aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

LISBOA

 

LOJA SOCIAL INÉDITA

 

«É Dado» é o nome da Loja Solidária que funciona em Carnide e é a última expressão do projecto «Igreja Solidária», que o Patriarcado de Lisboa lançou o ano passado.

 

Trata-se de uma loja onde quem precisa pode ir procurar roupa, calçado, quer para homem, como para senhora e crianças, brinquedos, experimentar, como em qualquer outro estabelecimento e, como o nome indica, levar, porque é dado.

A responsabilidade da loja é da Cáritas diocesana de Lisboa. José Frias Gomes, presidente da instituição explica que a missão da Cáritas não é "gerir uma cadeia de lojas solidárias", mas sim, "desenvolver uma iniciativa demonstrativa do que pode ser feito" e ser "um testemunho da solidariedade".

Todo o projecto foi desenvolvido assente na lógica solidária. "As obras, as pinturas, a montagem, tudo foi feito com a disponibilidade de quem quer ajudar", indica o presidente. "Esperemos que o voluntariado seja expressão da fraternidade e dignidade" e, nesse sentido, "possa ser desenvolvido por outros".

A loja foi inaugurada no dia 24 de Junho de 2009 e está aberta ao público na Rua Manuela Porto, n.º 12, às Terças e Quintas-feiras, das 9:00h às 12:00h, e aos Sábados das 15:00h às 17:00h.

"O que pedimos são bens com qualidade e que qualquer pessoa, caso precisasse, gostaria de receber".

O Presidente da instituição garante que estão disponíveis para ajudar quem precisa. "Quem vier ter connosco, sinalizado pela Cáritas, Centros paroquiais, Misericórdias, terá toda a ajuda possível". A sinalização é importante pois, "estando para ajudar quem necessita, precisamos de saber que a pessoa precisa de facto", adverte.

Esta é uma resposta que a Cáritas de Lisboa disponibiliza, mas os pedidos que recebe são diversos. José Frias Gomes adianta necessidades de medicamentos, pagamento de escolas de crianças, rendas de casa, contas várias, que a instituição vai tentar colmatar.

«É Dado» é a última resposta do projecto «Igreja Solidária» da Cáritas diocesana de Lisboa. O Cónego Francisco Crespo, Director do Departamento da Pastoral Sócio-Caritativa e responsável pelo projecto «Igreja Solidária», diz que a «Igreja solidária» não nasceu para resolver o problema da crise. "O objectivo é despertar as comunidades para os problemas emergentes".

 

 

BRAGA

 

FALECEU O

Pe. FERNANDO LEITE

 

Partiu para o Pai o Pe. Fernando Leite, no dia 2 de Dezembro, aos 89 anos. A sua morte não foi surpresa, pois a saúde estava cada vez mais débil.

 

Tendo nascido a 20 de Fevereiro de 1920, em São Nicolau, Cabeceiras de Basto, o P. Fernando Leite entrou na Companhia de Jesus em 1937, e foi ordenado sacerdote em 1951, numa povoação de Turim, Itália.

Viveu toda a sua vida dedicado ao serviço do Apostolado da Oração, primeiro entre 1945 e 1948, e, depois, de 1953 até à sua morte. Foi, durante mais de 60 anos, Director da revista Cruzada, a sua “grande obra”, que recebeu com cerca de 2500 assinantes e que levou até cerca de 130.000. Hoje, a Cruzada tem 90 mil assinantes.

Escreveu algumas dezenas de livros e opúsculos, sobretudo sobre a Mensagem de Fátima, de que era um apaixonado. Os seus livros sobre a Jacinta e sobre o Francisco já tiveram seis edições. Com que encanto acompanhou, durante anos, a peregrinação das crianças a Fátima, no dia 10 de Junho! E como vivia entusiasmado pelo Movimento da Cruzada Eucarística, de que era Assistente Nacional e Diocesano!

Escreveu, sem dúvida, milhares de artigos, quer nas revistas que dirigiu, quer em muitos jornais e revistas, procurando dar sempre um conteúdo espiritual, teológico, bíblico a tudo quanto escrevia. Foi ele que assumiu as últimas edições do pequeno livro Dia Santificado, com 25 edições, num total de três milhões de exemplares.

Durante 17 anos, foi Director Espiritual dos Seminários Diocesanos de Braga, onde era admirado pela sua profunda piedade, zelo apostólico e dedicação. Durante cerca de 40 anos, assumiu o cargo de Assistente Religioso da Congregação Mariana dos Homens, onde desenvolveu um notável apostolado, quer no aconselhamento espiritual, quer na administração do sacramento da Reconciliação.

A sua vida teve sempre um pendor social. Por isso se dedicou de alma e coração aos reclusos, como Capelão do Estabelecimento Prisional de Braga, cerca de 20 anos, tendo recebido do então Director uma carta em que se teciam os maiores elogios à sua acção junto dos presos e das suas famílias. Todo este imenso e longo trabalho – viveu em Braga, no Secretariado Nacional do Apostolado da Oração, mais de 60 anos – mereceu-lhe, aquando dos 900 anos da Catedral de Braga, ser agraciado com uma comenda por parte do Santo Padre, como testemunho de gratidão e louvor pelos seus méritos, dedicação e generoso trabalho.

O mais importante, porém, foi a sua exemplar vida sacerdotal e religiosa. Verdadeiro “homem de Deus”, de muita oração e profunda vida espiritual, penitente e orante, com uma particular devoção a Jesus Eucaristia e a Nossa Senhora. Viam-no muito na capela adorando, louvando e reparando. Durante muitos anos, fez todos os dias a Via-Sacra e, além das suas outras obrigações, como meditação, Oficio Divino, etc., rezava o rosário todos os dias.

Desta vida orante, mergulhada em Deus, vinha-lhe uma dimensão interior grande como confessor, conselheiro, director espiritual. Era incansável no exercício do seu ministério pastoral. Feliz coincidência, o P. Fernando Leite, santo e devoto sacerdote, apóstolo incansável, ter partido para a Casa do Pai no Ano Sacerdotal.

Era irmão dos bem conhecidos Padres José Leite e António Leite, também da Companhia de Jesus, já falecidos.

 

 

FÁTIMA

 

PASTORAL DA SAÚDE SENSIBILIZA

PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

 

A Igreja Católica reconhece o trabalho “exaustivo que se está a fazer em Portugal para responder, em muitas áreas, ao progresso da medicina em ordem aos transplantes de órgãos, o que tem permitido a salvação, a saúde e a qualidade de vida, a muitos milhares de pessoas”, lê-se no comunicado final do XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde que terminou no passado dia 3 de Dezembro.

 

«Transplante de órgãos – doação para a vida» foi o tema central deste Encontro que congregou cerca de 600 participantes. “O acto de amor que se exprime na doação de órgãos vitais, é também um autêntico testemunho de caridade, para que cresça sempre a vida e, por isso, «o caminho a seguir é a disseminação e a formação de uma cultura de solidariedade que esteja aberta a todos e não exclua ninguém»”, sublinham as conclusões.

Tendo em consideração estes pressupostos, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde, propõe “apoiar a reflexão, nas comunidades cristãs, escolas, paróquias e movimentos, sobre a cultura da solidariedade que convida à doação de órgãos, quer em vida, quer pós morte, como forma privilegiada de caridade; de facto, a missão educativa que pertence à Igreja contempla também a educação para a saúde e a educação para a solidariedade, mesmo neste significativo dom da vida, a dádiva de órgãos”.

Sugerir aos núcleos paroquiais da Pastoral da Saúde já presentes em muitas comunidades cristãs que criem grupos de dadores de sangue e grupos que se proponham “estudar as situações em que muitas pessoas se podem tornar dadores de sangue e dadores de órgãos em vida ou depois da morte; que se sensibilizem as populações para a doação de órgãos numa sociedade que se quer solidária”, realça o comunicado final.

Para que esta realidade seja mais conhecida, a Comissão Nacional da Pastoral da Saúde irá elaborar material de informação que “dê notícia das muitas situações clínicas em que a transplantação de órgãos proporciona às pessoas que eram doentes quer a cura das suas limitações quer a qualidade de vida que sempre desejaram ter; este material será depois posto à disposição das comunidades cristãs, que querem colaborar na difusão da ideia de que a doação de órgãos é expressão privilegiada da solidariedade”.

 

 

PORTO

 

PRÉMIO PESSOA 2009

A D. MANUEL CLEMENTE

 

O padre e poeta Tolentino Mendonça considera que a atribuição do Prémio Pessoa 2009 a D. Manuel Clemente, no passado dia 11 de Dezembro, distingue “uma das grandes testemunhas do nosso tempo” no diálogo entre a fé e a cultura.

 

O Director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura fala num “reconhecimento justíssimo” para um percurso que se tem destacado “quer pelo pensamento, quer pela acção”.

“D. Manuel Clemente é um dos pensadores mais originais e vivos deste tempo português e alguém que faz do pensamento um exercício de responsabilidade ética”, afirmou.

Para Tolentino Mendonça, o magistério do Bispo do Porto “tem sido também um exemplo do que é o diálogo entre a fé e a cultura”.

“A mim toca-me sempre o modo como a cultura aparece no magistério de D. Manuel Clemente, não como um território de fronteira, que ele visita ocasionalmente, mas como o lugar por excelência onde ele inscreve a tradição cristã e o seu trabalho de pastor”, afirma o sacerdote madeirense.

Concedido anualmente "à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período – e na sequência de uma actividade anterior – tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país", o prémio tem o valor de 60 mil euros e é promovido pelo jornal Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos.

Tolentino Mendonça diz que este é “um prémio importante, precisamente porque mostra a relevância do pensamento e da acção de D. Manuel Clemente não apenas para o espaço eclesial, mas também para o mundo da cultura”.

 

 

LISBOA

 

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA

NOS HOSPITAIS

 

A ministra da Saúde, Ana Jorge, reconheceu que os capelães e assistentes espirituais e religiosos são parceiros dos profissionais que trabalham nos hospitais, representando “um importante contributo para a multidisciplinaridade das equipas do Serviço Nacional de Saúde”.

 

“É para nós muito claro que a assistência espiritual e religiosa (…) é um direito da pessoa doente”, permanecendo “reconhecida como uma necessidade essencial, com efeitos relevantes na relação com o sofrimento e a doença”, afirmou a ministra.

As declarações de Ana Jorge foram proferidas durante a assembleia com representantes de vários credos, realizada no dia 15 de Dezembro, na Universidade Católica. O encontro teve como objectivo estudar as implicações do recente Decreto-Lei 253/2009, de 23 de Setembro passado, que regulamenta a assistência espiritual e religiosa nos estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde.

As normativas agora instituídas permitirão “traduzir a diversidade dos credos, dos utentes e a igualdade de circunstâncias na assistência espiritual e religiosa nos estabelecimentos de saúde”, comentou.

Ana Jorge ressaltou que o novo ordenamento jurídico foi propositadamente deixado em aberto, de forma a poder adaptar-se à realidade de cada unidade hospitalar e dos credos religiosos. Esta opção, referiu a ministra, exigirá “responsabilidade” e “diálogo” por parte de todos os envolvidos no processo.

“Não quisemos impor um modelo fechado que se aplicasse de forma cega; deixámos à reflexão dos intervenientes essa mesma tarefa, ficando-se o Estado pela definição dos grandes princípios”, explicou a responsável.

Neste sentido, “cabe a cada unidade de saúde a definição de uma forma de organização que garanta o regular funcionamento da assistência, deixando-se às diversas entidades que a prestam o poder de iniciativa de propor a melhor articulação”.

Ana Jorge “sublinhou a convivência fraterna” entre os credos, considerando que a Comissão que vai acompanhar a aplicação deste ordenamento jurídico poderá ajudar na elaboração do regulamento interno de cada instituição hospitalar.

A responsável deu como exemplo o cuidado que os hospitais devem ter com os preceitos alimentares das religiões, questão que não será difícil de resolver se for antecipadamente prevista.

“Da minha parte fica o compromisso de que, enquanto responsável da pasta da Saúde, estarei disponível para trabalhar com a Comissão inter-religiosa, para levarmos a bom porto esta missão que todos conseguimos construir”, declarou Ana Jorge.

 

Comissão inter-religiosa para a assistência hospitalar

 

A declaração conjunta que resultou da reunião propõe a “criação de um Grupo de Trabalho inter-religioso para acompanhar (…) a aplicação do Decreto-Lei nas instituições de saúde, ajudando a ultrapassar as dificuldades que surjam”.

Os signatários sugerem também a elaboração de um Manual do Acompanhamento Espiritual e Religioso, “a difundir largamente, com os elementos que cada Tradição considera fundamentais quando em situação de internamento hospitalar”.

O texto preconiza que as unidades de saúde tenham um espaço de culto específico da Igreja Católica, “partilhável com as Tradições que o desejem usar, e um outro espaço passível de ser usado por qualquer Tradição”.

O documento defende igualmente que, no momento do internamento, os doentes devem ter acesso a uma “proposta de consentimento informado, para efeitos de cuidado espiritual e religioso”.

A assistência religiosa e espiritual nos hospitais deverá concretizar-se através da “aposta na constituição de voluntariados especificamente formados para este tipo de acompanhamento”.

A declaração foi assinada pela Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Hindu, Comunidade Islâmica de Lisboa, Comunidade Israelita de Lisboa, Conselho Português das Igrejas Cristãs, Igreja Católica Romana, Patriarcados Cristãos Ortodoxos Grego e Búlgaro e União Budista Portuguesa.

 

A capela do Hospital de São João

 

Posteriormente, representantes de diversas confissões religiosas estiveram no Hospital de São João, do Porto, para debater a construção de novo espaço de culto, aberto a todos.

Além da capela católica, que se irá manter, a Administração projecta a construção de um espaço inter-religioso. O Presidente do Conselho de Administração, António Ferreira, espera que o resultado final possa “constituir-se como um modelo” para outros espaços a serem construídos no nosso país.

Antes do novo enquadramento legal para este processo, o Hospital já tinha estipulado no seu regulamento interno um serviço religioso que estava para além da Capelania católica que existia. “Gostava de deixar bem claro que aqui não se trata de uma dádiva, trata-se de uma obrigação do Hospital, na medida em que este pretende respeitar os doentes que cá estão internados e a pessoa doente nas suas múltiplas dimensões, que incluem a dimensão espiritual”.

António Ferreira destaca a importância de conservar o espaço destinado à Igreja Católica, afirmando que “o Hospital vive de história, vive de tradição e insere-se numa determinada cultura”.

“A capela do Hospital de São João é uma área de uma beleza enorme, provavelmente a mais bela dos hospitais em Portugal. Nós pretendemos continuar a respeitar e a usufruir dessa capela”.

Essa mesma dignidade será estendida ao espaço que será construído, na área do serviço religioso, com novos espaços de trabalho e um local de culto, um “investimento do Hospital”, que é um mundo “complexo e multifacetado que tem de respeitar todas as sensibilidades.

 

 

LISBOA

 

MISERICÓRDIAS

SÃO IMPRESCINDÍVEIS

 

Manuel de Lemos dirigirá a União das Misericórdias durante mais um triénio.

 

Manuel de Lemos explicou quais são as prioridades da União para os próximos três anos:

“As nossas prioridades vão a par das prioridades do país. Cabendo à União apoiar as 400 Misericórdias portuguesas, estamos naturalmente preocupados com a evolução social do país, porque esse é o trabalho das Misericórdias. Fazemo-lo nas áreas da saúde, as respostas sociais, no envelhecimento e na salvaguarda do nosso património cultural.”

Numa época muito diferente daquela em que as Misericórdias foram fundadas, Manuel de Lemos afirma que estas continuam a ser absolutamente fundamentais para o país: “Diria que as Misericórdias foram necessárias nos passados séculos. No dealbar deste século XXI deixaram de ser necessárias, passaram a ser imprescindíveis. Porque de facto o Estado apesar do esforço que tem feito, e que saudamos, não consegue responder a todos os problemas das pessoas; as pessoas recorrem cada vez mais a instituições credíveis, que são sustentáveis e naturalmente o fazem ao abrigo de um conjunto de valores, que são os valores da nossa inspiração cristã.”

O Pe. Vitor Melícias foi substituído por Maria de Belém Roseira, e nomeado Presidente honorário da instituição.

 

 

LISBOA

 

RESUMOS DA

FÉ CATÓLICA

 

O site oficial do Opus Dei tem uma nova secção, “Cultivar a fé”, na qual se publica um "Curso de Doutrina Cristã" dividido em 40 temas. Os temas serão publicados nas próximas semanas, ao ritmo de um tema por semana.

 

Estes textos breves, preparados por teólogos e canonistas – muitos deles, professores da Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma) – expõem, de uma forma sintética, os ensinamentos da Igreja Católica.

O seu interesse é, portanto, primordialmente catequético. Daí que a fonte principal seja o Catecismo da Igreja Católica, com as oportunas remissões para a Sagrada Escritura, para os Padres da Igreja e para o Magistério.

Constitui, além disso, um ponto de particular referência a pregação de São Josemaria Escrivá de Balaguer, mestre de espiritualidade laical e inspirador de uma teologia para a existência quotidiana (José Manuel Martín, editor).

 

 

FÁTIMA

 

ENCONTRO DE

PASTORAL NAS PRISÕES

 

A Pastoral Penitenciária esteve reunida nos dias 11 e 12 de Janeiro, tendo reflectido sobre o tema «Prisões – A Igreja Procura Respostas».

 

Durante o encontro, o Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, D. Carlos Azevedo, sublinhou que além da acção realizada nos estabelecimentos prisionais, a Igreja deve igualmente estar atenta à prevenção da criminalidade e à reinserção social dos antigos reclusos.

O coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, Pe. João Gonçalves, assinalou que o número e a violência dos crimes está a crescer, pelo que é necessário antecipar a delinquência através da sensibilização de crianças, jovens e pais.

A acção da Igreja deve passar também pela reintegração dos antigos prisioneiros: “É fundamental termos a consciência de que um recluso não se insere na sociedade só pelo facto de vir bem preparado da cadeia. Pode até sair da prisão com um curso superior, mas se cá fora não houver uma mentalidade de acolhimento ele fica ainda pior, no desespero”, observou o sacerdote da diocese de Aveiro.

D. Carlos Azevedo salientou a urgência de formar comissões da Pastoral Penitenciária em todas as dioceses ou grupos de dioceses. O capelão do Estabelecimento Prisional de Aveiro recordou a existência de um manual orientador para a formação e funcionamento destes Organismos.

A necessidade de constituir um voluntariado organizado e com pessoas qualificadas para trabalharem com os detidos – tarefa que o Pe. João Gonçalves classificou de “muito difícil” – foi outra das prioridades apontadas no encontro,

As novas disposições legais – que ainda precisam de ser esclarecidas – exigem que as pessoas que oferecem parte do seu tempo para acompanhar os reclusos sejam formadas e avaliadas por uma entidade reconhecida pelo Estado. Durante o encontro foi apresentada uma parceria com a Cáritas Portuguesa, que assegurará o enquadramento jurídico dos voluntários que não estão inseridos numa instituição credenciada.

A Cáritas vai também mediar o diálogo entre a Pastoral Penitenciária e a Direcção Nacional dos Serviços Prisionais no que se refere à coordenação do voluntariado católico nas prisões.

De 11 a 15 de Novembro de 2010, Fátima acolherá o Congresso Europeu da Pastoral Penitenciária. O evento aprofundará temas relacionados com as áreas jurídica, social e teológica.

 

 

BRAGA

 

CONGRESSO INTERNACIONAL

SOBRE O PRESBÍTERO

 

As novas realidades sociais exigem novas formas de ser padre. A rápida mudança na sociedade e na Igreja exige “claramente novos modos de organização da vida eclesial e novos estilos diversificados de exercício do ministério presbiteral”. Esta é uma das conclusões do Congresso Internacional sobre o Presbítero «À Escuta da Palavra», que decorreu de 12 a 15 de Janeiro.

 

“Os caminhos a percorrer e as decisões a tomar”, para fazer face a estas mudanças, “hão-de ser procurados, em comunidade, na escuta atenta da Palavra”, refere o documento final de conclusões.

Mais de 300 sacerdotes e cerca de 30 leigos estiveram reunidos em Braga durante três dias para reflectir sobre o Presbítero e as mudanças eclesiais e sociais a que são chamados.

A necessidade de o padre ser um homem de Deus foi apontada durante os três dias do encontro. A ocupação e as muitas tarefas a que os sacerdotes são chamados a responder, foi um dos temas recorrentes.

Para ser um “homem de Deus”, o sacerdote precisa de procurar tempos de formação e oração. As mudanças rápidas exigem que o sacerdote tenha “uma formação superior à média” e possa “responder com propriedade aos desafios completamente novos dos nossos dias”.

A disponibilidade para “ouvir e atender, acompanhar e aconselhar” é uma exigência que os leigos fazem aos sacerdotes.

A reflexão do Congresso fez incidir sobre os leigos uma maior responsabilidade. O padre deve “dedicar tempo à formação dos leigos, não só para que a sua fé seja cada vez mais esclarecida e luminosa, mas para que desempenhem, com verdadeiro espírito missionário, as múltiplas tarefas que lhes são próprias: na família, na sociedade e na Igreja”.

Sobre a formação dos seminários, o Congresso considerou dever “acolher com benevolência os candidatos e saber exigir, com docilidade e firmeza, uma formação humana, espiritual, pastoral e cultural muito sólida, ancorada ainda no compromisso da formação permanente”.

O saber comunicar foi outra das exigências feitas. Na era da comunicação os sacerdotes devem ter uma séria formação nesta área. “Comunicar é serviço; não é protagonismo”, manifestou o Congresso Internacional.

 

 

LISBOA

 

VISITA DO PAPA

 

A visita do Papa Bento XVI a Portugal irá decorrer de 11 a 14 de Maio próximo, com estadia em Lisboa, Fátima e Porto. Além dos encontros com as autoridades políticas do nosso país, o programa irá realçar três sectores: o mundo da cultura, os sacerdotes e as organizações de pastoral social.

 

D. Carlos Azevedo, coordenador geral da visita do Papa, destacou que Lisboa e Porto são lugares significativos, na impossibilidade de outras deslocações. Em princípio, o Presidente da República estará presente durante toda a visita.

Após falar na alegria e esperança colocadas na preparação desta viagem, D. Carlos Azevedo, destacou que a viagem papal irá decorrer no décimo aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta, o quinto da morte da Irmã Lúcia e o centésimo do nascimento da Jacinta.

Cada Diocese a ser visitada pelo Papa irá nomear uma equipa própria. Em Lisboa será D. Carlos Azevedo a acumular as tarefas de coordenação diocesana, que no Porto estão a cargo do Pe. Américo Aguiar, Vigário-geral da Diocese, e em Leiria-Fátima cabem ao Pe. Virgílio Antunes, Reitor do Santuário de Fátima.

Em cada Diocese, as celebrações terão um tema próprio: “Santidade e Evangelização”, em Lisboa; “Repartir com alegria”, em Fátima; e “Igreja é Missão”, no Porto. No encontro com o mundo da cultura, ciências e artes (no Centro Cultural de Belém), a organização conta com a colaboração da Comissão Episcopal da Cultura, presidida por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.

O Bispo auxiliar de Lisboa disse ainda que a celebração na capital portuguesa deverá ser junto ao Rio, “para haver uma referência ao Santuário de Cristo-Rei”. O helicóptero irá sobrevoar o Santuário, no caminho para Fátima.

 

Programa

 

A visita começa no dia 11, com chegada marcada para as 11.00 de Lisboa, no aeroporto da Portela. Após cerimónia de boas vindas, às 12.45, no Mosteiro dos Jerónimos, tem lugar uma visita de cortesia a Cavaco Silva, no Palácio de Belém, pelas 13.30. Às 18.15 inicia-se a celebração da Missa, no Terreiro do Paço.

No dia 12, Bento XVI reunir-se-á com figuras da cultura portuguesa, no Centro Cultural de Belém, às 10.00, e, ao meio-dia, receberá, na Nunciatura Apostólica, o Primeiro-Ministro.

A partida para Fátima, em helicóptero, está marcada para as 16.40. A chegada à Capelinha das Aparições será pelas 17.30, seguida de uma celebração das Vésperas com padres, religiosos, seminaristas e diáconos, na Igreja da Santíssima Trindade, às 18.00. A recitação do Rosário e a Procissão das Velas, às 21.30, será presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano.

No dia 13, pelas 10h00, o Papa preside à Missa. No final da cerimónia, Bento XVI visitará em privado o túmulo dos três Videntes de Fátima.

Depois do almoço com os Bispos de Portugal, às 13.00, o Papa tem um encontro com os membros de organizações da Pastoral Social, às 17.00, na Igreja da Santíssima Trindade, seguido de uma reunião com os Bispos do nosso país, às 18.45, na Casa de Nossa Senhora do Carmo. 

Para além da Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, em Fátima, o Papa marca presença na “Missão 2010”, promovida pela Diocese do Porto. A chegada ao heliporto da Serra do Pilar, em Gaia, será pelas 9.00, seguindo Bento XVI para a Avenida dos Aliados, onde preside à Missa, às 10.15.

A despedida de Portugal será pelas 13.30, no Aeroporto Internacional do Porto, com uma breve cerimónia. O regresso a Roma está marcado para as 14.00, em avião da TAP.

 

 

FÁTIMA

 

CONGRESSO NACIONAL

SOBRE JACINTA MARTO

 

O Santuário de Fátima confirma o propósito da realização de um Congresso de âmbito nacional sobre a vida e o testemunho de Jacinta Marto, vidente de Fátima. A iniciativa está agendada para 4 a 6 de Junho de 2010 e os trabalhos decorrerão no Centro Pastoral Paulo VI.

 

O Pe. Vítor Coutinho, presidente da Comissão do Congresso, salienta a pertinência desta realização, no ano em que o Papa Bento XVI visita Portugal.

“Por feliz coincidência, teremos o Santo Padre em Fátima no ano em que se celebra o centenário do nascimento de Jacinta Marto, a pastorinha vidente que mais desenvolveu as expressões de dedicação ao Papa e à Igreja. Dentro do âmbito dos acontecimentos de Fátima, este é um elemento especialmente significativo, dado que corresponde a um dos traços mais relevantes do perfil espiritual da pequena Jacinta. Neste contexto, para assinalar estas comemorações, o Santuário de Fátima vai realizar um congresso sobre Jacinta Marto”.

Além do programa, já definido e disponível em www.fatima.pt, a Comissão apresenta o título do Congresso: “Jacinta Marto: Do encontro à compaixão”.

Quanto aos propósitos essenciais para as três jornadas de trabalho, o Padre Vítor Coutinho sublinha “a boa oportunidade para uma abordagem à mensagem de Fátima a partir da espiritualidade da vidente Jacinta. Procuraremos, por isso, não só conhecer melhor a personalidade desta criança, mas também identificar alguns elementos relevantes da sua atitude interior, que podemos usar como chaves de leitura tanto da mensagem de Fátima como da vida cristã”.

No que respeita ao programa propriamente dito, o sacerdote adianta que “estão previstas conferências, painéis, momentos de oração, um serão musical e os tempos de diálogo próprios de eventos deste tipo. Este Congresso contará com a participação de especialistas de diversas áreas, portugueses e estrangeiros, que tratarão uma ampla diversidade de temas”.

Convidado a fazer um primeiro percurso pelos temas, o Padre Vítor Coutinho mostra como o grupo de trabalho que prepara o Congresso esquematizou as várias temáticas a desenvolver: “A categoria da compaixão será o ponto de partida para compreender a personalidade e a espiritualidade da Jacinta. Esta reflexão levar-nos-á também a um esforço por clarificar teologicamente os conceitos relacionados com essa dimensão, tais como reparação, entrega sacrificial, sentido do sofrimento, Deus perante o mal, comunhão dos baptizados. Por outro lado, haverá também oportunidade para desenvolver algumas implicações da compaixão para diversos âmbitos da vida: educação, cuidados de saúde, espiritualidade, moral, compromisso social, entre outros. Veremos como esta atitude da pequena Jacinta corresponde a um elemento fundamental da mensagem de Fátima, que não deixa de interpelar a Igreja e a sociedade dos nossos dias”.

O Congresso está aberto a todas as pessoas que se interessem pela mensagem de Fátima ou por algum dos temas que o vasto programa proporciona, à semelhança do Congresso realizado em Junho de 2009, em que foi proposta à reflexão a figura do vidente Francisco Marto


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial