31º Domingo Comum

31 de Outubro de 2004

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Cordeiro de Deus é o nosso pastor, Az. Oliveira, NRMS 90-91

Salmo 37, 22-23

Antífona de entrada: Não me abandoneis, Senhor; meu Deus, não Vos afasteis de mim. Senhor, socorrei-me e salvai-me.

 

Introdução ao Espírito da Celebração

 

Dizem que a sorte só passa uma vez à nossa porta e que é preciso aproveitá-la. O Evangelho mostra-nos uma cena que se pode interpretar nesse sentido. O publicano Zaqueu não quis perder a ocasião de um encontro com Jesus que passava perto dele. Sobe a uma árvore para chamar a atenção. Jesus descobre o seu interesse e faz uma etapa na sua casa. Foi um encontro salvador.

 

Oração colecta: Deus omnipotente e misericordioso, de quem procede a graça de Vos servirmos fiel e dignamente, fazei-nos caminhar sem obstáculos para os bens por Vós prometidos. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus, amigo da vida, restabelece e anima tudo o que está depauperado. Não quer ver a morte das pessoas, mas o seu arrependimento e a sua salvação.

 

Sabedoria 11, 22 – 12, 2

22Diante de Vós, Senhor, o mundo inteiro é como um grão de areia na balança, como a gota de orvalho que de manhã cai sobre a terra. 23De todos Vos compadeceis, porque sois omnipotente, e não olhais para os seus pecados, para que se arrependam. 24Vós amais tudo o que existe e não odiais nada do que fizestes; porque, se odiásseis alguma coisa, não a teríeis criado. 25E como poderia subsistir, se Vós não a quisésseis? Como poderia durar, se não a tivésseis chamado à existência? 26Mas a todos perdoais, porque tudo é vosso, Senhor, que amais a vida. 1O vosso espírito incorruptível está em todas as coisas. 2Por isso castigais brandamente aqueles que caem e advertis os que pecam, recordando-lhes os seus pecados, para que se afastem do mal e acreditem em Vós, Senhor.

 

O autor, um sábio judeu helenista, já nos umbrais do Novo Testamento, quer confirmar na fé os seus compatriotas, que, deslumbrados com a cultura grega, corriam o perigo de subestimar a sabedoria que pertencia à revelação de Deus. O texto é tirado da 3ª parte da obra (capítulos 10 a 19), onde se exalta a sabedoria divina ao longo da história da salvação. O trecho da leitura é de notável riqueza doutrinal.

11, 23 Exalta-se a omnipotência, grandeza e transcendência de Deus: todo o mundo, diante dele, não passa de «um grão de poeira», «uma gota de orvalho». Mas o poder de Deus mostra-se aos pagãos na sua misericórdia – «de todos vos compadeceis» –, de um modo inesperado e desconhecido.

24-25 Deus é Criador e ama irrevogavelmente a sua obra, ficando excluído tudo o que possa ser pessimismo dualista ou maniqueu, uma coisa não só estranha, mas também contrária à Revelação divina.

12, 1 «O vosso Espírito… está em tudo». Se, por um lado, está bem vincada a transcendência divina, conforme se acabou de dizer, por outro lado, não se pode deixar esquecido o reverso da medalha: a exacta imanência divina: a omnipresença divina não subordina o Criador à criatura, mas, ao contrário, torna a criatura essencialmente presente ao seu Criador, indissoluvelmente unida e intrinsecamente subordinada ao seu Senhor, que é um Pai providente. Este texto explicita e actualiza Gn 1, 2 e Gn 2, 7, onde se apresenta o Espírito de Deus a pairar sobre o caos das águas primordiais para dali tirar a maravilha da criação e a infundir no barro o sopro da vida.

2 «Corrigis brandamente… para que se afastem do mal». O Deus da Revelação não é cruel e vingativo, como os deuses da mitologia grega: é o Pai que corrige, para o bem dos seus filhos, pois, mesmo quando irado, Ele «lembra-se da sua misericórdia» (cf. Habac 3, 2).

 

Salmo Responsorial      Sl 144 (145), 1-2.8-9.10-11.13cd-14

 

Monição: Porque «Louvarei para sempre o Vosso nome, Senhor, meu Deus e meu rei.»

 

Refrão:         Louvarei para sempre o vosso nome,

                      Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Quero exaltar-Vos, meu Deus e meu Rei,

e bendizer o vosso nome para sempre.

Quero bendizer-Vos, dia após dia,

e louvar o vosso nome para sempre.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

O Senhor é fiel à sua palavra

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor ampara os que vacilam

e levanta todos os oprimidos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Já no tempo de S. Paulo se falava sobre a iminência do fim do mundo. Mas Paulo lembra que não nos devemos deixar alarmar. O importante é orar uns pelos outros para que Cristo seja glorificado em todos.

 

2 Tessalonicenses 1, 11 – 2, 2

Irmãos: 11Oramos continuamente por vós, para que Deus vos considere dignos do seu chamamento e, pelo seu poder, se realizem todos os vossos bons propósitos e se confirme o trabalho da vossa fé. 12Assim o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós n’Ele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo. 2,1Nós vos pedimos, irmãos, a propósito da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e do nosso encontro com Ele: 2Não vos deixeis abalar facilmente nem alarmar por qualquer manifestação profética, por palavras ou por cartas, que se digam vir de nós, pretendendo que o dia do Senhor está iminente.

 

Uns perturbadores dos cristãos daquela comunidade de Tessalónica tinham introduzido a desordem, propagando a ideia de que a segunda vinda de Cristo (parusia) estava iminente, o que estava a acarretar trágicas consequências para a vida dos fiéis, que começaram a levar «uma vida ociosa, em vez de trabalhar, dedicando-se apenas a vãs curiosidades» (3, 11). É por isso que Paulo os previne – «não vos deixeis abalar… nem alarmar…» (2, 1) – e, mais adiante, lhes diz seriamente que «trabalhem com paz» (3, 12) e se sai com aquela sentença plena de sensatez: «se alguém já não quer trabalhar, então que também deixe de comer» (3, 10). Para tranquilizar os fiéis, mais adiante (vv. 3-4) diz que antes da parusia tem de vir a «apostasia» e o «homem da impiedade», com um recurso a imagens do Antigo Testamento, que para nós são muito obscuras, mas que bastariam para fazer calar os agitadores.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 3, 16

 

Monição: Jesus, que é a presença humana de Deus, cruza-Se também no nosso caminho e oferece-nos, cordialmente, a sua amizade. Foi o que aconteceu com Zaqueu, quando teve a sorte de se encontrar a fundo com Jesus.

 

Aleluia

 

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho unigénito;

quem acredita n’Ele tem a vida eterna.

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

 

Evangelho

 

Lucas 19, 1-10

Naquele tempo, 1Jesus entrou em Jericó e começou a atravessar a cidade. 2Vivia ali um homem rico chamado Zaqueu, que era chefe de publicanos. 3Procurava ver quem era Jesus, mas, devido à multidão, não podia vê-l’O, porque era de pequena estatura. 4Então correu mais à frente e subiu a um sicómoro, para ver Jesus, que havia de passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao local, olhou para cima e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, que Eu hoje devo ficar em tua casa». 6Ele desceu rapidamente e recebeu Jesus com alegria. 7Ao verem isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa dum pecador». 8Entretanto, Zaqueu apresentou-se ao Senhor, dizendo: «Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais». 9Disse-lhe Jesus: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque Zaqueu também é filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido».

 

Este episódio da conversão de Zaqueu é contado apenas por Lucas; é mais um dado que o «secretário da misericórdia de Cristo» (Dante) regista, a fim de pôr em evidência, por um lado, o amor de Cristo aos pecadores e, por outro, a universalidade da salvação que Ele traz à terra. É de notar como o Evangelista, que especialmente exalta a pobreza, deixa ver como também a salvação pode chegar a um homem rico. Há mesmo uma tradição que diz que Zaqueu veio a ser discípulo de Pedro e bispo de Cesareia.

2 «Chefe de publicanos», ou dos cobradores de impostos a favor dos romanos dominadores; seria um homem detestável, não só pelo seu ingrato trabalho, mas sobretudo pela colaboração com o opressor estrangeiro, além de que certamente abusaria da profissão para enriquecer à custa de exigir mais do que seria justo; e, para cúmulo, o seu nome – Zacai – em aramaico significa puro, um verdadeiro sarcasmo. O negócio seria rendoso, pois Jericó era uma grande cidade de comércio, situada no fértil vale inferior da margem direita do rio Jordão, numa encruzilhada de vias que ligavam Jerusalém às cidades do Norte e da Transjordânia. A condição pecadora de Zaqueu fica bem clara nos vv. 7-10.

3 «Esforçava-se por ver quem era Jesus». Podemos pensar que não se tratava de uma mera curiosidade frívola, mas antes de uma insatisfação escondida dentro de quem não se satisfaz só com as coisas materiais, estando aberto ao divino e disposto a rectificar a sua vida. A vontade de seguir a voz interior da consciência leva a superar os respeitos humanos, e a sujeitar-se ao ridículo de trepar a uma árvore. A narrativa põe em foco o flagrante contraste entre o poder de um homem «pessoalmente rico» e a fraqueza de quem era de «pequena estatura».

4 «Sicómoro»: a própria etimologia grega do nome da árvore deixa ver a sua natureza, uma árvore bastante frondosa, com folhas semelhantes às da amoreira e frutos parecidos com os da figueira.

8 «Zaqueu parou e disse ao Senhor». Fica patente como não foi preciso que Jesus lançasse em rosto os abusos e pecados daquele homem; a bondade e a condescendência de Jesus, que desassombradamente entra em casa de um pecador público, leva à conversão e a propósitos bem concretos. Por outro lado, a avareza do «chefe de publicanos» é agora compensada com larga generosidade : «vou dar a metade dos meus bens aos pobres»; e as injustiças são reparadas com uma repartição superabundante, superior ao que ordenava a própria Lei de Moisés (cf. Ex 21, 37-38): «restituirei quatro vezes mais».

 

Sugestões para a homilia

 

Senhor, amigo da vida!

Jesus veio para os que andam perdidos.

Senhor, amigo da vida!

Senhor, amigo da vida! Que bem soa esta expressão no íntimo do crente! Na verdade, este atributo fica tão bem a Deus! Semeou generosamente a sua bondade em toda a criação, e esta foi desenhada como um paraíso para deleite e encanto dos seres humanos.

Apesar do nosso pecado, todas as coisas são amadas por Deus que, de outro modo, não as teria criado. E, porque é amigo da vida, veio à procura do que estava perdido. Por isso, sai à rua e às encruzilhadas dos caminhos para Se encontrar com a gente, sobretudo com os mais necessitados de equilíbrio e redenção. Anda sem Se cansar, oferecendo e espalhando o Evangelho. Os seus encontros com as pessoas costumam ser saudáveis e reveladores.

O Evangelho dá a entender que Zaqueu tinha muita vontade de se encontrar com Jesus. Precisaria ele desse encontro pela vida que tinha levado anteriormente? O certo é que teve muita dificuldade em chegar até Ele, não só porque a multidão o impedia, mas, principalmente, porque era de pequena estatura.

Que grande verdade! Às vezes, as pessoas não nos facilitam o nosso encontro com Jesus. Não temos disso experiência? Zaqueu e tantos de nós somos de pequena estatura, porque, tendo desenvolvido pouco a nossa personalidade, ficámos um tanto ao quanto anões. E é, precisamente, por causa disso que damos tanto valor à estatura humana de Jesus.

Zaqueu não queria perder aquela oportunidade. Jesus, ao vê-l’O no sicómoro, cruza o seu olhar com o dele, dá-Se conta do seu desejo e autoconvida-Se a ficar na sua casa. Não Lhe importa o que os outros digam. Ele sabe perfeitamente que viera salvar o que estava perdido.

O encontro acaba por ser extraordinariamente saudável para Zaqueu e para toda a sua família. Uma amostra da conversão verdadeira é a penitência de solidariedade que a ele próprio se impõe:

«Olha, Senhor, vou dar aos pobres metade dos meus bens e, se causei qualquer prejuízo a alguém, restituirei quatro vezes mais».

Zaqueu deve ter ficado com um sorriso enorme nos lábios e com muita alegria no coração. Ele experimentou, no contacto com Cristo, uma paz e uma alegria que nem o dinheiro nem os outros prazeres são capazes de dar.

Jesus veio para os que andam perdidos.

Mas, há outra coisa bonita neste relato que não pode ser esquecida e a qual mudou a vida de Zaqueu: Jesus veio para os que andam perdidos.

Não é de estranhar, por isso, que todo o povo tivesse ficado admirado com a atitude de Cristo. Como poderia Jesus hospedar-Se na casa de um traiçoeiro, de um ladrão do seu próprio povo? (Porque cobradores de impostos eram empregados dos romanos). O que a multidão não sabia é que as pessoas sãs não precisam de médicos, mas as doentes sim.

Por isso Jesus não repreendeu Zaqueu por ser um homem altamente desonesto. O próprio Zaqueu reconheceu que sendo amigo de Jesus, agora, deveria mudar de vida e antes que Jesus dissesse qualquer coisa Zaqueu tomou uma decisão. Resolveu dar metade dos seus bens aos pobres e devolver quatro vezes mais ao que foi defraudado. Ao que Jesus replicou: «Hoje a salvação entrou nesta casa».

A verdade é que Jesus está interessado em procurar os perdidos. Em Lucas 19,10, Jesus diz claramente: «Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido».

Vemos assim que Deus está sempre à procura do pecador. Assim tem sido desde a criação: «Adão onde estás?» (Gen 3, 9) ou «O que fazes aqui Elias?» (1 Reis 19, 9).

Deus não espera que nos entreguemos a Ele depois de nos tornarmos santos e bons. Ele espera que nos entreguemos a Ele tal como somos. É Ele quem nos vai transformar.

Talvez hoje Deus esteja a falar a alguma pessoa que se sinta completamente distante de Deus. Lembra-te, pois, que Jesus veio buscar e salvar o perdido. Jesus passa hoje e deseja repousar em tua casa. Convida-O para entrar. Pede-Lhe que perdoe os teus pecados porque, por Seu amor, Jesus salvou-te.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

supliquemos confiadamente a Deus nosso Pai,

misericordioso e compassivo,

lento para a ira, grande no amor e na fidelidade,

para que acolha o arrependimento do seu povo,

que humildemente confessa as suas culpas,

e lhe conceda a sua misericórdia.

R. Derramai sobre nós, Senhor, a vossa bondade.

 

1.  Pela Igreja, para que seja em toda a parte

um espaço de encontro com Deus,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pela sociedade,

para que se deixe imbuir da presença de Deus,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos que procuram com sinceridade,

pelos que duvidam, pelos que se vendem

e por todos os que não se cansam,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os nossos irmãos mais carenciados

e por todos os que sofrem,

oremos ao Senhor.

 

5.  Por todos nós,

para que tenhamos mais consciência do valor que é Cristo,

oremos ao Senhor.

 

(outras intenções)

 

Bendito sejais, Deus, rico em misericórdia.

Continuai amar-nos para que sintamos em nós os frutos da vossa bondade

e assim possamos cantar sem fim as Vossas maravilhas.

Por Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, fazei que este sacrifício seja para Vós uma oblação pura e para nós o dom generoso da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor...

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento CT

 

Monição da Comunhão

 

Deus corrige-nos porque nos ama. Jesus procura o bem de todas as pessoas. O encontro sincero com Ele é sempre salvador. Teremos nós essa experiência? Toda a comunhão tem de fortalecer o encontro com Jesus.

 

Cântico da Comunhão: Não fostes vós que Me escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

Salmo 15, 11

Antífona da comunhão: O Senhor me ensinará o caminho da vida, a seu lado viverei na plenitude da alegria.

Ou:    Jo 6. 58

Assim como o Pai que Me enviou é o Deus vivo e Eu vivo pelo Pai, também o que Me come viverá por Mim, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Multiplicai em nós, Senhor, os frutos da vossa graça, para que os sacramentos celestes que nos alimentam na vida presente nos preparem para alcançarmos a herança prometida. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Encontrar-se com Cristo é excitante. Vemos isso em muitas das páginas do Evangelho e, além disso, também nós já o experimentámos pessoalmente na nossa própria vida.

Intensificar o encontro com Jesus é bom para todos, porque deixa um rasto saudável. Transmitamos esta vivência a todos aqueles que connosco se vão cruzar esta semana.

 

Cântico final: O Senhor me apontará o caminho, F. da Silva, NRMS 69

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Nuno Westwood

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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