Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ditosa Virgem, Cheia de Graça, J. Santos, NRMS 75

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nossa Senhora, num grande gesto de caridade, visita Sua prima Isabel, preparando o nascimento de João Baptista. Com Ela, já vai Jesus incarnado no Seu Ventre Virginal, o que vai ser motivo de alegria para todos.

Jesus continua a vir até nós na Santíssima Eucaristia. Vamos prepararmo-nos para O receber com muito amor, e reconhecimento a Nossa Senhora, por no-lO ter dado.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Sofonias fala da salvação que Deus envia ao Seu povo com a vinda do Messias. Jesus, com poucos dias ainda, no seio de Maria, enche de alegria a Sua Mãe e, através d’Ela, a Isabel e o menino que traz no seio. Assim começa a manifestar-se a salvação que o Salvador vem oferecer aos homens.

 

Sofonias 3, 14-18

14Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. 15O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. 16Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. 17O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». 18Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de Josias – Sof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avé (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial         Is 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: Através de Sua Mãe, Jesus continua a vir até nós e a comunicar-nos abundantemente os Seus dons. Assim, a todos quer encher com a Sua graça e a Sua alegria.

 

Refrão:          Exultai de alegria,

                     porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho              cf. Lc 1, 45

 

Monição: Jesus, Mestre divino, a todos quer ensinar os caminhos da verdadeira felicidade. Eles são portadores de alegria terrena e eterna. Começa por fazê-lo através do exemplo de Sua Mãe, que nos fala neste episódio de Suas vidas, e caridade, humildade e consequentemente de alegria.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

Naqueles dias, 39Maria pôs-Se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. 48Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21; 22, 15-18 e 22, 19-20, sem a interrupção que aparece nos outros Sinópticos: vv 21-23).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no ventre (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente se poderiam ficar melhor expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

1.       Exultai de alegria, porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

2.       A eleição divina de Maria Santíssima.

3.       A Visitação de Nossa Senhora.

4.       Caminhos de verdadeira felicidade.

1. Exultai de alegria.

Filhos de um Pai que nos ama com amor eterno e infinito, quer-nos ver a todos sempre muito contentes, felizes. Este é também o desejo comum, mais profundo, de todos os homens. Todos buscamos a felicidade. Se nem todos o são, há que procurar as suas causas. Essa tragédia não a podemos atribuir a Deus, nosso Pai, que tanto nos ama! Ela tem de estar da nossa parte. Como é importante tomarmos consciência desses tão errados caminhos da vida!

2. A eleição divina de Maria Santíssima

Jesus, o Verbo de Deus Incarnado, veio ao mundo para nos remir do pecado e nos ensinar os verdadeiros caminhos da felicidade a que todos tanto aspiramos. Começou por escolher para Mãe, uma Mulher, bendita entre todas elas, que, mais com Ele se parecesse e assim, logo desde a Incarnação, nos pudesse, através d’Ela, ensinar os verdadeiros caminhos da felicidade tão desejada. A eleita foi Maria Santíssima, uma humilde, pura e mesmo imaculada jovenzinha, profundamente desejosa de sempre e em tudo cumprir a vontade santíssima de Deus.

3. A Visitação de Nossa Senhora

A Visita que Nossa Senhora fez a Sua prima Santa Isabel revela-nos as virtudes fundamentais condutoras da verdadeira e única felicidade. Ela confessa, com toda a sinceridade a Sua profunda humildade: «Porque pôs os olhos na humildade da sua serva». E porque verdadeiramente despida de qualquer ilusão terrena ou importância humana, tinha todo o Seu Coração disponível para Deus, que o encheu com a Sua Graça. Assim ficou plena de Graça e consequentemente cheia de alegria. Mas, porque bem cheia de Deus, que é Amor, Ela sente ânsias de amar. Sabendo pelo Arcanjo São Gabriel, de quanto poderia ser útil a Sua Prima Isabel, que estava no sexto mês de gestação de seu filho João, deixa tudo, e, sem olhar aos sacrifícios e perigos da viagem, vai colocar-se ao seu serviço. Nossa Senhora, levando no Seu Ventre Virginal o próprio Filho de Deus, vai, cheia de entusiasmo, ajudar quem sabe precisar de si. Assim, tão generosamente, expressa a caridade, o verdadeiro amor que sente em Seu Coração Imaculado. Amar verdadeiramente é estar ao serviço, é ser útil, é contribuir para a felicidade de alguém.

4. Caminhos de verdadeira felicidade.

Maria Santíssima vai cheia de felicidade. Levava consigo a própria «fonte» da felicidade, que é Deus. Por isso, o próprio filho de Isabel exultou de alegria com a Sua chegada, inundando de alegria também a própria mãe, que, cheia do Espírito Santo proclama: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?».

Afinal a felicidade para a qual todos fomos criados está ao nosso alcance. Bastará seguir os caminhos de Jesus, que sendo de verdade o Senhor do Céu e a terra, veio servir a humanidade, nascendo pobrezinho, desprendido de tudo e proclama com sinceridade: «Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração».

O demónio, pai da mentira, depois de enganar os nossos primeiros pais, continua a querer desviar-nos dos caminhos de Deus, inculcando em nós o orgulho, o egoísmo, a vaidade e, com tais desvios do bem, pretende levar-nos para caminhos de lágrimas, de sofrimento, de tristeza e verdadeiro retrocesso da humanidade.

Não nos deixemos enganar. Peçamos a Nossa Senhora, Mãe de Jesus e agora também nossa Mãe, que interceda por nós junto de Seu Divino Filho, para que A imitemos na humildade, pureza, verdadeira caridade. Assim poderemos experimentar a alegria que só Deus nos pode e quer dar e nos levará a exultar de alegria um dia, eternamente no reino dos Céus. Assim seja.

 

 

Oração Universal

 

Jesus é o nosso Mediador junto do eterno Pai.

Ele quis associar a Si a Sua e nossa Mãe do Céu.

Com Jesus e Nossa Senhora, vamos apresentar ao Pai os nossos pedidos.

 

1.  Pela Santa Igreja, espalhada pelo mundo,

para que, à semelhança de Maria, leve Jesus a todos os homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre, para que todos escutem a sua palavra

e assim encontrem os verdadeiros caminhos da felicidade,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

3.  Por todos os Sacerdotes para que fieis a Jesus Cristo,

o tornem sempre presente no meio dos homens,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que manifestem a sua fé no amor a Jesus na Eucaristia

e na frutuosa recepção da Penitência,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

5.  Para que todos saibamos levar Jesus connosco

a todos os que nos rodeiam, como fez a Santíssima Virgem,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

6.  Por todos os que ainda não conhecem a Cristo,

para que se abram à fé e encontrem a alegria do Seu amor,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

7.  Por todos quantos se encontram no Purgatório

para que possam ver, quanto antes, o rosto de Jesus na felicidade do Céu,

oremos, irmãos.

 

R. Ouvi-nos, Senhor

 

Senhor, que nos chamastes à vida para a vivermos em caminhos de felicidade,

aumentai em nós a fé e o amor, para que levemos Jesus connosco numa vida de santidade,

e assim sejamos Suas alegres testemunhas em toda a parte.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que convosco vive e reina

na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O Pão da Vida Eterna Prometida, B. Salgado, CT 74

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: F. dos Santos, NTC 201

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que fez exultar de alegria o futuro João Baptista ainda no ventre de sua mãe Isabel, vai verdadeiramente entrar dentro de nós, pela Sagrada Comunhão. Vamos recebê-lO com muita fé e amor, para podermos experimentar a alegria de Sua presença amorosíssima.

 

Cântico da Comunhão: Eu Confio Senhor (Cantarei ao Senhor), F. da Silva, NRMS 70

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia.)

 

Cântico de acção de graças: Deixai-me Saborear, F da Silva, NRMS 17

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre VIVO neste sacramento.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Imitando Nossa Senhora, vamos levar Jesus connosco, e com Ele a alegria que todos tanto desejam. Como Maria Santíssima, estejamos sempre atentos às necessidades do nosso próximo. Com esse propósito, ide em paz e Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Exulta de Alegria no Senhor, M. Carneiro, NRMS 21

 

 

Homilias Feriais

 

9ª SEMANA

 

3ª Feira, 1-VI: Renovação do mundo e dignidade humana.

2 Ped 3, 12-15. 17-18 / Mc 12, 13-17

Mas, de acordo com a promessa d’Ele, nós esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.

«A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama os ‘novos céus e a nova terra’ (Leit.). Será a realização definitiva do desígnio divino de reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há no céu e na terra» (CIC, 1043).

É certo que as realidades temporais e a própria sociedade têm as suas leis próprias (Ev), mas isso não significa que as coisas criadas sejam independentes de Deus (GS, 36), porque é preciso defender sempre a dignidade da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus.

 

4ª Feira, 2-VI: A Ressurreição de Cristo e a nossa.

2 Tim 1, 1-3. 6-12 / Mc 12, 18-27

Ele não é um Deus de mortos, mas de vivos.

Jesus fala claramente da sua Ressurreição e da nossa (Ev.): «E aos saduceus, que a negavam responde: ‘Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?’ (Ev.). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que ‘não é um Deus de mortos, mas de vivos’» (CIC, 993).

O Evangelho é um dos meios de que Jesus se serve para fazer brilhar a imortalidade: «Ele destruiu a morte, e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho» (Leit.). E também a Eucaristia: «Quem comer a minha carne tem a vida eterna e eu ressuscitá-lo-ei no último dia».

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                    Nuno Romão

Sugestão Musical:                  Duarte Nuno Rocha

 


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