32º Domingo Comum

7 de Novembro de 2004

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Chegue até vós, Senhor, F. dos Santos, NCT 213

Salmo 87, 3

Antífona de entrada: Chegue até Vós, Senhor, a minha oração, inclinai o ouvido ao meu clamor.

 

Introdução ao Espírito da Celebração

 

Vamos celebrar na Eucaristia o mesmo Senhor que nos criou, está connosco, e um dia nos há-de julgar, como dentro de momentos professaremos no Credo da Santa Missa.

Faz-nos bem meditar no infinito amor misericordioso de Deus. Mas, também é muito necessário e salutar para a nossa vida, considerar os motivos por que devemos ter e alimentar um santo temor filial a Deus, Que com o Seu poder, a Sua omnisciência e Sua justiça será um dia nosso Supremo Juiz.

Porém, acreditamos que, se O possuirmos na vida presente, Ele será nossa Salvação para a eternidade.

 

Oração colecta: Deus eterno e misericordioso, afastai de nós toda a adversidade, para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito, possamos livremente cumprir a vossa vontade. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O sofrimento causado pela soberba dos que praticam o mal, é sempre pouco em comparação com a recompensa que o Senhor reserva aos que Lhe forem fiéis. Perseveremos na prática do bem com os olhos postos no Senhor que virá ...

 

2 Macabeus 7, 1-2.9-14

1Naqueles dias, foram presos sete irmãos, juntamente com a mãe, e o rei da Síria quis obrigá-los, à força de golpes de azorrague e de nervos de boi, a comer carne de porco proibida pela Lei judaica. 2Um deles tomou a palavra em nome de todos e falou assim ao rei: «Que pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos para morrer, antes que violar a lei de nossos pais». 9Prestes a soltar o último suspiro, o segundo irmão disse: «Tu, malvado, pretendes arrancar-nos a vida presente, mas o Rei do universo ressuscitar-nos-á para a vida eterna, se morrermos fiéis às suas leis». 10Depois deste começaram a torturar o terceiro. Intimado a pôr fora a língua, apresentou-a sem demora e estendeu as mãos resolutamente, 11dizendo com nobre coragem: «Do Céu recebi estes membros e é por causa das suas leis que os desprezo, pois do Céu espero recebê-los de novo». 12O próprio rei e quantos o acompanhavam estavam admirados com a força de ânimo do jovem, que não fazia nenhum caso das torturas. 13Depois de executado este último, sujeitaram o quarto ao mesmo suplício. 14Quando estava para morrer, falou assim: «Vale a pena morrermos às mãos dos homens, quando temos a esperança em Deus de que Ele nos ressuscitará; mas tu, ó rei, não ressuscitarás para a vida».

 

A leitura introduz-nos num tema bem apropriado para o fim do ano litúrgico, que nos leva a reflectir sobre os novíssimos – as últimas realidades – do homem: é o tema da ressurreição presente na 1ª leitura e no Evangelho. O texto de 2 Mac aparece expurgado daqueles pormenores mais chocantes de crueldade selvagem, mas valia a pena ler todo o capítulo VII, num estilo patético, comovedor e empolgante. Os 7 Irmãos Macabeus são venerados como mártires na Igreja Católica. No texto só há referência ao 2º, 3º e 4º irmãos.

2 «Estamos prontos para morrer». É certo que a lei que proibia comer a carne de porco era uma lei positiva, que não obrigava com um grave incómodo. Mas a verdade é que, neste caso, estava em jogo uma lei superior, a de não abjurar a fé, lei que obriga com o sacrifício da própria vida. A imposição do rei visava a destruição da religião verdadeira. Que belo exemplo para os cristãos se saberem comportar com a audácia e firmeza inquebrantável perante as muitas ameaças, também hoje bem planeadas, para destruir os padrões de vida cristãos, pela introdução de novas formas de paganismo na nova sociedade do futuro, mas que não tem futuro, se pretendem que seja sem Deus e fechada aos valores do espírito.

14 «Tu, ó rei, não hás-de ressuscitar para a vida», mas sim «para a vergonha do castigo eterno» (cf. Dan 12, 1; Mt 25, 31-46).

 

Salmo Responsorial      Sl 16 (17), 1.5-6.8b.15 (R. cf. 15b)

 

Monição: O que muitas vezes nos há-de confortar e alentar é a confiança absoluta na Justiça de Deus.

 

Refrão:         Senhor, ficarei saciado,

                      quando surgir a vossa glória.

 

Ouvi, Senhor, uma causa justa,

atendei a minha súplica.

Escutai a minha oração,

feita com sinceridade.

 

Firmai os meus passos nas vossas veredas,

para que não vacilem os meus pés.

Eu Vos invoco, ó Deus, respondei-me,

ouvi e escutai as minhas palavras.

 

Protegei-me à sombra das vossas asas,

longe dos ímpios que me fazem violência.

Senhor, mereça eu contemplar a vossa face

e ao despertar saciar-me com a vossa imagem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Todo o trabalho honesto é honra para o cristão que nele e por ele se deve santificar, desenvolvendo os talentos que o Senhor lhe confiou.

 

2 Tessalonicenses 2, 16 – 3, 5

Irmãos: 15Jesus Cristo, nosso Senhor, e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, eterna consolação e feliz esperança, confortem os vossos corações e os tornem firmes em toda a espécie de boas obras e palavras. 1Entretanto, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague rapidamente e seja glorificada, como acontece no meio de vós. 2Orai também, para que sejamos livres dos homens perversos e maus, pois nem todos têm fé. 3Mas o Senhor é fiel: Ele vos dará firmeza e vos guardará do Maligno. 4Quanto a vós, confiamos inteiramente no Senhor que cumpris e cumprireis o que vos mandamos. 5O Senhor dirija os vossos corações, para que amem a Deus e aguardem a Cristo com perseverança.

 

Na parte final desta pequena carta (consta apenas de 3 capítulos), são feitas diversas exortações morais, introduzidas com pedidos de oração.

3, 1 «Orai por nós para que a Palavra do Senhor se propague rapidamente». É mais uma passagem onde se pode ver a necessidade da oração para eficácia do apostolado. Notar como o próprio S. Paulo está a pedir oração a cristãos, certamente menos santos do que ele. Com efeito, embora sejamos indignos e miseráveis, somos filhos de Deus, e Deus, como Pai que é, não deixa de se comover com os gemidos dum filho pequeno em apuros. É certo que Ele não precisa das nossas orações, mas nós precisamos de nos pôr em condições de receber a graça que tem para nos dar.

 

Aclamação ao Evangelho        Ap 1, 5a.6b

 

Aleluia

 

Jesus Cristo é o Primogénito dos mortos.

A Ele a glória e o poder pelos séculos dos séculos.

 

Cântico: Aleluia Gregoriano

 

 

Evangelho

 

São Lucas 20, 27-38

Naquele tempo, 27aproximaram-se de Jesus alguns saduceus – que negam a ressurreição – e fizeram-lhe a seguinte pergunta: 28«Mestre, Moisés deixou-nos escrito: ‘Se morrer a alguém um irmão, que deixe mulher, mas sem filhos, esse homem deve casar com a viúva, para dar descendência a seu irmão’. 29Ora havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem filhos. 30O segundo e depois o terceiro desposaram a viúva; 31e o mesmo sucedeu aos sete, que morreram e não deixaram filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33De qual destes será ela esposa na ressurreição, uma vez que os sete a tiveram por mulher?» 34Disse-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. 35Mas aqueles que forem dignos de tomar parte na vida futura e na ressurreição dos mortos, nem se casam nem se dão em casamento. 36Na verdade, já não podem morrer, pois são como os Anjos, e, porque nasceram da ressurreição, são filhos de Deus. 37E que os mortos ressuscitam, até Moisés o deu a entender no episódio da sarça ardente, quando chama ao Senhor 'o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob'. 38Não é um Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos».

 

O episódio insere-se na estratégia dos inimigos de Jesus para encontrarem um pretexto a fim de «O surpreender em alguma palavra, para O entregarem ao poder e à jurisdição do governador» (Lc 20, 20); desta vez a armadilha não era de carácter politico, como a do tributo a César, mas de tipo religioso, uma questão que dividia os dois grupos judaicos mais influentes, o problema de saber qual era a sorte final dos que morriam; os fariseus admitiam a ressurreição, ao contrário dos saduceus, que a negavam.

28 «Moisés deixou-nos escrito...» É a lei do levirato (levir, em latim significa cunhado), segundo a qual a viúva devia casar com o cunhado ou o parente mais próximo, caso tivesse ficado viúva sem ter filhos (cf. Dt 25, 5 ss). O caso proposto, absolutamente inverosímil, é só para tornar mais flagrante o ridículo duma mulher com sete maridos e reforçar o embaraço em que Jesus é metido, já que a poliandria era então absolutamente inaceitável.

35 «Não se casam». O celibato apostólico não é uma instituição meramente funcional (estar plenamente disponível para o trabalho do Reino), com efeito, além de exprimir a total doação de Cristo à Igreja, sua Esposa, ele antecipa, como testemunho fortemente expressivo, a realidade perene da vida futura para além da morte. Eis o comentário do Papa João Paulo II: «A verificação – ‘quando ressuscitarem dentre os mortos..., não tomarão mulher nem marido’ – indica que há uma condição de vida, isenta de matrimónio, em que o homem, varão e mulher, encontra ao mesmo tempo a plenitude da doação pessoal e da inter-subjectiva comunhão de pessoas, graças à glorificação de todo o seu ser psicossomático, na união perene com Deus. Quando a chamada à continência ‘para o Reino dos Céus’ encontra eco na alma humana, nas condições de temporalidade, isto é, nas condições em que as pessoas ordinariamente ‘tomam mulher e marido’ (v. 24), não é difícil captar nisso uma particular sensibilidade do espírito humano, que já nas condições da temporalidade parece antecipar aquilo de que o homem se tornará participante na ressurreição futura» (Audiência geral de 10/3/82).

36 «Já não podem morrer, pois são como Anjos». Neste mundo, o casamento tem por fim objectivo perpetuar a espécie, por isso, se na outra vida já não se morre, também a gente já não se casa, como os Anjos, que são imortais.

38 «Para Ele todos estão vivos». Jesus Cristo tira partido da expressão «o Deus de Abrãao, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob» para ensinar que, embora estes Patriarcas tenham morrido, permanece uma relação pessoal entre Deus e eles, pois vivem em Deus. Podemos concluir com verdade que as suas almas são imortais e que eles hão-de ressuscitar com o seu corpo.

 

Sugestões para a homilia

 

- A vida eterna existe

- Nem tudo acaba com a morte

- Seguro de vida

A vida eterna existe

Em tempos não muito longínquos, a doutrina dos Novíssimos – morte, juízo, inferno e paraíso – era sempre um ponto chave da pregação em tríduos, retiros, encontros de formação. E os pregadores falavam de modo sugestivo e eficaz. Quantas pessoas foram levadas à conversão e à Confissão por estas práticas e reflexões sobre as verdades eternas.

As leituras que acabamos de escutar giram precisamente em volta destas verdades. Creio no vida eterna. Assim remata o Credo, com estas palavras tão consoladoras. O Concílio Vaticano II fala demoradamente neste problema no Capítulo VII da «lumen gentium» vigiemos continuamente afim de que no termo da nossa vida sobre a terra, que é só uma, mereçamos entrar com o Senhor para o banquete das núpcias e ser contado entre os eleitos (N.º 48). E a mensagem de Fátima é bem clara neste sentido.

O homem é livre e, por isso responsável. É na responsabilidade que reside a tua grandeza. Esta mensagem ainda é capaz de penetrar profundamente no intimo da alma, de acordar heroísmos e de criar santos.

Não apenas os que são elevados às honras dos altares, mas os santos «quotidianos»: no anonimato do lar, da fábrica, do escritório, na solidão orante do claustro, no martírio diário da doença. Quando tudo se manifestar na parosia, ver-se-á o papel importante que tantos desempenharam na vida do mundo.

Nem tudo acaba com a morte

Infelizmente não faltam pessoas que se deixam dominar pelo materialismo e o consumismo. Procuram apenas a fruição dos bens terrenos. E então repetem: tudo se acaba com a morte, tal como os saduceus que afirmavam não haver ressurreição dos mortos (Evangelho), o Mestre responde à pergunta que lhe fizerem declarando que Deus é um Deus de vivos, não de mortos.

O problema da sobrevivência após a morte, e do mundo futuro, é para cada um de nós e para toda a alma humana uma das verdades mais essenciais. Não há ninguém que não se interesse que, quer para utilidade própria quer pensando em pessoas queridas, à cerca do que existirá para além da morte.

Não se pode viver sem esperança. Do coração humano emerge esta pergunta; converter-nos-emos em cinza ou começaremos a viver de outra maneira? A fé católica responde com firmeza: A vida não acaba, apenas se transforma.

A celebração da missa pelos mortos implica a fé na ressurreição e na vida eterna. Crer no vida eterna, para um católico quer dizer: trazer sempre na mente as duas alternativas de eternidade: O Céu com as suas alegrias inenarráveis ou inferno com as suas horrendas torturas. Ganhar aquele e evitar isto deve ser a nossa meta.

Seguro de Vida

Queiramos ou não, o nosso futuro será eterno. E esse futuro nós o preparamos com as nossas boas  obras, e com as obras da nossa vida.

O Senhor desceu à terra para nos levar para o Céu. Para Cristo a decisão de uma pessoa de se apartar d’Ele e seguir o caminho do inferno, é uma grande, uma imensa dor. Ele não quer a morte do pecador, mas antes que se converta e viva (Mt 10, 20). Cristo está sempre atento para nos ajudar, consolar e perdoar.

Não esqueçamos porem, que para nos salvar  é preciso que queiram ser salvos «Quem te criou sem ti, não te salvará sem ti» (S. Agostinho). Deus não quer salvar-nos sem a nossa colaboração, nem tornar-nos felizes contra a nossa vontade livre.

Precisamos de fazer o nosso seguro de vida. Neste caso, Seguro de Vida para a Eternidade. Haverá algum seguro de eternidade feliz?

Jesus garante-nos que sim: «É a Eucaristia» – «quem come a Minha Carne e Bebe o Meu Sangue permanece em mim e Eu nele e ressuscitá-lo-ei no último dia» (Jo 6, 50). A Eucaristia revigora as nossas forças para termos virtude de vida por toda a eternidade.

Eucaristia é remédio para toda a Eternidade.

Precisamos portanto de fazer o nosso seguro de vida. Neste caro seguro de  vida para a eternidade. Mas haverá algum seguro de eternidade feliz? Jesus garante-nos que sim. È a Eucaristia: «Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue  permanecerá em Mim e Eu o ressuscitarei no último dia» (Jo 6, 50).

A Eucaristia é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer mas viver em Jesus Cristo para sempre (C.I.C 1405).

Na vida eterna havemos de nos encontrar com Cristo. Começamos desde já a viver na intimidade com ele – na comunhão, na oração, na meditação. Para o cristão a morte será um abraço de amor a Cristo e um encontro de novo com aqueles que conhecemos e nos querem bem.

 

Fala o Santo Padre

 

«Depois desta existência terrena, abre-se para o homem um futuro de imortalidade.»

 

1. «Deus não é Deus de mortos mas de vivos, pois para Ele todos estão vivos» (Lc 20, 38). No dia 2 de Novembro, comemorámos todos os fiéis defuntos. A Liturgia deste 32.º domingo do tempo comum leva-nos de novo a este mistério, e convida-nos a reflectir sobre a realidade confortadora da ressurreição dos mortos. A tradição bíblica e cristã, baseando-se na Palavra de Deus, afirma com certeza que, depois desta existência terrena, se abre para o homem um futuro de imortalidade. Não se trata de uma afirmação genérica, que pretende ir ao encontro da aspiração do ser humano a uma vida infinita. A fé na ressurreição dos mortos funda-se como recorda a página do evangelho de hoje, sobre a própria fidelidade de Deus, que não é Deus de mortos, mas de vivos, e comunica a todos os que n'Ele confiam a mesma vida que Ele possui em plenitude.

 

2. «Saciar-nos-emos, ó Senhor, contemplando o teu rosto!» (Salmo resp.). O refrão do Salmo responsorial projecta-nos nesta vida além da morte, que é meta e pleno cumprimento da nossa peregrinação sobre esta terra. No Primeiro Testamento assiste-se à passagem da antiga concepção de uma obscura sobrevivência das almas no sheol para a mais explícita doutrina da ressurreição dos mortos. Afirma isto, o Livro de Daniel (cf. Dn 12, 2-3) e, de modo exemplar, o Segundo Livro dos Macabeus, do qual é tirada a primeira leitura que há pouco proclamámos. Numa época em que o povo eleito era ferozmente perseguido, sete irmãos não hesitaram em enfrentar juntamente com a sua mãe os sofrimentos e o martírio, para não faltarem à sua fidelidade ao Deus da Aliança. Venceram essa terrível prova, porque eram amparados pela «esperança de que Deus nos ressuscitará» (2 Mac 7, 14).

Admirando o exemplo dos sete irmãos narrado no Livro dos Macabeus, recordamos com firmeza a nossa fé na ressurreição dos mortos, também perante as posições críticas do pensamento contemporâneo. Este é um dos pontos fundamentais da doutrina cristã, que ilumina de luz confortadora toda a existência terrestre. […]

 

João Paulo II, na Paróquia Romana de Santa Maria «Mater Dei», 11 de Novembro de 2001

 

Oração Universal

 

Irmãos:

Aguardando em esperança, a vinda do Senhor,

imploremos a Sua misericórdia.

 

1.  Para que venha à Sua Igreja com as maiores graças

e visite as almas, as famílias e as comunidades cristãs,

oremos ao Senhor.

 

2.  Para que faça reinar a justiça em todas as nações

e a todas se revele como Salvador,

oremos ao Senhor.

 

3.  Para que afaste a fome e as calamidades,

proteja os doentes e liberte os que sofrem perseguição injusta,

oremos ao Senhor.

 

4.  Para que nos tornemos

verdadeiros exemplos de vida cristã junto dos homens,

no temor de Deus e no amor dos irmãos,

oremos ao Senhor.

 

5.  Para que no grande dia da Sua vinda,

nos encontre vigilantes no testemunho activo da fé e da caridade,

oremos ao Senhor.

 

6.  Para que perdoe aos pecadores, defenda os justos.

conforte os atribulados, dê saúde aos doentes e salve os moribundos,

oremos ao Senhor.

 

Senhor, nosso refúgio, nossa força e salvação: escutai as preces da Vossa Igreja,

e falei que obtenhamos em plenitude o que Vos pedimos com fé.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho. na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: A Vós Deus e Senhor, D. Julien, NCT 242

 

Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, com benevolência para o sacrifício que Vos apresentamos, a fim de participarmos com sincera piedade no memorial da paixão do vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 84

 

Monição da Comunhão

 

Estar e viver com o Senhor no tempo, principalmente pela SS.ma Eucaristia, é garantia de o virmos a possuir na eternidade.

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento, A. Caratgeno, NRMS 60

Salmo 22, 1-2

Antífona da comunhão: O Senhor é meu pastor: nada me falta. Leva-me a descansar em verdes prados, conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou:    Lc 24, 35

Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

 

Cântico de acção de graças: É bom louvar-Te Senhor, M. Carneiro, NRMS 84

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos damos graças, Senhor, pelo alimento celeste que recebemos e imploramos da vossa misericórdia que, pela acção do Espírito Santo, perseverem na vossa graça os que receberam a força do alto. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que o santo temor de Deus ilumine os nossos passos na luta contra a tibieza espiritual, no esforço por viver a Graça de Deus, e nos leve sempre a evitar o pecado, na consciência muito profunda de que é uma ofensa pessoal ao nosso Pai do Céu.

 

Cântico final: Louvado seja o meu Senhor, J. Santos, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

32ª SEMANA

 

2ª feira, 8-XI: Apoio para alcançar o céu.

Tit 1, 1-9 / Lc 17, 1-6

Se teu irmão cometer uma ofensa, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.

A caminho da vida eterna podemos sempre ofender a Deus e ao próximo. E podemos, pelo contrário, ajudar os outros a entrarem no bom caminho (cf. Ev.).

S. Paulo assinala algumas qualidades daquele que quer ajudar o próximo: «deve ser irrepreensível, não pode ser arrogante, nem colérico...deve ser hospitaleiro, amigo do bem, ponderado, justo, piedoso, puro, aplicado à fiel exposição do ensino tradicional» (Leit.). Sintamo-nos plenamente responsáveis pela santificação dos demais, como membros do mesmo Corpo místico.

 

3ª feira, 9-XI: Dedicação da Basílica de Latrão: Os conselhos do Papa sobre a Eucaristia.

1 Cor 3, 9-11. 16-17 / Jo 2, 13-22

Tirai isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio.

A Basílica de Latrão foi um dos primeiros templos a ser construído, logo que acabaram as perseguições (século IV). É um sinal de amor e unidade com o Papa, seu titular como Bispo de Roma.

O Papa recorda-nos que o «mistério da Eucaristia é demasiado grande para que alguém possa permitir-se tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o seu carácter sagrado nem a sua dimensão universal» (IVE, 52).E promoveu a publicação da Instrução «Sacramento da Redenção», para que todos pudéssemos melhorar o que se refere à Eucaristia. Não deixemos de rever esses pontos.

 

4ª feira, 10-XI: A acção de graças depois da Missa.

Tit 3, 1-7 / Lc 17, 11-19

Mas não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?

Dos dez leprosos curados só um volta para agradecer e dar glória a Deus pelo dom recebido (cf. Ev.).

Não esqueçamos agradecer o grande dom que é a Eucaristia, dedicando alguns momentos à acção de graças depois da Comunhão, imitando Nossa Senhora: «De facto, como o cântico de Maria (o Magnificat), também a Eucaristia é primariamente louvor e acção de graças. Quando exclama. ‘a minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador’, Maria traz no seu ventre Jesus» (IVE, 58).

 

5ª feira, 11-XI: O Reino de Deus na Eucaristia.

Fm 7-20 / Lc 17, 20-25

O Reino de Deus não vem de maneira visível, nem se dirá, ‘está aqui ou ali’, pois o reino de Deus já está no meio de vós.

«O Reino de Deus está diante de nós. Aproximou-se no Verbo encarnado, foi anunciado através de todo o Evangelho, veio na morte e ressurreição de Cristo. O Reino de Deus vem desde a santa Ceia e, na Eucaristia, está no meio de nós. O Reino virá na Glória, quando Cristo o entregar a seu Pai» (CIC, 2816).

O Reino de Deus (Jesus) está na Eucaristia. O Senhor vem a nós na Comunhão, que é uma antecipação da glória do céu. Estamos a participar na Liturgia que se celebra na Jerusalém celeste, para a qual nos dirigimos como peregrinos e onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai.

 

6ª feira, 12-XI: Imitar a entrega de Cristo na Cruz

2 Jo 4-9 / Lc 17, 26-37

Quem procurar preservar a vida há-de perdê-la, e quem a perder há-de conservá-la.

Estas palavras aplicam-se à vida de Cristo, especialmente à sua entrega plena no Calvário. Jesus morre na Cruz, oferecendo-Se ao Pai, entregando-se para nos dar a vida.

A nossa preparação para a vida eterna exige uma vida de entrega: «Ela (a caridade) inspira-nos uma vida de entrega: ‘Quem procurar preservar a sua vida... (Ev. do dia)» (CIC, 1889). Imitemos também Jesus, procurando viver melhor a nossa participação na Missa: de forma consciente, activa e piedosa (cf. Concílio Vaticano II, SC, 48 e 11).

 

Sábado, 13-XI: Oração de paciência.

3 Jo 5-8 / Lc 18, 1-8

Uma vez, porém, que esta viúva me incomoda, vou fazer-lhe justiça, para que não venha moer-me indefinidamente.

Esta parábola da viúva inoportuna está centrada numa qualidade da oração: é preciso orar sempre sem se cansar, com a paciência da fé. (cf. CIC, 2613).

Conta o Cura de Ars que o fundador de um asilo de órfãos pretendia utilizar a imprensa para atrair mais gente. O Santo respondeu-lhe: «Em vez de fazer ruído nos jornais, faça-o junto ao Sacrário». Muitos dos nossos problemas podem ser resolvidos junto ao Senhor. É também o que costuma fazer o Papa João Paulo II, que se põe de joelhos a rezar na sua capela.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Armando A. Barreto Marques

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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