10º Domingo Comum

6 de Junho de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98

Salmo 26, 1-2

Antífona de entrada: O Senhor é minha luz e salvação: a quem temerei? O Senhor é protector da minha vida: de quem hei-de ter medo?

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia deste domingo tem como protagonistas duas viúvas que poderemos considerar como símbolo de todos os marginalizados.

A nossa comunidade, reunida à luz da ressurreição de Jesus, deve procurar reflectir no modo como tem seguido os procedimentos do Senhor no amparo aos mais fragilizados da nossa sociedade.

Seguimos cristãmente os Seus passos, ou vivemos cómoda e egoisticamente a nossa vida sem preocupação com os que sofrem, passam dificuldades, privações ou ansiedades? Levamos-lhes vida e esperança ou somos portadores de morte e falta de confiança?

Pensemos um pouco sobre a nossa actuação pessoal e comunitária e peçamos a misericórdia do Senhor quanto às nossas possíveis omissões.

 

Oração colecta: Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O sinal de que o profeta anuncia a palavra de Deus é o facto de ele ser portador de vida e não de morte.

 

1 Reis 17, 17-24

17Naqueles dias, caiu doente o filho da viúva de Sarepta e a enfermidade foi tão grave que ele morreu. 18Então a mãe disse a Elias: «Que tens tu a ver comigo, homem de Deus? Vieste a minha casa lembrar-me os meus pecados e causar a morte do meu filho?» 19Elias respondeu-lhe: «Dá-me o teu filho». Tomando-o dos braços da mãe, levou-o ao quarto de cima, onde dormia, e deitou-o no seu próprio leito. 20Depois invocou o Senhor, dizendo: «Senhor, meu Deus, quereis ser também rigoroso para com esta viúva, que me hospeda em sua casa, a ponto de fazerdes morrer o seu filho?» 21Elias estendeu-se três vezes sobre o menino e clamou de novo ao Senhor: «Senhor, meu Deus, fazei que a alma deste menino volte a entrar nele». 22O Senhor escutou a voz de Elias: a alma do menino voltou a entrar nele e o menino recuperou a vida. 23Elias tomou o menino, desceu do quarto para dentro da casa e entregou-o à mãe, dizendo: «Aqui tens o teu filho vivo». 24Então a mulher exclamou: «Agora vejo que és um homem de Deus e que se encontra verdadeiramente nos teus lábios a palavra do Senhor».

 

Esta leitura foi escolhida em função do Evangelho de hoje que relata a ressurreição do filho da viúva de Naim. Os Padres da Igreja viram na acção do profeta Elias uma figura da acção de Cristo, que vem para trazer à vida da graça os povos pagãos, mortos pelo pecado. O poder de Cristo, que se revela no milagre do Evangelho, sobressai como um poder próprio, sem precisar do recurso à oração a Deus e a técnicas de reanimação.

 

 

Salmo Responsorial         Sl 29 (30), 2.4-6.11-12a.13b (R. 2a)

 

Monição: No cântico de meditação encontramos expressões que se podem aplicar ao facto narrado na primeira leitura, mas também nos podem levar a pensar em situações da nossa própria existência.

 

Refrão:          Eu Vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

 

Eu Vos glorifico, Senhor, porque me salvastes

e não deixastes que de mim se regozijassem os inimigos.

Tirastes a minha alma da mansão dos mortos,

vivificastes-me para não descer ao túmulo.

 

Cantai salmos ao Senhor, vós os seus fiéis,

e dai graças ao seu nome santo.

A sua ira dura apenas um momento

e a sua benevolência a vida inteira.

Ao cair da noite vêm as lágrimas

e ao amanhecer volta a alegria.

 

Ouvi, Senhor, e tende compaixão de mim,

Senhor, sede vós o meu auxílio.

Vós convertestes em júbilo o meu pranto:

Senhor meu Deus, eu Vos louvarei eternamente.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: A actividade libertadora de Jesus é a grande manifestação do amor compassivo de Deus, que atende os mais pobres e necessitados.

 

Gálatas 1, 11-19

11Eu vos declaro, irmãos: O Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, 12porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. 14Fazia mais progressos no judaísmo do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade, por ser extremamente zeloso das tradições dos meus pais. 15Mas quando Aquele que me destinou desde o seio materno e me chamou pela sua graça, 16Se dignou revelar em mim o seu Filho para que eu O anunciasse aos gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, 17nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim mas retirei-me para a Arábia e depois voltei novamente a Damasco. 18Três anos mais tarde, subi a Jerusalém para ir conhecer Pedro e fiquei junto dele quinze dias. 19Não vi mais nenhum dos Apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor. 20– O que vos escrevo, diante de Deus o afirmo: não estou a mentir.

 

S. Paulo escreve aos cristãos da Galácia, mais provavelmente da Galácia do Norte, na Turquia actual. Eram cristãos na maior parte convertidos de tribos pagãs originárias da Gália, que estavam a ser perturbados por pregadores cristãos de tendência judaizante, que os intimidavam dizendo-lhes que, para se salvarem, não bastava o Baptismo e a fé cristã, mas que necessitavam de ser circuncidados. Para imporem a sua teoria, tentavam desacreditar a pessoa de S. Paulo, afirmando que ele não era um verdadeiro Apóstolo, pois não tinha recebido a sua missão directamente de Jesus. Nesta carta o Apóstolo começa por declarar e explicitar como foi o próprio Senhor que lhe revelou o Evangelho – os principais mistérios – que ele pregava. Sendo assim, logo após a conversão, não teve necessidade de vir imediatamente a Jerusalém para ouvir os Apóstolos, retirou-se para a Arábia (o reino nabateu, a sul de Damasco) e só ao fim de três anos é que foi estar com os Apóstolos. Pergunta-se, então, que fez S. Paulo durante esses três anos? Uns pensam que foram anos de pregação, outros que teria sido um tempo de retiro espiritual, em que ele assenta ideias, confrontando a revelação que teve com os dados do Antigo Testamento e da fé dos primeiros cristãos. S. Paulo não diz que passou os três anos na Arábia, simplesmente fala de três anos mais tarde, por isso é legítimo pensar que tenha passado a maior parte desse tempo em Damasco; com efeito, não teria encontrado na Nabateia um ambiente favorável a um pregador judeu, por isso se teria visto forçado a regressar a Damasco continuando aqui a anunciar Jesus por três anos; com efeito, o rei nabateu, Aretas IV, andava em guerra com os judeus, para se vingar do rei Herodes Antipas, que se tinha divorciado da sua filha para casar com Herodíades, a esposa do seu irmão Filipe.

19 «Só vi Tiago». A forma de falar não significa necessariamente que este irmão do Senhor fosse um dos 12 Apóstolos. Para que tenha sentido a frase, basta que se trate duma figura proeminente da igreja jerosolimitana; para isto bastaria o simples título de «irmão (parente) do Senhor» e a participação da missão apostólica. Por isso, hoje, muitos exegetas entendem que este Tiago é distinto do apóstolo, «filho de Alfeu.», o «São Tiago Menor. Não se pode tratar de Tiago, irmão de João, pois, segundo o testemunho de Flávio José, foi martirizado por Herodes Agripa I, pelos anos 42-44 (cf. Act 12, 2).

 

 

Aclamação ao Evangelho              Lc 7, 16

 

Monição: Jesus é a «visita» de Deus que vem salvar o Seu povo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

Apareceu no meio de nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 7, 11-17

Naquele tempo, 11dirigia-Se Jesus para uma cidade chamada Naim; iam com Ele os seus discípulos e uma grande multidão. 12Quando chegou à porta da cidade, levavam um defunto a sepultar, filho único de sua mãe, que era viúva. Vinha com ela muita gente da cidade. 13Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela e disse-lhe: «Não chores». 14Jesus aproximou-Se e tocou no caixão; e os que o transportavam pararam. Disse Jesus: «Jovem, Eu te ordeno: levanta-te». 15O morto sentou-se e começou a falar; e Jesus entregou-o à sua mãe. 16Todos se encheram de temor e davam glória a Deus, dizendo: «Apareceu no meio de nós um grande profeta; Deus visitou o seu povo». 17E a fama deste acontecimento espalhou-se por toda a Judeia e pelas regiões vizinhas.

 

1 «Naim». Como também hoje, não seria propriamente uma cidade, mas uma pequena aldeia a uns 10 km a Sueste de Nazaré. É frequente que S. Lucas dê o nome da cidade a pequenas aldeias. É esta a única passagem em toda a Bíblia onde se fala desta terra, o que leva a crer que seria mesmo um lugarejo sem importância, mas isso não obstou a que Jesus fizesse ali um grande milagre. É S. Lucas o único Evangelista a contá-lo, o Evangelista que mais se detém a retratar a misericórdia do coração de Cristo; nem sequer foi preciso um pedido formal da desolada viúva para que, com uma única palavra, transformasse o seu choro na maior alegria, devolvendo-lhe o seu único filho vivo. Os funerais costumavam realizar-se no mesmo dia da morte, ao meio da tarde.

15 «E Jesus entregou-o à mãe». Santo Agostinho comenta: «Esta mãe viúva alegra-se com o filho ressuscitado. Diariamente se alegra a Mãe Igreja com os homens que ressuscitam na sua alma. Aquele estava morto quanto ao corpo; estes, quanto ao seu espírito. Aquela morte visível chora-se visivelmente; a morte invisível destes nem se chora nem se vê. Anda à busca destes mortos Aquele que os conhece, Aquele que pode fazê-los voltar à vida» (Sermão 98, 2). O mesmo Santo afirma que é um maior milagre a conversão dum pecador do que a ressurreição dum morto, embora seja menos espectacular.

 

Sugestões para a homilia

 

A Humanidade representada em duas mulheres

Deus é o Senhor da vida

A coragem da mudança

A Humanidade representada em duas mulheres

Ao recordarmos o episódio do Evangelho que nos narra a ressurreição do filho da viúva de Naim, de imediato o podemos relacionar com a primeira leitura, em que o profeta Elias restitui à vida o filho da viúva de Sarepta.

Ambas as viúvas representam a humanidade inteira, triste e desesperada. Quem mais carente e desamparado neste mundo do que uma mulher viúva que perde o seu filho único? A vida desfalece. A desolação é total. Por isso a Bíblia nos apresenta os órfãos e as viúvas como símbolo dos marginalizados. O seu amparo é o símbolo da verdadeira religião. Estas leituras poderão caracterizar a experiência pascal da comunidade eclesial, pois ambas as cenas se repetem com frequência impressionante através da história. Dá-se no abandono das pessoas, nas injustiças e na marginalização dos que sofrem. As nossas cidades e aldeias estão cheias de «mães viúvas», que levam os seus filhos únicos para o cemitério. Mas não faríamos favor nenhum às pessoas mortas em trazê-las outra vez para este mundo, apenas as levaríamos a repetir a experiência da morte.

Em ambos os episódios nós verificamos que Deus é o Senhor da vida.

Deus é o Senhor da vida

No primeiro, Elias implora a Deus que dê vida ao menino. No segundo, é o próprio Jesus que com toda a autoridade de Filho de Deus faz ressurgir o menino para a vida, pois Ele tem poder sobre a morte.

Naim é o sinal do prodígio maior que Ele faz por todos os irmãos que morrem: «restituiu-o ressuscitado à mãe», e à comunidade daqueles que choravam a sua perda.

A comunidade não pode eliminar as lágrimas das «viúvas», mas deve anunciar a todos o que o Deus da vida fez por intermédio de Jesus: introduz os homens no mundo novo, dando-lhes a sua própria vida.

Nós, os cristãos, devemos repetir o gesto do Mestre e dizer: «Pára de chorar!», porque a esperança de vida não é devorada pela morte. É a hora da comunidade eclesial reagir. É importante que ela esteja a caminho como Jesus, como Elias. Não pode passar ao largo. Precisa parar, precisa entrar nas casas, para visitar todos os sofredores. Deverá como Jesus: compadecer-se, consolar, agir, fazendo ressurgir a esperança onde apenas existe o desespero da morte, para que glorifiquem a Deus. Assim irá sugerindo a coragem da mudança esperançosa da vida.

A coragem da mudança

A humanidade que ainda não encontrou a Cristo considera a morte como uma derrota incomparável. Por isso, o cristão deve ter a coragem de contagiar, pela sua força explosiva, a confiança no Senhor que conduz à vida.

Para que isso aconteça temos que ser ministros convictos e zelosos do Evangelho, deixando revelar-se em nós o Filho de Deus, como aconteceu com Paulo. Ele na sua atitude honesta teve a coragem de declarar que não foram os homens, mas o próprio Senhor a revelar-lhe que a salvação depende da fé em Jesus. À sua semelhança devemos estar abertos à revelação de Deus.

Percebendo renascer a vida nos desamparados, também a assembleia eucarística poderá glorificar a Deus porque, mais uma vez, Ele visitou o seu povo. Assim poderemos render graças neste domingo sobretudo por aqueles e aquelas que, na sociedade injusta, se comprometem em defender e alimentar a vida dos irmãos necessitados.

 

 

Oração Universal

 

Oremos ao Deus Pai de bondade,

que nos revelou em seu Filho Jesus Cristo

a sua presença junto dos que sofrem

e os libertou para a vida,

supliquemos com toda a fé:

 

Deus de bondade, dai-nos a vida.

 

1.  A Igreja, constituída por todos nós,

é sacramento do Reino!

Para que ela continue a ser

sinal de vida e de esperança,

principalmente junto dos pobres e sofredores,

rezemos ao Senhor nosso Deus.

 

2.  A Comunidade é chamada à fraternidade!

Para que nas nossas Comunidades haja a solidariedade,

o compromisso, a partilha e o respeito mútuo,

rezemos ao Senhor nosso Deus.

 

3.  Quem ama defende a vida!

Para que a vida e seu carácter sagrado

sejam sempre amadas e respeitadas

no nosso mundo,

rezemos ao Senhor nosso Deus.

 

4.  A juventude precisa de ser amada!

Para que todos nós tenhamos sempre para ela

uma palavra que anima, conforta e orienta

e assim possa levantar-se confiante para a vida,

rezemos ao Senhor nosso Deus.

 

5.  Todo o gesto de amor transforma!

Para que, ao modo de Jesus,

também confortemos os que sofrem

e precisam de apoio humano e de caridade,

rezemos ao Senhor nosso Deus.

 

Ó Deus,

estas são as preces do vosso povo.

Cheios de confiança colocamo-las

no vosso coração de Pai.

Acolhei-as, vós que viveis e reinais

com Jesus Cristo vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Monição do ofertório

 

Apresentamos no altar do Senhor os dons da terra que vamos consagrar. Representam o nosso trabalho e o esforço de todos os que nas nossas comunidades trabalham em favor da vida.

 

Cântico do ofertório: Em redor do teu altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Olhai com bondade, Senhor, para os dons que apresentamos ao vosso altar e fazei que esta oblação Vos seja agradável e aumente em nós a caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Abraço da paz

 

Monição: Em Jesus, que nos tornou todos irmãos e irmãs pela sua cruz e ressurreição, saudemo-nos mutuamente como sinal de reconciliação e de paz.

 

Monição da Comunhão

 

Através da comunhão com Cristo ressuscitado, ajudai-nos, Senhor, a aumentarmos a coragem de concretizar o serviço recíproco e a partilha, a fim de que a nossa fé na ressurreição faça destruir tudo o que represente morte e nos mobilize numa mudança corajosa para a esperança de vida.

 

Cântico da Comunhão: Eu vim para que tenham vida, F. Silva, NRMS 70

Salmo 17, 3

Antífona da comunhão: Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor; sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

 

Ou

1 Jo 4, 16 

Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele.

 

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Senhor, que a acção santificadora deste sacramento nos liberte das más inclinações e nos conduza a uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Deus da vida, que se revela na pessoa de Jesus, nos encha do Seu Espírito e nos renove na corajosa alegria de celebrar o amor como esperança de uma existência sempre renovada.

 

Cântico final: Confiarei no meu Deus, F. da Silva, NRMS 106

 

 

Homilias Feriais

 

10ª SEMANA

 

2ª Feira, 7-VI: Deus não falta às suas promessas.

1 Reis 17, 1-6 / Mt 5, 1-12

Felizes os pobres… Felizes os que choram…Felizes os humildes…Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa.

«As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus. São as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos» (CIC, 1717). E que todos nós gostaríamos de aproveitar bem enquanto estamos aqui na terra para alcançarmos o céu.

O profeta Elias recebeu igualmente da parte de Deus uma promessa de que não ficaria sem alimento (Leit.). Bastou-lhe para isso cumprir a vontade de Deus. E, além disso, também foi arrebatado ao céu.

 

3ª Feira, 8-VI: Aprender a viver da fé.

1 Reis 17, 7-16 / Mt 5, 13-16

Vós sois a luz do mundo… Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

A luz a que se refere Jesus (Ev.) é a luz da fé, que deve estar bem viva em cada um de nós, para podermos dar testemunho aos outros. O profeta Elias ensina a viúva de Sarepta a ter confiança em Deus: «Elias ensina à viúva de Sarepta a fé na palavra de Deus, fé que ele confirma com a sua oração insistente: Deus faz voltar à vida o filho da viúva (Leit.)» (CIC 2583).

A força da fé está na vida e na doutrina de Cristo e também na Eucaristia. Assim poderemos renovar a face da terra, apoiados na omnipotência de Deus.

 

4ª Feira, 9-VI: A força da oração.

1 Reis 18, 20-39 / Mt 5, 17-19

Respondei-me Senhor, respondei-me! Que este povo o saiba: Vós, Senhor, é que sois Deus. Vós é que lhes converteis os corações.

Elias realizou um grande prodígio no monte Carmelo, graças à sua oração. Como consequência o povo converteu-se: «O Senhor é que é Deus!» (Leit.). É indispensável que não nos falte a oração diária, que é como a respiração do cristão (J. Paulo II), para nos convertermos e pedirmos a conversão dos outros.

A oração, além disso, aproxima-nos do Senhor e obteremos mais forças para cumprirmos tudo o que nos pede: «Aquele que praticar e ensinar os mandamentos será tido como grande no reino dos céus» (Ev.).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          António E. Portela

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                    Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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