28º Domingo Comum

10 de Outubro de 2004

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai a minha prece, M. Carneiro, NRMS 102

Salmo 129, 3-4

Antífona de entrada: Se tiverdes em conta as nossas faltas Senhor, quem poderá salvar-se? Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

 

Introdução ao Espírito da Celebração

 

Celebramos a Eucaristia que é a única que pode exprimir, de maneira adequada, o nosso agradecimento por tudo quanto o Senhor fez por nós. A nossa acção de graças e o nosso amor a Deus pulsam com o mesmo ritmo; a sua fonte está no coração humano unido ao Coração sacerdotal de Jesus Cristo. Demos glória a Deus e estejamos atentos à Sua Voz.

 

Oração colecta: Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas acções e nos torne cada vez mais atentos à prática das boas obras. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O general sírio Naamã é curado da lepra quando docilmente desce ao rio Jordão e nele mergulha sete vezes, como lhe tinha indicado o profeta Eliseu. A sua obediência foi sobejamente premiada. E não deixa de manifestar ao Profeta a sua gratidão.

 

2 Reis 5, 14-17

Naqueles dias, 14o general sírio Naamã desceu ao Jordão e aí mergulhou sete vezes, como lhe mandara Eliseu, o homem de Deus. A sua carne tornou-se tenra como a de uma criança e ficou purificado da lepra. 15Naamã foi ter novamente com o homem de Deus, acompanhado de toda a sua comitiva. Ao chegar diante dele, exclamou: «Agora reconheço que em toda a terra não há outro Deus senão o de Israel. Peço-te que aceites um presente deste teu servo». 16Eliseu respondeu-lhe: «Pela vida do Senhor que eu sirvo, nada aceitarei». E apesar das insistências, ele recusou. 17Disse então Naamã: «Se não aceitas, permite ao menos que se dê a este teu servo uma porção de terra para um altar, tanto quanto possa carregar uma parelha de mulas, porque o teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício a quaisquer outros deuses, mas apenas ao Senhor, Deus de Israel».

 

O episódio cheio de beleza e vivacidade é tirado do chamado ciclo de Eiseu (2 Re 2, 13 – 13, 30), tem um paralelo semelhante nos Evangelhos, não tanto nas curas dos leprosos dos Evangelhos, como se lê no Evangelho de hoje, mas antes na cura do cego de Jo 9.

17 Uma porção de terra, isto é, de terra santa, terra que pertence ao verdadeiro e único Deus, Yahwéh, o único capaz de fazer milagres. Esta terra levada como relíquia vai continuar no futuro costume da piedade cristã de os peregrinos da Terra Santa trazerem consigo um punhado de terra.

 

Salmo Responsorial    Sl 97 (98), 1-4 (R. cf. 2b)

 

Monição: O salmo que vamos meditar lembra-nos que Deus não tem acepção de pessoas; Ele manifestou a sua Salvação diante de todos os povos.

 

Refrão:         O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

 

Ou:                Diante dos povos

                      manifestou Deus a salvação.

 

Cantai ao Senhor um cântico novo

pelas maravilhas que Ele operou.

A sua mão e o seu santo braço

Lhe deram a vitória.

 

O Senhor deu a conhecer a salvação,

revelou aos olhos das nações a sua justiça.

Recordou-Se da sua bondade e fidelidade

em favor da casa de Israel.

 

Os confins da terra puderam ver

a salvação do nosso Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,

exultai de alegria e cantai.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo lembra-nos que «se permanecermos firmes» na nossa união com Cristo, «também reinaremos com Ele».

 

2 Timóteo 2, 8-13

Caríssimo: 8Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de David, ressuscitou dos mortos, segundo o meu Evangelho, 9pelo qual eu sofro, até ao ponto de estar preso a estas cadeias como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está encadeada. 10Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação que está em Cristo Jesus, com a glória eterna. 11É digna de fé esta palavra: Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos; 12se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos; 13se O negarmos, também Ele nos negará; se Lhe formos infiéis, Ele permanece fiel, porque não pode negar-Se a Si mesmo.

 

Este belo trecho da leitura é uma bela lição de optimismo, baseado na fé, para as horas de provação e de perseguição, bem como magnífico um hino de apelo à fidelidade a toda a prova (vv. 11-13).

8 «Segundo o meu Evangelho». Não se trata do Evangelho de Lucas, discípulo de Paulo, mas do Evangelho que Paulo prega, a boa nova da salvação de Cristo, exposto com os acentos próprios do Apóstolo das Gentes. No Novo Testamento nunca o termo Evangelho se refere ao Evangelho escrito.

9 «Cadeias como um malfeitor». S. Paulo está no 2.º cativeiro romano, pelo ano 67, no fim da sua vida, em plena perseguição de Nero contra os cristãos, considerado pelo historiador pagão da época, Suetónio (Vida dos 12 imperadores, Nero, 16), como pertencentes a uma «superstição nova e maléfica».

 

Aclamação ao Evangelho        cf.1 Tes 5, 18

 

Monição: Na fidelidade a Jesus Cristo até à morte está a nossa salvação.

 

Aleluia

 

Em todo o tempo e lugar dai graças a Deus,

porque esta é a sua vontade a vosso respeito em Cristo Jesus.

 

Cântico: Aclamção ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51

 

 

Evangelho

 

Lucas 17, 11-19

Naquele tempo, 11indo Jesus a caminho de Jerusalém, passava entre a Samaria e a Galileia. 12Ao entrar numa povoação, vieram ao seu encontro dez leprosos. 13Conservando-se a distância, disseram em alta voz: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós». 14Ao vê-los, Jesus disse-lhes: «Ide mostrar-vos aos sacerdotes». E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra. 15Um deles, ao ver-se curado, voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz, 16e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer. Era um samaritano. 17Jesus, tomando a palavra, disse: «Não foram dez que ficaram curados? Onde estão os outros nove? 18Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro?» 19E disse ao homem: «Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou».

 

Os Sinópticos referem a cura de leprosos, mas só Lucas relata o episódio da cura dos dez leprosos, que condiz bem com a sua visão universalista da salvação.

12 «Conservando-se a distância». A própria Lei prescrevia, a fim de evitar o contágio, o isolamento do doente (cf. Lv 13, 45-46) e também um certificado de cura passado pelos sacerdotes (cf. Lv 14, 2 ss) para poder ser reintegrado no convívio social.

17 «Onde estão os outros nove?» O relato deixa ver que Jesus não os curou logo e manda-os ir pedir o certificado da cura ainda antes de curados. Assim é posto em evidência o seu exemplo de fé, mas a verdade é que só um – e o mais desprezível, pois era samaritano – é que deu exemplo de gratidão. Lucas, ao pôr em relevo a gratidão dum estrangeiro, também deixa ver a finíssima sensibilidade do Coração de Cristo, que fica contente com o agradecimento deste, e dorido com a ingratidão dos outros nove que não estiveram para ter a maçada de voltar atrás para agradecer a cura.

 

Sugestões para a homilia

 

1. «Prostrou-se aos pés de Jesus, para Lhe agradecer» (Ev.) A gratidão.

2. «O teu servo nunca mais há-de oferecer holocausto ou sacrifício... a não ser ao Senhor, Deus de Israel» (1ª leitura). Dar glória a Deus.

3. «Se permanecermos firmes, também reinaremos com Ele» (2ª leitura). A nossa salvação.

1. A virtude da gratidão...Saber agradecer...

Tudo é graça e dom de Deus. As aves do Céu, os animais dos campos, as árvores das florestas, as flores, os peixes das águas, os rios e os mares, as searas ondulantes, as montanhas e os vales, a criação inteira, tudo é dom de Deus.

«Os Céus e a terra apregoam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos» (Salmo 19).

Temos obrigação de ser agradecidos. O Criador do Céu e da terra tem direito à nossa amizade e gratidão. Como o amor filial brota do agradecimento e da admiração, devemos fomentar em nós esta admiração e este agradecimento, tomando consciência dos variadíssimos trabalhos que podemos realizar com as nossas mãos, dos lugares a que podemos chegar com os nossos pés, das palavras que podemos pronunciar com os nossos lábios.

Do mesmo modo devemos fazer despertar em nós a admiração pelo Amor imenso que Deus nos tem, pelo cuidado paternal com que Ele cuida de nós, até ao pormenor mais insignificante da queda de um cabelo, pela Sua omnipotência, sabedoria, imensidade...

«Dá graças a Deus que te ajudou e goza-te em tua vitória. Que alegria mais profunda essa que sente a tua alma, depois de teres correspondido» (Cam. 992).

Jesus sente a ingratidão dos outros nove leprosos que foram curados e pergunta: «Mas não ficaram limpos os dez? Onde estão os outros nove? Não se encontrou quem voltasse, para dar glória a Deus, senão este estrangeiro?» (Ev.). Onde estão tantos dos nossos irmãos que não vêm tomar parte nesta nossa Eucaristia Dominical? Não têm também eles tanto que agradecer?...

2. Dar glória a Deus...

«Se a vida não tivesse por fim dar glória a Deus seria desprezível; mais ainda, detestável» (Cam. 783).

Dar glória a Deus significa reconhecer e acatar o seu poder sem limites. Toda a criação é para a glória de Deus e canta um hino ao Criador; é como uma grande sinfonia em louvor da Sua soberania; nós somos os Pontífices encarregados por Deus de a oferecer num hino consciente de louvor e acção de graças. Que tristeza se acontecesse o que nos recorda S. Paulo na sua carta aos Romanos(1, 21): «Os homens, porém, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças».

Os nossos primeiros pais foram os primeiros intérpretes dessa Criação; conviviam amistosamente com Deus num ambiente de admiração, adoração, súplica e gratidão. O pecado veio interromper este hino ao Criador e introduziu no mundo as tonalidades de expiação e satisfação. Jesus Cristo, «esplendor da glória do Pai» (Jo 1, 14) , veio introduzir no mundo o perfeito louvor. Toda a vida de Jesus Cristo é uma contínua referência ao Pai: o seu respirar, o seu agir, o seu alimento constante é dar glória a Seu Pai.

Devemos imitar Jesus nessa estima sem limites pela grandeza de Deus, nessa estima amorosa, nessa admiração jubilosa, que se exprime pela palavra e pelo canto. Deus é o único Bom (Mc 10,18), a única Beleza, a Suma Formosura – o único que tem direito ao nosso amor, à nossa admiração: «Majestade e esplendor precedem-No: poder e esplendor estão na sua morada santa» (Salmo 95, 6).

3. O louvor é um dom de Deus para nossa salvação...

«Não precisando do nosso louvor, nem tirando proveito algum das nossas acções de graças, Vós inspirais e fazeis vossa a nossa Acção de Graças para que nos sirva para nossa salvação» (Prefácio IV).

Os discípulos de Cristo não devemos perder em nenhuma circunstância da nossa vida este ponto de mira: «Guardai-vos de fazer as vossas obras com o fim de serdes vistos pelos homens» (Mt 6, 1).

O dever do louvor impõe-se à Igreja como tal. O louvor vocal, próprio da liturgia, é como um sinal sensível de adoração e estima amorosa e de piedade filial para com Deus. A oração faz parte da mais íntima essência da própria Igreja, que é Comunidade de Oração. «Na Liturgia das Horas, a par do louvor divino, a Igreja exprime igualmente os votos e anseios de todos os cristãos; mais ainda, roga a Cristo e, por Ele, ao Pai pela salvação do mundo inteiro».

Nós cristãos temos o especial e honroso encargo de elevar a Deus Uno e Trino o louvor pela sua bondade, pela sua soberana beleza e pelo seu desígnio misericordioso acerca da nossa salvação sobrenatural. «Aclamemos o Senhor pela sua obra de salvação, cantemos ao Senhor pelas maravilhas que Ele operou, exultemos com hinos de alegria!» (cfr. Salmo de Meditação).

 

 

Oração Universal

 

Unidos num só coração e numa só alma,

elevemos a nossa oração a Deus Pai,

pelo bem da Santa Igreja

e pela salvação de todos os homens,

dizendo:

R. Ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus

que luta na terra contra o mal:

para que Deus Pai Todo-Poderoso

a encha dos dons do Espírito,

a congregue na unidade

e lhe conceda chegar à glória eterna,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelos governantes das nações,

e por todos quantos trabalham pela justiça

e pela paz no mundo:

para que os seus esforços pelo bem comum

preparem o advento do reino eterno,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelas pessoas consagradas,

pelos lares cristãos e seus filhos,

pelos idosos e pelos que vivem sozinhos:

para que Deus os guarde na santidade do seu amor,

os alegre com a sua luz

e lhes conceda a firme esperança do reino futuro,

oremos, irmãos.

 

4.  Pelos defuntos da nossa comunidade e do mundo inteiro:

para que, purificados das sua faltas,

possam contemplar na eternidade o rosto de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Atendei, ó Deus de bondade, as preces da Vossa Igreja:

e fazei que vencendo em toda a parte o erro e o mal,

ela possa servir-Vos com inteira liberdade.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Feliz o povo que sabe aclamar-vos, A. Cartageno, NRMS 87

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor...

 

Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Comungar o Corpo e o Sangue do Senhor é penhor de salvação. Participemos neste Banquete devidamente purificados e revestidos da veste nupcial de graça santificante, para podermos um dia participar no Banquete celeste, na glória de Deus.

 

Cântico da Comunhão: Em Vós, Senhor, está a fonte da vida, Az. Oliveira, NRMS 67

Salmo 33, 11

Antífona da comunhão: Os ricos empobrecem e passam fome; mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou:    cf. 1 Jo 3,2

Quando o Senhor se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque O veremos na sua glória.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente, M. Luís, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Deus de infinita bondade, que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, tornai-nos também participantes da sua natureza divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Iluminados pela Palavra do Senhor e fortalecidos com a Santíssima Eucaristia, procuremos ser cada vez mais agradecidos, primeiro que tudo a Deus, de Quem nos vêm todos os bens, e também aos homens, de quem recebemos diariamente tantos benefícios.

 

Cântico final: Vamos levar aos homens, M. Carneiro, NRMS 107

 

 

Homilias Feriais

 

28ª SEMANA

 

2ª feira, 11-X: A descoberta de Deus nos acontecimentos correntes.

Gal 4, 22-24. 26-27. 31- 5, 1 / Lc 11, 29-32

Esta geração é uma geração perversa: pretende um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas.

Jesus não fará nesta ocasião nenhum milagre e não apresentará mais nenhum sinal (cf. Ev.). Para quem não tem boas disposições até os maiores prodígios podem ser mal interpretados., Isto aconteceu também quando Jesus anunciou o mistério da Eucaristia em Cafarnaúm.

Para uma melhor interpretação de todos os acontecimentos de cada dia, mesmos os mais correntes, procuremos imitar Nossa Senhora que «meditava e conservava todas estas coisas no seu coração» (5.º mistério gozoso).

 

3ª feira, 12-X: Eucaristia e limpeza da alma.

Gal 5, 1-6 / Lc 11, 37-41

Vós fariseus, sois mesmo assim! Limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e malvadez.

Procuremos ter a nossa alma bem limpa para recebermos o Senhor na Eucaristia.

«A Eucaristia e a Penitência são dois sacramentos intimamente unidos. Se a Eucaristia torna presente o sacrifício redentor da Cruz, perpetuando-o sacramentalmente, significa que deriva dela uma contínua exigência de conversão... Se, para além disso, o cristão tem na consciência o peso de um pecado grave, então o itinerário da penitência através do sacramento da Reconciliação torna-se caminho obrigatório para se abeirar e participar plenamente do sacrifício da Eucaristia» (IVE, Igreja vive da Eucaristia, 37).

 

4ª feira, 13-X: Os frutos do Espírito Santo.

Gal 5, 18-25 / Lc 11, 42-46

O fruto do Espírito Santo consiste em caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e continência.

A vinda do Espírito Santo à nossa alma produz frutos abundantes e da melhor qualidade: «Os frutos do Espírito Santo são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna. A tradição da Igreja enumera doze: ‘caridade, alegria, paz...’ (cf. Leit. do dia)» (CIC, 1832).

É graças ao Espírito Santo que podemos dar bons frutos, porque Ele nos enxerta na verdadeira Vide, Cristo (cf. CIC, 736). A nossa vida andará pelos caminhos do espírito, terá um sentido sobrenatural mais acentuado.

 

5ª feira, 14-X: Santidade e Eucaristia.

Ef 1, 1-10 / Lc 11, 47-54

Foi assim que n’Ele nos escolheu antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis na sua presença.

Esta mesma afirmação pode ser aplicada a Nossa Senhora (cf. CIC, 492). Na Ave Maria repetimos-Lhe: Ave cheia de graça, o Senhor é convosco: «Maria é cheia de graça, porque o Senhor está com Ela... Maria, em quem o Senhor vem habitar... é a ’morada de Deus com os homens’. Cheia de graça. Ela dá-se toda Àquele que n’Ela vem habitar e que Ela vai dar ao mundo» (CIC, 2676).

«De certo modo, Maria praticou a sua fé eucarística, ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu  o seu ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus» (IVE, 54).

 

6ª feira, 15-X: S. Teresa de Ávila: O cuidado pelas coisas de Deus.

Ef 1, 11-14 / Lc 12, 1-7

Não se vendem cinco passarinhos por duas moedas? E nem um deles está esquecido diante de Deus.

«Deus ama e cuida de todas as suas criaturas e cuida de cada uma, até dos passarinhos. No entanto, Jesus diz: ‘valeis mais do que muitos passarinhos’ (Ev. do dia)» (CIC, 342).

Se Deus assim cuida de nós, também nós devemos cuidar de tudo o que se refere a Deus, especialmente à Eucaristia. Citemos um episódio da Santa de Ávila. Num dos seus conventos, recém fundado, pouco havia para comer, mas nunca faltava nada no altar. Um visitante ficou escandalizado por ter encontrado um pano perfumado para o sacerdote secar as mãos antes da Santa Missa.

 

Sábado, 16-X: Aniversário da eleição do Papa: O Papa e a Eucaristia.

(À escolha) / Mt 16, 13-19

E eu também te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

No 25.º aniversário do seu pontificado (2003), o Papa ofereceu à Igreja a Encíclica sobre a Eucaristia e convidava-nos ao seguinte programa: conhecer, amar, imitar Cristo. Esse programa concretizava-se «num renovado impulso na vida cristã, que passa pela Eucaristia... Cada esforço de santidade, cada iniciativa para realizar a missão da Igreja... deve extrair a força de que necessita do mistério eucarístico e orientar-se para ele como seu ponto culminante» (IVE, 60).

Vivamos com muita piedade e devoção cada um dos dias deste Ano eucarístico.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           Alfredo Almeida Melo

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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