Coração Imaculado, nosso tesouro

O Coração Imaculado, bênção para a Igreja

Causa da nossa alegria

Dele brotou a nossa salvação

• A devoção ao Imaculado Coração de Maria

O obscurecimento da fé.

O reencontro com Deus.

Guardar no coração esta devoção filial.

1. O Coração Imaculado, nosso tesouro

Quando falamos do coração de alguém, estamos a referir tudo o que dizemos à pessoa, e não apenas àquele órgão vital.

Ao celebrar o Imaculado Coração de Maria, queremos exaltar a bondade inesgotável da nossa Mãe, o seu carinho e solicitude constante e a ajuda oportuna.

Nossa Senhora é para cada um de nós, de facto, o caminho mais fácil e mais seguro que nos leva a Deus.

 

a) O Coração Imaculado, bênção para a Igreja. «A linhagem do povo de Deus será célebre entre os outros povos

O Povo de Deus nasceu o Salvador do mundo, descendente de David, como estava anunciado pelos patriarcas e profetas. Por isso, este povo da Aliança resplandecerá de glória no meio de todos os outros povos.

É no Coração Imaculado de Maria que o verbo – a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade – Se une para sempre à natureza humana.

Em Maria dá-se o encontro definitivo entre o Céu e a terra, entre o barro humano e a divindade.

A santidade infinita de Deus faz uma Nova e eterna Aliança com a humanidade empobrecida e humilhada pelo pecado.

Maria Santíssima anteviu esta glorificação da Igreja feita n’Ela própria. Em casa de Isabel canta profeticamente: «O Senhor olhou para a humildade da Sua serva. De hoje em diante me proclamarão bem aventurada por todas as gerações [...] porque o Todo Poderoso fez em mim grandes coisas

A Liturgia refere ao Imaculado Coração de Maria as palavras que o povo de Betúlia dirigiu a Judite, aclamando-a: «Tu és a glória de Jerusalém a alegria de Israel, a honra do nosso povo.»

 

b) Causa da nossa alegria. «Exulto de alegria por causa do Senhor, minha alma rejubila com trajes de salvação

Maria dá-nos Jesus e, com Ele, todos os bens. Foi Ela que lhe abriu generosamente as portas deste Coração, para que Ele entrasse no mundo e operasse a nossa redenção.

A paz, a serenidade, a segurança que nos dá a certeza da protecção da Mãe Imaculada conduz-nos inevitavelmente à alegria profunda, sincera e perene.

Por isso, à medida que procurarmos crescer na devoção ao Imaculado Coração de Maria, crescerá em nós a verdadeira alegria.

Ela, a Mãe Imaculada, é a causa da nossa alegria, porque nos deu e nos dá o Salvador do mundo e coopera íntima e generosamente com Ele, alcançando-nos todas as bênçãos.

Continua a apontar-nos o caminho para a fonte da verdadeira alegria: Jesus; e a desviar-nos maternalmente das armadilhas da falsa alegria que nos oferece o pecado.

A devoção ao Imaculado Coração enche a alma de paz e de confiança. Quando recorremos a ele, nunca regressamos de mãos vazias.

 

c) Dele brotou a nossa salvação. «Pois [...] o Senhor Deus fará brotar a justiça e o louvor diante das nações

Foi o Coração Imaculado de Maria que animou e acertou o ritmo do pulsar do Filho de Deus que Maria trouxe em seu seio virginal.

O Sangue derramado por Jesus Cristo na Cruz, para nossa Redenção, foi-Lhe doado por Maria. Ela participa silenciosamente neste ofertório único, junto à Cruz, com um direito especial.

Talvez por isso, Maria continua a ser o caminho mais acessível e fácil de descobrir para Jesus.

Quando uma pessoa, por mais desorientada na vida, começa a praticar uma pequena devoção a este Coração Imaculado, reencontra o caminho do Céu.

É preciso aproveitar este tesouro, levando muitas pessoas a praticar a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Hão-de levantar-se da sua prostração. A pouco e pouco, sentirão horror ao pecado; de tíbias, tornar-se-ão fervorosas; e reencontrarão os caminhos da verdadeira alegria.

2. A devoção ao Imaculado Coração de Maria

É de todos os tempos da Igreja a devoção ao Imaculado Coração de Maria, de tal modo que não época da Igreja em que ela não se tenha manifestado.

Mas o Senhor reservou para os nossos dias o seu florescimento especial, a partir das aparições da Cova da Iria. Talvez o Senhor queira indicar aos homens – assustados com os pecados e capacidade de destruição – este caminho de paz e misericórdia.

 

a) O obscurecimento da fé. «Pensando que vinha na caravana, fizeram um dia de viagem, e começaram a procurá-l’O entre parentes e conhecidos. Como não O encontraram, voltaram a Jerusalém à pocura d’Ele.»

Lúcia, a pequenina pastora, assusta-se com a revelação de Nossa Senhora, anunciando que brevemente virá buscar o Francisco e a Jacinta e levando-os para o Céu. Pergunta, angustiada: «E eu fico cá sozinha?»

A resposta de Nossa Senhora conforta-a: «Eu nunca te deixarei! O meu Coração será o teu refúgio.»

Maria e José devem ter sofrido muito, quando se aperceberam da ausência de Jesus. Sem qualquer resposta para o que estava a acontecer, terão perguntado se já teria chegado a hora da Paixão e morte, profetizada em Isaías, no Servo de Iavé (Is 52, 1 e ss.). Entregam-se fervorosamente, enquanto O procuram, aflitos.

O rosto de Deus, que contemplamos pela fé, pode obscurecer-se, num momento de prova. Perdemos a vontade de lutar, de rezar, e parece-nos que tudo na vida é uma loucura.

É o momento de recorrermos com toda a confiança ao Imaculado Coração, para reencontrarmos o caminho.

 

b) O reencontro com Deus. «E sucedeu que, três dias depois, O encontraram no templo, sentado no meio dos doutores, a escutá-los e a fazer-lhes perguntas.»

Deus nunca deixa de nos seguir com o Seu olhar, nem se afasta de nós. Sós, sim, temos esta dolorosa possibilidade de nos afastarmos d’Ele.

Procuremo-l’O então, com o Imaculado Coração de Maria, e voltaremos a vislumbrar o Seu rosto, por uma fé mais viva.

Depois da visão do inferno, em 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora disse aos Pastorinhos com uma expressão de tristeza: «Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar (de cair lá), Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz.»

E renova a promessa: «Virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração, e a comunhão reparadora nos primeiros sábados

Veio, de facto, em Tui, numa visão que a Irmã Lúcia descreve com fidelidade:

No «dia 10-12-1925, apareceu-lhe(me) a Santíssima Virgem e, ao lado, suspenso em uma nuvem luminosa, um Menino. A Santíssima Virgem, pondo-lhe no ombro a mão e mostrando, ao mesmo tempo, um coração que tinha na outra mão, cercado de espinhos.

Ao mesmo tempo, disse o Menino:

– Tem pena do Coração de tua Santíssima Mãe que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam sem haver quem faça um acto de reparação para os tirar.

Em seguida, disse a Santíssima Virgem:

– Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que todos aqueles que durante 5 meses, ao primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.»

 

c) Guardar no coração esta devoção filial. «Sua Mãe guardava no coração todas estas recordações

Não se trata apenas de uma recordação sentimental, como acontece tantas vezes connosco. Estas palavras e recordações eram alimento para a oração de Maria. Procurava descobrir-lhes o sentido, as ligações que tinham entre si e o compromisso que traziam para a sua vida.

Também nós queremos aprofundar o sentido desta promessa de Nossa Senhora e descobrir qual o compromisso traz para a vida.

Como viver a devoção dos cinco primeiros Sábados?

Da devoção ao Coração Imaculado faz parte a devoção dos Cinco Primeiros Sábados do Mês.

Estamos perante uma revelação particular que não obriga ninguém a acreditar, como se fosse verdade de fé.

Esta devoção, porém organiza a nossa vida no que ela tem de mais importante:

Oração: a reza do Terço, no mesmo dia.

Acolhimento à Palavra de Deus, pela meditação dos mistérios. Treze deles são tirados do Novo Testamento e dois da tradição da Igreja. É preciso meditar um ou mais mistérios durante um quarto de hora.

A meditação, durante 15 minutos, de um só mistério, de vários ou de todos. Também vale uma meditação ou explicação de 3 minutos antes de cada um dos 5 mistérios do terço que se está a rezar. Em todas estas quatro práticas deve-se ter a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.

Reconciliação e Penitência, como elemento indispensável para participar das promessas do Coração Maternal de Maria.

Para cada Primeiro Sábado é precisa uma confissão com intenção reparadora. Pode fazer-se em qualquer dia, antes ou depois do Primeiro Sábado, contanto que se receba a Comunhão em estado de graça. A vidente perguntou: – «Meu Jesus, as (pessoas) que se esquecerem de formar essa intenção (reparadora)? Jesus respondeu – Podem formá-la na confissão seguinte, aproveitando a primeira ocasião que tiverem para se confessar».

Eucaristia, uma vez que a Comunhão, com finalidade reparadora, faz parte do mínimo que Nossa Senhora estabelece. Há-de fazer-se no mesmo primeiro Sábado.

Para alcançar as graças prometidas, deve praticar-se esta devoção em cinco meses seguidos.

Guardemos, pois, no coração contemplativo, este conselho maternal que nos vem do Céu.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Cheios de filial confiança ao Senhor nosso Deus,

apresentemos, por Jesus, no Espírito, ao Pai,

por mediação do Imaculado Coração de Maria,

as necessidades de todos os homens do mundo.

Oremos (cantando):

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

1. Pelo santo Padre, Vigário de Cristo na terra,

      para que o Imaculado Coração o ampare,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

2. Pelos Bispos, sacerdotes e diáconos da Igreja,

      para que vivam no amor ao Imaculado Coração,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

3. Pelos pecadores assustados com os seus erros,

      para que Nossa Senhora seja a sua âncora,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

4. Pelos pais e mães de família e educadores da fé,

      para que ensinem aos novos este caminho seguro,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

5. Por todas as associações marianas de toda a Igreja,

      para que difundam a devoção ao Coração Imaculado,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

6. Pelos nossos irmãos que o Senhor chamou a si,

      para que, por mediação de Maria, entrem no Céu,

      oremos, irmãos.

 

      Por mediação de Maria, ouvi-nos, Senhor!

 

Senhor, que nos dais no Imaculado Coração de Maria

refúgio e alento em nosso caminhar para Vós:

dai-nos, pela sua intercessão, todas as graças

que nos levem a glorificar-Vos um dia no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Viemos a esta celebração da Eucaristia trazidos pela mão carinhosa de Nossa Senhora. Acolhemos a Palavra de Deus que para nós foi proclamada e fizemos o propósito de a levar à vida.

Na Sua infinita misericórdia, o Senhor vai agora preparar o nosso alimento espiritual, pelo ministério do sacerdote.

O pão e o vinho que levamos ao altar serão transubstanciados no Corpo e Sangue que nos guardará para a vida eterna.

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi, Senhor, as orações dos vossos fiéis e aceitai os dons que Vos oferecemos, ao celebrar a memória da Virgem Mãe de Deus, para que esta oblação Vos seja agradável e nos obtenha o auxílio da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora I [e na veneração] p. 486 [644-756] ou II p. 487

 

Santo: Az. Oliveira, NRMS 8 (II)

 

Saudação da Paz

 

Ensinar a construir a paz e difundi-la é especialmente a missão da mãe em cada família.

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, convida-nos a vivê-la e difundi-la, pedindo-nos que aceitemos perdoar e ser perdoados das nossas ofensas mútuas.

Exprimamos este desejo com o gesto que a Liturgia estabeleceu para este momento.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A Sagrada Comunhão é também um dom do Imaculado Coração de Maria. Foi Ela quem deu generosamente a Jesus tudo o que Ele tem de humano.

Peçamos a Nossa Senhora nos ensine a comungar com as disposições necessárias: em graça, com fé, amor e devoção.

 

Cântico da Comunhão: Exulta de alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

Lc 2, 19

Antífona da comunhão: Maria guardava todas estas palavras, meditando-as em seu coração.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos fizestes participar no sacramento da redenção eterna, concedei que, ao celebrarmos a memória da Mãe do vosso Filho, nos alegremos com a plenitude da vossa graça e sintamos crescer continuamente em nós os frutos de salvação. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivamos e sejamos na vida de cada dia, arautos desta promessa de Nossa Senhora, contida na devoção dos Cinco Primeiros Sábados.

Ajudaremos os nossos irmãos a seguir um caminho fácil e seguro que os levará à felicidade eterna.

 

Cântico final: Coração Imaculado da Virgem, M. Faria, NRMS 33-34

 

 

Oração:

 

Consagração ao Imaculado Coração de Maria

 

Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe,

ao vosso Coração Imaculado nos consagramos,

em acto de entrega total ao Senhor.

Por Vós seremos levados a Cristo.

Por Ele e com Ele seremos levados ao Pai.

Caminharemos à luz da fé

e faremos tudo para que o mundo creia

que Jesus Cristo é o Enviado do Pai.

Com Ele queremos levar o Amor e a Salvação

até aos confins do mundo.

Sob a protecção do vosso Coração Imaculado

seremos um só povo com Cristo.

Seremos testemunhas da Sua ressurreição.

Por Ele seremos levados ao Pai,

para glória da Santíssima Trindade,

a Quem adoramos, louvamos e bendizemos. Amen.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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