5º Domingo Comum

7 de Fevereiro de 2010

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cristo Jesus, Tu me Chamastes, H. Faria, NRMS 30

 

Salmo 94, 6-7

Antífona de entrada: Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. O Senhor é o nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Deus, na Sua bondade infinita chamou-nos à vida, preferindo-nos a muitos outros que, em vez de nós, poderia ter criado. Este chamamento à vida trouxe consigo um outro chamamento e porque de tal se trata, o apelidamos de vocação. É em si, mais um projecto de Amor de Deus, e, por isso, sempre caminho de grandes realizações. Como tal proposta é individual, importa que cada um descubra aquela para a qual foi criado. As leituras da Missa de hoje referem-se às vocações de Isaías e de Pedro. Discernindo que é mesmo Deus que os chama, sentem-se indignos de tal vocação. É de homens assim humildes, que Deus se quer servir para a realização de Seus projectos.

Apesar da nossa indignidade, também cada um de nós é chamado a cooperar num projecto divino. Se o aceitarmos, Ele, nos purificará e com a nossa sempre pobre colaboração, fará obras maravilhosas, como só Ele pode e quer realizar.

 

Oração colecta: Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías, apesar de se sentir indigno do chamamento de Deus, que o levou a ficar como que estarrecido perante a grandeza de Deus e a sua pequenez, confiou no chamamento e aceitou o que o Senhor lhe pediu, respondendo: «Eis-me aqui: podeis enviar-me».

 

Isaías 6, 1-2a.3-8

1No ano em que morreu Ozias, rei de Judá, vi o Senhor, sentado num trono alto e sublime; a fímbria do seu manto enchia o templo. 2aÀ sua volta estavam serafins de pé, que tinham seis asas cada um 3e clamavam alternadamente, dizendo: «Santo, santo, santo é o Senhor do Universo. A sua glória enche toda a terra!» 4Com estes brados as portas oscilavam nos seus gonzos e o templo enchia-se de fumo. 5Então exclamei: «Ai de mim, que estou perdido, porque sou um homem de lábios impuros, moro no meio de um povo de lábios impuros e os meus olhos viram o Rei, Senhor do Universo». 6Um dos serafins voou ao meu encontro, tendo na mão um carvão ardente que tirara do altar com uma tenaz. 7Tocou-me com ele na boca e disse-me: «Isto tocou os teus lábios: desapareceu o teu pecado, foi perdoada a tua culpa». 8Ouvi então a voz do Senhor, que dizia: «Quem enviarei? Quem irá por nós?» Eu respondi: «Eis-me aqui: podeis enviar-me».

 

É curioso que o relato da vocação de Isaías não apareça, como em Jeremias e Ezequiel, no início do livro, mas aqui, como a abertura do chamado «livro do Emanuel» (Is 7 –12). Isto deve-se a que os livros proféticos, tais como os temos, foram precedidos, em geral, de colecções parciais que, depois, vieram a unir-se num só volume, bastante desordenadamente. «No ano da morte do rei Osias». Julga-se que foi no ano 740 (ou no ano 738) a. C., mas ainda em vida deste rei (cf. Is 1, 1).

2 «Serafins». Considerados seres angélicos. É a única vez que são nomeados em toda a Sagrada Escritura. O nome, que significa «Ardentes» ou «Abrasadores» (semelhantes ao fogo), pode indicar tanto o fervor para com Deus (vv. 3-4), como o papel que um deles desempenha de purificar com o fogo (v. 6) o próprio profeta.

3 «Santo, Santo, Santo», isto é, santo no grau mais elevado: para exprimir o superlativo, em hebraico é frequente repetir duas vezes o adjectivo; aqui repete-se três vezes! Os Padres viram neste triságio uma alusão ao mistério da SSª Trindade.

Esta experiência mística única, no início da vocação do profeta, havia de marcar toda a sua vida; ele vem a ser o profeta por excelência da santidade e transcendência divina e tem o seu modo próprio de designar Deus, o «Santo de Israel» (1, 4; 5, 19.24; 10, 17.20; 41, 14..16.20; etc., ao todo umas 26 vezes, quando no resto da Bíblia se diz apenas 5 vezes); a própria Liturgia havia de fazer seu este Sanctus.

5 «Ai de mim...» Perante a revelação da sublime grandeza de Deus, Isaías fica deveras estarrecido, ao tomar consciência do abismo da sua pequenez e indignidade, para poder estar diante da sua santíssima presença (pensava-se mesmo que não se podia ver a Deus sem morrer), e sente mais vivamente a sua indignidade precisamente naquele ponto no qual Deus se queria apoiar para o transformar em seu arauto: os seus lábios.

«Senhor do Universo, em hebraico», Yahwéh tseba’ôth, «Senhor dos Exércitos», indica a Deus enquanto Rei, isto é, chefe, não só dos exércitos de Israel, mas também dos exércitos celestes, que incluem não só os anjos, mas também os astros, todo o Universo; daí que actualmente tenhamos adoptado uma tradução que, por um lado é inteligível (Tsabaot não nos diz nada) e, por outro lado, evita todo o aspecto bélico, e, além disso, tem em conta a correspondente tradução grega: Pantocrátor.

8 «Quem enviarei? Quem irá por nós?» É significativa esta passagem do singular ao plural, nós: quem dá a vocação é só Deus, mas Deus digna-se associar os Anjos (aqui, os Serafins) à execução dos seus planos (mas não se trata propriamente duma revelação antecipada do mistério da SS. Trindade).

«Eis-me aqui: podeis enviar-me». É extraordinária esta afoiteza do profeta, após aquela primeira sensação de pavor. A cena passa-se no Templo (v. 1, em hebraico no hekal, isto é, na sala que precede o debir, ou Santo dos Santos, quer dizer, o lugar mais santo de todos).

 

Salmo Responsorial      Sl 137 (138), 1-2a.2bc-3.4-5.7c-8 (R. 1c)

 

Monição: É um acto de justiça o louvor que todo o ser deve dar ao Senhor. Os homens e os anjos, mais do que ninguém, o devem fazer, pois são as únicas criaturas que O conhecem.

 

Refrão:         Na presença dos Anjos,

                      eu Vos louvarei, Senhor.

 

De todo o coração, Senhor, eu Vos dou graças,

porque ouvistes as palavras da minha boca.

Na presença dos Anjos Vos hei-de cantar

e Vos adorarei, voltado para o vosso templo santo.

 

Hei-de louvar o vosso nome pela vossa bondade e fidelidade,

porque exaltastes acima de tudo o vosso nome e a vossa promessa.

Quando Vos invoquei, me respondestes,

aumentastes a fortaleza da minha alma.

 

Todos os reis da terra Vos hão-de louvar, Senhor,

quando ouvirem as palavras da vossa boca.

Celebrarão os caminhos do Senhor,

porque é grande a glória do Senhor.

 

A vossa mão direita me salvará,

o Senhor completará o que em meu auxílio começou.

Senhor, a vossa bondade é eterna,

não abandoneis a obra das vossas mãos.

 

Segunda Leitura *

 

Monição: A certeza da ressurreição de Jesus, facto testemunhado pelos Apóstolos e por mais de quinhentos irmãos, é fundamento da nossa fé.

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

 

1 Coríntios Cor 15, 1-11;      forma breve: 1 Coríntios 15, 3-8.11

[1Recordo-vos, irmãos, o Evangelho que vos anunciei e que recebestes, no qual permaneceis 2e pelo qual sereis salvos, se o conservais como eu vo-lo anunciei; aliás teríeis abraçado a fé em vão.]

3Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, 4segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, 5e apareceu a Pedro e depois aos Doze. 6Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram. 7Posteriormente apareceu a Tiago e depois a todos os Apóstolos. 8Em último lugar, apareceu-me também a mim, como o abortivo.

[9Porque eu sou o menor dos Apóstolos e não sou digno de ser chamado Apóstolo, por ter perseguido a Igreja de Deus. 10Mas pela graça de Deus sou aquilo que sou e a graça que Ele me deu não foi inútil. Pelo contrário, tenho trabalhado mais que todos eles, não eu, mas a graça de Deus, que está comigo. Por conseguinte,] 11tanto eu como eles, é assim que pregamos; e foi assim que vós acreditastes.

 

1-7 Temos aqui uma das mais ricas passagens do Novo Testamento onde se contém o kérigma primitivo, o núcleo da própria pregação apostólica em ordem a chamar à fé os ouvintes, e que depois servia de base à catequese dos neófitos. Este testemunho de excepcional valor acerca da ressurreição de Cristo, escrito uns 25 anos após, é condizente com os testemunhos posteriores dos quatro Evangelhos. Não podia, pois, tratar-se de uma mistificação, só possível a longo prazo, demais que as testemunhas se contavam às centenas e, então, «a maior parte ainda vive» (v. 6). E a fé pregada por S. Paulo não é nenhuma teoria à mercê de gostos ou caprichos, tem um conteúdo objectivo, que tem de ser conservado na sua integridade, para levar à salvação: «Sereis salvos, se o conservardes como eu vo-lo anunciarei» (v. 2). E a ressurreição de Jesus não é uma ideia, algo vago, mas um evento real, verificado, «ao terceiro dia» (v. 4).

3 «Morreu pelos nossos pecados». Este é um ponto capital da fé: a morte de Cristo tem valor redentor. «Segundo as Escrituras»: isto é dito tanto da Morte como da Ressurreição de Jesus (cf. Lc 24, 25-27); para a Morte, ver Is 53; Salm 22 (21); para a Ressureição, ver Salm 16 (15), 8-11 (cf. Act 2, 25-32); e também Os 6, 2 (texto de referência possível, embora não citado explicitamente no N. T.).

7 «Apareceu a Tiago». Só desta aparição é que não temos mais testemunhos no Novo Testamento. Este seria «o primo (irmão) do Senhor», chefe da Igreja de Jerusalém, cuja identidade com o Apóstolo Tiago Menor é muito discutida. Terá sido só após a Ressurreição que os familiares («irmãos») de Jesus começaram a acreditar n’Ele, pois antes não acreditavam (cf. Jo 7, 5), o que não era o caso dos Apóstolos.

8 «Como o abortivo». De facto Paulo veio à luz da fé de modo anormal e violento. Pode ser que o Apóstolo fale aqui com certa ironia, tendo em conta esta maneira com que os adversários o apodariam para o desacreditar. De qualquer modo, a expressão vinca bem o milagre da sua conversão, que não foi fruto duma evolução lenta e progressiva do seu pensamento, como pensam alguns, o que esbate a força do estrondoso milagre moral duma conversão que é um poderoso motivo de credibilidade a favor da verdade do cristianismo.

9-10 Aqui se vê a autêntica humildade do Apóstolo, que nada tem de deprimente complexo de inferioridade; é que Paulo tem uma consciência tão clara da sua indignidade (v. 9), como, por outro lado, da graça que nele actua: «pela graça de Deus sou aquilo que sou»  (v. 10).

11 «Tanto eu como eles assim é que pregamos». Fica clara a identidade entre a pregação de Paulo e a dos Apóstolos – «transmiti-vos o que eu mesmo recebi» (v. 3) –; na passagem paralela de 1 Cor 11, 23, diz, a propósito da Eucaristia: «eu recebi do Senhor o que precisamente vos transmiti», o que indica um ensino recebido da tradição da Igreja primitiva, com origem no Senhor (em grego apó toû Kyríou), não necessariamente do próprio Jesus (então diria melhor: pará toû Kyríou).

 

Aclamação ao Evangelho            Mt 4, 19

 

Monição: O discernimento da nossa vocação passa por escutar e seguir a Palavra de Deus. Dessa opção livre e voluntária, depende a felicidade terrena e eterna de tantos homens. Como é importante cumprir a vontade de Deus!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Vinde comigo, diz o Senhor,

e farei de vós pescadores de homens.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 5, 1-11

Naquele tempo, 1estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré 2e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. 3Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». 5Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». 6Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. 7Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. 8Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe: «Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador». 9Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada. 10Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». 11Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.

 

Após esta pesca milagrosa, que antecipa simbolicamente a futura missão apostólica dos discípulos, Lucas apresenta, só agora e sinteticamente, o seu chamamento – centrado na pessoa de Simão Pedro –, os quais «deixaram tudo e seguiram Jesus» (v. 11), ao passo que os outros Sinópticos narram esse chamamento com mais pormenor e logo no início do ministério público do Senhor (Mc 1, 18-22; Mt 4, 16-20; cf. Jo 1, 35-51).

8 «Afasta-te de mim». Isto não quer dizer que Simão queira que Jesus fuja dele, apenas pretende expressar o sentimento de humildade de quem se sente indigno de estar na presença do Senhor; Pedro começa a dar conta da maneira singular como Deus está presente em Jesus, por isso sente tão ao vivo a sua condição de pecador. Esta reacção tão natural e tão sobrenatural é semelhante à de Isaías, perante o divino – tremendum et fascinans – da 1.ª leitura.

10 «Serás pescador de homens». O episódio tem um quê de paradigmático. Esta vai ser a missão da Igreja (cf. Mt 28, 18-20) – «fazer-se ao largo e lançar as redes para a pesca» (cf. v. 4) –, mas, como então, os discípulos, se trabalharem em nome próprio, afadigam-se «sem apanhar nada» (v. 5a); se, porém, lançam as redes em nome do Senhor – «já que o dizes» ( v. 5b) –, então o resultado será deveras maravilhoso (vv. 6-7).

 

Sugestões para a homilia

 

– Na presença dos Anjos, eu vos louvarei, Senhor.

– «Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca».

– Necessidade e urgência de seguir o conselho de Jesus: «Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca».

1. Na presença dos Anjos, eu vos louvarei, Senhor.

É esta a grande meta da nossa vida: chegarmos à felicidade eterna, para, na presença dos Anjos, louvarmos o Senhor. Foi para isso que Ele, nosso Pai, um dia nos chamou à vida. Para atingirmos este objectivo, é necessário que agora sigamos pelos caminhos que conduzem a tal felicidade, é necessário que estejamos convertidos, voltados para o Senhor. Para a realização universal desta maravilhosa empresa, a maior que cada um tem entre mãos executar, o Senhor quer precisar da nossa colaboração.

2. «Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca».

A ordem dada por Jesus do barco de Pedro: «Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca», é uma ordem que dá também, a cada um de nós. A esta acção pedida pelo Senhor, chamamos apostolado e dele dependerá, em grande parte, a salvação de muitos irmãos.

Pedro, confiante no Senhor, realiza uma pesca abundantíssima, maravilhosa. Para que sejamos instrumentos válidos nas mãos de Deus, uma condição se impõe, que escutemos e sigamos, com generosidade, a Palavra do Senhor. Poderá porventura essa Palavra não estar conforme os nossos planos. Para Pedro, conhecedor da actividade piscatória, também parecia um disparate pescar aquela hora do dia e depois de uma noite já o ter feito em vão. Mas obedece, e a pesca torna-se maravilhosa e abundante. Como andamos enganados quando resolvemos actuar baseados apenas nos nossos conhecimentos! Importa, antes de tudo, obedecer à Palavra de Deus. Com ela todas as nossas fragilidades serão superadas.

Isaías sente-se com lábios impuros e Paulo considera-se como um aborto. Mas, com a graça de Deus, tornam-se protagonistas de pescas abundantíssimas.

3. Necessidade e urgência de seguir o conselho de Jesus: «Faz-te ao largo e lança as redes para a pesca».

São demasiado alterosas as vagas do mar da vida em que nos encontramos: guerras, actos terroristas, violências, imoralidades e divulgação de tantas doutrinas e orientações perniciosas. Muitos irmãos correm assim o risco de se perderem, esmagados por essas vagas. Suas vidas pedem o nosso auxílio. Perante tais ameaças, não podemos cruzar os braços, ficar indiferentes ou porventura ter medo.

Fieis à Palavra de Deus e às orientações da Santa Igreja venceremos. Importa abrir os nossos corações a Cristo, como nos pediu e deu exemplo o Papa João Paulo II. Com Ele, as estruturas do mal, em todos os campos serão vencidas.

A Família, está particularmente a ser alvo de grandes crimes, havendo mesmo ameaças da sua destruição. Os prevaricadores de tais iniciativas diabólicas, se pedirem perdão ao Senhor, arrependendo-se com o necessário propósito de emenda, sempre encontrarão a misericórdia infinita de Deus que lhes perdoará. O mesmo já não acontece em relação à natureza, pois esta nunca perdoa. Quantas doenças, algumas das quais mesmo incuráveis, como a SIDA, que surgiram e se divulgam, na quase totalidade dos casos, na sequência desses desvarios contra a mesma natureza! Como é dramático haver quem queira legalizar e mesmo facilitar meios que conduzem a tais desgraças!

Tenhamos fé, essas estruturas diabólicas serão vencidas. Para que tal se verifique, é necessário que nos alimentemos com a sempre necessária oração e confiemos na Palavra de Deus, que a Santa Igreja, tão insistentemente, proclama. Este apostolado é urgente para devolver a verdadeira liberdade aos homens, libertando-os da escravatura do pecado. Livres, poderão prosseguir a caminhada da vida, com serenidade, saúde e alegria e assim virem a louvar eternamente o Senhor que os criou.

 

 

 

Oração Universal

 

Irmãos,

Oremos ao Senhor do Universo,

para que dê aos que escutam os apóstolos deste tempo

um coração aberto à sua mensagem,

e peçamos fervorosamente:

Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

 

1.  Pelos Bispos e Párocos do mundo inteiro,

pelas Igrejas particulares e paroquias a que presidem

e pelos fieis que com eles trabalham,

oremos ao Senhor.

 

R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

2.  Pelos responsáveis no governo das nações,

pelos que promovem a prosperidade dos povos

e pelos que defendem os direitos dos homens,

oremos ao Senhor.

 

R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

3.  Pelos leigos que vivem em matrimónio,

pelos jovens que se preparam para o casamento

e pelos lares que já não têm amor,

oremos ao Senhor.

 

R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

4.  Pelos irmãos e irmãs religiosas de clausura,

pelos jovens consagrados ao Senhor

e pelas crianças que gostam de Jesus,

oremos ao Senhor.

 

R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

 

5.  Pelos membros da nossa assembleia dominical,

pelos outros cristãos desta Paróquia

e pelos homens e mulheres que não têm fé,

oremos ao Senhor.

 

R. Mostrai-nos, Senhor, o vosso amor.

 

Escutai, Senhor, as nossas orações

E enchei-nos da vossa graça,

Para proclamarmos que só Vós sois Santo

E nos colocarmos inteiramente

Ao serviço do Evangelho.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e Recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para auxílio da nossa fraqueza concedei que eles se tornem para nós sacramento de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: M. Luis, NCT 297

 

Monição da paz

 

Seguir a palavra de deus é seguir pelos caminhos que conduzem à verdadeira paz. na medida em que confiarmos na palavra do senhor, seremos instrumentos de paz. Com o propósito, de o sermos de facto, saudai-vos na paz de Cristo.

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, que, quer a salvação de todos os homens, vai entrar em nós pela Sagrada Comunhão. Vamos pedir-Lhe entusiasmo e coragem para nos lançarmos no mar largo do apostolado, do qual dependerá a salvação de tantos irmãos.

 

 

Cântico da Comunhão: Não Fostes Vós que Me Escolhestes, Az. Oliveira, NRMS 59

 

Salmo 106, 8-9

Antífona da comunhão: Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia, pelos seus prodígios em favor dos homens, porque Ele deu de beber aos que tinham sede e saciou os que tinham fome.

 

Ou

Mt 5, 5-6

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.

 

 

Oração depois da comunhão: Deus de bondade, que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice, concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo, dêmos fruto abundante para a salvação do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com o propósito de seguir a Palavra do Senhor, vamos fazer tudo quanto estiver ao nosso alcance para que, a Boa Nova da salvação, chegue a todos os povos, nomeadamente aqueles que se encontram em maior risco de condenação eterna, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Ide por Todo Mundo, M. Faria, NRMS 17

 

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 8-II: A nuvem e a presença de Deus.

1 Re 8, 1-7. 9-13 / Mc 6, 53-56

Assim que os sacerdotes saíram do Santuário, uma nuvem enche o Templo do Senhor: a glória do Senhor enchia o seu Templo.

A nuvem é um sinal que aparece com frequência no Antigo Testamento: com Moisés no monte Sinai, na tenda da reunião, na marcha pelo deserto, na dedicação do templo de Jerusalém (Leit). «A nuvem, uma vezes escura, outras luminosa, revela o Deus vivo e salvador, velando a transcendência da sua glória» (CIC, 697).

 De modo semelhante, a presença de Jesus faz com que lhe levem os doentes para serem curados (Ev). Não deixemos de descobrir esta presença de Deus no Sacrário de cada igreja, nos nossos irmãos, nos acontecimentos de cada dia.

 

3ª Feira, 9-II: O desagrado de Deus perante certas tradições humanas.

1 Re 8, 22-23. 27-30 / Mc 7, 1-13

Oxalá estejam abertos, dia e noite, os vossos olhos sobre esta Casa, sobre este lugar, do qual dissestes: Ai estará o meu nome!

Foi Salomão que levou a cabo a construção do templo de Jerusalém: «A oração da Dedicação do templo apoia-se na promessa de Deus e na sua aliança, na presença activa do seu nome no meio do seu povo… o rei levanta então as mãos para o céu e suplica ao Senhor… para que todas as nações saibam que Ele é o único Deus e o coração do seu povo lhe pertença inteiramente» (CIC, 2580).

Mas nem sempre o coração do povo pertenceu inteiramente a Deus. Jesus, com autoridade divina, desaprova certas «tradições humanas» dos fariseus que anulam a palavra de Deus» (Ev).

 

4ª Feira, 10-II: A resolução dos problemas difíceis.

1 Re 10, 1-10 / Mc 7, 14-23

A rainha de Sabá ouviu falar de Salomão e veio para o experimentar com problemas difíceis.

A rainha de Sabá foi ter com Salomão (Leit). As multidões procuravam igualmente aproximar-se de Jesus (Ev). Ambos tiravam dúvidas sobre os seus problemas.

No episódio do Evangelho, Jesus explica a importância que tem o interior do homem: «Pois do interior do coração dos homens é que saem os pensamentos perversos» (Ev). É um chamamento para vermos com anda o nosso interior: Como vemos as pessoas com quem lidamos? Vemos só a parte negativa?

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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