aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

GUARDA

 

TERMINA PROCESSO DIOCESANO

De D. JOÃO DE OLIVEIRA MATOS

 

O Tribunal Diocesano reuniu, no passado dia 6 de Fevereiro, no Outeiro de São Miguel, para o encerramento do Processo Diocesano de um «presumível milagre» atribuído à intercessão de D. João de Oliveira Matos. A cerimónia foi o culminar de um longo caminho percorrido pela diocese da Guarda, que se revê na santidade deste seu pastor e pela Liga dos Servos de Jesus, de que foi o Fundador.

 

Este Processo, que agora se encerrou, está interligado com o Processo sobre as Virtudes Heróicas vividas pelo Servo de Deus, realizado no dia 3 de Maio de 1998. O Processo, que consta de 23 volumes, foi entregue em Roma, no dia 19 de Maio, desse ano. A Congregação das Causas dos Santos emitiu o Decreto de validade da nomeação do Postulador, Mons. Arnaldo Pinto Cardoso, em 13 de Novembro de 1998, e a nomeação do Relator da Causa, Monsenhor José Luís Gutierrez, data de 11 de Dezembro de 1998.

A elaboração do Summarium e da Informatio super virtutibus ocorreu entre os anos 1999 e 2008, tendo sido entregue a Positio super Virtutibus et Fama sanctitatis em Setembro de 2008. A Diocese da Guarda aguarda o reconhecimento das virtudes heróicas do Servo de Deus por parte do Santo Padre e o título de «Venerável».

O Processo do presumível milagre, agora encerrado, tem também a sua história. Em 15 de Julho de 2009, o Postulador apresentou ao Bispo da diocese da Guarda o pedido para a nomeação de um Tribunal Diocesano, para a análise e estudo de um «presumível milagre» atribuído à intercessão do Servo de Deus, D. João de Oliveira Matos. Foram ouvidas várias testemunhas, intervieram vários médicos e, no dia 6 de Fevereiro, deu-se por terminada a fase diocesana. O Processo transita agora para Roma onde se irá proceder á elaboração da Positio, para futuramente, ser analisada pela Comissão Médica, afecta à Congregação das Causas dos Santos.

 

 

PORTO

 

Mais de seis milhares de jovens cristãos, vindos de 23 países, ofereceram no fim-de-semana alargado de Carnaval um colorido diferente ao Porto, com a sua participação no Encontro Ibérico de Taizé, promovido por esta comunidade ecuménica, radicada em França, e a Diocese local.

 

O Bispo do Porto assinala que o objectivo destes dias era «proporcionar a todos estes jovens, em particular aos da Diocese, um tempo forte de encontro, no sentido mais completo do termo: encontro com Deus na oração e, a partir daí, um encontro com os outros, uma experiência de Igreja».

«Não há cristianismo a sério, nem para os adultos nem para os jovens, que não tenha esta dupla dimensão da oração e da partilha», acrescentou.

A alegria foi o mote desta festa, uma alegria que perdura, diz D. Manuel Clemente. Os participantes «muito activos e muito disponíveis», são um testemunho dessa alegria, que não é «de encomenda» ou «periférica». Este tema, aliás, deu o mote aos Workshops que juntaram o Bispo do Porto e os jovens na igreja de São Bento da Vitória.

Os vários dias de encontro encerraram-se no Dragão Caixa (Pavilhão do FCP), com oração e meditação do irmão Alois, prior de Taizé. Na despedida dos peregrinos, na segunda-feira à noite, deixou o seu reconhecimento pelo acolhimento que recebera:

«Gostaríamos de dizer obrigado do fundo do coração às famílias e a todos aqueles que abriram as suas portas com tanta generosidade. Obrigado aos senhores bispos, aos senhores padres e aos responsáveis das Igrejas que apoiaram a preparação. Obrigado às autoridades civis, às instituições locais e a todos os que deram a sua colaboração».

Na sua mensagem final, o Ir. Alois deixou um apelo aos participantes: «Queremos escolher a simplicidade de vida para promover a partilha, a solidariedade, a utilização responsável dos recursos do nosso planeta».

 

 

LISBOA

 

ACTUALIDADE DO PENSAMENTO

DE BENTO XVI

 

O presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d’Oliveira Martins, considera que o Papa «tem manifestado uma preocupação extraordinariamente persistente e positiva de não fugir ao diálogo fundamental que se tem de estabelecer no mundo moderno». O presidente do Tribunal de Contas falava na Jornada de Estudos Teológicos intitulada «As razões de Bento XVI – Actualidade do pensamento de Joseph Ratzinger», que se realizou no passado dia 25 de Fevereiro, na UCP.

 

«Iniciativas como estas são muito importantes», sublinhou Guilherme d’Oliveira Martins. «Há uma grande ignorância teológica nos cristãos e uma grande fragilidade no diálogo e na argumentação. O desafio fundamental que o Papa lança é o da exigência e do estudo, reflectido no triângulo 'ser, conhecer e amar'», explicou.

O Pe. Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia, entende que a voz de Bento XVI tem impacto sobretudo «em meios intelectuais, que gostam de reflectir acerca da razão que se debruça sobre a sociedade contemporânea. Isso não vende jornais porque exige tempo e esforço».

«Acho que Bento XVI presta um serviço importante à comunidade cristã e à comunidade humana em geral ao utilizar os seus talentos. Não será um concorrente de João Paulo II, nem pretende sê-lo; não irá atrair multidões, como o anterior Papa, mas tocará as pessoas pela honestidade das suas palavras e pela exigência do seu pensamento», afirmou o vice-reitor da UCP.

Francisco Sarsfield Cabral sublinhou que a primeira encíclica de Bento XVI citou muitos autores não cristãos, o que constituiu uma novidade. «Isto significa que ele dá importância à cultura, venha ela de onde vier», referiu o comentador da Rádio Renascença.

O especialista em assuntos económicos assinalou que o Papa se distingue por uma «consciência aguda da razão». O seu «humanismo integral», que liga todas as dimensões da vida, concilia «a metafísica com o desenvolvimento», sintetizou.

«Bento XVI é um intelectual de grande craveira e é respeitado como tal. Consegue ter diálogos substanciais com toda a gente, cristãos e não cristãos, agnósticos e ateus. Ele sente-se bem no mundo da cultura», comentou Francisco Sarsfield Cabral.

Interpelação cultural do pensamento de Bento XVI

Durante a mesa redonda dedicada à «interpelação cultural» suscitada pelo pensamento de Bento XVI, Guilherme d’Oliveira Martins destacou a «humilde persistência» do teólogo alemão. Os seus textos, caracterizados pela clareza, conferem à relação entre fé e razão uma «grande limpidez».

Na análise do presidente do Centro Nacional de Cultura, a preocupação do Papa com o «risco do relativismo ético» é a consequência do «vazio de valores que está subjacente ao relativismo pós-moderno». «Sem uma hierarquia de valores deixamos de ter fundamento para tudo o que é essencial à vida», resumiu.

Guilherme d’Oliveira Martins notou que a encíclica Caritas in veritate «tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que à primeira vez foi referenciado», na medida em que aponta «as razões profundas da crise que hoje vivemos».

Miguel Morgado, por seu lado, falou sobre os avisos deixados pelo Papa em relação ao perigo do «desequilíbrio entre possibilidades técnicas e energia moral». «O que é que a política sem espiritualidade nos deu? Esta é uma questão que Bento XVI não esquece», declarou o investigador do Instituto de Estudos Políticos da UCP.

Seguindo o pensamento de Santo Agostinho, Bento XVI defende que as cidades celeste e terrestre estão intrinsecamente ordenadas uma para a outra, embora seja necessário definir limites no que diz respeito às relações entre a fé e as actividades partidárias e governativas. Neste sentido, o Papa condena a «politização da religião» e não quer que a Igreja se «imiscua nas questões do Estado».

Para o Pe. Peter Stilwell, Director da Faculdade de Teologia da UCP, o tema desta Jornada de Estudos Teológicos é um exercício que a Faculdade faz para reflectir sobre os textos de um «grande pensador». Ao mesmo tempo, acrescenta, «é um serviço que prestamos à comunidade, na medida em que há muita gente que gostaria de saber mais sobre as reflexões inovadoras e criativas de Bento XVI».

A iniciativa juntou cerca de uma centena de interessados. As aulas foram suspensas durante a Jornada para permitir a participação dos estudantes.

 

 

FÁTIMA

 

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

HOSPITALAR EM ESTUDO

 

Foi constituído um grupo de trabalho inter-religioso para acompanhar a aplicação do Decreto-Lei 253/2009 de 23 de Setembro, que estabelece a regulamentação da assistência espiritual e religiosa nos hospitais e outros estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

 

Os participantes da V Assembleia de Capelães e Assistentes Espirituais Hospitalares, que decorreu em Fátima no passado dia 25 de Fevereiro, saudaram vivamente a constituição do grupo de trabalho inter-religioso.

«Regozijamo-nos com a criação desta instância de diálogo inter-religioso, nascida da iniciativa da Coordenação Católica das Capelanias Hospitalares», pois é sinal de «exercício de cidadania entre diversos credos religiosos, que querem participar na vida da sociedade, como qualquer outro dos corpos sociais que participam na configuração e progresso da sociedade portuguesa», afirma-se em comunicado.

Foi pedido ao Ministério da Saúde que formalize o reconhecimento institucional deste grupo de trabalho.

Actuação dos Conselhos de Administração Hospitalares

Os participantes na V Assembleia, provenientes de todas as dioceses do país, com excepção do Funchal, saudaram a participação inédita de ministros de outros Cultos no Curso de Iniciação para Novos Capelães e Assistentes Espirituais Hospitalares.

«Os presentes aderem a esta linha de actuação ecuménica e inter-religiosa que orientou o processo legislativo e vem pautando a aplicação do Decreto-Lei».

Na V Assembleia foram ainda saudados os exemplos já concretizados de «boas regulamentações internas», em que os Conselhos de Administração Hospitalares, em sintonia com «a orientação que sentimos no próprio Ministério, compreenderam a importância desta dimensão dos cuidados de saúde».

No entanto, os participantes na V Assembleia não deixam de notar a ocorrência de «interpretações minimalistas e redutoras na aplicação da nova regulamentação», por parte de alguns Conselhos de Administração.

«Há situações que violam o espírito de cooperação, do princípio da universalidade e do reconhecimento da dimensão terapêutica da espiritualidade e da religião que regeu o processo legislativo», refere o comunicado, exemplificando com «os lugares de culto e de atendimento, as nomeações e regime de contratação de assistentes espirituais e religiosos, as resistências em regulamentar a assistência espiritual e religiosa e a integração de assistentes de outros Credos».

 

 

LEIRIA

 

ORIENTAÇÕES PARA

MISSA DOMINICAL

 

«Orientações pastorais sobre as celebrações da Eucaristia dominical» é o título da carta publicada pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, em 26 de Fevereiro passado, cuja finalidade é apoiar as decisões que levam a mudar o serviço litúrgico dominical nas comunidades cristãs.

 

O documento, sobre o qual foram ouvidos os sacerdotes em várias instâncias, destina-se principalmente aos párocos e respectivos conselhos pastorais, mas também se dirige aos outros padres e mesmo aos religiosos e às religiosas.

Sem deixar de afirmar a importância da celebração da Eucaristia em cada comunidade e do esforço dos fiéis em nela participarem de modo activo e interessado, o documento afirma o princípio de que se deve preferir a qualidade das celebrações à quantidade das mesmas. Para isso, podem os párocos chegar à conclusão de que não é viável manter a missa em determinados lugares.

«O objectivo a atingir será o de assegurar o bem espiritual de todos os fiéis – diz D. António Marto – e, ao mesmo tempo, salvaguardar a saúde física e espiritual dos próprios sacerdotes», já que estes diminuem em número e avançam na idade.

Depois de considerar o valor e significado da Eucaristia dominical e de observar as dificuldades das circunstâncias actuais da Diocese, o Bispo de Leiria-Fátima aponta alguns critérios a ter em conta para as opções, quanto aos lugares, onde se deverá manter ou não a dita celebração.

Deverão ser considerados, além da disponibilidade de sacerdote, entre outros, estes aspectos: se nesse lugar há catequese de crianças e adolescentes, a dimensão da assembleia, a distância de outros lugares com celebração.

 

Pe. Jorge Guarda, Vigário Geral

 

 

MADEIRA

 

GRANDE MOMENTO

DE SOLIDARIEDADE

 

O bispo do Funchal, D. António Carrilho, considera que as consequências do temporal que desabou sobre a ilha no dia 20 de Fevereiro passado, vão intensificar a «linha da acção social da Igreja» assumida pela diocese.

 

D. António Carrilho está consciente de que os acontecimentos ocorridos terão provocado «momentos de angústia, desespero, perplexidade e interrogação». Mas simultaneamente «há testemunhos muito bonitos» em que a população assume na fé a dor e o sofrimento.

Depois de mencionar a importância da espiritualidade mariana na Ilha – 48 das 90 paróquias são dedicadas a Nossa Senhora –, o prelado sublinhou que a população tem sido capaz de desligar os acontecimentos de um hipotético castigo divino.

O apuramento dos motivos das enxurradas não é, aliás, a prioridade do bispo do Funchal. «É muito difícil numa ocasião como esta, e perante uma catástrofe desta ordem, estar a averiguar quais as causas e as responsabilidades», declarou. «Uma tromba de água daquela dimensão teria, em qualquer parte, consequências muito graves», acrescentou.

«Nesta hora, o que mais interessa é notar como se desenvolveu um espírito de solidariedade e comunhão entre as pessoas», assinalou o prelado.

Na análise do bispo do Funchal, a relação de proximidade no interior das comunidades contribui para que a ajuda «não seja institucional mas personalizada, criando laços profundos».

Para D. António Carrilho, «a Cáritas teve, desde a primeira hora, uma importância muito grande na recolha de donativos, na organização de grupos de voluntários e na distribuição do apoio aos desalojados».

«Peço a Deus que este espírito de solidariedade se mantenha e cresça e não seja momentâneo», referiu.

«Olhar em frente» e «construir um futuro solidário» constituem as prioridades apontadas pelo prelado. «Temos de dar coragem para refazer vidas desfeitas e restituir a beleza à nossa Região, sobretudo nas zonas mais afectadas». Esta perspectiva não significa «deixar de lembrar aqueles que pereceram nem esquecer o sofrimento, que deve durar por muito tempo», reconheceu.

 

 

FÁTIMA

 

PORMENORES LITÚRGICOS

PARA A VISITA DO PAPA

 

Os cálices, patenas e píxides que o Papa Bento XVI vai usar nas missas a que presidirá em Lisboa, Fátima e Porto serão originários de Portugal. Quanto aos paramentos, está a contar-se que venham do Vaticano.

 

O coordenador das celebrações litúrgicas do Papa durante a visita ao país, Pe. Carlos Cabecinhas, explicou que os vasos sagrados serão escolhidos pelas dioceses que acolhem Bento XVI, embora tenham de ser antecipadamente aprovados pela Santa Sé.

Além da selecção dos vasos sagrados, as dioceses de Lisboa, Fátima e Porto assegurarão a escolha e a execução dos cânticos, bem como os respectivos ensaios.

As organizações locais serão igualmente responsáveis por todos os aspectos relacionados com os ritos litúrgicos das eucaristias, missão que será facilitada pelas indicações apresentadas pelo Departamento das Celebrações Pontifícias do Vaticano.

O Pe. Cabecinhas, que é igualmente responsável pelas celebrações que vão ocorrer em Fátima, afirmou que o Santuário está a fazer uma selecção dentro daquilo que existe no que diz respeito aos cálices, patenas e píxides que serão utilizados pelo Papa na Missa de 13 de Maio.

De acordo com este membro do Secretariado Nacional de Liturgia, o desenho geral dos palcos onde serão instalados os altares para as missas em Lisboa e no Porto não deverá suscitar obstáculos quanto à sua aprovação por parte do Vaticano. «Julgo que o problema não se porá em relação à concepção global, mas sim a alguns pormenores de colocação dos elementos no espaço celebrativo», observou o sacerdote.

Muitas das questões pendentes, acrescenta, «ficarão clarificadas com a visita da delegação responsável pelas celebrações pontifícias, que estará em Portugal a 8, 9 e 10 de Março», para visitar os locais onde vão decorrer os actos litúrgicos incluídos na viagem de Bento XVI.

A primeira etapa da preparação das missas presididas pelo Papa consistiu na definição da estrutura das celebrações. «É óbvio que os textos serão sempre os previstos na Liturgia. Fez-se uma selecção, tendo em conta a especificidade de uma celebração presidida pelo Santo Padre», descreveu o sacerdote. A aprovação definitiva ocorrerá mais tarde.

Depois da concepção dos palcos, começou a distribuição das tarefas por todas as pessoas envolvidas nas eucaristias. Esta fase tem de estar concluída até à chegada da comitiva do Vaticano, chefiada pelo mestre das celebrações pontifícias, Mons. Guido Marini.

 

 

PORTO

 

CONHECER BENTO XVI

 

«Joseph Ratzinger – Vida, obra e pensamento» por Luis Adão da Fonseca e «O pontificado de Bento XVI» por João Manuel Duque, são os temas das duas conferências promovidas pelo Rampa Clube (Porto) como preparação da visita do Papa Bento XVI a Portugal (de 11 a 14 de Maio). Esta iniciativa realizou-se no sábado dia 6 de Março, no Museu Nacional Soares dos Reis (Porto).

 

A Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa realça que «a visita do Papa Bento XVI a Portugal é um acontecimento de singular importância e, por isso, deve ser preparada condignamente, não apenas no brilho exterior e no ambiente festivo, mas sobretudo no horizonte da fé, da construção de unidade eclesial e de uma sociedade mais justa e fraterna».

 

 

FÁTIMA

 

CENTENÁRIO DA

BEATA JACINTA

 

O Santuário de Fátima celebra a 11 de Março de 2010 o centenário da vidente Jacinta Marto. Durante todo este ano de 2010 decorrerão várias iniciativas destinadas a fazer memória da vida e do testemunho da pastorinha beatificada a 13 de Maio de 2000, em Fátima, pelo Papa João Paulo II, junto com o seu irmão Francisco Marto.

 

A primeira iniciativa está agendada para o próprio dia do aniversário natalício da vidente e é presidida pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto. Trata-se da abertura da exposição «Jacinta Marto: candeia que Deus acendeu», no vestíbulo do convivium de Santo Agostinho, na Igreja da Santíssima Trindade. Inauguração às 12:00 de11 de Março.

Entre outras actividades agendadas, o Santuário está a organizar um Congresso nacional, que decorrerá de 4 a 6 de Junho, no Centro Paulo VI. Este Congresso terá como título «Jacinta Marto: Do encontro à compaixão» e pretende ser uma boa oportunidade para abordar a mensagem de Fátima a partir da espiritualidade da Jacinta e uma forma de procurar conhecer melhor a personalidade da vidente.

Em recente entrevista à Sala de Imprensa do Santuário, um dos membros da Comissão Científica, José Carlos Carvalho, reflecte sobre os propósitos deste Congresso. José Carlos Carvalho é natural do Porto, licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da UCP Porto e pelo Instituto Bíblico de Roma. Desde 1997 é assistente da Faculdade de Teologia da UCP Porto.

 

É interessante verificar que, ao contrário do Congresso realizado em 2009 sobre a figura do beato Francisco Marto, em que se procurou reflectir sobre aspectos mais relacionados com o tema da infância, o programa deste Congresso sobre a Jacinta, a mais nova dos videntes de Fátima, aponta para jornadas de reflexão sobre o tema da espiritualidade e para a vivência da compaixão. Como caracteriza a vivência da espiritualidade na Jacinta?

De facto neste Congresso o interesse não foi tanto para a idade da personagem mas para a sua espiritualidade muito sofrida e crucificada. O Congresso procurará aprofundar a linguagem da pequena Jacinta, o sentido das referências que faz ao mundo do sofrimento, ela que dos três mais sofreu. Isto é muito importante, pois o santuário de Fátima é uma casa acolhedora de mulheres e de homens que sofrem. Neste sentido, será também uma oportunidade para o santuário pensar o sofrimento não em abstracto, mas naqueles que aqui peregrinam, e como os ajudar a viver de maneira cristã esses momentos tão íntimos e pessoais que são as passagens pelo sofrimento.

Por outro lado, ficaram algumas questões por tratar no Congresso do Francisco, e este encontro pretende também colmatar isso. Quanto à espiritualidade da Jacinta, decididamente é uma espiritualidade do sofrimento, mas sobretudo do sofrimento de Deus. Por isso, é uma espiritualidade muitíssimo marcada pelo pecado e pela consolação.

 

Aquele Deus muito ofendido pelos pecados cometidos da humanidade, a quem a Jacinta se dedicava em oração e sacrifício, continua a sofrer?

Esta questão não podia ser iludida, e por isso será encarada de frente. A própria vidente afirma que sim, que Deus continua a sofrer. Caso contrário, a nossa não seria história Sua.

 

Deus sofre com a humanidade ou pela humanidade?

Estamos aqui nos limites da linguagem da fé. A resposta aos dois sofrimentos é positiva. Mas há que explicar como é possível aplicar esta linguagem a Deus. Deus continua a sofrer com a humanidade e por nós.

 

Quais as expectativas que tem em relação a este congresso?

Esperamos que este congresso consiga contribuir para melhor conhecer a riqueza desta vida breve da pequena vidente, para com isso (e este é o objectivo último) ajudar o Santuário a melhor servir a Igreja e os peregrinos, cumprindo também assim o desejo deixado pela Senhora aos Pastorinhos.

 

Leopoldina Simões

Sala de Imprensa – Santuário de Fátima

 

 

PORTO

 

«MISSÃO 2010»

NO MÊS DE MARÇO

 

O terceiro mês da «Missão 2010», organizada pela diocese, será marcado pela «(COM)Paixão».

 

Na mensagem de vídeo dedicada ao lançamento do tema, D. Manuel Clemente recorda que Março é tradicionalmente preenchido por «muitíssimas acções que nos levam a viver a Paixão de Cristo», como é o caso das Vias Sacras e das procissões dos Passos.

Para o prelado, estas expressões de fé configuram as comunidades crentes com a vontade manifestada por Jesus em «ir até ao fim na dedicação ao Pai e aos irmãos».

«Não nos faltam, na nossa diocese portuense, muitas circunstâncias e condições de irmãos e irmãs que padecem – Paixão também tem esse significado – de muitas carências do corpo ou do espírito», assinala o bispo do Porto. O prelado apela a que as manifestações de piedade popular sejam mais criativas e evangelizadoras.

O «grande objectivo missionário» deste mês consiste em «multiplicar» as acções para «levar a Paixão de Jesus Cristo à Paixão da humanidade e para remir a Paixão da humanidade na Paixão de Jesus Cristo». «É já à luz da Páscoa que este caminho se vai processando», explica o bispo do Porto.

Entre as actividades programadas para Março destaca-se uma Via-Sacra organizada pela Pastoral Universitária, que visa aproximar o mundo dos estudantes «da cidade e da compaixão que ela precisa de ter e de exercer».

«Mas é sobretudo em cada comunidade cristã que este movimento se realizará», para que a Paixão de Jesus Cristo seja também «alívio, conforto e esperança para muitos irmãos que estão à nossa espera», conclui D. Manuel Clemente.

A «Missão 2010» é uma dinâmica que pretende envolver a diocese do Porto na chamada Nova Evangelização. Cada mês é conduzido por um tema que se explicita em actividades realizadas ao longo dos dias. Janeiro foi dedicado ao «Anúncio» e Fevereiro à «Alegria».

 

 

 

 

 

 

 


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