aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

VISITA DO PAPA BENTO XVI

EM MAIO DE 2010

 

Em notícia dada primeiro pela Presidência da República, o Santo Padre Bento XVI realizará uma visita apostólica ao Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 de Maio de 2010.

 

Eis o Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa, de 24 de Setembro passado:

“A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade presidirá às cerimónias do dia 13 de Maio de 2010, em Fátima, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora. O programa completo da visita ainda não está estabelecido.

“Manifestamos o nosso regozijo por esta vista do Santo Padre a Portugal. O amor dos católicos portugueses ao sucessor de Pedro é um elemento chave da nossa tradição católica e da nossa fidelidade à Igreja. A visita de Sua Santidade Bento XVI será mais uma ocasião para aprofundarmos e exprimirmos este desejo de comunhão com o Pastor Universal. Convidamos todas as comunidades católicas a prepararem esta visita, vivendo profundamente a comunhão eclesial. Nossa Senhora, que o Povo Português ama com uma ternura especial, será a Mãe bondosa que nos convida a mergulhar em Jesus Cristo e no mistério da Igreja.

“Estamos certos que o Povo Português em geral, independentemente da sua ideologia e religião, saberá acolher quem tem sido um profeta das causas, tão fundamentais e urgentes, da paz e liberdade, do diálogo, da justiça e fraternidade.

 

O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa,

Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz – Braga

 

No mesmo dia, o Porta-voz da CEP, Pe. Manuel Morujão, explicava a razão de a notícia ter sido dada primeiro pela Presidência da República, e não em conjunto com a CEP:

“O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa publicou esta tarde um comunicado dando a boa notícia da visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI a Portugal, por ocasião do 13 de Maio, respondendo positivamente ao convite que lhe tinha sido feito pela Conferência Episcopal e por Sua Excelência o Senhor Presidente da República.

“Dadas certas interpretações de algumas declarações minhas, como porta‑voz da Conferência, devo fazer os seguintes esclarecimentos, tendo em conta ulteriores informações recebidas, que não tinha quando fiz tais declarações:

“– A Presidência da República recebeu directamente do Vaticano tal boa notícia, tendo acordado directamente com a Santa Sé o teor e o momento da sua divulgação.

“– A Conferência Episcopal que, como é natural, estava a par da vinda do Papa, e tinha decidido fazer a comunicação de tão importante evento na próxima semana, não recebeu esta última confirmação oficial, para poder acertar com a Presidência da República a sua concertada comunicação.

“– A Conferência Episcopal tem por todos os órgãos de soberania nacional o maior respeito e acha injustas todas as interpretações que instrumentalizem tão feliz notícia, tendo em conta o presente momento sócio‑político do nosso País.

 

P. Manuel Morujão

Porta‑voz da Conferência Episcopal Portuguesa

 

 

AÇORES

 

BISPO EMÉRITO DE MACAU

CELEBRA BODAS SACERDOTAIS

 

No passado dia 6 de Outubro, D. Arquimínio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau, celebrou na sua terra natal, em São Mateus do Pico, as suas Bodas de Diamante Sacerdotais.

 

A Igreja Paroquial de São Mateus, Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus Milagroso, encheu-se de fiéis para juntamente com o jubilado dar graças a Deus pelos seus 60 anos de vida sacerdotal, numa concelebração eucarística que contou com a presença do clero da Ilha do Pico, assim como de alguns sacerdotes da Ilha do Faial.

Na homilia, D. Arquimínio apresentou um testemunho da sua vida pastoral por terras macaenses, como Sacerdote e Bispo, sendo aplaudido de pé por toda a assembleia presente, em sinal de gratidão pelo seu ministério sacerdotal e episcopal.

Ao terminar a celebração foram lidas duas mensagens. A primeira do Pe. Américo Casado, da Diocese de Macau, que trabalhou durante muitos anos com D. Arquimínio e a segunda de D. António de Sousa Braga, Bispo de Angra, que também se associou a esta homenagem.

“Conhecemos bem a sua dedicação apostólica no Extremo Oriente e entre nós”, escreveu D. António Braga. “Quando as mudanças políticas e o bem da Igreja o aconselharam, soube retirar-se para os Açores, sabendo colaborar generosamente, sem interferir indevidamente nas orientações pastorais. Isso só é possível a quem tem um grande sentido de Igreja e de serviço”.

D. Arquimínio Rodrigues da Costa, nasceu em São Mateus, Ilha do Pico, Açores, a 8 de Julho de 1924 e, em 1938, juntamente com outros dois companheiros, foi levado para Macau por Monsenhor José Machado Lourenço, missionário no Extremo Oriente. O jovem Arquimínio entrou no seminário de S. José, fazendo com distinção todos os seus estudos eclesiásticos, sendo ordenado sacerdote em 1949.

Foi eleito pelo cabido da Sé de Macau vigário capitular da Diocese em 14 de Junho de 1973, e viu-se elevado à dignidade episcopal três anos depois, em 1976, quando o Santo Padre Paulo VI o nomeou Bispo de Macau. A sua sagração decorreu na Catedral Macaense em dia da Anunciação, 25 de Março daquele ano.

Viu o seu pedido de resignação à Diocese de Macau aceite pela Santa Sé a 6 de Outubro de 1988 e, desde Janeiro de 1989, fixou residência na sua terra natal, colaborando em todas as actividades pastorais para as quais é solicitado com grande espírito de humildade e de serviço.

 

 

AÇORES

 

RETRATOS DOS BISPOS

 

O Museu de Angra do Heroísmo assinala a celebração do 475.º aniversário da diocese de Angra, fundada a 3 de Novembro de 1534, pelo Papa Paulo III, apresentando na Sala do Capítulo, de 16 de Outubro a 31 de Janeiro, a exposição Retratos dos Bispos de Angra.

 

A mostra assume a forma de uma galeria composta por trinta e sete retratos, que são património da Sé de Angra. Vinte e oito destes retratos foram pintados no século XVIII, por um retratista que assina Stanislau. Duas oleografias são do pintor A. Alves (1954 e 1960) e os restantes nove (acrílicos s/tela), datados já do século XXI, são da autoria de Sergey Ilchenko, correspondendo aos prelados mais recentes.

Um óleo sobre tela é da autoria de Marini, artista italiano de renome. Três dos retratos são de origem desconhecida. Do décimo oitavo Bispo de Angra, D. João de Brito e Vasconcelos, não há retrato, uma vez que, nomeado para o cargo no ano de 1718, faleceu nesse mesmo ano, quando se preparava para embarcar para os Açores.

A exposição, da qual foi elaborado um catálogo que integra a biografia dos prelados e respectivos retratos, é complementada pela presença de uma cópia autêntica da bula Aequum reputamus (Évora, 12 de Outubro de 1535) que funda a Diocese de Angra e por um exemplar das Constituições Sinodaes do Bispado Dangra (1560), pertencentes ao espólio da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo.

 

 

LISBOA

 

ECONOMIA TEM ESQUECIDO

AS PESSOAS

 

As questões ambientais “ainda não foram transformadas em problemas urgentes” e nota-se “uma certa inércia nestas decisões” – alertou Ladislau Dowbor, professor de economia na Universidade Católica de S. Paulo, que proferiu uma conferência, em Lisboa, «Da democracia política à democracia económica».

 

Nesta conferência – organizada no passado dia 20 de Outubro pela Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) – o economista pediu que sejam introduzidos nas reflexões “os impactos estruturais de longo prazo”. “Gerimos tecnologias extremamente poderosas com capacidades políticas extremamente precárias” – realça o conferencista.

A economia está a desenvolver-se “não em função das pessoas, mas em função dos meios e dos grandes instrumentos (bancos, grandes empresas)”. Junto da evolução tecnológica “visualizamos os rios cheios de esgotos” – lamentou Ladislau Dowbor. Os recursos “não são utilizados em função das prioridades” e “venderam-nos o slogan que (a economia de) mercado resolve (tudo)”.

O Produto Interno Bruto (PIB) mede o “fluxo de recursos e não os resultados”. O PIB “não mede se as pessoas estão a viver melhor” – afirmou aos presentes. E acrescenta: “A criminalidade aumenta o PIB porque se constroem prisões e dinamiza as actividades económicas”.

Os 2/3 mais pobres da população mundial consomem apenas 6% da produção do planeta. A economia mundial organizou-se em função de 1/3 da população” – denuncia o orador convidado pela CNJP. E acrescenta: “morrem cerca de 10 milhões de crianças por causas ridículas”.

O professor de Economia na Universidade Católica de S. Paulo vê a economia “não como uma ciência, mas um sistema de pactos políticos na sociedade destinados a um objectivo básico que é a qualidade de vida” das populações. A democracia actual tem um “grande ausente: as futuras gerações”. Sem esquecer, “os milhões de pobres do planeta” que também “não têm presença nesta democracia”.

Ao fazer referência às eleições que se realizam nos países democráticos, Ladislau Dowbor pede a criação “de processos decisórios que permitam que os recursos – são da humanidade e não das empresas – sejam utilizados de acordo com as necessidades”. As dinastias do poder político “estão ultrapassadas”, mas as “dinastias do poder económico continuam a vigorar” – afirmou.

 

 

PORTO

 

ENCONTRO IBÉRICO

COM IRMÃOS DE TAIZÉ

 

O “ícone da amizade” da comunidade ecuménica de Taizé (França) irá percorrer de Outubro de 2009 a Fevereiro de 2010 as paróquias da região do Porto que se preparam para acolher jovens no Encontro Ibérico, no Carnaval do próximo ano.

 

No Carnaval de 2010, entre 13 e 16 de Fevereiro, vão reunir-se no Porto milhares de jovens para juntos, e com os Irmãos de Taizé, procurarem “As fontes da alegria”.

"Este convite que a Diocese do Porto fez à Comunidade de Taizé inscreve-se na Missão 2010, que é uma grande tentativa de toda a Diocese do Porto para viver mais profundamente e expor mais claramente Jesus Cristo e a mensagem cristã a todos aqueles que connosco compartilham o dia-a-dia”, refere D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.

Pelo seu lado, o Irmão Alois, prior de Taizé, afirma que “em Portugal, há muitos jovens que cresceram com a tradição da Igreja e que, simultaneamente, procuram novas formas de expressão da fé, que sejam actuais num mundo que muda muitíssimo depressa”.

 

 

LISBOA

 

PROGRAMA 70x7

COM NOVA IMAGEM

 

O Programa 70x7 assinala os 30 anos de emissões com novidades editoriais e gráficas. Em sintonia com a história do programa ao longo de três décadas, a exploração da linguagem simbólica será “planificadamente uma marca identitária do Programa” também daqui em diante.

 

O editor executivo do programa, Paulo Rocha, esclarece que “em cada mês, será emitido um ‘programa de autor’, onde a linguagem simbólica é um grande recurso”.

Como ao longo destes 30 anos, as reportagens e entrevistas centram-se nas “temáticas sociais, na pessoa humana e a sua dignidade, nos projectos que estabelecem o diálogo entre estruturas da Igreja Católica e toda a sociedade, no diálogo inter-religioso, na valorização de projectos pessoais ou de grupo que colocam a justiça e a paz como prioridade. Quantitativa como qualitativamente relevantes”. Temas que caracterizam, também hoje, o 70x7 de cada Domingo e que estarão presentes nessa exploração da linguagem simbólica.

Paulo Rocha adianta também que o 70x7 irá continuar a oferecer a opinião de personalidades de diferentes âmbitos sociais e profissionais. Guilherme d’Oliveira Martins, João César das Neves, Pe. José Maia, Laurinda Alves e Marcelo Rebelo de Sousa são os autores que fazem a rubrica “Por ser Domingo”, emitida no final de cada programa 70x7.

O editor executivo do programa refere que a partir do Domingo, dia 25 de Outubro, o programa 70x7 aparece também com uma nova imagem: o genérico, o cenário e toda a linha gráfica do programa (oráculos, separadores, bases).

 

 

LISBOA

 

A BÍBLIA E

A CONDIÇÃO HUMANA

 

Não há nada na literatura pré-cristã que se compare à capacidade do Antigo Testamento em “perceber a psicologia humana, os seus claros e escuros”, afirmou o Vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e director da Faculdade de Teologia, Pe. Peter Stilwell na abertura do colóquio "As Artes da Bíblia", que decorreu em Lisboa no dia 21 de Outubro.

 

“A Bíblia é um espantoso arquivo de observação da condição humana nas suas riquezas e nas suas fraquezas, nos seus talentos e na sua espessura”.

Para este responsável, a Sagrada Escritura é tão legível que é um best-seller há vários séculos, “uma obra que tem motivado o desenvolvimento da literatura ao longo dos tempos”.

O professor de Teologia admite que “os grandes heróis da Bíblia” poderiam ter sido “colocados no topo de um pináculo, escondendo as fraquezas às gerações futuras”, mas, pelo contrário, “aparecem com todas as suas fraquezas, tão humanos como nós”.

“Por isso é tão fácil aproximarmo-nos de Abraão, muito mais fácil do que de Aquiles”, assinala, sublinhando a “transparência espantosa” destes textos.

É nessa transparência que, segundo o Pe. Stilwell, a Bíblia “se aproxima de uma compreensão do que é o divino”, que não se vê face a face.

“A atitude de fé profunda que está presente na Bíblia é a de que o Criador de tudo é um Deus justo, mas também misericordioso. Nada do que existe está fora das suas mãos”, apontou.

Esse é, segundo o director da Faculdade de Teologia, “o grande fascínio” que o texto exerce, levando mesmo “aqueles que são adversos” à Bíblia a “sentirem-se estimulados a desenvolver as suas próprias reflexões, ao longo dos séculos”.

 

Pelo seu lado, o Pe. José Tolentino Mendonça, exegeta e tradutor, defende que “a Bíblia é um património da humanidade que reflecte a condição humana do ponto de vista crente, nos seus dramas, interrogações e alegrias”.

O professor de teologia apresentou a sua posição ao avaliar, de forma muito satisfatória, o colóquio “Artes e Bíblia, que ocorreu na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

“Neste grande teatro humano que é a Bíblia – refere o padre e poeta madeirense – existe uma fonte de inspiração ininterrupta sobre gerações de artistas, que ao longo dos séculos, e também na contemporaneidade, têm visitado o texto bíblico para o recriarem com grande liberdade, mas também com verdade e respeito pelo texto”.

Como director do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o Pe. Tolentino assegura que a Igreja não teme que os artistas ultrapassem o sentido da Sagrada Escritura. A este respeito, cita um teólogo de referência do século XX, Hans Urs von Balthasar: “Aquilo que os artistas têm dito sobre a Bíblia é muitas vezes mais significativo do que o próprio discurso teológico”.

“Claro que é preciso entender esta expressão, mas ela significa que a interpretação que a arte faz, sobretudo quando é espiritual ou quando é feita com uma grande abertura, sem dúvida que é um contributo grande para a relação com a Bíblia”, acrescentou.

A criação artística que se tem verificado em Portugal sobre a Sagrada Escritura “é uma excelente notícia porque, ao contrário do que alguns anunciam, a Bíblia não morreu nem está para morrer”.

 

 

FÁTIMA

 

LEGIÃO DE MARIA CELEBRA

60 ANOS EM PORTUGAL

 

Nos dias 24 e 25 de Outubro decorreu a Peregrinação Nacional da Legião de Maria a Fátima, que contou com a presença de milhares de membros, vindos de todas as Dioceses do País.

 

Neste ano em que se comemora o 60.º aniversário da fundação da Legião de Maria em Portugal, a peregrinação foi presidida pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, e teve como lema “Com Maria, seguimos em missão” (Bento XVI).

A Peregrinação teve o seu início com um encontro no Centro Paulo VI, onde, para além de momentos de oração, de canto e de testemunhos legionários, houve um tempo de formação orientado por D. Albino e uma representação cénica por jovens legionários, sobre a memória dos primeiros tempos da Legião de Maria em Portugal, lembrando em particular o Padre Francisco Lopes, fundador em Portugal, em 31 de Maio de 1949.

O programa de sábado incluiu ainda a celebração da Missa na Igreja da Santíssima Trindade, a participação no Rosário e Procissão de Velas e a realização de uma Vigília Mariana na Basílica do Santuário durante toda a noite.

O programa de Domingo contemplou a realização da Via-Sacra, a participação no Rosário e a celebração da Missa no recinto do Santuário.

Complementarmente, teve lugar nos dias 25 e 26 de Outubro, um Encontro Nacional de Directores Espirituais da Legião de Maria, presidido por D. Albino, com diversos momentos de formação e de reflexão.

 

 

FÁTIMA

 

FUNERAL DO

PADRE LUÍS KONDOR

 

“Um dos grandes arautos da Mensagem de Fátima”. Foi assim que D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, definiu o Pe. Luis Kondor, SVD. Na homilia das exéquias, celebrada no passado dia 30 de Outubro, o prelado sublinhou que o antigo Vice-Postulador da Causa da Canonização dos Pastorinhos de Fátima promoveu a difusão universal da Mensagem com a publicação das “Memórias da Irmã Lúcia” e do “Boletim dos Pastorinhos” em várias línguas, e através das suas viagens a vários países.

 

Aos pastorinhos dedicou “especial afecto, tomando a peito a causa da sua beatificação e canonização e difundindo a sua espiritualidade. Considerava a santidade dos pastorinhos como «um dos mais belos frutos da Mensagem de Fátima»” – afirmou. E acrescentou: “o nosso Pe. Kondor fica indelevelmente ligado à história de Fátima. E Fátima, pela voz do seu bispo e pela vossa presença, exprime-lhe hoje, de modo particular, toda a sua imensa gratidão, na hora da despedida”.

As celebrações fúnebres decorreram na Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, com a presença de muitos sacerdotes. Na homilia, D. António Marto recordou alguns diálogos recentes com o Pe. Luis Kondor. “Confidenciou-me: Quero viver este sofrimento como oferta de reparação tal como os pastorinhos”. E numa outra vez perguntou-me: “que posso ainda fazer, assim, pela Diocese”? Ao que eu lhe respondi: “Ofereça o seu sofrimento pelo dom das vocações sacerdotais de que a Diocese tanto precisa”. “Sim, sim”, foi a sua resposta serena, como quem se sente em paz”.

Até ao fim, manifestou o seu profundo amor pela Igreja. Neste momento, “é nosso dever reconhecê-lo como um grande benfeitor da Diocese de Leiria-Fátima e da Igreja em Portugal” E finalizando: “Com os seus vastos contactos internacionais conseguiu grandes ajudas para muitas dioceses, paróquias, seminários, mosteiros e causas sociais. A Igreja em Portugal fica-lhe muito grata e não o esquecerá”.

 

O Padre Luís Kondor, falecido em Fátima no passado dia 28 de Outubro, depois de uma doença prolongada, ficou na história da Igreja em Portugal como Vice-Postulador da Causa da Canonização dos Pastorinhos de Fátima.

Nascido em 1928 em Csikvánd, na Hungria, terminou o liceu em 1944, já depois da entrada dos russos. Em 1946, com 18 anos de idade, entrou na Congregação do Verbo Divino.

Em 1949, por ordem do seu superior, fugiu para a Áustria. Tendo sido também a Áustria invadida pelos russos, em 1950 refugiou-se, por ordem dos superiores, na Alemanha, onde foi ordenado sacerdote em 1953.

Em 1954 foi enviado para Fátima, Portugal, e nomeado vice-prefeito do Seminário da sua Congregação, cargo que exerceu durante 4 anos.

Em 1956 encontrou a Irmã Lúcia pela primeira vez; foi o primeiro de numerosos encontros ao longo dos anos (posteriormente, como Vice-Postulador terá licença para a poder visitar). No Natal de 1960 foi-lhe atribuído o cargo de Vice-Postulador dos Pastorinhos, lugar que ocupou até à sua morte.

 

Em 1963 começou a publicar um boletim em sete línguas destinado a tornar conhecida a vida dos dois Pastorinhos falecidos e a relatar o andamento dos processos de beatificação. Para divulgação da fama de santidade dos Pastorinhos, o Bispo da diocese confiou-lhe a edição do livro «Memórias da Irmã Lúcia», que fez traduzir em diversas línguas e enviou para todos os continentes, incluindo os países sob o regime comunista.

Durante muitos anos conseguiu enviar com êxito, embora de maneira oculta, não só literatura sobre Fátima, mas também imagens de Nossa Senhora de Fátima para diferentes lugares da cortina de ferro.

Dedicou-se a diversas obras: em 1956 a construção do Monumento dos Valinhos; em 1959 a imagem de Santo Estêvão que se encontra na Basílica; de 1960 a 1965 colabora com  D. João Pereira Venâncio na construção do Seminário Diocesano de Leiria, do Colégio S. Miguel e do Colégio da Marinha Grande; em 1964 a construção da Via Sacra e Capela do Calvário; de 1974-1997 colaborou na transferência de ajudas financeiras da Weltkirche-Köln para dioceses, conventos, casas sacerdotais, paróquias e casas sociais em Portugal; de 1974-1997 colaborou com o Europäischer Hilfsfound das Conferências Episcopais da Áustria, Alemanha e da Suíça, no apoio a dioceses portuguesas; em 1979 a Construção da nova Casa Episcopal de Leiria; de 1975-1985 colaborou na construção dos novos Carmelos de Patacão (Faro), Bom Jesus (Braga) e São Bernardo (Aveiro).

Durante muitos anos, colaborou como intermediário entre instituições da Igreja alemã e obras nas dioceses Portuguesas. Entre os muitos apoios que consegue para a Igreja católica portuguesa, destaca-se: reconstrução de várias igrejas nos Açores, após o grande sismo de 1.01.1980.

Em 2000, com o apoio do Cardeal Meisner de Colónia, conseguiu que o Papa João Paulo II viesse a Fátima, em 13 de Maio de 2000, beatificar os Pastorinhos, mesmo depois de já ter sido anunciada publicamente a beatificação em Roma.

 

 

LISBOA

 

NOVO INSTITUTO

DE FORMAÇÃO CRISTÃ

 

O Instituto Diocesano da Formação Cristã do Patriarcado de Lisboa inicia as suas actividades a 3 de Novembro. A sessão inaugural ocorrerá nas instalações da Igreja do Sagardo Coração de Jesus, que acolherão a sede do novo Organismo diocesano.

 

A sessão, presidida pelo Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, consta de um painel sobre “Uma leitura comentada da encíclica Caritas in Veritate”, com a participação de D. Carlos Azevedo, bispo auxiliar do Patriarcado, Adriano Moreira e Rogério Roque Amaro, e moderação de João Meneses.

O primeiro objectivo do Instituto consiste na coordenação e desenvolvimento da formação de todos os interessados em conhecer a fé cristã e a doutrina da Igreja. O Organismo pretende também “promover o diálogo entre a fé e a cultura” e contribuir para o crescimento de uma consciência capaz de ler a actualidade de maneira crítica e interventiva.

O Instituto integrará algumas das instâncias que se têm dedicado à formação no Patriarcado de Lisboa: Escola de Leigos, Centro de Formação à Distância, Escola de Oração São José, Escola Diocesana de Música Sacra e Centro de Estudos Pastorais.

No primeiro ano de actividade, o Instituto procurará organizar a sua logística e proceder à instalação dos Organismos nele integrados.

Durante o primeiro semestre, decorrerá o curso “Para uma leitura crente da actualidade à luz da Palavra de Deus”, desdobrado em cinco módulos. No segundo semestre será realizado um ciclo de estudos sobre “Iniciação cristã e mistagogia”.

Ao longo do ano serão organizados três encontros sobre a temática do Sacerdócio, que ocorrerão em diferentes zonas do Patriarcado.

As actividades do Instituto para 2009/10 incluem a realização de um curso de carácter teológico, pastoral e técnico dirigido aos colaboradores que trabalham na área da administração paroquial, bem como uma jornada de formação sobre “a condição cristã do reformado”.

 

 

FÁTIMA

 

BEATA JACINTA MARTO,

INSPIRADORA PARA 2010

 

Para além de se preparar, em ambiente de festa, para a visita do Santo Padre Bento XVI, que coincidirá com o décimo aniversário da beatificação dos videntes Francisco e Jacinta Marto (13 de Maio de 2000), o Santuário de Fátima assinala em 2010 o Centenário do Nascimento de Jacinta Marto.

 

“No próximo ano de 2010 tentaremos estabelecer, dando continuidade aos anos anteriores, uma ligação entre o Décimo Mandamento – «Não cobiçar as coisas alheias» –, e a celebração do Centenário do nascimento da Beata Jacinta. Procurámos uma formulação positiva do tema, que nos ajudasse a fazer alguma proposta a partir da Escritura, do Catecismo da Igreja Católica, e que, ao mesmo tempo, procurasse captar uma das facetas fundamentais da vida de Jacinta Marto. Por isso, escolhemos como frase-chave, como slogan, «Reparte com alegria, como a Jacinta»”, anunciou à comunicação social, na peregrinação aniversária de Outubro, o Reitor do Santuário de Fátima.

“De facto, Jacinta Marto tem esta característica. É aquela criança que está sempre disponível para Deus e sempre disponível para os outros, concretamente na prática dos sacrifícios, da oração e da esmola. Pensamos que a partir desta frase-chave, em cada um dos meses, pode haver uma reflexão, uma catequese, que vai, aos diferentes níveis, fazer importantes apelos sobre a partilha, o amor aos outros, a generosidade, a solidariedade, entre outros”, acrescentou o Padre Virgílio Antunes.

No contexto da celebração deste Centenário, será realizado em Junho, em data e com programa ainda a anunciar, um Congresso que terá como ponto de partida a vida e o testemunho de Jacinta Marto.

Também na Peregrinação das Crianças, anualmente a 9 e 10 de Junho, a pequena vidente de Fátima será a figura inspiradora.

Neste âmbito concreto da aposta do Santuário de Fátima na pastoral infantil e juvenil, propõe-se, a partir de Dezembro de 2009, no terceiro sábado do mês, realizar um programa específico e especial para as crianças, marcado por momentos de oração e de catequese.

 


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