Nossa Senhora do Rosário

7 de Outubro de 2004

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nossa Senhora do Rosário, J. Santos, NRMS 10 (II)

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao Espírito da Celebração

 

Ainda está na nossa memória a celebração do Terço Vivo, no Estádio Nacional, no passado mês de Outubro de 2003. Foi um espectáculo maravilhoso de som, cor, luz e piedade. Foi uma homenagem ao Papa João Paulo, o Papa do Rosário, por ocasião dos seus 25 anos de Pastor da Igreja.

Com a festa de hoje, a Igreja convida-nos a meditar na vida de Cristo, na companhia de Nossa Senhora.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Apóstolos perseveravam unidos na oração com Maria, Mãe de Jesus. Queremos imitá-los.

 

Actos dos Apóstolos 1, 12-14

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como, em todas as quatro listas que aparecem no N. T., Pedro é sempre o cabeça de lista, embora elas não tenham sempre todos os nomes na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial      Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Lc 1, 49 )

 

Monição: Com Nossa Senhora cantemos ao nosso Deus, cuja misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem.

 

Refrão:         O Senhor fez em mim maravilhas:

santo é o seu nome.

 

Ou:                Bendita sejais, ó Virgem Maria,

que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 28

 

Monição: Cantemos em honra da humilde serva do Senhor, que pelo seu sim generoso, se tornou Mãe do Filho do Altíssimo.

 

Aleluia

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco;

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

Cântico: Aclamação – 4,F. Silva, NRMS 50-51

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. 27O nome da Virgem era Maria. 28Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». 29Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. 30Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». 34Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». 35O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. 36E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril 37porque a Deus nada é impossível». 38Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A. T. (cf. Dan 8, 16-26; 9, 21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita: «Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26, 49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10, 5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêm na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria da «Filha de Sião» (Sof 3, 14; Jl 2, 21-23; Zac 9, 9).

«Cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva: está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28, 15), Moisés (Ex 3, 12) e Gedeão (Jz 6, 12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele. Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita es tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1, 12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1, 18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1 Sam 1, 18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6, 8) e Moisés (Ex 33, 12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2 Sam 7, 8-16; Salm 2, 7; 88, 27; Is 9, 6; Jer 23, 5; Miq 4, 7; Dan 7, 14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7, 14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos e renunciando a consumar a união; mas nem todos os estudiosos assim pensam, como também se vê no recente e interessante filme Figlia del suo Figlio.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…» Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1, 2; Salm 104, 30) e santificadora (cf. Act 2, 3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; é melhor a da Nova Bíblia dos Capuchinhos): o verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40, 34-36); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…» O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois o que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2, 7).

38 «Eis a escrava do Senhor…» A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que se dá a si mesma.

«Faça-se…» O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus.

 

Sugestões para a homilia

 

Nota histórica

Rosário: compêndio do Evangelho

Nota histórica

A festa que hoje celebramos foi instituída por S. Pio V para celebrar a vitória das armas cristãs na batalha naval de Lepanto, em 1571. O islamismo ameaçava a civilização cristã. Conquistar Roma, derrubar a cruz, hastear a sua bandeira no Vaticano, suprimir o Evangelho e dar primazia ao alcorão. Governava a Igreja o Papa S. Pio V. Homem de Deus e bom diplomata deu-se conta do perigo eminente: a civilização cristã estava fortemente ameaçada. Que fazer? Para além dos preparativos militares, o Papa convidou os cristãos para uma autêntica cruzada de oração, suplicando auxílio divino, a fim de obter bom resultado na batalha naval, que se ia travar. Aos próprios soldados e marinheiros distribuiu terços. A presença de Nossa Senhora foi visivelmente sentida: Lepanto ficou na história como uma batalha ganha pela ajuda poderosa da Virgem Maria, Auxiliadora dos cristãos.

Ave, Maria! Rezemos com o Anjo, no início do novo milénio! Santa Maria, rogai por nós! Peçamos com os homens de todas as gerações! E Deus virá em nosso auxílio! Com o salmista poderemos nós também hoje cantar: Ó Senhor, Vós tendes sido o nosso refúgio através das gerações! (Salmo 90,1)

Rosário: compêndio do Evangelho

Em Fátima, em 1917, Nossa Senhora disse que era a Senhora do Rosário. Nas aparições, de Maio a Outubro, fez sempre a esta recomendação: Rezem, rezem muito. Rezem o Terço todos os dias. A Virgem Maria pede-nos a oração do Terço, porque o rosário é o compêndio do Evangelho. O enunciado dos mistérios tem a sua raiz na Bíblia e faz-nos recordar em ordenada sucessão os principais acontecimentos salvíficos que se realizaram em Jesus Cristo. S. Bernardo escreveu: «Deus quis ser compreendido, ser visto, quis ser pensado: recostado no presépio, deitado no regaço da Virgem Maria, suspenso da cruz, lívido na morte e depois ressurgindo ao terceiro dia, mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos e finalmente mostrando-lhes a sua face gloriosa enquanto subia ao mais alto dos céus. Quem não meditará na santidade e piedade destes factos?»

O rosário sempre foi uma autêntica escola de oração. É verdadeira sabedoria com os mistérios do santo rosário meditar na vida de Jesus: assim com os Mistérios gozosos contemplamos a Encarnação do Verbo e a Santa Infância do Deus Menino; Com os Mistérios luminosos contemplamos os momentos mais significativos da vida Pública do Divino Mestre. Com os Mistérios dolorosos e os Mistérios gloriosos contemplamos a Paixão, Morte e glorificação de Jesus, nosso Redentor.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Rosário é contemplação de Cristo nos seus mistérios, em íntima união com Maria Santíssima.»

 

1. Hoje […], celebramos a solenidade de Nossa Senhora do Santo Rosário. Todo o mês de Outubro é particularmente dedicado a esta bonita oração, caríssima ao povo cristão. Em virtude da actual situação internacional, convidei as pessoas e as comunidades a recitar o Rosário pela paz. Renovo também hoje este convite realçando, ao mesmo tempo, o facto de que o Rosário é contemplação de Cristo nos seus mistérios, em íntima união com Maria Santíssima.

 

A espiritualidade contemporânea sente profundamente a exigência de ir, por assim dizer, ao que é essencial. Por isso, hoje está em acto uma nova e promissora descoberta da autêntica natureza do Rosário, como oração que ajuda a permanecer em companhia de Cristo, para melhor O conhecer, assimilar os seus ensinamentos e viver o seu mistério. E quem, melhor do que Maria, nos pode acompanhar neste itinerário da mente e do coração? Eis o sentido da repetição da Ave Maria, que «constitui o enredo em que se desenvolve a contemplação dos mistérios» (Exortação Apostólica Marialis cultus, 46).

 

Reze a Igreja incessantemente pela paz com a recitação do Rosário, de forma tanto individual como comunitária, conservando o olhar fixo em Jesus Cristo, nossa Paz. […]

 

João Paulo II, Angelus, Roma, 14 de Outubro de 2001

 

Oração Universal

 

Alegremente confiados na mediação de Maria,

a omnipotência suplicante, rezemos (cantando):

Santa Maria, rogai por nós.

 

1.  Pelo Santo Padre,

bispos sacerdotes, diáconos e todo o povo cristão,

oremos

 

2.  Para que à luz do Evangelho, rezando o Rosário

a velha Europa se renove no amor a Nossa Senhora,

oremos.

 

3.  Por todos os doentes, pelos que sofrem

para que em Nossa Senhora

encontrem conforto para os seus males,

oremos.

 

4.  Por todos os que em suas casas, nas Igrejas, sós ou em família,

ou através da Rádio recitam o Terço,

oremos.

 

5.  Pela felicidade eterna dos nossos fiéis defuntos

especialmente os que foram mais devotos de Nossa Senhora do Rosário,

oremos.

 

Escutai, Senhor, benignamente os nossos pedidos,

na festa de Nossa Senhora do Rosário.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: O pão e o vinho que vos trazemos, B. Salgado, NRMS 12 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 (644-756] ou II, p. 487

 

Prefácio

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever dar-Vos graças, é nossa salvação glorificar-Vos. Nós Vos louvamos e bendizemos por Jesus Cristo vosso Filho, na memória de Nossa Senhora do Rosário. Humilde serva acolheu a vossa Palavra e guardou-a no seu coração. Admiravelmente unida ao mistério da Redenção, perseverou com os Apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo. Agora resplandece no caminho da nossa vida como sinal de consolação e de firme esperança

Por isso com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

No quinto mistério luminoso contemplamos a Última Ceia de Jesus e a Instituição da Eucaristia!

«Jesus tomou o Pão, abençoou-o e disse: Isto é o meu Corpo, tomai e comei!»

Aceitemos o convite e com fé, amor e gratidão recebamos Jesus no nosso coração!

 

Cântico da Comunhão: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

 

Antífona da comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS 10

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Quem reza salva-se:

 

Do Rosário a celeste Rainha

Por ele encaminha

Nossa alma até Deus.

toda a vida o rosário rezemos

e assim entraremos um dia no Céu.

 

Cântico final: Contigo, Senhora, H. Faria, NRMS 103-104

 

 

Homilias Feriais

 

6ª feira, 8-X: A defesa dos nossos tesouros.

Gal 3, 7-14 / Lc 11, 15-26

Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus haveres estão em segurança.

Precisamos estar muito atentos, vigilantes, para podermos defender os tesouros (haveres) da nossa vida: a presença de Deus na nossa alma, a intimidade com Nossa Senhora, o amor limpo pelo próximo... Recorramos à ajuda do Espírito Santo, o dedo de Deus (cf. Ev.): «O hino ‘Veni creator Spiritus’ invoca o Espírito Santo como ‘dedo da mão direita do Pai’» (CIC, 700).

Dirijamo-nos também a Nossa Senhora: «Á vossa protecção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus...livrai-nos de todos os perigos, Virgem gloriosa e bendita».

 

Sábado, 9-X: Os louvores a Nossa Senhora.

Gal 3, 22-29 / Lc 11, 27-28

Feliz daquela que te trouxe no seio e que te amamentou ao seu peito.

Podemos continuar a dirigir louvores a Nossa Senhora, como fez aquela mulher (cf. Ev.), através da recitação da Ave Maria: «as suas palavras exprimem a admiração do céu e da terra, e deixam de certo modo transparecer o encanto do próprio Deus ao contemplar a sua obra prima: a encarnação do Filho no ventre virginal de Maria... A repetição da Ave Maria sintoniza-nos com este encanto de Deus: é júbilo, é admiração, reconhecimento do maior milagre da história» (O Rosário da V. Maria, 33).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:           José Roque

Nota Exegética:                      Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha


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