nossa senhora de lurdes

DIa MUndial Do doente

11 de Fevereiro de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Desde toda a eternidade, M. Carneiro, NRMS 18

 

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Concorrem nesta liturgia ideias que sinalizam factos de relevância na espiritualidade cristã:

As várias aparições de N.ª Senhora à humilde pastora, Bernardette, em França;

A instituição desta festa por leão XIII;

A definição do dogma da Imaculada Conceição;

O dia mundial do doente.

Avivemos a nossa gratidão à mãe do Céu e o amor à mãe Igreja.

 

Acto penitencial

 

Sem penitência não agradamos a Deus; é necessária para a nossa salvação.

Temos pecados, infidelidades; a contrição das nossas faltas associa-se ao pedido de perdão e promessa de emenda.

A mãe do Céu o quer e pede.

 

Oração colecta: Vinde em auxílio da nossa fraqueza, Senhor de misericórdia, e concedei que, celebrando a memória da Imaculada Mãe de Deus, sejamos purificados dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Texto poético que apresenta Jerusalém como mãe; a igreja, nossa Mãe, nova Jerusalém, tem em Maria um modelo de Mãe.

 

Isaías 66, 10-14c

10Alegrai-vos com Jerusalém, exultai com ela, todos vós que a amais. Com ela enchei-vos de júbilo, todos vós que participastes no seu luto. 11Assim podereis beber e saciar-vos com o leite das suas consolações, podereis deliciar-vos no seio da sua magnificência. 12Porque assim fala o Senhor: «Farei correr para Jerusalém a paz como um rio e a riqueza das nações como torrente transbordante. Os seus meninos de peito serão levados ao colo e acariciados sobre os joelhos. 13Como a mãe que anima o seu filho, também Eu vos confortarei: em Jerusalém sereis consolados. Quando o virdes, alegrar-se-á o vosso coração e, como a verdura, retomarão vigor os vossos membros. 14cA mão do Senhor manifestar-se-á aos seus servos.

 

O texto, faz parte dum discurso dotado de rara beleza poética, no final do livro de Terceiro Isaías. Jerusalém, é apresentada como uma mãe, que com seus peitos sacia de consolação e deleite os seus filhos que regressam do exílio (vv. 10-11). Bela acomodação do texto à Virgem Maria feita pela Liturgia de hoje.

12 «A paz como um rio» é uma figura da paz messiânica que Cristo trouxe à «nova Jerusalém» que é «nossa Mãe», a Igreja (cf. Gal 4, 26-27), «o Israel de Deus» (Gal 6, 16). A Virgem Maria é imagem, modelo e Mãe da Igreja.

 

Salmo Responsorial     Jt 13, l8bcde.19 (R. 15, 9d ou Lc 1, 42)

 

Monição: O povo tranquilo pela intervenção de Judite aclama-a; louvemos Maria, que nos deu Jesus, nos ajuda contra os males, com palavras da Sagrada Escritura.

 

Refrão:         Tu és a honra do nosso povo.

Ou:                Bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho         Lc 1, 45

 

Monição: Jesus conhece as nossas necessidades; concede-nos graças, a Ele recorremos por intercessão de Sua Mãe.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Evangelho

 

São João 2, 1-11

Naquele tempo, 1realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. 2Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. 3A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». 4Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». 5Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». 6Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. 7Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. 8Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. 9Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo 10e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora». 11Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.

 

Ver notas, supra, II Domingo do tempo comum, ano C.

 

Sugestões para a homilia

 

a) Oração

b) Penitência e conversão dos pecadores

c) É a Imaculada Conceição

d) É Dia Mundial do Doente

 

a) – Em Lurdes, nas várias aparições, Nossa Senhora pede oração e penitência como meios de santificação, radical conversão, estímulo espiritual e fonte de amor a Deus.

Nem sempre a Mãe do Céu dialogou com Bernardete; algumas vezes apenas sorria em frente da bondosa e angélica menina. Como o céu se alegra e compraz em contemplar os bons filhos, as almas que lhe são fiéis!

– Nas vestes, da Virgem descalça, dominam a cor branca, cor da luz e da claridade, símbolo das alegrias eternas – da claridade do céu – da inocência e da pureza; são sempre acompanhadas da iluminação da inteligência; a cor azul aparece ainda pois é a cor do céu e da água: simboliza a fé.

Assim cantamos:

«Senhora de azul vestida,

da cor da graça e beleza:

se em teus braços tens a vida,

são teus olhos luz acesa.»

 

A alegria e beleza poéticas patentes em Isaías são íman a conduzir-nos, a integrar-nos numa geração de amor; Bernardete faz parte dela:

Amou a Mãe de Deus,

Amou a Igreja.

 

b) – A Senhora que é rica, não precisa, ensina-nos a agradar a deus, pela penitência e outras obras boas do agrado do céu: jejum e oração.

São tesouros celestiais que «a ferrugem não consome, nem a traça, nem os ladrões podem desenterrar e roubar».

Desses tesouros depende a nossa salvação pois o céu é o salário dos bons trabalhos realizados na terra.

– Manifestar amor, alegria, compartilhar o júbilo ou tomar parte e compadecer-se dos enlutados, tudo gira à volta das boas obras referidas na 1.ª Leitura. A mão do Senhor estará com os que servem, diz-se aí.

– A Mãe do Céu confessou-se serva do Senhor e pede a conversão dos pecadores para que sirvam o Pai do Céu. Servindo, alcançam graças actuais: os justos, o aumento da graça santificante, da felicidade eterna e o perdão de penas temporais.

 

c) Maria confirma o dogma da Imaculada Conceição, propõe-se como modelo para não desvirtuarmos a nossa vida; é caminho para acertarmos com o Caminho, a Verdade e a Vida.

– Ensina-nos a obedecer aos Mandamentos de Deus (...fazei o que Ele vos disser...),

– a encher a alma com melhorias de vida (...mudou a água em vinho...),

– sugere que é boa medianeira entre nós e deus, incita-nos a participar nos banquetes de Jesus,

– a preencher as talhas vazias do nosso coração com boas obras, crendo n’Ele.

 

d) O mundo parece dever mudar de nome: passar do mundo a imundo.

Tudo grita de aflição perante ondas de lepra social, de nações apodrecidas por vírus cancerígenos que lhes minam assustadoramente o equilíbrio e a saúde.

É, MEU DEUS, A DOENÇA!

Motiva e avassala as pessoas, debilita-as e enfraquece-as até à tumba.

A Terra pasma com inutilização do supérfluo, a miséria estampada em milhões de esfomeados.

Duas doenças paralelas como linhas rectas a desembocar em abismo: a física ou corporal e a espiritual.

As borrachas da falta de valores, da educação moral deficiente em responsáveis, a ambição económica, a ganância da projecção da fama e glória, riscam, por serem vesgas e de restrito horizonte, o bem estar; «O que há de grande na humanidade é a fraternidade na dor; transformar a dor em alegria, é uma arma, um cântico e um cálix.»

S. Francisco, cego e enfermo, em luta com todos por causa do seu ideal de fraternidade, exultava de amor no «Cântico das Criaturas».

É a luz na dor.

 

Fala o Santo Padre

 

A Igreja recorda hoje a primeira aparição da Virgem Maria a Santa Bernardete, que aconteceu a 11 de Fevereiro de 1858 na Gruta de Massabielle, em Lourdes. Um acontecimento prodigioso que fez daquela localidade, situada na vertente francesa dos Pireneus, um centro mundial de peregrinações e de intensa espiritualidade mariana. Naquele lugar, há já quase 150 anos, ressoa com vigor a chamada de Nossa Senhora à oração e à penitência, quase um eco permanente do convite com que Jesus inaugurou a sua pregação na Galileia: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15). Além disso, aquele Santuário tornou-se meta de numerosos peregrinos doentes, que, pondo-se à escuta de Maria Santíssima, são encorajados a aceitar os seus sofrimentos e a oferecê-los pela salvação do mundo, unindo-os aos de Cristo crucificado.

Precisamente devido ao vínculo existente entre Lourdes e o sofrimento humano, há quinze anos o amado João Paulo II quis que, por ocasião da festa de Nossa Senhora de Lourdes, se celebrasse também o Dia Mundial do Doente. […] Gostaria de fazer chegar o meu pensamento a quantos trabalham no campo da saúde do mundo inteiro, bem consciente da importância que tem o seu serviço às pessoas doentes na nossa sociedade. Desejo sobretudo manifestar a minha proximidade espiritual e o meu afecto aos nossos irmãos e irmãs doentes, com uma recordação especial para quantos são atingidos por males mais graves e dolorosos: dirige-se a eles, de modo especial neste Dia, a nossa atenção. É necessário apoiar o desenvolvimento de curas paliativas que ofereçam uma assistência integral e forneçam aos doentes incuráveis aquele apoio humano e o acompanhamento espiritual de que têm grande necessidade. […]

Bento XVI, Vaticano, 11 de Fevereiro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a sua misericórdia, dizendo confiadamente:

Por intercessão de Maria ouvi-nos Senhor.

 

1.  Pela Igreja e pelos seus pastores:

para que a mensagem de penitência

seja levada a todos os povos,

oremos irmãos.

 

2.  Por todos os que regem os destinos das nações,

para que o seu trabalho seja ao serviço da justiça e da paz,

oremos irmãos.

 

3.  Pelos que estão no fim de seus dias,

para que alcancem a paz nos braços de Deus Pai,

oremos irmãos.

 

4.  Pelos que são vítimas da fraqueza humana e vivem em pecado,

para que se arrependam e recebam a graça da conversão,

oremos irmãos.

 

5.  Pelos jovens da nossa comunidade

para que imitando a santidade de Maria, conservem puros os seus corações,

oremos irmãos.

 

Ouvi, Deus todo-poderoso, a oração da Vossa Igreja,

para que seguindo o exemplo da Virgem Maria, Vos sirva livre de todo o pecado.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Louvada seja na terra, F. dos Santos, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Venha, Senhor, em nosso auxílio o vosso Filho feito homem; Ele, que ao nascer da Virgem Maria, não diminuiu, antes consagrou a integridade de sua Mãe, nos purifique das nossas culpas e Vos torne agradável a nossa oblação. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora: p. 486 [644-756] e pp. 487-490

 

Santo: F. da Silva, 1 (I)

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos que a Mãe do Céu nos ajude a ter fome de Jesus, a receber o Deus Amor com fé, humildade e respeito.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo, F. da Silva, NRMS 67

 

cf. Lc 11, 27

Antífona da comunhão: Bendita seja a Virgem Maria, que trouxe em seu ventre o Filho de Deus Pai.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes neste sacramento celeste, fazei que, celebrando com alegria a festa da Virgem Santa Maria, imitemos as suas virtudes e colaboremos generosamente no mistério da nossa redenção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Na missa oferece-se um sacrifício de valor infinito.

Durante a semana: peçamos perdão, adoremos e demos graças.

 

Cântico final: Avé Maria farol do mar, Az. Oliveira, NRMS 73-74

 

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 12-II: Dar sentido aos sinais sensíveis.

1 Re 11, 29-32; 12, 19 / Mc 7, 31-37

Jesus meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.

Jesus serve-se muitas vezes de sinais materiais ou gestos simbólicos para realizar as suas curas (Ev). De modo semelhante, Aías dividiu a sua capa em 12 partes e só deu 10 a Jeroboão, o que simbolizava o rompimento com a casa de David (Leit).

Procuremos dar mais conteúdo aos sinais com que entramos em contacto: o crucifixo, uma imagem de Nª Senhora, a genuflexão diante do sacrário, a medalha que temos ao peito, os gestos e posições na celebração eucarística.

 

Sábado, 13-II: Evitar a nossa ruína.

1 Re 12, 16-32; 13, 33-34 / Mc 8, 1-10

Jeroboão colocou um bezerro em Betel, e outro em Dã. Foi uma ocasião de pecado, porque o povo ia a Dã prestar culto a um deles.

Quando não se acredita em Deus, como aconteceu com Jeroboão, adora-se qualquer coisa: até um bezerro de oiro (Leit). O resultado deste tipo de idolatria costuma ser desastroso. Causou a ruína da casa de Jeroboão e a sua supressão. Precisamos cortar as nossas pequenas idolatrias, que podem causar a nossa ruína.

Jesus preocupa-se com o problema da fome de uma grande multidão que o seguia havia três dias (Ev). Evitou o desfalecimento de muitos. A Eucaristia fortalece-nos interiormente, para podermos evitar a nossa ruína interior.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Ferreira de Sousa

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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