Santa Maria Mãe de Deus

D. M. da Paz

1 de Janeiro de 2010

 

Na Oitava do Natal do Senhor

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O povo de Deus te aclama, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Sedúlio

Antífona de entrada: Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

 

Ou

cf. Is 9, 2.6; Lc 1, 33

Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Ao saudarmos as pessoas de família, amigas e conhecidas, neste primeiro dia, desejamos-lhe um bom Ano Novo.

Também a Igreja o quer para nós e, por isso, convida-nos a percorrê-lo guiados e conduzidos por Nossa Senhora, como filhos pequeninos, pela mão da sua mãe.

Ela tem por missão guiar-nos, porque é Mãe de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem e, por isso, nossa Mãe também.

 

Acto penitencial

 

Nesta encruzilhada da vida, em que um ano acaba e outro começa, vemos certamente que nem tudo, no ano que findou, correu à medida dos nossos desejos e, muito, menos, segundo os desejos do Senhor.

Num breve exame de consciência, encontramos passos mal dados, erros e omissões.

De tudo isto peçamos humildemente perdão ao Senhor, confiados na Sua misericórdia infinita.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes aos homens a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor ensina a Moisés, seu irmãos Aarão e aos seus descendentes, as palavras com que hão-de abençoar o Povo de Deus. A invocação desta bênção equivale à renovação da Aliança.

Na tríplice bênção podemos ver, depois da luz do Novo testamento, uma alusão velada ao mistério da Santíssima Trindade.

 

Números 6, 22-27

22O Senhor disse a Moisés: 23«Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: 24‘O Senhor te abençoe e te proteja. 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. 26O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

 

24-26 Esta é uma bênção própria da liturgia judaica, ainda hoje usada. É tripla e crescente: com três palavras a primeira; com 5 palavras e com 7 as seguintes (no original hebraico). A tríplice invocação do Senhor, faz-nos lembrar a bênção da Igreja, em nome das Três Pessoas da SS. Trindade.

Quando, ao começar o ano civil, nos saudamos desejando Ano Novo feliz, aqui temos as felicitações, isto é, as bênçãos que o Senhor – e a Igreja – nos endereça.

 

Salmo Responsorial      Sl 66 (67), 2-3.5.6 e 8 (R. 2a)

 

Monição: Israel usava este Salmo para agradecer a colheita de um ano e pedir novas bênçãos para o futuro.

É, pois, uma oração muito apropriada para este primeiro dia do ano em que desejamos agradecer ao Senhor todos os benefícios recebidos durante o ano que findou e imploramos novas bênçãos para o ano que dá os primeiros passos.

 

Refrão:         Deus Se compadeça de nós

                      e nos dê a sua bênção.

 

Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção,

resplandeça sobre nós a luz do seu rosto.

Na terra se conhecerão os seus caminhos

e entre os povos a sua salvação.

 

Alegrem-se e exultem as nações,

porque julgais os povos com justiça

e governais as nações sobre a terra.

 

Os povos Vos louvem, ó Deus,

todos os povos Vos louvem.

Deus nos dê a sua bênção

e chegue o seu temor aos confins da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo explica aos cristãos da Galácia o mistério da Redenção. Quando chegou a hora planeada por Deus, o Pai enviou o Seu Filho para nos salvar, assumindo a natureza humana e nascido de uma Mulher.

Devemos ao sim de Maria na Anunciação, pelo qual ela se tornou Mãe de Deus, a nossa felicidade de sermos filhos de Deus, e podermos tratar a Deus por Pai, Abba! (Papá).

 

Gálatas 4, 4-7

Irmãos: 4Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, 5para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adoptivos. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: «Abbá! Pai!». 7Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.

 

O texto escolhido para hoje corresponde à única vez que S. Paulo, em todas as suas cartas, menciona directamente a Virgem Maria. Não deixa de ser interessante a alusão à Mãe de Jesus, sem mencionar o pai, o que parece insinuar a maternidade virginal de Maria.

5 Segundo o pensamento paulino, Cristo, sofrendo e morrendo, satisfaz as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador; assim «resgatou os que estavam sujeitos à Lei» e mereceu-nos vir a ser filhos adoptivos de Deus. O Natal é a festa do nascimento do Filho de Deus e também a da nossa filiação divina.

6 «Abbá». Porque somos realmente filhos de Deus, podemos dirigirmo-nos a Ele com a confiança de filhos pequenos e chamar-Lhe, à maneira das criancinhas: «Papá». «Abbá» é o diminutivo carinhoso com que ainda hoje, em Israel, os filhos chamam pelo pai (abbá). S. Paulo, escrevendo em grego e para destinatários que na maior parte não sabiam hebraico (daí o cuidado de traduzir a palavra), parece querer manter a mesma expressão carinhosa e familiar com que Jesus se dirigia ao Pai, a qual teria causado um grande impacto nos próprios discípulos, porque jamais um judeu se tinha atrevido a invocar a Deus desta maneira; esta é a razão pela qual a tradição não deixou perder esta tão significativa palavra original de Jesus.

 

Aclamação ao Evangelho            Hebr 1, 1-2

 

Monição: Depois de nos ter falado muitas vezes por meio dos profetas, nestes tempos novos que nos é dado viver, o Pai falou-nos pelo Seu próprio Filho.

Abramos o coração para acolher a Palavra de Deus e para a seguir na vida com fidelidade.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3,F. da Silva, NRMS 50-51

 

Muitas vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos Profetas.

Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por seu Filho.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 16-21

Naquele tempo, 16os pastores dirigiram-se apressadamente para Belém e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. 17Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. 18E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. 19Maria conservava todas estas palavras, meditando-as em seu coração. 20Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado. 21Quando se completaram os oito dias para o Menino ser circuncidado, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo, antes de ter sido concebido no seio materno.

 

Texto na maior parte coincidente com o do Evangelho da Missa da Aurora do dia de Natal (ver notas supra).

21 Repetidas vezes se insiste em que o nome de Jesus é um nome designado por Deus: o nome, etimologicamente, significa aquilo que Jesus é na realidade, «Yahwéh que salva».

 

Sugestões para a homilia

 

Mãe de Jesus

O dom da maternidade

Maria, Mãe de Jesus

A maternidade divina de Maria foi revelada por Deus

Maternidade dolorosa

• Maria, nossa Mãe

Uma verdade de fé

Tem actuado como Mãe atenta e dedicada

Levemos Maria para a nossa casa

 

Ao colocar no calendário litúrgico a solenidade da Maternidade Divina de Nossa Senhora, a Igreja assegura-nos as bênçãos e protecção d’Aquela que, sendo Mãe de Deus, é também nossa Mãe.

Mãe de Jesus

A maternidade é uma das maiores maravilhas que Deus criou sobre a terra. Pode realizar-se de dois modos: fisicamente, concebendo uma criança e dando-a à luz; e espiritualmente, pela virgindade por amor do Reino dos Céus.

Maria reúne em si estes dois ideais: é Virgem – ao conceber Jesus, ao dá-l’O à luz e durante o resto da vida – e Mãe.

 

O dom da maternidade. A mãe é uma fonte inesgotável de amor, de carinho e de generosidade.

É também para os filhos uma promessa de segurança para todas as horas; a conselheira dos momentos difíceis; e aquela que nunca perde a esperança perante a doença ou outro qualquer mal de um filho, mesmo quando todos os outros já a perderam.

O filho, desde o primeiro momento da sua existência no seio materno, fica na total dependência dela. Confia-se inteiramente aos seus braços e sente junto dela uma especial segurança, talvez pela experiência inconsciente vivida nos primeiros dias da sua vida.

(O demónio procura destruir a figura da mãe pelo aborto e pelas tristes notícias que a Comunicação Social nos traz, tentando apagar a beleza que o Senhor deixou ao criá-la).

 

Maria, Mãe de Jesus. Deus quis ter na terra uma Mãe e confiou-Se ao seu carinho, na Sua vida na terra.

Escolheu-A e enriqueceu-A com todos os dons. (Que faria cada um de nós se pudesse dar à sua mãe tudo quanto deseja?)

Fê-l’A Imaculada desde a sua Conceição, ou seja, ilibou-A de toda a mancha do pecado original e encheu-A de graça santificante; preservou-A de toda a mancha durante a sua caminhada na terra; elevou-A gloriosa ao Céu em corpo e alma.

Entregou nas suas mãos maternais todos os tesouros que nos deseja conceder. Tudo o que nos vem do Céu passa pela sua oração e pelas suas mãos. Concede-lhe tudo o que Ela pede para nós, porque Maria conforma-se inteiramente com a vontade de Deus a nosso respeito. A Igreja invoca-A como a omnipotência suplicante.

 

A maternidade divina de Maria foi revelada por Deus. O Arcanjo S. Gabriel diz-lho claramente: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus» (Lc 1, 35).

Isabel exclama, ao receber o seu abraço de felicitações: «Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor?» (Lc 1, 43).

Também um grupo de mulheres que ouviam a pregação de Jesus A aclamaram como Mãe d’Ele: «Bendito o ventre que Te trouxe e os peitos que Te amamentaram». (Lc 11, 27).

Por isso, quando um herege levantou a voz para negar esta verdade de fé, a Igreja reuniu o Concílio de Éfeso e proclamou a maternidade divina de Maria, enchendo de alegria todo o povo. Conta-nos S. Cirilo de Alexandria: «todo o povo da cidade de Éfeso, desde as primeiras horas da manhã até à noite, permaneceu ansioso à espera da resolução… Quando se soube que o autor das blasfémias tinha sido deposto, todos ao mesmo tempo começamos a glorificar a Deus e a aclamar o Sínodo, porque tinha caído o inimigo da fé. Apenas saídos da igreja, fomos acompanhados com tochas a nossas casas. Era de noite: toda a cidade estava alegre e iluminada:” (S. Cirilo de Alexandria, Epistolæ XXIV (PG 77, 138). 

 

Maternidade dolorosa. Jesus pesou nos braços e no coração da Sua Mãe mais do que qualquer outro filho, para lhe dar a possibilidade de se enriquecer de merecimentos.

– Sofreu com a agonia de José que não compreendia o mistério da sua maternidade virginal, até que um Anjo o esclareceu em sonhos. 

– Fugiu apressadamente para o Egipto, livrando Jesus da morte programada por Herodes, conhecendo o desconforto e a escassez do exílio.

– Procurou, aflita, com José, durante três dias, o Menino que ficara no templo, por vontade do Pai.

– Viu-O partir para a Vida Pública, remetendo-se, possivelmente, à situação de viúva sozinha.

– Sofreu na Paixão de Jesus, ao vê-l’O morrer insultado pelos homens, e sem que A deixassem guardar, como recordação, as vestes do Filho.

– Viu-se forçada a fugir de Jerusalém para o estrangeiro, por causa da perseguição aos primeiros cristãos.

Maria, nossa Mãe

Quando aceitou ser Mãe de Jesus, Maria acolheu-nos a todos como nossa Mãe.

 

Uma verdade de fé. Pelo Baptismo fomos intrinsecamente transformados, tornámo-nos «nova criatura», animados pela vida de Deus – a graça santificante – e membros do Corpo de Jesus Cristo. Deste modo, participamos na sua mesma vida.

– Jesus proclamou solenemente esta maternidade universal de Nossa Senhora do alto da Cruz, talvez para nos ensinar que o sermos filhos de Maria é o primeiro fruto da Paixão de Jesus. «Mulher, eis o teu filho… João, eis aí a tua Mãe. E desde aquela hora, o discípulo recebeu-A em sua casa

– Foi proclamada no Concílio Vaticano II, por Paulo VI, Mãe da Igreja, isto é, Mãe de todo o Corpo Místico.

– Procedeu sempre como tal, livrando-nos de apuros: Em Lepanto, afasta de nós o perigo turco que ameaçava destruir todo o cristianismo na Europa; fez cair o «muro da vergonha», depois de renovada a consagração do mundo ao seu Imaculado Coração, pelo papa João Paulo II, em 25 de Março de 1985.

 

Tem actuado como Mãe atenta e dedicada. Compadecida do nosso descaminho, multiplica as aparições particulares: em Lurdes, em Fátima e em tantos outros lugares.

Qual a razão desta atracção misteriosa que sentimos pelos seus templos? João Paulo II chama-lhes «Casas da Mãe.»

 

Levemos Maria para a nossa casa. Imitemos o discípulo amado, trazendo Nossa Senhora para a vida de cada dia, como bons filhos que desejamos ser.

– Procuremos conhecê-l’A cada vez melhor, meditando os textos do Evangelho que nos falam d’Ela, bem como outros livros bons que estão ao nosso alcance.

– Aproximemo-nos d’Ela, como os pastores e Belém. Deste modo nos encontraremos mais perto de Jesus. Para isso, visitemo-l’A nos seus santuários, e tenhamos em casa a sua imagem.

– Procuremos falar-lhe com frequência, rezando as diversas orações tradicionais na Igreja: a Consagração, o Lembrai-vos, a Salve-Rainha, o Terço, etc.

– Deixemo-nos guiar por Ela… e ensinar-nos-á a fazer a vontade de Deus, como recomendou aos criados de Caná: «Fazei tudo o que Ele vos disser.»

– Entreguemos-lhe a nossa vida, como uma criança se confia aos braços da mãe, com a certeza de que Ela escolherá para nós o que for melhor.

Tal como as mães preparam os filhos pequenos para uma visita importante, peçamos-lhe que nos prepare para receber Jesus, e nos acolha depois deste desterro, para nos apresentar a Jesus.

 

Fala o Santo Padre

 

Com providencial intuição, o meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, quis que o ano iniciasse sob a protecção de Maria Santíssima, venerada como Mãe de Deus. A Comunidade cristã, que nestes dias permaneceu em adoração orante diante do presépio, olha hoje com particular amor para a Virgem Mãe. Identifica-se com ela enquanto contempla o Menino que acabou de nascer, envolvido em faixas e colocado na manjedoura. Como Maria, também a Igreja permanece em silêncio, para colher e conservar as ressonâncias interiores do Verbo que se fez carne e não dissolver o calor divino-humano que emana da sua presença. Ele é a Bênção de Deus!

A Igreja, como a Virgem, mais não fez do que mostrar a todos Jesus, o Salvador, e reflecte sobre cada um a luz do seu Rosto, esplendor de bondade e de verdade.

Contemplamos hoje Jesus, nascido da Virgem Maria, na sua prerrogativa de verdadeiro «Príncipe da Paz» (Is 9, 5). Ele «é a nossa paz», que veio abater o «muro de separação» que divide os homens e os povos, isto é «a inimizade» (Ef 2, 14). Por isso, sempre Paulo VI, de venerada memória, quis que o dia 1 de Janeiro se tornasse também Dia Mundial da Paz: para que cada novo ano comece na luz de Cristo, o grande pacificador da humanidade. […]

Dirijamos com confiança a nossa oração à Santa Mãe de Deus, para que se desenvolvam nas consciências o respeito sagrado por cada pessoa humana e a firme rejeição da guerra e da violência. Ajuda-nos, Maria, tu que deste Jesus ao mundo, a aceitar d'Ele o dom da paz e a ser sinceros e corajosos construtores de paz.

Bento XVI, Vaticano, 1 de Janeiro de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Com profunda gratidão para com Jesus Cristo,

porque nos deu generosamente a Sua própria Mãe,

apresentemos, por intercessão de Maria a Jesus,

para que Ele as leve ao Pai, as nossas humildes petições.

Cheios de confiança, oremos (cantando):

 

Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

1. Pelos cristãos separados do Oriente, tão devotos de Maria,

para que o seu carinho pela Mãe de Deus e nossa Mãe,

os conduza, quanto antes, à unidade da Igreja de Cristo,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

2. Pelo Papa, princípio e fundamento de unidade da Igreja,

para que a Mãe de Deus que salvou João Paulo II da morte,

defenda o Santo Padre e não o deixe trair pelos inimigos,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.  

 

3. Por todos os que se deixaram enredar no pecado,

para que sintam o desejo do regresso, quanto antes,

aos caminhos da conversão e da fidelidade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

4. Por todas as associações marianas da Igreja,

para que animem todas as pessoa ao seu alcance

a um amor a Nossa Senhora que dê frutos de apostolado,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

5. Por todas as pessoas que se purificam, depois da morte,

para que, por intercessão de Maria Santíssima, Mãe de Deus,

A contemplem, quanto antes, na glória da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

6. Pelos sacerdotes que servem, no mundo, a Igreja de Jesus,

para que sintam, neste Ano Sacerdotal que celebramos,

a nossa estima e ajuda pela oração e pela ajuda filial,

oremos, irmãos.

 

     Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores.

 

 

Senhor, que adornastes de virtudes e dons Maria Santíssima,

atendendo a que Ela seria a Mãe do Vosso Filho Encarnado:

ensinai-nos a praticar para com Maria a verdadeira devoção,

para que Ela nos conduza aos Vossos braços de Pai.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução à Liturgia Eucarística

 

Maria preparou os serventes de Cana da Galileia para que, obedecendo a Jesus, enchessem as talhas de água que Ele depois transformou em vinho delicioso.

Nesta celebração levámos o pão e o vinho ao altar do Sacrifício.

Pelo ministério do sacerdote, o mesmo Jesus vai transubstanciá-los no Seu Corpo e Sangue, para que nos alimentemos.

Peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a crescer na fé e devoção à Santíssima Eucaristia.

 

Cântico do ofertório: Em Redor do teu Altar, M. Carneiro, NRMS 42

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós Vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na maternidade] p. 486 [644-756]

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) próprio. Nas Orações Eucarísticas II e III faz-se também a comemoração própria do Natal.

 

Santo: F. dos Santos, NCT 201

 

Saudação da paz

 

Maria é o sinal da verdadeira paz e Cristo, o apelo permanente à reconciliação entre os seus filhos que somos todos nós.

Neste dia em que celebramos a sua Maternidade Divina, acabemos com os muros que nos separam.

Com este desejo,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

O Corpo e Sangue e Cristo que vamos receber na Sagrada Comunhão foi-nos dado por Maria, quando aceitou ser Sua Mãe.

Só ela nos pode preparar convenientemente para O recebermos. Peçamos-lhe mais este favor maternal.

 

Cântico da Comunhão: Jesus Cristo, Ontem e Hoje, A. Cartageno, Cânticos de Entrada e Comunhão I

Hebr 13, 8

Antífona da comunhão: Jesus Cristo, ontem e hoje e por toda a eternidade.

 

Cântico de acção de graças: Em Todo o Tempo Bendirei o Senhor, S. Marques, NRMS 71-72

 

Oração depois da comunhão: Recebemos com alegria os vossos sacramentos nesta solenidade em que proclamamos a Virgem Santa Maria, Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja: fazei que esta comunhão nos ajude a crescer para a vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Procuremos encaminhar cada vez mais todas as pessoas para uma verdadeira devoção a Nossa Senhora.

Tenhamos a certeza que, quanto mais perto estivermos d’Ela, mais junto de Jesus Cristo nos encontramos.

 

Cântico final: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

 

 

Homilia Ferial

 

Sábado, 2-I: Endireitar os caminhos do Senhor.

1 Jo 2, 22-28 / Jo 1, 19-28

Quem é mentiroso? Não é aquele que nega que Jesus seja o Cristo? Este é que é o anti-Cristo: aquele que nega o Pai e o Filho.

O Anti-Cristo é um pseudo-messianismo em que o homem se glorifica a si mesmo, pondo-se no lugar de Deus (CIC, 675). É o caso de todos aqueles que querem ser senhores da vida e da morte e decidem quem não deve nascer ou deve morrer. Também podemos ocupar o lugar de Deus quando fazemos tudo, ou quase tudo, como se Ele não existisse.

Agora que começa o novo Ano ouçamos o conselho de Isaías: «Endireitai os caminhos do Senhor» (Ev), isto é, metamos mais Deus na nossa vida.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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